Inicial Música Clássica ROBERT SCHUMANN: Há 200 anos nascia um gênio musical

ROBERT SCHUMANN: Há 200 anos nascia um gênio musical PDF Imprimir E-mail
Escrito por Glaucimara Silva   
Ter, 08 de Junho de 2010 13:43

Monumento à Robert Schumann - Fonte: dpa/paA vida dele pode ter acabado em um manicômio perto de Bonn, mas dotado de um duplo talento, literário e musical, Robert Schumann é lembrado muito mais pela sua genialidade do que pela sua personalidade marcada pela doença e pela depressão. O compositor alemão do período romântico deixou uma obra abrangente, composta de canções e miniaturas para piano e de óperas e sinfonias.


Nascido em 8 de junho de 1810 em Zwickau, Robert Schumann também viveu períodos importantes em outras três cidades alemãs: Leipzig, Dresden e Düsseldorf. Filho de um pai dedicado às letras e de uma mãe extremamente musical, Schumann deixou sua cidade natal para estudar Direito em Leipzig. Exímio pianista já nessa época, mudou o rumo de sua vida ao começar a estudar composição e fundar, juntamente com o professor de piano Friedrich Wieck, a revista Neue Zeitschrift für Musik (publicação que circula até hoje).

Os primeiros anos de seu casamento com Clara, filha de Wieck, foram extremante inspiradores e responsáveis pelo seu lançamento no cenário musical alemão. Durante o período , Robert Schumann escreveu diversos ciclos de canções, quartetos de coral, peças pianísticas, as primeiras sinfonias, o Concerto para piano em lá menor e o oratório Das Paradies und die Peri, entre outros.

Enfrentando concorrência com Ludwig van Beethoven, Felix Mendelssohn e Frédéric Chopin, cuja música se adequavam mais ao gosto da época, Schumann ainda sofria com o virtuosismo da esposa Clara, uma excelente e reconhecida pianista. Quando foi convidado a assumir a direção musical da cidade de Düsseldorf não pensou duas vezes e aceitou o cargo com o objetivo encontrar esperança em sua carreira musical.

No entanto, o entusiasmo inicial de Schumann pela Renânia, responsável por um terço de sua obra, logo se dissipou. Robert não se adaptou ao cargo e os sintomas de depressão e alucinacões se tornaram cada vez mais graves. Apesar da profunda e duradoura amizade com o jovem Johannes Brahms iniciada na cidade, Schumann enfrentava cada vez mais um estado de confusão mental. Após ter-se atirado ao Rio Reno e ter sido resgatado, Robert Schumann foi internado em um asilo para doentes mentais próximo a Bonn, onde passou seus últimos dois anos de vida.

Confira abaixo uma das obras mais famosas de Robert Schumann, o Réquiem: