BONS VENTOS: Economia cresce
OTIMISMO: Crescimento inesperado
CRESCIMENTO: Economia reage
BONS VENTOS: Confiança e recuperação no setor econômico
BARÔMETRO DA CONJUNTURA: Otimismo cauteloso
EXPORTAÇĀO: Aumento relativo
DESEMPREGO: Números estáveis
CLIMA BOM: Empresários e consumidores mais confiantes
ARCANDOR: Sem ajuda federal, grupo declara-se insolvente
CARROS: Vendas crescem no mercado interno
ALÍVIO: Desemprego cai
BAD BANKS: Gabinete decide Projeto de Lei
HYPO REAL ESTATE: Governo assegura 47,31% das ações
CONSUMO: Confiança, apesar da crise
SURPRESA: Deutsche Bank tem trimestre positivo
REUNIÃO ECONÔMICA: Novo pacote de ajuda descartado
FEIRA DE HANNOVER: Driblando a crise
CRISE ECONÔMICA:Novo encontro entre Governo e setor financeiro
HYPO REAL ESTATE: Governo faz sua oferta
COOPERAÇÃO: Alemanha é o 2º maior doador do mundo
CÚPULA DO G20: "Divisor de águas", classifica Steinbrück
TRENS: Siemens e China fecham novo negócio
OPEL: Ministro da Economia se encontra com a GM nos EUA
ÍNDICE: Melhores expectativas para a economia
AJUDA PARA EMPRESAS: Gabinete define regras
LISTA NEGRA: Paraísos fiscais no alvo do G20
BONS NEGÓCIOS: China engorda a economia alemã
BANCOS: Gabinete aprova compra de ações
G-20: Encontro preparatório em Berlim
EMPREGOS: Mais desempregados em janeiro
PACOTE ECONÔMICO: Apesar de medidas em vigor, ceticismo
FRANKFURT: Aeroporto será ampliado
SEGUNDO PACOTE: 50 bilhões para impulsar a economia
COMMERZBANK: Mais ajuda
EURO: Eslováquia é a nova integrante da zona monetária
REFORMA TRIBUTÁRIA: Antes do fim de 2009 não
DADOS PESSOAIS: Grupo especial investigará extravio
EXPORTAÇÕES: Crescimento apesar da crise
ECONOMIA CRIATIVA: Berlim no olho do furacão
BENS DURÁVEIS: Primeiros resultados da pesquisa 2008
ORÇAMENTO 2009: Bundestag aprova valores
INFLAÇÃO: Queda acentuada em novembro
OPEL: Governo considera pedido de socorro
VOLKSWAGEN: Vendas em queda
NATAL: Alemães devem gastar menos
DEUTSCHE BAHN: Privatização adiada
EMPREGO: Novo recorde
BAYERNLB: O primeiro banco a pedir socorro
BANCOS: Pacote é aprovado
PACTO SOLIDÁRIO: A construção do Leste
DESEMPREGO: Queda continua
CRISE FINANCEIRA: As poupanças estão seguras, diz Ministro
FÁRMACOS: Aumento nas exportações
DEUTSCHE BAHN: China tem interesse
FUSÃO BANCÁRIA: Negócio de quase 10 bilhões
AVIAÇÃO: Lufthansa quer super Airbus
ARRECADAÇÃO: Superávit de 6,7 bi no 1° semestre
FEIRA DO CONSUMIDOR: IFA expõe eletrodomésticos
AIRBUS: Entregue primeiro A380
LUFTHANSA: Vôos cancelados e impasse
PIANOS STEINWAY: De Hamburgo para o mundo
MENOS DESEMPREGADOS: Em busca do pleno emprego
DERIVADOS DO LEITE: Boicote deixa prateleiras vazias
COMÉRCIO EXTERIOR: Mantendo o primeiro lugar
BARÔMETRO MORAL: Preferência "socialmente responsáveis":
NEGÓCIO DA CHINA: Interesse pelo trem alemão
MERCADO DE TRABALHO: Cada vez menos desempregados
CLIMA QUENTE PARA NEGÓCIOS: Resultados continuam positivos
GREVE GERAL: Transportes paralisados
QUEDA NO DESEMPREGO: Demanda por mão-de-obra continua
FISCO: Lamentável sonegação
NUTRIÇÃO: Opção pelo orgânico
UM BOM COMEÇO: Pagamento na zona euro já funciona
ENERGIA SOLAR: O sol nasce no leste
SUPERÁVIT: Motivo de comemoração
ECONOMIA TOP: Alemanha em alta com gestores e executivos
SALÁRIOS: Mínimo em discussão
EISWEIN 2007: Uma safra bem sucedida
RENAS NATALINAS: Criação em Brandemburgo
FERROVIÁRIOS: Braços cruzados por melhores salários
VIRADA DA ECONOMIA: Após o boom do emprego
CAMPEÃ DO MUNDO: Alemanha foi quem mais exportou em 2007
MAQUINÁRIO PESADO: Segunda maior indústria do país
DE BRAÇOS CRUZADOS: Trens paralisados
FROTA COMERCIAL: 40% dos navios de containers são alemães
COMPRAS ON-LINE: Recorde de lucro
HALLOWEEN: O horror aquece o comércio
A TODO VAPOR: Prognósticos positivos
EXPORTAÇÕES: Crescimento continua
QUEDA LIVRE: Índice de desemprego em baixa
SAPATOS: Novas tendências
CRESCIMENTO: Benefício é para todos
CONJUNTURA 2007: O futuro diante dos olhos
BONS VENTOS DO LESTE: “Faróis” nos novos Estados federado
“MADE IN GERMANY”: Exportações em alta
PRIVATIZAÇÃO: Trilhos e estações ficam com o Estado
AIRBUS: Partilhando responsabilidades
AVIAÇÃO: Lufthansa e AirUnion juntas
CONTAS EM DIA: Alemanha quer zerar dívidas até 2011
ATRAÇÃO ECONÔMICA: Alemanha é favorita de investidores na Europa
BOOM DE EMPREGO: Cai número de desempregados
HAMBURGO: Investimento pesado no porto
EURO: Moeda como fator de sucesso
FABER-CASTELL: Explorando negócios no Brasil com responsabilidade
DESEMPREGO EM QUEDA: Índice registrado é o melhor desde 2002
FEIRA DE HANNOVER: Parceria turca atrai empresários para o evento
CONTRA A PIRATARIA:Sugestões para combater falsificações
ECONOMIA VERDE: Mais empregos e qualidade de vida
ECONOMIA EM ALTA: Alemanha Oriental de vento em popa
HANNOVER HIGH TECH: CeBIT, maior feira tecnológica do mundo,
dita
as tendências do setor
SETOR AEROESPACIAL: Reestruturação da Airbus
NAVIOS: Estaleiros produzem mais
BRINQUEDOS: Setor otimista
DEUTSCHE BANK: Desempenho recorde continua em 2007
25.08.09 – BONS VENTOS:
Economia cresce 
Construção em recuperação
Confirmando informações divulgadas no início do mês, o Departamento Federal de Estatística (Destatis) divulgou crescimento de 0,3% do Produto Interno Bruto alemão no primeiro semestre de 2009. Apesar de ser ainda um número baixo, a notícia é vista com otimismo após a pior recessão registrada ano país nos últimos 60 anos. A propensão ao consumo e as despesas estatais impulsionaram o país a sair da recessão.
Os alemães compraram 0,7% a mais, o que é creditado à estabilidade dos preços e ao incentivo do Governo para a compra de carros. O governo aumentou seus gastos em 0,4%. O motor de crescimento da economia alemã durante os últimos anos, as exportações, ainda são motivo para preocupação. Devido à desaceleração global, houve diminuição na procura dos produtos "Made in Germany".
Por outro lado, a confiança dos empresários também melhorou em agosto. O índice do instituto „ifo“, o mais importante da Alemanha, mediu um aumento de 87,4 pontos para 90,5 pontos no clima para os negócios. O instituto entrevistou 7 mil empresários de diversos setores.
Mariana Antoun
18.08.09 - OTIMISMO:
Crescimento inesperado 
Boas notícias
A opinião dos especialistas econômicos alemães em agosto sobre os rumos da economia do país foi melhor do que esperado em agosto. O índice do Centro Europeu de Pesquisa Econômica (ZEW) sobre expectativas conjunturais saltou 16,6 pontos para 56,1. No último mês o indicador havia surpreendido com uma ligeira queda e ficado em 39,5 pontos. Os números positivos sobre o crescimento do produto interno bruto ano segundo trimestre impulsionaram a avaliação dos especialistas em mercado financeiro.
A sequência de aumentos nas encomendas de exportação confirmam que as perspectivas econômicas estão melhorando na Alemanha. "A economia alemã está em sincronia com a economia global e, portanto, é preciso esperar um recuperação apenas gradual", disse o presidente do ZEW, Wolfgang Franz.
Mariana Antoun
13.08.09 - CRESCIMENTO:
Economia reage 
O pior já passou?
A Alemanha registrou, pela primeira vez desde o início de 2008, crescimento em sua economia. O fim da recessão, após o inesperado saldo positivo de 0,3% registrado em relação ao bimestre anterior, é visto como sinal claro de recuperação da economia e os prognósticos até o fim do ano são menos pessimistas. Ao todo a economia alemã deve encolher 3,5% em 2009, menos que os 3,8% previstos anteriormente.
O Departamento Federal de Estatísticas aponta o aumento no consumo privado e público, nos gastos na construção civil e no comércio pela internet como fatores que embalaram o crescimento do país. Também houve recuperação no comércio exterior e grande redução das importações, o que fez com que a balança comercial ficasse positiva. No entanto, ainda é cedo para falar de um final feliz na novela da crise econômica. Desde o início de 2008 o PIB (Produto Interno Bruto) alemão encolheu 6,5%, voltando ao nível de 2005.
Mariana Antoun
28.07.09 - BONS VENTOS:
Confiança e recuperação no setor econômico 
Lucro recorde
A confiança do consumidor alemão na economia continua crescendo. De acordo com a Sociedade de Pesquisa do Consumidor (GfK), em pesquisa divulgada na segunda-feira (27.07), a vontade de voltar a fazer grandes compras vem aumentando significativamente. A motivo seria a redução da taxa de inflação, responsável por preços mais estáveis.
O Deutsche Bank também comemorou bons resultados na semana. O banco divulgou seu balanço semestral e apresentou um lucro de 2,3 bilhões de euros no primeiro semestre do ano. A parcial é muito superior à marca de 2008. No mesmo período do ano passado o lucro foi da ordem de 500 milhões de euros. „O setor bancário e os mercados financeiros estão se estabilizando, mas as perspectivas para o resto de 2009 dependem de como a economia mundial vai continuar reagindo à crise econômica“, disse Josef Ackermann, presidente do Deutsche Bank.
Glaucimara Silva
14.07.09 - BARÔMETRO DA CONJUNTURA:
Otimismo cauteloso 
A crise já passou?
Após alguns meses em alta, a confiança dos investidores europeus na Alemanha perdeu o fôlego. De acordo com o Centro Europeu de Pesquisa Econômica. (ZEW), de Mannheim, o grau de expectativa para a economia alemã recuou 5,3 pontos, passando de 44,8 em junho, para 39,5 em julho. No entanto, o dado é significantemente superior à média histórica do país, que é de 26,3 pontos.
Um dos riscos apontados como comprometedores do desenvolvimento econômico foi a questão sobre como funcionará a concessão de crédito a empresas e famílias.De forma surpreendente, como fatores positivo apontados pelos 289 empresários consultados estão os números de encomendas e da produção industrial.
Mariana Antoun
09.07.09 - EXPORTAÇĀO:
Aumento relativo 
Engrenagens à pleno vapor
O setor exportador alemão sofre, apesar de um ligeiro aumento das exportações em maio, com a recessão mundial. As exportações aumentaram em comparação com abril em 0,3 %, mas é preciso levar em conta fatores sazonais. Em comparação com maio de 2008, no entanto, ela caiu 24,5%, alcançando 60,7 bilhões de euros, de acordo com o Departamento Federal de Estatísticas.
Simultaneamente, na Alemanha, em maio as importações chegaram a 51,1 bilhões, um aumento 2,1 por cento, menor do que em abril. O superávit comercial alemão aumentou ligeiramente para 9,6 bilhões de euros, depois de contabilizar 9,4 bilhões em abril. Em maio de 2008, o saldo da balança comercial, no entanto, era de 14,5 bilhões de euros.
Mariana Antoun
30.06.09 - DESEMPREGO:
Números estáveis 
Mercado estável
O mercado de trabalho alemão permanece estável refletindo o momento de recessão, informou a Agência Federal do Trabalho. A Agência divulgou esta semana o índice de desemprego no país, que caiu 0,1 ponto percentual, chegando a 8,1%. A Alemanha tem hoje 3,21 milhões de desempregados. „O impacto da crise ainda é moderado", disse o chefe da Agência, Frank-Juergen Weise, terça-feira (30.06), em Nurembergue. Segundo ele, o uso freqüente de mão-de-obra temporária, comum nesta época do ano no país, estabiliza os efeitos da presente crise econômica sobre o desemprego. Se os efeitos se prolongarão até o próximo ano, ainda é uma questão em aberto. Para o outono europeu já é esperado um aumento no desemprego.
Mariana Antoun
22.06.09 - CLIMA BOM:
Empresários e consumidores mais confiantes 
De volta às compras
O clima econômico na Alemanha melhorou no último mês. Empresários e consumidores estão mais confiantes na recuperação da economia do país. O índice do respeitado instituto Ifo de Munique, que mede o clima para negócios entre cerca de 7 mil empresários alemães, aponta um crescimento de 84.4 pontos em maio, para 85.9 pontos em junho. É a terceira vez consecutiva no ano que a confiança do empresariado sobe.
Já a Sociedade de Pesquisa sobre Consumo, de Nurembergue, aponta que o clima de consumo, medido entre 2 mil famílias, deve subir no próximo mês. Em junho o índice que mede a expectativa do consumidor foi de 2,6 pontos, em julho espera-se uma marca de 2,9 pontos. O aumento de confiança na economia alemã indica que os executivos da maior economia da Europa acreditam que a tendência de recessão está passando. Entre as famílias, os próximos dados sobre o desemprego no país serão determinantes para o aumento efetivo do consumo.
Mariana Antoun
10.06.09 - ARCANDOR:
Sem ajuda federal, grupo declara-se insolvente 
Tempos difíceis
O grupo comercial e turístico Arcandor declarou-se insolvente na terça-feira, 09.06, um dia depois do Governo Federal negar crédito ou um empréstimo de emergência para evitar a falência da companhia. A empresa, que opera negócios em 28 nações, uma cadeia de 90 lojas de departamento da Karstadt na Alemanha e três lojas de luxo, já apresentava um quadro problemático muito antes da recessão mundial.
A Chanceler Federal Angela Merkel defendeu a posição do governo de deixar o grupo varejista colapsar, alegando que um administrador de insolvência teria mais condições de salvar a parte saudável da empresa e evitar mais perdas de empregos. No mercado, a decisão foi entendida como uma advertência aos alemães, deixando claro que Berlim tem traçada uma linha, para além da qual não vai salvar grandes corporações.
Apesar da situação dramática a Arcandor, que emprega 43 mil pessoas na Alemanha, salientou que todas as suas lojas permanecerão abertas, honrando as garantias sobre todas as mercadorias.
No entando, a crise financeira continua deixando marcas na economia alemã. O Departamento Federal de Estatísticas divulgou na quarta-feira, 10.06, relatório com o número de falências no país no primeiro trimestre de 2009. O número de concordatas coorporativas aumentou para 7.712, crescimento de 10% se comparado com o mesmo período de 2008. Em contrapartida, o número de consumidores insolventes abrandou em 2,4%, em comparação com o mesmo período do ano passado, caindo para 24.106 pedidos.
Glaucimara Silva
04.06.09 - CARROS:
Vendas crescem no mercado interno 
Enfrentando a crise
As vendas de automóveis para o mercado interno alemão foram as maiores no mês de maio desde 1991, quando houve um boom proporcionado pela reunificação do país. Os montadoras venderam 384 mil unidades em maio, 40% a mais que no mesmo mês no ano passado. Já nas exportações o cenário requer cautela. O país exportou 246 mil carros, 24% menos do que no mesmo mês em 2008. No entanto, houve uma leve recuperação em relação a abril, quando foram exportados 221 mil unidades, uma marca 48% menor do que em abril de 2008.
Os fabricantes de carros da Alemanha, assim como no restante do mundo, foram severamente prejudicados pela crise financeira mundial. Para enfrentar as dificuldades do setor, o governo oferece um bônus de 2.500 euros para quem quiser trocar um carro usado por outro zero quilômetro.
Mariana Antoun
28.05.09 - ALÍVIO:
Desemprego cai 
Boa notícia
A Alemanha gerou mais empregos entre maio e abril deste ano. Foram 127
mil novos postos de trabalho ocupados. Contudo, foram 175 mil
trabalhadores desempregados a mais que em 2008. A taxa de desemprego
caiu em maio 0,4 %, passando para 8,2%. Em 2008 esta taxa estava em
7,8%. De acordo com o Diretor da Agência Federal de Emprego,
Frank-Jürgen Weise, a geração de empregos, comum nesta época do ano,
começou tarde. A análise de outros dados sobre a economia alemã não
permite ainda que se fale em uma reversão de tendência.
O índice de inflação da Alemanha, assim como em toda a chamada „zona do
Euro“, alcançou zero ponto percentual. É a primeira vez em 20 anos que a
vida na Alemanha não fica mais cara. Os preços do óleo combustível e da
gasolina, que caíram significantemente nos últimos meses, são apontados
como os principais responsáveis pelo índice.
Mariana Antoun
13.05.09 - BAD BANKS:
Gabinete decide Projeto de Lei 
Salvação?
O Governo Federal decidiu o formato do Projeto de Lei sobre os chamados bad banks, ou bancos podres. Ele visa livrar os bancos privados de ativos ruins e reconstruir a confiança no setor financeiro. Estima-se que os bancos alemães mantenham mais de 200 bilhões de euros em títulos podres.
O Projeto de Lei elaborado pelo Ministro da Fazenda, Peer Steinbrück permitem aos bancos remover ativos tóxicos de seus balanços e atribuir-lhes a entidades criadas especificamente para recebê-los. Em contrapartida os bancos receberão garantias do Estado, pelas quais deverão pagar, assim como cobrir eventuais prejuízos.
O governo ainda está acertando detalhes para uma solução semelhante para os bancos estatais alemães, que são de propriedade do país, e dos governos regionais.
Mariana Antoun
07.05.09 - HYPO REAL ESTATE:
Governo assegura 47,31% das ações 
Saída encontrada?
O Hypo Real Estate (HRE), instituição financeira severamente atingida pela crise econômica mundial, está próximo de uma nacionalização sem expropriação. O Governo alemão adquiriu na quinta-feira (07.05) 47,31% das ações da instituição de Munique. Embora seja menos do que os 50% inicialmente negociados, o Estado deve assumir o controle do banco.
