BENS DURÁVEIS: Primeiros resultados da pesquisa 2008
ORÇAMENTO 2009: Bundestag aprova valores
INFLAÇÃO: Queda acentuada em novembro
OPEL: Governo considera pedido de socorro
VOLKSWAGEN: Vendas em queda
NATAL: Alemães devem gastar menos
DEUTSCHE BAHN: Privatização adiada
EMPREGO: Novo recorde
BAYERNLB: O primeiro banco a pedir socorro
BANCOS: Pacote é aprovado
PACTO SOLIDÁRIO: A construção do Leste
DESEMPREGO: Queda continua
CRISE FINANCEIRA: As poupanças estão seguras, diz Ministro
FÁRMACOS: Aumento nas exportações
DEUTSCHE BAHN: China tem interesse
FUSÃO BANCÁRIA: Negócio de quase 10 bilhões
AVIAÇÃO: Lufthansa quer super Airbus
ARRECADAÇÃO: Superávit de 6,7 bi no 1° semestre
FEIRA DO CONSUMIDOR: IFA expõe eletrodomésticos
AIRBUS: Entregue primeiro A380
LUFTHANSA: Vôos cancelados e impasse
PIANOS STEINWAY: De Hamburgo para o mundo
MENOS DESEMPREGADOS: Em busca do pleno emprego
DERIVADOS DO LEITE: Boicote deixa prateleiras vazias
COMÉRCIO EXTERIOR: Mantendo o primeiro lugar
BARÔMETRO MORAL: Preferência "socialmente responsáveis":
NEGÓCIO DA CHINA: Interesse pelo trem alemão
MERCADO DE TRABALHO: Cada vez menos desempregados
CLIMA QUENTE PARA NEGÓCIOS: Resultados continuam positivos
GREVE GERAL: Transportes paralisados
QUEDA NO DESEMPREGO: Demanda por mão-de-obra continua
FISCO: Lamentável sonegação
NUTRIÇÃO: Opção pelo orgânico
UM BOM COMEÇO: Pagamento na zona euro já funciona
ENERGIA SOLAR: O sol nasce no leste
SUPERÁVIT: Motivo de comemoração
ECONOMIA TOP: Alemanha em alta com gestores e executivos
SALÁRIOS: Mínimo em discussão
EISWEIN 2007: Uma safra bem sucedida
RENAS NATALINAS: Criação em Brandemburgo
FERROVIÁRIOS: Braços cruzados por melhores salários
VIRADA DA ECONOMIA: Após o boom do emprego
CAMPEÃ DO MUNDO: Alemanha foi quem mais exportou em 2007
MAQUINÁRIO PESADO: Segunda maior indústria do país
DE BRAÇOS CRUZADOS: Trens paralisados
FROTA COMERCIAL: 40% dos navios de containers são alemães
COMPRAS ON-LINE: Recorde de lucro
HALLOWEEN: O horror aquece o comércio
A TODO VAPOR: Prognósticos positivos
EXPORTAÇÕES: Crescimento continua
QUEDA LIVRE: Índice de desemprego em baixa
SAPATOS: Novas tendências
CRESCIMENTO: Benefício é para todos
CONJUNTURA 2007: O futuro diante dos olhos
BONS VENTOS DO LESTE: “Faróis” nos novos Estados federado
“MADE IN GERMANY”: Exportações em alta
PRIVATIZAÇÃO: Trilhos e estações ficam com o Estado
AIRBUS: Partilhando responsabilidades
AVIAÇÃO: Lufthansa e AirUnion juntas
CONTAS EM DIA: Alemanha quer zerar dívidas até 2011
ATRAÇÃO ECONÔMICA: Alemanha é favorita de investidores na Europa
BOOM DE EMPREGO: Cai número de desempregados
HAMBURGO: Investimento pesado no porto
EURO: Moeda como fator de sucesso
FABER-CASTELL: Explorando negócios no Brasil com responsabilidade
DESEMPREGO EM QUEDA: Índice registrado é o melhor desde 2002
FEIRA DE HANNOVER: Parceria turca atrai empresários para o evento
CONTRA A PIRATARIA:Sugestões para combater falsificações
ECONOMIA VERDE: Mais empregos e qualidade de vida
ECONOMIA EM ALTA: Alemanha Oriental de vento em popa
HANNOVER HIGH TECH: CeBIT, maior feira tecnológica do mundo,
dita
as tendências do setor
SETOR AEROESPACIAL: Reestruturação da Airbus
NAVIOS: Estaleiros produzem mais
BRINQUEDOS: Setor otimista
DEUTSCHE BANK: Desempenho recorde continua em 2007
02.12.08 - BENS DURÁVEIS:
Primeiros resultados da pesquisa 2008 
Alemães vão às compras!
40 milhões de automóveis, 48 milhões de computadores pessoais, 60 milhões de telefones celulares e 70 milhões de bicicleta: essas eram as quantidades de alguns equipamentos nos 39 milhões de domicílios na Alemanha, em janeiro de 2008.
Os resultados foram apresentados pelo Departamento Federal de Estatísticas (Destatis) e fazem parte da décima edição da EVS (Einkommens und Verbrauchsstichprobe), pesquisa sobre bens de consumo duráveis, realizada neste ano com 59 mil moradores em 1° de janeiro. De cinco em cinco anos, o Destatis, ao lado dos Departamentos Estaduais de Estatística, faz esse levantamento a partir das respostas dos cidadãos, que voluntariamente participam da pesquisa.
A EVS 2008 também considerou pela primeira vez novos aparelhos tecnológicos de entretenimento, como MP3-Players – 37% dos lares tem ao menos um aparelho do tipo – e TVs de tela plana, presentes em 16% dos domicílios alemães.
Glaucimara Silva
01.12.08 - ORÇAMENTO 2009:
Bundestag aprova valores 
Peer Steinbrück, ministro da Fazenda
O Bundestag, câmara baixa do Parlamento Alemão, aprovou na última semana o orçamento para 2009. A proposta prevê um acréscimo significativo nos empréstimos e leva em conta que o país se prepara para um ano difícil na economia e para as eleições nacionais.
Em comparação com 2008, a verba total apresentou um crescimento de 2,4%, atingindo 290 bilhões de euros. No entanto, a atual conjuntura também forçou o ministro da Fazenda Peer Steinbrück a aumentar o endividamento alemão de 8 bilhões para 18,5 bilhões de euros. A medida vai de encontro com os planos do governo para impulsionar os negócios frente aos primeiros sinais de que uma forte contração já atingiu a maior economia da Europa.
O governo também revelou um plano de emergência de 500 bilhões de euros para ajudar o setor bancário alemão em situação de risco devido à crise econômica. Já os críticos fizem que o pacote é muito modesto considerando o prognóstico para os próximos meses.
Glaucimara Silva
27.11.08 - INFLAÇÃO:
Queda acentuada em novembro 
Redução no índice de inflação
O índice de inflação alemão caiu de forma acentuada em novembro, ficando em 1,5%, de acordo com o departamento oficial de estatística. A queda no preço do petróleo e a diminuição no ritmo de crescimento da economia foram apontados como principais fatores pela diminuição da pressão inflacionária na terceira economia da Europa.
A queda de 1% em relação ao mês de outubro deve abrir caminho para que o banco Central Europeu diminua a taxa de juros nas próximas semanas. A redução no ritmo da inflação alemã pode contribuir ainda para a queda do índice na zona do Euro, cuja taxa fora em outubro de 3,2%.
Mariana Antoun
18.11.08 - OPEL:
Governo considera pedido de socorro 

O Governo alemão deve decidir até o Natal se aceita ou não o pedido de garantias de cerca de 40 bilhões de euros feito pela montadora Opel, subsidiária alemã da General Motors (GM). A maior preocupação é de que, caso a Opel precise do valor, a quantia não saia do país para atender à GM nos EUA. A Opel foi fundada na Alemanha ainda no século XIX e comprada pela GM em 1929.
No início da semana a empresa de energia solar SolarWorld anunciou interesse em comprar parte da Opel por 250 milhões de euros, mas a GM já recusou a oferta.
Mariana Antoun
18.11.08 - VOLKSWAGEN:
Vendas em queda 
Negócios aquecidos no Brasil
Apesar da queda de 5,1% nas vendas de outubro, a Volkswagen conseguiu manter um desempenho melhor que o restante do mercado europeu de venda de automóveis. A expectativa é que a montadora termine o ano com resultado positivo, uma vez que as vendas totais nos primeiros dez meses do ano cresceram de 2,8% para 5,29%, em relação a 2007.
Uma das explicações para o desempenho um pouco melhor da maior montadora da Europa foi a participação dos mercados emergentes, como Brasil eChina , no total de vendas da Volks. Na China houve um crescimento de 12,6% e no Brasil de 16,7%, registrados nos primeiros dez meses do ano.
Mariana Antoun
13.11.08 - NATAL:
Alemães devem gastar menos 
Efeitos da crise no Natal
A pesquisa de opinião „Xmas survey 2008“ aponta que 60% dos alemães pretendem gastar menos neste Natal, um sinal de que os efeitos da crise financeira já podem ser percebidos na economia real. Os custos com presentes devem permanecer na média de 209 euros, enquanto com outras coisas para a festa ficam em 193 euros. A consulta indica que a preferência dos consumidores é por ofertas especiais e presentes „úteis“. A internet cresce como meio de consulta de preços e qualidade, mas nem tanto como meio de compra. Foram entrevistadas duas mil pessoas em toda a Alemanha.
Mariana Antoun
07.11.08 - DEUTSCHE BAHN:
Privatização adiada 

O processo de privatização da empresa ferroviária estatal Deutsche Bahn A.G. será adiado até pelo menos as eleições gerais de setembro de 2009. A venda de um quarto da companhia fora anunciada em setembro, mas suspensa por causa da crise financeira internacional. "Não queremos desperdiçar o capital da empresa de maneira alguma", anunciou a Chanceler Angela Merkel através de seu Porta-Voz.
O Governo pretendia colocar na bolsa 24,9% do capital de sua nova filial para transporte de passageiros e carga, a DB Mobility Logistics. Assim, os 34 mil quilômetros de ferrovias, o abastecimento energético e todas as estações continuarão sob comando estatal.
Mariana Antoun
30.10.08 – EMPREGO:
Novo recorde 
Frank Jürgen Weise
Apesar da crise financeira global, a queda do desemprego na Alemanha alcançou um novo recorde. Pela primeira vez em 16 anos o país tem menos de três milhões de pessoas sem uma ocupação formal. Segundo números da Agência Federal de Emprego, em outubro 84 mil pessoas passaram a ter uma ocupação. Nos últimos 12 meses a Alemanha já contabiliza 437 mil desempregados a menos, com redução no índice de desemprego de 8,2% para 7,2%.
Apesar da conjuntura ruim no mercado financeiro, as perspectivas ainda permanecem positivas. As empresas continuam sinalizando a necessidade de mão-de-obra e o número de trabalhadores que contribuem para seguridade social também não pára de crescer, chegando a 27,68 milhões no início do semestre.
Por outro lado, especialistas acreditam que o ciclo de queda esteja no fim. Em novembro começa a baixa temporada de emprego, uma vez que no inverno alemão as atividades ao ar livre, como no setor de construção civil, são reduzidas consideravelmente. Além disso, desde o início de 2005 o país já saiu de mais de cinco milhões de desempregados para os atuais 2,977 milhões.
Mariana Antoun
24.10.08 – BAYERNLB:
O primeiro banco a pedir socorro 
Siegfried Naser e Erwin Huber
O banco semi-estatal BayernLB, do governo da Baviera e do banco Sparkasse, será o primeiro a recorrer ao plano financeiro do Governo alemão, aprovado na última semana pelo Parlamento. O segundo maior banco estadual do país especulou no mercado de hipotecas norte-americano e pediu uma ajuda de 6,4 bilhões de euros ao Governo.
O BayernLB, que este ano terá o maior prejuízo da sua história, terá que apresentar um plano de restruturação em seis meses. A medida deverá acatar as exigências da Comissão Européia e enxugar sua estrutura. A nova composição da diretoria da instituição ainda está em discussão. A instituição conta com 3500 funcionários apenas em sua sede em Munique, de um total de 19.800.
Mariana Antoun
20.10.08 – BANCOS:
Pacote é aprovado 
Por unanimidade, o Bundestag, parlamento alemão, aprovou na sexta-feira (17.10) o plano de medidas anunciado quatro dias antes pela Chanceler Angela Merkel, com vistas a estabilizar o setor financeiro alemão. A partir de hoje (20.10) os bancos podem contar com a ajuda financeira. O pacote prevê medidas de apoio que atingem quase 500 milhões de euros.
O plano de medidas, o mais colossal elaborado na Alemanha após a 2a Guerra Mundial, deverá ser adotado nesta semana no contexto de um processo legislativo acelerado e ser concluído no final de 2009.
Josiane Cotrim
02.10.08 – PACTO SOLIDÁRIO:
A construção do Leste 
Com a reunificação de ambos os Estados alemães, em 1990, a Alemanha deparou-se com um desafio ímpar na história...
