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Se você é do tipo que pensa que música clássica é coisa dos séculos passados, para sua avó apreciar, melhor rever seus conceitos. Na Alemanha, o cenário musical erudito também é juvenil. Prova disso são os mais de três milhões de jovens que cantam e tocam em corais e orquestras pelo país.
Instituicões, escolas e festivais que fomentam a música clássica entre a juventude não faltam. São mais de 80 teatros de ópera, mais de 140 orquestras, um sistema de educação musical formado por escolas superiores e amadoras, faculdades de pedagogia musical, conservatórios de nível médio, entre outros, e, no mínimo, mais de 100 festivais de música erudita por ano. Sem falar nas revistas, sites e emissoras de rádio especializadas, que contribuem para difundir o clássico e reverter o preconceito que existe com relação a esse estilo musical.
Apesar de a Alemanha ser o berço dos maiores artistas clássicos de todos os tempos, ainda existem barreiras a serem quebradas dentro de casa (com pais que não têm o hábito e não incentivam seus filhos a tocar um instrumento ou escutar música erudita) e nas salas de concerto, por exemplo. Em uma tentativa de mudar esse quadro, grandes salas em Berlim e em Munique começaram a permitir maior contato e interação entre o público e os músicos.
As gravadoras, interessadas no crescimento desse nicho musical, também têm feito o dever de casa. São cada vez maiores os investimentos na promoção de cds de clássicos com com embalagens mais chamativas e em músicos como o alemão David Garret. Conhecido como o „Beckham dos violinistas“, David, de 28 anos, que nasceu em Aachen, na Alemanha, logo muito cedo despontou no cenário musical clássico - seu début foi aos 10 anos com a Orquestra Filarmônica de Hamburgo. Depois de ser lapidado na renomada Julliard School, em Nova Iorque, Garret decidiu direcionar sua carreira para os jovens. Em suas apresentacões toca um repertório composto de clássicos de Beethoven, Brahms, Sibelius e Tchaikowsky, mas também com músicas mais lentas de bandas como Metallica. Ah, ele também se apresenta vestindo jeans e boné. „Um jovem não vai se sentir à vontade em um concerto sendo o único de tênis“, justifica.
David Garret não é o único alemão a se destacar. Jovens músicos como Beatrix Klein, Anne-Sophie Mutter, Tabea Zimmermann, Waltraud Meier, Thomas Quasthoff, Nikolaus Harnoncourt, Helmut Rilling e Christian Thielemann fazem parte do primeiro escalão da música internacional.
LINK: http://www.klassik.com
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