| TURISMO MAIS VERDE: Na Alemanha tambérm é grande a disposição em viajar com consciência ecológica |
|
|
|
| Escrito por Revista Deutschland |
| Qui, 04 de Março de 2010 10:09 |
|
Sim, admitimos que há 100 anos, quando Luitpold, o príncipe regente da Baviera, decidiu reformar sua frota de barcos a remo, substituindo-a por barcos elétricos, não se pensava ainda em proteção do clima. Mas hoje, a frota do Königssee é um importante elemento quando se trata de turismo e mobilidade ecológicos numa das mais importantes regiões turísticas da Alemanha. Isto porque os pontos turísticos de Berchtesgaden e Bad Reichenhall engajam-se na defesa do turismo sustentável, o que é comprovado através da sua filiação a uma iniciativa excepcional, a “Alpine Pearls”, uma cooperação de 21 regiões alpinas da Alemanha, Áustria, Suíça, França, Itália e Eslovênia. Esta cooperação recebeu em 2008 a menção de honra “Ecotrophea”, da Federação Alemã de Turismo, pelo seu engajamento exemplar na proteção ambiental e no turismo. No centro da filosofia das “pérolas alpinas” está uma contribuição para a proteção da natureza através da mobilidade ecológica – os turistas viajam de trem, menos prejudicial ao meio ambiente, e transitam in loco de forma boa e barata, através de ônibus, táxis coletivos, bondes ou bicicletas de aluguel. Para incentivar os turistas a abrir mão do carro, a “Kurkarte” (ingresso para balneários e termas) também vale como passagem para os trens regionais. O exemplo da “Alpine Pearls” mostra que o clima e o meio ambiente estão ganhando importância crescente no turismo. E a Alemanha, na opinião de peritos, pode assumir aqui uma função exemplar. “A Alemanha foi um dos países pioneiros na discussão sobre um turismo sustentável, devendo também assumir esse papel quanto ao tema mudança do clima e turismo”, diz Edgar Kreilkamp, professor titular de Administração de Turismo na Universidade de Lüneburg. Num projeto de pesquisa, ele examina as correlações entre a mudança do clima e o turismo sustentável. Como setor de crescimento, o turismo internacional está contribuindo atualmente com 5% da emissão mundial do pernicioso gás do efeito estufa CO2. A consciência e a disposição de viajar inocuamente estão aumentando na Alemanha. Esta é a conclusão a que chegou a Fundação Ambiental WWF no seu mais recente estudo “Der touristische Klima-Fu߬abdruck 2009”. Numa sondagem para este estudo, 43% dos questionados declararam que já passaram ou passarão suas férias em um destino turístico nas proximidades, contribuindo para a diminuição das emissões de CO2. Não para Maiorca, mas sim para Meclemburgo-Pomerânia Ocidental. O turista alemão que passa suas férias no Mar Báltico, deixa, através da viagem de ida e volta, da acomodação, da alimentação e de atividades no local, as suas pegadas climáticas que, com 258 quilos de CO2.por pessoa, produzem cinco vezes menos gás de efeito estufa do que uma viagem às Ilhas Baleares, que são o destino predileto de férias dos alemães. Todavia, o país de turismo número um dos alemães é a Alemanha. Em 2008, cerca de 31% de todos os veranistas passaram suas férias na Alemanha, preferindo a Baviera, no sul, e Meclemburgo-Pomerânia Ocidental, no norte. Neste Estado alemão, com 1900 quilômetros de costa no Mar Báltico, a associação turística da região desenvolveu um projeto original para que os turistas passem suas férias sem emissão de CO2, a “Waldaktie” (ação da floresta). A idéia é que, comprando simbolicamente uma árvore, os turistas apoiam o surgimento da primeira floresta alemã do clima. Quem compra uma ação da floresta pode plantar uma árvore, compensando as emissões de CO2 que uma família de quatro pessoas causa em duas semanas de férias. Os próprios turistas podem plantar suas árvores. Até hoje foram vendidas 7500 ações da floresta para seis florestas do clima, cuja área total é de 7,5 hectares. As agências de viagens e os hotéis da Alemanha também estão mudando sua filosofia. O Feldberger Hof, na Floresta Negra, assume um papel pioneiro, pois é o primeiro hotel alemão neutro ao clima. Sua administração aposta no trato inócuo da energia e da água, tendo instalado pouco a pouco, em todo o prédio, equipamentos que poupam energia. A velha calefação a óleo também foi substituída por uma moderna usina termoelétrica descentralizada. O balanço energético inócuo mostra que é possível economizar de 600 a 700 toneladas de CO2 e cerca de 300 mil litros de óleo de calefação ao ano. A Deutsche Bahn (ferrovia alemã) escolheu outro caminho. Com sua oferta “Fahrtziel Natur” (destino natureza), ela leva seus passageiros a 17 parques nacionais, reservas biológicas e parques naturais na Alemanha, desde o Mar Frísio até a região dos Alpes. Em cooperação com organizações ambientais, como a Nabu e a BUND, a Deutsche Bahn oferece informações sobre excursões, ciclovias e trilhas para caminhadas nas regiões de reserva. Outro bom exemplo para o veraneio suave é a marca turística “Viabono”. Fundada em 2001 por iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e do Departamento Federal do Meio Ambiente, ela reúne sob seu teto 350 hotéis, apartamentos de férias, estabelecimentos de assembleias, acampamentos, albergues da juventude, restaurantes, comunidades de parques naturais e de turismo na Alemanha. Juntamente com outras organizações da proteção ao consumidor, dos setores do meio ambiente e do turismo, todos se engajam por viagens sustentáveis. No “Forum anders reisen” (Fórum viajar diferente), cerca de 140 agências turísticas, sobretudo da Alemanha, mas também algumas do estrangeiro, comprometeram-se ao engajamento pelo turismo sustentável. Em cooperação com a atmosfair GmbH, de Berlim, esse fórum oferece a veranistas a possibilidade de compensar a quantidade de gás emitido pela sua viagem de avião. O dinheiro de um certificado atmosfair é investido em projetos energéticos em países em desenvolvimento. Aí também se engaja a iniciativa de sustentabilidade “Futouris”, fundada no começo de 2009 e à qual pertencem os maiores grupos empresariais de turismo na Alemanha, entre eles TUI e Thomas Cook. Seja o re¬florestamento de mangues em Sri Lanka ou o incentivo de energia eólica na Turquia, a “Futouris” está apoiando com 14 projetos a proteção da natureza e do meio ambiente e a conservação da biodiversidade nos países de destino turístico em todo o mundo. |







O turismo suave já começara na Alemanha há 100 anos nos Alpes de Berchtesgaden, nas águas verde-esmeralda do lago Königssee. Muitos turistas que querem descobrir os segredos do impressionante parque nacional ao redor do lago cercado de montanhas, no sudeste da Baviera, navegam ecologicamente em barcos de passeio sobre a água, na qual se refletem os picos do Jenner, do Steinernes Meer e do Watzmann. Nenhum barulho de motor de barcos, nenhuma emissão de gases poluentes envenena o clima. Propulsionados suavemente, os 18 barcos elétricos da companhia de navegação Königsseeschifffahrt passam pelos pontos turísticos, como a mundialmente famosa igreja barroca de peregrinação St. Bartholomä. Todo ano, esses barcos levam cerca de 500 mil turistas em passeio pelo lago. 