O próximo passo no plano de recuperação do HRE, que já recebeu garantias do Governo na ordem de 87 bilhões de euros, será a ampliação do capital social da instituição com a oferta pública de ações pelo valor de 1,39 euro, que não poderão ser compradas por antigos sócios. A decisão final sobre o tema sairá de uma assembléia-geral dos acionistas do HRE, prevista para o dia 02 de junho.
Mariana Antoun
30.04.09 - CONSUMO:
Confiança, apesar da crise 
Estímulo
O clima de consumo na Alemanha permanece em alta, apesar da crise. O humor dos consumidores se manteve estável em abril, informou a Sociedade de Pesquisa do Consumidor (GfK) na segunda-feira (27.04), em Nurembergue. Além do baixo índice de inflação, os recentes incentivos ao consumo ajudaram a manter o otimismo. „Os consumidores ainda estão desafiando as notícias negativas sobre quedas de encomendas e produção", informa a GfK. Contudo, o bom comportamento da demanda interna atenua mas não compensa as perdas que o país vem sofrendo com a queda nas exportações e no investimento.
Mariana Antoun
28.04.09 - SURPRESA:
Deutsche Bank tem trimestre positivo 
Rindo atôa
O Deutsche Bank alcançou um inesperado resultado positivo no primeiro trimestre de 2009. Com uma recuperação surpreendente no volume de investimentos, o saldo positivo da instituição foi de 1,2 bilhão de euros nas movimentações entre janeiro e março. Em 2008 o banco teve prejuízo de 141 milhões de euros devido à pressão da crise financeira.
Mariana Antoun
23.04.09 - REUNIÃO ECONÔMICA:
Novo pacote de ajuda descartado 
Sem sentir os efeitos da crise
Representantes de empresas, trabalhadores e bancos se reuniram na última quarta-feira (22.04) com o Gabinete da Chanceler Angela Merkel para avaliar os efeitos concretos dos dois pacotes de ajuda econômica implementados pelo Governo. Houve consenso de que um novo programa de estímulo não é necessário. Ao término da reunião não foi anunciada nenhuma medida concreta.
Este é o segundo encontro do tipo organizado pela Chanceler para trocar impressões sobre os rumos da crise na Alemanha com representantes dos diversos setores da economia. Apesar da recessão, a confiança dos investidores alemães subiu em abril, em uma seqüência de notícias positivas sobre os rumos da crise e a expectativa de que o país volte a crescer até o fim do ano.
Mariana Antoun
20.04.09 - FEIRA DE HANNOVER:
Driblando a crise 
Alta tecnologia nos negócios
O lema da Feira de Hannover é eficiência energética. Todos os setores da indústria encontram-se diante do desafio de utilizar recursos com eficiência, bem como oferecer produtos e tecnologias eficientes sob o aspecto da energia. O tema será o foco da mostra especial „Eficiência energética em processos industriais“, concentrando- se principalmente em aplicações concretas, soluções e consultoria. Serão mostrados também projetos de referência e uma instalação-modelo de produção.
A Feira de Hannover de 2009 reúne ao todo 13 Feiras-Guia. Novos temas como, por exemplo, a Feira-Guia Vento, um Diálogo Global sobre Energia – entre outros, com o Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, o Ministro das Energias da Rússia, Sergej Schmatko, e o Comissário das Energias da UE, Andris Piebalgs –, e numerosos eventos especiais sobre temas atuais como automação, técnica de acionamento, fornecimento de peças ou pesquisa e desenvolvimeno determinam as tendências atuais. Em tudo isso, a feira focaliza temas que, também e especialmente na crise, são importantes, como eficiência energética e liderança tecnológica.
A República da Coréia é o país-parceiro da Feira de Hannover de 2009. Essa nação asiática oriental ocupa um papel de liderança na construção de máquinas e instalações, na indústria automobilística e na tecnologia da informação no mundo inteiro. O país é o quarto maior parceiro comercial da União Européia e está se esforçando para firmar-se ainda mais na Europa. Atualmente estão em curso negociações sobre um acordo de livre comércio e numerosas cooperações na área de pesquisa e desenvolvimento foram criadas nos últimos anos.
Mais de 1.000 eventos como congressos, fóruns de debates, seminários e workshops também irão proporcionar aos visitantes da Feira de Hannover de 2009 a possibilidade de informar-se sobre temas do futuro, aproveitar para si a abrangente transferência de conhecimentos junto com tomadores de decisão das áreas de economia, política e indústria – e não apenas ver as modernas tecnologias, mas também vivenciá-las e compreendê-las.
Também a Iniciativa Nova Geração TectoYou fará parte, pela terceira vez, da Feira de Hannover. O objetivo da TectoYou é mostrar aos alunos do ensino médio perspectivas na área de formação técnica e cursos universitários, sentir a técnica na própria pele e fazer contato direto com engenheiros e responsáveis pelos recursos humanos da indústria. O elemento central de TectoYou são excursões temáticas guiadas por estandes selecionados da feira. TectoYou é um projeto conjunto da Feira de Hannover e da Iniciativa „Alemanha – Terra das Idéias“, juntamente com numerosas empresas-parceiras e associações.
Redação
14.04.09 - CRISE ECONÔMICA:
Novo encontro entre Governo e setor financeiro 
Avaliando resultados...
O gabinete da Chanceler Angela Merkel marcou para o próximo dia 22 de abril um novo encontro entre o Governo Federal e representantes de federações industriais e comerciais, economistas e diretores de empresas. O foco da reunião é avaliar os efeitos reais dos dois pacotes do Governo de estímulo à economia e a pressão da conjuntura internacional sobre a economia nacional. A Alemanha, maior economia da Europa, enfrenta a pior recessão desde a 2a Guerra Mundial. No entanto, um Porta-Voz do Governo garantiu que um terceiro pacote de ajuda não estará em questão.
Mariana Antoun
09.04.09 - HYPO REAL ESTATE:
Governo faz sua oferta 
Ainda tem salvação?
O Governo alemão fez sua oferta pelas ações do banco de investimentos imobiliários Hypo Real Estate, em dificuldades financeiras desde o ano passado. Foi oferecido 1,39 euro pelas ações, mais do que o valor mínimo legal de 1,26 euro. O Fundo de Estabilização do Mercado Financeiro, SoFFin, justificou sua decisão em nota: „A oferta é a chance de os acionistas do HRE de receberem um valor atrativo por seu investimento“.
O interesse do Governo é de obter controle majoritário da instituição financeira, para poder saneá-la e depois revender suas ações, um investimento que custará 290 milhões de euros, caso o negócio seja fechado.O Governo alemão já deu à instituição 87 bilhões de euros em garantias públicas desde que o HRE entrou em dificuldades, em outubro de 2008.
Mariana Antoun
06.04.09 - COOPERAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO:
Alemanha é o segundo maior doador do mundo 
Cumprindo com suas obrigações
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD, na sigla em inglês) divulgou no final de março os resultados relativos à Assistência Oficial ao Desenvolvimento (ODA, na sigla em inglês) em 2008. As doações superaram a marca de 2007 (U$ 103,5 bilhões) e atingiram 119,8 bilhões de dólares. Isso representa 0,30% do Produto Interno Bruto (PIB) das 22 nações que contribuem com o fundo.
De acordo com os números, a Alemanha continuou com sua obrigação e foi uma das maiores doadoras. Com um volume de 13 bilhões de dólares, o país ficou atrás apenas dos Estados Unidos (U$ 26 bilhões) no ranking das nações que mais contribuem ao desenvolvimento, seguido por Grã-Bretanha (U$ 11,4 bilhões), Franca (U$ 11 bilhões) e Japão (U$ 9,4 bilhões).
As doações alemãs ao ODA representam 0,38% do PIB nacional e mostram que mesmo em tempo de crise econômica o país segue com sua política de desenvolvimento, aumentando inclusive a sua parcela de ajuda. O crescimento foi de 5,7% em relação ao ano anterior. Em 2007, a Alemanha doou 0,37% de seu PIB, o equivalente a U$ 12,3 bilhões.
Os maiores crescimentos em volume foram registrados por Grã-Bretanha, Estados Unidos, Espanha, Canadá, Japão e Alemanha. Cinco países (Dinamarca, Luxemburgo, Holanda, Noruega e Suécia) ultrapassaram a meta da ONU, que estimou um valor de doações de 0,70% do PIB para cada nação.
Glaucimara Silva
03.04.09 - CÚPULA DO G20:
"Divisor de águas", classifica Steinbrück 
O Ministro alemão da Fazenda, Peer Steibrück, classificou o encontro em
Londres dos países do G20 -- grupo que reúne os países mais ricos do
mundo e principais emergentes -- como um "divisor de águas" para a
regulamentação do mercado financeiro. A Alemanha saiu satisfeita da
reunião, que acatou pontos considerados fundamentais pelo país para se
solucionar a atual crise finaceira e evitar que uma crise venha a ocorrer.
Entre eles estão uma rígida regulamentação do mercado financeiro,
combate aos paraísos fiscais com a publicação de uma "lista negra" e
fortalecimento das instituições de de fomento a países em
desenvolvimento, como o Fundo Monetário Internacional. "Nós fizemos
grandes avanços", declarou Steinbrück, que está em Praga, na República
Tcheca, para um encontro de Ministros da Fazenda. "Estou muito
satisfeito, especialmente pois os Estados Unidos colaboraram para que
chegássemos a essa solução de regulamentar melhor o mercado financeiro",
ressaltou o Ministro.
Mariana Antoun
20.03.09 - TRENS:
Siemens e China fecham novo negócio 
Alta velocidade
A alemã Siemens e suas parceiras regionais fecharam novo negócio com a China. O país encomendou mais 100 novos trens de alta velocidade. A Siemens fornecerá componentes no valor de 750 milhões de euros, enquanto a montagem dos veículos será realizada pelas empresas parceiras na China.
O primeiro trem do tipo Velaro – uma nova geração do ICE 3, com – deve começar a rodar pelos trilhos chineses até o final de 2010. Hoje já circulam pelo país 11 veículos de alta velocidade, todos de uma encomenda anterior de 60 trens feita à Siemens, que promete novos negócios.
Glaucimara Silva
18.03.09 - OPEL:
Ministro da Economia se encontra com a GM nos EUA 
Salvação para a montadora?
O Ministro da Economia da Alemanha, Karl-Theodor zu Guttenberg, esteve nesta semana nos Estados Unidos. Em sua primeira viagem à América desde que assumiu o cargo, o Ministro se encontrou com executivos da General Motors, Larry Summers, conselheiro econômico do presidente norte-americano Barack Obama, Timothy Geithner, secretário do Tesouro dos EUA, e representantes de diversos bancos.
Na pauta das discussões, a situação da Opel, subsidiária alemã da General Motor e a preservação de marcas e patentes dessa filial na Europa. Depois de um encontro com os principais executivos da GM, Guttenberg disse que, pela primeira vez, a companhia mostrou disposição para colaborar com o Governo da Alemanha.
O Ministro alemão mostrou-se satisfeito com o resultado do encontro. „O vislumbre de esperança para a Opel voltou a ficar claro“, disse. No entanto, o caminho para uma possível salvação da companhia alemã é longo. Ele depende do esclarecimento de dúvidas de Berlim sobre o conceito de saneamento da empresa pela GM e da apresentação do projeto ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, até o fim de março.
Glaucimara Silva
17.03.09 - ÍNDICE:
Melhores expectativas para a economia 
Voltando ao eixo
O clima começa a melhorar e especialistas já veem um final para as sucessivas quedas na economia alemã. O Centro para Pesquisa em Economia na Europa (ZEW/Mannheim) divulgou na terça-feira (17.03) os resultados de sua última sondagem. De acordo com o ZEW as expectativas para a Alemanha estão levemente melhores e na opinião dos 291 entrevistados a conjutura já se estabilizou.
Na segunda-feira (16.03) o Departamento Federal de Estatísticas da Alemanha também divulgou os números relativos à exportação e importação pelo país em 2008. As exportações cresceram 3,1% e atingiram o valor de 994,9 bilhões de euros, um novo recorde graças ao desempenho no primeiro semestre do ano passado. Já as importações tiveram um aumento de 6,3% (818,6 bilhões de euros).
Glaucimara Silva
05.03.09 - AJUDA PARA EMPRESAS:
Gabinete define regras 
Contra a crise
Na reunião desta semana, o Gabinete (Kabinett) do Governo Alemão definiu regras claras para o apoio do governo a empresas privadas. Ao todo estão disponíveis 100 bilhões de euros, estipulados pelo segundo pacote de ajuda econômica, já aprovado pelo parlamento. Deste total, 75 bilhões de euros vão para garantias em empréstimos e 25 bilhões para o programa de crédito de reconstrução KfW (Kreditanstalt für Wiederaufbau).
Foi definido que apenas empresas com papel significante na economia nacional ou regional receberão garantias ou créditos, desde que esgotadas as possibilidades no setor financeiro privado. Entre outras exigências, elas precisam comprovar que não enfrentavam dificuldades antes da crise e que existe um plano de perspectivas positivas para a aplicação da ajuda. Foi criado um Conselho para decidir para quais empresas vai a ajuda.
Mariana Antoun
04.03.09 - LISTA NEGRA:
Paraísos fiscais no alvo do G20 
Sem tolerância
No futuro, nenhuma nação, instituição ou produto financeiro deverá estar livre de uma regulamentação de mercado, afirmaram os ministros das Finanças de Alemanha e França, Peer Steinbrück e Christine Lagarde, em encontro em Paris na terça-feira (03.03). A reunião faz parte dos preparativos para a próxima Cúpula do G20 – grupo que reúne os países mais ricos e principais emergentes – que acontece em Londres no dia 2 de abril.
Os dois defenderam que é necessária uma ação enfática contra qualquer centro financeiro que que não coopere na luta contra a sonegação e lavagem de dinheiro. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) prepara uma „lista negra“ de países que não vêm cooperando para ser apresentada na reunião do grupo. Embora o objetivo da próxima reunião do G20 seja discutir formas conjuntas de combater a crise financeira global, Steinbrück e Lagarde garantiram que nenhum pacote de ajuda está sendo planejado.
Mariana Antoun
26.02.09 - BONS NEGÓCIOS:
China engorda a economia alemã 
Contratos milionários
No meio da crise, boas notícias para a economia alemã: a China acaba de assinar contratos milionários com a indústria de grande porte, e mais negócios estão em vista.
No Fórum Econômico entre Alemanha e China, realizado em Berlim, na quarta-feira, 25.02, empresas alemãs ficaram satisfeitas com os negócios firmados 36 companhias chinesas. Os contratos dizem respeito à indústria automobilística, de máquinas de construção, de eletrônicos, de tecnologia de informação, de produção têxtil e de papel.
De acordo com Chen Deming, Ministro do Comércio da China, os pedidos são da ordem de 10 bilhões de dólares (7,87 bilhões de euros). Karl Theodor zu Guttenberg, novo Ministro alemão da Economia, comentou: "uma excelente notícia para as exportações da Alemanha".
Enquanto isso, contrariando as expectativas, a confiança dos empresários alemães na economia do país diminuiu em fevereiro. O IFO, principal avaliação do humor econômico da Europa, ficou na casa dos 82 pontos, o menor índice dos últimos 26 anos.
Glaucimara Silva
20.02.09 - BANCOS:
Gabinete aprova compra de ações 
Angela Merkel
O Gabinete da Chanceler alemã Angela Merkel aprovou o projeto de lei que permite a compra pelo Governo de ações de instituições financeiras afetadas gravemente pela crise. A lei tem tempo limitado para vigorar, foi feita com base nos problemas enfrentados pelo banco Hypo Real Estate e será aplicada apenas em casos extremos.
O objetivo do Governo é evitar que instituições relevantes quebrem e desencadeiem um efeito dominó, contaminando o sistema. Os acionistas dos bancos resgatados receberão indenizações justas, em dinheiro, com base no preço das ações na bolsa de valores. O Gabinete reforçou a intenção federal de revender as ações a médio prazo, assim que as instituições estiverem saneadas e estabilizadas.
Na sexta-feira, 20.02, o Conselho Federal (Bundesrat) aprovou o segundo pacote econômico. O plano de ação prevê 50 bilhões de euros para investimentos em infra-estrutura, economia e redução de taxas e impostos.
Mariana Antoun
03.02.09 - G-20:
Encontro preparatório em Berlim 
Preparação para o G-20
Pouco antes da próxima reunião de cúpula do G-20, grupo que reúne os países mais ricos e os principais emergentes, programada para acontecer em Londres no mês de abril, os chefes de Estado e Governo europeus se encontrarão em Berlim para uma cúpula especial que discutirá assuntos financeiros. No dia 22 de fevereiro, a Chanceler Angela Merkel espera receber seus colegas do Reino Unido, Itália e França, assim como o Presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso. São esperados representantes de todos os países europeus que fazem parte do G-20. Chefes de Estado de Espanha e Países Baixos, que estiveram presentes na última reunião em Washington, também podem estar presentes.
Mariana Antoun
29.01.09 - EMPREGOS:
Mais desempregados em janeiro 
Más notícias!
A Agência Federal de Emprego (Bundesagentur für Arbeit - BA) divulgou os últimos dados sobre emprego no país. O percentual de desempregados aumentou 0,9 pontos de dezembro de 2008 a janeiro de 2009, passando a 8,3%. Em números absolutos, isto significou 387 mil pessoas a mais desempregadas no país.
"Os ventos ruins da atual conjuntura avançam agora também sobre o mercado de trabalho. Os três principais indicadores evoluíram negativamente: a taxa de desemprego aumentou, o serviço de seguridade social teve perdas pela primeira vez e a procura por mão-de-obra caiu fortemente", esclareceu o diretor da BA, Frank-J. Weise.
Em parte, os indicadores ruins já eram esperados por motivos sazonais. É tradicional a queda no número de ofertas de emprego entre dezembro e janeiro. No entanto, o recuo foi muito mais forte do que em anos anteriores, o que, de acordo com a agência, já é consequência do clima ruim na economia global.
Mariana Antoun
22.01.09 - PACOTE ECONÔMICO:
Apesar de medidas em vigor, ceticismo 
Setor automotivo é um dos beneficiados
Algumas medidas anunciadas no pacote de estímulo econômico da semana passada já começam a surtir efeito. A Federação dos Comerciantes Independentes de Veículos (Bundesverband freier Kfz-Händler, BvfK) informou que na última semana houve um crescimento considerável na venda de veículos, embora ainda não haja um dado oficial. O setor automotivo foi um dos principais beneficiários do pacote de 50 bilhões de euros, que prevê um bônus de 2500 mil euros para quem se desfizer de um carro com mais de nove anos e comprar um veículo novo.
