FUNDAÇÃO PRUSSIANA: 10 motivos de orgulho
PINA BAUSCH: O mundo perde
VERÃO CULTURAL 2009: Museu Judaico de Berlim abre suas portas
PATRIMÔNIO MUNDIAL: Mudanças na Alemanha
FORMAÇÃO CULTURAL: Centro é inaugurado
NOVO ACERVO: Berlim ganha nova coleção de arte islâmica
CARNAVAL DAS CULTURAS: Festa em Berlim
TOPOGRAFIA DO TERROR: Festa antecipa exposição
NOITE EUROPÉIA DOS CLUBES: Terceira edição em Berlim
„PESSOAS EM MOVIMENTO“: Política cultural para o exterior
SALVADOR DALÍ: Museu é inaugurado em Berlim
ASTRONOMIA E ARTE: Lua em exposição
AMAZÔNIA: Maior foto panorâmica mundial em Leipzig
NEUES MUSEUM: Reabertura após 70 anos
EXPRESSIONISMO: Paula Modersohn-Becker em cartaz em Brasília
RASTRO OCULTO: O caminho judeu pela modernidade
DEUSES E HERÓIS: Antiguidade em cores
KLEE E KOONS: Expressionismo e "Pop-Art" em Berlim
ARTE NA BIBLIOTECA: Acervo imperdível
POPKOM 2008: Volta ao mundo, musical
CYNETart: Arte cibernética
JUBILEU: 80 anos da "Ópera dos três vinténs"
FOCANDO A CULTURA: Governo Federal investe pesado no setor
ERICK HECKEL: Legado histórico
EXPOSIÇÃO SURREAL: Três mil visitantes em um fim de semana
ERNST KIRCHNER: Inspiração de além-mar
DE VOLTA À CENA: Magnífico teatro rococó reaberto
PREMIAÇÃO: Esculpindo a paz
IRMÃOS GRIMM: Mundo de contos em Kassel
ART COLÔNIA: Feira de arte repaginada
ARTE E CRIATIVIDADE: Cervejaria será centro cultural
ECLAT: Música como forma de expressão contemporânea
BANCO DE DADOS ARTÍSTICO: Projeto reúne milhares de obras
OTTO DIX: Museu da Arte em Stuttgart expõe obras do pintor
CAMPEÕES DE PÚBLICO: Atração cultural
ALBRECHT DÜRER: A alma de um gênio
KURT SCHWITTERS: Arte e liberdade
PATRIMÔNIO MUNDIAL: A Alemanha em flashes
CIÊNCIA E CULTURA: A sensação de poder mover algo
ECONOMIA CULTURAL: Cabeças criativas + regiões criativas
DOKUMENTA 12: Verão de artes na Alemanha
FESTIVAL: Música na sinagoga
CITAS NA CAPITAL: Exposição espetacular em Berlim
BERLIM DE CARA NOVA: “Ilha dos Museus” será reformada
GALERIA VIRTUAL: Obras de arte via internet
ART COLOGNE: A mãe de todas as feiras de arte acontece em abril
PAPA BENTO XVI: Atração do museu de cera de Hamburgo
ESSEN: As duas faces da região do Ruhr
DOCUMENTA 12: A arte invade Kassel
CULTURA JUDAICA EM MUNIQUE: Novo Museu é festejado
FEIRA DE LIVROS: Leipzig lê
07.07.09 – FUNDAÇÃO PRUSSIANA:
10 motivos de orgulho 
Visita obrigatória!
Com o objetivo de conservar, cultivar e completar as coleções e os arquivos do Estado prussiano, dissolvido após a Segunda Guerra Mundial, foi criada, em 25 de julho de 1957, a Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano. Figurando entre os maiores institutos culturais do mundo, a Fundação inclui os Museus Estatais de Berlim, a Biblioteca Estatal, o Arquivo Estatal Secreto – Patrimônio Cultural Prussiano, o Instituto Ibero-Americano e o Instituto Estatal de Pesquisa Musicológica. A responsabilidade jurídica e financeira cabe em conjunto à União e aos 16 Estados Federados.
Toda instituição possui seus motivos de orgulho. Conheça a seguir os principais pontos altos dos museus que integram a Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano:
Nefertiti
A mais atraente berlinense. A beleza infinita do busto da rainha egípcia Nefertiti, de cerca de 1340 a.C., feito de calcário e gesso, é o mais famoso objeto na Ilha de Museus. Foi descoberto em 1912 em escavações e transportado para a Alemanha com a permissão das autoridades egípcias. Ele ainda reside no Altes Museum, mas em 2009 mudará para o Neues Museum.
Rotunda de Schinkel
Entrando no Altes Museum, já se vê a primeira surpresa: a rotunda com pilares e esculturas, como na antiga Roma. Em verdade, o Panteon, a maior construção em cúpula da Antiguidade, serviu de modelo a Karl-Friedrich Schinkel para seu museu de 1830. Quase não se vê: da rotunda se vai diretamente a um pequeno bar. Um dos pontos altos, após um giro pelo museu.
A 9ª de Beethoven
As 200 páginas da partitura original da 9ª Sinfonia de Ludwig van Beethoven são uma das maiores preciosidades da Staatsbibliothek zu Berlin. O manuscrito tem uma história cheia de vicissitudes: durante anos a fio foi repartido entre o Leste e o Oeste através da guerra e da Guerra Fria. Hoje a sinfonia, incluindo o 4º movimento (Hino Europeu), está reunificada. Desde 2001 é patrimônio da humanidade da UNESCO.
Longa noite dos museus
Quando duas vezes ao ano, de preferência em janeiro e agosto, mais de 100 museus, coleções, arquivos, memoriais e casas de exposição ficam abertos até muito depois da meia noite, Berlim entra em uma das suas maiores festas culturais. É claro que os museus da Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano também festejam. No último ano, eles contaram, apenas na longa noite de verão dos museus, 40.000 visitantes.
Pergamonmuseum
O primeiro entre todos os museus na Alemanha é o Pergamonmuseum de Berlim, que já há vários anos atrai a maioria dos visitantes da cidade. Só em 2007 contabilizou a presença de 1,13 milhões de pessoas. O motivo são as monumentais arquiteturas, como o Altar de Pergamon ou a fascinante Porta de Ishtar azul, uma das portas da Antiga Babilônia. Em 2008 a mostra "Babilônia – mito e realidade" atingiu seu auge.
Mighty Wurlitzer
Nele podem-se tocar todos os registros, tanto sons roucos de trovões como o trinar de pássaros: tão ampla é a escala do "Mighty Wurlitzer", um dos maiores órgãos de teatro e cinema da Europa. O instrumento de 1929 pertence à coleção do Staatliches Institut für Musikforschung e pode ser admirado no Musikinstrumentenmuseum am Kulturforum. Ele também pode ser ouvido todos os sábados às 12 horas.
Gipsformerei
A Gipsformerei é a maior instituição mundial de modelagem de gesso e a mais velha dos Staatliche Museen zu Berlin. Há mais de 150 anos são modeladas aqui réplicas de gesso. O acervo contém 7000 moldes de todas as épocas. A Quadriga em cima do Portão de Brandemburgo, destruída na Segunda Guerra, só pode ser novamente fundida em bronze por causa dos moldes de gesso.
Megaexposições
O "iluminado templo de vidro", a Neue Nationalgalerie, construída em 1968 segundo os planos de Ludwig Mies van der Rohe, mostra a arte no porão. Aqui, com suas mostras de grande sucesso, a Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano definiu novos padrões no ramo de exposições. O público permaneceu horas a fio na fila para ver, em 2004 e 2007, obras primas do Museum of Modern Art e do Metropolitan Museum de Nova York.
Encontro surrealista
O mais novo museu da Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano é a coleção Sammlung Scharf-Gerstenberg, inaugurada em julho de 2008. Ela mostra preciosas obras dos principais artistas surrealistas.Verdadeiras, mas mesmo assim irreais: até o fim da reforma da Ilha dos Museus, permanecem ainda no mesmo prédio as colunas do antigo Templo de Sahure e da Porta de Kalabsha, da coleção do Ägyptisches Museum.
Caspar David Friedrich
A sala 3.06 da Alte Nationalgalerie é para os fãs do romantismo: aqui estão as pinturas de Caspar David Friedrich, o maior mestre do romantismo alemão. Entre elas há obras famosas como "A árvore solitária" ou "Nascer da lua sobre o mar". Mas também não se poderia deixar de ver as obras de Liebermann, Menzel, Courbet, Monet, Cézanne, Böcklin...
Revista Deutschland
02.07.09 – PINA BAUSCH:
O mundo perde 
Tristeza
Pina Bausch, a coreógrafa alemã e mundial, aclamada inovadora da dança contemporânea, morreu terça-feira (30 .06), aos 68 anos. Os médicos haviam diagnosticado câncer abdominal cinco dias antes e que era demasiado tarde para tratá-la. Há apenas nove dias de sua morte, ela recebera aplausos da platéia no palco do Teatro de Wuppertal, cidade onde se consagrou e onde montou sua própria companhia teatral.
Nascida em 27 de julho de 1940 na cidade de Solingen, na Renânia do Norte-Vestfália, Pina Bausch foi com o seu grupo de dança reconhecida internacionalmente como um das mais importantes expoentes da nova dança alemã. Em uma mensagem para seu filho, Rolf Salomon, o Presidente alemão Horst Koehler disse que a Alemanha perdera uma embaixadora da alta cultura.
A artista havia sido selecionada para receber o Prêmio „Fausto“ de Teatro. Ela receberá a homenagem póstuma no dia 28 de novembro, no Teatro de Mainz. A escolha fora feita por toda a contribuição de Pina Bausch ao teatro durante a sua vida. Sob direção de Bausch, a partir dos anos de 1970 em diante, danças também puderam ser surreais e mistificar. „Quem viu, jamais esquecerá. Foram imagens como que recortadas diretamente do inconsciente“, escreveu Augusto Valente, para a Deutsche Welle.
Mariana Antoun
02.07.09 – VERÃO CULTURAL 2009:
Museu Judaico de Berlim abre suas portas 
Música e cultura em Berlim
No verão europeu, até 30 de agosto, o Museu Judaico de Berlim abre suas portas e jardins para os visitantes, com inúmeras atrações. Em 2009 o foco será o aspecto social da vida judaica na cidade.
Como prelúdio, houve, ao ensejo das comemorações dos 200 anos de nascimento de Felix Mendelssohn Bartholdy, a leitura da correspondência entre o compositor e sua irmã Fanny, também dotada de grande talento musical. A Brandenburgische Staatsorchester Frankfurt (Orquestra Estadual de Brandemburgo Frankfurt) foi a responsável pela parte musical da homenagem.
Até fim de agosto uma série de eventos será realizada, parte para satisfazer os gostos mais exigentes, parte para trazer a alegria do verão. O leque de opções vai do campeonato de xadrez sobre festas infantis até concertos populares de jazz e swing, que, neste ano, levam a marca dos músicos judeus que influenciaram profundamente esse gênero. Nesse sentido, Andrej Hermlin lembrará o inesquecível Benny Goodman com sua Swing Dance Orchestra. Coco Schumann apresentará o mundo do swing tradicional com arranjos espetaculares e clássicos. Sua música está intimamente ligada também ao seu destino: com as apresentações musicais que fazia para o pessoal da segurança, Schumann sobreviveu, a duras penas, ao campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau.
A série Jazz in the Garden (“Jazz no Jardim”) atrairá a atenção não apenas para a música e cestas de piquenique, como também para as impressionantes áreas verdes do Museu, cujo desenho não fica nada a dever ao marcante projeto arquitetônico de Daniel Libeskind.
À primeira vista, não se pode apreender o profundo significado das formações e figuras complexas que se escondem especialmente nos parques situados atrás e às margens da extensa área barroca do jardim. Por isso, o Museu Judaico oferecerá também, como um dos pontos altos do Verão Cultural, no âmbito da Longa Noite dos Museus, em 29 de agosto, uma viagem de descobrimento muito especial. Com o evento VerFührung im Garten (“DesEncaminhando no Jardim”), os convidados conhecerão, em hora avançada e à luz de lanternas, quais ideias se escondem atrás do Pavilhão Paul Celan ou do Jardim do Éden. Quem quiser conhecer e aprender a apreciar o Museu Judaico como obra de arte integrada de arquitetura e jardins deve se programar para essa noite. Todas as datas e informações adicionais podem ser obtidas na página eletrônica do Museu.
Redação
LINK:
Museu Judaico
26.06.09 – PATRIMÔNIO MUNDIAL:
Mudanças na Alemanha 
Protegido
O Mar Frísio é a primeira paisagem alemã a ser declarada Patrimônio Mundial da Humanidade. O Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO aprovou a proposta germano-holandesa. A área fica entre a ilha holandesa de Texel e a ponta norte de Sylt, e está na lista de quase 200 Patrimônios da Humanidade.
Por outro lado, o título de Patrimônio Cultural da Humanidade do Vale do Elba, em Dresden, será retirado. A avaliação do Comitê é de que a polêmica ponte Waldschlößchenbrücke irá alterar profundamente a paisagem cultural e destruir a várzea ali existente. Esta será a primeira vez que a Unesco retira o título de alguma localidade.
Mariana Antoun
10.06.09 – FORMAÇÃO CULTURAL:
Centro é inaugurado 
Formação e integração
Um centro para formação cultural na Europa foi inaugurado no Castelo Genshagen em Brandenburgo nessa terça-feira, 09.06. O projeto é o primeiro do tipo e representa, de acordo com Bernd Neumann, Ministro de Estado da Cultura, „um novo capítulo na relação cultural entre Alemanha, França e Polônia“.
A Fundação Genshagen, responsável pelo centro, conduz o projeto a partir de um perfil claro. Entre as suas atividades estão o diálogo entre experts e multiplicadores e a execução de projetos concretos. O Centro de Formacão Cultural também deverá dar oportunidade de encontro especialmente aos jovens, o principal público-alvo da iniciativa.
Para ilustrar o tipo de trabalho a ser realizado, também foram entregues três prêmios para projetos exemplares de formação cultural. Os premiados foram „Accompagnato – A Arte de Acompanhar“, trabalho conjunto entre a Filarmônica de Reutlingen, a Diaconia Bruderhaus e o Festival de Cultura Marginal; „Pesquisadores próprios“ do Museu Além Mar de Bremen; e „Sacrifício Popp“ do Teatro Thalia de Halle.
Glaucimara Silva
05.06.09 – NOVO ACERVO:
Berlim ganha nova coleção de arte islâmica 
Tesouro permanente
O Museu Pergamon, de Berlim, irá receber na forma de um empréstimo permanente uma das maiores coleções privadas de arte islâmica do mundo. São 1500 objetos da chamada „Keir Collection“, obtidos pelo investidor imobiliário húngaro Edmund de Unger, que atualmente vive na Grã-Bretanha. Eles serão entregues para a Fundação de Cultura Prussiana, que administra os museus alemães de porte internacional. O acordo deve ser assinado pelo filho do colecionador, Richard de Unger, e pelo diretor da Fundação de Cultura Prussiana, Hermann Parzinger, na próxima quarta-feira (10.06).
Mariana Antoun
02.06.09 – CARNAVAL DAS CULTURAS:
Festa em Berlim 
Diversidade
Centenas de milhares de pessoas celebraram nas ruas de Berlim no último fim de semana, feriado de Pentecostes na Alemanha, o Carnaval das Culturas. O ápice da festa multicultural foi o desfile de domingo, que teve 72 carros-alegóricos e 98 grupos, que atravessaram os bairros de Kreuzberg e Neukölln. Os 4.700 participantes, de 70 nações, apresentaram-se por cerca de nove horas e embalaram 700 mil pessoas, de acordo com os organizadores.
O 14° Carnaval das Culturas começou na sexta-feira (29.06) com uma festa de rua. No sábado as crianças é que fizeram seu carnaval. O encerramento aconteceu na segunda, Dia de Pentecostes, com uma festa até o anoitecer. O público participa vestido com perucas, lenços, fantasias. Os dançarinos jogam confetes e balas. O Carnaval das Culturas, apesar de lembrar a festa de Colônia, tem outro sentido: nele, pessoas de culturas e cor de pele diferentes celebram juntas a convivência em paz.
Mariana Antoun
11.05.09 – TOPOGRAFIA DO TERROR:
Festa antecipa exposição 
Reconstrução
Um ano antes da abertura do Centro de Documentação Nazista de Berlim, "Topografia do Terror", aconteceu uma grande comemoração. O prédio sobre a antiga sede da Gestapo e SS foi inaugurado. Ele deve transmitir realisticamente aos visitantes o local em que o sistemático terror nazista começou, disse o diretor da Fundação Topografia, Andreas Nachama.
Cerca de 15 000 pessoas foram torturadas nos porões, muitos até a morte. Os 19 milhões de euros para a construção do novo edifício vieram de recursos federais e do Estado de Berlim. O projeto é da arquiteta Ursula Wilms, do escritório Heinle, Wischer und Partner, bem como o arquiteto paisagista Heinz Hall Mann, de Aachen.
Mariana Antoun
23.04.09 – NOITE EUROPÉIA DOS CLUBES:
Terceira edição em Berlim 
Celebrando a União Européia
Na próxima sexta-feira (24.04) começa em Berlim a terceira edição da Noite Européia dos Clubes. O curta-metragem „Sternentanz“ (Dança das estrelas, na tradução livre) da artista berlinense Danielle de Picciotto abrirá a noite de eventos no Centro Cultural Kesselhaus. O filme tem sua temática voltada para os 20 anos da queda da Cortina de Ferro e para a expansão da União Européia aos países e parceiros do leste europeu.
No mesmo dia, a partir das 23h, 27 boates berlinenses mostrarão o som dos clubes de todos os integrantes da União Européia. Mais de 100 apresentações ao vivo levarão o público a uma viagem pelo colorido cenário musical europeu e tornarão possível em Berlim o gosto de viver na Europa.
Em 2007 foi realizada a primeira Noite Européia das Boates. O evento foi idealizado pelo Ministério das Relações Exteriores da Alemanha em vista os 50 anos do Tratado de Roma, com o objetivo de dirigir aos jovens, com a ajuda da música, pensamentos europeus.
Na quinta-feira (23.04) o Ministro Frank-Walter Steinmeier visitará um ônibus pintado com as cores da Noite Européia dos Clubes no Pátio do Protocolo, no Ministério das Relações Exteriores. O veículo é um dos vários que já circula nas principais rotas de Berlim com a logo do evento: „Bem-vindo ao Clube: cinco anos da expansão da União Européia - Cinco anos de novos horizontes“.
Glaucimara Silva
09.04.09 – „PESSOAS EM MOVIMENTO“:
Dia da política cultural para o exterior 
Integração entre culturas
Em 2008, o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha organizou e apresentou uma mostra sobre a diversidade do trabalho cultural no exterior. Em 2009, „Pessoas em movimento - Dias da política externa cultural“, apresentará em Berlim o trabalho cultural estrangeiro.
A mostra será inaugurada na próxima quinta-feira (16.04) com a presença do autor ucraniano Juri Andruchowytsch e do compositor argentino Marcelo Toledo, falando sobre o significado do trabalho cultural em suas vidas e obras.
A série de eventos oferecerá um programa variado com noites de filmes, palestras, rodadas de discussão, performances e concertos. Convidados proeminentes mostrarão um retrato de Berlim, o escritor Jonathan Franzen refletirá sobre o idioma alemão, Cécile Wajsbrot, Tanja Dückers e Oksana Sabuschko discutirão sobre os rastros das lembranças, estudantes alemães e iranianos exibirão curtas-metragens produzidos em conjunto e uma longa noite será dedicada à video arte africana.
O programa completo pode ser conferido no link: www.diplo.de/tage-der-akp.
Glaucimara Silva
30.03.09 – SALVADOR DALÍ:
Museu é inaugurado em Berlim 
Ate no coração da cidade...
Um evento cultural deu mais brilho a Berlim: em fevereiro, o Museu Salvador Dalí abriu suas portas para expor as obras do pintor surrealista mais conhecido do século XX. Na esteira das comemorações do 20º aniversário de sua morte, mais de 400 peças do pintor ganharam lugar permanente no coração da Capital. Na Potsdamer Platz os visitantes podem ver seus quadros mais famosos e peças jamais expostas. E mais: a exposição permanente contém ainda livros ilustrados, desenhos gráficos, portfólios completos, esculturas e filmetes do artista. Exposições alternadas vão mostrar a diversidade de talentos de Dalí e retratar a sua ampla criação artística. Para isso, o Museu dispõe de mais de 3.000 obras de colecionadores particulares.
Salvador Dalí, mestre da imaginação mundialmente conhecido, nasceu em maio de 1904, em Figueres, Espanha. Desde cedo, teve seu talento artístico reconhecido e incentivado. Já na escola, freqüentou cursos noturnos de desenho e, após prestar o exame final do ensino secundário, a partir de 1922, passou a estudar pintura, escultura e desenho gráfico na Academia de San Fernando, em Madri. Foi nessa época que ele recebeu o primeiro impulso para seu estilo surrealista, que acabou se tornando sua marca registrada, como no quadro “A Persistência da Memória”, concluído em 1931, que representa relógios moles, se derretendo, em uma paisagem com rochas. Dalí também utilizou freqüentemente motivos religiosos ou eróticos. Pintou vários quadros representando sua mulher Gala.
Não foi, contudo, apenas no campo da pintura que Dalí se tornou um artista exponencial: além da escultura e do desenho gráfico, ele atuou na direção de cinema e em projetos cenográficos. Durante a Segunda Guerra Mundial, fugiu para os Estados Unidos, tornou-se estilista, desenhou roupas e criou até um perfume. Como escritor, embora pouco conhecido, escreveu obras autobiográficas e sobre teoria da arte, como “O Manifesto Amarelo”, de 1928.
Todos esses aspectos da vida e da criação artística de Salvador Dalí estão expostos no Museu Salvador Dalí, em Berlim. Ali, em 2006, já havia se realizado a mostra temporária “Dalí – A Exposição”. Seu sucesso foi tão grande que ensejou a construção de um museu permanente, que veio se somar às poucas exposições permanentes dedicadas ao artista no mundo inteiro. Além dos três museus da Espanha, um deles em sua terra natal, Figueres, existe ainda o Museu Salvador Dalí em São Petersburgo, na Flórida, EUA.
Redação
LINK:
MUSEU DALÍ EM BERLIM
SALVADOR DALÍ
27.03.09 – ASTRONOMIA E ARTE:
Lua em exposição 
O mesmo astro, diversos olhares
Há 400 anos Galileu Galilei direcionava pela primeira vez um telescópio à lua. Em 2009, ano internacional da astronomia, o mesmo astro será o tema central de uma exposição também pela primeira vez. De 26 de março a 16 de agosto, o Museu Wallraf-Richartz, em Colônia, na Alemanha, mostrará 150 imagens da lua, que vão desde pequenos quadros da Idade Média até fotos das viagens espaciais, passando pelas famosas imagens românticas de Caspar David Friedrich.
Para Andreas Blühm, diretor do museu, o ponto mais importante da exposição é o fato de que embora a lua seja a mesma desde sempre, cada época a viu de uma maneira específica.
Glaucimara Silva
25.03.09 – AMAZÔNIA:
Maior foto panorâmica mundial em Leipzig 
Tão grande quanto a floresta...
O artista berlinense Yadegar Asisi inaugurará „Amazônia-imagem mágica da natureza“, a maior foto panorâmica do mundo, com mais de 3 mil metros quadrados impressos sobre tecido.
A fotomontagem, confeccionada a partir de mais de 25 mil fotos feitas em sua viagem pela Amazônia brasileira, poderá ser vista a partir de 28 de março em Leipzig. O evento conta ainda com uma exposição sobre a fauna e a flora da Floresta Amazônica e será acompanhado por um som ambiente, composto por ruídos da floresta e uma música inédita.
A obra é uma homenagem ao naturalista alemão Alexander von Humboldt, cujo aniversário de falecimento é celebrado pela 150ª vez em 2009. Na sua viagem no século XIX à Américia Latina Humboldt percorreu, entre outros, do rio Orinoco, na Venezuela, ao rio Amazonas, no Brasil.
Além disso, Yadegar Asisi gostaria de chamar a sensibilidade para a Floresta Amazônica. O artista explicou que „através da observação do panorama, as pessoas deverão perceber que pedaço único da terra é a Floresta Amazônica. Elas deverão se apaixonar por ela - pois, somente quando se ama, é possível sentir a falta“.
Nadine Schilder
06.03.09 – NEUES MUSEUM:
Reabertura após 70 anos 
Para reviver a glória!
A Ilha dos Museus em Berlim receberá de volta uma jóia: o Neues Museum, fechado há 70 anos, será reaberto no dia 26 de outubro deste ano. A restauração do prédio de 1855, comandada pelo arquiteto inglês David Chupperfield, durou 11 anos. O término das obras, anunciado pelas autoridades na quinta-feira (05.03) é o último passo na maratona de reviver o complexo neoclássico da Ilha dos Museus, na capital alemã.
Cinco são os museus da Ilha são tombados pelo Patrimônio Histórico da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura). A Alte Nationalegalerie foi renovada em 2001 e o Bode Museu cinco anos depois. O Pergamon Museum e o Altes Museum permanecem em reforma até 2026, mas estão abertos à visitação.
O Neues Museu, desenhado por Friedrich Stueler, um discípulo do arquiteto prussiano Karl-Friedrich Schinkel, é uma expansão do Altes Museum. Coma sua reabertura o público terá acesso à mais famosa coleção berlinense sobre o Egito antigo, incluindo o busto da Rainha Nefertiti, exatamente como ela era antes da II Guerra Mundial, quando o edifício foi duramente avariado.
Mariana Antoun
LINK:
ILHA DOS MUSEUS
04.03.09 – EXPRESSIONISMO:
Paula Modersohn-Becker em cartaz em Brasília 
Barco no pântano, de Paula Modersohn-Becker.
Foi inaugurada nessa terça-feira (03.03), no Museu Nacional de Brasília, a exposição „Primeiro Expressionismo Alemão: Paula Modersohn-Becker e os artistas de Worpswede - Desenhos e Gravuras (1895-1906)“. A mostra, que há 30 anos roda o mundo com o apoio do ifa - Instituto de Relações Internacionais, de Stuttgart, é uma realização do Instituto Goethe, em parceria com a Embaixada da Alemanha em Brasília e do Governo do Distrito Federal.
A exposição, composta por 64 trabalhos sobre papel, 19 fotografias e 11 livros, ficará em cartaz até 31 de março no Museu Nacional – Conjunto Cultural da República, em Brasília. A entrada é franca. Os trabalhos expostos remontam o diálogo de artistas alemães com a natureza, o homem e as paisagens do isolado vilarejo de Worpswede. Movidos por um ideal romântico da natureza, difundido na Alemanha da época, esses jovens artistas afastaram-se dos tradicionais temas acadêmicos e fundaram a colônia de artistas de Worpswede.
Principal artista da exposicão, Paula Modersohn-Becker absorveu influência de artistas como Cézanne, Gauguin e van Gogh, o que a levou a abandonar a reprodução da imagem exterior e a ser guiada pela busca apaixonada da essência das coisas e do ser humano. Sua obra consiste em cerca de 700 pinturas, mais de mil desenhos à mão e 13 gravuras, tendo como modelo figuras marginais da vida na aldeia, mulheres velhas e homens que viviam em asilos ou ainda mães com seus filhos. Uma das precursoras dos auto-retratos em nu, Paula tomou a via mais radical entre os artistas de Worpswede rumo à era moderna. O trabalho da artista foi interrompido pela morte prematura, mas revela incontestável força criadora, que justifica seu lugar de destaque entre os artistas alemães.
