BRASIL & ALEMANHA
 

27° ENCONTRO ECÔNOMICO: Cooperação em foco
ATTO: Uma Torre na Amazônia
ENCONTRO ECONÔMICO: Ministro zu Guttenberg no Brasil
PLANET.MOVE: Mostra de Filmes Ambientais em Brasília
ALÉM DO SOBRENOME: Burle Marx e a Alemanha
TRABALHO E EMPREGO: Brasil e Alemanha assinam acordo
COOPERAÇÃO TRILATERAL: Exemplo para futuras parcerias
HOMENAGEM: Celso Amorim é condecorado
LEI FUNDAMENTAL: Celebração de aniversário em Brasília
LEI FUNDAMENTAL ALEMÃ: Modelo de sucesso, unidade e paz
CONTAGEM REGRESSIVA:Encontro Econômico Brasil-Alemanha
AJUDA: Doação alemã para o norte e nordeste do Brasil
CÂMARAS DE COMÉRCIO: Negócios entre Brasil e Alemanha
DIREITOS HUMANOS: Um trabalho de longo prazo
ARQUITETURA & RELIGIÃO: “Made in Germany” em Brasília
NAVIOS ALEMÃES: Brasil deixa boas impressões
SOLIDARIEDADE: Marinheiros alemães ajudam projeto social
ECOGERMA: Brasil e Alemanha assinam acordos de cooperação
MARINHA ALEMÃ: Três navios atracam em Salvador
SANTA CATARINA: 180 anos de imigração
BOAS FESTAS! Mensagem do Embaixador
HOMENAGEM: Gilberto Gil é condecorado pela Alemanha
SUSTENTABILIDADE: Projeto Pintadas Solar recebe Prêmio SEED
SOLIDARIEDADE: Doações alemãs são entregues em Blumenau
AJUDA HUMANITÁRIA :Alemanha destina fundos para o Brasil
CACHAÇA: Nova mania alemã
PRÊMIO: "Quadriga" por trabalho social no Brasil
JÜRGEN RÜTTGERS: Governador no Brasil
HARALD ZUR HAUSEN: Nobel no Brasil
JUIZ DE FORA: Em busca de uma cidade irmã
BEATRIX KLEIN: Juventude ao piano
OS TRÓPICOS: Exposição chega a Berlim
KULTURFEST ITINERANTE: Sucesso pode gerar projeto permanente
ENCONTRO: Alemanha de olho no crescimento brasileiro
KULTURFEST: Festival itinerante chega a Brasília
ETANOL: Produção e uso em discussão
BRASILIANISTAS: O Brasil dos alemães
CHUCRUTE COM PÃO DE QUEIJO: Mercedes-Benz em Juiz de Fora
KULTURFEST: “Os Trópicos” chega ao Rio de Janeiro
DOCE RECORDAÇÃO: Como Kurt Deichmann conquistou o coração
dos cariocas

SOCIEDADE GERMÂNIA: Um clube com muitas histórias para contar
ZÉ DO ROCK: Cineasta faz filme sobre Brasil e Alemanha
OS GUERREIROS DE ROLÂNDIA: Idas e vindas de um povo
IMIGRAÇÃO: Mitos e Fatos

BLUMENAU: Relações culturais e econômicas
BLUMENAU EM FOCO: Lula e Glos abrem encontro econômico
VISITA MINISTERIAL: Michael Glos participa de Encontro Econômico
COLÔNIA DE UVÁ: História de uma dura experiência
FESTA NO CERRADO: Goiânia comemora sua Oktoberfest
FESTA EM BLUMENAU: Cidade comemora sua Oktoberfest
AVIAÇÃO: TAM vai operar vôos diários para Alemanha
KULTURFEST: Vai começar a maior inserção cultural alemã no Brasil
OKTOBERFEST: Comemorações por todo o sul do Brasil
CENTRO GERMÂNICO MISSIONEIRO: Preservação da cultura alemã no
Brasil

PROTECIONISMO: Mercado agrícola europeu em disputa internacional
T-SYSTEMS INVESTE EM BLUMENAU: A vantagem de falar alemão
DA AMAZÔNIA PARA A ALEMANHA: Exportações crescentes e variadas
COOPERAÇÃO NA AMAZÔNIA: Preservação e qualidade de vida
DESENVOLVIMENTO: Instituições alemãs ajudam no Nordeste
CENTRO CULTURAL NASCEDOURO: Presidente alemão visita
centro juvenil em Olinda

IMIGRAÇAO: Alemanha já é um dos destinos favoritos dos
emigrantes brasileiros

RELAÇÕES BILATERAIS: Uma parceria estratégica


28.08.09 - 27° ENCONTRO ECÔNOMICO:
Cooperação em foco ACIMA
zu Guttenber - Fonte: dpa/pa zu Guttenberg

O mais importante compromisso entre Brasil e Alemanha na área econômica acontece em Vitória, capital do Espírito Santo, de 30 de agosto a 1° de setembro. O tema principal da 27ª edição do Encontro Econômico Brasil-Alemanha é „Cooperação para o crescimento e o emprego – Ideias e resultados“. Já confirmaram presença o Ministro Karl-Theodor zu Guttenberg e o Secretário de Estado Bernd Pfaffenbach, ambos do Ministério da Economia e Tecnologia da Alemanha, além de e Hans Keitel, presidente da Confederadão das Indústrias Alemãs (BDI). O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, é aguardado no dia 1° de setembro.

Durante o encontro serão discutidas, principalmente, a cooperação entre os dois países nas áreas de infraestrutura, de energia renovável e da Copa do Mundo de Futebol em 2014. Estão programados vários painéis sobre a atual cooperação econômica entre Brasil e Alemanha. O evento também englobará o 27º Encontro Empresarial e a 36ª Reunião da Comissão Mista de Cooperação Econômica Brasil – Alemanha, de cunho governamental. Com o apoio do Conselho Integrado das Câmaras Alemãs no Brasil, também será realizada a Cerimônia de Outorga do Prêmio Personalidade Brasil – Alemanha, conferido àqueles que se destacam no trabalho em benefício da dinamização dos negócios bilaterais.

O Ministro zu Guttenberg chega ao Brasil no domingo, 30.08. Ele conduzirá uma reunião sobre projetos de infra-estrutura, voltados especialmente para a Copa de 2014. Além disso, assistirá à assinatura do contrato entre as empresas Celesio, da Alemanha, e Panpharma, do Brasil. No mesmo dia ele falará com a imprensa em entrevista coletiva e em seguida participa da entrega do prêmio Personalidade Brasil-Alemanha.

Redação

LINKS:
www.brasilia.diplo.de/comunicados
www.encontrobrasilalemanha.com.br


25.08.09 – ATTO:
Uma Torre na Amazônia ACIMA
Afluente do Rio Amazonas, onde a torre será instalada - Fonte: dpa/pa Para conhecer e entender melhor

A Alemanha e o Brasil projetam a construção de uma torre gigante no meio da Floresta Amazônica, parte do que será chamado Observatório Amazônico de Torre Alta (Amazon Tall Tower Observatory – ATTO). A torre vai atingir aproximadamente 300 metros, altura correspondente à da Torre Eiffel, em Paris, e fazer parte de um complexo com mais quatro torres menores de até 80 metros, que vão ficar a mais ou menos 100 metros de distância da maior.

O projeto vai possibilitar a captação de informações a pelo menos mil quilômetros de distância e permitir que pesquisadores de ambos os países possam observar a interação do clima, a química da atmosfera e o ecossistema amazônico tropical. Segundo os cientistas, no futuro, esse complexo será de grande utilidade para a tomada de decisões quanto à proteção do meio ambiente, já que com o ATTO será possivel coletar informações precisas e constantemente atuais.

O ATTO faz parte do Programa de Larga Escala da Biosfera-Atmosfera da Amazônia (Large-Scale-Biosphere-Atmosphere-Experiment - LBA), implementado em 1998. Coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisa Amazônica – INPA - é hoje considerado uma das maiores experiências científicas do mundo. Uma das principais entidades que auxilia o LBA desde o início é o Instituto Max Planck de Química, com sede em Munique, na Alemanha. O Instituto é interessado principalmente nas interações químicas entre a floresta e a atmosfera, essenciais do ponto de vista ciêntífico para a constatação da importância da Floresta Amazônica a nível mundial. O ATTO conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Cooperação Técnica da Alemanha, entre várias outras entidades.

Para a realização do ATTO o INPA designou uma equipe de pesquisadores alemães e brasileiros para identificar e estudar o local onde a torre será implementada. A reserva biológica de Uatumã, a cerca de 250 km de Manaus, parece ser o lugar ideal. O INPA estima terminar a construção do ATTO até o fim do 2010.

Sarah di Fausto


21.08.09 – ENCONTRO ECONÔMICO:
Ministro zu Guttenberg no Brasil ACIMA
Dr. Karl-Theodor zu Guttenberg - Fonte: dpa/pa Presença confirmada

O Ministro da Economia e Tecnologia da Alemanha, Karl-Theodor zu Guttenberg, chega ao Brasil para abrir o 27° Encontro Econômico Brasil-Alemanha. No âmbito desse evento, zu Guttenberg se reúne com Miguel Jorge, Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil. O Encontro Econômico será realizado de 30 de agosto a 1° de setembro, em Vitória (ES), e terá como principais temas a cooperação entre Brasil e Alemanha nas áreas de infra-estrutura (inclusive trem de alta velocidade), de energia renovável e da Copa em 2014. O evento é considerado o mais importante entre os dois países na área econômica.

Dr. zu Guttenberg chega ao Brasil no domingo (30.08). Em Vitória ele conduzirá uma reunião sobre projetos de infra-estrutura, voltados especialmente para a Copa de 2014. Além disso, ele assistirá à assinatura do contrato entre as empresas Celesio, da Alemanha, e Panpharma, do Brasil. A empresa alemã, uma das maiores do mundo no ramo farmacêutico, será a partir da data a acionista majoritária da gigante do mercado brasileiro de medicamentos. O Ministro também participa, no mesmo dia, da entrega do prêmio Personalidade Brasil-Alemanha, conferido àqueles que se destacam no trabalho em benefício da dinamização dos negócios bilaterais. Empresários da Gerdau, da Odebrecht e da Volkswagen já foram agraciados com o prêmio no passado.

Glaucimara Silva

LINK:
Comunicado à Imprensa


19.09.09 – PLANET.MOVE:
Mostra de Filmes Ambientais em Brasília ACIMA
Logomarca do Festival - Fonte: reprodução Pelo meio ambiente das gerações futuras

Este ano o Brasil recebe a Mostra Internacional de Filmes planet.move. O objetivo é de oferecer ao público brasileiro um programa de educação ambiental, resumindo em dez filmes os desafios que o Brasil tem que enfrentar: o uso sustentável das matérias primas do país e a perseveração do patrimônio natural para as futuras gerações.

Muitos dos filmes, sendo produções contemporâneas para o cinema e a TV, ganharam diversos prêmios internacionais, como o documentário austríaco „Nós alimentamos o mundo“ (We feed the World), de Erwin Wagenhofer, ou a produção brasileira „Encontro com Milton Santos“ de Sílvio Tendler, que fala das contradições e dos paradoxos da globalização.

A mostra é um projeto da ECOMOVE, organização não-governamental da Alemanha que se mobiliza para o apoio, a acessibilidade e a divulgação das mídias que tratam do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável, ilustrando temas ambientais e sociais, como mudança climática, globalização e seus impactos ecológicos, perda da biodiversidade, desenvolvimento da agricultura e o problema da fome no mundo.

O primeiro Festival de Filmes organizado pela ECOMOVE foi apresentado em Berlim no 2001. Em seguida, foram realizadas mostras em Johannesburgo/África do Sul (2002) e em Aichi/Japão (2005). Atualmente a organização trabalha em vários projetos, entre outros na Alemanha, no Brasil e na Índia.

O planet.move é apoiado para o Goethe-Zentrum Brasília e a Embaixada da Alemanha e já passou por São Paulo, Porto Alegre, Santa Maria, Caxias do Sul, Recife, Goiânia, Curitiba e Rio de Janeiro. Na próxima semana a mostra será apresentada em Brasília, no período de 21 a 30 de agosto, ao lado de um programa-quadro com discussões sobre os filmes, palestras e exposições de fotos. Para mais informações sobre o programa e os filmes: www.planet-move.com.br.

Sarah Di Fausto


04.08.09 – ALÉM DO SOBRENOME:
Burle Marx e a Alemanha ACIMA
O paisagista brasileiro Roberto Burle Marx - Fonte: dpa/pa Entre dois países

A relação do paisagista brasileiro Roberto Burle Marx com a Alemanha vai muito além do sobrenome. Filho de uma pernambucana e de um alemão nascido na cidade de Trier, Burle Marx é sim, como muitos pensam, parente distante do filósofo socialista Karl Marx. No entanto, ao invés de ser inspirado pela doutrina comunista originada em sua família, ele foi influenciado pela arte expressionista alemã. Roberto Burle Marx faleceu em 1994 e se estivesse vivo, completaria hoje 100 anos de idade.

Tudo começou em 1928, quando a família Burle Marx viajou para a Alemanha e lá permaneceu durante um ano. Morando em Berlim, Roberto, à época um jovem de 19 anos, começou a estudar pintura, contemplou de perto famosas obras de Van Gogh e Picasso, e conheceu representantes do expressionismo alemão. O período foi definitivo para sua formação. Ainda hoje uma certa excentricidade desse movimento e uma influência da linguagem cubista são claramente perceptíveis na maioria de suas pinturas e projetos paisagísticos.

Na Alemanha, outra experiência importante para Burle Marx foram as visitas ao Jardim Botânico de Berlim-Dahlem, um dos maiores do mundo. Com grande admiração, viu em estufas uma variedade de plantas brasileiras, muitas das quais ainda não tinha visto no Brasil, amadureceu sua paixão pela jardinagem e decidiu explorar a riqueza das espécies das plantas nacionais.

Embaixada em Brasília
Panorama do jardim da Embaixada a partir do plateau inferior - Fonte: Embaixada da Alemanha em Brasília Cerrado construído pelo homem

Em 1968, no mesmo ano em que a construção da Embaixada da Alemanha em Brasília começou, Burle Marx desenhou o jardim associado ao campus que cerca a área.

Assim como em outras obras de arte suas, Burle Marx criou um jardim estruturado em planos e canteiros de gramados ingleses, marcado por caminhos calçados cheios de curvas. Uma paisagem com a vegetação regional do cerrado também foi projetada, resultando em um jardim colorido, emocionante e variado, ordenado por meio do espírito humano. De acordo com Hans Scharoun, arquiteto responsável pelo projeto da Embaixada em Brasília, Burle Marx conseguiu com seus jardins tornar sua obra aberta para a cidade e para a natureza.

No entanto, devido às reformas no edifício da Embaixada, o espaço mudou muito nos últimos 30 anos. Sua planta original não foi integralmente mantida e intervenções parciais descaracterizaram o projeto paisagístico.

Em 2004, coincidindo com a nomeação do embaixador Prot von Kunow, uma nova restauração da fachada exterior da Residência foi colocada em curso, e motivados pelo elevado empenho pessoal da embaixatriz Alexandra von Kunow, também começaram os trabalhos de reconstrução da paisagem original do extenso jardim de Burle Marx. Hoje, cinco anos depois, no momento em que são celebrados 100 anos do nascimento do paisagista, grande parte do jardim é devolvida à sua condição original.

Projetos na Alemanha
Planta original do projeto de recolocação da Praça Rosa Luxemburgo em Berlim - Fonte: Burle Marx & Cia Ltda. Cores e curvas típicas de Marx

Em vida, Roberto Burle Marx conduziu apenas um projeto na Alemanha: a renovação da histórica Praça Rosa Luxemburgo, em Berlim. Em 1992 a cidade incumbiu o paisagista, em colaboração com o escritório alemão de arquitetura “Lehnhoff e Parceiros”, da realização do reposicionamento do local.

Os planos concretos e o projeto de modelo da „nova“ praça foram concluídos após dois anos de trabalho. No entanto, em fevereiro de 1994, depois de eleições estaduais e de uma mudança de governo, a cooperação entre Berlim, Burle Marx e Lehnhoff chegou inesperadamente ao fim e o projeto não foi concretizado.

Já o seu escritório de arquitetura, Burle Marx & Cia Ltda, foi o responsável, em 2004, pelo planejamento da maior paisagem tropical artificial do mundo, localizada no Parque Aventura Ilha Tropical, em Brandenburgo, a 60 quilômetros ao sul de Berlim. Um de seus principais destaques são as mais de 600 diferentes plantas da América Latina, Ásia e África que colorem a paisagem local.

Glaucimara Silva


04.08.09 – TRABALHO E EMPREGO:
Brasil e Alemanha assinam acordo ACIMA
Klaus Brandner, Vice-Ministro Parlamentar do Trabalho e Assuntos Sociais da Alemanha - Fonte: divulgação Klaus Brandner

Alemanha e Brasil articulam a cooperação bilateral em mais uma área. Nesta terça-feira, dia 4 de agosto, os dois países assinam um memorando de entendimento para intensificar o intercâmbio em matéria de trabalho e emprego. O documento será assinado em Brasília pelo Vice-Ministro Parlamentar do Trabalho e Assuntos Sociais da Alemanha, Klaus Brandner, e pelo Ministro do Trabalho e Emprego do Brasil, Carlos Lupi. Em foco estão a promoção da responsabilidade social das empresas, políticas de mercado de trabalho, segurança e saúde do trabalho, diálogo social, participação dos trabalhadores no lucro das empresas e qualificação de pessoal dentro dos ministérios e instituições afins.

No entendimento do Governo alemão, o memorando abre caminho para um trabalho conjunto de troca especialistas que pode ajudar ambos os países a saírem mais fortes da crise econômica global. A Alemanha pode contribuir especialmente por sua experiência de Estado de bem-estar social, pelos acordos firmados com empresas e trabalhadores para medidas emergenciais de enfrentamento da crise, como a redução da jornada de trabalho de forma temporária, garantindo a manutenção do emprego, e seu sistema de seguridade social.

O Vice-Ministro Klaus Brandner esteve no Brasil em outubro de 2008, quando iniciou oficialmente as negociações para um futuro Acordo de Previdência Social – um outro pilar da cooperação entre os dois países. Em junho deste ano encontrou-se com o Ministro Carlos Lupi, em Genebra, por ocasião da reunião da Conferência Internacional do Trabalho, evento da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Uma viagem do Ministro brasileiro à Alemanha é planejada para outubro deste ano.

Klaus Brandner
O Vice-Ministro Federal do Trabalho e de Assuntos Sociais Klaus Brandner, 60 anos, é deputado do Parlamento Federal alemão há três mandatos, desde 1998. Técnico eletromecânico, ele foi dirigente sindical e representante da bancada de seu partido, o SPD, para questões de política social, economia e mercado de trabalho. Desde novembro de 2007 é o mais alto representante parlamentar no Ministério do Trabalho e Assuntos Sociais da Alemanha.

Mariana Antoun


14.06.09 – COOPERAÇÃO TRILATERAL:
Exemplo para futuras parcerias ACIMA
Bandeiras alemã e brasileira - Fonte: dpa/pa Trabalho conjunto

O Simpósio Internacional sobre Cooperação Trilateral, relizado em maio deste ano em Brasília, fortaleceu os conceitos de cooperação trilateral e mostrou boas práticas realizadas no mundo.