No entanto, uma pesquisa feita pelo Instituto Forsa divulgou que 69% dos alemães são céticos em relação ao programa do Governo e não acreditam que ele será suficiente para recuperar a economia do país, que deve encolher 2,25% em 2009. A estimativa é do Relatório Anual da Economia, apresentado na última quarta-feira (21.01), que prevê a maior recessão dos últimos 60 anos na Alemanha.
Mariana Antoun
15.01.09 - FRANKFURT:
Aeroporto será ampliado 
Ainda maior!
A Corte Administrativa do Estado de Hessen decidiu pela ampliação do Aeroporto de Frankfurt am Main, principal porta de entrada da Alemanha. A decisão foi tomada após anos de disputa e requerimentos contra a construção de um novo terminal. Além deste, serão construídos ainda uma nova pista de pousos de decolagens e um centro de manutenção. A Corte, no entanto, adiou uma decisão definitiva sobre a proibição de vôos noturnos durante o período de obras.
O aeroporto deve receber até 2015 sete bilhões de euros e com isso sua ampliação será um dos maiores programas de investimento da Alemanha. O Secretário Estadual de Economia, Alois Rhiel (CDU) saudou a decisão e estima que Hessen terá até 40 mil novas vagas de trabalho com as obras. O Governador Roland Koch classificou a decisão como um "acontecimento histórico".
Mariana Antoun
14.01.09 - SEGUNDO PACOTE:
50 bilhões para impulsar a economia 
Enfrentando a crise!
A grande coalizão do governo da Alemanha anunciou nessa segunda-feira (12.01) um segundo pacote para enfrentar a recessão e salvar postos de trabalho. Os estímulos, da ordem de até 50 bilhões de euros, deverão ser empregados em investimentos, alívios tributários e ajuda às empresas. A Chanceler Angela Merkel qualificou a medida, que ainda precisa da aprovação do Parlamento (Bundestag) e do Conselho Federal (Bundesrat), como "a maior da história da Alemanha".
Grande parte da ajuda será revertida em investimentos em infra-estrutura e educação. Ao todo serão destinados 14 bilhões de euros aos 16 estados da federação na construção de estradas, ferrovias e escolas.
As medidas também incluem alívio tributário para as famílias: já a partir de 1° de janeiro deste ano a taxa para contribuição mínima do imposto de renda cai de 15% para 14%. O rendimento mínimo anual sujeito a impostos também sofrerá alterações. Em 2009, ele passará a ser de 7834 euros (170 a mais que o anterior) e em 2010 chegará a 8004 euros anuais. Também foi decidido que as contribuições para o seguro de saúde serão reduzidas. A partir de julho as taxas cairão de 15,5% para 14,9%. Além disso, cada família com criança receberá um bônus único no valor de 100 euros.
O pacote ainda prevê uma ajuda ao setor automotivo no valor de 1,5 bilhão de euros. Cada cliente ao trocar um carro usado com pelo menos nove anos de uso por um novo menos poluente receberá um bônus de 2.500 euros. Também foram anunciadas medidas que assegurarão empréstimos e garantias estatais para empresas que precisam de capital novo.
Angela Merkel disse estar convencida de que o pacote conjuntural chegou no momento certo – a primeira ajuda, no valor de 31 bilhões de euros, foi anunciada em novembro do ano passado e considerada insuficiente. "Com as medidas de agora queremos aumentar a margem financeira da população e a confiança no desenvolvimento contínuo do país", afirmou a Chanceler.
Glaucimara Silva
09.01.09 - COMMERZBANK:
Mais ajuda 
Socorro financeiro!
Um quarto do Commerzbank, o segundo maior banco privado da Alemanha, será comprado pelo Governo Alemão, movimentação que deve envolver 10 bilhões de euros. No final de 2008 o banco recebeu uma ajuda de 8,2 bilhões, vinda de fundos estatais. O Ministro da Economia, Michael Glos, afirmou ao jornal "Handelsblatt" que é aquisição dos papéis " é um forte sinal para um Commerzbank forte". A intenção do Governo é repassar os papéis assim que possível.
Mariana Antoun
30.12.08 - EURO:
Eslováquia é a nova integrante da zona monetária 
Banco Central da Eslováquia comemora o euro
A partir de 1º de janeiro de 2009 passam a viver na zona do Euro 329 milhões de habitantes. O crescimento se dá em virtude da entrada da Eslováquia na união monetária européia. Alemanha, França, Itália, Holanda, Áustria, Luxemburgo, Bélgica, Espanha, Portugal, Irlanda e Finlândia realizam transações monetárias com o euro desde 1999. Grécia, Eslovênia, Malta e Chipre integraram a zona do Euro depois, enquanto Grã-Bretanha, Dinamarca e Suécia ainda não decidiram pela utilização da moeda.
Alguns países que não fazem parte da União Européia também utilizam o euro. Mônaco, Andorra e Vaticano, Estados pequenos demais para ter moeda própria, ganharam um status especial e autorização para usar a moeda. Antigamente, elas utilizavam dinheiro da França, Espanha e Itália, respectivamente. Montenegro e Kosovo, que no passado usavam o marco alemão, também têm hoje o euro como moeda oficial.
Glaucimara Silva
19.12.08 - REFORMA TRIBUTÁRIA:
Antes do fim de 2009 não 
Angela Merkel, chanceler da Alemanha
Angela Merkel rejeitou novamente uma reforma tributária antes das eleições para o Parlamento alemão, no segundo semestre do ano que vem. Ao jornal "Ruhr Nachrichten", de Dortmund, a Chanceler disse que "uma alteração no sistema de tributos é uma tarefa de longo de prazo".
Na quinta-feira (18.12), Merkel consultou seus governadores sobre as metas para enfrentar a crise financeira. Os governos federal e estaduais foram unânimes em liberar as verbas de um segundo pacote conjuntural, que deve ser decidido em janeiro, para a construção de ruas, trilhos, escolas e jardins de infância. A Chanceler também esclareceu que gostaria que o pacote fosse distribuído equilibradamente entre a Alemanha Oriental e Ocidental. "Este não é programa que prefere o leste", disse Merkel depois do encontro.
Glaucimara Silva
16.12.08 - DADOS PESSOAIS:
Grupo especial investigará extravio 
Crime na internet
A polícia de Frankfurt am Main instituiu um grupo especial de investigação para apurar o maior escândalo de extravio de dados pessoais da Alemanha. Mais de dez funcionários deverão reconstruir como dezenas de milhares de dados de cartões de créditos do banco Landesbank Berlin (LBB) foram parar em uma lista comercializada pela internet.
O crime veio à tona quando a tal lista chegou de forma anônima à redação do jornal "Frankfurter Rundschau". Ainda não está claro para a polícia se os dados foram roubados do LBB ou se foram perdidos.
Mariana Antoun
09.12.08 - EXPORTAÇÕES:
Crescimento apesar da crise 
Movimento no porto!
Apesar da conjuntura desanimadora no cenário internacional e da crise financeira, as exportações alemãs cresceram 1,4% em outubro, comparando ao mesmo período 2007. Os dados divulgados pelo Departamento Federal de Estatística surpreendendo especialistas, que jé esperavam um decréscimo de 1%. As importações cresceram 5,4% e o saldo da balança comercial ficou positivo em 15,8 bilhões de euros.
Mariana Antoun
09.12.08 - ECONOMIA CRIATIVA:
Berlim no olho do furacão 
Métrople da criatividade
"Se antigamente Nova York era o cadinho da criatividade internacional, ele agora é Berlim-Brandemburgo", diz Stefan Arndt, produtor de filmes e diretor-executivo da X-Filme. Os criativos apreciam Berlim. E Berlim sabe apreciar os criativos. "De Nova York a Moscou, Pequim e Tóquio, passando por Londres, Paris e Varsóvia, em todo o mundo considera-se Berlim uma metrópole atraente, emocionante, dinâmica e promissora", afirma Klaus Wowereit, o prefeito-governador da capital alemã. "Isto se deve às suas mais importantes matérias-primas: conhecimento e criatividade". A admiração recíproca tem uma razão simples. Além de brilho e glamour, de idéias e eventos, a economia cultural e criativa também traz dinheiro para a capital. As chamadas creative industries, as quais incluem, ao lado de cinema, música e literatura, também o desenvolvimento de softwares e telecomunicações, transformaram-se em sólido fator econômico.
Cerca de 22.600 empresas da economia criativa, em sua maioria pequenas e médias, obtiveram em 2005 faturamento de aproximadamente 18,6 bilhões de euros, segundo um estudo. A soma equivale a mais de 20% do produto interno bruto da economia berlinense. O número de empresas com faturamento tributado cresceu 19% neste ramo, entre os anos 2000 e 2005, particularmente no segmento de desenvolvimento de softwares. Este tornou-se hoje um dos mercados com maior faturamento da economia criativa. Seja entretenimento móvel, games ou Web 2.0, Berlim desempenha papel de liderança no desenvolvimento de tecnologia e conteúdos.
Berlim também se destaca como pólo de comunicação. Após a mudança da sede do governo federal, numerosas empresas (re)instalaram-se na capital, como a Axel Springer AG, um dos maiores grupos europeus de comunicação. Hoje, 26 agências de notícias possuem redações em Berlim, 18 emissoras nacionais e internacionais mantêm escritórios na capital, 11 jornais diários são editados na cidade e mais de 10% dos jornalistas e repórteres fotográficos vivem às margens do rio Spree. Berlim conquistou o status de cenário de filmagem preferido na Alemanha. Até mesmo Hollywood descobriu a capital. Há pouco filmou-se nela "Valkyrie", com Tom Cruise. Além disso, 40 emissoras de rádios fazem de Berlim um dos mais diversificados mercados radiofônicos na Europa.
Desde 2006, a cidade também pode ser chamada oficialmente de "Creative City". A Unesco agraciou Berlim como "Cidade do Design" e adicionou-a à rede global das cidades criativas. Foi a primeira cidade da Europa a entrar na rede. Com mais de 6300 empresas, Berlim forma um dos mais fortes clusters de design na Europa.
Revista "Deutschland"
02.12.08 - BENS DURÁVEIS:
Primeiros resultados da pesquisa 2008 
Alemães vão às compras!
40 milhões de automóveis, 48 milhões de computadores pessoais, 60 milhões de telefones celulares e 70 milhões de bicicleta: essas eram as quantidades de alguns equipamentos nos 39 milhões de domicílios na Alemanha, em janeiro de 2008.
Os resultados foram apresentados pelo Departamento Federal de Estatísticas (Destatis) e fazem parte da décima edição da EVS (Einkommens und Verbrauchsstichprobe), pesquisa sobre bens de consumo duráveis, realizada neste ano com 59 mil moradores em 1° de janeiro. De cinco em cinco anos, o Destatis, ao lado dos Departamentos Estaduais de Estatística, faz esse levantamento a partir das respostas dos cidadãos, que voluntariamente participam da pesquisa.
A EVS 2008 também considerou pela primeira vez novos aparelhos tecnológicos de entretenimento, como MP3-Players – 37% dos lares tem ao menos um aparelho do tipo – e TVs de tela plana, presentes em 16% dos domicílios alemães.
Glaucimara Silva
01.12.08 - ORÇAMENTO 2009:
Bundestag aprova valores 
Peer Steinbrück, ministro da Fazenda
O Bundestag, câmara baixa do Parlamento Alemão, aprovou na última semana o orçamento para 2009. A proposta prevê um acréscimo significativo nos empréstimos e leva em conta que o país se prepara para um ano difícil na economia e para as eleições nacionais.
Em comparação com 2008, a verba total apresentou um crescimento de 2,4%, atingindo 290 bilhões de euros. No entanto, a atual conjuntura também forçou o ministro da Fazenda Peer Steinbrück a aumentar o endividamento alemão de 8 bilhões para 18,5 bilhões de euros. A medida vai de encontro com os planos do governo para impulsionar os negócios frente aos primeiros sinais de que uma forte contração já atingiu a maior economia da Europa.
O governo também revelou um plano de emergência de 500 bilhões de euros para ajudar o setor bancário alemão em situação de risco devido à crise econômica. Já os críticos fizem que o pacote é muito modesto considerando o prognóstico para os próximos meses.
Glaucimara Silva
27.11.08 - INFLAÇÃO:
Queda acentuada em novembro 
Redução no índice de inflação
O índice de inflação alemão caiu de forma acentuada em novembro, ficando em 1,5%, de acordo com o departamento oficial de estatística. A queda no preço do petróleo e a diminuição no ritmo de crescimento da economia foram apontados como principais fatores pela diminuição da pressão inflacionária na terceira economia da Europa.
A queda de 1% em relação ao mês de outubro deve abrir caminho para que o banco Central Europeu diminua a taxa de juros nas próximas semanas. A redução no ritmo da inflação alemã pode contribuir ainda para a queda do índice na zona do Euro, cuja taxa fora em outubro de 3,2%.
Mariana Antoun
18.11.08 - OPEL:
Governo considera pedido de socorro 

O Governo alemão deve decidir até o Natal se aceita ou não o pedido de garantias de cerca de 40 bilhões de euros feito pela montadora Opel, subsidiária alemã da General Motors (GM). A maior preocupação é de que, caso a Opel precise do valor, a quantia não saia do país para atender à GM nos EUA. A Opel foi fundada na Alemanha ainda no século XIX e comprada pela GM em 1929.
No início da semana a empresa de energia solar SolarWorld anunciou interesse em comprar parte da Opel por 250 milhões de euros, mas a GM já recusou a oferta.
Mariana Antoun
18.11.08 - VOLKSWAGEN:
Vendas em queda 
Negócios aquecidos no Brasil
Apesar da queda de 5,1% nas vendas de outubro, a Volkswagen conseguiu manter um desempenho melhor que o restante do mercado europeu de venda de automóveis. A expectativa é que a montadora termine o ano com resultado positivo, uma vez que as vendas totais nos primeiros dez meses do ano cresceram de 2,8% para 5,29%, em relação a 2007.
Uma das explicações para o desempenho um pouco melhor da maior montadora da Europa foi a participação dos mercados emergentes, como Brasil eChina , no total de vendas da Volks. Na China houve um crescimento de 12,6% e no Brasil de 16,7%, registrados nos primeiros dez meses do ano.
Mariana Antoun
13.11.08 - NATAL:
Alemães devem gastar menos 
Efeitos da crise no Natal
A pesquisa de opinião „Xmas survey 2008“ aponta que 60% dos alemães pretendem gastar menos neste Natal, um sinal de que os efeitos da crise financeira já podem ser percebidos na economia real. Os custos com presentes devem permanecer na média de 209 euros, enquanto com outras coisas para a festa ficam em 193 euros. A consulta indica que a preferência dos consumidores é por ofertas especiais e presentes „úteis“. A internet cresce como meio de consulta de preços e qualidade, mas nem tanto como meio de compra. Foram entrevistadas duas mil pessoas em toda a Alemanha.
Mariana Antoun
07.11.08 - DEUTSCHE BAHN:
Privatização adiada 

O processo de privatização da empresa ferroviária estatal Deutsche Bahn A.G. será adiado até pelo menos as eleições gerais de setembro de 2009. A venda de um quarto da companhia fora anunciada em setembro, mas suspensa por causa da crise financeira internacional. "Não queremos desperdiçar o capital da empresa de maneira alguma", anunciou a Chanceler Angela Merkel através de seu Porta-Voz.
O Governo pretendia colocar na bolsa 24,9% do capital de sua nova filial para transporte de passageiros e carga, a DB Mobility Logistics. Assim, os 34 mil quilômetros de ferrovias, o abastecimento energético e todas as estações continuarão sob comando estatal.
Mariana Antoun
30.10.08 – EMPREGO:
Novo recorde 
Frank Jürgen Weise
Apesar da crise financeira global, a queda do desemprego na Alemanha alcançou um novo recorde. Pela primeira vez em 16 anos o país tem menos de três milhões de pessoas sem uma ocupação formal. Segundo números da Agência Federal de Emprego, em outubro 84 mil pessoas passaram a ter uma ocupação. Nos últimos 12 meses a Alemanha já contabiliza 437 mil desempregados a menos, com redução no índice de desemprego de 8,2% para 7,2%.
Apesar da conjuntura ruim no mercado financeiro, as perspectivas ainda permanecem positivas. As empresas continuam sinalizando a necessidade de mão-de-obra e o número de trabalhadores que contribuem para seguridade social também não pára de crescer, chegando a 27,68 milhões no início do semestre.
Por outro lado, especialistas acreditam que o ciclo de queda esteja no fim. Em novembro começa a baixa temporada de emprego, uma vez que no inverno alemão as atividades ao ar livre, como no setor de construção civil, são reduzidas consideravelmente. Além disso, desde o início de 2005 o país já saiu de mais de cinco milhões de desempregados para os atuais 2,977 milhões.
Mariana Antoun
24.10.08 – BAYERNLB:
O primeiro banco a pedir socorro 
Siegfried Naser e Erwin Huber
O banco semi-estatal BayernLB, do governo da Baviera e do banco Sparkasse, será o primeiro a recorrer ao plano financeiro do Governo alemão, aprovado na última semana pelo Parlamento. O segundo maior banco estadual do país especulou no mercado de hipotecas norte-americano e pediu uma ajuda de 6,4 bilhões de euros ao Governo.
O BayernLB, que este ano terá o maior prejuízo da sua história, terá que apresentar um plano de restruturação em seis meses. A medida deverá acatar as exigências da Comissão Européia e enxugar sua estrutura. A nova composição da diretoria da instituição ainda está em discussão. A instituição conta com 3500 funcionários apenas em sua sede em Munique, de um total de 19.800.
Mariana Antoun
20.10.08 – BANCOS:
Pacote é aprovado 
Por unanimidade, o Bundestag, parlamento alemão, aprovou na sexta-feira (17.10) o plano de medidas anunciado quatro dias antes pela Chanceler Angela Merkel, com vistas a estabilizar o setor financeiro alemão. A partir de hoje (20.10) os bancos podem contar com a ajuda financeira. O pacote prevê medidas de apoio que atingem quase 500 milhões de euros.
O plano de medidas, o mais colossal elaborado na Alemanha após a 2a Guerra Mundial, deverá ser adotado nesta semana no contexto de um processo legislativo acelerado e ser concluído no final de 2009.
Josiane Cotrim
02.10.08 – PACTO SOLIDÁRIO:
A construção do Leste 
Com a reunificação de ambos os Estados alemães, em 1990, a Alemanha deparou-se com um desafio ímpar na história...
Com a reunificação de ambos os Estados alemães, em 1990, a Alemanha deparou-se com um desafio ímpar na história. O objetivo é igualar as condições de vida no Leste e no Oeste. Já que quase toda a indústria alemã do Leste estava obsoleta, foram necessários imensos esforços para modernizá- la. Desde a reunificação, foram alocados anualmente cerca de 80 bilhões de euros, equivalentes a cerca de três por cento do Produto Interno Bruto da Alemanha unificada. No entanto, o processo de transição revelou-se mais demorado do que se esperava.