Com a reunificação de ambos os Estados alemães, em 1990, a Alemanha deparou-se com um desafio ímpar na história. O objetivo é igualar as condições de vida no Leste e no Oeste. Já que quase toda a indústria alemã do Leste estava obsoleta, foram necessários imensos esforços para modernizá- la. Desde a reunificação, foram alocados anualmente cerca de 80 bilhões de euros, equivalentes a cerca de três por cento do Produto Interno Bruto da Alemanha unificada. No entanto, o processo de transição revelou-se mais demorado do que se esperava.
Até agora formou-se nos cinco novos Estados federados um pequeno setor industrial, porém competitivo, em centros de teconologia de ponta, chamadas de “regiões economicamente dinâmicas do Leste da Alemanha”, como em Dresden, Jena, Leipzig, Leuna e Berlim-Brandemburgo. A indústria manufatureira é atualmente o motor do crescimento. O aumento da produção continua sendo grande. Em virtude dos custos da mão-de-obra serem inferiores à média dos da Alemanha Ocidental e do emprego quase exclusivo de tecnologias modernas, foram praticamente atingidos neste setor os patamares dos antigos Estados.
O rendimento disponível per capita alcançou, em 2005, cerca de 14.400 euros (18.500 euros nos antigos Estados), duplicando assim com relação a 1991. Apesar disso, o combate ao desemprego no Leste da Alemanha é um desafio. O Pacto Solidário II, em vigor desde 2005 e com recursos de 156 bilhões de euros, garante financeiramente até 2019 o desenvolvimento futuro e fomentos especiais dos novos Estados.
Revista "Deutschland"
30.09.08 – DESEMPREGO:
Queda continua 
Novas vagas
O mercado de trabalho alemão parece imune à crise financeira. A Agência Federal de Emprego anunciou que, em setembro, o número total de desempregados foi de 3 .081.000, menos 115.000 em relação ao mês anterior e 463 000 a menos que o registrado há um ano. A taxa de desemprego é de 7,4 por cento, sendo que no mesmo período do ano passado a marca era 8,5 por cento. A redução representa baixa de 0,2 por cento em relação ao mês de agosto.
O presidente da agência, Frank-Jürgen Weise, confirma que as turbulências do mercado financeiro ainda não parecem interferir no mercado de trabalho. “O desemprego recua. O emprego continua a aumentar”, reportou ele, acrescentado que a demanda de mão-de-obra se mantém elevada.
Josiane Cotrim
26.09.08 – CRISE FINANCEIRA:
As poupanças estão seguras, diz Ministro 
Steinbrück
A crise internacional está sendo bem administrada até o momento. Não chega a ser o colapso do sistema financeiro, disse o ministro da Economia, Peer Steinbrück, na quinta-feira (25.09), durante esclarecimento feito no Bundestag, o parlamento alemão. Porém, acrescentou, a crise do mercado financeiro internacional deixará consequências de grande proporção. O ministro tranqüilizou os cidadãos afirmando que as poupanças estão seguras e que o setor financeiro alemão é resistente.
O modelo alemão de três pilares – onde estão lado a lado os bancos privados, as instituições bancárias comunais e as cooperativas bancárias regionais – comprovou-se, enfatizou Steinbrück. Bons motivos para esforçar-se em favor do sistema alemão em Bruxelas, onde se deve buscar soluções para os problemas oriundos da atual crise financeira.
Josiane Cotrim
18.09.08 – FÁRMACOS:
Aumento nas exportações 
Indústria farmacêutica
De acordo com resultados preliminares, no primeiro semestre deste ano a Alemanha exportou um valor de 20,7 bilhões de euros em produtos farmacêuticos. Foi o que informou o Departamento de Estatística por ocasião da Feira Internacional de Farmácia – Expopharm – que se realiza entre 18 e 21 de setembro em Munique. Em comparação com o primeiro semestre do ano anterior, isso significa um aumento de 11, 2 por cento nas exportações dos farmacêuticos.
A maioria dos produtos exportados destinam-se principalmente aos países da União Européia (69 por cento). A Bélgica, os Países Baixos e a França encabeçam a lista.
Josiane Cotrim
03.09.08 – DEUTSCHE BAHN:
China tem interesse 
Trens tipo exportação
O braço de investimentos do governo chinês, o China Investment Corporation, afirmou publicamente seu interesse em adquirir ações da empresa alemã de trens, Deutsche Bahn AG (ou apenas Die Bahn), tão logo elas sejam abertas na bolsa. O anúncio foi feito na viagem do Ministro da Fazenda Peer Steinbrück à Pequim. Apesar de o Banco de Desenvolvimento Chinês não ter ido adiante nas negociações para compra do Dresdner Bank, Steinbrück acredita que desta vez será diferente, uma vez que o governo chinês demonstrou „interesse absoluto“ no mercado alemão.