A mostra, que é complementada por desenhos de Otto Modersohn e grafismos de Fritz Overbeck, Heinrich Vogeler, Fritz Mackensen e Hans am Ende, foi vista recentemente no Museu de Arte de São Paulo – MASP, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS e no Museu Oscar Niemeyer – MON, em Curitiba. Antes de seguir para outras cidades da América Latina poderá ser vista em Brasília no Conjunto Cultural da República – MUSEU NACIONAL, de 4 a 31 de março.
Paralelamente à exposição, o público terá a oportunidade de assistir a duas palestras e a uma mostra de filmes com foco no expressionismo alemão.
Paula Modersohn-Becker e os artistas de Worpswede
4 a 31 de março 2009
De terça a domingo das 9h às 18h30
Conjunto Cultural da República – Museu Nacional
ENTRADA FRANCA
Programação Paralela
Auditório 2 do Museu Nacional
Palestra com Andréa Campos Sá:
Ir para longe, voltar-se para dentro: a obra gráfica de Paula Modersohn-Becker e a gravura moderna no Brasil.
5 de março às 20h
Palestra com Sérgio Moriconi:
Afinidades: Impressões e Expressões Cinematográficas em torno da arte de Paula Modersohn-Becker.
7 de março às 20h
Mostra de Filmes:
4 de março
18h Sonhos, de Akira Kurosawa, USA/Japan, 1990, 119 min
20h A Queda da Casa de Usher, de Jean Epstein, França/USA, 1928, 63 min
5 de março
20h Worpswede: Cem anos de colônia de artistas, Alemanha, 1989, 15 min, seguido de palestra com Andrea
Campos Sá
6 de março
18h Aurora, de Friedrich Wilhelm Murnau, USA, 1927, 97 min
20h O Gabinete das Figuras de Cera, de Paul Leni, Alemanha, 1923/1924, 83 min
7 de março
18h O Homem Que Ri, de Paul Leni, USA, 1928, 110 min
8 de março
18h Liliom, de Fritz Lang, França, 1934, 118 min
20h Tabu, de Friedrich Wilhelm Murnau, USA,1931, 84 min
Redação
05.12.08 – RASTRO OCULTO:
O caminho judeu pela modernidade 
Sede da Casa de Felix Nussbaum
Em 2008, o museu Casa de Felix Nussbaum, em Osnabrück, que foi projetado por Daniel Libeskind, celebra seu décimo aniversário. Para marcar a ocasião, uma mostra pouco comum será aberta no próximo dia 07 de dezembro, reunindo acervo vindo da Europa e dos Estados Unidos. "O rastro oculto -- o caminho judeu pela modernidade" é a primeira mostra que foca o impacto da experiência da diáspora na moderna produção de arte.
A mostra convida a uma profunda reflexão sobre a antes negligenciada influência da cultura judaica à arte dos séculos 18 e 19. Pelo trabalho de artistas renomados como Marc Chagall, R.B. Kitaj, Mark Rothko, Max Liebermann, Rebecca Horn, entre outros, será possível conectar de forma única a tradição judaica, a arte da modernidade e a arquitetura da Casa Felix Nussbaum. E assim, descobrir este longo rastro oculto.
Mariana Antoun
04.12.08 – DEUSES E HERÓIS:
Antiguidade em cores 
Deuses mais próximos da realidade!
A exposição "Deuses Coloridos", em cartaz até o dia 15 de fevereiro de 2009 na Estação Liebieghaus, em Frankfurt, coloca uma nova concepção do mundo antigo na cabeça: as estátuas dos deuses não eram brancas, mas sim de cores variadas. Com a ajuda de uma moderna técnica de análise, os restos da coloração dos objetos puderam ser reconstituídos e agora estão em uma paleta de cores com 30 amostras em contraste com seus brancos "originais".
Na antiguidade as cores valiam como sinal de especial preciosidade, mas hoje este colorido contradiz o moderno conceito de estética, fundamentado pelo "clean". Por isso, não é de estranhar que as esculturas coloridas nos pareçam um pouco desconcertantes, ao mesmo tempo em que fazem da visita ao museu uma experiência impressionante e rica em conhecimento.
"Deuses Coloridos" só se tornou possível pelo trabalho de uma equipe internacional de pesquisadores, sob o comando de Vinzenz Brinkmann, diretor da Coleção Antiga do Liebieghaus. O grupo examinou durante 25 anos pigmentos coloridos em estátuas antigas e reconstruiu sua aparência original. Veio à luz o que se sabia há muito tempo por velhos documentos: os deuses vestiam túnicas, enfeitadas com cores nobres e ornamentos magníficos.
Se por um lado parece quase cômico quando o príncipe Paris carrega um elmo de um amarelo gritante, por outro, o colorido faz os deuses mais palpáveis aos visitantes, quase humanos. Especialmente para as crianças, já que a exposição aproxima os mitos antigos. Em um "ateliê aberto" oferecido pela Liebieghaus, elas podem modelar suas próprias estátuas de argila e se acostumar mais facilmente com seu novo conhecimento: os deuses são coloridos, exatamente como o mundo.
www.liebieghaus.de
08.10.08 a 15.02.09
Horário de funcionamento:
Ter, Sex-Dom 10-18 horas
Qua, Qui 10-21 horas
www.museum-kassel.de
06.03.09 a 01.06.09
Horário de funcionamento:
Ter-Dom 10-17 Horas
Redação
28.11.08 – KLEE E KOONS:
Expressionismo e "Pop-Art" em Berlim 
Expressionismo de Klee em Berlim
Desde outubro, a Nova Galeria Nacional apresenta no andar superior a exposição "Celebration", onze esculturas de cores alegres, entre as quais a gigantesa "Bowl with Eggs", do artista contemporâneo norte-americano Jeff Koons. O artista cult de Nova Iorque participou pessoalmente, ao lado da esposa Justine, da vernissage de inauguração.
No andar debaixo da Galeria pode ser visto o "Universo de Klee", uma coleção das melhores obras de Paul Klee (1879 a 1940), um dos mais conhecidos representantes alemães do expressionismo. Klee foi, junto com artistas como Franz Marc e August Macke, membro da associação "O Cavalheiro Azul", que com seus quadros buscou representar sonhos e ânsias na tela. Suas obras seduzem particulamente pelos motivos e colorido fabulosos como, por exemplo, os jardins exóticos que ele encontrou em suas viagens pela Tunísia e pelo Egito. Com comentários políticos e estudos de arquitetura mais sóbrios, a exposição também mostra a diversificação do artista. Seus quadros de formato pequeno, expostos em ambiente escurecido do subsolo, fazem um contraste interessante com as grandes obras "Pop-Art" de Koons e possibilitam um diálogo inspirador entre os artistas.
"Celebration" e "Universo de Klee" podem ser vistas até o dia 08 de fevereiro de 2009.
13° Art Forum Berlin
Entre 31 de outubro e 3 de novembro, 127 galerias de 26 países, entre os quais também pela primeira vez a África do Sul, expuseram suas melhores obras no "13º Art Forum de Berlim" - uma feira internacional de arte contemporânea. Pinturas, instalações, fotografias e esculturas transformaram a área da feira em um pavilhão de arte com ar internacional. Esta mistura colorida enriquece uma vez por ano a paisagem artistica berlinense e consolida a fama da capital como centro de arte contemporânea alemã e internacional. Mais da metade dos expositores do Art Forum, que também contou com a participação de 28 galeristas de Berlim, foram estrangeiros.
Redação
LINKS:
Nova Galeria Nacional
13° Art Forum Berlin
www.smb.spk-berlin.de
18.11.08 – ARTE NA BIBLIOTECA:
Acervo imperdível 
Obras inusitadas e raras em exposição
Criada em 1867, a Biblioteca de Artes de Berlim (Kunstbibliothek) encontra-se entre as mais antigas e completas do mundo, com aproximadamente 400 mil volumes voltados para artes gráficas – como ilustrações, cartazes e fotografias. Só isso já seria motivo suficiente para não deixar de conhecê-la ao passar pela capital alemã. No entanto, as 35 mil pessoas que todos os anos visitam o espaço também apreciam coleções raras, exposições temáticas e acervos compostos pelas novas edições de 1,4 mil periódicos e revistas internacionais.
Recentemente adquiridas de um colecionador suíço, 400 inusitadas – e raras – obras de Pablo Picasso devem ser um dos maiores atrativos de visitantes no ano que vem. São desenhos publicados em jornais, revistas, capas de cadernos e pôsteres publicados entre 1902 e 1972, feitos pelo pintor espanhol a pedido de amigos.
A Kunstbibliothek é um programa imperdível não apenas para berlinenses que procuram um lugar tranqüilo para ler ou consultar materiais (é, infelizmente nada pode ser retirado da biblioteca), mas também para turistas que gostam de arte. O acesso é gratuito e facilitado pela localização – desde 1994 ela funciona em um prédio no Kulturforum na Potsdamer Platz, rodeada de museus e galerias.
Mariana Santos
05.11.08 – POPKOM 2008:
Volta ao mundo, musical 
Badalação noturna
Durante três dias e quatro noites Berlim serviu de plataforma para a cena internacional da música – durante a feira de música Popkomm. Especialistas e curiosos, profissionais e amadores, artistas, negociantes e fãs do mundo inteiro encontraram-se, em meados de outubro, às margens do Spree para fazer negócios e, claro, para ouvir ao vivo o maior número possível dos 400 artistas.
Falar da boa qualidade do mix seria apenas meia verdade. Porque aquilo que os palcos do festival mostraram foi multiplicidade pura. Alternative, chansons, folk, metal ou pop – música da Alemanha e do mundo inteiro. "Em nenhum outro lugar se pode viver música de tantos gêneros e de tantos países diferentes", opinou o organizador, Dirk Schade. Foi possível escutar nomes consagrados – como por exemplo Travis e Tomte – mas, antes de mais nada, a Popkomm é um fórum para jovens talentos e música longe dos charts. A idéia parece funcionar: 81000 visitantes foram registrados pelos organizadores do festival.
O que distingue a Popkomm é a combinação entre congresso, feira e festival. Durante o dia, os visitantes especializados tiveram oportunidade de conhecer uma vasta gama de empresas. Merchandisers e distribuidores de ingressos se apresentaram lado a lado com os gigantes do ramo como Amazon ou Napster. E, à noite, quando as portas dos pavilhões da feira se fechavam, eram ligados os amplificadores em todos os bairros da capital.
O país que este ano emprestou sua marca ao line-up da Popkomm foi a Turquia, o parceiro oficialmente convidado. "A música turca é de um colorido alegre, muito apaixonada e, ao mesmo tempo, profunda", disse Asli Devrim Ugurlu, co-organizadora da presença turca.
Redação
LINK:
www.popkomm.de
27.10.08 – CYNETart:
Arte cibernética 

O festival „CYNETart“ apresenta em Dresden, até o dia 16 de novembro, arte computadorizada vinda de todo o mundo. Os participantes foram selecionados através de um concurso,que este ano teve inscritos 280 artistas e grupos, de 45 países. Os materiais de trabalho são hardwares e softwares, com os quais apresentam performances e instalações. Esta é a 12ª edição do Festival para Arte Computadorizada – nome oficial do evento.
Redação
01.09.08 – JUBILEU:
80 anos da „Ópera dos três vinténs“ 
Retrato
Há 80 anos a peça „Ópera dos três vinténs“, de Bertolt Brecht e Kurt Weill, era encenada pela primeira vez no teatro „Am Schiffbauerdamm“, em Berlim. Para marcar o 31 de agosto de 1928, a companhia fundada por Brecht e sua mulher „Berliner Ensemble“ apresentou no último domingo, na praça que leva o nome do autor, a atual montagem do texto, de Robert Wilson.
O texto de Brecht é inspirado na Bagger's Opera (Ópera do Mendigo), de John Gray, e conta a história do anti-herói Mac Navalha e seu envolvimento com mendigos e ladrões das ruas de Londres. A história se tornou tão popular em todo o mundo que a citação da fala de Mac Navalha „O que é roubar um banco perto de fundar um banco“ passou a ser reproduzida de tal modo que virou ditado popular em várias partes do mundo.
Mariana Antoun
06.08.08 – FOCANDO A CULTURA:
Governo Federal investe pesado no setor 
No palco, a "tribuna"
O Festival de Bayreuth, o Festival de Ruhr em Recklinghausen, a Fundação Cultural Alemã, o Filme Alemão, a Ilha dos Museus em Berlim ou a Fundação Clássicos de Weimar, estas e muitas outras instituições e projetos recebem ajuda financeira do governo federal. Esse apoio é fundamental e ajuda a fortalecer o perfil cultural da Alemanha enquanto nação.
De acordo com a constituição, a promoção cultural é responsabilidade de cada estado. O governo federal, no entanto, fornece 1.1 bilhão de euros, ou seja, 12 por cento do total gasto em arte e cultura, além de ser o responsável pela manutenção do nível cultural do país como um todo.
Somente a partir de 1998 passou a existir o cargo de Ministro de Estado para Questões Culturais, que apóia as instituições relevantes para todo o país. Desde 2005 esse cargo é ocupado por Bernd Neumann (CDU). Para comemorar os dez anos do órgão o ministro organiza uma "reunião dos ex-ministros" em outubro próximo, no museu Martin-Gropius-Bau em Berlim. No último dia 4, o Conselho Cultural Alemão (Deutscher Kulturrat) lembrou os 10 anos da criação do órgão, "marco de uma política cultural visível do governo federal".