Até agora formou-se nos cinco novos Estados federados um pequeno setor industrial, porém competitivo, em centros de teconologia de ponta, chamadas de “regiões economicamente dinâmicas do Leste da Alemanha”, como em Dresden, Jena, Leipzig, Leuna e Berlim-Brandemburgo. A indústria manufatureira é atualmente o motor do crescimento. O aumento da produção continua sendo grande. Em virtude dos custos da mão-de-obra serem inferiores à média dos da Alemanha Ocidental e do emprego quase exclusivo de tecnologias modernas, foram praticamente atingidos neste setor os patamares dos antigos Estados.
O rendimento disponível per capita alcançou, em 2005, cerca de 14.400 euros (18.500 euros nos antigos Estados), duplicando assim com relação a 1991. Apesar disso, o combate ao desemprego no Leste da Alemanha é um desafio. O Pacto Solidário II, em vigor desde 2005 e com recursos de 156 bilhões de euros, garante financeiramente até 2019 o desenvolvimento futuro e fomentos especiais dos novos Estados.
Revista "Deutschland"
30.09.08 – DESEMPREGO:
Queda continua 
Novas vagas
O mercado de trabalho alemão parece imune à crise financeira. A Agência Federal de Emprego anunciou que, em setembro, o número total de desempregados foi de 3 .081.000, menos 115.000 em relação ao mês anterior e 463 000 a menos que o registrado há um ano. A taxa de desemprego é de 7,4 por cento, sendo que no mesmo período do ano passado a marca era 8,5 por cento. A redução representa baixa de 0,2 por cento em relação ao mês de agosto.
O presidente da agência, Frank-Jürgen Weise, confirma que as turbulências do mercado financeiro ainda não parecem interferir no mercado de trabalho. “O desemprego recua. O emprego continua a aumentar”, reportou ele, acrescentado que a demanda de mão-de-obra se mantém elevada.
Josiane Cotrim
26.09.08 – CRISE FINANCEIRA:
As poupanças estão seguras, diz Ministro 
Steinbrück
A crise internacional está sendo bem administrada até o momento. Não chega a ser o colapso do sistema financeiro, disse o ministro da Economia, Peer Steinbrück, na quinta-feira (25.09), durante esclarecimento feito no Bundestag, o parlamento alemão. Porém, acrescentou, a crise do mercado financeiro internacional deixará consequências de grande proporção. O ministro tranqüilizou os cidadãos afirmando que as poupanças estão seguras e que o setor financeiro alemão é resistente.
O modelo alemão de três pilares – onde estão lado a lado os bancos privados, as instituições bancárias comunais e as cooperativas bancárias regionais – comprovou-se, enfatizou Steinbrück. Bons motivos para esforçar-se em favor do sistema alemão em Bruxelas, onde se deve buscar soluções para os problemas oriundos da atual crise financeira.
Josiane Cotrim
18.09.08 – FÁRMACOS:
Aumento nas exportações 
Indústria farmacêutica
De acordo com resultados preliminares, no primeiro semestre deste ano a Alemanha exportou um valor de 20,7 bilhões de euros em produtos farmacêuticos. Foi o que informou o Departamento de Estatística por ocasião da Feira Internacional de Farmácia – Expopharm – que se realiza entre 18 e 21 de setembro em Munique. Em comparação com o primeiro semestre do ano anterior, isso significa um aumento de 11, 2 por cento nas exportações dos farmacêuticos.
A maioria dos produtos exportados destinam-se principalmente aos países da União Européia (69 por cento). A Bélgica, os Países Baixos e a França encabeçam a lista.
Josiane Cotrim
03.09.08 – DEUTSCHE BAHN:
China tem interesse 
Trens tipo exportação
O braço de investimentos do governo chinês, o China Investment Corporation, afirmou publicamente seu interesse em adquirir ações da empresa alemã de trens, Deutsche Bahn AG (ou apenas Die Bahn), tão logo elas sejam abertas na bolsa. O anúncio foi feito na viagem do Ministro da Fazenda Peer Steinbrück à Pequim. Apesar de o Banco de Desenvolvimento Chinês não ter ido adiante nas negociações para compra do Dresdner Bank, Steinbrück acredita que desta vez será diferente, uma vez que o governo chinês demonstrou „interesse absoluto“ no mercado alemão.
A Die Bahn (DB) pretende, até o final de outubro, abrir 24,9% do capital de sua mais nova filiada, a DB Mobility Logistics. O chefe da DB, Harmut Mehdorn também esteve em Pequim após os Jogos Olímpicos e respondeu a consultas informais vindas da China e da Rússia.
Mariana Antoun
01.09.08 – FUSÃO BANCÁRIA:
Negócio de quase 10 bilhões 
Vice-liderança do mercado
O banco Commerzbank adquiriu o Dresdner Bank em um negócio de 9,8 bilhões de euros, o maior entre empresas alemãs em anos. A transação será feita em duas etapas e deve ser concluída até o final de 2009. O anúncio foi feito pela seguradora Allianz AG, que em 2001 havia comprado o Dresdner Bank. Após a nova transação, a Allianz será a maior acionista do novo Commerzbank, com 30% das ações.
A fusão, que une o segundo e o terceiro maior banco da Alemanha, irá custar cerca de 9 mil empregos, sendo 2500 no exterior. Atualmente, os dois bancos empregam juntos cerca de 67 mil pessoas, sendo 36 mil no Commerzbank – 8725 fora da Alemanha.
Mariana Antoun
29.08.08 – AVIAÇÃO:
Lufthansa quer super Airbus 
Maior do mundo pode perder posto
A Lufthansa demonstrou interesse em adquirir um super Airbus, uma versão do A380 capaz de transportar até mil passageiros. A informação é do chefe da associação da Airbus EADS (Companhia Espacial e de Defesa Aeronáutica Européia), Louis Gallois, que afirmou também haver interesse da Air France no modelo. A versão gigante do maior avião do mundo, o A380 com capacidade para 525 passageiros, está prevista pela empresa, que deve se decidir até 2010 se realmente irá construir a aeronave.
A Airbus pretende aumentar sua planta de produção em Dresden, nos estado alemão da Saxônia, caso vença a concorrência para fornecer aviões-tanque para a Força Aérea Norte-Americana. O contrato de bilhões de dólares está sendo disputado com sua principal rival, a Boeing.
Mariana Antoun
26.08.08 – ARRECADAÇÃO:
Superávit de 6,7 bi no 1° semestre 
O superávit da arrecadação da Federação e dos Estados alemães foi de 6,7 bilhões de euros no primeiro semestre de 2008, contra 4,2 bilhões no mesmo período em 2007, de acordo com o Departamento de Estatísticas do Governo (Destatis). A fator que mais contribuiu foi a arrecadação de impostos, que corresponde a metade do valor total e teve um crescimento de 3,7%.
Mariana Antoun
12.08.08 – FEIRA DO CONSUMIDOR:
IFA expõe eletrodomésticos
Desta vez, eletrodomésticos
A Feira Internacional de Eletrônicos de Consumo (IFA), em Berlim, mais conhecida como Exposição Internacional de Rádio, faz neste ano uma estréia. Pela primeira vez poderão ser vistas, nos pavilhões junto à Torre de Rádio de Berlim, de 29 de agosto a 03 de setembro, não somente televisores, aparelhos Hi-Fi e outros eletrônicos, mas também eletrodomésticos, como máquinas de lavar roupa, geladeiras e secadores.
Marcas de eletrodomésticos como Miele, DeLonghi, Saeco ou Bosch deverão preencher 20.000 dos 160.000 metros quadrados do espaço de exposição. Elas haverão de dar à IFA, que desde 1924 vem atraindo o público para Berlim, um caráter ainda mais marcante de evento de vendas: já foram anunciadas apresentações de famosos cozinheiros e talk-shows sobre economia de energia.
Diferentemente da CES de Las Vegas, a IFA de Berlim não é nenhuma mostra de novidades para peritos, mas uma feira para consumidores. Uma gigantesca vitrine aberta, que deverá motivar as pessoas a adquirir novos equipamentos. E ela funciona. No ano passado, aproximadamente 235.000 visitantes vieram para a IFA, mais ou menos dez por cento mais do que em 2006. A indústria deve ter assinado contratos no valor de aproximadamente 2,6 bilhões de euros.
Desta forma foram dirimidas as dúvidas sobre se foi correto realizar a feira anualmente desde 2007, ou, como antes, a cada dois anos. Os críticos já haviam chamado a atenção para os elevados custos dos expositores. Agora, com os fabricantes de eletrodomésticos, será explorado um grupo de expositores totalmente novo.
No entanto, no centro da IFA estão novamente os televisores. As grandes telas planas preenchem a maioria dos pavilhões. A indústria vê um grande potencial de venda: na maioria das casas ainda se encontram os televisores de tubo. Os fabricantes querem que eles sejam substituídos o mais depressa possível. Uma palavra-chave é High-Definition (HD). Todos os televisores que são mostrados em Berlim apresentam imagens mais nítidas – graças à maior resolução – do que os aparelhos atualmente em uso. Só há um problema: faltam conteúdos pertinentes na TV. As emissoras de direito público ARD e ZDF da Alemanha querem transmitir em HD somente em 2010. Outras transmitem hoje só poucos programas com elevada resolução ou na TV paga.
A fim de que possam aproveitar ao máximo os televisores High-Tech, os clientes teriam que lançar mão de vídeo em formato HD Blu-ray-Disc. Muitos desses aparelhos poderão ser vistos em Berlim – porém esse formato ainda não teve boa aceitação por parte dos consumidores. Os aparelhos até agora são caros demais, e para muitos consumidores a qualidade da imagem dos DVDs usuais é boa o suficiente. Esta IFA é a primeira grande feira após o abandono do formato concorrente HD DVD Blu-ray. Está sendo aguardado com grande interesse como os preços do Blu-ray-Player irão evoluir sem o concorrente.
O debate sobre a mudança climática chegou também ao ramo da eletrônica. Muitos fabricantes querem mostrar, em Berlim, equipamentos que consomem menos energia elétrica - inclusive pela reintrodução da tecla „Power Off“, que ultimamente muitas vezes tem sido substituída pela função „Standby“. No entanto, a IFA deste ano ainda não será uma mostra ecológica. Continua tratando-se, antes de tudo, de competição técnica, grandeza e, recentemente, cada vez mais de design atrativo.
Fonte: dpa so tl
29.07.08 – AIRBUS:
Entregue primeiro A380 

Um gigante dos ares
O primeiro Airbus A380, construído em Finkenwerder, no norte da Alemanha, foi entregue esta semana em Hamburgo. O maior avião de passageiros do mundo foi adquirido pela companhia aérea dos Emirados Árabes. O chefe da empresa, o Sheik Ahmed bin Saeed al-Maktoum, foi à Alemanha no último dia 28.07 para receber pessoalmente o primeiro, de uma encomenda de 58 aeronaves. A máquina irá operar na rota Nova Iorque-Dubai e tem capacidade para 489 passageiros.
Mariana Antoun
31.07.08 – LUFTHANSA:
Vôos cancelados e impasse 
Protestos
A greve dos funcionários da maior companhia aérea da Alemanha, a Lufthansa, obrigou a empresa a cancelar 10% dos seus vôos programados para esta quinta-feira. No quarto dia de paralisação, o balanço é de 128 cancelamentos, sendo 28 em rotas de longa distância. A empresa preparou um esquema especial de operação para os próximos cinco dias.
O sindicado “ver.di” reivindica um aumento de 9,8% para cerca de 50 mil trabalhadores. A empresa oferece 6,7% por um período de 21 meses e uma gratificação única. No último dia 29 de julho a Lufthansa divulgou balanço mostrando um crescimento de 45% nos lucros de operação, chegando a um total de 705 milhões de euros. Já os rendimentos chegaram a quase 20%, totalizando 12,1 bilhões de euros.
Mariana Antoun
09.07.08 – PIANOS STEINWAY:
De Hamburgo para o mundo 

Por ano, cerca de 1300 pianos de cauda e pianos comuns de sete tipos diferentes deixam Hamburgo para serem exportados para os quatro cantos da terra. Ali, no bairro de Bahrenfeld, onde são fabricados, Gerd Fründ toca as teclas brancas e negras de um piano. Ele franze a testa: "a sonoridade está um pouco dura”, declara o homem de 64 anos inserindo uma fina agulha no exato lugar de onde os sons do piano são extraídos. Ele toca algumas notas de novo. “Agora sim, soa como um verdadeiro Steinway, um som brilhante e claro”. Gerd Fründ exerce seus talentos de afinador na fábrica de pianos Steinway & Sons em Hamburgo. Ele cuida para que cada instrumento que deixa as oficinas esteja dentro das normas de sonoridade da empresa de renome internacional.
Criada em 1853 pelo fabricante de pianos alemão Heinrich Engelhard Steinweg, nos Estados Unidos, a fábrica de Hamburgo foi implantada em 1880. Juntas, as duas unidades de produção fabricaram até hoje cerca de 583 mil pianos. Mesmo que os pianos sejam invariavelmente fabricados com os mesmos materiais e moldes idênticos, cada instrumento é uma peça única caracterizada por uma sonoridade própria que resultou na reputação sinônimo de precisão e perfeição.
Josiane Cotrim
01.07.08 – MENOS DESEMPREGADOS
Em busca do pleno emprego 
O número de desempregados continua a baixar: eles eram 3,16 milhões em junho, ou seja, 123 mil a menos que no mês precedente, segundo dados da Agência Federal de Emprego. A taxa de desemprego, atualmente de 7,5%, recuou, portanto, em 1,3% em relação ao ano anterior. O ministro do Trabalho Olaf Scholz (SPD) comemorou as boas novas do mercado de trabalho que considerou „encorajadoras e que nos tranqüilizam dentro do objetivo do pleno emprego“, declarou o ministro terça-feira (01.06), em Berlim.
Scholz ressaltou a importância de uma formação profissional mais consequente e de melhor qualidade na busca do pleno emprego. „Política de emprego e política social são indissociáveis de uma política de formação“ disse o ministro, que defendeu maior flexibilidade do sistema de formação profissional com vistas a evitar a falta de mão-de-obra qualificada no futuro.
Josiane Cotrim
04.06.08 – DERIVADOS DO LEITE:
Boicote deixa prateleiras vazias 
Conseqüências visíveis!
As consequências do boicote que terminou ontem à noite (05.06) foram visíveis. Os supermercados de todas as regiões já não dispunham mais de uma variedade completa de produtos derivados do leite. Cerca de 70% dos produtores apoiaram o movimento pelo aumento do preço do produto, o que impediu que cerca de 80% do leite produzido fosse entregue às indústrias de laticínios pelos produtores. A fim de forçar o aumento, o leite foi derramado.
No momento as negociações foram retomadas e os consumidores deverão voltar a encontrar as prateleiras novamente abastecidas com os derivados do leite. Os produtores querem receber 43 centavos de Euro por litro de leite e tudo indica que o assunto ainda não esteja encerrado, mesmo que os fazendeiros tenham atendido ao apelo da federação dos produtores de voltarem a entregar o produto nas indústrias de laticínios.
Josiane Cotrim
21.05.08 – COMÉRCIO EXTERIOR:
Mantendo o primeiro lugar 
Porto de Hamburgo
A Alemanha deverá manter o recorde mundial de exportações em 2008, diante da China, anunciou a Agência Federal da Economia Externa, em Colônia. Segundo a agência, os efeitos do câmbio têm um papel preponderante no resultado. No ano passado a agência havia anunciado que a Alemanha seria desbancada pela China em 2008. Ao curso dos três primeiros meses de 2008, as exportações alemãs aumentaram em 21 por cento, atingindo 379 bilhões de dólares. A China atingiu só 306 bilhões de dólares. Visto o avanço da Alemanha, não parece provável que a China poderá recuperar seu atraso este ano.
Em abril, a Federação Alemã do Comércio Atacado e Exportações (BGA) emitiu o mesmo prognóstico.
Josiane Cotrim
29.04.08 – BARÔMETRO MORAL:
Clientes preferem produtos "socialmente responsáveis" 
Peter Kowalsky, diretor da "Bionade"
Uma pesquisa recente revela que as empresas podem conquistar parcelas do mercado na Alemanha desde que se engajem no aspecto social. Cerca de três quartos das pessoas interrogadas afirmaram estar dispostas a pagar mais para obterem "produtos socialmente responsáveis".
A pesquisa foi realizada pelo instituto Puls de Nurembergue, na Baviera. Segundo os resultados da pesquisa, 48 por cento dos entrevistados consideram ser "muito importante" que as empresas se comprometam com os mais fracos. Já 69 por cento dos pesquisados exigiram a manutenção e mesmo a criação de empregos. Outros 64 por cento afirmam ser importante o tratamento igual dos empregados e 55 por cento dos entrevistados consideram que o respeito ao meio-ambiente é uma das principais missões das empresas.
"Os cidadãos e clientes esperam que as empresas tenham uma consciência social que deve se manifestar através de uma ação social em favor dos menos favorecidos", explica Konrad Weßner, chefe do Instituto Puls. A pesquisa intitulada "barômetro moral" foi realizada por telefone, no mês de março, e ouviu mil pessoas.
Josiane Cotrim
09.04.08 – NEGÓCIO DA CHINA:
Interesse pelo trem alemão 
A China está interessada em comprar a tecnologia alemã Transrapid – o trem de alta velocidade de sutentação magnética. A Comissão para o Desenvolvimento e Reformas (NDRC) daquele país sinalizou o interesse: "Somos favoráveis à compra da tecnologia de trem da empresa alemã".
O Transrapid foi desenvolvido pela empresa alemã ThyssenKrupp, porém o único trecho em funcionamento liga o centro de Xangai ao aeroporto local. Um projeto similar para o aeroporto de Munique foi recentemente abandonado pelo estado da Baviera, uma vez que os custos ultrapassaram o orçamento previsto. Após o abandono especulou-se sobre uma possível venda da tecnologia para os chineses, o que o ThyssenKrupp negava.
O sistema ferroviário alemão, Deutsche Bahn, aposta num sistema de trem-bala convencional, o ICE, que já liga os principais centros do país e é fabricado pela Siemens.
Josiane Cotrim
02.04.08 – MERCADO DE TRABALHO:
Cada vez menos desempregados 
Conjuntura favorável
O mês de março registrou uma queda de 110 mil no número de desempregados, baixando o número total para 3 milhões e 507 mil. Isto significa 617 mil desempregados a menos que no mesmo período do ano passado, conforme informou a Agência Federal do Trabalho, em Nurembergue, terça-feira (01.04). A baixa no desemprego de 0,2 pontos faz com que agora a taxa desça para 8,4% contra 9,9% há um ano, quando a queda para um percentual de um dígito apenas foi recebido com entusiasmo.
Segundo o diretor da Agência Federal do Trabalho, Frank-Jürgen Weise, o desenvolvimento do mercado de trabalho é resultado de uma boa conjuntura econômica: "O emprego continua crescendo e a demanda de mão-de-obra por parte das empresas também continua elevada", sublinhou Weise.