A Die Bahn (DB) pretende, até o final de outubro, abrir 24,9% do capital de sua mais nova filiada, a DB Mobility Logistics. O chefe da DB, Harmut Mehdorn também esteve em Pequim após os Jogos Olímpicos e respondeu a consultas informais vindas da China e da Rússia.
Mariana Antoun
01.09.08 – FUSÃO BANCÁRIA:
Negócio de quase 10 bilhões 
Vice-liderança do mercado
O banco Commerzbank adquiriu o Dresdner Bank em um negócio de 9,8 bilhões de euros, o maior entre empresas alemãs em anos. A transação será feita em duas etapas e deve ser concluída até o final de 2009. O anúncio foi feito pela seguradora Allianz AG, que em 2001 havia comprado o Dresdner Bank. Após a nova transação, a Allianz será a maior acionista do novo Commerzbank, com 30% das ações.
A fusão, que une o segundo e o terceiro maior banco da Alemanha, irá custar cerca de 9 mil empregos, sendo 2500 no exterior. Atualmente, os dois bancos empregam juntos cerca de 67 mil pessoas, sendo 36 mil no Commerzbank – 8725 fora da Alemanha.
Mariana Antoun
29.08.08 – AVIAÇÃO:
Lufthansa quer super Airbus 
Maior do mundo pode perder posto
A Lufthansa demonstrou interesse em adquirir um super Airbus, uma versão do A380 capaz de transportar até mil passageiros. A informação é do chefe da associação da Airbus EADS (Companhia Espacial e de Defesa Aeronáutica Européia), Louis Gallois, que afirmou também haver interesse da Air France no modelo. A versão gigante do maior avião do mundo, o A380 com capacidade para 525 passageiros, está prevista pela empresa, que deve se decidir até 2010 se realmente irá construir a aeronave.
A Airbus pretende aumentar sua planta de produção em Dresden, nos estado alemão da Saxônia, caso vença a concorrência para fornecer aviões-tanque para a Força Aérea Norte-Americana. O contrato de bilhões de dólares está sendo disputado com sua principal rival, a Boeing.
Mariana Antoun
26.08.08 – ARRECADAÇÃO:
Superávit de 6,7 bi no 1° semestre 
O superávit da arrecadação da Federação e dos Estados alemães foi de 6,7 bilhões de euros no primeiro semestre de 2008, contra 4,2 bilhões no mesmo período em 2007, de acordo com o Departamento de Estatísticas do Governo (Destatis). A fator que mais contribuiu foi a arrecadação de impostos, que corresponde a metade do valor total e teve um crescimento de 3,7%.
Mariana Antoun
12.08.08 – FEIRA DO CONSUMIDOR:
IFA expõe eletrodomésticos
Desta vez, eletrodomésticos
A Feira Internacional de Eletrônicos de Consumo (IFA), em Berlim, mais conhecida como Exposição Internacional de Rádio, faz neste ano uma estréia. Pela primeira vez poderão ser vistas, nos pavilhões junto à Torre de Rádio de Berlim, de 29 de agosto a 03 de setembro, não somente televisores, aparelhos Hi-Fi e outros eletrônicos, mas também eletrodomésticos, como máquinas de lavar roupa, geladeiras e secadores.
Marcas de eletrodomésticos como Miele, DeLonghi, Saeco ou Bosch deverão preencher 20.000 dos 160.000 metros quadrados do espaço de exposição. Elas haverão de dar à IFA, que desde 1924 vem atraindo o público para Berlim, um caráter ainda mais marcante de evento de vendas: já foram anunciadas apresentações de famosos cozinheiros e talk-shows sobre economia de energia.
Diferentemente da CES de Las Vegas, a IFA de Berlim não é nenhuma mostra de novidades para peritos, mas uma feira para consumidores. Uma gigantesca vitrine aberta, que deverá motivar as pessoas a adquirir novos equipamentos. E ela funciona. No ano passado, aproximadamente 235.000 visitantes vieram para a IFA, mais ou menos dez por cento mais do que em 2006. A indústria deve ter assinado contratos no valor de aproximadamente 2,6 bilhões de euros.