Conduzido pelas Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Comissão Européia e Cooperação Técnica Alemã (GTZ), o evento contou com a participação de representantes de países como Brasil, México, Gana, Angola, Mocambique, Paraguai, Alemanha e outros países, agências das Nações Unidas e organizações da sociedade civil. Todos os eles fazem parte dos pilares básicos da cooperacão trilateral: países novos doares, países doares tradicionais e países em desenvolvimento.

Durante o encontro mais de 100 participantes discutiram a parceria triangular como importante ferramenta estratégica para a integração sul-sul e para a cooperação norte-sul. A cooperacão trilateral é uma forma de intercâmbio entre os novos doadores e o doadores tradicionais e de grande importância para a melhoria da eficácia do desenvolvimento. Os primeiros, devido à sua proximidade cultural com os países em desenvolvimento, ajudam na construção de conhecimentos e experiências. Os segundos possuem grande quantidade de conhecimentos no domínio dos métodos, tais como processos, orientação, planejamento, acompanhamento e avaliação.

O Simpósio também apresentou a experiência alemã na América Latina a partir da GTZ no Brasil, México e Chile como uma boa prática e contribuiu para o fortalecimento da cooperação entre Brasil e Alemanha. Em julho, após a conferência de encerramento do Programa Piloto de Proteção às Florestas Tropicais (PPG7), espera-se que os dois países troquem ainda mais informações nos domínios políticos das energias renováveis, agricultura, infra-estrutura e serviços ambientais.

Glaucimara Silva


29.05.09 – HOMENAGEM:
Celso Amorim é condecorado ACIMA
Embaixador Prot von Kunow e Ministro Celso Amorim - Fonte: Embaixada da Alemanha Justa causa

O Ministro brasileiro das Relações Exteriores Celso Amorim recebeu nesta quinta-feira (28.05) a Grã-Cruz da Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha. A condecoração foi conduzida pelo Embaixador alemão Prot von Kunow, em nome do Presidente Federal Horst Köhler, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

Em seu discurso, o Embaixador von Kunow elogiou Celso Amorim, que foi escolhido pelo trabalho excepcional realizado em seus mais de seis anos de mandato, responsável pelo maior peso da política externa do Brasil na cena internacional. O Embaixador também destacou que „o trabalho que o Ministro Celso Amorim desenvolveu, e que ainda vem desenvolvendo, contribuiu muito para o progresso das relações bilaterais entre Brasil e Alemanha“. Hoje, um dos principais pontos da cooperação entre os dois países é a reforma das Nações Unidas, com particular ênfase para a reforma do Conselho de Segurança, mas também é exemplo da cooperação entre os Estados o trabalho conjunto no âmbito do G-4 na reforma das instituições internacionais. „Além disso, importantes acordos foram assinados, entre eles novo acordo energético, a Parceria Estratégica Brasil-Alemanha“, disse.

Glaucimara Silva


28.05.09 – LEI FUNDAMENTAL:
Celebração de aniversário em Brasília ACIMA
Embaixador von Kunow e Gilmar Mendes - Fonte: Embaixada da Alemanha Presença especial

O aniversário de 60 anos da aprovação da Lei Fundamental alemã, que deu origem à República Federal da Alemanha, foi comemorado de forma especial na Embaixada da Alemanha em Brasília. O Embaixador Prot von Kunow recebeu na residência oficial convidados importantes, como o Ministro brasileiro da Previdência Social, José Pimentel, parlamentares dos grupos Brasil-União Européia e Brasil-Alemanha, e pôde contar com a honrosa presença do Presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Ministro Gilmar Mendes.

O jurista brasileiro, que cursou doutorado na Universidade de Münster, no Estado da Renânia do Norte-Vestfália (Alemanha), discursou durante a solenidade destacando o papel que a Lei Fundamental desempenhou não só para o estabelecimento da democracia social na Alemanha, mas também a sua influência sob outras cartas magnas pelo mundo.

A Lei Fundamental tem 146 artigos e foi proclamada no dia 23 de maio de 1949, tornando-se uma história de êxito da democracia. Ela constitui a base jurídica e política da democracia parlamentar e estabelece diretrizes importantes para o convívio na Alemanha. Elaborada em 1948/49 pelo Conselho Parlamentar, ela entrou em vigor inicialmente como Constituição provisória para a Alemanha Ocidental. Com a adesão da RDA à República Federal da Alemanha, o que sancionou a reunificação da Alemanha em 3 de outubro de 1990, a Lei Fundamental tornou-se a Constituição universal alemã.

Mariana Antoun


28.05.09 – LEI FUNDAMENTAL ALEMÃ:
Modelos de sucesso, unidade e paz ACIMA
O entrevista Professor Eugênio José Guilherme de Aragão - Fonte: Embaixada da Alemanha Falando sobre história, desenvolvimento, sucesso e paz

A Lei Fundamental Alemã (LFA) nasceu em condições históricas desfavoráveis num país destruído pela Segunda Guerra Mundial e dividido pela Guerra Fria. Dando uma resposta positiva à experiência do nazismo, ela conseguiu ser um sinal de um grande consenso na Alemanha Ocidental para que o país adotasse os princípios de uma democracia liberal, além de marcar um passo importante no processo de pacificação da Europa. Na época, poucos devem ter previsto o sucesso e a durabilidade da LFA, no entanto lá se vão 60 anos desde a sua instituição.

No mês de comemoração dos 60 anos da República Federal da Alemanha, a Embaixada alemã no Brasil, conversou com o professor da Universidade Federal de Brasília, Eugênio José Guilherme de Aragão. Doutor em Direito pela Ruhr-Universität de Bochum, na Alemanha, e também Subprocurador-Geral da República, com atuação na cooperação jurídica internacional, Aragão é um maiores conhecedores da Lei Fundamental Alemã no Brasil. Em uma entrevista franca, ele esclarece o nascimento do estatuto e sua caminhada rumo ao sucesso, além de fazer uma comparação entres os sistemas políticos brasileiro e alemão.

Confira AQUI para conferir os principais destaques da conversa.

Glaucimara Silva e Mariana Antoun


18.05.09 – CONTAGEM REGRESSIVA:
Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2009 ACIMA
Logomarca do Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2009 - Fonte: reprodução Vez do Brasil

Vitória, capital do Espírito Santo, está em contagem regressiva para sediar o Encontro Econômico Brasil-Alemanha de 2009, que acontece de 30 de agosto a 01 de setembro. O evento é considerado o mais importante entre os dois países na área econômica e é realizado no Brasil nos anos ímpares e na Alemanha nos pares.

O objetivo do encontro, que terá como tema “Cooperação Brasil-Alemanha para o Crescimento e o Emprego”, é promover o debate, ampliar o desenvolvimento comercial e superar obstáculos ao relacionamento bilateral. Os organizadores esperam reunir mais de 1.000 empresários, micro e pequenos empresários brasileiros e alemães, imprensa e membros de governo dos dois países, como Karl-Theodor zu Guttenberg, Ministro alemão da Economia, e Guido Mantega, Ministro brasileiro da Fazenda. O presidente Lula também foi convidado e deve comparecer ao encontro.

Um dos pontos fortes da programação do evento serão as visitas técnicas, nas quais os empresários alemães serão estimulados a conhecer as indústrias capixabas. Eles poderão conhecer o parque industrial local e a infra-estrutura disponível para a comercialização de bens e serviços.

“A partir dos encontros e debates, as parcerias entre os empresários deverão ocorrer”, espera Sérgio Rogério de Castro, primeiro vice-presidente da Federacão das Indústrias do Espírito Santos (Findes).

De acordo com o presidente da Findes, Lucas Izoton, a capital capixaba foi escolhida como sede devido à sua localização geográfica, às suas belezas naturais e à sua forte vocação para o comércio exterior. “O Estado tem, ainda, em sua população, 7% de descendentes alemães. Outro motivo é a presença de diversas empresas com capital alemão em solo capixaba”, finalizou.

Fernando Caulyt


14.05.09 – AJUDA:
Doação alemã para o norte e nordeste do Brasil ACIMA
Homem carrega balde água em rua completamente alagada em Marabá - Fonte: dpa/pa Para enquanto a água não baixa

O Governo da República Federal da Alemanha irá doar 200 mil euros (cerca de 570 mil reais) para a ajuda humanitária nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, onde centenas de milhares de pessoas foram atingidas por grandes enchentes.

A ajuda será efetuada por organizações alemãs, como a Cáritas e a Cruz
Vermelha, em cooperação com autoridades brasileiras, que irão distribuir nas regiões atingidas materiais de primeira necessidade. O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha já entrou em contato com as organizações e os detalhes sobre logística e prazo para a chegada da ajuda estão sendo acertados.

Alemanha e Brasil, como parceiros estratégicos, mantêm estreitas relações bilaterais nos mais diversos níveis, seja político, econômico, cultural, social, na pesquisa e cooperação. A Alemanha repete o gesto de solidariedade feito em novembro/dezembro de 2008 pelos desabrigados em Santa Catarina. Assim, demonstra que além dos vínculos instituicionais, existe a amizade com o povo brasileiro e com o país.

Mariana Antoun


07.05.09 – CÂMARA DE COMÉRCIO E INDÚSTRIA:
Negócios entre Brasil e Alemanha ACIMA
Logomarca da Câmara de Comércio e Indústria Brasil Alemanha - Fonte: reprodução Estreitando relações

Até outubro de 2008, o Brasil exportou cerca US$ 7,6 bilhões e importou mais de US$ 10 bilhões da Alemanha. Os números, superiores a todo o ano de 2007, indicam que, mesmo com a crise financeira mundial, o comércio entre esses países foi recorde no ano passado. Por trás dos resultados positivos está o intenso trabalho das Câmaras de Comércio Brasil-Alemanha, AHK Brasil.

Há quase 90 anos as AHK (Deutsche Auslandshandelskammern) atuam em prol dos interesses dos dois países. Ao lado de seus quase 1.200 associados, elas focam suas atividades no comércio exterior, na formação profissional e na aproximação entre os membros. Esses três pilares se refletem nos departamentos que compõe e a estrutura da Câmara: Jurídico, Econômico, Feiras, Comunicação Social e Meio Ambiente.

“A AHK é a maior câmara de comércio do mundo pela amplitude de sua rede, que conta com 117 escritórios em 80 países”, afirma Robson Luiz da Fonseca, gerente regional em Belo Horizonte.

Os bons números de 2008 reforçam os desafios para 2009. “Esperamos contornar as incertezas provocadas pela crise financeira, ampliar o número de associados e implementar um calendário de eventos”, considera Robson.

Bruno Blanckenburg


14.04.09 – DIREITOS HUMANOS:
Um trabalho de longo prazo ACIMA
Günter Nooke, encarregado de Direitos Humanos do Governo alemão - Fonte: dpa/pa No Itamaraty e na Reserva Ianomami

Um convite feito há dois anos foi o grande responsável pela vinda de Günter Nooke ao Brasil. O Encarregado de Direitos Humanos e Ajuda Humanitária do Governo alemão conheceu o cacique Ianomami David Kopenawa em Berlim e ficou curioso para conhecer sua reserva indígena, no Estado de Roraima. No meio de uma agenda apertada surgiu em 2009 a oportunidade definitiva para vir ao país.

Além da viagem a Roraima, a visita de Nooke incluiu reuniões com autoridades brasileira, tais como o Ministro Edson Santos de Souza (Secretário Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, o presidente da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), o vice-presidente da FUNASA (Fundação Nacional da Saúde) e com o Itamaraty. O objetivo: compreender a situação atual dos direitos humanos no Brasil e discutir o trabalho conjunto com a Alemanha nos fóruns internacionais de políticas humanitárias.

Em um intervalo entre duas de várias reuniões planejadas ao longo de um dia, o Encarregado encontrou um tempo para conversar com a equipe do Centro Alemão de Informação em Brasília (Deutschlandzentrum). No bate-papo foram abordadas questões sobre direitos humanos, trabalho conjunto com o Brasil e a Lei Fundamental Alemã, que neste ano completa 60 anos.

Quais as principais questões fazem parte da pauta de trabalho de um Encarregado de Direitos Humanos e Ajuda Humanitária?
Faz parte do meu trabalho a política dos direitos humanos nas relações internacionais, sobretudo questões multilaterais e relativas aos direitos humanos no curso da Organização das Nacões Unidas (ONU) em Nova Iorque. A política de direitos humanos entre a Alemanha e o Brasil ou outros países também integra a minha pauta, assim como a posição de interlocutor do governo nessas questões.

Quais as principais questões serão trabalhadas em 2009?
No momento me ocupo com problemas específicos da comunidade internacional e em projetos bilaterais que podem ser melhor desenvolvidos. No entanto, também focaremos algumas de nossas atividades no contexto dos 20 anos da queda do Muro de Berlim e na reflexão de como a Alemanha pode contribuir ainda mais com a União Européia. Também faz parte do nosso trabalho a questão de como ter contato com ditaduras sem legitimá-las, levando em consideração de um lado tradições culturais e de outro a pretensão universal dos direitos humanos. Claro que pretensão não significa realização e por isso não devemos permitir muito relativismo cultural, já que existem algumas tendências conhecidas, até mesmo no Brasil, usadas contra os direitos humanos.

Qual a visão da Alemanha sobre o Brasil nas questões relativas aos direitos humanos?
O Brasil é uma nação grande e um parceiro importante, não apenas na América Latina, mas também no plano internacional. Sua constituição democrática, por exemplo, possui muitos valores comuns aos nossos. Porém, às vezes, suas posições são mais próximas de países como Cuba e Arábia Saudita do que da União Européia. Em geral, também não deve ser comparado com ditadores e líderes autoritários, que se movem apenas pela segurança de seu poder, que não se comprometem com os direitos humanos. Acredito que ao propor mudanças e se candidatar ao Conselho de Segurança da ONU, por exemplo, atitudes que associam valores às pessoas, o Brasil desenvolve-se nas questões dos direitos humanos.

Em 2009, a República Federal da Alemanha completa 60 anos. Quais as principais evoluções no que diz respeito aos direitos humanos?Acredito que a Lei Fundamental Alemã foi considerada muito moderna em 1949. Foi preciso algum tempo para que ela pudesse ser avaliada e respeitada positivamente pelos alemães. Pode ser que às vezes o valor fundamental da liberdade tenha sido esquecido pelos alemães ocidentais e mais defendido por pessoas que nasceram na Alemanha Oriental ou em países comunistas.

Hoje a situação é diferente, não há mais uma disputa entre leste e oeste, por exemplo, mas sim o desenvolvimento de uma tendência fundamentalista no mundo islâmico. Agora é preciso falar claro: que os direitos humanos precisam ser implementados, mas que eles não serão conquistados pelo poder de fogo nem por convenções ou declarações, mas sim por modelos de sociedade e instituições funcionais e convincentes. É preciso ter consciência própria de cada sociedade e de cada indivíduo. Isso é um processo de longo prazo e que também faz parte da minha política de trabalho.

Glaucimara Silva


02.04.09 – ARQUITETURA & RELIGIÃO:
“Made in Germany” em Brasília ACIMA
Sombra das torres de uma igreja na Alemanha - Fonte: dpa/pa Projetos focados no interior e no exterior

A exposição “Made in Germany – Arquitetura & Religião” abre suas portas nesta quinta-feira (02.04) para o público de Brasília. A mostra, que conta com nove maquetes de projetos desenvolvidos na Alemanha sobre a arquitetura sacra contemporânea, ficará em cartaz no SESC Estação 504 até 25 de abril.

Enquanto ainda se mantém as características associadas às construções sacras, como espaço e luminosidade, os projetos escolhidos mostram como a arquitetura contemporânea cria espaços para meditação, respeitando seu caráter artístico. As construções criaram novas facetas conceituais, que ultrapassaram a função litúrgica e simbolizaram tanto a abertura para o exterior quanto o acolhimento interior da igreja.

No dia 14 de abril, um bate-papo com os arquitetos Paulo Henrique Paranhos e Emília Stenzel sobre uma visão atual na concepção do espaço sagrado complementa a programação do evento.

A exposição, que é a segunda de uma série que retrata a atual arquitetura alemã, é uma realização do Goethe-Zentrum Brasília, em colaboração com a Galeria Aedes em Berlim, a Embaixada da Alemanha e o Sesc Estação 504.

Made in Germany: Arquitetura +Religião
Data: 2 a 25.04 (de segunda a sábado)
Horário: 8h às 21h

Bate-papo com Paulo Henrique Paranhos e Emília Stenzel
Data: 14.04
Horário: 19h30

Local:
SESC Estação 504
EQS 504/505 - Bloco A – Av. W3 Sul – Brasília - DF
3217-9111

Redação


17.03.09 – NAVIOS ALEMÃES:
Brasil deixa boas impressões ACIMA
Chegada da Fragata Lübeck ao Porto de Salvador - Fonte: Eduardo Martins/Embaixada da República Federal da Alemanha À postos

Muito trabalho, solidariedade e boas lembranças. Esses três elementos voltam na bagagem da tripulação das fragatas „Sachsen“ e „Lübeck“ e do navio de apoio logístico „Frankfurt am Main“ da Marinha da Alemanha, que atracaram no porto de Salvador neste mês de março.

Durante cinco dias cerca de 700 marinheiros puderam descansar da viagem de 12 dias até o Brasil, interagir com a população, confraternizar com militares brasileiros em uma partida de futebol, realizar trabalho voluntário em uma fazenda que cuida de crianças e adultos à margem da sociedade e se preparar para a nova etapa da viagem de formação de oficiais, que segue em direção ao Caribe e tem os portos de Curacao e Cartagena como próximas paradas.

Chegada e primeiros dias

Depois da cerimônia oficial de chegada, com direito a banda militar, salva de 21 tiros de canhão e a presença de representantes da Marinha brasileira e da Embaixada da Alemanha no Brasil, Jens Beckmann, comandante da Esquadra de Operação e Instrução, Thomas Wülfing, cônsul-geral da Alemanha em Recife e Hans Jürgen Dittebrandt, cônsul honorário alemão para os Estados da Bahia e Sergipe, foram recebidos pelo governador baiano Jaques Wagner na sede do governo.

O comandante relatou as atividades desenvolvidas em alto mar e falou sobre a ansiedade dos marinheiros para conhecer a Bahia. „A visita simboliza a amizade da Alemanha pelo Brasil“, falou Beckmann.

Formação

Para Jürgen Mannhardt, almirante da frota e comandante da Escola Mürwik da Marinha da Alemanha, responsável pela formação de oficiais no país, não foi apenas a cidade de Salvador que impressionou. O grupo de marinheiros que embarcou para o Brasil em Tenerifa, na Espanha, mostrou dedicação e comprometimento com as atividades de formação. Para muitos, a viagem representou não apenas a primeira vez no hemisfério sul do globo terrestre, mas também a primeira oportunidade em um navio de guerra.

De janeiro até junho, quando os navios voltam para sua base naval em Wilhemshaven, no norte da Alemanha, três turmas de oficiais se formarão no curso. Cada grupo permanece seis semanas em alto mar, em uma rotina que inclui exercícios internos e conjuntos com a Força Aérea Alemã, treinos comprobatórios da operacionalidade básica e de atividades anti-submarinos, aulas téoricas e limpeza e cuidado das embarcações.