Josiane Cotrim
27.03.08 – CLIMA QUENTE PARA NEGÓCIOS:
Resultados continuam positivos 
Conjuntura favorável
O indicador de clima para negócios da Alemanha, o ifo-Geschäftsklimaindex, aponta uma alta no clima para crescimento da indústria e do comércio do país para os próximos seis meses. Em março o índice subiu 0,7%, apesar da turbulência no mercado internacional e da força do Euro. “Estes dados mostram que a conjuntura na Alemanha ganhou muito com o impulso deste início de ano”, explicou o presidente do Instituto “ifo”, Hans-Peter Sinn.
Mariana Antoun
05.03.08 – GREVE GERAL:
Transportes paralisados 
Greves pontuais em diversos setores dos serviços públicos perturbaram os principais aeroportos alemães esta semana. Em Frankfurt, centenas de vôos foram cancelados. Munique, Düsseldorf, Colônia/Bonn, Hamburgo, Stuttgart e Nurembergue não tiveram melhor sorte, o tráfego aéreo ficou igualmente perturbado. Os vôos domésticos também foram prejudicados, assim como o transporte ferroviário dos estados da Renânia do Norte-Vestfália e Renânia-Palatinado. Trabalhadores de escolas públicas, clínicas, prefeituras e coletadores de lixo também não foram trabalhar.
Os sindicatos ameaçam intensificar as greves caso a oferta salarial proposta não for atendida.
Josiane Cotrim
28.02.08 – QUEDA NO DESEMPREGO:
Demanda por mão-de-obra continua 
Frank Jürgen Weise
No mês de fevereiro o número de desempregados decresceu em 42 mil do total de 3, 6 milhões, o que representa 630 mil a menos que há um ano atrás, segundo informou a Agência Federal do Trabalho na última quinta-feira (28.02). A quota de desemprego desceu em 1 décimo percentual do total de 8,6 por cento. No mesmo período do ano passado esse percentual ficou em torno de 10 por cento.
O diretor da Agência, Frank Jürgen Weise, afirmou que a tendência é que o bom desenvolvimento do mercado de trabalho verificado nos últimos meses continue em alta. Com isso, o desemprego vai continuar caindo: “a demanda das empresas por mão-de-obra vai se manter” afirmou Weise.
Josiane Cotrim
21.02.08 – FISCO:
Lamentável sonegação 
Merkel e Hasler
Durante encontro com o Chefe de Governo de Liechtenstein, Otmar Hasler, a Chanceler Angela Merkel pediu ajuda para esclarecer os casos de sonegação fiscal revelados recentemente e que fizeram manchetes nos principais jornais e revistas alemãs. “Essa visita já estava planejada há muito tempo” disse a Chanceler acrescentando que o encontro foi uma boa oportunidade para falar sobre os últimos acontecimentos. A Chanceler lembrou que desde a presidência alemã no primeiro semestre de 2007 a UE negocia com o principado um acordo de combate a fraudes. Agora ela apela para que o tratado seja concluido rapidamente, e que Liechtenstein ajuste sua legislação à vigente na UE e acabe com os privilégios fiscais.
Josiane Cotrim
11.02.08 – NUTRIÇÃO:
Opção pelo orgânico 
Mercado que fatura!
A Alemanha é de longe o maior mercado de produtos alimentares orgânicos na Europa. O faturamento com produtos orgânicos em 2006 foi de 4,6 bilhões de euros. Em toda a Europa o faturamento foi de 14,3 bilhões de euro. Portanto, a Alemanha participa com quase um terço do valor total. Em segundo lugar vem a Grã-Bretanha com 2,8 bilhões de euros, Itália com 1,9 bilhões e França com 1,7 bilhões.
O boom orgânico na Alemanha deverá continuar em 2008 de acordo com avaliação do setor. Em 2007 o faturamento do mercado de produtos alimentícios ecológicos ultrapassou a marca de 5 bilhões de euros, segundo a Associação Bioland. Para este ano, Bioland conta novamente com um percentual de crescimento de mais de 15 por cento.
Josiane Cotrim
29.01.08 – UM BOM COMEÇO:
Pagamento na zona euro já funciona 
Até agora realizar transações bancárias internacionais custa caro e leva tempo. A Europa deu agora um passo importante para facilitar a vida dos correntistas. As primeiras remessas realizadas pela Área Única de Pagamentos em Euro (SEPA) tiveram um início bem sucedido. O sistema SEPA é uma iniciativa voluntária dos bancos europeus: com ele, transferências, pagamentos com cartão de crédito e compensação bancária não custarão mais e serão igualmente seguros e tratados como fossem uma transferência dentro do próprio país. “Tudo corre bem, as primeiras remessas foram efetuadas tanto internamente quanto para o exterior” afirmou a porta-voz das Caixas de Poupança. O Deutsche Bank também afirmou que o sistema SEPA começou sem registrar nenhum incidente.
Futuramente, com o novo sistema, as firmas e os particulares necessitarão de apenas uma conta para realizar todas transações bancárias. Fazem parte do novo sistema os países da União Européia, além da Islândia, Noruega, Liechtenstein e Suiça. A partir de 2012 as transferências serão efetuadas no mesmo dia. Atualmente isso pode levar até três dias. O objetivo do sistema é tornar a economia européia cada vez mais competitiva.
Josiane Cotrim
21.01.08 – ENERGIA SOLAR:
O sol nasce no leste 
Não é apenas energia que o setor solar está produzindo, mas também empregos. Os Estados da parte oriental do país são os que mais estão lucrando com o boom do setor que realiza milhões em investimentos e gera centenas de novos empregos. Segundo informação da Federação da Economia Solar existem atualmente cerca de 15 fábricas no país, a maioria delas situadas entre o Mar Báltico e a floresta da Turíngia. Segundo avalia a federação, a administração dos Estados do leste dá muito apoio a novos projetos além de existir grande disponibilidade de mão-de-obra especializada na região.
Nada mais nada menos que 130.000 placas geradoras de energia solar têm sido instaladas nos telhados das residências alemãs. Em 2006 os empresários investiram 1,5 bilhões de euros no setor solar do país, o que resultou em 10.000 empregos novos.
Josiane Cotrim
18.01.08 – SUPERÁVIT:
Motivo de comemoração 
Ministro da Fazenda Peer Steinbrück
Pela primeira vez desde a reunificação os cofres públicos registraram um superávit em 2007. Graças à conjuntura econômica favorável, tanto no país como nos Estados, municípios e no caixa da Previdência Social, o país registrou um superávit de 70 milhões. O Produto Interno Bruto aumentou 2,5 por cento, um pouco menos que o registrado em 2006 (2,9 por cento). O aumento das exportações foi de 8,3 por cento e das importações, 5,7 por cento. Apesar dos bons resultados, alguns Estados menores, como Bremen, Sarre e a capital Berlim, ainda enfrentam dificuldades em equilibrar suas contas.
O sucesso alcançado recentemente no saneamento das contas públicas tem levantado o debate sobre uma possível redução dos impostos. Porém, a prioridade do governo da Chanceler Angela Merkel é reduzir primeiramente as dívidas acumuladas nas últimas décadas, especialmente após a reunificação.
Josiane Cotrim
03.01.08 – ECONOMIA TOP:
Alemanha em alta com gestores e executivos 
Economia confiável
A Alemanha está em alta entre os manager europeus. Em uma pesquisa realizada por jornais especializados em economia em seis nações da Europa, o país aparece, junto com a Suíça, como a economia mais competitiva do contininente. Mais da metade dos entrevistados (59%), cerca de 1200 alto-executivos, classificaram a Alemanha como “muito boa” ou “boa” em competitividade. Comparado a outras economias globais, o país perde apenas para a China.
Um outro indicador de bons ventos na economia alemã é o índice de desemprego, que em 2007 foi o mais baixo dos últimos 15 anos, tendo o país criado uma média de 711 mil novos empregos no ano passado. “Foi a maior diminuição na Alemanha desde o fim da 2ª Guerra Mundial”, declarou o chefe da Agência Federal para o Emprego (Bundesagentur für Arbeit), Jürgen Weise.
Mariana Antoun
28.12.07 – SALÁRIOS:
Mínimo em discussão 
A Alemanha não dispõe de um salário mínimo nacional. A questão salarial é tradicionalmente regida pelo chamado “Princípio da Liberdade de Contrato” sendo que o valor a ser pago aos trabalhadores é determinado pelas associações e sindicatos das diversas categorias. Nos últimos tempos, porém, o setor da construção civil passou a ter um salário-mínimo, basicamente como forma de impedir que os salários pagos por empresas estrangeiras contratadas na Alemanha fiquem muito baixos.
Agora, também os trabalhadores do setor postal passarão a contar com um salário mínimo num valor de mais ou menos 25 reais por hora. Essa medida é vista como uma forma de proteção para a Deutsche Post, empresa que no final de 2007 perde o monopólio de postagem de cartas e teme a concorrência das novas empresas nos custos e salários.
Essas mudanças suscitaram a discussão em todo país sobre a criação de um salário mínimo para todas as categorias. A idéia tem o apoio do SPD, partido que faz parte da coalisão que governa o país juntamente com o CDU que ainda tem dúvidas quanto à proposta de um salário mínimo geral.
Outro setor que levantou as discussões sobre o nível dos salários foi o ferroviário. As negociações entre a empresa Deutsche Bahn e o GDL - Sindicato de Maquinistas Alemães - deverão ser novamente acirradas e a possibilidade de novas greves em janeiro não é descartada.
Mas, não são apenas os baixos salários que estão na ordem do dia. Também se questiona cada vez mais os megasalários dos executivos das grandes empresas, particularmente dos dirigentes da empresa Deutsche Post e Deutschen Bahn.
Josiane Cotrim
20.12.07 – EISWEIN 2007:
Uma safra bem sucedida 
Vinhedo em Südbaden
Ao contrário de 2006, a safra 2007 de einswein – o especialíssimo vinho feito das uvas geladas - promete ser um sucesso. Os viticultores de diversas regiões colheram nas madrugadas frias de terça e quarta-feira(18/19) as uvas cobertas de gelo, conforme informou o Instituto Alemão de Vinhos (DWI) na cidade de Mainz, capital do Estado da Renânia-Palatinado. Esta colheita significa o fechamento com chave de ouro de uma boa safra 2007.
Para o preparo desta bebida preciosa os termômetros têm que estar marcando temperaturas abaixo de 7 graus negativos. Quanto mais frio, melhor. No entanto, a produção de eiswein representa um risco para os produtores. Eles têm que deixar uvas sem colher no momento da colheita regular em outubro para que elas se congelem - sem porém apodrecerem-se – para serem colhidas mais tarde quando estiverem congeladas pelo frio.
No ano passado a produção de eiswein foi praticamente inexistente. Este ano, a Associação de Viticultores de Durbach e Jechtingen na região viticultora de Baden já obteve 1500 litros de eiswein de Riesling e 1200 litros de eiswein de Pinot Noir , segundo o Instituto Alemão de Vinhos. O mesmo sucesso foi constatado em Allendorf na Renânia-Palatinado e Dönnhoff perto de Nahe com o eiswein da uva Riesling. Este ano os viticultores terão suas adegas repletas.
Josiane Cotrim
18.12.07 – RENAS NATALINAS:
Criação em Brandemburgo 

A crença de que o Papai Noel se locomove montado em um trenó puxado por renas criou um novo mercado bastante promissor. Thomas Golz é um dos poucos criadores de rena na Alemanha. Ele possui uma dezena dos animais trazidos da região fria das tundras na cidade de Kleptow, uma pequenina cidade de 200 habitantes perto de Prenzlau, no leste do país, no Estado de Brandemburgo. Ali, Golz, de 41 anos, cria e adestra uma das únicas espécies domesticáveis do animal. Cada vez mais as renas tornam-se populares, seja para românticos passeios de trenó ou para zoológicos e parques de animais: "As renas são relativamente calmas e pouco exigentes", diz Golz.
Mas é no período de Natal que as renas se tornam mais visíveis: reproduções nos jardins na frente das casas, nas bolas de Natal, nos tradicionais mercados, nas praças… A presença de renas nas festas natalinas dos alemães possui mais de uma razão. Christel Köhle-Hezinger, professora da Universidade de Jena pesquisa os costumes de Natal. Os livros alemães mostram as renas já no final do século 19. Na Inglaterra e nos Estados Unidos, Rodolfo, “a rena de nariz vermelho”, está presente nas canções infantis. “Na cabeça das pessoas Papai Noel vive em algum lugar no Pólo Norte, onde vivem as renas”, esclarece Köhle-Hezinger.
Essa tendência criou um mercado para pessoas como Golz. Com um amigo sueco ele começou o comercializar renas há dez anos. Ele adestra uma após outra e vende os animais por toda Europa. A Sociedade Alemã Protetora dos Animais critica a criação particular dos animais. Segundo o representante da Sociedade em Bonn, Steffen Seckler, os animais precisam de pelo menos mil quilômetros quadrados de pastagem além de boa comida. Ele diz que as renas são muito suscetíveis: “As renas possuem um alto índice de mortalidade na Alemanha, sobretudo quando são importadas da Escandinávia”. Golz, o criador, diz escolher bem seus clientes: “Muitos dizem que querem uma rena para o jardim, que querem um “Rodolfo” para seus filhos”. Para estas pessoas ele diz que não vende seus animais.
Josiane Cotrim
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18.12.07 – FERROVIÁRIOS:
Braços cruzados por melhores salários 
Maquinistas se organizaram
Ao lado de astronauta, bombeiro e jogador de futebol, ser maquinista de trem deve estar entre as profissões mais sonhadas pelas crianças do mundo todo. Mas realizar um sonho de infância não é o suficiente para fazer dos condutores ferroviários alemães pessoas contentes até a aposentadoria. Eles querem dinheiro no bolso - e, no momento, não estão nada satisfeitos com o que ganham.
A Alemanha é um dos países com a rede ferroviária mais densa do mundo. Só para dar um exemplo, apesar de o Brasil ser cerca de 24 vezes mais vasto que o país europeu, suas redes de trilhos são quase do mesmo tamanho. A economia alemã depende tanto do transporte sobre trilhos quanto a brasileira do rodoviário.
Em meados de novembro, no entanto, após uma série de paralisações menores, a Alemanha enfrentou a maior greve de maquinistas de sua história. Durante um dia inteiro, condutores de trens e outros trabalhadores de bordo filiados ao Sindicato de Maquinistas Alemães (GDL, na sigla em alemão) cruzaram os braços para pedir cerca de 30% de aumento dos salários.
O argumento da organização era que os trabalhadores alemães da categoria estão entre os mais mal pagos da Europa Ocidental. O GDL, no entanto, não representa a maioria dos trabalhadores da Die Deutsche Bahn AG, a companhia ferroviária estatal alemã, mas apenas 34 mil deles.
Transnet e GDBA, os dois maiores sindicatos da categoria, somam 195 mil afiliados e já haviam se dado por satisfeitos com negociações bem mais modestas que o aumento de 30% exigido pelo GDL. Seu argumento é que um aumento maior dos salários poderia prejudicar a companhia, que enfrenta a concorrência de outras empresas de logística.
O GDL quer uma negociação em separado dos outros sindicatos, pois defende que maquinistas e outros trabalhadores em trânsito devem receber mais que seus colegas “em terra”, afinal seu trabalho seria mais desgastante. A Die Bahn ofereceu aumento de 15% nos salários e bônus de 2000 euros ao GDL.
Apesar do risco de enfrentarem mais alguns dias sem transporte, segundo pesquisas de opinião, os cidadãos alemães, em sua maioria, estão ao lado dos trabalhadores e consideram a Die Bahn culpada pelo impasse salarial. Um maquinista da companhia ganha cerca de 1.600 euros mensais líquidos.
A greve de novembro foi suspensa porque sua duração prevista era de apenas um dia, mas as negociações continuam. No entanto, o presidente da Die Deutsche Bahn AG , Hartmut Mehdorn, tem se mostrado cético quanto à possibilidade de empresa e funcionários chegarem a um acordo. Ele até já recrutou mil novos maquinistas em outras partes da Europa, sob a alegação de que eles suprirão suposto aumento de demanda por transporte. O GDL, por sua vez, ameaça iniciar paralisação sem previsão de término caso não receba uma oferta aceitável.
Paralelamente à disputa trabalhista, Mehdorn tem tentado impor seu projeto de privatização parcial da Die Deutsche Bahn AG . A forma como isso seria feito - se por meio de abertura de capital em bolsa de valores ou venda de participações a alguns investidores, por exemplo - ainda está em discussão.
Dennis Barbosa
LINK:
Die Bahn
12.12.07 – VIRADA DA ECONOMIA:
Após o boom do emprego 
Boas notícias
No final do ano passado muitos especialistas viam o ano de 2007 com dúvidas. No entanto, verificou-se em 2007 um verdadeiro boom do emprego no país. Estatísticas da Agência Federal do Trabalho demonstram que 2007 termina com 900.000 desempregados a menos que no início do ano. Cálculos preliminares indicam que a média anual será de 3,8 milhões de homens e mulheres sem emprego, ou seja, 680.000 a menos que no ano anterior.
O IAB - Instituto de Pesquisas do Mercado de Trabalho e da Profissão – calcula que, havendo um crescimento de 2,5 por cento em 2008, com uma média anual da taxa de desemprego de 3,43 milhões a 3,49 milhões – isto significará entre 310 000 a 360 000 menos que a média de 2007. O número de empregos, segundo a análise do IAB, deverá crescer em torno de 310 000.
Josiane Cotrim
05.12.07 – CAMPEÃ DO MUNDO:
Alemanha foi quem mais exportou em 2007 
Nem a China exportou tanto quanto a Alemanha em 2007. É o que revelam dados do Ministério Federal da Economia através de números preliminares do “World Trade Reports” da Organização Mundial do Comércio, apresentados esta semana em Genebra. A China coloca-se imediatamente atrás no volume de exportações. A Alemanha continua também com o título de campeã mundial do transporte de cargas.
O Secretário de Economia Bernd Pfaffenbach esclarece que esses dados preliminares comprovam a competitividade da economia alemã: “Alta qualidade dos produtos e inovação tecnológica são decisivos para o sucesso das exportações alemãs o que, finalmente, dá bons resultados”.
Josiane Cotrim
27.11.07 – MAQUINÁRIO PESADO:
Segunda maior indústria do país 
Depois da automobilística, a produção de máquinas pesadas é a segunda maior indústria da Alemanha. Ultimamente, o setor floresceu tanto quanto nos áureos tempos de crescimento, nas décadas de 50 e 60. Naquela época, isso foi resultado do crescimento pós-guerra; hoje, é o reflexo do sucesso das exportações.
Mesmo podendo em 2008, sofrer um desaquececimento, a previsão é que a produção apresentará um aumento de 5%, o que conferiria um novo recorde, o quinto seguido para o setor. O que poderia colocar em risco o crescimento do setor é o Euro forte, que torna as exportações mais caras, o alto preço da matéria-prima e a crise financeira mundial. “Trabalhamos em plena capacidade” disse o novo Presidente da associação do setor, Manfred Wittenstein, que considera o maquinário pesado “o setor do futuro com grandes oportunidades para os próximos 20, 30 anos”.