Josiane Cotrim
31.07.08 – ERICK HECKEL:
Legado histórico 
Artista "degenerado"
Há exatos 125 anos nascia na pequena cidade de Döbeln, na Saxônia, o pintor e artista gráfico Erich Heckel, um dos maiores representantes do expressionismo alemão. Junto com Ernst Ludwig Kirchner e Karls Schmidt-Rottuff, entre outros, ele foi um dos fundadores do lendário grupo “Die Brücke” (A Ponte), surgido em 1905 e que revolucionou a arte moderna alemã. Filho de um engenheiro, foi um dos principais nomes a fazer um elo entre a pintura alemã neo-romântica tradicional e a pintura moderna expressionista.
Em 1911 ele mudou-se para Berlim. No centro das atenções, foi declarado pelos nazistas como “artista degenerado” em 1937 e passou a ser vetado em exposições. Boa parte de sua obra foi destruída pelo bombardeio dos aliados à cidade, em 1944. Após a 2ª Guerra Heckel mudou-se para Hemmenhofen, no Lago de Constança, sul da Alemanha, onde ensinou e continuou a pintar até sua morte, em 1970, aos 86 anos.
Mariana Antoun
14.07.08 – EXPOSIÇÃO SURREAL:
Três mil visitantes em um fim de semana 
"La poupée" admirado
A exposição “Mundo Surreal” conseguiu atrair cerca de 3 mil visitantes apenas no seu primeiro fim de semana de exibição. A mostra Gerstenberg-Scharf acontece onde antes funcionava o Museu Egípcio, em Charlottenburg, e traz as coleções de Otto Gerstenberg (1848-1935) e de seu neto Dieter Scharf (1926-2001). Em exibição estão mais de 250 obras, de esculturas a trabalhos de papel, de artistas que vão de Francisco de Goya a Max Ernst, passando por Dalí, Piranesi, entre outros.
Mariana Antoun
01.07.08 – ERNST KIRCHNER:
Inspiração de além-mar 
Influência africana
O pintor expressionista alemão Ernst Ludwig Kirchner é, incontestavelmente, um dos maiores artistas do século 20. Por ocasião do 70º aniversário de sua morte, o Museu das Culturas do Mundo, em Frankfurt , apresenta um aspecto de sua obra ainda pouco conhecido. É a influência da arte da África e, particularmente, do Cameroum sobre a obra de Kirchner. Poderão ser vistas, até 9 de novembro, 16 obras do expressionista, bem como 15 trabalhos de artistas africanos.
Kirchner é um dos fundadores do grupo de artistas „Die Brücke“ (A Ponte) e é considerado um dos importantes precursores da arte moderna na Alemanha. Junto com Fritz Bleyl, Erich Heckel e Karl Schmidt-Rottluff, ele tentou encontrar, a partir de 1905, novos caminhos de expressão artística. Nas visitas que faziam aos Museus de Etnologia de Berlim e Dresden, os membros da „Brücke“ procuravam estímulos para seus trabalhos. Embora Kirchner nunca tivesse estado na África , ele possuía uma escultura original cameronesa, que também poderá ser vista na exposição de Frankfurt.
Faz exatamente cinco anos que Kirchner, nascido no dia 6 de maio de 1880 em Aschaffenburg, foi homenageado pela primeira vez com uma exposição individual na Grã-Bretanha. Em 2003, a Royal Academy of Arts apresentou Kirchner como „o maior artista do expressionismo alemão“. Até então, ele era bastante desconhecido na Grã-Bretanha. Também nessa mostra, a inspiração de ultramar já era um enfoque importante: Kirchner e os artistas da „Brücke“ cultivavam, principalmente nas primeiras duas décadas do século 20, a saudade popular de um retorno para as chamadas formas primitivas de expressão artística. Da mesma forma, a arte das tribos africanas e a arte dos povos do Oceano Pacífico, que já tinham inspirado Gauguin, serviam de inspiração aos pintores da „Brücke“. No entanto, o próprio Kirchner sempre afirmava ter inventado seu estilo independentemente de todas as correntes.
Todavia, a obra de Kirchner não é sem rupturas e desenvolvimentos dramáticos. O ritmo e as cores de seus quadros já se modificaram com a mudança de Dresden para Berlim em 1911: sua obra foi se tornando mais escura e mais complexa. Linhas góticas em queda são típicas para seu estilo nesse período. Após a dissolução da „Brücke“ em 1913, surgiu uma série de cenas em grande formato de ruas de Berlim, que são consideradas obras-primas, como, por exemplo, „A Praça de Potsdam“ e „A Rua Frederico“. Em 1915, Kirchner apresentou-se para o serviço militar voluntário. Sua vida vai se afundando cada vez mais na crise. Em 1917, Kirchner, com o apoio de amigos, mudou-se para Davos, na Suíça. Uma série de auto-retratos dessa época documenta o crescente desespero do artista, que acreditava ter perdido sua identidade devido à experiência da guerra. Entre eles se encontra o famoso auto-retrato de Kirchner que o mostra como soldado com uma mão amputada (1915).
Enquanto Kirchner lutava com suas próprias crises e conflitos internos, a situação política na Alemanha foi se agravando. Os nacional-socialistas, cuja ascensão ele havia observado com horror, o declararam como „artista degenerado“. Com mais de 30 de suas obras, eles lhe reservaram um lugar de destaque na exposição „Arte Degenerada“. Kirchner, que se via, mais do que outros artistas de sua geração, como sucessor de Dürer, Cranach e Grünewald, não suportou a difamação. Seu suicídio em 1938 é atribuído, também, à situação na Alemanha nazista e ao tratamento dado à sua obra.
Redação
12.06.08 - DE VOLTA À CENA:
Magnífico teatro rococó reaberto 
"Idomeneu, rei de Creta" abre temporada!
Com suas cerca de 520 poltronas inteiramente novas e os ornamentos da balaustrada e corrimões restaurados, a sala de espetáculos com suas paredes de cor vinho, volta a refletir seu brilho. Depois de ter ficado fechado para reforma por vários anos, o majestoso teatro Cuvilliés de Munique, capital da Baviera, reabre suas portas em grande estilo neste sábado (14.06). Uma cerimônia oficial será seguida de uma apresentação da ópera "Idomeneu, rei de Creta", de Mozart com uma nova encenação. O trabalho de restauração do prédio em estilo rococó custou 24,5 milhões de euros, dos quais cerca de 22 milhões foram utilizados na modernização dos equipamentos técnicos e cabos.
A estréia da ópera "Idomeneu, rei de Creta" ocorreu em 1781 neste teatro. A reabertura do Cuvilliés coincide com os 850 anos da fundação de Munique e ocorre 50 anos após sua reconstrução, já que o teatro foi destruído durante a II Guerra Mundial.
Josiane Cotrim
05.06.08 – PREMIAÇÃO:
Esculpindo a paz 
Mensagem anti-guerra
O pintor e escultor contemporâneo Anselm Kiefer, 63 anos, foi apontado quarta-feira (04.06) como o vencedor do Prêmio da Paz emitido pela Associação das Editoras Alemãs. Em Frankfurt, o júri escolheu o artista alemão que desenvolveu uma linguagem que faz o "observador sentir-se também leitor". Kiefer utiliza-se do formato dos livros e do próprio livro como um elemento de sua arte.
O prêmio criado em 1950 é consagrado a personalidades cuja obra promova o entendimento entre nações ou grupos étnicos. As obras de Kiefer podem ser vistas em vários museus contemporâneos e possuem uma mensagem anti-guerra. Kiefer vai receber o prêmio de 25.000 Euros no encerramento da Feira do Livro de Frankfurt, em outubro.
Josiane Cotrim
30.05.08 - IRMÃOS GRIMM:
Mundo de contos em Kassel 
Sede de um novo museu!
O mundo de contos-de-fada e a vida dos irmãos Jakob e Wilhelm Grimm ganharão um centro de investigação e exposição na cidade de Kassel, em Hessen, até 2013. Os irmãos viveram de 1798 a 1841 na cidade de Kassel, onde em 1814 adquiriram a casa que será transformada em museu. Com investimento previsto de 20 milhões de euros, a proposta é mostrar o grande mundo de contos dos Grimm em um museu moderno.
Mariana Antoun
16.04.08 – ART COLÔNIA:
Feira de arte repaginada 

A Art Colônia deste ano encolheu. A 42a edição da mais antiga feira comercial de arte do mundo, que se realiza de 16 a 20 de abril, está reduzida a cerca de 150 galeristas que apresentam obras que vão da arte moderna clássica à arte contemporânea. O número de expositores caiu pela metade em relação aos anos em que esse número foi recorde. Esse novo formato faz parte de uma estratégia destinada a tornar o salão de arte do vale do Reno mais atraente, diante da concorrência internacional. Colônia que já liderou o ranking do mercado de arte no mundo perdeu essa posição nos últimos anos para a concorrência de Basiléia, Berlim, Londres e Miami.
A fim de administrar a crise e repor Art Colônia no lugar de destaque que ocupou anteriormente, foi constituído um conselho composto por nove galeristas, dos quais sete já nomeados, são dos Estados Unidos, Londres, Berlim, Düsseldorf e Colônia. A direção do salão Art Colônia, onde um terço dos galeristas são oriundos do exterior, deverá ser o da internacionalização. Este ano, a obra mais cara e que deverá atrair mais atenção dos cerca de 70 mil visitantes, será, provavelmente, um quadro do pintor expressionista Ernst Ludwig Kirchner, cujo valor é estimado em 5,5 milhões de euros.
Uma exposição especial de obras asiático-européias foi organizada com o objetivo de atrair potenciais compradores asiáticos. A exposição apresenta trabalhos do artista coreano Nam June Paik, pioneiro em matéria de vídeo-arte, e do fotógrafo japonês Hiroshi Sugimoto.
Josiane Cotrim
28.03.08 – ARTE E CRIATIVIDADE:
Cervejaria será centro cultural em Dortmund 
"U" como símbolo
A região do Vale do Ruhr será a capital cultural da Europa em 2010 e a cidade de Dortmund se prepara para transformar uma antiga fábrica de cerveja em um “centro de arte e criatividade”. E criatividade é a palavra-chave do projeto, que pretende abrigar no mesmo local espaços de exposição, produtora de filmes, escritórios, gastronomia, laboratório de cultura e mídia e até um centro de formação cultural para crianças e jovens.
O grande “U”, símbolo do nome da antiga fábrica – Dortmunder Union – e identidade conhecida na cidade, receberá um investimento total de 46 milhões de euro, sendo metade do caixa da União Européia, 30% da cidade de Dortmund e 20% do estado da Renânia do Norte-Vestfália.
Mariana Antoun
LINK:
www.rheinischestrasse.dortmund.de
18.03.08 - ECLAT:
Música como forma de expressão contemporânea 
Musical "Fabula"
Música para teatro, literatura, formas de arte não musicadas e tudo mais que passe pela cabeça de jovens compositores encontra eco no Eclat, que ocorre em Stuttgart. O festival, que surgiu em 1980, abriga e incentiva o que há de mais inovador na música contemporânea. Surgiu sob o nome de "Neue Tage für Musik Stuttgart" (Novos dias para música em Stuttgart), tendo como foco obras de compositores como Anton Webern. De lá para cá, passou por mudanças por perceber que "a nova música tornou-se cada vez mais difícil de definir e categorizar", diz Hans-Peter Jahn, diretor artístico que acompanha o festival desde a sua criação.
Jahn exemplifica que o nome está mais para a origem francesa, que dá idéia, entre outras, de brilho, som brilhante, do que para o alemão, eklat, em que pode ser entendido como alvoroço ou até mesmo escândalo. No festival deste ano, que ocorreu de 14 a 17 de fevereiro, no Teatro de Stuttgart e na Akademie Schloss Solitude, 20 obras musicais, entre elas 11 estréias mundiais, foram apresentadas em sete concertos. A proposta do Eclat é pesquisar e introduzir movimentos contemporâneos da música e apresentá-los em conexão com as grandes composições do século 20.
Para ajudar na divulgação deste fórum para novos artistas, há o "Neue Vocalsolisten". O conjunto especializado na interpretação de música vocal contemporânea, formado em 1984, pode ser definido como um grupo de pesquisadores, descobridores e idealistas. Suas apresentações ao lado de orquestras e em trabalhos para teatro contam com a organização do "Musik der Jahrhunderte", que organiza o Festival Internacional de Música Eclat e uma extensa agenda cultural.
Fabíola Brites
27.02.08 – BANCO DE DADOS ARTÍSTICO:
Projeto reúne milhares de obras 
Dresden, capital da Saxônia, é famosa por seus museus. A “abóbada verde” e o Palácio de Zwinger são destinos obrigatórios dos turistas. A cidade vizinha, Meißen, abriga a maior coleção de porcelanas do mundo. Agora, um projeto único vai reunir mais de um milhão de obras de arte em um banco de dados eletrônico contendo descrições detalhadas de cada objeto. Batizado com o nome grego “Daphne” o projeto teve início em 2003 e deverá ser concluído até 2018. Para isso, terá a seu dispor mais de 15 milhões de euros.
Josiane Cotrim
30.01.08 – OTTO DIX:
Museu da Arte em Stuttgart expõe obras do pintor 
De “artista degenerado” a um dos mais importantes da sua época
Auto-retrato, 1926
Muitos de seus rostos assemelham-se a caricaturas. Expressões de tristeza profunda, dúvida e frustração. “Eu inventei a Neue Sachlichkeit (nova objetividade)”. Enquadrado na Entartete Kunst (Arte Degenerada) do regime nazista, Otto Dix teve sua arte proibida, 260 de suas obras retiradas dos museus alemães, perdeu o posto na Academia Prussiana de Arte, em Berlim, e foi convocado para a defesa da mílicia popular Volkssturm. Os horrores da guerra influenciaram o rosa de suas telas e a clareza das pinturas deram vez a traços mais curtos, cores turvas e rostos difíceis de se reconhecer: era o encontro com o seu “eu” anterior; um Otto ainda à procura de alguma coisa.