Open ship
Longas filam se formaram nos dois dias de Open Ship em Salvador - Fonte: Glaucimara Silva/Embaixada da República Federal da Alemanha Fila para ver bem de perto

Nos últimos dois dias no Brasil, a „Sachsen“, a „Lübeck“ e o „Frankfurt am Main“ abriram suas portas para a população. Quase quatro mil pessoas conheceram o que há de mais moderno em radares e equipamentos de combate e segurança. Famílias inteiras, grupos de escoteiros, excursões escolares e até mesmo estrangeiros compareceram ao porto de Salvador e interagiram com os alemães vestidos em seus uniformes brancos.

Glaucimara Silva


14.03.09 – SOLIDARIEDADE:
Marinheiros alemães ajudam projeto social ACIMA
Padre Arnaud de Malartic recebe as doações em dinheiro dos marinheiros alemães - Fonte: Glaucimara Silva/Embaixada da República Federal da Alemanha Missão cumprida!

Atividades militares e de lazer não foram as únicas que estiveram na programação do grupo de marinheiros que atracou em Salvador entre os dias 12 e 16 de março. Enquanto uma turma de oficiais curtia o primeiro dia de folga na capital baiana, 45 homens e mulheres das fragatas „Sachsen“ e „Lübeck“ e do navio de apoio logístico „Frankfurt am Main“ encararam voluntariamente um dia inteiro de trabalho na Fazenda do Natal, uma obra do projeto social Pontos Coração, e deram continuidade um antigo ritual da Marinha da Alemanha. Em todo porto em que militares alemães atracam, uma atividade social e solidária é realizada.

Debaixo de um sol escaldante, o grupo suou. Os marinheiros aplainaram e assentaram um trecho da estrada de terra da entrada da Fazenda, e cavaram canaletas laterais para o escoamento da água da chuva. De acordo com Arnaud de Malartic, o padre francês à frente do projeto no Brasil, o trabalho de um dia dos jovens oficiais alemães correspondeu a três anos de trabalho realizado pelos moradores da Fazenda.

O projeto da Pontos Coração também ganhou as ferramentas utilizadas na execução das atividades (pás, enxadas e carros de mão) e uma doação em dinheiro no valor de 2.850 euros - 1.350 doados pelos soldados dos três navios e entregues à Malartic pelo Primeiro Oficial do „Frankfurt am Main“ Sasha Rolofs e 1.500 de empresas navais da Alemanha.

Ao final do dia, apesar do cansaço e do corpo sujo e suado, a sensação de dever cumprido tomou conta do lugar. O sentimento de que aquele dia havia valido a pena pôde ser notado entre todos os marinheiros. „Praias existem em todos os lugares e um dia nelas é facilmente esquecido. Já a experiência que tivemos aqui ficará para sempre“, contou Robert Steinborn, um dos soldados voluntários.

Glaucimara Silva


13.03.09 – ECOGERMA 2009:
Brasil e Alemanha assinam acordos de cooperação ACIMA
Rezende e Schavan - Fonte: Divulgação/Ecogerma Rezende e Schavan

Nesta quinta-feira (12.03) o Ministro brasileiro de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e a Ministra alemã de Educação e Pesquisa Annette Schavan, abriram a Ecogerma 2009, Feira de Negócios e Congresso de Tecnologias Sustentáveis, que acontece até domingo, dia 15. Eles assinaram dois acordos de cooperação na área de sustentabilidade.

O primeiro implica na construção de cinco torres para o monitoramento das mudanças climáticas na região da Floresta Amazônica. O segundo acordo é um “Diálogo Permanente para o Apoio à Pesquisa e Inovação na Área de Desenvolvimento Sustentável”. Na próxima quarta-feira, dia 18 de março, haverá a primeira reunião para estabelecer o plano de ação deste acordo, com a presença de representante dos Ministérios de Ciência e Tecnologia e das Relações Exteriores do Brasil e do Governo alemão.

A Ecogerma conta com 150 expositores de diferentes segmentos, além de sete ministérios alemães, dois ministérios e órgãos públicos brasileiros e deve receber mais de 20 mil visitantes nos quatro dias de evento. A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha prevê que o evento deva gerar R$ 200 milhões em negócios nas áreas de energia, tecnologias ambientais, infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento, indústria e bens de consumo.

Redação


06.03.09 – MARINHA ALEMÃ:
Três navios atracam em Salvador ACIMA
As duas fragatas e o navio de apoio logístico - Fonte: Marinha da Alemanha Para ver bem de perto!

Duas fragatas alemãs - "Sachsen" e "Lübeck" - e um navio de apoio logístico - "Frankfurt am Main" atracarão na quinta-feira, 12.03, no porto de Salvador. A parada durará cinco dias e faz parte das atividades de formação de oficiais e de reforço de relações internacionais da Marinha da Alemanha

Na programação da estadia dos marinheiros estão previstas atividades solidárias, esportivas e econômicas. Já para o público em geral, será organizado um "Open Ship". Nos dias 14 e 15, das 14h às 17h, as três embarcações atracadas no porto de Salvador estarão abertas à visitação.

O Brasil é o quinto destino da viagem que começou na Alemanha, em Wilhemshaven, no dia 20.01, e já passou pelas cidades de Portsmouth (Reino Unido), Lisboa (Portugal), Catânia (Itália) e Tenerife (Ilhas Canária). À bordo dos navios encontram-se cerca de 600 soldados, entre os quais 70 cadetes (aspirantes à oficial), e 15 marinheiros de países como Algéria, Geórgia, Tailândia, Inglaterra, França e Estados Unidos.

Glaucimara Silva


04.03.09 – SANTA CATARINA:
180 anos de imigração ACIMA
Logomarca oficial da comemoração dos 180 anos da imigração alemã no Paraná - Fonte: divulgação Parte do coração do Brasil

Nesse domingo, 1° de março, começaram oficialmente as comemorações dos 180 anos da imigração alemã em Santa Catarina. O local escolhido para o início dos festejos foi a pequena cidade de São Pedro de Alcântara, a mais antiga colônia do Estado, fundada pelos primeiros imigrantes alemães no Estado em 1829. A programação incluiu uma missa, show de uma banda alemã, um concurso de chope a metro e muito mais. As comemorações se estenderão atá o dia 31 de março de 2010.

A cidade São Pedro de Alcântara fica a 31 quilômetros de Florianópolis, onde os primeiros alemães chegaram a convite do governo brasileiro, que viu a necessidade de povoar o sul do Brasil com pequenos agricultores e artesãos, além de assegurar a posse das regiões para o país. No início os alemães tiveram que enfrentar dificuldades como o clima diferente, o idioma e condições de vida precárias. Além disso, eles não receberam das autoridades brasileiras o apoio que esperavam.

No entanto, depois de um começo difícil e isolado, os colonos alemães conseguiram se adaptar e contribuiram nestes 180 anos para o desenvolvimento do país, especialmente nos campos da agricultura e da indústria, nas atividades sociais e na educação. A arquitetura germânica das casas, bem como a língua alemã e festas populares, como a Oktoberfest, também deixaram as suas marcas. Por todo o Brasil, inúmeras empresas alemaes, como Siemens, Bosch e Volkswagen, estabeleceram-se na região e prosperaram, acompanhando o desenvolvimento do país.

Nadine Schilder


23.12.08 – BOAS FESTAS!
Mensagem do Embaixador ACIMA
Árvoe de Natal em Dresden - Fonte: dpa/pa Feliz Natal e um próspero Ano Novo!

O Natal na Alemanha é a festa da família. Enquanto fora das casas há frio e dias escuros, por dentro é preciso criar um ambiente quente e confortável. A árvore decorada e os cheiros de velas, guloseimas típicas e quentão criam o verdadeiro clima de Natal, que se completa com a tradição de cantar antigas e belas músicas natalinas. Os Presépios, diferentes em cada região, lembram o sentido real da festa. O principal festejo acontece na noite do dia 24 de dezembro e começa após um culto, com a entrega dos presentes às crianças, que têm no Natal a principal festa do ano. Os dias 25 e 26 são feriado e servem para reunir a família e os amigos mais próximos em um clima de reflexão e tranquilidade. 

Já no dia 31 de dezembro há grandes festas, alegres e barulhentas. Os fogos devem afastar os maus-espíritos do inverno, símbolos de boa sorte são dados de presente e a ceia farta não permite que no Ano Novo falte o que se beber ou comer.

Desejo a todos uma festa de Natal abençoada e um feliz Ano Novo!

Prot von Kunow, Embaixador da República Federal da Alemanha em Brasília.


18.12.08 – HOMENAGEM:
Gilberto Gil é condecorado pela Alemanha ACIMA
Gilberto Gil, na abertura da Copa da Cultura, na Alemanha, em 2006 - Fonte:dpa/pa O músico Gilberto Gil

O músico e ex- Ministro de Estado da Cultura do Brasil Gilberto Gil recebeu nessa terça-feira, 16.12, a Comenda Grã-Oficial da Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha. A homenagem foi prestada pelo Embaixador alemão no Brasil, Prot von Kunow, em jantar na residência do Cônsul Geral alemão Hermann Erath, no Rio de Janeiro.

A escolha de Gil se deu por seu empenho em promover a cooperacão cultural teuto-brasileira, especialmente durante a realização da "Copa da Cultura". Foram cerca de 300 eventos protagonizados por artistas brasileiros, em toda a Alemanha, que aconteceram durante a Copa do Mundo de futebol, em 2006.

Por outro lado, Gilberto Gil também foi um dos grandes apoiadores do Kulturfest: Estação Alemã 2007-08, o "jogo de volta" que trouxe para o Brasil mais de 500 eventos culturais relacionados com a Alemanha. As atrações foram vistas por mais de 1,5 milhão de pessoas, não só em importantes capitais, como Rio e São Paulo, como também em 16 cidades pelo interior do país.

Na Alemanha, Gil também é reconhecido por toda a sua trajetória, desde o Tropicalismo, passando por suas composicões críticas ao regime militar e especialmente por sua atuação como Ministro de Estado. Merecem destaque o incentivo a campanhas e projetos pela democratização da cultura e seu engajamento em causas ambientais.

Mariana Antoun


12.12.08 – SUSTENTABILIDADE:
Projeto Pintadas Solar recebe Prêmio SEED ACIMA
Projeto de irrigação - Fonte: dpa/paÁgua para o semi-árido da Bahia

No semi-árido da Bahia, onde a seca castiga a população todos os anos, um projeto inovador de irrigação permite o uso eficiente de energia e água. É o "Pintadas Solar", que carrega o nome da cidade de 11 mil habitantes, onde a expansão da agricultura de pequeno porte já beneficia toda a população com renda e segurança alimentar. A iniciativa foi uma das cinco escolhidas em todo o mundo para receber o Prêmio SEED – Suporting Entrepreneurs for Sustainable Development, que busca transformar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (Metas do Milênio) em práticas reais de erradicação da pobreza e desenvolvimento sustentável.

O "Pintadas Solar" concorreu com cerca de 400 projetos apoiados pela SEED em todo o mundo e recebeu uma pacote 25 mil dólares em suporte extra de suas atividades. A entrega do prêmio aconteceu na capital baiana, Salvador, na sede do Instituto Goethe, com a presença do Cônsul-Geral da Alemanha em Recife, Thomas Wülfing.

A Iniciativa SEED surgiu em 2002 durante a Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, conhecida como Rio+10, comandada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), pelos programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e para o Desenvolvimento (PNUD), e com o suporte dos governos da Alemanha, Países Baixos, África do Sul, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

Mariana Antoun

LINK:
SEED


09.12.08 – SOLIDARIEDADE:
Doações alemãs são entregues em Blumenau ACIMA

A ajuda do Governo alemão à região sul do Brasil chegou ao seu destino. Nessa segunda-feira, 08.12, foram entregues pelo Cônsul-Geral da Alemanha em Porto Alegre, Norbert Kürstgens, os produtos de auxílio às vítimas das enchentes no estado de Santa Catarina. O material, no valor de R$ 880.000,00 (cerca de 300 mil euros), faz parte do Fundo de Ação Humanitária do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha e será administrado por organizações de auxílio, como a Cruz Vermelha Alemã e a Cáritas.

Além de Kürstgens, estiveram presentes na solenidade o prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing, e o cônsul honorário alemão Hans Dieter Didjurgeit. O prefeito Kleinübing agradeceu, em nome da população de Blumenau, pela solidariedade da Alemanha com as vítimas da enchente, muitas das quais descendentes de imigrantes alemães. O cônsul-geral Kürstgens declarou que compartilha a tristeza dos familiares das vítimas fatais e manifestou a esperança de que os prejuízos causados pela enchente sejam recuperados o mais breve possível. Segundo o Cônsul-Geral, o grande número de ações de ajuda e de doações particulares comprovam a solidariedade da Alemanha com Santa Catarina.

As enchentes e os deslizamentos de terra em Santa Catarina, considerados os piores dos últimos 50 anos, segundo avaliação das autoridades brasileiras, vitimaram fatalmente mais de 120 pessoas. Inúmeras outras ainda estão desaparecidas e quase 80.000 pessoas tiveram de abandonar suas casas.

Redação


28.11.08 – AJUDA HUMANITÁRIA:
Alemanha destina fundos para o sul do Brasil ACIMA
Blumenau, em Santa Catarina  Fonte: dpa/pa Blumenau receberá ajuda alemã

O Governo alemão destinou 300 mil euros (aproximadamente 880 mil reais) de seu Fundo de Ajuda Humanitária para auxiliar no amparo às vítimas das enchentes no sul do Brasil. Pelos menos 100 pessoas morreram e inúmeras estão desaparecidas. Os desabrigados chegam a cerca de 80 mil.

O dinheiro será aplicado na compra de alimentos, medicamentos, colchões, cobertores e água potável. Organizações de ajuda humanitária alemãs que atuam na região estão responsáveis pela logística.

As enchentes no Sul do Brasil foram consideradas as piores dos últimos 50 anos pelo Governo brasileiro. Na região, especialmente na cidade de Blumenau, em Santa Catarina, vivem milhares de imigrantes e descendentes de alemães.

Mariana Antoun


27.11.08 – CACHAÇA:
Nova mania alemã ACIMA
Caipirinha  Fonte: dpa/pa Principal ingrediente da caipirinha!

Um costume tipicamente brasileiro está ganhando cada vez mais adeptos na Alemanha: a degustação da cachaça. O país é hoje responsável por cerca de 1/3 das importações da bebida brasileira, que passou a ser oficialmente denominada cachaça (apenas um entre seus mais de mil e quinhentos nomes e apelidos) em 2001, justamente como forma de marcar a identidade do produto Brasileiro no exterior.

A cachaça chegou à Alemanha através da célebre caipirinha. No início, encontrar os ingredientes básicos - não só a cachaça, mas também o limão e o açúcar usados no Brasil – era muito difícil. Os exportadores, como a Pitu, uma das marcas mais conhecidas atualmente, aproveitaram a lacuna para vender não só os itens que compõem a caipirinha mas também copos, coqueteleiras e espremedores de limão. À medida em que o paladar alemão foi se acostumando à bebida, passou a ser consumida nas formas artesanais, destiladas e mesmo nos mais diversos sabores. Hoje, a paixão pela bebida é tanta que um dos principais jornais do país, o Frankfurter Allgemeine, publicou em fevereiro de 2008 um grande artigo sobre a cachaça, contando sua história, formas de fabricação, melhores marcas e até um guia detalhado sobre como fazer a caipirinha perfeita.

Por causa da busca crescente por boas cachaças na Alemanha, o Programa de Financiamento às Exportações de Bens e Serviços (PROEX) do Brasil está organizando os produtores artesanais para a exportação. A expectativa é que em breve, mesmo as cachaças de produção familiar mineiras e nordestinas cheguem ao país. Estes produtos oferecem diferenciais à versão industrializada da bebida, tanto em relação ao sabor (são mais encorpadas e seu paladar varia conforme o ano de produção e processo de “envelhecimento”, assim como o vinho ou o uísque, por exemplo), quanto à qualidade. Já há cachaças artesanais ecologicamente corretas, um valor agregado importante para o público alemão. Tudo isso eleva o padrão e também o custo da bebida no mercado exterior. A idéia do PROEX é manter a identidade da cachaça como bebida 100% brasileira, mas ir aos poucos adicionando ao seu consumo toques de sofisticação.

Carolina Dantas


13.11.08 – PRÊMIO:
"Quadriga" por trabalho social no Brasil  ACIMA
Padre Höfling recebe a "Quadriga" de Steinmeier - Fonte: dpa/pa Padre Höfling recebe de Steinmeier o prêmio

O padre alemão Eckart Höfling vive no Brasil há quase 50 anos e desde 1985 é o diretor da “Escola Padre Francisco da Motta”, conhecida como Escola do Porto, na área portuária do Rio de Janeiro. A escola é mantida pela Ordem Terceira dos Franciscanos. Ali, crianças, na maioria provenientes de famílias desfavorecidas recebem gratuitamente aulas, alimentação e assistência médica. Em maio de 2006, o Ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, em visita ao Brasil esteve na escola e fez uma doação para o projeto do padre franciscano.

Este ano, por ocasião da celebração do dia da unidade alemã, o padre Höfling foi agraciado com a “Quadriga”. Das mãos do Ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, ele recebeu o prêmio que agracia anualmente pessoas cujo trabalho em vida se destacou pela visão, coragem e responsabilidade. O prêmio consiste em uma miniatura do monumento localizado no alto do Portão de Brandemburbo, conhecido como Quadriga, além de uma soma em dinheiro.

Josiane Cotrim


28.10.08 - JÜRGEN RÜTTGERS:
Governador da Renânia do Norte-Vestfália no Brasil    ACIMA
Governador e padre franciscano - Fonte: dpa/pa Rüttgers em São Paulo

O Governador da Renânia do Norte-Vestfália, Jürgen Rüttgers, está no Brasil em viagem de trabalho que segue até o dia 31 de outubro e passará por São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro. O objetivo é estreitar relações ecômicas, políticas e culturais com o Brasil. Nesta segunda ele conheceu um projeto de reciclagem de lixo de missionários franciscanos em São Paulo e hoje (28.10) participa como palestrante do XV Fórum Brasil-Europa da FIESP, além de se encontrar com especialistas brasileiros em desenvolvimento de metrópoles e com representantes de empresas alemãs presentes no Brasil.

Ainda hoje o governador Rüttgers segue para Brasília. Na Capital, ele cumpre extensa agenda durante toda a quarta-feira. Estão marcados encontros com os Ministros brasileiros Reinhold Stephanes, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Também estão programadas reuniões com parlamentares e ONG's brasileiros. A Renânia do Norte Vestfália é o estado mais povoado e o maior pólo de indústria e serviços da Alemanha. Dentro de suas fronteiras estão importantes cidades como Colônia, Düsseldorf e todo o Vale do Ruhr. Suas exportações movimentam cerca de 160 bilhões de euros, e seu PIB corresponde a 4,5% de toda a União Européia. Além de governar o Estado, Jürgen Rüttgers é vice-presidente do CDU, partido da Chanceler Angela Merkel.