Desta forma foram dirimidas as dúvidas sobre se foi correto realizar a feira anualmente desde 2007, ou, como antes, a cada dois anos. Os críticos já haviam chamado a atenção para os elevados custos dos expositores. Agora, com os fabricantes de eletrodomésticos, será explorado um grupo de expositores totalmente novo.
No entanto, no centro da IFA estão novamente os televisores. As grandes telas planas preenchem a maioria dos pavilhões. A indústria vê um grande potencial de venda: na maioria das casas ainda se encontram os televisores de tubo. Os fabricantes querem que eles sejam substituídos o mais depressa possível. Uma palavra-chave é High-Definition (HD). Todos os televisores que são mostrados em Berlim apresentam imagens mais nítidas – graças à maior resolução – do que os aparelhos atualmente em uso. Só há um problema: faltam conteúdos pertinentes na TV. As emissoras de direito público ARD e ZDF da Alemanha querem transmitir em HD somente em 2010. Outras transmitem hoje só poucos programas com elevada resolução ou na TV paga.
A fim de que possam aproveitar ao máximo os televisores High-Tech, os clientes teriam que lançar mão de vídeo em formato HD Blu-ray-Disc. Muitos desses aparelhos poderão ser vistos em Berlim – porém esse formato ainda não teve boa aceitação por parte dos consumidores. Os aparelhos até agora são caros demais, e para muitos consumidores a qualidade da imagem dos DVDs usuais é boa o suficiente. Esta IFA é a primeira grande feira após o abandono do formato concorrente HD DVD Blu-ray. Está sendo aguardado com grande interesse como os preços do Blu-ray-Player irão evoluir sem o concorrente.
O debate sobre a mudança climática chegou também ao ramo da eletrônica. Muitos fabricantes querem mostrar, em Berlim, equipamentos que consomem menos energia elétrica - inclusive pela reintrodução da tecla „Power Off“, que ultimamente muitas vezes tem sido substituída pela função „Standby“. No entanto, a IFA deste ano ainda não será uma mostra ecológica. Continua tratando-se, antes de tudo, de competição técnica, grandeza e, recentemente, cada vez mais de design atrativo.
Fonte: dpa so tl
29.07.08 – AIRBUS:
Entregue primeiro A380 

Um gigante dos ares
O primeiro Airbus A380, construído em Finkenwerder, no norte da Alemanha, foi entregue esta semana em Hamburgo. O maior avião de passageiros do mundo foi adquirido pela companhia aérea dos Emirados Árabes. O chefe da empresa, o Sheik Ahmed bin Saeed al-Maktoum, foi à Alemanha no último dia 28.07 para receber pessoalmente o primeiro, de uma encomenda de 58 aeronaves. A máquina irá operar na rota Nova Iorque-Dubai e tem capacidade para 489 passageiros.
Mariana Antoun
31.07.08 – LUFTHANSA:
Vôos cancelados e impasse 
Protestos
A greve dos funcionários da maior companhia aérea da Alemanha, a Lufthansa, obrigou a empresa a cancelar 10% dos seus vôos programados para esta quinta-feira. No quarto dia de paralisação, o balanço é de 128 cancelamentos, sendo 28 em rotas de longa distância. A empresa preparou um esquema especial de operação para os próximos cinco dias.
O sindicado “ver.di” reivindica um aumento de 9,8% para cerca de 50 mil trabalhadores. A empresa oferece 6,7% por um período de 21 meses e uma gratificação única. No último dia 29 de julho a Lufthansa divulgou balanço mostrando um crescimento de 45% nos lucros de operação, chegando a um total de 705 milhões de euros. Já os rendimentos chegaram a quase 20%, totalizando 12,1 bilhões de euros.
Mariana Antoun
09.07.08 – PIANOS STEINWAY:
De Hamburgo para o mundo 

Por ano, cerca de 1300 pianos de cauda e pianos comuns de sete tipos diferentes deixam Hamburgo para serem exportados para os quatro cantos da terra. Ali, no bairro de Bahrenfeld, onde são fabricados, Gerd Fründ toca as teclas brancas e negras de um piano. Ele franze a testa: "a sonoridade está um pouco dura”, declara o homem de 64 anos inserindo uma fina agulha no exato lugar de onde os sons do piano são extraídos. Ele toca algumas notas de novo. “Agora sim, soa como um verdadeiro Steinway, um som brilhante e claro”. Gerd Fründ exerce seus talentos de afinador na fábrica de pianos Steinway & Sons em Hamburgo. Ele cuida para que cada instrumento que deixa as oficinas esteja dentro das normas de sonoridade da empresa de renome internacional.