Até o dia 6 de abril o Kunstmuseum Stuttgart, que guarda o maior acervo do artista, realiza a exposição “Otto Dix e a arte do retrato”, onde juntam-se às telas do pintor a arte que lhe serviu como modelo e também a das gerações seguintes, que Otto influenciou com a sua expressiva maneira de retratar. No acervo, destaque para “Eisgang”. A pintura a óleo que a cidade de Stuttgart comprou de uma coleção privada americana em março de 2007 dá as boas vindas em tela tamanho 65 x 85 logo na entrada do museu.
Otto Dix nasceu numa família proletária de Gera-Untermhaus, na região da Turíngia, no ano de 1891. Interessou-se por pintura e foi ser aprendiz de pintor de decorações antes de ingressar na Academia de Artes e Ofícios, em Dresden. Ele recebeu honrarias e prêmios artísticos tanto no ocidente quanto na Alemanha Oriental; de instituições estatais ou privadas; e manteve-se sempre à margem da vida artística oficial até falecer em 25 de julho de 1969, em Singen am Hohentwiel, próximo ao Lago de Constança.
Aline Mara Afonso
20.12.07 – CAMPEÕES DE PÚBLICO:
Atração cultural 
Coleções históricas
Nos últimos anos os museus de Berlim vêm se tornando verdadeiros imãs de público. A capital possui 120 museus cujas coleções históricas a cada ano atraem mais e mais visitantes. Com 12 milhões de visitantes em 2006 este número praticamente dobrou em comparação com 1994. Os mais procurados são os memoriais, como por exemplo, o Museu do Holocausto ou a Haus am Checkpoint Charlie que conta a história recente da guerra fria.
Mas, o campeão é o Pergamonmuseum, situado na Ilhas dos Museus, no coração de Berlim, que recebeu 960 mil visitantes. Em seguida vem o Museu Histórico Alemão com 904 mil visitantes. Isto se explica pelo fato de Berlim ser cada vez mais destino turístico obrigatório. Berlim é a terceira capital mais visitada da Europa, perdendo só para Londres e Paris.
Josiane Cotrim
20.12.2007 – ALBRECHT DÜRER:
A alma de um gênio 
Um dos grandes mestres da Renascença alemã, trabalhos do artista podem ser vistos em diversos lugares do mundo, inclusive no Brasil
Auto-retrato
Um intelectual como poucos, Albrecht Dürer foi um artista criativo, talentoso, altamente curioso, religioso e perspicaz observador da natureza e suas leis, do destino do homem e de tudo que o cercava.
Nascido a 21 de maio de 1471 em Nüremberg, foi o terceiro de dezoito filhos do ourives húngaro imigrado Albrecht Dürer e da alemã Bárbara Holper. Começou desde cedo a trabalhar com seu pai, aprendendo a esculpir em metal. Mais tarde foi ter aulas com o mais importante pintor e escultor de sua cidade, Michael Wolghemut, aprendendo a esculpir em madeira também.
De 1490 a 1494, já com dezoito anos, viajou por Freiburgo, Strassburgo, Colmar e Basiléia, na tentativa de estudar com outros mestres da pintura. Aos 24 anos já possuía seu próprio ateliê em Nüremberg. Viajou para a Holanda e Itália a fim de conhecer outros artistas renomados e buscar uma outra dimensão intelectual que não encontrava na sua cidade, mesmo já sendo ela uma das mais economicamente ricas e culturalmente vivas da Alemanha.
Manteve durante toda sua vida uma amizade fortíssima com o humanista Willibald Pirckheimer, que morava em Veneza, com quem passava grande tempo discutindo sobre alquimia, perspectiva, mitologia, matemática, arqueologia, geometria e filosofia.
Em Veneza, Dürer foi atrás da nova arte renascentista, da arte da perspectiva, e do estudo da proporção humana. Suas idas à Itália se provaram bastantes estimulantes para o artista, produzindo, logo após sua primeira viagem, sessenta gravuras e xilogravuras que lhe deram projeção européia. Em outra fase de sua vida, lá em Veneza também estudou geometria e matemática, dessa vez com Luca Pacioli (frei que viveu na Toscana) e Jacopo de Barbari (pintor renascentista).
É considerado um dos grandes mestres da Renascença Alemã, sua arte, um ponto de partida para a Renascença nos países nórdicos e seus estudos sobre perspectiva e proporções humanas, publicados em 1528 por ele, ainda são amplamente utilizados no campo das artes plásticas.
Sua produção artística foi imensa, tendo-nos deixado com 60 telas, mais de 1000 gravuras, por volta de 250 xilogravuras, mais de 1000 desenhos além dos seus estudos sobre teoria da pintura e do desenho.
Em suas obras, retratou elementos da natureza (para qual utilizava aquarela e papel), temas de reflexão e mistério religioso (como “O Apocalipse” ou “O cavaleiro, a morte e o demônio”) e a si mesmo (tendo sido o primeiro artista europeu a fazer um auto-retrato). Morreu a 6 de abril de 1528 com 57 anos em Nüremberg como cidadão honorário de sua pátria.
No Brasil é possível conhecer um pouco do trabalho do artista. Com a fuga da família real de Portugal em 1807, o Rio de Janeiro recebeu também a Real Biblioteca Portuguesa. Hoje o acervo faz parte da Coleção Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e já pode ser vizualizado no acervo digital da instituição.
Mateus Ciucci
LINKS:
Acervo Digital da Biblioteca Nacional
www.bonnibonifatius.de
07.10.07 – KURT SCHWITTERS:
Arte e liberdade 
Obra: Kleine Dada Soir
“A arte não quer influências e não quer influenciar, mas libertar; da vida, de todas as coisas que nos sobrecarregam, como a luta econômica e a política”. E a política forçou-lhe ao exílio com a ascenção do regime nazista na Alemanha. E do destino Noruega Kurt Schwitters emigrou, também fugindo de Hitler, para a Inglaterra, onde veio a falecer aos 60 anos de idade, em 1948. Foram onze anos nos quais o artista plástico, poeta e pintor sofreu com a separação de sua mulher, do contato direto com a cena artística alemã e principalmente da sua cidade natal: Hannover.
Se nos últimos anos de vida a sua pátria lhe foi ingrata, o reconhecimento do artista voltou à Alemanha com a queda do Terceiro Reich. Kurt Schwitters teve seu nome batizando nome de rua em Wittmund (na Baixa Saxônia), duas escolas superiores em Hannover e na capital Berlim; e ainda a praça em frente ao museu Sprengel Hannover. Nos anos de 1955, 1959 e 1964 algumas de suas obras foram exibidas postumamente nas Documenta I, II e III, em Kassel, considerada uma das mais importantes exposições de arte contemporânea do mundo.
Kurt Schwitters não adotou a literatura, nem as artes plásticas ou a pintura como único meio de expressão da sua arte. Não enquadrou-se no expressionismo, nem no cubismo, ou no futurismo. Especializou-se na criação de tudo e somou à sua liberdade de criar a liberdade de aplicar às suas obras todos os estilos. Assim desenvolveu uma escola própria, que chamou de Merz. Kurt Schwitters não fez dadaísmo, fez Merz. Não entregou-se ao concretismo, inspirou-se em Merz. Lançou uma revista onde publicou suas críticas e entitulou-a Merz. O nome que definiu um estilo próprio para a sua arte surgiu de um de seus trabalhos plásticos. A colagem de papel, madeira e tinta utilizava recortes de jornal que traziam a publicidade do banco Commerzbank. Recorta daqui, cola ali e do todo o que ficou na obra foi a sílaba “merz”. Merz que deu nome ao seu ateliê e que passou inclusive a assinar nas suas cartas: Kurt Schwitters Merz!
Sucatas, obras de arte de colegas que não as queriam mais, lixos do dia-a-dia, bilhetes de metrô. Olhos e ouvidos atentos, testemunha ocular do cotidiano, Kurt Schwitters usava o seu sentido apurado para vincular coisas ou situações que em princípio não tinham a ver entre si. Integrou o dadaísmo, voltou para o concretismo e admitiu o paradoxo de sua arte numa autobiografia que contava os paradoxos de sua vida. Foi polêmico, criticou a arte conservadora. Não foi modesto, propagou a sua arte. Cursou apenas dois semestres de arquitetura em Dresden, na Saxônia, mas participava de debates a respeito. Comentava, criticava arquitetos em textos teóricos e divulgava formas de construção.
Cerca de três mil obras que compõem a sua coleção – das quais duas mil catalogadas em fotos e cromos – encontram-se em exposição permanente, desde 1993, no Sprengel Museum Hannover, aquele em frente à praça que homenageia o artista. O arquivo foi doado por seu único filho, Ernst Schwitters, e integra-se à programação do museu, que inclui simpósios, projetos didáticos e cerca de 25 exposições anuais rotativas. O Sprengel Museum Hannover, nascido a partir da coleção de Bernhard Sprengel é um dos principais museus de arte dos séculos XX e XXI, considerado também um fórum pulsante para a arte e o conhecimento.
Aline Mara Afonso
LINKS:
Sprengel Museum
Kurt Schwitters Site
03.09.07 – PATRIMÔNIO MUNDIAL:
A Alemanha em flashes 
Colônia
Goiás Velho, cidade histórica e patrimônio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artistico Nacional (IPHAN) brasieliro, é o lugar ideal para exibir a mostra de fotos dos patrimônios da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) na Alemanha, que será inaugurada nesta quinta-feira.
O país possui 32 sítios incluídos na lista de bens considerados Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade da Unesco. A exposição que a Embaixada da Alemanha apresenta ao público no Palácio Conde dos Arcos, em Goiás Velho, de 06 a 28 de setembro, oferece ao visitante a oportunidade de conhecer esses tesouros através das fotografias de Hans-J. Albert. São castelos, palácios, parques, bosques, catedrais, museus, centros históricos e até mesmo paisagens. Uma verdadeira viagem ao país através de sua variada herança cultural e natural. As fotografias medem 120 cm de largura por 50 cm de altura, o que permite ao visitante uma visão panorâmica dos locais.
O fotógrafo Hans-J. Aubert trabalhou por mais de 30 anos como autor de livros turísticos e fotógrafo para conceituadas editoras e revistas. Já publicou mais de 25 guias turísticos e livros ilustrados, concentrando-se atualmente na documentação de páginas eletrônicas do patrimônio mundial da UNESCO no formato panorâmico. O fotógrafo já documentou, até o presente, mais de 90 sítios do Patrimônio Mundial da UNESCO em 23 países de todos os continentes.
A exposição tem caráter itinerante e será exibida em diversas capitais brasileiras.
Redação
01.09.07 – CIÊNCIA E CULTURA:
A sensação de poder mover algo 

Conhecimento e criatividade são as bases do crescimento futuro. Como o mundo do trabalho se transforma? Quem está envolvido na transformação? Onde estão os centros criativos? Uma entrevista com o professor Nico Stehr, sociólogo e teórico, considerado o “guia da sociedade do conhecimento”. Ele viveu e trabalhou nos EUA e no Canadá e é hoje titular de Cultural Studies na cadeira Karl Mannheim da Zeppelin University.Professor Stehr
Professor Stehr, como cientista cultural, o senhor se ocupa com a transição da sociedade industrial para uma sociedade do conhecimento. O que caracteriza essa transformação?
Os fundamentos da ordem social, que se divisa no horizonte, são o conhecimento. Quando abordamos o conceito de sociedade do conhecimento pela primeira vez na discussão científica, no começo da década de 1980, nós nos perguntamos em que fontes o crescimento econômico teria futuramente suas bases e como seria a mais-valia na sociedade moderna. Nos últimos anos, esse conceito conseguiu se impor frente a outros conceitos concorrentes, como o da sociedade pós-industrial, porque lança muitas questões incomuns e interessantes sobre situações e linhas de desenvolvimento das sociedades modernas. Pode-se empregar o conceito de sociedade do conhecimento não apenas com respeito a peculiaridades da sociedade em seu todo, mas também a problemas de todas as grandes instituições sociais modernas, como Estado, economia, Igreja, família e ciência. Por sua vez, o conceito de sociedade pós-industrial indica uma direção errada, pois a indústria, o chamado setor de fabricação, no qual são produzidos carros, geladeiras, televisores e coisas parecidas, não perde importância. Só que cada vez menos pessoas trabalham na indústria.
Quem está envolvido nessa transformação?
Basicamente todas as pessoas. No mundo do trabalho, na indústria, nas prestações de serviço, como também na agricultura e em todos os setores da economia, coisas decisivas sofrem transformações e todas elas mostram que estamos vivendo cada vez mais numa sociedade do conhecimento. Mesmo o agricultor tem hoje que possuir um alto grau de formação e que lidar com processos e aparelhos técnicos complicados.
O que impulsiona esse desenvolvimento?
Novo na passagem à sociedade do conhecimento não é o surgimento de trabalho baseado no conhecimento, pois sempre houve “peritos”. Mas é novo o grande número de tais empregos, que exigem um trabalho baseado no conhecimento, tanto como sua relativa percentagem no total de empregos e no rápido retrocesso do número de empregos que exigem poucas habilidades cognitivas, ou seja, que se ocupam em fabricar ou movimentar coisas. Além disso, as pessoas que entram agora no mundo do trabalho com muito mais qualificação do que antigamente empenham-se no trabalho com outras expectativas e com mais independência. Isto levará a outras transformações radicais no mundo do trabalho.
Qual é a importância das competências sociais na sociedade do conhecimento?
As mais importantes qualificações neste mundo do trabalho são naturalmente não apenas as habilidades cognitivas, mas também as competências sociais, como a convicção de poder adaptar-se e transformar-se. Em resumo, uma nova autoconsciência. As pessoas jovens e bem formadas tomam hoje a iniciativa. Elas têm a sensação de poder mover algo.
Que efeitos têm as transformações do mundo do trabalho sobre a ordem social?