Redação


13.10.08 – HARALD ZUR HAUSEN:
Nobel no Brasil   ACIMA

Prêmio Nobel de Medicina 2008 foi ao Brasil como bolsista do DAAD

O pesquisador alemão Harald zur Hausen, nomeado Prêmio Nobel de Medicina de 2008 na última segunda-feira, esteve no Brasil em 1975 com apoio do DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico), a maior organização do gênero do mundo. A convite da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), zur Hausen deu um curso de duas semanas sobre microbiologia molecular de vírus cancerígenos para um grupo de 35 pós-graduandos de universidades brasileiras. O curso consistiu de aulas teóricas em inglês e treinamento prático em técnicas de hibridização molecular.

Zur Hausen ficou impressionado com a boa organização do curso e o entusiasmo dos participantes, embora tenha encontrado dificuldades para realizar o treinamento. Segundo ele, naquela época somente 20% dos participantes sabiam inglês o suficiente para discutir o assunto, não havia instrumentos para todos e o material químico para os exercícios apresentava problemas.

"A partir desta experiência, apesar das carências e dificuldades já mencionadas, considero viagens assim como extraordinariamente importantes. Elas dão à Alemanha uma chance especial para participar da evolução científica de países que, como o Brasil, avançam tão rapidamente, e com eles estabelecer relações, que só podem trazer vantagens para ambos os países", escreveu o pesquisador em seu relatório de 1975 ao DAAD.

Na época, Zur Hausen já concentrava suas pesquisas na Universidade de Erlangen-Nuremberg no papilomavírus humano (HPV), conhecido causador de verrugas. No ano seguinte à estada no Brasil, o pesquisador publicou sua hipótese de que o vírus HPV estaria relacionado ao surgimento de tumores no cólo do útero. Em 1977, Zur Hausen mudou-se para a Universidade de Freiburg e, no início da década de 1980, conseguiu isolar, a partir de material retirado de um tumor, os vírus HPV 16 e HPV 18, até então desconhecidos. Até hoje, ambos são considerados os principais causadores do câncer de cólo de útero, o segundo mais frequente entre as mulheres. Em 1983, assumiu a direção do Centro Helmholtz de Pesquisas de Câncer em Heidelberg, cargo em que permaneceu por 20 anos. Neste período, o instituto recebeu muitos doutorandos e pesquisadores brasileiros. Mesmo aposentado, Zur Hausen ainda possui um escritório no instituto.

Por sua contribuição à ciência, zur Hausen vai receber em dezembro o Prêmio Nobel de Medicina, o qual dividirá com os pesquisadores franceses Françoise Barre-Sinoussi e Luc Montagnier, que, em 1983, anunciaram a descoberta do vírus HIV (BrasilAlemanha/Neues).

Fonte: DAAD


01.10.08 - JUIZ DE FORA:
Em busca de uma cidade irmã   ACIMA
Crianças em observam desfile na cidade - Fonte: http://www.culturalemajf.com.br/ reprodução Tradições vivas

Os descendentes dos alemães que chegaram em Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira, em 1858, somam hoje 50 mil. Para comemorar os 150 anos da imigração alemã na cidade, foi realizado ali, em setembro, o 6° Encontro das Comunidades Alemãs da América Latina. „Nosso esforço é no sentido de resgatar a identidade e a rica história dessa imigração“ explica o presidente do Instituto Teuto-Brasileiro de Juiz de Fora, Roberto Dilly, que sonha irmanar Juiz de Fora com uma cidade alemã. Como a única sede da Mercedes fora da Alemanha fica ali, por que não Stuttgart, sede da montadora? sugere.

Nos anos 1970 Dilly iniciou um exaustivo trabalho de pesquisa no sentido de recuperar a história dos imigrantes e, ao mesmo tempo a auto-estima dessa comunidade abalada com as.perseguições ocorridas por ocasião da Segunda Guerra Mundial. „Comecei minhas pesquisas na década de 70. Mais de vinte anos depois da guerra os descendentes de alemães ainda resistiam para falar da história dos antepassados“ lembra Dilly. Foi com esforço que o historiador reuniu fotos, documentos e relatos que formam hoje, após mais de 35 anos de trabalho, o maior banco de dados sobre a imigração germânica em Juiz de Fora. O cadastramento das famílias gerou o Centro de documentação e pesquisa genealógica onde os descendentes podem pesquisar os sobrenomes dos familiares.

Além disso, existe ali o grupo folclórico Edelweiss que apresenta danças tradicionais e que já até publicou o livro „Em busca de nossos avós“. Totalmente envolvido com o trabalho do Instituto, o maior desafio para Dilly no momento é aproximar as atuais gerações, seja através da integração de empresários, intercâmbio cultural, educação. Nesse sentido o encontro de setembro serviu para abrir divesas possibilidades.

Josiane Cotrim


19.09.08 – BEATRIX KLEIN:
Juventude ao piano   ACIMA
Beatrix Klein - Fonte: Divulgação Artista premiada

Ela tem apenas 25 anos, mas seu talento ao piano já foi reconhecido em competições na Alemanha e prêmios internacionais. Esta é Beatrix Klein, que até o dia 27 de setembro estará no Brasil e fará apresentações em Brasília, Ribeirão Preto, São Carlos, Belém, Recife, João Pessoa e Teresina, a convite do Kulturfest - Estação Alemã 2007-08 (www.kulturfest.com.br).

Nascida em Bonn, antiga capital da Alemanha Ocidental, em 1983, suas primeiras aulas de piano aconteceram quando tinha apenas cinco anos. Desde então dedicou sua formação à música. Através de competições nacionais e internacionais ela ganhou destaque e por seu mérito foi convidada pela Embaixada da Alemanha no Brasil para fazer parte da programação do Kulturfest.

A viagem não é a primeira a convite do Governo Alemão. "Nos últimos anos eu fui chamada várias vezes e toquei em quase todos os continentes. É uma grande honra poder me apresentar neste contexto e tenho muita consciência de meu dever como embaixadora cultural", explica Beatrix.

Ela acredita que a reincidência nos convites resida no fato de nem todos os artistas aceitarem tocar em lugares desconhecidos, com instrumentos que não os seus (especialmente no caso de uma pianista). "Eu não tenho receio de viajar para regiões pobres ou perigosas como Líbano, Síria, Paquistão ou Lesoto. Justamente nestes lugares a fome por eventos culturais é especialmente grande e as pessoas ficam felizes em receber visitantes que não se deixam espantar pela imagem negativa transmitida pela mídia", justifica.

Para sua turnê pelo Brasil ela preparou um repertório especial, que passa por Mozart, Chopin, Beethoven, Villa-Lobos e Milhaud. "O meu programa sempre oferece ao ouvinte uma mistura saudável entre compositores alemães, trabalhos desconhecidos de todos os tempos e sons nativos. O estilo musical brasileiro é dominado fortemente por diferentes danças e reflete alegria de viver, explosão de cores e ritmos", destaca a artista.

A entrevista completa com a artista e a programação da turnê pelo Brasil estão em www.kulturfest.com.br

Mariana Antoun


09.09.08 – OS TRÓPICOS:
Exposição chega a Berlim   ACIMA
Interatividade

Após o grande sucesso de público em Brasília e Rio de Janeiro, a exposição Os Trópicos – Visões a partir do centro do globo, poderá ser vista em Berlim a partir do próximo dia 12 de setembro. Até o dia 05 de janeiro de 2009 o museu Martin-Groupius-Bau exibe 85 trabalhos de arte contemporânea, junto a duzentas peças de arte da África, Ásia, Oceania e América Latina, pertencentes ao acervo do Museu Etnológico de Berlim.

Os trópicos oferecem os mais diversos espaços vitais e são uma fonte muito citada de inspiração estética, além de um território de grandes tensões e contradições políticas e sociais. Paralelamente à exposição haverá um programa de eventos interdisciplinares focalizando a região sob uma perspectiva científica e artística, que examina também a mudança da noção européia sobre o tropical no decorrer do século 20.

O programa de eventos é um trabalho conjunto realizado com o Instituto Ibero-Americano Preußischer Kulturbesitz, o teatro Hebbel am Ufer e os cinemas Freunde der Deutschen Kinemathek e. V. / Kino Arsenal. A exposição tem curadoria de Afons Hug, diretor do Instituto Goethe no Rio de Janeiro, Peter Junge e Viola König, curador e diretora do Museu Etnológico de Berlim.

Toda a programação em Berlim pode ser acessada em português no link:
http://www.goethe.de/kue/bku/prj/tro/ptindex.htm

Mariana Antoun


28.08.08 – KULTURFEST ITINERANTE:
Sucesso pode gerar projeto permanente    ACIMA
Recrutas do Super Night Shot em ação, chegando ao Teatro da Caixa - Foto: Mariana Antoun/ Embaixada da Alemanha em Brasília Teatro: Super Night Shot em ação

O Kulturfest Itinerante alcançou nesta terça-feira (26.08) sua penúltima parada: Brasília e Goiânia. Até domingo, as duas cidades poderão perceber as formas modernas da Alemanha nos campos do teatro, cinema, artes visuais e música eletrônica. Mas o sucesso do caminhão cultural, que já percorreu 11 cidades brasileiras, parece estar longe do fim. O interesse que despertou em localidades fora da rota tradicional destes tipos de eventos faz o Instituto Goethe, um dos idealizadores do projeto, pensar em uma forma de tornar o projeto permanente.

“A idéia de chegarmos a cidades fora dos grandes centros já é antiga. O Kulturfest Itinerante realizou isto e acabou por nos servir como uma espécie de projeto piloto, que permitiu conhecer a reação do público destes lugares e abrir caminho para futuras possíveis parcerias”, explica Jana Binder, do Departamento Cultural do Instituto Goethe de São Paulo.

Ela conta que os clichês sobre a Alemanha estão muito mais impregnados em cidades fora dos grandes centros urbanos do Brasil, em certa parte por conta da forte presença de imigrantes no país, o que fez com que a chegada do caminhão do Kulturfest fosse mais impactante. “Essa coisa louca do teatro com vídeo, da improvisação, da presença de elementos do cotidiano, que eles encontram na rua, tudo sendo apresentado como arte, surpreendeu o público. Quebrou a idéia de que arte alemã é só Goethe e Schiller, mostrando que também pode ser uma cultura que reage ao tradicional, que também pode ser entretenimento”, explica Jana. “Muita gente saiu das apresentações querendo produzir também!”.

A idéia é, após a turnê do Kulturfest Itinerante e o fim do Kulturfest – Estação Alemã 2007-08, começar a desenvolver um formato para que o projeto continue e possa chegar a outras cidades. E para isso o Goethe conta com os novos parceiros feitos durante todo o ano do Kulturfest, espalhados por todo o Brasil, e que já se mostraram dispostos a organizar novas atrações.

Para saber mais sobre o Kulturfest visite: www.kulturfest.com.br
A programação completa do Kulturfest Itinerante está disponível em: www.kulturfest-itinerante.org

Mariana Antoun


27.08.08 – ENCONTRO ECONÔMICO:
Alemanha de olho no crescimento brasileiro    ACIMA
Colônia vista do alto - Fonte: dpa/pa Colônia, sede do evento deste ano

Mobilidade, segurança energética e proteção climática estiveram entre os principais temas discutidos no 26º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, encerrado ontem (26.08) em Colônia. A tradicional reunião contou com mais de 500 participantes e serviu para aproximar empresários, fazer novos contatos e fomentar acordos de cooperação.

O momento de expansão da economia brasileira foi a tônica do evento. Os dados sobre o crescimento, que no ano passado foi de 5,4%, a evolução tecnológica, diminuição da pobreza e importância no cenário internacional foram constantemente citados, e para os alemães representam chances de bons negócios.

As duas economias são as maiores de seus respectivos blocos, o Mercosul e a União Européia, e o comércio entre os dois países movimentou 11,5 bilhões de dólares em 2007. Os alemães já têm 1.200 empresas atuando no Brasil, representando um capital de cerca de 19 bilhões de dólares, mas os dois lados querem mais.

Empresários alemães consideram que o país está definitivamente voltando o olhar para o Brasil, após um período de muita atenção à Ásia, especialmente à China. Esta semana, por exemplo, a Volkswagen anunciou em Wolfsburg que já vende mais automóveis no Brasil do que na Alemanha.

Um dos incentivos são os biocombustíveis brasileiros, tema de um acordo de cooperação energética assinado pela chanceler Angela Merkel e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em maio deste ano, quando da visita da premiê ao Brasil. “Agora vamos dar vida econômica a este acordo”, disse Jürgen Thumann, presidente da Confederacão Nacional da Indústrias da Alemanha (BDI, na sigla em alemão). A Alemanha investe 130 milhões de euros por ano em energias renováveis, e há um grande campo para troca de tecnologias.

A Copa de 2014 também chama a atenção, sobretudo na área de infra-estrutura. O Brasil vai precisar de hotéis, estádios, rodovias, trens, metrôs, aeroportos e logística, e grandes empresas como Siemens e Fraport já demonstram seu interesse. “Estamos prontos para investir no Brasil”, disse Gudrun Teloeken, da Fraport, empresa que construiu e opera o aeroporto de Frankfurt, e tem participações em aeroportos ao redor do mundo.
 
Há um potencial imenso para indústrias alemãs, já que as obras de infra-estrutura no Brasil devem movimentar cerca de USD 200 bi nos próximos anos, e tudo deve ser feito rapidamente. “Não se constrói um aeroporto ou uma rodovia em um ano. Nosso conselho é começar agora”, disse Fedor Radmann, do comitê organizador da Copa de 2006, na Alemanha.

Mesmo com tanto otimismo e oportunidades oferecidos pela economia brasileira, a corrupção, excesso de burocracia e um sistema fiscal complexo ainda deixam muitos alemães em dúvida. Um dos desafios deste encontro foi exatamente este, provar que mesmo com inúmeros problemas, o país é um ambiente econômico seguro.

Duas grandes empresas alemãs parecem já ter encontrado a resposta. A ThyssenKrupp, que já tem 17 empresas no Brasil, no momento está investindo 4 bilhões de euros na contrução de uma nova unidade, em Sepetiba, com capacidade para produção de cinco milhões de toneladas de aço bruto. Já a Hamburg Süd, uma das maiores transportadoras marítimas do mundo, que detém 20% do mercado brasileiro, reconhece problemas de infra-estrutura e atrasos nos portos do país, mas mostra-se confiante. “Investimos no Brasil e nossa intenção é de continuar investindo”, disse Julian Thomas, da Hamburg Süd Brasil.

Vitória sediará a 27ª edição do encontro, de 13 a 15 de setembro do próximo ano. Entre as novidades deverão constar visitas a empresas como a Vale do Rio Doce e plataformas de petróleo da Petrobrás.

Jefferson Puff


26.08.08 – KULTURFEST:
Festival itinerante chega a Brasília   ACIMA
Erobique - Fonte: Divulgação/ Tom Produkt Erobique é uma das atrações

O projeto Kulturfest Itinerante chega nesta terça a Brasília e Goiânia. O festival leva a quinze cidades brasileiras uma semana de atrações da Alemanha nas áreas de música eletrônica, teatro, artes visuais e cinema. O coração do Cerrado brasileiro é a penúltima parada do caminhão cultural, que terá sua última apresentação em Belo Horizonte e Cordisburgo. O Kulturfest Itinerante, uma iniciativa do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha e do Goethe-Institut, em colaboração com parceiros locais, já se apresentou em Ribeirão Preto, Blumenau e Florianópolis, Salvador, Fortaleza, Sobral, São Luís, Belém, João Pessoa, Recife e Campina Grande.

Ocupando espaços diversos nas duas cidades, o projeto pretende mostrar como pulsa a cultura jovem alemã. O festival de cinema, que vai de quarta (27.08) a domingo (31.08) no Cine Brasília, apresenta dez curtas e longas metragens em 35mm com legendas em português. Todos são atualíssimos e alcançaram sucesso de público na Alemanha, como “Um amigo meu”, de Sebastian Schipper, com Daniel Brühl e Jürgen Vogel, e “Hotel Very Welcome”, de Sonja Heiss.

Já os Recutras do Gob Squad apresentam o espetáculo teatral performático (ou seria um filme teatral?) “Super Night Shot”. Com quatro câmeras, o premiado grupo sai pelas cidades transformando tudo, bitucas de cigarro, pichações, carros, fachadas, em adereço e cenário de seu filme-performance. As exibiçõe serão feitas no Teatro da Caixa, em Brasília, dias 27 e 28, e no sábado no Centro Cultural Goiânia de Ouro, em Goiânia.

Para fechar a programação em ambas as cidades, uma dobradinha entre artes visuais e música eletrônica. O grupo Slope apresenta uma performance-instalação, que mescla intervenções arquitetônicas, apropriações de espaço e instalações multimídia num único trabalho. Em Brasília, a sequência fica por conta dos músicos Erobique e DJ Oblongui, que farão o público dançar ao som de ritmos experimentais e eletrônicos na Praça do Complexo Cultural da República, sexta-feira (29.08). Em Goiânia, no Centro Cultural Goiânia de Ouro, Erobique terá a companhia do DJ Fredy XTC.

Para conferir a programação completa do Kulturfest Itinerante, locais, preços e conhecer melhor os artistas visite a página www.kulturfest-itinerante.org

Kulturfest
Promovido pela Embaixada da Alemanha em Brasília, pelo Consulado Geral de São Paulo e pelo Goethe Institut, e contando com a cooperação de um grande número de parceiros na Alemanha e no Brasil, o Kulturfest apresentar a Alemanha moderna e sua cultura jovem. De 15 de outubro de 2007 a 3 de outubro de 2008, haverá em todo o país exposições, palestras, eventos musicais, peças de teatro, competições estudantis, participação em bienais e exposições, entre outros. Para informações, programação atualizada, press-releases e muito mais, visite o site do festival: www.kulturfest.com.br

Mariana Antoun


30.05.08 – ETANOL:
Produção e uso em discussão    ACIMA
Sigmar Gabriel e Marina Silva - Fonte: Mariana Antoun/ Deutschland Zentrum Gabriel e Marina Silva

Em visita oficial ao Brasil, o ministro alemão do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel, afirmou que, se o país mostrar no cenário internacional que tem condições de fazer uma produção sustentável da cana-de-açúcar, poderá ampliar a exportação de etanol para a Alemanha e toda a Europa. Segundo Gabriel, a expansão da cultura da cana não pode pressionar a devastação da floresta amazônica, nem reduzir a produção de alimentos.

As declarações do ministro foram dadas a jornalistas brasileiros logo após sua primeira reunião com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, nesta segunda-feira (28.04) em Brasília. Até sexta-feira (02.05), quando retorna para a Alemanha, Gabriel visita usinas de etanol e conhece a floresta amazônica. Em maio, a chanceler alemã, Angela Merkel, chegará ao Brasil e assinará um acordo com o governo brasileiro estabelecendo parâmetros para o uso de biomassa na produção de energia. "Então o Brasil terá a chance de provar que pratica uma agricultura sustentável", afirmou o ministro, destacando que a União Européia prepara uma legislação que regulamente a importação de biocombustíveis, estabelecendo critérios aos países produtores. A meta é fazer com que, até 2020, toda a frota européia circule com uma mistura que leva 10% de biocombustível.

