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| BIONADE: O refri orgânico que caiu no gosto alemão |
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| Escrito por Thiago Guimarães |
| Ter, 19 de Janeiro de 2010 07:03 |
Você está em um bar, em uma discoteca ou em um show. Seus amigos todos estão com uma garrafa de cerveja na mão, mas você não gosta, não está a fim ou não pode beber. Se você estiver na Alemanha, o que você faria? Provavelmente se encostaria no balcão e pediria uma Bionade, bebida que não soa tão infantil como um refrigerante e tem ares modernos de produto ecologicamente correto.Inovação no mercado de bebidas, a Bionade resulta da fermentação de ingredientes naturais. A bebida não-alcoólica foi escolhida principalmente por um público jovem e com preocupações ecológicas. O curioso é que a “eco-soda” só existe por causa de uma tradicional cervejaria de propriedade familiar que estava prestes a falir. As dificuldades financeiras foram o estímulo que Dieter Leipold encontrou para estudar alternativas comerciais e criar o produto em um laboratório improvisado em sua própria casa. Inspiração, Leipold conta que encontrou no trabalho de abelhas, que transformam substâncias naturais em algo doce, não alcoólico. No início, o comércio de Bionade estava restrito a academias de ginástica. Hoje em dia, as coloridas garrafas de 330 ml podem ser encontradas um pouco mais caras que as de um refrigerante comum em supermercados, atacados de bebida ou mesmo em restaurantes. São quatro sabores bem exóticos: lichia, ervas, laranja com gengibre e sabugueiro (Holunder). Recentemente foi lançada também a variedade “Aktiv”, alternativa aos isotônicos para praticantes de esporte. Prova de que a Bionade caiu no gosto alemão é o crescimento a passos largos da produção. Em 2007, foram engarrafadas 200 milhões de unidades – dez vezes mais que em 2005 e número impensável nos velhos tempos da cervejaria. Três anos atrás, por exemplo, não se conseguia encontrar a Bionade em Hamburgo. O produto havia sumido das prateleiras. O produto pode ser encontrado em 16 países, além da própria Alemanha. E, apesar de a concorrência não ser tão aberta, ninguém nega que, no futuro, bebidas como a Bionade se transformarão nos principais concorrentes dos gigantes do setor. Aliás, segundo o empresário Peter Kowalsky, a própria Coca-Cola já teria oferecido “muito dinheiro” para adquirir a pequena firma. |






Você está em um bar, em uma discoteca ou em um show. Seus amigos todos estão com uma garrafa de cerveja na mão, mas você não gosta, não está a fim ou não pode beber. Se você estiver na Alemanha, o que você faria? Provavelmente se encostaria no balcão e pediria uma Bionade, bebida que não soa tão infantil como um refrigerante e tem ares modernos de produto ecologicamente correto.