O desenvolvimento em direção à sociedade do conhecimento é simultaneamente o desenvolvimento em direção a uma sociedade frágil, ou seja, uma sociedade na qual as grandes instituições, o Estado, a Igreja e os grupos empresariais perdem influência. Eles não perdem nada do poder e da autoridade tradicionais, mas perdem em relação ao indivíduo, a pequenos grupos, que cada vez mais têm condições de minar as bases de poder das grandes instituições. Surgem novas relações entre consumidores e grupos empresariais, trabalhadores e executivos, estudantes e a universidade. Esta é uma das mais importantes transformações da sociedade do conhecimento. Mas, ao mesmo tempo, isto não significa que este desenvolvimento abrange todos os indivíduos simultaneamente. Sempre haverá líderes de opinião e pioneiros para determinados desenvolvimentos, que mais tarde serão compartilhados por muitos. Aqueles que decidirem tomar parte ativa desempenharão no futuro um papel muito importante.
De onde vêm os criativos?
Na história da Europa e da América do Norte não há nenhum desenvolvimento que possa ser comparado com as experiências das pessoas nos últimos decênios, principalmente no período entre 1950 e 2000. No fim dessa época, a ameaça permanente de insegurança econômica, que atingia antes quase três quartos da população total, continuou existindo no máximo para cerca de um quinto da população. Se bem que ainda continue havendo pobreza absoluta até mesmo nas sociedades mais ricas, não somente o padrão de vida material da maioria das pessoas, mas também suas possibilidades de formação melhoraram praticamente sem interrupção e freqüentemente com rapidez durante quase 40 anos. É sobretudo a elevação geral do padrão de formação e do bem-estar geral que constitui a peculiaridade ou a singularidade das experiências das gerações hodiernas. São estas transformações de toda a sociedade que oferecem a base para o surgimento tanto de uma aspiração muito mais ampla de criatividade como também de um aumento histórico singular das pessoas criativas.
Seu colega norte-americano, Richard Florida, chegou mesmo a proclamar “The Rise of the Creative Class”, a ascensão da classe criativa, denominando-a o fator decisivo para o sucesso...
De fato, nas sociedades do conhecimento, a criatividade, os fatores cognitivos, o saber e a informação constituem de forma crescente a maior parte do bem-estar de uma empresa. Em outras palavras, com exceção dos produtos e da prestação de serviço bem padronizados, a produção é determinada cada vez menos pelo volume de trabalho tradicional e pelo capital físico. Se e em que proporção os empregos e contextos de trabalho existentes já estão em condições de ocupar empregados com crescentes habilidades e exigências cognitivas é, neste momento, uma questão muito difícil de se julgar. Todavia, pode-se supor que tais possibilidades de trabalho venham a ser cada vez mais necessárias e possíveis, na medida em que as empresas estejam cientes de que empregos com grande autonomia, chances de ação e responsabilidades são condições para um sucesso sustentável da empresa. Em conseqüência disto, as empresas se verão obrigadas a gerar possibilidades de trabalho desta espécie e não a impedi-las.
Richard Florida afirma que a “classe criativa” seria decisiva para o sucesso de cidades e regiões, comprovando isto através do desenvolvimento de cidades e regiões norte-americanas. Pode-se identificar “lugares criativos” também na Alemanha, segundo esse modelo?
Uma importante lei do desenvolvimento social também é válida para a sociedade do conhecimento. É a lei de simultaneidade da não-simultaneidade. Na sociedade do conhecimento também há ainda formas de produção industrial ou conceitos de fé que provêm de sociedades tradicionais: esta normalidade da concomitância temporal e espacial de desenvolvimentos sociais garante que diferentes cidades e regiões deste mundo sejam influenciadas de modo distinto pelo desenvolvimento da sociedade do conhecimento.
E o que significa isto, tomando uma região como exemplo?
Tomemos o exemplo mais próximo, Friedrichshafen. Se bem que esta cidade fique na orla sul da Alemanha, ela tem tudo de uma cidade criativa. Por um lado, uma indústria sólida que constrói motores de navios, peças de automóveis e satélites, empregando pessoal altamente qualificado. Por outro lado, uma periferia muito atraente com muitas possibilidades de lazer no Lago de Constança. E agora, uma universidade de alto prestígio. A taxa de desemprego é uma das mais baixas na Alemanha e a afluência de acadêmicos e de jovens é muito maior do que em outras cidades. As pessoas são criativas e sentem-se bem.
Zeppelin University
A Zeppelin University (ZU) de Friedrichshafen é uma das mais novas universidades na Alemanha. Financiada exclusivamente por verbas privadas, recebeu no semestre de verão de 2003 o reconhecimento estatal. Ela oferece cursos de Bachelor e Master em Economia, Ciências da Comunicação e da Cultura e em Ciências Políticas e Administrativas, voltadas para gerenciamento. O objetivo da ZU é transmitir qualificações em gerenciamento de maneira individual, interdisciplinar e internacional. No mais recente ranking de universidades da revista “Karriere”, de maio de 2007, a novata ZU conseguiu conquistar um lugar entre as dez melhores universidades econômicas.
Revista "Deutschland"
30.08.07 – ECONOMIA CULTURAL:
Cabeças criativas + regiões criativas 
Eles são produtores musicais, editores, galeristas, produtores de filmes ou designers: através de suas idéias, eles se tornam as cabeças criativas da Alemanha, com senso para negócios
Setor se reúne anualmente na Berlinale
Mousse T., produtor musical
Suas mais importantes mercadorias são a marcante criatividade e idéias originais: Mousse T., de 40 anos, explora o setor criativo – como disc jockey e produtor musical de prestígio internacional, ele impulsiona a indústria criativa da Alemanha. A classe criativa – editores, galeristas, produtores de filmes ou designers – fomentam a expansão da economia cultural alemã, com enormes índices de crescimento, altos volumes de venda, potencial para empregos. O dinamismo econômico de um ramo muitas vezes subestimado é promovido por criativos como Mousse T. Sua discografia é como um who-is-who da música pop – dos Backstreet Boys, Fugees, Simply Red até Zucchero. Astros e estrelas da música vêm a Hannover, ao seu estúdio, para que ele componha para eles novos tons na sua mesa de som, produzindo ritmos que soam bem. Mousse T., a garantia de sucesso: sua remixagem de “Sexbomb”, de Tom Jones, foi um sucesso estrondoso no mercado da música, tendo sido vendido mais de 20 milhões de vezes. Ele conseguiu seu grande sucesso como solista com o single “Horny” em 1998. No mesmo ano, foi o primeiro europeu a ser indicado para o Grammy, nos EUA, como o melhor remixer. Filho de um médico turco, ele aprendeu a tocar seu primeiro instrumento com 13 anos de idade, um órgão eletrônico, porque era mais moderno que piano. Mais tarde, como DJ, descobriu os beats eletrônicos, começando assim sua ascensão no dance floor. “Preciso de artistas que me inspirem, que me levem numa direção que eu próprio não tomaria”, diz Mousse T. sobre sua busca pelos sons. Hoje, ele vai rodar vídeos em Los Angeles, viaja para os estúdios de Nova York e atua em clubes de Mykonos. Mas o “cosmopolita” – Mousse T. sobre Mousse T. – permaneceu fiel à sua pátria. Com a sua fábrica de sucessos, a etiqueta “Peppermint Jam Records”, ele já é há tempos um empresário bem-sucedido nos negócios musicais.
Regina Ziegler, produtora de filmes
Ela foi indicada para o Academy Award e o Golden Globe, recebeu o Leão de Ouro de Veneza e o Prêmio Adolf Grimme pela sua obra. Foi homenageada pelo Museum of Modern Art com uma retrospectiva: Regina Ziegler, 63 anos, é a produtora alemã de filmes e televisão de maior sucesso. A lista dos seus filmes premiados é longa; suas produções alcançam um público de milhões de pessoas. Ela já produziu quase 400 filmes para o cinema e a tevê, seriados e documentários, desde que fundou, em 1973, a firma Ziegler Film. Ela encenou uma carreira sob a própria direção e dirige uma das maiores casas autônomas de produção da Alemanha: com sedes em Berlim, Colônia e Munique, um faturamento de dois dígitos de milhões e 28 empregados. Ziegler já se tornou, há tempo, uma “marca registrada” no negócio cinematográfico, conseguindo impor-se com seu otimismo e coragem para o risco, num campo dominado por homens. Uma ascensão fiel ao seu lema: “Se vou pelo deserto, quero deixar rastros”. Arte e comércio não são, para ela, nenhuma contradição. “O filme, para mim, é uma mescla de arte e economia”, diz Ziegler. Ela é considerada uma executiva obstinada e impulsiva, com preferência pela cor vermelha. Será que ela herdou do seu pai a intuição por roteiros interessantes, atores e diretores de cinema convincentes? Seria lógico, pois ele procurava água com uma forquilha de vedor.
Benedikt Taschen, editor
O fotógrafo Helmut Newton o chamou de “um biruta”. Ele próprio diz ser um perfeccionista. Seu credo é fazer o melhor possível aquilo com que se ocupa no momento. E o editor Benedikt Taschen, de 47 anos, está ocupadíssimo. Com a editora, instalada na sua mansão residencial do estilo Gründerzeit, em Colônia, ele causou sensação no mercado livreiro internacional. Alta tiragem, preços baixos: com esta receita de sucesso, Taschen tornou os livros de arte populares e acessíveis. Por ano, ele vende quase 20 milhões de livros de arte, tem negócios próprios em Paris, Los Angeles e Berlim. No mundo todo, segundo Taschen, a cada dois segundos é vendido um livro seu. Seu primeiro livro de arte, sobre Magritte, teve grande sucesso de venda em 1984. Assim nasceu a idéia dos negócios da sua editora, cuja oferta é, hoje, tão espetacular como seu fundador: Taschen editou fotografias eróticas e a bíblia de Lutero, um grosso livro ilustrado sobre o legendário boxeador Muhammad Ali e um pesado e magnífico volume sobre Helmut Newton. Para Taschen, livros não são apenas livros. “Eles são como a água: absolutamente imprescindíveis à vida”. A mesma coisa é com a arte. Ela é como uma pilha que o alimenta de energia.
Harry Lybke, galerista
Museus, como o MoMA de Nova York, mostram exposições dos seus artistas; colecionadores dos EUA não se importam com o longo tempo de espera e com os altos preços para comprar quadros de seus pintores: sua intuição nos negócios e sua habilidade de comercialização no mundo da arte fizeram de Gerd Harry Lybke, 46 anos, o mais bem-sucedido galerista da Alemanha. Homem irrequieto, atua nos bastidores da Escola de Leipzig, mundialmente bem-sucedida, cujo representante mais famoso, Neo Rauch, foi descoberto por Lybke. Nos tempos da RDA, Lybke trabalhou como modelo nu, depois fez suas primeiras tentativas como galerista no seu apartamento de Leipzig. Hoje, a galeria Eigen + Art, em Leipzig e Berlim, é seu centro de gravitação, de onde ele agencia seus artistas para grandes mostras e onde recebe colecionadores e curadores de todo o mundo.
Jette Joop, estilista
Seu talento a impele. “Tenho que criar, senão não sou feliz”, diz Jette Joop, 39 anos, sobre seu ímpeto criativo. Não existe quase nada que não tenha seu design: ela cria roupas, jóias e perfume, projeta bolsas, calçados, acessórios para o banho e roupa de cama. Com suas idéias de design, já construiu uma casa inteira, desde a planta até a decoração do banheiro. Quando criança, já brincava com alfinetes e botões, configurava e pintava figuras voluminosas. Ela teria sido uma cabeça-dura criativa quando era jovem, diz seu pai, o famoso estilista Wolfgang Joop. Com 17 anos, ela foi para Oxford, concluiu lá o ginásio, estudou Desenho Industrial na Califórnia e trabalhou em Nova York como designer para Ralph Lauren e para Barry Kieselstein-Cord, o famoso designer de jóias finas. “Ter disciplina é importante para que as coisas funcionem”, diz Jette Joop. Com a própria força e com muita aplicação, ela desenvolveu suas coleções. Há muito tempo, a multi-estilista com uma firma em Hamburgo, já tem uma griffe no mercado – e mostra habilidade em modelar, comercializar e estilizar, pois freqüentemente, essa loira atraente e de alta estatura é modelo publicitário dos seus próprios produtos. Um pouco de glamour é permitido! Mas ela não se vê como uma integrante do jet set. Ela diz que encara tudo com seriedade e que vê o sentido da vida em aprender e transmitir o conhecimento. Ela também já provou seu talento como professora de Desenho Industrial e como Embaixadora das Crianças, da Cruz Vermelha.
Chris Bangle, designer
Sua linguagem são as formas sem máculas e as linhas perfeitas. Chris Bangle, 50 anos, é designer-chefe da BMW – o motor criativo do terceiro maior fabricante alemão de carros. Seja limusine, coupé esportivo, carro compacto ou utilitário, a intuição de Bangle para formas e gosto dos clientes determina o sucesso da empresa automobilística com um faturamento de quase 50 milhões de euros em 2006. Suas idéias e métodos dão à marca bávara um aspecto inconfundível, introduzido pelo norte-americano na BMW já em 1992. Para Bangle, o design de carros é uma coisa de milímetros, uma corda bamba entre a razão e a estética, que ele domina com pragmatismo, paixão e na pista do sucesso, como demonstra o Red Dot Award de 2007 para Bangle e a BMW, na categoria “design team do ano”.
Ralph Dommermuth, executivo da Internet
O sucesso que alguém pode ter com caixas postais foi demonstrado por Ralph Dommermuth, de 40 anos. Ele opera um dos maiores correios virtuais e milhões de endereços alemães de e-mail pertencem à sua firma. Dommermuth é o “Mister Internet” da Alemanha. Com a empresa United Internet, na cidadezinha de Montabaur e cujas ações são negociadas na bolsa, ele oferece 40 diferentes serviços de e-mail, vende conexões rápidas de internet ou armazena websites em servidores potentes. Seus clientes gostam de navegar, ele de velejar. Como patrocinador principal, apoiou em 2007 a primeira equipe alemã na história da America’s Cup.