Criada em 1853 pelo fabricante de pianos alemão Heinrich Engelhard Steinweg, nos Estados Unidos, a fábrica de Hamburgo foi implantada em 1880. Juntas, as duas unidades de produção fabricaram até hoje cerca de 583 mil pianos. Mesmo que os pianos sejam invariavelmente fabricados com os mesmos materiais e moldes idênticos, cada instrumento é uma peça única caracterizada por uma sonoridade própria que resultou na reputação sinônimo de precisão e perfeição.
Josiane Cotrim
01.07.08 – MENOS DESEMPREGADOS
Em busca do pleno emprego 
O número de desempregados continua a baixar: eles eram 3,16 milhões em junho, ou seja, 123 mil a menos que no mês precedente, segundo dados da Agência Federal de Emprego. A taxa de desemprego, atualmente de 7,5%, recuou, portanto, em 1,3% em relação ao ano anterior. O ministro do Trabalho Olaf Scholz (SPD) comemorou as boas novas do mercado de trabalho que considerou „encorajadoras e que nos tranqüilizam dentro do objetivo do pleno emprego“, declarou o ministro terça-feira (01.06), em Berlim.
Scholz ressaltou a importância de uma formação profissional mais consequente e de melhor qualidade na busca do pleno emprego. „Política de emprego e política social são indissociáveis de uma política de formação“ disse o ministro, que defendeu maior flexibilidade do sistema de formação profissional com vistas a evitar a falta de mão-de-obra qualificada no futuro.
Josiane Cotrim
04.06.08 – DERIVADOS DO LEITE:
Boicote deixa prateleiras vazias 
Conseqüências visíveis!
As consequências do boicote que terminou ontem à noite (05.06) foram visíveis. Os supermercados de todas as regiões já não dispunham mais de uma variedade completa de produtos derivados do leite. Cerca de 70% dos produtores apoiaram o movimento pelo aumento do preço do produto, o que impediu que cerca de 80% do leite produzido fosse entregue às indústrias de laticínios pelos produtores. A fim de forçar o aumento, o leite foi derramado.
No momento as negociações foram retomadas e os consumidores deverão voltar a encontrar as prateleiras novamente abastecidas com os derivados do leite. Os produtores querem receber 43 centavos de Euro por litro de leite e tudo indica que o assunto ainda não esteja encerrado, mesmo que os fazendeiros tenham atendido ao apelo da federação dos produtores de voltarem a entregar o produto nas indústrias de laticínios.
Josiane Cotrim
21.05.08 – COMÉRCIO EXTERIOR:
Mantendo o primeiro lugar 
Porto de Hamburgo
A Alemanha deverá manter o recorde mundial de exportações em 2008, diante da China, anunciou a Agência Federal da Economia Externa, em Colônia. Segundo a agência, os efeitos do câmbio têm um papel preponderante no resultado. No ano passado a agência havia anunciado que a Alemanha seria desbancada pela China em 2008. Ao curso dos três primeiros meses de 2008, as exportações alemãs aumentaram em 21 por cento, atingindo 379 bilhões de dólares. A China atingiu só 306 bilhões de dólares. Visto o avanço da Alemanha, não parece provável que a China poderá recuperar seu atraso este ano.
Em abril, a Federação Alemã do Comércio Atacado e Exportações (BGA) emitiu o mesmo prognóstico.
Josiane Cotrim
29.04.08 – BARÔMETRO MORAL:
Clientes preferem produtos "socialmente responsáveis" 
Peter Kowalsky, diretor da "Bionade"
Uma pesquisa recente revela que as empresas podem conquistar parcelas do mercado na Alemanha desde que se engajem no aspecto social. Cerca de três quartos das pessoas interrogadas afirmaram estar dispostas a pagar mais para obterem "produtos socialmente responsáveis".
A pesquisa foi realizada pelo instituto Puls de Nurembergue, na Baviera. Segundo os resultados da pesquisa, 48 por cento dos entrevistados consideram ser "muito importante" que as empresas se comprometam com os mais fracos. Já 69 por cento dos pesquisados exigiram a manutenção e mesmo a criação de empregos. Outros 64 por cento afirmam ser importante o tratamento igual dos empregados e 55 por cento dos entrevistados consideram que o respeito ao meio-ambiente é uma das principais missões das empresas.