Durante encontro com o ministro alemão, Marina Silva detalhou os resultados de uma política de combate à exploração da Amazônia. Segundo ela, nos últimos três anos o Brasil conseguiu reduzir o desmatamento na região em 59% e também a emissão de C02 em 500 milhões de toneladas. Ainda de acordo com a ministra, o país usa apenas 1% de toda a terra passível de agricultura – aproximadamente 300 milhões de hectares – na produção da cana-de-açúcar. Reforçando os números, nesta terça-feira (29.04) a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que o biocompustível produzido na Europa e nos Estados Unidos têm mais responsabilidade na alta dos preços dos alimentos no mundo, do que o álcool produzido no Brasil.

Além de discutir a questão dos biocombustíveis, a visita do ministro alemão ao Brasil é uma preparação para a 9ª Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP-9) que acontecerá na Alemanha, na cidade de Bonn, entre os dias 19 e 30 de maio. Gabriel afirma que um dos objetivos do encontro é estabelecer mecanismos para garantir a preservação e o compartilhamento do acesso aos recursos genéticos da Amazônia. O ministro reconheceu ainda as dificuldades do governo brasileiro em frear a ação predatória na floresta, dado o apelo econômico de outras culturas e a falta de um acordo multilateral que defina o compartilhamento dos benefícios dos recursos genéticos explorados.

Mariana Santos


26.03.08 – BRASILIANISTAS:
O Brasil dos alemães  ACIMA
Hans Staden - Pintura de H. J. Winkelmann/ Public Domain Hans Staden, o pioneiro

Hans Staden foi um dos primeiros alemães a visitar o Brasil, ainda no século XVI. Seu livro, editado em 1557, em Marburg, descrevia um Novo Mundo exótico, habitado por índios canibais e paisagens diferentes. Desde então muita coisa mudou, mas o interesse dos alemães pelo país tropical permanece em alta. Assim como em outros lugares da Europa, na Alemanha existem os Brasilianistas, acadêmicos que se ocupam de estudar o Brasil. O Prof. Dr. Christian Haußer, doutor em história da América Latina e Brasilianista pela Universidade de Hamburgo, explica mais sobre este campo de trabalho e a imagem do Brasil na Alemanha.

Quando e como se deu o interesse de acadêmicos alemães por estudar o Brasil?
O interesse pelo Brasil se intensificou depois da deliberada abertura do país a estrangeiros no início do século XIX. Os motivos do interesse são variados, mas resumem-se à fascinação por uma região com uma população e uma natureza desconhecida em grandes partes, continuando a última principalmente a sê-lo ainda hoje. Essa fascinação assumiu uma forma científica com o intuito de descrever, medir e conceber finalmente o outro.

Como você vê a interação Brasil-Alemanha? Qual é a imagem do Brasil na Alemanha atualmente?
A interação entre o Brasil e a Alemanha se realiza há muito tempo em muitas formas e em vários planos. No plano político, tenho a impressão de que na América Latina Brasil e o México, devido à importância econômica dos dois, são os únicos países que chamam maior atenção. No plano científico, o Brasil é reconhecido aos poucos mais como parceiro e menos como mero destinatário do conhecimento alemão. A imagem popular do Brasil na Alemanha tende a continuar sendo marcada por duas perspectivas opostas: uma positiva, quase de inveja, e a outra muito negativa. Num lado se perpetua o exotismo da leveza tropical, com sol e verão o ano inteiro, samba, carnaval, mulatas, futebol e alegria dia e noite. No outro, o Brasil é visto meio catastrófico, sendo sinônimos deste desastre a favela, a violência, a grande desigualdade social e a pobreza, a desorganização e a corrupção, e também o desmatamento da floresta amazônica.

O que se pode concluir através desta distinção?
Como todas as imagens, também esta diz mais sobre os que a têm do que sobre aquilo a que se refere. Atrás dessa visão bipolar está um fato que se deve levar em conta: para um alemão, e eu também sou um, é difícil conceber a existência simultânea de fenômenos naturais, culturais e sociais tão variados e muitas vezes até supostamente opostos. Ainda existem tribos indígenas “meio perdidas” na floresta que vivem como viviam há milhares de anos e, ao mesmo tempo, megalópoles muito modernas como São Paulo - tudo num só país, imagine! A mídia alemã reflete em parte a imagem popular, embora seja próprio da mídia se concentrar no lado espectacular e catastrófico; além disso, há poucos jornalistas com conhecimento profundo sobre o país.

Você vai publicar um livro sobre a história do desenvolvimento do Brasil. O que poderia destacar como mais importante em suas pesquisas acerca do tema?
O livro trata do pensamento desenvolvimentista no Brasil entre 1808 e 1871 através do conceito de civilização. O meu estudo revela que idéias européias tidas como “fora do lugar” no Brasil, não o eram, sentiam-se bem em casa. Segundo, o Brasil não era tão atrasado em comparação com a América do Norte ou a Europa. Pelo contrário: logo no início do século XIX iniciou-se um surto modernizador nacional continuando no fundo até hoje.

O Brasil experimenta um momento de atenção no exterior, sobretudo na Europa. Houve o ano brasileiro na França e eventos também no Reino Unido. Na Alemanha, o drink do momento é a Caipirinha. Qual é a importância disso para o país?
O Brasil atrai por ser um país com uma cultura rica e principalmente por ser a economia mais importante da América Latina para os europeus. Assim me parece que os europeus também tentam aproveitar para promover laços com o Brasil num momento favorável em que a reputação de um outro concorrente está um pouco em declínio no país: os Estados Unidos. Mas trata-se de esperar para ver em que medida são mais do que impressões instantâneas. Isso não é o caso da Caipirinha, que há muitos anos virou um drink que muitos alemães gostam – inclusive eu.

Jefferson Puff


11.03.08 – CHUCRUTE COM PÃO DE QUEIJO:
A Mercedes-Benz em Juiz de Fora  ACIMA
Estrela da Mercedes-Benz - Fonte: Photothek

Em apenas nove anos, a unidade da Mercedes-Benz em Juiz de Fora, no estado brasileiro de Minas Gerais, atingiu um dos mais altos padrões de qualidade entre todas as outras filiais, sendo considerada uma das mais modernas da indústria automobilística na América Latina.

Com cerca de 1.100 colaboradores, a unidade se destaca pelo pioneirismo. A fábrica de Juiz de Fora foi a primeira da América do Sul a adotar a pintura a base de água, reafirmando o respeito da Mercedes-Benz pela preservação do meio ambiente.

Com uma área total de 2,8 milhões m², sendo 167 mil m² de área construída, a fábrica produz automóveis das Classes C, em especial o C230 Avantgard. A maior parte da produção é destinada aos mercados norte-americano e europeu.

Bruno Blankenburg


03.03.08 – KULTURFEST:
“Os Trópicos” chega ao Rio de Janeiro ACIMA
Máscara - Ceilão (Sri Lanka) - Fonte: Divulgação Máscaras do Sri Lanka

Arte contemporânea inspirada e aliada a peças antigas de regiões tropicais de todo o globo. Esta é a essência da exposição “Os Trópicos – Visões a Partir do Centro do Globo”, que chega nesta segunda-feira ao Rio de Janeiro – a mais tropical das cidades. A mostra, que tem curadoria de Alfons Hug, diretor do Instituto Goethe Rio de Janeiro, Viola König, diretora do Museu Etnológico de Berlim, e Peter Junge, curador do Museu Etnológico de Berlim, estará aberta ao público no piso térreo do Centro Cultural Banco do Brasil de 04 de março a 05 de maio.

O inovador projeto teuto-brasileiro traz 130 obras de arte antiga de países na faixa tropical do planeta (África, Ásia, Américas e Oceania), vindas do acervo do Museu Etnológico de Berlim, considerado um dos mais importantes do mundo, e 87 trabalhos de 23 artistas contemporâneos de vários países, dentre pinturas, desenhos, fotografias, esculturas, vídeos e instalações. É um rico e inédito diálogo entre a produção de arte antiga e a atual através de pinturas, desenhos, fotografias, esculturas, vídeos e instalações.

A exposição já passou pelo Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília, com um enorme sucesso de público. Do Rio de Janeiro ela deixa os trópicos e estabelece um diálogo com público da Alemanha, instalada no Museu Etnológico de Berlim. Para saber mais sobre artistas, obras e sobre o conceito de exposição, visite a página TROPEN.

Kulturfest
Promovido pela Embaixada da Alemanha em Brasília, pelo Consulado Geral de São Paulo e pelo Goethe Institut, e contando com a cooperação de um grande número de parceiros na Alemanha e no Brasil, o Kulturfest vai apresentar a mais fiel imagem jovem e moderna da Alemanha e de sua cultura. De 15 de outubro de 2007 a 3 de outubro de 2008, haverá em todo o país exposições, palestras, eventos musicais, peças de teatro, competições estudantis, participação em bienais e exposições, entre outros. Para informações, programação atualizada, press-releases e muito mais, visite o site do festival: www.kulturfest.com.br

Gastronomia no Kulturfest
Dando continuidade à sua turnê gastronômica pelo Kulturfest, o jovem chef de cousine alemão Simon Tress chega amanhã à Belo Horizonte, onde apresenta suas criações em dois jantares, nos restaurantes Cantina Bella Vista (terça, 04.03) e Haus München (quarta, 04.03). Para mais informações veja clique em Gastronomia ou acesse a página do Kulturfest.

Mariana Antoun


27.02.08 – DOCE RECORDAÇÃO:
Como Kurt Deichmann conquistou o coração dos cariocas ACIMA
stollen - Fonte: ColourBox O Stollen é uma das especialidades

Gerações de pessoas descobriram os prazeres de uma torta com o alemão Kurt Deichmann. Há 60 anos ele revelou para o Rio de Janeiro sabores encantadores, produzidos a partir de antigas receitas da Alemanha, da Áustria e da Suíça. Todos os doces preparados conforme a tradição manda, com pouco açúcar e nada de leite condensado.

Nascido no ano de 1907 na Alsácia (região da França que então pertencia à Alemanha), Kurt herdou da mãe o talento culinário. O alemão aprimorou suas habilidades trabalhando em confeitarias em Luxemburgo, Milão (Itália), Lyon (França), e Zurique (Suíça). Com 31 anos, fugido do nazismo, veio para o Brasil atrás da família em Resende. Pouco depois, se mudou para o Rio de Janeiro, onde abriu uma delicatéssen que vendia vários doces, já bastante apreciados pela nova adquirida clientela.

Os doces são petiscos como a Praliné (torta de nozes recheada com amêndoas caramelizadas), o Stollen (espécie de panetone), Streusel (torta recheada com frutas frescas), Spekulatius (biscoitos com tempero europeu) e picada de abelha  (massa com recheio de baunilha e cobertura de nozes e mel). A tradicional floresta negra feita de chocolate, creme chantilly e cereja continua entre as campeãs de venda. E mesmo ainda faltando um tempo para o Natal, vale experimentar a torta Noel feita de nozes e recheada com damasco e babada de moça.

Após sua morte aos 93 anos, a família de Kurt deu continuidade a confeitaria que fica no Leblon, Rio de Janeiro, uns dos bairros mais chiques da cidade. Kurt cativou seus inúmeros clientes com a excelência de seus doces e o carinho do atendimento e será recordado como o alemão mais doce, em todos os sentidos

Martha Ayres Denk


19.02.08 – SOCIEDADE GERMÂNIA:
Um clube com muitas histórias para contar  ACIMA
Sede atual da Sociedade Germânia - Foto: João Koeler Hackbarth Atual sede

Há mais de duzentos anos, multiplicavam-se os pontos boêmios nas ruelas do centro do Rio de Janeiro. Para os imigrantes, um restaurante da Rua dos Ourives – atual Miguel Couto – era marcante. Nele, reuniam-se os recém-chegados principalmente de terras alemãs, ao redor da Stammtisch, uma mesa reservada. Entre rodadas de cerveja importada, a mesa foi juntando-se a outra, que se juntou a outra, e em poucos anos, tomava o estabelecimento. Era fundada em agosto de 1821 a Sociedade Germânia, onde austríacos, finlandeses, suíços e alemães voltavam a sentir-se em casa, mesmo que estivessem literalmente a quilômetros dela.

Desde lá, a independência, dois impérios, repúblicas, revoluções e subseqüentes marcos foram vividos pelas gerações de associados. Depois de confiscada a segunda grande sede da Praia do Flamengo, considerada centro dos “súditos do eixo” (e posteriormente tomada pela União Nacional dos Estudantes, UNE), a Germânia muda-se em 1953 para a Rua Real Grandeza, com o nome de Clube Beira Mar. Em 1970 é comprado um casarão na Gávea, antiga residência de Epitácio Pessoa Filho. Somadas as obras de adesão, nascia ali a sede atual, referência carioca de cultura germânica, com festividades típicas, aulas de alemão para associados, jogos e esportes tradicionais, entre outras atividades.

Aos finais de semana, Bratwurst, Eisbein e chucrute instauram a germanicidade no buffet de confraternização. Mas a sensação de solo alemão não é mérito exclusivo dos pratos típicos – apesar da deliciosa torta Apfelstrudel ajudar um pouco... Entre recordações e bate-papos, o espírito de identidade que fizera a Germânia nascer na antiga Rua dos Ourives é resgatado. Méritos do presidente Francisco Xavier Esperanza, que há 14 anos faz prevalecer a “harmonia no quadro social, a sólida união dos associados em procurar tornar a Germânia um clube sempre melhor”. Palavras de presidente, comprovadas por abordagens de carinho e amizade dos associados no salão principal do restaurante. Em uma destas, ninguém menos do que o centenário Oswald Müller. Segundo Dr. Esperanza, o mais antigo associado dissera em sua festa de 100 anos, celebrada em 2006 na Germânia, que voltaria àquele mesmo salão para celebrar seu aniversário de 200 anos. No que depender do zelo administrativo do presidente e da saúde impressionante aparentada pelo centenário, assim será!

João Koeler Hackbarth

LINK:
Site oficial


14.01.08 - ZÉ DO ROCK:
Cineasta faz filme sobre Brasil e Alemanha ACIMA

O brasileiro Zé do Rock, que se tornou conhecido pelo filme satírico que fez sobre a mistura da cultura alemã e brasileira, prepara um novo documentário. Desta vez, sobre fumantes e não-fumantes
Veja o vídeo!

O escritor e cineasta brasileiro Zé do Rock mora em Munique “há anos” - como ele diz. Conhecido pelos livros e filmes documentários, como “Brasilien fica na Alemanha”, que mostra como os alemães vêem os brasileiros e vice-versa, Zé trabalha atualmente num projeto que pretende confrontar fumantes e não-fumantes. O tema do novo vídeo se deve à lei que vigora na Europa desde 2007 e proíbe o cigarro em lugares públicos como bares, cafés, restaurantes, estações de ônibus, trem etc.

O filme “Brasilien fica na Alemanha” ainda não está disponível ao público. Foram apresentadas apenas sessões de teste, em janeiro do ano passado, mas, segundo Zé, falta patrocínio para pagar alguns direitos autorais do filme, antes que ele seja lançado oficialmente. O documentário foi gravado no Brasil e na Alemanha. Em alemão, o filme é intitulado “Schröder liegt in Brasilien”.

“Cinco meses após o início das filmagens a gente rodou 90% do que eu queria rodar. Achamos pérolas que eu não esperava”, conta. Entre as imagens do filme, estão cenas que mostram como no país tupiniquim existem cidades que cultuam o povo alemão e acreditam viver numa “mini Alemanha” e como os alemães tentam se parecer com os brasileiros, principalmente quando o assunto é festa, praia, biquinis e carnaval. “O tema do filme é que os alemães são pobres mas bem-humorados, enquanto os brasileiros têm muito dinheiro mas vivem reclamando. Tanto os alemães como os brasileiros e estrangeiros riem ou sorriem quando ouvem sobre o filme. Faz parte da sabedoria do mundo saber que na realidade é o contrário.”, resume Zé.

Famoso ainda pelo assassinato da língua portuguesa e alemã, o homem maduro – que faz questão de não revelar a idade - escreve na sua página na internet textos em linguajem di internéti, ou seja, redige exatamente como se pronunciam as palavras. Tal criatividade veio, por exemplo, da publicação do livro “fom winde ferfeelt”, de 1995 - uma autobiografia, com explicação de palavras e expressões da língua alemã. Zé chama esta linguagem de “ultra-alemão” e ele explica ao “pé da letra” o que os vocábulos querem dizer.

O gaúcho fumante - que se recusa a consumir Marlboro pelo fato dele não gostar da combinação da cor vermelha e do branco que aparecem na embalagem original do cigarro – escreveu ainda, em português, os livros “Zé do Rock” (a biografia), “Disco Voador na Cozinha” e “Piadas im Brazileis”. Este último, trata de formas coloquiais que conforme Zé, ainda vão se tornar tão oficiais quanto as da gramática da língua portuguesa.

Zé é o tipo de pessoa que tem muita história para contar. Criado em Porto Alegre, viojou o mundo durante treze anos e conheceu mais de cem países. Pelas andanças, enfrentou a repressão militar no Brasil e, aos poucos, percebeu que tivera adquirido um medo incontrolável de voar. Hoje, antes de embarcar num avião, Zé toma um comprimido indicado para o controle da esquizofrenia.

Bettina Riffel


12.11.2007 – OS GUERREIROS DE ROLÂNDIA:
Idas e vindas de um povo ACIMA
Oktoberfest em Rolândia - Fonte: Divulgação Oktoberfest e roupas tradicionais

Rolândia, no norte do Paraná, no Sul do Brasil, vive uma história de idas e vindas com a Alemanha. Se por um lado, orgulha-se de suas origens, que começaram nos anos 1930, com a chegada dos primeiros colonos, egressos de uma Alemanha devastada pela guerra, por outro, luta para preservar a cultura desses antepassados, uma vez que muitos descendentes já fizeram o caminho de volta. Os que ficaram, acompanham com atenção a saga de seu povo, cuja cidade criada no Brasil carrega o nome de um guerreiro medieval, Roland, conhecido por defender os princípios de liberdade e justiça.

E é essa mesma liberdade, defendida pelo herói que inspirou o nome da cidade, que fez com que muitos filhos de alemães nascidos na região fossem embora, quebrando a continuidade do desenvolvimento local, atesta Adrian von Treuenfels, Cônsul Honorário da Alemanha em Rolândia. “Hoje, quem visita a cidade, quase não percebe vestígios da colonização alemã”, reforça Nikolaus Schauff, um dos pioneiros da localidade.

Aos 70 anos, o agricultor, que chegou à região em 1939, também viu seu pai, perseguido político por Hitler, voltar à Europa em 1950. Testemunha e protagonista do processo de colonização, Schauff elenca o que chama de “o que sobrou da influência alemã” na cidade: grupos folclóricos que têm seus pontos altos durante a Oktoberfest; sessões de filme em alemão no Centro Cultural Brasil-Alemanha e mesas-redondas no Clube Concórdia, locais em que os mais velhos se reúnem para preservar a cultura. Há ainda prédios históricos que datam do período de pujança que iniciou com o café, beneficiado pela terra roxa da região, que a fez ser conhecida como a “Canaã Brasileira”.