Regiões criativas
A Alemanha vive de idéias. Invenções e criatividade são um importante fator econômico para a Alemanha. No país dos construtores de máquina, fabricantes de carros, engenheiros e mecânicos, ronca o motor da economia criativa. A arte, o cinema, a música, a moda, a mídia e o estilo de vida: trabalho criativo na Alemanha tem muitas facetas e um extraordinário potencial econômico, muitas vezes subestimado.
Economia criativa, um setor de crescimento: com índices impressionantes de crescimento, o ramo cria padrões e está, com seus valores, claramente acima dos setores industriais tradicionais. Ele é responsável pela geração de uma parte considerável do PIB alemão.
A economia criativa é uma garantia de faturamento: com seu bilionário volume anual de negócios, o ramo é exemplo de dinamismo econômico. Com um valor adicionado bruto de 35 bilhões de euros, está entre a indústria química e a indústria energética.
A economia criativa gera ocupação: com mais de 800000 empregos na Alemanha, ela já pode medir-se, há tempos, com outros ramos. Onde atuam as cabeças criativas da Alemanha? Um giro com cinco estações ao longo das regiões e cidades criativas da Alemanha:
1) Berlim e Potsdam
O coração criativo da república bate em Berlim. Artistas, músicos, estilistas, produtores de filme, promotores de mídia e outros mais. Como um ímã, a capital atrai os criativos da Alemanha e de todo o mundo. Há escritórios de gravadoras jovens de Kreuzberg e Prenzlauer Berg até Friedrichshain. Durante a feira Popkomm, a cena da música encontra-se em Berlim. Diversas galerias e teatros distribuem-se pelo centro da cidade. Berlim está em moda, com cerca de 200 ateliês de jovens estilistas da nova moda e feiras de moda, como a “Fashion Week Berlin” e a “Premium”. O cinema da região Berlim-Brandemburgo é inseparável de dois nomes: o Festival Internacional do Cinema de Berlim (Berlinale) e o estúdio de Potsdam-Babelsberg, o maior estúdio cinematográfico da Alemanha.
2) Leipzig/Dresden
Na pintura e na fotografia, as duas cidades do leste da Alemanha apontam novas tendências com formato internacional. Uma indústria criativa própria comercializa obras de artistas jovens de Leipzig e Dresden: pintores da Nova Escola de Leipzig, conhecidos no mundo todo sob o rótulo “Young German Artists”, artistas de propaganda e artistas de estética de vídeos e tevê do “Dresden Pop”.
3) Hamburgo
A segunda maior cidade alemã, desenvolve seu potencial criativo, sobretudo no ramo da mídia: aqui ficam as sedes das conceituadas revistas “Der Spiegel” e “Stern” e do semanário “Die Zeit”. Também estão presentes na cidade hanseática os ramos publicitário e de design, bem como centrais alemãs de grandes firmas da indústria musical.
4) Região do Reno e do Ruhr
Esta é uma das mais importantes regiões culturais da Unesco no mundo. Carvão e criatividade: na Região do Ruhr, a economia criativa é um ramo do futuro que impulsiona a transformação estrutural. Essen e a Região do Ruhr serão em 2010 a “Capital Cultural da Europa”. Düsseldorf e Colônia, as metrópoles do Reno, são centros da arte (a feira Art Cologne), da mídia (firmas de produção de tevê) e publicidade (grandes agências).
5) Munique
A metrópole do sul alemão e capital da Baviera é a capital alemã das editoras. Mais de 150 delas radicaram-se em Munique e nas cercanias, obtendo anualmente um faturamento de 1,5 bilhão de euros. Munique também ocupa um lugar de ponta em primeiras edições e reedições de livros.
Oliver Sefrin (Revista “Deutschland")
20.08.07 - DOKUMENTA 12:
Verão de artes na Alemanha 

Cinco grandes exposições valem uma viagem à arte. No centro está o “Museu dos 100 Dias”, a Documenta de Kassel. Ela quer criar um “espaço de experiência” e mostrar que no mundo tudo tem conexão com tudo.
Caímos ali então na teia da arte. Dançarinas deslizam entre as malhas de cordas e peças de roupas se enroscam lá. Os visitantes se espicham para seguir o movimento dos corpos. E já estão no centro do “meio comum”, na exposição e no entrelaçamento da Documenta. Trisha Brown, a dançarina revolucionária de Nova York, dança na sala central do museu Fridericianum a sua performance “Floor of the Forest”. Uma peça de 37 anos na “exposição mundialmente mais importante de arte contemporânea” de Kassel, que se realiza apenas a cada cinco anos? Logo ao lado, tubos curvos de aço com velas de plexiglas parecem assimilar os movimentos da dança, balançando leves e transluzes no espaço e atravessando até mesmo a parede externa do prédio. Tem a performance de 1970 continuidade na escultura de 2007 da brasileira Iole de Freitas – ela própria, aliás, uma dançarina?
Os organizadores da Documenta, Roger M. Buergel e Ruth Noack, falam da “migração de formas” como uma idéia fundamental de sua exposição: as 500 obras artísticas de 113 artistas – entre eles, muitos da África, Ásia e América Latina – são colocados em relação mútua, histórica e estética. A globalização não é nenhuma invenção do presente: por isso sempre há, nesta exposição, referências à “velha arte”, como a miniatura persa do século XIV. Ela mostra uma paisagem persa, desenhada em estilo típico – com um riacho chinês: o artista persa copiou a técnica de ondas estilizadas da China. Em torno disso giram as idéias desta 12ª Documenta – o que acontece quando formas “passeiam”.
Naturalmente, não se trata somente da forma, mas também do conteúdo. Isto é deixado claro pelas três perguntas fundamentais que esta mostra faz aos artistas e ao público e que nos acompanham, como três mantras, pelos lugares da exposição, do Fridericianum, Documentahalle, Neue Galerie, Aue-Pavillons até ao museu no castelo de Wilhelmshöhe: a modernidade é a nossa antigüidade? O que é a vida pura? E o que fazer?
Mas será que queremos nos encontrar com a arte apenas carregados de idéias e cumprindo uma tarefa de formação? Também gostaríamos de nos deixar levar, de descobrir algo para nós mesmos, de explorar – desfrutar –, sem ter que ler as explicações no catálogo. Mas esta Documenta o torna difícil. O que nos diria a girafa “Brownie”, digna de compaixão, mal empalhada e adorada pelos visitantes da Documenta, se não tivéssemos lido que ela viveu no único zoológico da Palestina, morrendo no tiroteio durante a segunda Intifada? De pânico. Certo: “Só se vê o que se sabe” – a citação freqüente dos historiadores de arte sempre tem valia. Todavia, é bastante pesada a abrangência da arte conceitual sócio-política no recinto principal da exposição, os pavilhões de vidro construídos especialmente para isto na Karlsaue. Lá estão eles, parecendo estufas sobre o gramado, diante do castelo Orangerie. No plano dos arquitetos franceses, eram transparentes. Agora, estão cobertos, por causa do sol. No interior ronca o ar condicionado e a arte se mostra em luz tênue, sobre asfalto vermelho. Talvez seja também por causa dessa apresentação, com o charme de um encontro de cúpula das ONGs, que surge a sensação de uma “preleção” permanente sobre as conseqüências da tecnologia genética, sobre colonização, imperialismo, abuso. Tem-se a impressão de “já ter visto” isso – como a série fotográfica de crítica à civilização da norte-americana Zoe Leonard. Algumas coisas são realmente da década de 60, como as instalações de Charlotte Posenenske.
Ao contrário, foi com mão mais leve que Ai Weiwei, de Pequim, conseguiu fazer com que as pessoas lançassem um novo olhar sobre o mundo: para o seu projeto “Fairytale”, ele trouxe 1001 chineses para Kassel, a cidade dos irmãos Grimm. Ele os colocou no estrangeiro, do outro lado do globo, confrontando “suas imagens na cabeça” com a realidade. Uma escultura social, um conto de fadas da globalização. Ai Weiwei já é considerado, muito antes do encerramento do “Museu dos 100 Dias”, em 23 de setembro, o astro desta Documenta, que abre mão de grandes nomes. Isso é bom e temos que admitir: a mostra mundial de arte prescinde do atual, exagerado mercado da arte, aposta na arte dos outsiders, não em sensacionalismo. Ela tece a sua própria teia.
MÜNSTER: Projetos de escultura até 30.09.07
Cada dez anos, a cidade universitária de Münster convida à mostra internacional de escultura. O especial: o melhor meio para se ir de obra de arte a obra de arte é a bicicleta, pois todos os trabalhos estão na cidade, em ruas, praças e parques. Entre os 36 convidados deste ano estão o americano Bruce Nauman, com uma peça de 25 metros de altura, Marko Lehanka, com uma flor falante, e Isa Genzken, que em 2007 organizou também a contribuição alemã à Bienal de Veneza.
FELLBACK: Triennale Kleinplastik
Fellbach fica perto de Stuttgart e organiza neste ano, já pela 10ª vez, a Triennale Kleinplastik que pode ser visitada até 23 de setembro. O evento está estabelecido há tempos no cenário artístico e ocupa-se desta vez com os trabalhos de 56 artistas, sob o título “Bodycheck”. Muito lindo é o pavilhão de exposição, com 2500 metros quadrados, um dos maiores no sul da Alemanha: o “Alte Kelter”, um edifício de enxaimel de 1906, aberto e modernizado.
O MET EM BERLIM: “Os mais lindos franceses vêm de Nova York”
– com este slogan, o museu Neue Nationalgalerie mostra-se coquete. O Metropolitan Museum de Nova York confiou aos berlinenses 150 das suas obras-primas da arte francesa do século XIX. E o público, magnetizado, faz fila para ver de perto os famosos quadros de Manet, Monet, Cézanne ou Degas. Até 7 de outubro
MADE IN GERMANY: o que os artista produzem na Alemanha
Até 26 de agosto três casas de exposição em Hanôver dedicam-se à jovem arte da Alemanha, sendo que em “Made in Germany” não se trata de arte alemã e nem de alemão na arte, mas daquilo que os artistas produzem na Alemanha, o que os une, o que os separa, as possibilidades que lhes oferece a Alemanha como pátria artística. Os 52 artistas, nascidos entre 1961 e 1979, vêm da Alemanha e de outros 14 países, vivem e trabalham entre Hamburgo e Munique, muitos deles em Berlim.
Janet Schayan (Revista "Deutschland")
LINKS:
Dokumenta 12
Skulptur Projekte
Triennale
Metin Berlin
Hannover
15.08.07 – FESTIVAL:
Música na sinagoga 
Muitos concertos, que vão do hip hop à música clássica, marcam o 21º Festival de Cultura Judaica, em Berlim, que começa no dia 31 de agosto e dura 10 dias. A Sinagoga Rykstraße é o palco das festividades e marca a reabertura do local depois de três anos de reformas que agora lhe conferem, não apenas a função de templo religioso, mas também de sala de concertos.
Josiane Cotrim
20.07.07 – CITAS NA CAPITAL:
Exposição espetacular em Berlim 
Tesouros em ouro e múmia são atrações
Para os Citas, quase tudo que brilha é ouro. É o que salta aos olhos em uma grande exposição que acontece no Museu Martin-Gropius. Ali são contadas a história e a cultura desses temidos povos cavaleiros que viveram no primeiro milênio da Era Pré-Cristã, entre o Sul da Sibéria e a Bacia dos Cárpatos. Entre os 6.000 objetos apresentados estão preciosos tesouros em ouro e uma múmia esplendidamente conservada, parte deles pela primeira vez na Europa.
Patrocinam a exposição “Sob o Signo do Grifo de Ouro – Tumbas Reais dos Citas” o Presidente Federal Horst Köhler e o Presidente da Rússia Vladimir Putin, bem como os Presidentes da Ucrânia, do Cazaquistão e da Mongólia. Após Berlim, a exposição do Museu da Pré-História e Antiguidade e do Instituto Arqueológico Alemão (DAI) poderá ser vista em Munique e Hamburgo. Apenas Moscou cederá 600 objetos, sendo que 160 provenientes do Museu Hermitage, de São Petersburgo.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros Frank-Walter Steinmeier, que coordena o Instituto Arqueológico Alemão e abriu a exposição, qualificou o evento como o “símbolo das relações estreitas e valiosas na área científica entre a Alemanha, Rússia, Cazaquistão, Mongólia e Ucrânia.
O Cazaquistão enviou a Berlim uma peça sacra tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional: o “Homem Dourado de Issyk”, datado do século VI ou V da Era Pré-Cristã. Outro ponto alto da mostra são os objetos em ouro encontrados na Tumba Real de Arzan por arqueólogos alemães e russos, entre 2000 e 2003, perto da fronteira entre Rússia e Mongólia. Uma das grandes sepulturas em forma de morro, conhecidas como “Kurgane” ou “Pirâmides das Estepes”, abrigava milhares de objetos.
Brincos, colares de ouro com motivos animais, pérolas aplicadas em trajes, abotoaduras folheadas em ouro para botas, chifres de veado para gorros são as jóias de alto valor artístico, algumas finíssimas, cuja fabricação tinha um papel importante na vida dos Citas. Os homens também eram vaidosos: usavam espelhos de mão e pentes de cabelo. Os arreios de cavalos eram ricamente enfeitados.
A cooperação intensiva entre cientistas do Instituto Arqueológico Alemão (DAI) e parceiros estrangeiros integra a rede de contatos científicos promovida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e torna o DAI um dos pilares da Política Externa Educacional e Cultural alemã.
A exposição no Museu Martin-Gropius-Bau estará aberta até fins de outubro de 2007 e, em seguida, em Munique e Hamburgo.