O sucesso do setor é determinado pelo mercado externo já que, de cada 10 máquinas produzidas, sete são destinadas à exportação. As firmas lucram com o desenvolvimento de países do Extremo Oriente, mas também com a exploração de petróleo na Rússia e no Oriente Médio, que demandam equipamentos e maquinários “Made in Germany”.
Josiane Cotrim
14.11.07 – DE BRAÇOS CRUZADOS:
Trens paralisados 
As negociações já duravam algum tempo e culminou em greve. O Sindicato do Maquinistas Alemães (GDL) que congrega apenas os maquinistas do setor ferroviário e que não pertence à DGB, a grande central de trabalhadores da Alemanha, iniciou esta semana mais uma paralisação dos trens de todo país. Esta greve está sendo considerada a mais longa da história da rede de transporte ferroviário alemã, a Deutsche Bahn, e foi convocada pelo GDL, um sindicato relativamente novo e um dos poucos não filiados ao DGB.
Josiane Cotrim
09.11.07 – FROTA COMERCIAL:
40% dos navios de containers são alemães 
Frota 8 vezes maior após reunificação
A frota comercial alemã está crescendo como jamais. Atualmente cruzam os mares quase 3.200 navios alemães, o que representa um crescimento de 11,4 por cento em comparação com o ano passado. Em 17 anos, depois da reunificação alemã, a frota aumentou oito vezes, segundo informações do setor. Só a frota de containers cresceu 15 por cento este ano, somando 1473 navios capazes de transportar 3,55 milhões de containers .
O setor de navegação do país está se beneficiando largamente da globalização: 40 por cento dos navios de todo o mundo que transportam containers pertencem à companhias alemãs.
Josiane Cotrim
30.10.07 – COMPRAS ONLINE:
Recorde de lucro 
Com o clique do mouse
O consumidor alemão está gastando mais do que nunca em compras pela internet. A Confederação Alemã de Comércio Postal estima que sejam movimentados este ano entre 17 e 18 bilhões de Euros a partir do clique do mouse, contra 16,8 bilhões do ano passado. O setor de vestuário e calçados é o mais procurado pelos internautas e deve receber cerca de 3,8 bilhões de Euros, o que seria um aumento de 40%. Em seguida vem o setor de equipamentos de mídia e suporte de áudio e imagem, com uma fatia de 2 bilhões.
Mariana Antoun
30.10.07 – HALLOWEEN:
O horror aquece o comércio 
Festa das bruxas
No último dia do mês de outubro as bruxas estarão soltas. Tendo a abóbora como “logomarca” as bruxas montam suas vassouras, esqueletos batem os queixos pelas ruas junto a demônios, vampiros, zumbis e lobisomens. É a festa de Halloween. No início dos anos 90 apenas poucos alemães conheciam a festa americana. Entretanto, essa manifestação foi ganhando um crescente status cult e este ano os alemães vão gastar mais de 150 milhões de Euros com o divertimento horripilante, estima Dieter Tschorn da Associação Alemã da Indústria de Brinquedos.
Os consumidores estão entusiasmados com o Halloween e com os produtos de Halloween, afirma Tschorn. As caixas registradores das empresas tilintam. No ano passado faturaram-se 24 milhões de Euros no Halloween. Passaram sobre os balcões das lojas 130 mil fantasias para crianças, 80 mil fantasias para adultos, além de 200 mil perucas e um quarto de milhão de bruxas e outros chapéus, assim como dois milhões de estojos de maquiagem e acessórios assustadores como unhas negras e cicatrizes de borracha.
O público alvo são as crianças e os jovens, diz o especialista em Halloween, Tschorn. Mas, o grupo de 18 a 39 anos também é importante. As crianças entusiasmadas com o Halloween são também interessantes para a indústria de balas. “Para nós, depois do Natal e da Páscoa, a festa de Halloween tornou-se o terceiro evento do ano” segundo Torben Erbrath, da Associação Alemã da Indústria de Doces.
O fenômeno Halloween propaga-se cada vez mais na Alemanha: “Os padeiros fazem pães especiais para Halloween e nos açougues encontram-se salsichas para Halloween. Até mesmo joalheiros comentam o tema e decoram suas vitrines com motivos de terror”, comemora Tschorn.
Além disso, o costume americano de “trick or treat” é cada vez mais popular, afirma Tschorn. Assim, as crianças fantasiadas vão de porta em porta nas casas da vizinhança exigindo doces e balas ameaçando com sustos os que não derem nada.
Josiane Cotrim
17.10.07 – A TODO VAPOR:
Prognósticos positivos 
Segundo avaliação do Instituto Alemão de Pesquisas Econômicas – DIW –o crescimento econômico do país deverá continuar até 2009, no mínimo. Os prognósticos dos especialistas são positivos. Apesar de uma ligeira redução do crescimento espera-se um novo impulso dos consumidores privados internos. Mas, os resultados desse crescimento só serão visíveis no próximo ano: “O crescimento não será para todos, mas para cada vez mais gente” disse o especialista em conjuntura econômica do Instituto, Stefan Kooths, em Berlim.
Além disso, o número de desempregados deverá cair para 3 milhões e 300 mil até 2009. Em maio deste ano, o número de desempregados na Alemanha ficou abaixo de 4 milhões pela primeira vez em quatro anos.
Josiane Cotrim
10.10.07 - EXPORTAÇÕES:
Crescimento continua 
Superávit comercial
Apesar do Euro permanencer alto, as exportações alemãs continuam crescendo. No mês de agosto as firmas alemãs exportaram mercadorias no valor de 77,7 bilhões de Euros. Ou seja, 12,4 por cento a mais que no ano anterior, segundo informou o Departamento Federal de Estatística, terça-feira (09.10) em Wiesbaden, a capital do Estado de Hessen.
Foi o maior crescimento do superávit desde abril. Com 63,6 bilhões de Euros, as importações tiveram um aumento de 9,5 por cento em agosto. Em comparação com o ano passado, o superávit da balança comercial subiu de 11 para 14 bilhões de Euros. Todas as regiões do mundo contribuíram para o crescimento do comércio exterior alemão.
Josiane Cotrim
28.09.07 – QUEDA LIVRE:
Índice de desemprego em baixa 
Menor índice dos últimos 12 anos
De acordo com a Agência Federal de Empregos, o mês de setembro registrou o índice de desemprego mais baixo dos últimos 12 anos, com 3.543.000 pessoas desocupadas ou seja,162 000 a menos que no mês passado. Ao mesmo tempo, o número de empregados de 39,86 milhões foi o mais alto desde que um levantamento deste tipo foi feito pela primeira vez no país reunificado, em 1991.
A taxa atual de desemprego é de 8,4 por cento, o que significa uma queda de 0,4 pontos percentuais do total em relação ao mês anterior. No mesmo período do ano passado a taxa de desemprego era de 10,1 por cento.
A queda no desemprego é reflexo do boom do mercado de trabalho.
Josiane Cotrim
14.09.07 – SAPATOS:
Novas tendências 
Calçados brasileiros em Düsseldorf
A volta do conforto: essa é a principal tendência na moda de sapatos. Durante três dias a indústria calçadista mostra seus produtos e as tendências do setor em Düsseldorf na maior feira de sapatos e artigos de couro do mundo, a GDS/GLS. Cerca de 1380 expositores de 45 países de todo o mundo exibem suas coleções para o próximo ano. Sapatos infantis também ocupam lugar de destaque como mostra o modelo brasileiro na foto.
A tendência apresentada pelos especialistas é o contraste de cores claras como o branco, o creme e o cinza com os tons fortes de vermelho, amarelo e azul. Solas de borracha dão um toque esportivo e os sapatos confortáveis dominam a tendência das coleções que estarão nas vitrines ano que vem.
Josiane Cotrim
27.08.07 – CRESCIMENTO:
Benefício é para todos 
Ministros participam de reunião
Os integrantes do governo federal reuniram-se durante dois dias em Meseberg, ao norte de Berlim, para discutir formas de manter as bases do crescimento econômico a longo prazo e levar os resultados desse crescimento para a população em geral. “Não queremos deixar ninguém para trás”, enfatizou a chanceler Angela Merkel. Para isso, foi estabelecido um programa de trabalho centrado em cinco pontos fundamentais: novas oportunidades no mercado de trabalho, energia e proteção climática, estabelecimento de regras internacionais para a economia de mercado, a questão das mudanças demográficas e modernização do Estado com uma administração mais aberta ao cidadão.
Josiane Cotrim
27.08.07 – CONJUNTURA 2007:
O futuro diante dos olhos 
A economia alemã cresce como há anos não ocorria e torna-se a locomotiva do crescimento na Europa. Um relato sobre as estratégias bem-sucedidas das empresas e o que há por trás deste impulso
Fábrica da VW em Dresden
"Atualmente, tudo está dando certo”, afirma Helmut von Monschaw. Ele deve saber do que diz, pois fala diretamente do coração da indústria alemã. Ele é gerente da Associação Alemã das Fábricas de Máquinas-ferramentas (VDW), ou seja, é o porta-voz do setor que fornece máquinas para os fabricantes de carros, móveis e fotocélulas. O motivo da sua euforia: nessa indústria-chave, o volume de encomendas aumentou em bons 40% no primeiro trimestre de 2007 – um índice importante do dinamismo econômico. A VDW não está sozinha quanto às boas notícias. Em 2007, os recordes positivos abrangem todos os ramos. Maior conglomerado químico do mundo, a BASF iniciou o ano vigorosamente, com um aumento de faturamento de 17% no primeiro trimestre. O Deutsche Bank anunciou em maio o melhor resultado trimestral da sua história. E a fábrica de automóveis BMW vendeu tantos carros em junho de 2007, como nunca num único mês. Os faturamentos sobem, os lucros jorram e os prognósticos conjunturais estão sendo corrigidos constantemente para cima. Chegou o impulso econômico.
O ministro da Economia Michael Glos conta este ano com um crescimento econômico de 2,3%. O Instituto de Pesquisa Econômica (ifo) de Munique aumentou em junho o seu prognóstico de crescimento de 2007 para 2,6%. E a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) espera até mesmo 2,8% de crescimento para a Alemanha. Assim, a economia do país está não apenas acima da média da OCDE, mas também na liderança do G7, o grupo dos sete países mais industrializados. A conjuntura cresce e, por sua vez, sobe a arrecadação de impostos, ajudando a reduzir o desemprego. No primeiro semestre de 2007, o ministro da Fazenda Peer Steinbrück registrou um aumento da arrecadação de impostos de 18,4%. Ele supõe que haverá uma receita tributária adicional da ordem de 200 bilhões de euros até 2011. E no mês passado, o número de desempregados foi o mais baixo que se registrou num mês de junho nos últimos doze anos – 3,7 milhões. Foram 712.000 desempregados menos que um ano antes. Em alguns setores já existe, entretanto, até mesmo o temor de uma escassez de mão-de-obra. “O conceito de expansão me parece insuficiente para descrever o que estamos vivendo no momento”, afirmou o ministro das Relações Exteriores Frank-Walter Steinmeier à revista semanal Der Spiegel. “Eu chamaria isto de terceiro milagre econômico. O primeiro aconteceu na reconstrução depois de 1945. O segundo, após a reunificação. Este terceiro está baseado no nosso amplo processo de reformas, que caracteriza a resposta da Alemanha à globalização”, completa.
“Na embriaguez da conjuntura” foi o título de um artigo do semanário Die Zeit, de Hamburgo, que pergunta no subtítulo: “Por que somos tão bons de repente?”. De fato, o impulso econômico surpreendeu muita gente. Especialistas em conjuntura tinham advertido, no início do ano, contra o aumento do imposto de consumo em 3%. Isto poderia paralisar a demanda interna. E também o euro forte seria uma ameaça, pois os produtos alemães se tornariam mais caros no exterior, podendo reduzir as exportações. Os dois temores não se concretizaram.
O impulso econômico baseia-se em fundamentos sólidos. O governo federal alemão criou as bases para isto através da redução de impostos e das reformas no mercado de trabalho. As empresas otimizaram suas estruturas de compras e custos, investiram em produtos inovadores e aumentaram a sua competitividade. E os empregados deram sua contribuição através de reivindicações salariais moderadas e jornadas de trabalho mais longas. Die Zeit cita diversas razões pelas quais a Alemanha está tão forte, naturalmente no contexto de uma economia mundial em expansão. Ponto central: as empresas médias, espinha dorsal da economia alemã. E, em especial, as chamadas hidden champions, empresas quase desconhecidas, mas que são líderes mundiais em seus setores. Elas são comemoradas como “gigantes da província”, como “estrelas escondidas”. Produzem máquinas para furar túneis, instalações de energia eólica ou bombas de concreto. Seu know-how e seus produtos são requisitados em todo o mundo e usados internacionalmente. Por exemplo, a firma Putzmeister, de Aichtal, no estado de Baden- Württemberg, está participando da construção da torre de Dubai, o futuro prédio mais alto do mundo, de 700 metros de altura.
Freqüentemente os clientes não têm alternativa para produtos made in Germany, pois, neste meio tempo, as empresas alemãs vêm sendo líderes não só em ramos tradicionais – construção de máquinas e automóveis ou indústria química –, mas também em setores futuros – tecnologia da informação, biotecnologia e nanotecnologia, sem falar da técnica medicinal e das energias renováveis. O cluster da técnica medicinal em Tuttlingen, em Baden-Württemberg – a capital mundial dos instrumentos cirúrgicos, com 560 especialistas do setor –, impulsiona as empresas a desempenhos sempre maiores, como atletas num campo de treinamento. E a Solarworld, empresa ambiental relativamente jovem, está a caminho de tornar-se a líder mundial, pois está ampliando enormemente sua produção. Em face do boom nas exportações, a firma decidiu em julho duplicar a capacidade da fábrica de wafers solares, a ser construída em Freiberg, na Saxônia. As empresas alemãs destes dois ramos tiram certamente proveito das mudanças demográficas e climáticas. E elas também reconheceram a tempo as tendências globais.
A transformação na Alemanha é acompanhada com atenção no exterior. O jornal americano Herald Tribune a descreveu sob o título “De doente a superastro da Alemanha”. O britânico Economist deu um título mais sóbrio: “A economia da Alemanha está de volta”. E, num recente estudo internacional da consultoria empresarial Ernst & Young, os executivos de 809 empresas multinacionais deram à Alemanha o primeiro lugar como centro econômico mais atraente da Europa e o quarto lugar mundial, após a China, os EUA e a Índia. “Os investidores internacionais apreciam o novo dinamismo e o otimismo reencontrado na Alemanha”, afirmou Peter Englisch, sócio da Ernst & Young, na apresentação do estudo em junho, em Frankfurt. “Hoje, a Alemanha é a locomotiva do crescimento na Europa”.
O ministro alemão de Economia e Tecnologia Michael Glos fez, no início de julho, um pronunciamento oficial sobre o impulso conjuntural.
“Nossa economia dá passos largos. A Alemanha é novamente a locomotiva de crescimento da Europa. Os anos de estagnação terminaram. Mas não podemos parar com as reformas. Quero, antes de tudo, olhar para frente. O impulso conjuntural requer cuidados. É preciso retirar obstáculos do caminho, para que o impulso se transforme num crescimento sustentável. O processo de crescimento vingou. Ele não depende mais apenas da força impulsionadora da economia mundial, dispondo agora de força própria. Neste e no próximo ano, o maior impulso de crescimento será proveniente da conjuntura interna. O governo federal espera para este ano um crescimento de 2,3%. Outros especialistas vêem, já agora, o nosso crescimento bem acima disto. O impulso conjuntural tem continuidade, apesar do aumento do imposto sobre as vendas. Tampouco ocorreu a temida onda de carestia. O impulso estende-se a todos os setores. Em nome do governo alemão e parafraseando o antigo ministro da Economia Ludwig Erhard, eu afirmo: estamos vivendo a prosperidade para todos!
Nunca na história da República Federal da Alemanha houve tantas pessoas empregadas como hoje – quase 40 milhões. Este aumento diz respeito sobretudo a empregados registrados no seguro social, ou seja, a empregos de tempo integral. Também o número de desempregados está em queda. Só nos últimos doze meses, diminuiu em 712000 e está agora por volta de 3,7 milhões. Até o final de 2008, ele cairá para menos de 3,5 milhões. Será então o nível mais baixo em mais de dez anos. O impulso conjuntural chega assim também aos trabalhadores, cujos empregos foram preservados graças a reivindicações salariais moderadas e que agora logram outra vez um claro aumento real da sua remuneração. Apenas os curadores de massa falida é que passam por recessão, já que não há mais tantas empresas insolventes. Mas isto é aceitável para o governo alemão. O que não é aceitável é a falta de mão-de-obra especializada observada atualmente na Alemanha. Apesar de vinte mil engenheiros desempregados, o setor econômico busca desesperadamente tais especialistas. Isto não combina. Isto freia o impulso conjuntural.
Necessitamos de mais investimentos em educação, formação profissional e especialização. Pois, antes de tudo, temos de dar chance às pessoas que vivem no nosso país e buscam trabalho. Ao lado disto, coloca-se na ordem do dia também a questão da imigração controlada de mão-de-obra especializada de outros países. A Alemanha tem de acompanhar a competição global pelas melhores cabeças. Para que o país fique na liderança, o governo federal sempre aumenta os investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Isto é demonstrado pelo planejamento financeiro de médio prazo. Também os Estados e o setor econômico são conclamados a destinar maiores recursos à pesquisa e ao desenvolvimento. Exatamente agora – no surto de progresso – é preciso manter as reformas. O impulso econômico tem muitos motivos: a boa conjuntura mundial, uma política salarial moderada e os esforços das empresas. Isto não teria sido suficiente, no entanto, para retornar ao crescimento econômico. A persistente orientação da grande coalizão, nossa estratégia dos três elementos – sanear, reformar, investir, traz frutos agora. O impulso conjuntural não é espontâneo e necessita de cuidados, como uma planta sensível”.
Entrevista com Peter Englisch, sócio da consultoria internacional de empresas Ernst & Young e responsável por preparar o estudo sobre atratividade de 2007
Sr. Englisch, no seu estudo de 2007 sobre os centros econômicos, a Alemanha ficou no 1º lugar na Europa e no 4º lugar mundial na preferência dos executivos estrangeiros. Quais são os pontos fortes do país?
A Alemanha estabeleceu-se definitivamente como participante da liga global. Em geral, do ponto de vista exterior, as virtudes alemãs são, sobretudo, produtividade, trabalho eficiente e força de inovação. Em especial, os executivos avaliam positivamente a infra-estrutura de telecomunicações, de transporte e logística. A Alemanha também é apreciada pela boa formação da sua mão-de-obra, bem como pela pesquisa e desenvolvimento.