Responsável pelo atendimento de descendentes de alemães de todo o norte do Paraná, Treuenfels relata que durante as três primeiras décadas de fundação da cidade, o fluxo de imigrantes foi intenso. Rolândia, que no início se desenvolveu rapidamente, viu surgirem clubes, escolas, igrejas e fazendas com lindas sedes, construídas em uma gleba de terras originalmente de propriedade de ingleses, donos da “Paraná Plantation Ltda”, que se uniram a políticos alemães em busca de uma saída para filhos de lavradores com falta de opções em seu país. Alemães que vieram em busca de liberdade e justiça.

Fabíola Brites


04.12.2007 – IMIGRAÇÃO:
Mitos e Fatos  ACIMA
Colonos - Fonte: Divulgação Alemães camponeses

“É duro para nós, gaúchos, termos de reconhecer, mas a imigração alemã no Brasil não começou no Rio Grande do Sul”. Com esta frase, a historiadora Nina Tubino resume o conteúdo do livro A Germanidade no Brasil, que acaba de lançar. Fazendo uma didática distinção entre “presença alemã” e “colonização alemã”, ela lança luz sobre aspectos passados por gerações como incontestáveis e que agora estão sendo devidamente elucidados, garante. A obra, encomendada pela Sociedade Germânia em Porto Alegre, coloca por terra mitos perpetuados acerca da presença alemã no maior país da América do Sul. Entre eles, o de que vieram para cá só colonos mal preparados.

“É presunçoso pensar que a influência alemã só se fez sentir no Sul do país e que os alemães vindos para o Brasil eram voltados tão somente para a agricultura e para a formação de um exército mercenário a trabalho do Imperador na defesa de nossas fronteiras”, diz a autora logo no início da obra. Muito antes de 1824, data propagada como a da chegada da primeira leva de colonos em São Leopoldo, no interior gaúcho, a influência alemã já se fazia sentir no Nordeste do país. Quando Pedro Álvares Cabral chegou, em 1500, na Bahia, vieram com ele 35 artilheiros alemães, integrantes de uma Unidade Militar dotada de privilégios, que participava de todas as grandes viagens de exploração dos portugueses. A primeira carta ao Rei de Portugal também não foi enviada por Pero Vaz de Caminha, como consta na história oficial, ela teria sido escrita por Mestre João, conhecido como Johannes Varnhagen de Emenelaus, cuja origem, não comprovada, seria alemã.

Muito antes de empunhar enxadas, foices e martelos, os alemães no Brasil valiam-se das letras e de um conhecimento técnico e crítico para marcar sua presença por aqui. Nina recorre ao escritor Gilberto Freyre, em Nós e a Europa Germânica – Documentário Teuto-Brasileiro, para falar da influência cultural germânica em Pernambuco, que data do século 17 e que se estendeu por mais de 200 anos. A ponto de, já em 1820, aparecer anúncios de profissionais alemães a oferecer seus préstimos. Eram alfaiates, marceneiros, fabricantes de instrumentos musicais, retratistas e muitos outros. Freyre vai mais longe, quando afirma que a Faculdade de Direito de Recife, por volta de 1850, “estava revestida do pensamento germânico”.

Werner Adelmann, presidente da Sociedade Germânia em Porto Alegre, que solicitou o estudo a Nina, cita como um dos exemplos da presença alemã no país bem antes do trabalho colono no Rio Grande do Sul, a criação, em 1821, da Sociedade Germânia no Rio de Janeiro. Ele destaca também que o espírito de germanidade que tem se mantido até hoje se deve muito mais ao mérito dos imigrantes do que de seu país de origem, que pouco propala os feitos de seus descendentes além-mar. “É por isso que fizemos o livro bilíngüe, para que a Alemanha reconheça o trabalho que nosso povo fez por aqui.”

Fabíola Brites


27.11.07 – BLUMENAU:
Relações culturais e econômicas  ACIMA
Prefeitura de Blumenau - Fonte: Mariana Santos Prefeitura da cidade

Bastam alguns minutos de caminhada pelas ruas floridas de Blumenau, no Estado de Santa Catarina, para se encantar com o charme da cidade mais alemã do Brasil. Seus 300 mil habitantes fazem questão de manter tradições herdadas de seus fundadores. É lá que acontece a famosa Oktoberfest brasileira, a maior festa da cerveja das Américas. Neste ano, Blumenau também sediou o 25º Encontro Brasil-Alemanha, que reuniu mais de 1800 empresários e autoridades dos dois países.

Há quem acredite que os blumenauenses são mais tradicionalistas e interessados na preservação das origens do que os próprios alemães. “No último encontro Brasil-Alemanha [em Berlim], falaram para o público que em Blumenau estaria a Alemanha ‘dos avôs’ dos participantes”, conta o secretário de Turismo de Blumenau, Norberto Mette. Uma cultura que sobreviveu mesmo após a 2ª Guerra Mundial, como avalia o secretário.

Fundada em 1850 pelo filósofo alemão Hermann Bruno Otto Blumenau, o município é um dos mais promissores do chamado Vale do Itajaí. Além dos colonos alemães – os primeiros a chegar ao vale, com a missão de desenvolver atividades agrícolas – a região também recebeu italianos e poloneses. Mas foi a cultura germânica que mais se impregnou no dia-a-dia dos blumenauenses. De nomes de ruas e restaurantes, passando pelo sobrenome de seus moradores, a influência alemã é marcante em toda a cidade.

Além do turismo, pautado exatamente pelos laços germânicos, Blumenau também estrutura sua economia na produção têxtil e é berço de grandes empresas, como a Hering. “É o maior pólo têxtil da América Latina, com produção de malhas, toalhas, produtos de cama, mesa e banho”, afirma José Carlos Oechsler, diretor-presidente do Parque Vila Germânica, o mais importante espaço para eventos da cidade.

Além das relações culturais, Blumenau também construiu firmes relações econômicas com a Alemanha. Grandes redes de lojas alemãs, como a Kaufhof e a Karstadt, são abastecidas com peças produzidas em Blumenau. A cidade brasileira, por sua vez, importa tecnologia na área têxtil.

Para Oechsler, a identidade cultural e a capacitação profissional são grandes atrativos também para o estabelecimento de empresas germânicas na região. “Grandes multinacionais já estão no Brasil, e a identidade cultural é importante. Se a comunicação é complicada, gera desconfiança”, avalia o empresário. O primeiro centro de produção de software da empresa de tecnologia T-Systems a operar fora do território alemão, e que atende clientes exclusivamente germânicos, funciona em Blumenau. Em algumas semanas, a cidade catarinense receberá uma filial da Altendorf, indústria da área de serralheria.

Mariana Santos


21.11.07 - BLUMENAU EM FOCO:
Lula e Glos abrem encontro econômico  ACIMA
Blumenau - Fonte: Wikimedia Commons Alemanha? Não! Blumenau...

O Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, e o Ministro da Economia e Tecnologia da Alemanha, Michael Glos, abriram na manhã de segunda-feira (20.11) o 25º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, na cidade de Blumenau, no estado brasileiro de Santa Catarina. A cerimônia teve tom amigável, enfatizando o cárater principal da reunião, que é a “Cooperaçao Tecnológica e Inovação: Reforçando a Competitividade Internacional”.

Lula fez questão de destacar a preocupação dos alemães com a questão ecológica, defendendo que a produção de cana-de-açúcar dentro da área da Amazônia Legal não chega a 1%, e que estas seriam terras agriculturáveis. Além disso, o presidente brasileiro ressaltou que, apesar da descoberta recente de uma grande reserva de petrópleo, o país não irá abdicar da política de renovação da matriz energética. Ele afirmou ainda que não só as empresas alemãs devem ser atraídas ao Brasil, mas também as firmas nacionais devem buscar seu espaço no mercado alemão.

Uma idéia defendida veementemente pelo Ministro Michael Glos, que acredita que investimentos brasileiros podem ser feitos na Alemanha até mesmo na área de tecnologia, produção de energia solar e eólica, e especialmente aeroespacial – citando nominalmente a empresa de aeronáutica Embraer. Embora algumas dessas áreas sejam também de forte atuação de empresas alemãs, ele defendeu que o livre comércio é benéfico para todos os lados, posição que ele acredita que precisa ser adotada também nas negociações internacionais. Para ambos os políticos a rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) pode ser um sucesso, desde que EUA, Europa e Brasil abram mão de algumas de suas posições: “Creio que podemos realmente obter sucesso, pois tanto a Alemanha quanto o Brasil podem ajudar muito nas negociações”, disse Glos.

Contudo, o Ministro alemão trouxe um outro tema para a cooperação entre os dois países: o esporte. O campeão mundial de boxe Wladimir Klitschko fez parte da delegação alemã como portador da mensagem de que o esporte pode ser um instrumento importante para o desenvolvimento e combate à miséria. Klitschko veio da Ucrânia, mas vive há muitos anos na Alemanha, onde foi naturalizado. “O esporte inspira jovens em situação de risco e ajuda a combater à criminalidade”, defendeu Glos, que fez questão da presença do atleta durante a coletiva de imprensa cedida no domingo (18.11). Wladimir Klitschko reforçou as palavras de Glos e foi aplaudido ao citar Nelson Mandela: “O esporte tem o poder de mudar o mundo”.

Durante o encontro, empresários e políticos também destacaram que a Alemanha pode cooperar com o Brasil na realização da Copa do Mundo de Futebol em 1014, aproveitando toda a experiência adquirida no mundial de 2006. Glos ainda declarou que espera que em 2014 a grande final Brasil x Alemanha realmente aconteça. “Na última Copa, após a saída do Brasil, a Alemanha também decidiu que também não valeria à pena chegar à final”, brincou Glos.

Como o próximo encontro, em 2008, será realizado na quarta maior cidade alemã, Colônia (Köln), a Vice-Prefeita de lá, Angela Spizig, esteve também em Blumenau e surpreendeu os jornalistas brasileiros ao falar em português. Ela apresentou a cidade e defendeu que “Colônia é o lugar mais verde-e-amarelo da Alemanha”, conseguindo fazer com que 6 mil brasileiros ficassem hospedados lá durante toda a Copa de 2006.

Mariana Antoun


16.11.07 – VISITA MINISTERIAL:
Michael Glos participa de Encontro Econômico  ACIMA

Agenda de Glos no Brasil inclui inauguração de fábrica, da nova Casa Alemã em Blumenau e abertura do Encontro Econômico Brasil-Alemanha, junto com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva
Michael Glos - Fonte: Divulgação Ministro tem agenda cheia

Nos dias 19 e 20 de novembro a cidade de Blumenau, no estado brasileiro de Santa Catarina, receberá a 25ª edição do Encontro Econômico Brasil-Alemanha. E entre os cerca de 1400 participantes que são esperados na cidade está a ilustre presença do Ministro da Economia e Tecnologia da Alemanha, Michael Glos. Glos abrirá o evento juntamente com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

A visita ministerial inclui ainda a inauguração da nova fábrica da empresa alemã KRAH-ICE, na pequena cidade de Timbó, também em Santa Catarina, e a inauguração da nova Casa Alemã, em Blumenau. A KRAH-ICE fornece equipamentos para a indústria automotiva e escolheu a cidade para se instalar por conta da mão-de-obra qualificada com conhecimentos da língua alemã. Uma situação já recorrente nos estados do Sul do Brasil.

Já a nova Casa Alemã (Deutsches Haus) ficará em um casarão de 1930 (na rua Hermann Hering, 1), reformado para abrigar o Consulado da Alemanha e a Câmara do Comércio Brasil-Alemanha, que atua há 90 anos no país e tem 1,2 mil empresas associadas. Segundo o cônsul honorário, Hans Dieter Didjurgeit, o espaço atenderá cidadãos e empresas brasileiras e alemãs em vistos, intercâmbio e parcerias bilaterais.

Na véspera do encontro (dia 18.11) será entregue o prêmio Personalidade Brasil-Alemanha, que terá como contemplados Hans Prayon, presidente do Conselho de Administração da Hering e ex- Cônsul Honorário alemão em Blumenau; e Klaus Meves, Presidente da Diretoria Executiva da empresa de logística marítima Hamburg Süd. O Ministro também participa do evento.

25º Encontro Econômico Brasil-Alemanha
O encontro demonstra a importância das relações entre os dois países, que se intensificaram muito nos últimos anos. O Brasil é considerado pela Alemanha um importante parceiro político, econômico e cultura. O evento visa fortalecer o relacionamento bilateral do comércio, atração de investimentos, formação de parcerias e transferência de tecnologia. O tema deste ano será “Cooperação Tecnológica e Inovação: Reforçando a Competitividade Internacional”, e terá representantes de diversas áreas, como indústria automobilística, logística, responsabilidade social, energia, tecnologia da informação, saúde e bem-estar, agronegócio, entre outros. Esta é a primeira vez que Blumenau sedia o encontro. Paralelamente acontece o 34º encontro da Comissão de Cooperação Econômica Brasil-Alemanha.

Michael Glos
Michael Glos é um importante ator da cena política alemã atual e antes de assumir o cargo de ministro de governo da Chanceler Angela Merkel (CDU) liderou durante 12 anos a bancada de seu partido, o CSU (União Social Cristã), no Parlamento Alemão (Bundestag). Nascido na Baviera, estado conhecido por sua combinação de antigas tradições e novas tecnologias no sul da República Federal Alemã, ele vem acompanhado de uma delegação de cerca de 70 pessoas, que inclui o Vice-Ministro da Economia Bernd Pfaffenbach, o Vice-Ministro da Educação e Pesquisa Frieder Meyer-Krahmer, o Embaixador Gerhard Enver Schrömbgens, encarregado do Governo alemão para assuntos políticos da América Latina, e quatro Delegados do Bundestag, o Parlamento Alemão. No entanto a maioria da delegação é composta por representantes de empresas alemãs e da Confederação Nacional da Indústria alemã, a BDI.

Relações Comerciais Brasil-Alemanha
O Brasil é o principal parceiro comercial da Alemanha na América Latina. O comércio entre os dois países movimentou no último ano mais de 12 bilhões de dólares, sendo o Brasil o segundo principal parceiro nas Américas. Em 2007, considerando apenas os resultados do primeiro semestre, o total do comércio bilateral (isto é, considerando importações e exportações) cresceu entre 26 e 27%. 

No Brasil existem cerca de 1200 empresas com capital alemão, representando investimentos diretos de mais de 20 bilhões de dólares. Algumas delas se instalaram na região de Blumenau, que tem o diferencial de contar com mão-obra-qualificada dotada de conhecimento não só da língua alemã, como também da cultura, o que permite uma fácil assimilação e mistura da mentalidade dos dois países.

Para o Embaixador da Alemanha em Brasília, Prot von Kunow, que acompanhará o Ministro Michael Glos na visita ao Brasil, o encontro em Blumenau irá favorecer ainda mais as parcerias Brasil-Alemanha na região: “Empresas alemãs, especialmente de pequeno e médio porte, terão a oportunidade de descobrir as boas condições de investimento em uma região do Brasil não tão conhecida como as grandes metrópoles. Tenho certeza que deste encontro resultarão bons contratos para ambos os lados”. Algumas empresas já descobriram estas potencialidades do Brasil, como a Bosch Rexroth, T-Systems e Netzsch , presentes na região de Blumenau e Pomerode.

Mariana Antoun


07.11.07 – COLÔNIA DE UVÁ:
História de uma dura experiência   ACIMA
Martha Engel - Fonte: Mariana Santos Martha Engel mostra fotos da infância

No interior de Goiás (Estado no Centro-Oeste brasileiro), em um povoado que nem se acha no mapa, existe uma geração de descendentes de alemães. Pessoas simples, que se dedicam a atividades ligadas à terra, como agricultura e pecuária, e que pouco conhecem sobre seu passado germânico. A história da Colônia de Uvá, a 180 quilômetros de Goiânia, capital do Estado, no entanto, nasceu com a vinda de refugiados da 1ª Guerra Mundial para o Brasil. Famílias inteiras que deixaram uma Alemanha destruída em busca de uma vida melhor.

Em 1924, instalaram-se aproximadamente 100 famílias em uma área a apenas 20 quilômetros da Cidade de Goiás, capital do estado à época. Vieram sob a promessa de que ganhariam terras e teriam boas condições de vida. No entanto, logo no início da viagem o sonho já começou a se mostrar uma dura aventura.

Filho de alemães e nascido no Brasil, o aposentado Walter Knut Engel, 68 anos, conhece a história da família de tanto ouvir o pai contá-la. Ex-gerente de um banco na Lituânia, Walter Engel, o pai, perdeu o emprego e a esperança de viver em um país arrasado pela guerra. Decidiu atravessar o Atlântico, com a mulher grávida e duas filhas, rumo ao desconhecido. “Eles levaram um mês para chegar ao Brasil de navio, mais um mês do Rio de Janeiro para Goiás. O resto da viagem foi a cavalo. Chegaram aqui no interior não tinha nada, só mato”, conta.

Além das dificuldades da viagem, os colonos tiveram pouco ou nenhum apoio do governo. A família Engel foi uma das poucas que criou vínculo com a colônia e acabou ficando em Goiás. Trabalharam com plantação de arroz, feijão, milho. A enfermeira aposentada Martha Margaretta Karin Engel, 73 anos, irmã de Walter, acredita que das 100 famílias, apenas 15 acabaram permanecendo em Goiás. Alguns alemães voltaram para sua terra natal. Outros, migraram para o sul do Brasil, onde as condições oferecidas eram melhores. Alguns tiveram um fim trágico: morreram de malária. Dois dos seis irmãos de Martha faleceram vítimas da doença. A colonização alemã no interior do país acabou sendo uma experiência mal sucedida.

De fato, até hoje a Colônia de Uvá é um povoado pequeno, onde vivem pouco mais de mil habitantes que exercem principalmente atividades agrícolas. Da cultura alemã, restou pouca coisa. Apenas o estilo de algumas casas e algumas pessoas que ainda se lembram como é a língua. Até a chegada de brasileiros na região, porém, já na década de 30, a língua oficial era o alemão. “Aprendi português já com oito anos de idade. Até hoje sou insegura para falar e escrever em português”, conta Martha. Na escola fundada por seu pai – até hoje, a única existente na colônia – até os brasileiros aprendiam a língua germânica.

Para não apagar da memória das novas gerações sua origem, Walter Knut resolveu oferecer na escola Walter Engel (o nome é uma homenagem ao pai, já falecido) aulas de alemão. Apesar do entusiasmo inicial dos moradores, apenas oito estão matriculados. Nada, porém, que desanime o professor. “Temos que preservar a história, não se encontra praticamente nada de referência à presença alemã por aqui”. Ele ainda vive na colônia, mas a irmã Martha vive em Brasília há quase 50 anos.

Em julho deste ano, o aposentado goiano pisou, pela primeira vez, na Alemanha. Além da cidade dos pais – Zschopau, no leste do país – Walter também esteve em Berlim, onde ouviu uma série de brincadeiras com seu sobrenome “Knut”, que dá nome ao famoso urso polar do zoológico berlinense. Com a viagem, ele apagou a má impressão da infância, quando o pai reclamava dos conterrâneos e da burocracia para conseguir entrar novamente em sua terra natal. Conheceu o país e aperfeiçoou-se na língua de seus ascendentes. “A garçonete do hotel me perguntou onde eu havia aprendido a falar alemão tão bem. Eu respondi ‘no sertão de Goiás’”, conta, orgulhoso.