Redação
LINK:
Museu Martin-Groupius-Bau
28.06.07 – BERLIM DE CARA NOVA:
“Ilha dos Museus” será reformada 
Monumentos tombados terão reforma
O complexo arquitetônico conhecido como “Ilha dos Museus” por abrigar galerias de arte e museus no coração da capital alemã, vai mudar a aparência. O projeto do arquiteto David Chipperfield foi divulgado essa semana e apresenta o novo anexo que a partir de 2012 será a entrada principal do conjunto. A construção utiliza-se de colonadas e muito vidro o que permite uma visão panorâmica de todo o complexo. Um dos locais mais visitados em Berlim, a “Ilha dos Museus” faz parte da lista dos monumentos tombados como Patrimônio da Humanidade pela Unesco que aprovou as obras de reforma.
Josiane Cotrim
07.06.07 - GALERIA VIRTUAL:
Obras de arte via internet 
A galeria de pinturas “Alte Meister” de Dresden é o primeiro museu alemão de nível internacional a existir virtualmente. Cerca de 700 obras de arte podem ser apreciadas na página Dresdengallery. O visitante terá a sensação real de estar visitando uma galeria de arte e poderá interagir informando-se e conversando com outras pessoas sobre arte. A coleção da galeria Alte Meister possui importantes obras de pintores como Rafael, Ticiano, Rubens, Rembrandt, Vermeer, Cranach, Dürer e Holbein.
Josiane Cotrim
11.04.07 - ART COLOGNE:
A mãe de todas as feiras de arte acontece em abril 
Cerca de 190 galerias de arte alemãs e estrangeiras participam da mais antiga feira de arte do mundo, a Art Cologne, quase totalmente voltada para obras de arte modernas e contemporâneas e que, neste ano, acontece em Colônia, no período de 18 a 22 de abril. Jovens expositores estão sendo patrocinados no âmbito do programa “New Contemporaries” (“Novos Contemporâneos”). Outro destaque é o novo e amplo espaço de exposições chamado “Open Space” (“Espaço Aberto”), com 46 galerias onde mais de 50 artistas apresentam seus projetos. Muitas das esculturas e instalações foram criadas exclusivamente para esta edição da Art Cologne.
A idéia de reunir, em uma grande praça de mercado, proprietários de galerias de arte, museólogos, colecionadores e amantes da arte nasceu em Colônia, em 1967. Naquele ano, dezoito comerciantes de arte reuniram-se com Rudolf Zwirner e Hein Stünke, dois proprietarios de galerias de arte de vanguarda, no então chamado “Mercado de Arte de Colônia”, para levar a arte ao grande público de uma forma não-convencional, naquele momento propício a novas experiências.
Há quarenta anos, a Feira teve 15.000 visitantes. De lá para cá, cresceu rapidamente e construiu uma história de sucesso, até tornar-se, nos anos oitenta, já sob o título de “Art Cologne”, a feira de arte clássica e moderna mais famosa do mundo. Com a explosão do mercado de obras de arte em todo o mundo, a Art Cologne inspirou feiras semelhantes, da Basiléia a Londres, de Berlim a Miami.
Em 1995, contudo, a afluência de 350 galerias de arte e de 80.000 visitantes tornou-se um peso para a Feira de Colônia, que decidiu, então, reduzir para 190 o número de galerias de arte e diminuir sua duração. A partir daí, a freqüência média ficou em torno de 70.000 visitantes. Há anos, a “Praça do Mercado” de Colônia fica cercada de expositores de coleções particulares e obras de outras áreas artísticas, como vídeo e fotografia.
Neste ano, tanto colecionadores como comerciantes aguardam, com ansiedade, uma mudança revolucionária: pela primeira vez, a Art Cologne abrirá suas portas não mais no outono, mas na primavera . Com isso, a “mãe de todas as feiras de arte” pretende garantir seu espaço na agenda de suas concorrentes do mundo inteiro. A tradicionalíssima Feira de Arte, que acontece às margens do Reno, já tem uma “filha”: a “Art Cologne de Palma de Mallorca”, que se realizará na ilha mediterrânea Mallorca, no período de 19 a 23 de setembro.
Redação
10.04.07 – PAPA BENTO XVI:
Atração do museu de cera de Hamburgo 
Panoptikum recebe 150 mil por ano
Após seis meses de trabalho o Panoptikum de Hamburgo exibe a imagem do Papa Bento XVI em cera. A apresentação coincide com o aniversário de 80 anos do Pontíficie católico no dia 16 de abril. Criado em 1879 o Panoptikum é o museu de cera mais antigo da Alemanha e recebe 150 mil visitantes por ano. Situado na Reeperbahn, a famosa avenida no coração de St Pauli, bairro de intensa vida noturna, de várias formas de cultura, de luz vermelha, onde o Beatles começaram a carreira.
Josiane Cotrim
02.04.07 - ESSEN:
As duas faces da região do Ruhr 
Altos-fornos e aciarias: isso já era! As catedrais da história industrial já estão abrigando, há tempos, artistas, músicos, designers e gastrônomos. A Região do Ruhr se redefine. “No longínquo Oeste, onde, de poeira, o sol não se vê, melhor,muito melhor do que se crê”. Uma declaração de amor não soaria melhor. Herbert Grönemeyer, o astro da música pop, fez um sucesso musical da sua paixão pela Região do Ruhr, entoando, com poucas palavras, o charme e o dilema dessa região.
Região do Ruhr tem duas faces. E uma tem tanto a ver com a outra como um filme preto e branco e uma projeção de cinerama. Há a indelével imagem da fumaça das chaminés com o barulho das torres de extração. E o menos conhecido: as empresas inovadoras, universidades novas, teatros experimentais e cervejarias ao ar livre. Entre as faces, há 50 anos de transformação radical da maior região industrial da Europa para uma dinâmica região econômica. Transformação estrutural é a denominação trivial do doloroso processo.
“Limpamos o rosto da poeira de carvão”, é o que está escrito numa apresentação da cidade de Essen. Ela quer promover a nova imagem da região. Em 2010, Essen – juntamente com 52 outras cidades e municípios, entre Duisburg a oeste e Dortmund a leste – poderá mostrar como a Região do Ruhr realmente é. Essen foi eleita a Capital Cultural da Europa deste ano por um júri de peritos da UE, que se convenceu do desenvolvimento da região para um novo tipo de metrópole cultural. A paisagem urbana, com delimitações quase imperceptíveis, apresenta-se com o lema “Transformação através da cultura – Cultura através da transformação”. Estão sendo preparados dez projetos-piloto nos setores temáticos “Cidade das possibilidades”, “Cidade das artes” e “Cidade das culturas”. Entre eles, um projeto de exposição e performance ao longo da rodovia B1/A40, a artéria da região, e os Folkwang-Atolle, mais de 20 ilhas artificiais no rio Ruhr, que só podem ser alcançadas por canoas a remo. Único é o projeto “Segunda cidade”. Partes do labirinto de galerias de minas e túneis subterrâneos de vários quilômetros, deverão ser abertas para a arte. “No longínquo Oeste…”.
Janet Schayan (Revista "Deutschland")
02.04.07 - DOCUMENTA 12:
A arte invade Kassel 
Mostra artística superlativa, teste do vanguardismo: pela décima segunda vez, a Documenta abre suas portas para artistas e peritos, flâneurs e curiosos

Piquenique no parque, bandeiras coloridas no céu aberto, flâneurs que dão a cada bar e a cada café a impressão de ser um “encontro de artistas”. Nesses dias em Kassel, tudo rima com arte. “Art Basel” em Miami? “Frieze Art” em Londres? Que nada! Nenhuma chance, no momento, para metrópoles e cidades badaladas. O ilustre mundo das artes vem, neste verão europeu de 2007, para o norte de Hessen, terra dos irmãos Grimm, da Rota das Casas de Enxaimel, da Rota dos Contos de Fada e das calmas margens do lago Edersee.
E novamente 100 dias – de 16 de junho a 23 de setembro – dura a Documenta, a mais importante mostra mundial de arte contemporânea, ponto de encontro do jet set da cultura e prova de fogo para a vanguarda contemporânea. Assim, a partir de junho, a cidade no norte de Hessen estará dominada por excepcional espírito artístico: grandes vultos da arte – tanto Tracey Emin, artista da jovem cena britânica, como Neo Rauch, o já consagrado artista da “Escola de Leipzig” – não paseiam às margens do Tâmisa ou em Miami Beach, mas pelas contemplativas várzeas do riacho Fulda.
Em meio aos acontecimentos artísticos de Kassel, de preferência com uma xícara de chá fumegante, encontra-se o diretor artístico desta Documenta, Roger M. Buergel. Ele próprio diz ser um prussiano, com um ar um tanto vienense. Afinal, o berlinense de nascença reside na capital austríaca. À primeira vista, ele parece apenas modesto, mas logo se descobre nele um homem cheio de visões.
Buergel não quer apenas transformar o Bergpark e o castelo Wilhelmshöhe – que se eleva majestosamente a 285 metros sobre Kassel – em novos recintos da Documenta, mas deseja também um pavilhão temporário de exposições: diante da idílica Orangerie, rodeada de um parque verdejante, deverá surgir um grande “Palácio de Cristal” de 12 mil metros quadrados, ao lado do Fridericianum no centro da cidade, um palco digno para a arte do século XXI.
Nada restou da calma dos primeiros anos da Documenta. Nada mais das razões de que a Documenta tinha sido planejada, naquela época, apenas como uma linda companhia para a mostra Bundesgartenschau. Pois, com a sua apresentação da arte da modernidade, ela conseguiu gigantesca repercussão tanto na Alemanha como internacionalmente. Hoje, a mostra, criada em 1955 pelo designer e professor de arte Arnold Bode, talvez seja comparável apenas com a Bienal de Veneza. Uma espécie de block buster artístico com cerca de 65 mil visitantes que, de cinco em cinco anos, despertam a cidade do norte de Hessen de seu sono de Bela Adormecida. E, tão logo a cidade esteja acordada, a agitação toma conta de Kassel, pois a Documenta é entretanto mais que um Woodstock da arte. Ela é um reconhecido fator econômico, mesmo para os cidadãos de Kassel, que neste meio tempo aceitaram inteiramente a mostra de arte. Desde 1999, Kassel ostenta oficialmente e com orgulho o título de “Cidade da Documenta”.
Quem será este ano o preferido da mídia e dos galeristas? Talvez o brasileiro Ricardo Basbaum que, junto com formandos de Kassel, soldou 20 tinas de metal azul-brancas, cada uma pesando 18 quilos e que, como enviados diplomáticos de aço sob o lema “Would you like to participate in an artistic experience?”, serão enviadas numa longa viagem a 13 outras cidades, do México a Dacar? Ou brilharão artistas como Cosima von Bonin, Saadane Afif ou Gerwald Rockenschaub, que já anunciaram sua participação, se bem que isto, segundo as regras não oficiais mas rigorosas da Documenta, é um privilégio do respectivo diretor artístico da exposição?
De qualquer maneira, é certo que a Documenta 12 transporá fronteiras, por exemplo, com a presença do artista de som Artur Zmijewski, da Polônia, que em 2002 fez furor apresentando uma cantata de Bach com um coro de deficientes auditivos. Mais espetacular ainda: a participação do cozinheiro experimental espanhol Ferran Adrià. Adrià, catalão, considerado às vezes nos círculos culinários o melhor cozinheiro do mundo, ultrapassa ele próprio limites, já tendo sido agraciado com um grande prêmio de design. Uma surpresa que mostra que a Documenta comporta um conceito global de arte. O sistema de arte está, segundo Buergel, diretor da Documenta, entre negócio, lazer e espetáculo. Por isso, ele recomenda o “eros intelectual como contrapeso aos altos preços”. Em verdade, as várias centenas de euros que se paga por um menu da cozinha mágica de Adrià não são nada em comparação com as somas que se tem que pagar hoje por uma obra do artista fotográfico alemão Andreas Gursky. Buergel lastima não ter podido trazer para Kassel, como obra de arte, o “El Bulli”, o restaurante de Ferran Adrià. Por outro lado, ele consola: naturalmente, haverá algo para comer, da cozinha do gênio culinário..
Inken Herzig (Revista "Deutschland")
23.03.07 - CULTURA JUDAICA EM MUNIQUE:
Novo Museu é festejado 
Museu da Cultura Judaica
O prefeito da cidade, Christian Ude, (SPD) disse que o museu custou por volta de 13 milhões e 500 mil Euros e representa o mais significativo projeto da capital da Bavária nos últimos dez anos. A presidente federal do Partido Verde, Claudia Roth e Reinhard Bütikofer consideraram a abertura do museu como um evento de grande importância para a Alemanha. O museu retrata a vida cotidiana dos judeus e mostra que a cultura judaica é parte da vida diária da cidade de Munique e da Alemanha.
A convidada de honra da festa de abertura do museu foi Charlotte Knobloch, presidente da Associação do Culto Israelita de Munique e da Alta Bavária assim como do Conselho Central dos Judeus na Alemanha. Junto com a Sinagoga inaugurada em novembro passado e o Centro Comunitário Judaico o novo museu completa o conjunto de edifícios do Centro Judaico da cidade de Munique. Essa obra foi uma causa defendida por Charlotte Knobloch desde os anos 80. O museu possui cerca de 900 metros quadrados de espaço para exposições.
Josiane Cotrim
09.02.07 - FEIRA DE LIVROS:
Leipzig lê 

A história da feira de livros de Leipzig remonta ao século XVII. Atualmente, é o segundo maior evento do mercado de edição da Alemanha, depois da Feira de Frankfurt, a maior do mundo. Este ano, de 22 a 25 de março, mais de 2 mil editoras de cerca de 30 países diferentes apresentarão ao público presente seus autores, programas e as novidades do mundo editorial.
A ocasião representa uma oportunidade para obter-se informações sobre as tendências do mercado de livros europeu e de língua alemã. Ao lado de palestras, entrega de prêmios e debates o Festival da Leitura, “Leipzig lê”, representa uma extraordinária experiência para o visitante: por toda a cidade, em livrarias, igrejas, museus, bares e cabeleireiros são realizadas leituras diversas.
Josiane Cotrim
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