É criticada a tributação das empresas. O governo alemão planeja uma ampla reforma dos impostos empresariais. Que efeito isto terá, sobretudo para as empresas estrangeiras?
O nível de tributação dos lucros empresariais é um critério importante para os investidores. Assim, a redução de alíquotas dos impostos empresariais é um sinal na direção certa. Por outro lado, a “barreira de juros” introduzida no âmbito das medidas de compensação financeira vai em direção errada. Sabemos que a possibilidade de dedução tributária dos juros de financiamentos é muito importante para os investidores. Isto reduz novamente o efeito positivo global da reforma dos impostos empresariais.
A imagem da Alemanha no exterior melhorou. Isto não condiz, porém, com os dados dos investimentos diretos de empresas estrangeiras na Alemanha. Eles perfazem só 9% dos investimentos estrangeiros diretos na Europa. Qual o motivo disto?
Temos na Alemanha, no setor dos investimentos diretos, muitos dados desconhecidos. Isto resulta, entre outras coisas, do fato de termos uma outra cultura de divulgação que os países anglo-saxões. Muitos projetos de investimento permanecem sem divulgação. Por isso, os dados alemães devem ser vistos basicamente apenas como indicadores da evolução – e aí, o crescimento de mais de 50% fala claramente. Supomos que esta tendência continuará e que as “lacunas” existentes entre a imagem e a realidade continuarão sendo fechadas. Um enorme potencial devem ter os setores de logística, de serviços empresariais e as áreas de intensa pesquisa e desenvolvimento.
Acima da Alemanha, no seu estudo, estão a China, os EUA e a Índia. Quais são os argumentos decisivos em prol destes três países? E o que a Alemanha pode fazer para tornar-se ainda melhor?
Na China, EUA e Índia, os investidores vêem o maior potencial mundial de mercado, tanto no que se refere à atratividade do mercado local de consumo, como à disponibilidade de formandos universitários de alta qualificação. Além disto, a defasagem de salários, especialmente na China e na Índia, é um argumento importante. Para fortalecer a Alemanha como centro econômico será cada vez mais importante que um número suficiente de formandos universitários e trabalhadores especializados de alta qualificação esteja à disposição do mercado de trabalho. Finalmente, é preciso continuar corrigindo nossas fraquezas: o direito trabalhista inflexível e os custos burocráticos.
Martin Orth (Revista “Deutschland”)
26.08.07 – BONS VENTOS DO LESTE:
“Faróis” nos novos Estados federados 
Breves perfis de empresas bem-sucedidas
AMD dá título de Silicon Saxony
A Alemanha Oriental está em crescimento: 17 anos depois da reunificação alemã, os cinco novos Estados federados, Brandemburgo, Meclemburgo-Pomerânia Ocidental, Saxônia, Saxônia-Anhalt e Turíngia, apresentam-se como mercados eficazes com boa conjuntura e um índice de crescimento acima da média na indústria de transformação. Indagadas sobre sua situação pelo Instituto de Pesquisa da Economia de Halle (IHW), 300 firmas dos novos Estados expressaram-se apontando uma boa situação econômica e perspectivas muito promissoras. Como praça econômica, a Alemanha Oriental está sendo muito procurada: mais de 500 000 empresas foram fundadas desde 1990. Foram gerados novos empregos e surgiram fábricas com o mais novo padrão de tecnologia, muitas das quais estão entre as mais modernas do mundo. Sejam ramos ambiciosos, como o das energias renováveis, ou a tecnologia de ponta, como a microeletrônica, ou ainda os ramos industriais tradicionais, como a construção de automóveis, muitos conglomerados empresariais – da Alemanha e de todo o mundo - já se estabeleceram na Alemanha Oriental. Uma história de sucessos em sete breves perfis.
Solarworld: uma campeã ecológica de Freiberg na Saxônia
Moderna tecnologia ambiental para uma energia solar limpa: de Freiberg na Saxônia, ela vai para todo o mundo, fazendo da cidade universitária da Alemanha Oriental um centro solar na Europa. Um dos campeões ecológicos da Alemanha estabeleceu-se na antiga metrópole de minas. A firma Solarworld é a líder dos grupos empresariais solares, estando, com outras duas fábricas nos EUA e na Suécia, entre as três maiores empresas solares internacionais.
Os especialistas de energia solar, sediados em Bonn, deixam fabricar em Freiberg todos os produtos necessários para a produção de módulos solares. Da matéria-prima silício e das células solares até as grandes instalações solares: na Solarworld, tudo é feito por uma só mão. Sendo o único conglomerado empresarial solar integrado da Alemanha, esta empresa abriga sob um só teto a completa cadeia de valor acrescentado, com pesquisa e desenvolvimento, acabamento e venda. Apenas recentemente a Solarworld instalou sua fábrica em Freiberg, a qual gerará outros 100 empregos até 2008. Até agora, essa empresa empregou cerca de 60 milhões de euros no seu maior projeto realizado até hoje.
Um investimento no futuro: até agora, a empresa solar já efetuou mais de 40% do seu movimento de venda no exterior, apostando - ao lado dos mercados asiáticos - sobretudo no mercado dos EUA, com seu forte crescimento. Fundada em 1998 pelo engenheiro Frank H. Asbeck, esta empresa já tem na bolsa um valor de cotação de cerca de quatro bilhões de euros. A Solarworld espera para o ano corrente novos recordes no movimento de vendas e no resultado. As encomendas, com um atual volume de vários bilhões de euros, estendem-se até o ano de 2020.
Crescente volume de vendas, crescente número de empregados: a Solarworld também é um motor de empregos para a região. O número de pessoas com trabalho duplicou nos últimos quatro anos, chegando a mais de 600 empregados. No começo de 2007, o grupo empresarial dava emprego a um total de 1 350 empregados. A tendência é de crescimento contínuo. Boas perspectivas para Freiberg.
Enercon: tecnologia de Meclemburgo para a força eólica
A energia eólica registra novo recorde na Alemanha: no primeiro trimestre de 2007, a rede foi alimentada com 15 bilhões de kWh de cerca de 19 000 usinas eólicas em todo o país, que foram construídas por empresas como a Enercon, a maior produtora alemã, conhecida internacionalmente através da sua tecnologia de usinas eólicas e das muitas patentes. Esta empresa de Aurich, nas proximidades da costa do Mar do Norte, reconheceu a tempo o potencial existente na energia eólica, apostando, desde 1998, na Saxônia-Anhalt como importante praça econômica. Na sua firma de Meclemburgo, com um terreno de mais de 300 000 metros quadrados, a Enercon produz geradores, pás de rotores e torres de aço para cataventos. Até hoje, a Enercon instalou, em mais de 30 países, mais de 11 000 usinas com uma capacidade de até 4 500 KW. Muitas delas são provenientes da fábrica de Meclemburgo. Na capital estadual da Saxônia-Anhalt trabalham mais de 2 000 empregados, entre cerca de 6 000 em todo o mundo. Logo deverão ser mais de 3 000 empregados, pois, com investimentos de dois dígitos na casa dos milhões, esta empresa, fundada em1984 pelo engenheiro Aloys Wobben, decidiu ampliar em Meclemburgo principalmente a produção de instalações e construir um novo prédio de administração.
A história de sucesso da Enercon também se mostra no volume de vendas: se no ano de 2000 este perfazia cerca de 600 milhões de euros, ele se duplicou agora a quase 1,2 bilhão de euros. O engajamento da Enercon em Meclemburgo não se reflete apenas nas vendas de rápido crescimento: por incentivar o aproveitamento das energias renováveis, a Enercon recebeu em 2007 o Prêmio Solar Saxônia-Anhalt da Sociedade Alemã de Energia Solar (DGS).
DHL: Aeroporto Leipzig/Halle como eixo europeu
Com sua moderna arquitetura, o Aeroporto Leipzig/Halle já se tornou um símbolo: o moderno terminal imita uma asa de avião, pontes sobre a auto-estrada unem as pistas de decolagem e aterrissagem do aeroporto da Saxônia e Saxônia-Anhalt. Em 2006, aterrissaram e decolaram em Leipzig/Halle mais de 42 000 aviões com um total de 2,3 milhões de passageiros. Mas o que decolou mesmo foi o desenvolvimento do movimento de frete e correio. Neste ponto, o aeroporto já tivera, no passado, enorme crescimento. Futuramente isto deverá aumentar mais ainda, pois, a partir de 2008, Leipzig/Halle se tornará o eixo da DHL. Esta líder no mercado mundial para transporte expresso internacional, transporte terrestre e frete aéreo registra um movimento de vendas anual de 40 bilhões de euros, gerando empregos para 285 000 pessoas, fazendo anualmente 1,5 bilhão de remessas a mais de 220 países. Novos tempos se abrem para este novo aeroporto na Alemanha central: ele se tornará um dos pontos centrais de transbordo de frete aéreo na Europa, funcionando 24 horas por dia. Diariamente, cerca de 50 aviões de carga da empresa de logística deverão ter destino a Leipzig/Halle, transbordando até 2 000 toneladas por noite.
O correio alemão Deutsche Post World Net vai gastar cerca de 300 milhões de euros para o novo posto da DHL, sua filial de remessas expressas e de logística. Mas é um investimento que trará proveito para a DHL e a região, pois com o eixo aéreo Leipzig/Halle, a DHL ampliará sua posição de líder no mercado expresso europeu. Por outro lado, o mercado de trabalho da região terá um grande impulso. Apenas a DHL está planejando cerca de 3 500 novos empregos até 2012. Com outras empresas, que aí se estabelecerão, poderão ainda ser gerados por volta de 7 000 empregos.
Porsche e BMW: construtoras de automóveis em Leipzig
Na construção de automóveis, Leipzig está na dianteira: a BMW e a Porsche, dois notáveis conglomerados automobilísticos alemães, apostam na Saxônia e em veículos “made in Leipzig”. Porsche, a construtora de automóveis esportivos, decidiu-se em 1999 por Leipzig como segunda fábrica de carros. A fábrica original na sede da empresa em Zuffenhausen, perto de Stuttgart, chegara aos limites da sua capacidade de produção. Para a sua terceira linha de montagem, o todo-terreno Cayenne, a Porsche teve que procurar um novo lugar de montagem. Somente assim, a empresa, que recentemente registrou um superávit impressionante na casa dos bilhões, pôde dar seqüência à sua estratégia de crescimento. Por que Leipzig? Porque sua infra-estrutura de primeira classe como praça econômica é convincente. Leipzig ofereceu a área suficiente para a produção de veículos, um centro para clientes, inclusive pistas e terrenos de prova com aclives extremos e um fosso de água para treinamentos de segurança na condução de veículos. A Porsche investiu um total de 127,7 milhões de euros na filial de Leipzig, gerando 800 empregos. Desde dezembro, é produzido lá o Cayenne. E também o cupê esporte Panamera, que estará no mercado em 2009, será montado nessa fábrica. Por isso, outros investimentos já foram planejados: a Porsche quer investir outros 120 milhões de euros na fábrica de Leipzig, para financiar a construção de um novo galpão de montagem, de uma oficina para aprendizes e de um centro de logística. A BMW, a terceira maior construtora de veículos na Alemanha, que produziu nos últimos tempos mais de 1,3 milhão de automóveis anualmente, decidiu-se por Leipzig por motivos semelhantes aos da Porsche. Diariamente, a BMW monta até 650 veículos das séries 1 e 3 na sua fábrica de Leipzig, uma das suas 22 fábricas de produção em 12 países. Desde o começo de 2005, são feitos aqui, em três galpões de construção, os trabalhos de pintura, a fabricação de carrocerias, e a montagem. Uma das mais badaladas obras da moderna fábrica de automóveis, na qual trabalham mais de 5 000 pessoas, é o prédio da administração, num design premiado da grande arquiteta britânica Zaha Hadid.
www.porsche-leipzig.com, www.bmw-werk-leipzig.de
Jenoptik e Carl Zeiss: alta tecnologia de Jena
A alta tecnologia com tradição vem de Jena: a Carl Zeiss AG e a Jenoptik AG, na cidade de Jena, na Turíngia, são no mundo todo o primeiro endereço para técnica laser inovadora, lentes de precisão modernas ou eficazes sistemas de medição e microscópios. Procuradas são as competências de ambas as empresas, principalmente na tecnologia medicinal, no tratamento de materiais, na indústria de semicondutores, na tecnologia de aeronáutica e astronáutica, na tecnologia de segurança do trânsito ou no processamento digital de imagens. Jena é a sede principal da Jenoptik AG, que aumentou em 2006 o seu volume de vendas em 18% a 485 milhões de euros, dando emprego a mais de 3 000 pessoas. Em junho de 2006, a Jenoptik inaugurou em Tripits, na Turíngia, o maior e mais moderno centro europeu de fabricação de elementos e sistemas ópticos de material plástico.
Para a Carl Zeiss AG, cuja sede é em Oberkochen (Baden-Württemberg), Jena é uma das 13 cidades de produção. Na Turíngia, esta empresa, com mais de 11 000 empregados e com um volume de vendas de cerca de dois bilhões de euros, fabrica, entre outros, produtos da tecnologia medicinal e microscópica.
AMD: grande investidor em Dresden
Sua fama de “Silicon Saxony” para a tecnologia de ponta já lhe pertencia: a AMD, fábrica de chips norte-americana, concentra sua produção de microprocessadores na capital estadual da Saxônia, fazendo de Dresden um centro da microeletrônica na Europa. Um estabelecimento que cheira recorde: a AMD é na Alemanha um dos maiores investidores internacionais da última década. Este grupo empresarial, que opera mundialmente com um volume de vendas anual de muitos bilhões de dólares, investiu na sua filial de Dresden, até fins de 2006, mais de cinco bilhões de dólares – um dos projetos dos EUA de maior peso financeiro na Alemanha. Assim, surgiram duas fábricas de semicondutores e o Dresden Designer Center, o centro europeu da AMD para o desenvolvimento de produtos. Depois da primeira fábrica, inaugurada em 1999, a AMD inaugurou sua segunda fábrica em 2005, com a qual foram gerados outros 1 000 empregos. Para a empresa, que tem 16 000 empregados, trabalham no momento em Dresden cerca de 3 000 engenheiros, técnicos e outros especialistas em tecnologia de semicondutores. Segundo dados da firma, foram produzidos aqui, até agora, muitos milhões de processadores. Até 2008, a AMD quer alcançar uma produção anual de 100 milhões de processadores em Dresden. A direção do grupo empresarial também conta com uma carga total da capacidade de produção em Dresden nos próximos anos.
www.www.amd.com/de-de/
Dow: produtos químicos da Saxônia e Saxônia-Anhalt
Sejam produtos cosméticos, aparelhos elétricos, matérias têxteis ou embalagens para produtos alimentícios, os produtos químicos sempre estão presentes no dia-a-dia. Eles são fabricados por firmas como a Dow Chemical Company. Este grupo empresarial dos EUA é líder na produção mundial de certos produtos químicos e de material plástico, tendo um volume de vendas anual de cerca de 40 bilhões de dólares e mais de 40 000 empregados, estando, assim, entre as 100 maiores empresas industriais no mundo todo. Sendo a Alemanha para a Dow um mercado com um dos maiores volumes de venda na Europa, com quase quatro bilhões de euros, essa empresa investiu na Saxônia e na Saxônia-Anhalt. São filiais que estão entre as mais modernas do ramo químico. A Dow vem se engajando desde 1995 nesses dois Estados alemães, dando emprego nas suas fábricas em Böhlen (Saxônia), Schkopau, Leuna e Teutschenthal (Saxônia-Anhalt) a um total de 2 300 pessoas. Para a produção e a pesquisa da Dow, a Alemanha Oriental já é, há muito tempo, um apoio financeiro importante. Nas fábricas são produzidas muitas substâncias químicas básicas que servem de produtos básicos na elaboração de matérias plásticas, tintas ou produtos destinados à conservação. Além disso, a Dow aposta na cooperação com a Sociedade Fraunhofer e outros institutos científicos da região: com um próprio parque industrial em Schkopau, a Dow concentrou a competência da pesquisa na indústria plástica.
Oliver Sefrin (Revista “Deutschland")
08.08.07 – “MADE IN GERMANY”:
Exportações em alta 
Demanda crescente nos portos
Graças à demanda mundial, as exportações alemãs continuam crescendo. Na primeira metade do ano, a venda de mercadorias para o exterior foi de 430 bilhões de euros, ou seja, 11,2% a mais que o mesmo período do ano anterior, segundo informação do Departamento Federal de Estatísticas. Só em junho, o acréscimo nas importações foi de 11,9%, aumentando assim o superávit de 13 para 16,5 bilhões de euros. A demanda por mercadorias “Made in Germany” foi especialmente alta para países fora da Europa. O aumento dessas importações na primeira metade do ano foi de 7,6%, num total de 354 bilhões de euros.
Josiane Cotrim
25.07.07 – PRIVATIZAÇÃO:
Trilhos e estações ficam com o Estado 
DB não será totalmente vendida
O caminho para a privatização de uma grande parte do transporte ferroviário está aberto. O governo federal aprovou por unanimidade o projeto de lei sobre a reorganização do sistema de trens. “Queremos trabalhar em parceria com o setor privado e incrementar os investimentos em trens modernos, além de atrair mais passageiros para o transporte ferroviário” disse o ministro dos Transportes, Wolfgang Tiefensee, após a aprovação do projeto de lei em Berlim. Alguns estados, porém, resistem à aprovação da nova lei por entenderem que a mesma gera dificuldades para as pequenas empresas privadas do setor por privilegiar a Deutsche Bahn, líder do mercado.
De acordo com o projeto, o setor privado não poderá deter mais que 49% da Deutsche Bahn. O ministro acredita que a venda de 20 a 25% da companhia de estradas de ferro será feita brevemente. No entanto, a maior parte fica, de qualquer maneira com o Estado, que é obrigado pela constituição garantir a infra-estrutura necessária para o bom funcionamento do serviço.
Josiane Cotrim
17.07.07 – AIRBUS:
Partilhando responsabilidades 
Cooperação no ar
“Eficiente e equilibrado”. Assim a chanceler Angela Merkel classificou o acordo firmado com o presidente Nicholas Sarkozy sobre a futura governança do grupo europeu EADS. Os dois elogiaram o acordo durante encontro na sede da Airbus em Toulouse e consideraram que o mesmo possibilitará um trabalho eficiente do maior conglemerado aeroespacial da Europa.
Conforme o acordo, o alemão Thomas Enders dirigirá a Airbus - maior subsidiária da EADS - enquanto o francês Louis Gallois presidirá a EADS. A nova estrutura deverá ser colocada em prática até o final do ano. Um princípio de rotatividade permitirá que França e Alemanha se revezem a cada cinco anos alternando as responsabilidades.