Mariana Santos


08.10.07 – FESTA NO CERRADO:
Goiânia comemora sua Oktoberfest  ACIMA
Público participa de degustação de vinhos - Fonte: Alexander Rose Degustação de vinhos alemães

A cidade de Goiânia, capital do estado brasileiro de Goiás, enfeitou-se de laranja, vermelho e preto para festejar a cultura germânica por quatro dias durante o Festival Gastrônomico e Cultural Alemão – Oktoberfest do Cerrado. Entre 04 e 07 de outubro foi possível conferir danças típicas da Bavária – região alemã onde surgiu a tradição da Oktoberfest -, guloseimas para todos os gostos – de joelho de porco (Eisbein) até uma cerveja preparada exclusivamente para o evento – e mesmo uma degustação de vinhos alemães para convidados.

Diferentemente do que acontece em Blumenau, onde é realizada a segunda maior Oktoberfest do mundo e conhecida realmente como uma festa da cerveja, em Goiânia foi possível se sentir em uma festa realmente alemã, em um clima bastante familiar.

Nas mesas era possível encontrar pessoas da comunidade germânica como membros da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha e da Embaixada da Alemanha em Brasília – organizadores da Oktoberfest do Cerrado, junto com o Governo de Goiás e Bistrô Alemão – assim como alemães residentes no Centro-Oeste brasileiro. A comida foi além do “salsichão” e da cerveja, proporcionando uma degustação dos pratos que ajudam a formar a imagem tipisch Deutsch.

O grande destaque vai para a programação de danças e bandas típicas, especialmente a participação do grupo Die Lumpen, vindo diretamente da Oktoberfest de Munique para o Cerrado. Para quem está em sintonia com o que acontece do outro lado do Atlântico foi um alívio ouvir músicas que estiveram na moda nas últimas edições da festa na Alemanha, ao invés de ter que escutar pela enésima vez somente os clássicos.

Mas como um festival gastronômico e cultural não pode contar somente com cerveja, uma demonstração de vinhos alemães para cerca de 50 convidados provou que a Alemanha também é um forte produtor e exportador do néctar de Baco. Apesar da produção se concentrar em 13 pequenas regiões vinícolas, a maioria ao longo dos rios Reno, Mosel e Main, no Sudoeste, é país o quarto maior exportador da Europa.

Quem apresentou foi a sommelière da Embaixada da Alemanha em Brasília Silke Tischendorf-Lewin, que possui o certificado Wines and Spirits do Wine and Education Trust WSET de Londres e considerável experiência no marketing internacional de vinhos. Ela mostrou desde a forma correta de se interpretar o rótulo das garrafas, até mesmo a forma como são feitas as colheitas de cada uva. A platéia diversa, que inclusive contou com a presença de muitos jovens, aprovou o sabor. A sensação da noite foi o vinho Anselmann Riesling Eiswein 2005, feito com uvas ainda congeladas e de sabor bem doce, ideal para ser servido com sobremesas. A degustação contou ainda com um Riesling seco da vinícola Müller-Catoir, safra 2004, um Riesling branco da Domdechant Werner de 2004, ideal para frutos do mar e culinária oriental, e o tinto Anselmann da uva Dornfelder envelhecido em barris de carvalho, safra 2004.

Para o empresário Bernhard Knorr, dono do bistrô Alemão e que trocou as viagens de negócios ao redor do mundo pela calmaria de Goiânia, o evento foi um sucesso – mesmo com contratempos como a queda do sistema de venda de comidas e bebidas no primeiro dia. “Começamos a planejar tudo em janeiro, mas um evento destas proporções não é fácil, ainda mais organizado por brasileiros e alemães. O brasileiro tem a facilidade de improvisar e o alemão está sempre planejando tudo. Mas acho que as duas culturas podem aprender muito, cada uma tem aspectos positivos e negativos”, avalia Knorr.

Mariana Antoun


22.10.07 – FESTA EM BLUMENAU:
Cidade comemora sua Oktoberfest  ACIMA

Uma celebração à cultura alemã regada a alegria e muito chope
Desfile em Blumenau - Fonte: Mariana Santos Cultura em desfile

Ruas lotadas, muito chope e música alemã animando os festeiros. Alegria é o requisito básico para participar da 24ª edição da Oktoberfest, que terminou no último fim de semana, na cidade brasileira de Blumenau, Santa Catarina. A maior festa germânica das Américas começou no dia 4 deste mês, superou o público do ano passado com a presença de 690 mil pessoas (contra 600 mil em 2006), que consumiram ao longo de 18 dias de festa cerca de 365 mil litros de chope e 20 mil garrafas de cerveja importada - que pela primeira vez foram vendidas na Oktober de Blumenau.

A Oktoberfest 2007 já é considerada um sucesso pelos organizadores. Só no fim de semana do feriado (12 de outubro), 260 mil pessoas passaram por Blumenau, superando as expectativas em pelo menos 40 mil foliões. O público numeroso, no entanto, não é o único motivo de comemoração. "Nossa grata surpresa é que, apesar de o público ter aumentado, diminuíram os problemas comuns de festas muito cheias. Esta é uma festa muito familiar, muito pacífica. As pessoas vieram realmente para se divertir", diz José Carlos Oechsler, diretor-presidente do Parque Vila Germânica, pavilhão onde acontecem os eventos.

O principal objetivo da Oktoberfest brasileira é divulgar a cultura e os costumes alemães, principais colonizadores da região. Nesta época do ano, os moradores de Blumenau tiram dos armários as roupas típicas e os restaurantes oferecem pratos da gastronomia germânica. Para os turistas, a sensação é de ter encontrado um pedacinho da Alemanha no Brasil. "É tudo muito divertido aqui", diz a alemã Eva Felter, 26 anos, que visitou a Oktoberfest de Blumenau pela primeira vez. Ela mora em São Paulo há seis meses e surpreendeu-se com a alegria dos brasileiros.

A festa é contagiante. Durante todo o dia, centenas de pessoas vão para as ruas com bumbos, cornetas, chapéus, calças curtas de couro, tiaras de flores e, claro, uma caneca a tira-colo. Além das grandes fábricas nacionais, seis cervejarias artesanais vendem todo tipo de cerveja e chope. Na Vila Germânica, onde a festa esquenta à noite, são oferecidos oito tipos de cervejas alemãs e belgas.

Para garantir uma celebração sem acidentes, a organização colocou à disposição um serviço chamado Oktobersegura. Quem achar que exagerou nas doses de álcool, pode fazer teste do bafômetro e, se for o caso, ir de carona no próprio carro para casa – de graça.

"Até hoje, só perdi duas edições da festa. Uma, porque havia feito uma cirurgia. E outra, porque tinha acabado de ter bebê", conta a dona-de-casa Maria Joana Bilau, 53 anos. Ela e o marido, o aposentado Arnoldo Bilau, 58 anos, dançavam e se divertiam ao som de canções tradicionais. Seu Arnoldo nasceu em Blumenau, mas conta que em casa só falavam alemão, língua de origem de sua mãe, com quem aprendeu as tradições de seu país natal. "Isso é recordar, é preservar toda uma cultura", explica o aposentado.

Neste ano, 50 bandas e fanfarras animam a festa com canções tradicionais populares (Volksmusik) até sons mais moderninhos. Três vieram diretamente da Alemanha para a Oktoberfest brasileira – Blaskapelle, Winzerkapelle e Pauli Kärntners. Para garantir uma festa autêntica, além das bebidas e comidas típicas, os grupos que se apresentam no pavilhão e nos desfiles devem ter pelo menos 90% de seu repertório composto por canções germânicas.

Mariana Santos


17.10.07 – AVIAÇÃO:
TAM vai operar vôos diários para Alemanha  ACIMA
Vista aérea - Fonte: ColourBox Vôos mais altos!

A TAM foi autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a operar quatro freqüências semanais adicionais entre o Brasil e Frankfurt, na Alemanha. A empresa já opera três vôos por semana. Com as novas freqüências autorizadas a empresa deve começar a oferecer vôos diários para a Alemanha a partir de dezembro deste ano.

No entanto, a conexão ainda não tem um aeroporto de desembarque definido pela empresa. A intenção da TAM é de partir de Guarulhos, São Paulo, porém, o conselho Nacional de Aviação (Conac) procura reduzir o tráfego aéreo nesta região. As alternativas cogitadas pela companhia são: Galeão (Rio de Janeiro), Confins (Minas Gerais) e Viracopos (Campinas, São Paulo).

O aeroporto de Frankfurt, por sua vez, já é um dos mais movimentados no mundo com capacidade de 56 milhões de passageiros e dois terminais.

A TAM já assinou parcerias estratégicas na Alemanha a fim de facilitar a operação como, por exemplo, o sistema de codeshare (parceria operacional de compartilhamento de vôos) com a Lufthansa, líder no mercado alemã.

Depois da falência da linha aérea Varig, que mantinha o maior número de rotas internacionais, a TAM se torna a maior empresa brasileira em passagens internacionais. No segmento de aviação brasileira é líder desde 2003 com participação de mercado de 49.3%, seguido pela companhia GOL.

A estratégia da gerência da companhia aérea é, entre outras, aumentar sua receita em moeda estrangeira, pois 50% das despesas e custos da TAM são hoje denominados em dólar, comparado com a receita de 34% nessa mesma moeda. A empresa visa proteger-se contra variações cambiais e reduzir as despesas.

Além disso, está crescendo o interesse entre brasileiros de conhecer a Alemanha, seja por motivos de turismo, de estudos ou de negócios. Com a valorização do Real (unidade monetária brasileira) um número cada vez maior de pessoas atinge capacidade econômica para pagar viagens internacionais. De outro lado, os alemães vêem com bons olhos uma alternativa a mais de viajar ao Brasil, país que lhes desperta cada vez mais atenção. Nesse sentido, resta saber se o aumento na concorrência e na quantidade de passagens internacionais entre os dois países também provocará uma redução de tarifa.

Arnd Alexander Rose


12.10.07 – KULTURFEST:
Vai começar a maior inserção cultural alemã no Brasil  ACIMA
Kulturfest - Estação Alemã - Fonte: divulgação A vez da Alemanha no Brasil

Uma nova temporada se aproxima. Na próxima segunda-feira, dia 15 de outubro, terá início o Kulturfest- Estação Alemã 2007-08. Até o dia 03 de outubro de 2008 a cultura Alemã estará presente em diversas cidades do Brasil através de exposições, teatro, música, gastronomia, literatura, cinema, entre outros.

Com o objetivo de mostrar a Alemanha de hoje, reunificada, moderna e jovem, o Kulturfest dá prosseguimento à intensificação do intercâmbio entre Brasil e Alemanha, iniciado com a Copa da Cultura, quando o Brasil se apresentou no país-sede da Copa do Mundo de Futebol de 2006. A Estação Alemã 2007-08 faz o jogo de volta.

O início do Kulturfest será marcado pela abertura da exposição “Os Trópicos – Visões a Partir do Centro do Globo”, no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília. O inovador projeto teuto-brasileiro combina arte contemporânea com a arte antiga de países tropicais e tem intensa colaboração do Museu Etnológico de Berlim. Será a primeira exibição da mostra, que depois passará pelo Rio de Janeiro antes de seguir para Berlim.

Em São Paulo, a abertura do Kulturfest acontece na Pinacoteca do Estado com a exposição Kurt Schwitters (veja mais sobre o artista em www.alemanja.org/cultura), onde serão apresentadas 120 obras de um dos mais influentes artistas de vanguarda, destaques das coleções do Museu Sprengel de Hannover e da Fundação Kurt e Ernst Schwitters.

Desta forma, eventos espalhados por todo o Brasil, que tenham o objetivo de mostrar a cultura alemã, levarão o selo do Kulturfest. Em várias cidades brasileiras acontecerá ainda uma semana alemã, que contará com grandes atrações, como shows de música eletrônica, mostras de filmes e curtas-metragens alemães, exposições fotográficas e apresentações de dança.

Para o encerramento, os organizadores do Kulturfest estão programando um grande evento multimídia, que acontecerá simultaneamente em cidades brasileiras e na Alemanha, na véspera do 03 de outubro, feriado nacional alemão. O planejamento e execução do Kulturfest estão a cargo da Embaixada da Alemanha em Brasília e do Consulado Geral de São Paulo, do Goethe-Institut, e várias outras institucoes alemãs presentes no Brasil.

Para mais informações, programação atualizada, press-releases e muito mais, visite o site do festival: www.kulturfest.com.br

Mariana Antoun


21.08.07 – OKTOBERFEST:
Comemorações por todo o sul do Brasil  ACIMA
Oktoberfest no sul do Brasil - Fonte: Rodrigo Rodembusch Festa para todos os gostos

Os alemães que colonizaram os estados da região Sul do Brasil deixaram uma rica herança cultural e gastronômica, que ganha mais visibilidade, principalmente no mês de outubro, durante as Oktoberfest. Basta ter origem alemã, para a população se orgulhar do maior evento festivo do ano. A regra vale também para cidades com menos de 7 mil habitantes, como o município gaúcho de Doutor Maurício Cardoso ou Santa Cruz do Sul, que ostenta o título de maior e mais antiga Oktoberfest do Rio Grande do Sul.

Mas do que é feita uma festa dessas? Chucrute, salsicha e cerveja? Engana-se quem resume uma Oktober (forma abreviada usada entre os gaúchos) ao trio tipicamente alemão. O evento na cidade de Doutor Maurício Cardoso, por exemplo, é mais antigo do que a própria emancipação do município. O presidente da Comunidade Evangélica local destacou que “os moradores preservam suas tradições por meio da Oktoberfest, este ano entre os dias 25 e 28 de outubro.” Para Luis Alberto Zingler, o maior atrativo é um jogo de futebol, onde um barril de chopp é colocado no meio do campo e a cada gol, o time tem o direito a um caneco. “O grupo adversário ganha torresmo, para aumentar a sede”, explica.

Em Alpestre, no norte gaúcho, a população deverá dobrar de tamanho entre 11 e 14 de outubro. O motivo é um só: celebrar quem desbravou trilhas e se fixou em uma terra inóspita, transformando a geografia local através do trabalho e perseverança. O coordenador-geral da 9a Oktoberfest da cidade, Anderlei César Vanzella, diverte-se com o concurso tradicional entre a população – o de alemão mais feio. Dez dias é o tempo que leva a Oktober de Igrejinha. Atração? A Carreata do Chopp, que consiste no desfile dos caminhões-tanques de 25 mil litros (cheios, é claro) pelas principais ruas das cidades, convidando a população a se integrar no espírito alegre da grande festa.

O nome da festa também muda, sem perder o caráter cultural. Em São Vendelino do Sul, nos dias 20, 21 e de 26 a 28 de outubro, ocorre a Kerbfest; em Picada Café, na serra gaúcha. O Kerb será animado de 19 a 21 com mais de 15 bandas típicas alemãs, orgulho da festa. Indo mais para o sul do estado, os pomeranos têm sua festa na Südoktoberfest de São Lourenço do Sul, às margens da Lagoa dos Patos. O secretário de turismo, Zelmute Oliveira, lembrou do peito de ganso, prato típico oferecido na festa, que este ano acontece entre 11 e 14 de outubro. “Outro destaque é a possibilidade que temos de resgatar a cultura singular dos pomeranos, como as noivas de preto, os corais e a própria Oktoberfest”, acrescenta.

Com festas por todo o Rio Grande do Sul – e perdoem os inúmeros outros municípios deixados de fora, Santa Catarina – cuja festa de Blumenau é a segunda maior do mundo – e no Paraná, só não visita quem não quer. O gaúcho Leonardo Benemann, descendente de alemães, reserva o mês de outubro para as Oktoberfest. “Não é preciso ir a Munique para sentir a atmosfera e a alegria do alemão. Ela está aqui, bem ao nosso lado”, conclui.

Rodrigo Rodembusch


12.08.07 – CENTRO GERMÂNICO MISSIONEIRO:
Preservação da cultura alemã no Brasil   ACIMA
Estátua de São Pedro - Fonte: Fabíola Brites Estátua de São Pedro no centro em construção

Convidada para um café da manhã na casa de uma amiga com representantes do Consulado da Alemanha no Sul do Brasil, Rainilde Franck Heck, de 75 anos, não pensou duas vezes. Acordou cedo, vestiu o que de melhor tinha para a ocasião e preparou algo saboroso para oferecer aos visitantes. Não chegar de mãos abanando é um hábito que a dona de casa, que nasceu e mora em São Pedro do Butiá, faz questão de preservar. Os quitutes que levou, claro, eram receitas dos antepassados alemães, colonizadores do município, temperadas com o jeito brasileiro de agradar os vizinhos. “Sou mais alemã do que qualquer outra coisa”, diz, ciente das características que assimilou das culturas que formaram seu povo. Assim como ela, os outros cerca de 3 mil habitantes do município, na fronteira do Brasil com a Argentina, se orgulham de suas origens e aguardam com expectativa o término da construção do Centro Germânico Missioneiro, o Missions Deutschzentrum, que vai expor aos turistas e ao povo local, o legado das culturas alemã, indígena e jesuítica que povoaram o lugar.

“Temos muito o que mostrar”. A afirmação da professora Celina Reisdorfer, de 46 anos, dá idéia do entusiasmo que os moradores têm ao falar do Centro na pequena São Pedro do Butiá, localizada na região das Missões, distante apenas 35 quilômetros do país vizinho. A idéia da criação do Centro, uma espécie de vila germânica, com casas históricas, surgiu em 2001, durante a primeira administração do atual prefeito, Pedro Birck. Aos 40 anos, ele fala com satisfação de suas raízes, mas já percebe nas novas gerações um distanciamento dos valores dos antepassados. Distanciamento este, que pretende ver diminuído com a reforma e construção de quatro prédios que deverão formar o complexo cultural e turístico nas margens da BR-392 (Rio Grande – Porto Xavier), principal rodovia que passa pelo município.

O conjunto arquitetônico vai mostrar como eram a escola, a igreja, o artesanato, a produção agrícola e a comida daqueles que chegaram à região há cerca de 100 anos. Uma estátua de São Pedro, padroeiro da localidade e também do Estado do Rio Grande do Sul, é o ponto central da vila. Rainilde é uma das fortes candidatas a integrar a equipe de apoio do restaurante típico. A idéia é que a administração dos espaços seja entregue a instituições da comunidade. À terceira idade, grupo ao qual Rainilde faz parte, caberá o restaurante. Mãe de cinco filhos, todos morando longe de casa, ela agora divide suas tardes entre os bailes do grupo e a leitura de livros em alemão, à espera dos turistas que pretende ver passar pela porta de casa, rumo à Rota Missioneira.

Fabíola Brites


05.08.07 – PROTECIONISMO:
Mercado agrícola europeu em disputa internacional    ACIMA
Maçãs - Fonte: ColourBox Subsídios em discussão

A redução dos subsídios à agricultura e a derrubada das barreiras tributárias para produtos agrícolas importados nos países europeus, inclusive a Alemanha, é uma antiga reivindicação do Brasil. Desde 1961, a União Européia (UE) segue uma Política Agrícola Comum (PAC), que, por meio do protecionismo, estimula a produção local e impõe condições injustas de concorrência para os produtores de países externos ao bloco. A Europa sabe que a manutenção de preços artificialmente altos torna sua agricultura pouco competitiva internacionalmente, mas a pressão política dos produtores para preservá-los é ainda muito grande.