Josiane Cotrim
12.07.07 – AVIAÇÃO:
Lufthansa e AirUnion juntas 
Parceria com a Rússia nos ares
A Lufthansa acaba de firmar um contrato de cooperação com a segunda maior empresa russa do setor, a AirUnion. A maior companhia de aviação alemã quer ampliar suas ofertas para a Rússia, informou a Lufthansa em Frankfurt. Ambas companhias formalizaram a intenção de desenvolver uma parceria estratégica e planejam um sistema mútuo de vendas a partir do verão de 2008. A médio prazo, planejam, também, uma cooperação nos programas de fidelidade. “A Rússia é um destino importante para nossos clientes que tem apresentado um crescente e significativo crescimento”, enfatizou o chefe da Lufthansa, Wolfgang Mayrhuber.
No Brasil a Lufthansa tem vôos diários para Frankfurt, Munique e Buenos Aires a partir do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
Josiane Cotrim
05.07. 07 - CONTAS EM DIA:
Alemanha quer zerar dívidas até 2011 
Ministro comemora
O governo alemão não quer contrair novas dívidas a partir de 2011. O gabinete decidiu isso em encontro que abordou também o planejamento orçamentário para 2008. O ministro da Fazenda, Peer Steibrück, acredita que três anos é um prazo realista para alcançar a meta. A última vez que a Alemanha teve um orçamento equilibrado foi em 1969.
O ministro reagiu à pressão para que o país parasse de contrair dívidas dizendo que não gostaria de fazer promessas sem a certeza de conseguir cumpri-las, e que, caso o equilíbrio fiscal aconteça antes de 2011, ele “abrirá de bom gosto uma garrafa de vinho”. A Alemanha deve fechar 2007 com um défict bem menor do que os 19,58 bilhões de Euros originalmente previsto.
De acordo com o orçamento para 2008, o país deve aumentar suas despesas em 4,7%. Para os anos seguintes, a maior parte dos gastos extras está ligada a projetos de infra-estrutura, formação e pesquisa, segurança interna e externa, além de ajuda ao desenvolvimento. Para Steinbrück, “não faz nenhum sentido economizar a ponto de paralizar totalmente o governo”.
A Alemanha possuí dívidas que chegam a 1,5 trilhões. Reduzir este montante é prioridade máxima após o equilíbrio das contas públicas. No entanto, o ministro não descarta a hipótese de diminuir a carga tributária após as eleições para o parlamento em 2009.
Mariana Antoun
29.06.07 – ATRAÇÃO ECONÔMICA:
Alemanha é favorita de investidores na Europa 
País tem mão-de-obra qualificada
Uma pesquisa realizada por uma empresa de consultoria americana revelou que a Alemanha é o país europeu preferido pelos investidores. O país ficou em quarto lugar depois da China, EUA e Índia. Os fatores apontados pelos investidores para justificar a preferência foram a infra-estrutura e a formação qualificada da mão de obra. Como pontos desfavoráveis do país, os 809 gerentes que participaram da pesquisa apontaram as rigorosas leis trabalhistas, o custo do trabalho e os altos impostos no país.
Um dos resultados do bom clima de investimento: a taxa de desemprego continua caindo. O mês de junho registrou o menor número de desempregados desde o ano 2000. A taxa está em 8,8% enquanto esteve em 10,5% no mesmo período do ano passado.
Josiane Cotrim
04.06.07 - BOOM DE EMPREGO:
Cai número de desempregados 

O índice de desemprego continua caindo na Alemanha. O número atual de desempregados é de 3 milhões e 800 mil. O mês de maio registrou a menor taxa dos últimos 5 anos com 161 mil desempregados a menos que no mês anterior. Em comparação com o mês de maio do ano passado, foram registrados 732 mil desempregos a menos. Segundo os especialistas em estatística da Agência Federal do Trabalho a boa notícia explica-se, em parte, pelo fato de, normalmente, esse índice cair durante a primavera na Alemanha, quando muitos trabalhos são retomados com o fim do inverno. Mas, não é só isso. A favorável conjuntura econômica atual também explica os resultados positivos.
Josiane Cotrim
22.05.07 - HAMBURGO:
Investimento pesado no porto 
Hamburgo, no norte da Alemanha, possui o oitavo maior porto de containers do mundo. Até 2015 o porto vai receber um investimento de 2,9 bilhões de euros. Prognósticos realizados indicam que o movimento do porto deverá dobrar passando de 9 para 18 milhões de containers por ano. Daí a necessidade de um investimento significativo para garantir a posição de líder mundial do maior porto da Alemanha.
Josiane Cotrim
16.05.07 - EURO:
Moeda como fator de sucesso 
Treze países, uma moeda. A moeda comunitária é uma história européia de sucesso e, ao mesmo tempo, exemplo e modelo para outras regiões do mundo
Burburinho a meia-voz no saguão do Banco Central Europeu (BCE), em Frankfurt. Em meio ao denso sussurro ressaltam-se repetidamente expressões como “meio circulante”, “taxa de inflação”. Logo vai começar a rotineira conferência de imprensa do presidente do BCE, Jean-Claude Trichet. Os jornalistas conhecem o ritual, sabem o que é importante. Trichet irá anunciar um aumento da taxa referencial dos juros em novembro? O que é favorável e o que é contrário a isso? E, sobretudo, como é que o presidente do BCE formulou suas declarações no passado recente? Aqui, o importante são as entrelinhas. As discretas alusões do presidente recebem logo a atenção completa. E os analistas e repórteres pressentem: se o principal guardião da moeda falar de “atenta vigilância”, então não estará longe um aumento dos juros na Zona Euro. Em épocas recentes, o presidente falou cinco vezes de “atenta vigilância” e, em seguida, os juros aumentaram cinco vezes. Conjecturas e mais conjecturas – até que Jean-Claude Trichet, um homem magro, elegante, sobe ao pódio e lê o resultado da reunião matinal do Conselho do BCE: “Com base na nossa rotineira análise econômica e monetária, decidimos hoje deixar a taxa referencial dos juros sem alteração”.
Alívio no salão, pois esta decisão significa que a taxa de inflação na Zona Euro permanecerá abaixo de dois por cento e o crescimento não será tolhido por novos aumentos de juros.
Garantir o poder de compra do euro e, com isso, a estabilidade de preços na Zona Euro é a tarefa principal do BCE. E isto foi logrado até agora, com grande êxito, pelos guardiões da moeda comunitária. Desde a introdução do meio circulante do euro, em 1º de janeiro de 2002, o custo de vida na Alemanha, por exemplo, subiu pouco mais de dois por cento ao ano – apesar do drástico aumento do custo de energia. Apesar das reconhecidas dificuldades iniciais, os 314 milhões de cidadãos de UE, nos doze países da Zona Euro, estão entretanto familiarizados com a moeda, sabem apreciar as vantagens do euro. Em 2007, a Eslovênia une-se à Zona Euro, como 13º país. Também no setor financeiro global, a moeda comunitária obtém êxito considerável. O euro é uma das moedas mais requisitadas do mundo. Sua participação nos mercados financeiros internacionais está em torno de 30 até 40 por cento, enquanto o dólar tem uma participação de 50 até 60 por cento. Com isso, o euro é a moeda número dois do mundo. “O que foi logrado na Europa é visto como incentivo por outras regiões do mundo, por exemplo, nos países do Golfo, no sul da África e no sudeste asiático”, diz o alemão Jürgen Stark, economista-chefe do BCE. “Estas regiões já elaboram projetos de integração monetária”.
Moeda referencial: Também fora da Zona Euro, a moeda européia tem grande importância. Um total de 40 Estados utilizam o euro ou uma moeda dele dependente. No Kosovo e em Montenegro, o euro é até mesmo a moeda oficial por força de lei.
Revista “Deutschland”
07.05.07 - FABER-CASTELL:
Explorando negócios no Brasil com responsabilidade 
Na visita que o presidente alemão Horst Köhler fez ao Brasil em março, o acompanhava em sua comitiva o Conde de Faber-Castell, Wolfgang Anton Faber-Castell. Sim, você conhece esse nome: o conde é presidente da famosa indústria de lápis. A companhia existe na Alemanha desde 1761 e Wolfgang Anton representa a oitava geração de uma família que se tornou sinônimo de material de escrita desde que introduziu, no século XIX, um padrão de fabricação de lápis que serve de referência para a indústria até hoje.
Mas não é só por causa da qualidade de seus produtos que a Faber-Castell é conhecida: ela também se destaca entre as companhias que levam a responsabilidade social a sério. O Brasil, onde o grupo tem a maior fábrica de lápis do mundo (produz 1,5 milhão de unidades por ano), é também o país onde ela mantém áreas de reflorestamento que suprem de madeira toda sua linha de produção internacional. Somente com um terço dessas árvores replantadas, a empresa compensa todo o dióxido de carbono que suas fábricas produzem. No ano passado, teve também destaque na imprensa a decisão da Faber-Castell de suspender negócios com um fornecedor brasileiro acusado de explorar a mão-de-obra infantil.
Dennis Barbosa
02.05.07 – DESEMPREGO EM QUEDA:
Índice registrado é o melhor desde 2002 
Pela primeira vez em quatro anos o número de desempregados na Alemanha ficou abaixo de 4 milhões. O número de desempregados caiu em 141 mil comparado ao mês de março e 824 mil em relação ao ano anterior. A queda do índice de desemprego tem um importante efeito psicológico e os prognósticos são positivos: o desemprego tende a continuar diminuindo na Alemanha, segundo informou o ministro do Trabalho Franz Müntefering.
dpa
16.04.07 – FEIRA DE HANNOVER:
Parceria turca atrai empresários para o evento 
Diálogo econômico entre países
Alemanha e Turquia querem reforçar suas relações econômicas e avançar as discussões sobre a adesão turca ao bloco europeu. Este ano, a Feira de Hannover, evento líder mundial da tecnologia da indústria, contou com a parceria da Turquia. Após encontro com a chanceler Angela Merkel, o presidente Recep Tyyip Erdogan, afirmou que as discussões em torno da adesão de seu país à UE requer paciência e que espera que um novo capítulo sobre o assunto seja aberto até junho próximo. No discurso de abertura da feira, a chanceler Angela Merkel mencionou as reformas econômicas realizadas pela Turquia e referiu-se aos quase dois milhões e 500 mil turcos que vivem na Alemanha e a necessidade de integração ao país. Mais de 250 representantes de empresas turcas participam da feira de Hannover. No total, cerca de 6 mil e 400 expositores de mais de 60 países mostram seus produtos na feira que se encerra neste dia 20.
Josiane Cotrim
12.04.07 - CONTRA A PIRATARIA:
Sugestões para combater falsificações 
Reunião do G8 discute plano alemão
O governo alemão quer aproveitar a reunião do G8 que se realiza em junho na cidade balneária de Heiligendamm para reforçar a luta contra a falsificação de marcas e produtos. Um catálogo contendo estratégias para proteger os produtos de falsificação foi elaborado pelo ministério da economia e será apresentado durante o encontro de cúpula do grupos dos 7 países mais desenvolvidos e Rússia que desta vez contará com a participação dos países emergentes Brasil, China, Índia, México e África do Sul.
Josiane Cotrim
11.04.07 – ECONOMIA VERDE:
Mais empregos e qualidade de vida 

Uma pesquisa desenvolvida pelo jornal alemão “Frankfurter Allgemeinen Sonntagszeitung” (FAS) revela que o setor ecológico é o que mais impulsiona a geração de empregos na Alemanha. O estudo indica que num futuro próximo o ramo irá gerar mais empregos que a indústria automobilística e de maquinário pesado e que em poucos anos as chamadas “Eco-empresas” podem render mais receita que aqueles tradicionais setores da economia alemã juntos. O ministro do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel (SPD) já fala até de “uma terceira revolução industrial”. Calcula-se para 2030 um movimento de um bilhão de Euros para o setor: a Tecnologia Verde “made in Germany” gera empregos e qualidade de vida.
Além de já ser líder mundial nos setores de energia solar, energia eólica e biodiesel, o país também é campeão na reciclagem de embalagems, na reutilização das águas pluviais e na fabricação de aparelhos domésticos mais econômicos.
Josiane Cotrim
28.03.07 – ECONOMIA EM ALTA:
Alemanha Oriental de vento em popa 

Segundo estudo realizado pelo Instituto Suiço de Pesquisas Econômicas Prognos algumas regiões da Alemanha Oriental registraram um sensível crescimento nos últimos três anos. A pesquisa revela que Dresden, Potsdam e Jena conseguiram nesse ano até mesmo ficar entre os 20 melhores desempenhos econômicos de toda Alemanha, dividindo a classificação com cidades como Colônia e Frankfurt. O melhor desempenho, no entanto, é de Greifswald, cidade do mar Báltico, no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. Nos últimos três anos passou do 224° lugar para 101° no ranking. Um fator que contribuiu para essa performance foi a estreita interação da universidade com a economia local.
Oito das dez cidades e distritos alemães que apresentaram vigorosa melhoria econômica, estão situadas no Leste. Pela segunda vez desde 2004 o Instituto Prognos pesquisou a capacidade de concorrência econômica em todas as 439 cidades e distritos alemães. Dresden, que se encontra em 13° lugar, apostou na indústria eletrotécnica e na microeletrônica. Potsdam, 15° lugar no ranking, se beneficia da proximidade com a capital Berlim e desenvolveu um centro de empreendimentos de serviços que lhe atesta, de acordo com o estudo, as melhores perspectivas para o futuro.
A pesquisa confirma que o distrito de Munique, na Baviera, mantém o primeiro lugar em termos de crescimento econômico em toda a Alemanha, resultado que tem se mantido nos últimos anos.
Josiane Cotrim
23.03.07- HANNOVER HIGH TECH:
CeBIT, maior feira tecnológica do mundo, dita as tendências do
setor 
Angela Merkel em Hannover
Com 480 mil visitantes e a realização de milhões em negócios, a CeBIT - Feira Internacional de Tecnologia de Informação, Telecomunicações, Softwares e Serviços- é o evento máximo da alta tecnologia, realizado anualmente em Hannover. Esse ano a feira cumpriu seu papel impulsor da economia do ramo, além de ditar as tendências e novidades da tecnologia da informação. Segundo um dos organizadores da feira, Ernst Raue, as transações realizadas atingiram 11 bilhões de Euros e o número de visitantes teve um aumento de 10%. Não só os organizadores, mas os expositores também mostraram-se satisfeitos com os resultados da CeBIT.
No próximo ano a feira deverá ter um novo formato. Com uma duração de cinco dias ao invés de seis a feira deverá intensificar a participação de visitantes do ramo. Até agora essa participação gira em torno de 85%. A CeBIT atraiu esse ano cerca de 6 mil e 100 expositores de 77 países. Segundo dados recentes esse número manteve-se estável em comparação ao ano passado mesmo sem a participação de gigantes do setor como Nokia e Motorola. O importante mesmo é garantir que a feira continue ditando as tendências do setor.
Josiane Cotrim
02.03.07 – SETOR AEROESPACIAL:
Reestruturação da Airbus 

O governo alemão mostrou-se receptivo ao programa de reestruturação da Airbus. O programa de reetruturação “Power 8” foi discutido e aprovado pelo Conselho diretivo da companhia européia EADS, matriz da Airbus. O programa tem por objetivo preparar a Airbus para os novos desafios decorrentes da desvalorização do dólar, bem como dos atrasos da produção do A380 e da futura nescessidade de investimentos.
A Chanceler alemã, Angela Merkel e o ministro alemão da Economia, Michael Glos, consideram o plano de reestruturação da companhia uma ótima base para assegurar o futuro de suas atividades. A companhia conseguiu manter um equilibrio na divisão dos potenciais de expansão e riscos envolvidos entre a Alemanha e a França.
No futuro, os pontos de produção alemães permanecerão também com uma participação no desenvolvimento de novas tecnologias. Merkel disse que se empenhou junto ao governo francês a fim de manter esse princípio. O ministro da Economia, Michael Glos, também ressaltou a “justa e equilibrada divisão dos encargos envolvidos” entre os pólos de produção na Alemanha, França, Grã-Bretanha e Espanha. O plano de reestruturação “Power 8” definirá os pilares que irão assegurar o futuro do modelo de sucesso da Airbus.
Diante das conjunturas do “doloroso corte” de funcionários o governo alemão confia na confirmação da diretoria da companhia ao afirmar que o corte de pessoal será distribuído ao longo dos três ou quatro próximos anos de forma socialmente tolerável.
Josiane Cotrim
23.02.07 – NAVIOS:
Estaleiros produzem mais 

Os cinco grandes estaleiros alemães situados no mar Báltico, no estado de Mecklenburgo-Pomerânia Ocidental, estão com a lista de encomendas lotada até 2009. No ano passado a construção de navios teve um aumento de 40% em relação ao ano anterior. O ministério da Economia informou que esse foi o melhor resultado do setor desde a reunificação da Alemanha.
Os estaleiros da região construíram 24 navios em 2006 dos quais 22 destinados ao transporte de contêineres. O valor total dos negócios alcançaram um bilhão de Euros. Esse ano deverão ficar prontos mais 28 navios e até 2009 já existem mais 75 encomendas que movimentarão mais de 3 bilhões de Euros. Com isso os estaleiros estarão trabalhando com sua capacidade máxima de produção.
Josiane Cotrim
09.02.07 - BRINQUEDOS:
Setor otimista 

Com um número recorde de visitantes, a maior feira de brinquedos do mundo, realizada anualmente em Nuremberg, terminou com perspectivas muito otimistas para o setor.
O aumento de 500 revendedores e compradores nesse ano permitiu, pela primeira vez, a quebra da barreira de 80 mil visitantes, registrando um total recorde de 80 mil e 300 participantes. 38,2% dos quase 2 mil e 800 expositores avaliam que o mercado de brinquedos está em alta, comparado com 30,9% que disseram acreditar no setor no ano passado. Na esfera mundial, o mercado está ainda mais otimista: metade dos estrangeiros acreditam que o momento é favorável para a indústria. Os jogos de grupo, modelismo e brinquedos de madeira são os mais vendidos e, em todos os gêneros de brinquedos, a preferência é para aqueles que agregam valor pedagógico.
Josiane Cotrim
02.02.07 – DEUTSCHE BANK:
Desempenho recorde continua em 2007 

Após o sucesso de 2006, o Deutsche Bank quer continuar melhorando ainda mais a sua performance em 2007. “É possível continuar obtendo sucesso constante como no ano de 2006” disse o diretor geral, Josef Ackermann, em Frankfurt, durante a apresentação do balanço anual do banco. Os números demonstram que no último ano fiscal houve um aumento de 70% do excedente das contas, alcançando um valor de 6 bilhões de Euros, em função de conjunturas favoráveis, disse Ackermann.
O quadro de funcionários do banco também foi ampliado em 2006. A nível mundial, houve um aumento de 9% dos empregos de tempo integral, alcançando um número total de 68.849 funcionários. Na Alemanha o número de funcionários permaneceu quase inalterado com 26. 401. No último trimestre de 2006, o Deutsche Bank empregou 1.300 novos funcionários no mundo, dos quais 69 na Alemanha.
Josiane Cotrim
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