Como as negociações intermediadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC) para resolver a disputa não avançam, houve a tentativa de se criar um acordo de comércio entre a UE e o Mercosul, que poderia beneficiar os exportadores de produtos agrícolas do Brasil e dos outros países do bloco sul-americano. O acordo também não foi firmado, mas foi mais uma componente que ajudou a pressionar por mudanças.

Elas vieram, por exemplo, no setor açucareiro, onde o Brasil é líder mundial de produção. O PAC permitiu que a Europa passasse da condição de importador de açúcar para o posto de segundo maior exportador do produto, mesmo sem uma produção competitiva. Segundo a OMC, os europeus colocam 1,2 milhão de toneladas de açúcar subsidiado por ano no mercado internacional. Por meio do auxílio governamental, os europeus pagam a seus agricultores três vezes mais que o preço internacional do produto, o que custa aos cofres da UE cerca de US$ 1,8 bilhão anual. O principal produtor de açúcar no continente europeu é a empresa alemã Südzucker, com uma fatia de mercado de aproximadamente 20%.

Em novembro de 2005, os ministros da Agricultura da UE chegaram a um consenso sobre a reforma em seu mercado açucareiro. Entre as principais alterações está a redução progressiva, ao longo de quatro anos, de 36% no preço garantido aos produtores. Antes mesmo da aprovação, o presidente da Federação Alemã dos Agricultores, Gerd Sonnleitner, disse à imprensa que a medida seria "ultrajante, insuportável e irresponsável". “Os produtores alemães não aceitam ter rendimentos menores para que o Brasil passe a deter o monopólio do mercado mundial”, completou. Protestos foram realizados pelos agricultores alemães, mas a decisão dos ministros não foi mudada.

Os produtos agrícolas representam mais de 50% das exportações do Mercosul para a UE, o que faz do bloco um dos principais fornecedores de produtos alimentares dos europeus, responsável por cerca de 20% das importações européias neste setor. Por outro lado, as exportações agrícolas da UE em direção ao bloco sul-americano representam menos de 3% de sua pauta de exportações.

Dennis Barbosa


26.06.07 – T-SYSTEMS INVESTE EM BLUMENAU:
A vantagem de falar alemão   ACIMA
Programadora - Fonte: ColourBox "Silicon Blumenau"?

A alemã T-Systems, provedora de tecnologia da informação e comunicação (ICT) do Grupo Deutsche Telekom, inaugurou o centro de desenvolvimento e suporte em Blumenau, no Estado de Santa Catarina. A T-Systems está presente em 20 países e emprega mais de 51 mil funcionários diretos e indiretos.  A empresa oferece soluções de gerenciamento de processos de negócios, desenvolvimento e integração de sistemas, infra-estrutura, além de serviços exclusivos de engenharia.

A nova sede é o primeiro Centro de Serviços de TI (Tecnologia de Informação) do Brasil voltado para atender inicialmente Daimler e Volkswagen. Contando com todo o know-how de uma das mais importantes provedoras de TI da Europa e o apoio de autoridades e entidades locais, a unidade da T-Systems, em Blumenau, fará a interface com a Alemanha, bem como a interação com os parceiros locais para o desenvolvimento de soluções de TI. Futuramente, a empresa visa o desenvolvimento de software para outras empresas alemãs e européias.

A inauguração da unidade da empresa alemã em Blumenau representa uma nova fase para o setor de informática na cidade. Esse novo empreendimento vai gerar conhecimentos que poderão ser assimilados e utilizados por empresas locais em seus próprios negócios e, provavelmente, levar à produção de outros softwares para a exportação. A vinda da T-Systems a Blumenau gera visibilidade internacional para atrair mais empresas com o mesmo perfil que abrirão novas fronteiras para a economia local.

Por que Blumenau? A cidade é localizada na região Sul do Brasil, no nordeste do Estado de Santa Catarina, a 130 km da capital do Estado, Florianópolis. A cidade foi fundada pelo médico farmacêutico e filósofo alemão Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau em 1850. Até o século passado a região de Blumenau recebeu grande fluxo de imigrantes alemães. Assim, a cidade tornou-se rapidamente industrial. Atualmente, Blumenau conta com mais de três mil indústrias, a maioria do setor têxtil, e com 36 bancos, o que lhe rendeu a designação de “Capital Financeira” do Estado. O número de habitantes é de, aproximadamente, 300 mil e continua crescendo. Sua localização estratégica, em relação aos grandes centros do Mercosul, a torna relevante e tem criado excelente clima de negócios.

Por conta da colonização alemã, a cidade mantém, até os dias de hoje, fortes características européias. Entres essas, se destacam, o idioma alemão e os costumes germânicos como, por exemplo, a Oktoberfest. O fácil acesso a profissionais brasileiros que falam alemão e podem desenvolver sistemas nesse idioma foi fundamental pela escolha de Blumenau. No entanto, existem também outros fatores que influenciaram positivamente a decisão da empresa. A cidade conta com excelente infra-estrutura, com apoio pelos projetos do governo local de estímulo à capacitação de profissionais no segmento de tecnologia da informação, através da empresa Blusoft e das universidades locais. O custo da mão de obra é bem menor quando comparado com o da Europa, tendo em vista que se trata de profissionais altamente qualificados. Além disso, o município exibe os melhores índices sociais e de desenvolvimento do Brasil. A renda per capita está em 7 mil dólares, o que eleva Blumenau aos patamares mais altos do País.

Inicialmente, a T-Systems criará 50 empregos na sua nova filial, todos na área de TI com destaque para a linguagem Cobol. A empresa espera faturar em torno de R$ 260 milhões por ano. O presidente da T-Systems, Axel Knobe, veio ao Brasil e visitou São Paulo bem com a nova filial em Blumenau a fim de trabalhar a integração das unidades do grupo no mundo.

Arnd Alexander Rose


19.06.07 – DA AMAZÔNIA PARA A ALEMANHA:
Exportações crescentes e variadas
  ACIMA

Por muito tempo, as exportações da Amazônia limitavam-se, praticamente, à madeira tropical. O produto era, na maioria dos casos, extraído e transportado de forma irregular, ou seja, sem autorização oficial. Hoje, o cenário dos estados da floresta amazônica é outro. Devido ao desenvolvimento da região e incentivos fiscais para pólos produtivos, a gama de produtos feitos na Amazônia ampliou-se e os reflexos dessa ampliação podem ser verificados nas exportações para a Alemanha.

Os produtos exportados são oriundos da região denominada Amazônia Legal que engloba a totalidade dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do estado do Maranhão, uma superfície que corresponde a cerca de 61% do território brasileiro.

No topo da lista de exportações da região para a Alemanha, em 2006, está o minério de ferro não aglomerado, correspondendo a quase metade do valor total das exportações. Em seguida, vem o minério de cobre e em terceiro lugar grãos de soja. A lista prossegue com os terminais portáteis de telefonia celular e outros silícios que se encontram em quinta posição. Esses produtos são seguidos de carnes desossadas de bovino, frescas ou refrigeradas, pimenta seca, alimentos e conservas de bovino além de motocicletas com motor pistão. O primeiro produto de madeira só aparece em décimo lugar na lista de produtos de exportação.

A lista das exportações é longa e abrange produtos mais diversos como, por exemplo, peixes, algodão, couro animal, bijuterias, chocolates, móveis de madeira, borracha vulcânica, frutas, vestuários, carregadores elétricos, alto-falantes, óleos e muito mais. O total de exportações da Amazônia Legal para a Alemanha em 2006 foi de aproximadamente 584 mil dólares, valor ligeiramente abaixo do ano anterior. Essa baixa se deve à valorização do Real (moeda oficial brasileira) em relação ao dólar durante o mesmo período. Com o Real valorizado, alguns produtos ficaram caros e perderam lugar no mercado internacional.

Quanto aos estados, o maior exportador em termos de volume é o Pará, com dois terços do total das exportações. Em segundo lugar no ranking aparece Mato Grosso, com mais ou menos um quarto do total, seguido pelo Amazonas.

É interessante observar as mudanças de produtos e sua variedade. Por exemplo, em 2006, aparece pela primeira vez ‘produtos farmacêuticos‘ na balança comercial, sinalizando que a região está ficando mais sofisticada e começa a se especializar cada vez mais. Vale lembrar que o turismo também vem se desenvolvendo muito na região. O Brasil, e a Amazônia, em particular, continuam com enorme potencial a ser explorado de inúmeras formas não apenas com produtos e alimentos, mas ainda de forma sustentável, com remédios, créditos de carbono e turismo.

Arnd Alexander Rose


19.06.07 - COOPERAÇÃO NA AMAZÔNIA:
Preservação e qualidade de vida   ACIMA
Floresta - Fonte: ColourBox

Combinar preservação ambiental, conservação e demarcação de terras indígenas com melhoria da qualidade de vida da população em geral. Essa é a meta perseguida pelos agentes da cooperação técnica alemã no Brasil. Numa região como a Amazônia brasileira isso significa muito trabalho. Uma das tentativas de enfrentar esses desafios é a parceria que agências como o DED (Deutscher Entwicklungsdienst), o Serviço de Cooperação da Alemanha para Países em Desenvolvimento e a GTZ (Deutsche Gesellschaft für Technische Zusammenarbeit), Agência de Cooperação Técnica Alemã, realizam com o governo brasileiro e entidades da sociedade civil.

Há mais de quarenta anos que o DED atua no Brasil, prova de interesse pelo país e seus desafios. Na região amazônica, uma das suas principais atuações diz respeito à cooperação com a Funai (Fundação Nacional do Índio), órgão do governo brasileiro. O trabalho conjunto, nesse caso, tem por objetivo assegurar os direitos das comunidades indígenas, principalmente no que diz respeito à demarcação de terras. Em algumas ações, o DED trabalha junto com a Agência de Cooperação Técnica Alemã (GTZ). O governo alemão, financiador dessas agências, tem parceria ainda com o Centro de Trabalho Indigenista com o objetivo de fazer valer as demandas específicas dos povos indígenas.

Christiane Dias


07.05.07 - COOPERAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO:
Instituições alemãs ajudam no Nordeste   ACIMA

As dificuldades enfrentadas por parte dos nordestinos, que se vêem obrigados a suportar problemas como a seca e a pobreza, não preocupa só os brasileiros. Há décadas, instituições da Alemanha colaboram para acelerar o desenvolvimento dessa região.

Uma delas é o DED (sigla em alemão para Serviço Alemão de Desenvolvimento), fundado em 1963, que tem o objetivo de apoiar, em parceria com outras entidades, as pessoas dos países em desenvolvimento. Financiado pelo governo alemão, o DED não tem projetos próprios, mas atende a solicitações das organizações parceiras nos países onde atua. A parceria ocorre, principalmente, através do envio de profissionais qualificados para as regiões necessitadas.

Os primeiros desses profissionais a virem para o Brasil atuaram em Pindorama, em Alagoas - no que hoje é a maior cooperativa agrícola do Nordeste -, já a partir de 1966. Hoje, o DED colabora com ações em áreas rurais e urbanas do Nordeste, sempre com foco no desenvolvimento local e fortalecimento do respeito aos direitos humanos. Um exemplo de sua atuação é o apoio, desde 2002, ao programa de construção de um milhão de cisternas na região do semi-árido nordestino pela Articulação do Semi-árido (ASA), grupo que reúne mais de 700 ONGs. Se o objetivo do projeto for atingido, cerca de 5 milhões de habitantes do sertão poderão se libertar do temor da falta de chuvas.

Outra instituição com forte atuação no Nordeste é a GTZ (sigla em alemão para Cooperação Técnica Alemã), empresa pública criada em 1974 com o objetivo de gerenciar os projetos de cooperação técnica internacional. Sua participação tem sido ampla na região, com programas que vão desde o apoio ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) locais, para fortalecimento das microempresas, à cooperação com as autoridades de Pernambuco para implementar técnicas de gestão ambiental no parque industrial da capital do estado. Segundo cálculos da GTZ, em mais de quatro décadas de cooperação técnica oficial entre Brasil e Alemanha, o governo do país europeu destinou aproximadamente R$520 milhões para financiar suas contribuições a projetos e programas.

Dennis Barbosa

LINKS:
DED Brasil
GTZ Brasil


07.05.2007 - CENTRO CULTURAL NASCEDOURO:
Presidente alemão visita centro juvenil em Olinda   ACIMA
O presidente dançando - Fonte: Embaixada

No dia 10 de março o presidente da Alemanha Horst Köhler visitou o Centro Cultural e Desportivo Nascedouro de Peixinhos, na cidade de Olinda, em Pernambuco. O presidente junto com a  primeira-dama, Eva Luisa Köhler, e a sua comitiva, composta por políticos, empresários e jornalistas alemães, foram acompanhados pelos prefeitos de Olinda e Recife, Luciana Santos e João Paulo.

O Nascedouro, apoiado financeiramente pelo Consulado Geral da Alemanha em Recife,  foi escolhido para dar início à visita do presidente da Alemanha e de sua comitiva a Pernambuco. A intenção foi que Köhler pudesse conhecer de perto projetos culturais apoiados pela Alemanha. O projeto social ocupa o prédio do antigo matadouro de Peixinhos que foi reformado dentro do Projeto Prometrópole, pela Prefeitura do Recife, Prefeitura de Olinda e Governo do Estado, passando a sediar atividades sociais para a comunidade. No local há ambiente multimídia, telecentro e espaço para desenvolver ações de reciclagem, o que viabiliza o desenvolvimento cultural, econômico e a sustentabilidade ambiental dos moradores do entorno da bacia do Rio Beberibe.

Durante a visita o presidente da Alemanha assistiu uma apresentação sobre a história do Nascedouro e a apresentações de frevo e danças afro-brasileiras realizadas pelo grupo de dança da comunidade de Peixinhos. Köhler também deu o pontapé inicial numa partida de futebol de jovens do bairro e conversou com a prefeita de Olinda, sobre o futuro e as perspectivas de inclusão social geradas pelo projeto.

Carolina Figueiredo


01.03.07 – IMIGRAÇÃO:
Alemanha já é um dos destinos favoritos dos emigrantes
brasileiros
   ACIMA

Nos séculos 19 e 20, o Brasil acolheu um enorme número de famílias alemãs à procura de melhores condições de vida. Hoje, em pleno século 21, o fluxo migratório se inverteu, e é a Alemanha que recebe mais brasileiros. Estimativa de 2003 do Itamaraty aponta que haveria mais de 60 mil brasileiros vivendo na Alemanha, mas o governo local dá pouco mais da metade disso como oficialmente registrados. A diferença, entre outros motivos, pode se dever ao fato de que há muitos brasileiros com dupla cidadania vivendo ali como europeus. De qualquer forma, o país já é o quarto destino na preferência dos imigrantes brasileiros e a tendência é de crescimento uma vez que o Departamento de Estatística alemão registrou um aumento de 8% no período entre 2004 e 2005.

Os brasileiros vão para o país europeu por diversos motivos: estudo, trabalho ou questões pessoais. O intercâmbio acadêmico entre Brasil e Alemanha é intenso e os negócios entre os dois países também. Os importantes laços econômicos se refletem na considerável quantidade de funcionários de multinacionais alemãs no Brasil que abraçam a possibilidade de trabalhar na matriz de sua empresa. Mas há também muitos trabalhadores que simplesmente deixam o Brasil com a esperança de encontrar melhores condições de vida na Alemanha. No campo das motivações pessoais para emigração há um dado que vale ser ressaltado: o número de mulheres brasileiras no país europeu supera sensivelmente o de homens. Números de 2003 indicam que houve até dez vezes mais casamentos de brasileiras com alemães que de brasileiros com alemãs. O fato de muitas mulheres optarem por ficar na terra natal do marido contribui, portanto, para aumentar a colônia brasileira na Alemanha.

E a presença da colônia pode ser sentida na presença cada vez maior de lojas, restaurantes e bares brasileiros nos grandes centros urbanos alemães. Aliás, hoje em dia, todo bar alemão que se preze serve a caipirinha e a caipirosca. Os imigrantes também se organizam em grupos e associações que aguçam a curiosidade dos alemães pela nossa cultura.

Dennis Barbosa

LINK:
Brazine (Revista brasileira na Alemanha)


01.01.07- RELAÇÕES BILATERAIS:
Uma parceria estratégica   ACIMA

As excelentes relações Brasil-Alemanha estão amplamente consolidadas nas áres política, econômica, cultural e social. Opiniões conjuntas sobre questionamentos internacionais permitiram que as relações bilaterais transformassem-se em uma parceria estratégica. Em um plano de ação conjunta de fevereiro de 2002, ambos os países assinalaram sua decisão de continuar ampliando a cooperação e acordaram metas de longo prazo, que ultrapassam o relacionamento bilateral. As relações estão intercaladas na parceria birregional estratégica entre a União Européia e os Estados da América Latina e Caribe.

O intercâmbio político é amplo e abrange também assuntos como direitos humanos, proteção ambiental, proteção de povos indígenas e a cooperação para o desenvolvimento. Em muitas questões da agenda internacional, como por exemplo, aquelas com vistas à reforma do sistema das Nações Unidas, da política internacional de desarmamento, do contínuo desenvolvimento do Direito Penal internacional e da jurisdição penal internacional, bem como quanto à adesão para ampliação do sistema multilateral da cooperação internacional, o Brasil e a Alemanha defendem enfoques muito próximos. Isso evidencia-se no empenho conjunto por uma reforma das Nações Unidas. Ambos os países dedicam especial atenção ao intercâmbio científico-tecnológico e cultural. As contribuições de imigrantes alemães são perceptíveis até hoje, além das inúmeras pontes entre organizações não-governamentais dos dois países.

A intensificação das já boas relações deu-se no início dos anos 90. O Chanceler Federal Helmut Kohl visitou o Brasil em 1991 e 1996; o Presidente Fernando Henrique Cardoso esteve na Alemanha em 1995. O Presidente Federal Herzog retribuiu a visita em 1995. Inúmeras visitas de ministros de Estado e de deputados contribuíram para dar nova dimensão às relações bilaterais. O Presidente Fernando Henrique Cardoso encontrou-se com o Chanceler Federal Gerhard Schröder, em abril de 1999, em Bonn. Nos dias 13 e 14 de fevereiro de 2002, o Chanceler Federal Schröder visitou o Brasil com uma grande delegação de empresários.

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a Alemanha quatro semanas após ser eleito, em janeiro de 2003. Em 2007 Lula voltou ao país para participar da Cúpula do G-8 em Heiligendamm. Antes, esteve em Berlim, onde realizou encontros bilaterais, esteve com o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, além de ter feito reuniões com empresários alemães.

Em maio de 2006 o novo Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier fez uma uma visita oficial ao país. Em março de 2007 o atual Presidente Federal Horst Köhler esteve durante cinco dias no Brasil, acompanhado da primeira-dama Eva Luise Köhler, e discutiu em encontros com políticos e empresários temas como responsabilidade social, ações contra a pobreza, globalização, mudanças climáticas e estabilidade político-democrática. Eles estiveram em Foz do Iguaçu, São Paulo, Recife, Manaus e Brasília, onde reinauguraram o prédio da Embaixada da Alemanha, única obra do famoso arquiteto alemão Scharoun no exterior.

Redação


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