"Os cidadãos e clientes esperam que as empresas tenham uma consciência social que deve se manifestar através de uma ação social em favor dos menos favorecidos", explica Konrad Weßner, chefe do Instituto Puls. A pesquisa intitulada "barômetro moral" foi realizada por telefone, no mês de março, e ouviu mil pessoas.
Josiane Cotrim
09.04.08 – NEGÓCIO DA CHINA:
Interesse pelo trem alemão 
A China está interessada em comprar a tecnologia alemã Transrapid – o trem de alta velocidade de sutentação magnética. A Comissão para o Desenvolvimento e Reformas (NDRC) daquele país sinalizou o interesse: "Somos favoráveis à compra da tecnologia de trem da empresa alemã".
O Transrapid foi desenvolvido pela empresa alemã ThyssenKrupp, porém o único trecho em funcionamento liga o centro de Xangai ao aeroporto local. Um projeto similar para o aeroporto de Munique foi recentemente abandonado pelo estado da Baviera, uma vez que os custos ultrapassaram o orçamento previsto. Após o abandono especulou-se sobre uma possível venda da tecnologia para os chineses, o que o ThyssenKrupp negava.
O sistema ferroviário alemão, Deutsche Bahn, aposta num sistema de trem-bala convencional, o ICE, que já liga os principais centros do país e é fabricado pela Siemens.
Josiane Cotrim
02.04.08 – MERCADO DE TRABALHO:
Cada vez menos desempregados 
Conjuntura favorável
O mês de março registrou uma queda de 110 mil no número de desempregados, baixando o número total para 3 milhões e 507 mil. Isto significa 617 mil desempregados a menos que no mesmo período do ano passado, conforme informou a Agência Federal do Trabalho, em Nurembergue, terça-feira (01.04). A baixa no desemprego de 0,2 pontos faz com que agora a taxa desça para 8,4% contra 9,9% há um ano, quando a queda para um percentual de um dígito apenas foi recebido com entusiasmo.
Segundo o diretor da Agência Federal do Trabalho, Frank-Jürgen Weise, o desenvolvimento do mercado de trabalho é resultado de uma boa conjuntura econômica: "O emprego continua crescendo e a demanda de mão-de-obra por parte das empresas também continua elevada", sublinhou Weise.
Josiane Cotrim
27.03.08 – CLIMA QUENTE PARA NEGÓCIOS:
Resultados continuam positivos 
Conjuntura favorável
O indicador de clima para negócios da Alemanha, o ifo-Geschäftsklimaindex, aponta uma alta no clima para crescimento da indústria e do comércio do país para os próximos seis meses. Em março o índice subiu 0,7%, apesar da turbulência no mercado internacional e da força do Euro. “Estes dados mostram que a conjuntura na Alemanha ganhou muito com o impulso deste início de ano”, explicou o presidente do Instituto “ifo”, Hans-Peter Sinn.
Mariana Antoun
05.03.08 – GREVE GERAL:
Transportes paralisados 
Greves pontuais em diversos setores dos serviços públicos perturbaram os principais aeroportos alemães esta semana. Em Frankfurt, centenas de vôos foram cancelados. Munique, Düsseldorf, Colônia/Bonn, Hamburgo, Stuttgart e Nurembergue não tiveram melhor sorte, o tráfego aéreo ficou igualmente perturbado. Os vôos domésticos também foram prejudicados, assim como o transporte ferroviário dos estados da Renânia do Norte-Vestfália e Renânia-Palatinado. Trabalhadores de escolas públicas, clínicas, prefeituras e coletadores de lixo também não foram trabalhar.
Os sindicatos ameaçam intensificar as greves caso a oferta salarial proposta não for atendida.
Josiane Cotrim
28.02.08 – QUEDA NO DESEMPREGO:
Demanda por mão-de-obra continua 
Frank Jürgen Weise
No mês de fevereiro o número de desempregados decresceu em 42 mil do total de 3, 6 milhões, o que representa 630 mil a menos que há um ano atrás, segundo informou a Agência Federal do Trabalho na última quinta-feira (28.02). A quota de desemprego desceu em 1 décimo percentual do total de 8,6 por cento. No mesmo período do ano passado esse percentual ficou em torno de 10 por cento.
O diretor da Agência, Frank Jürgen Weise, afirmou que a tendência é que o bom desenvolvimento do mercado de trabalho verificado nos últimos meses continue em alta. Com isso, o desemprego vai continuar caindo: “a demanda das empresas por mão-de-obra vai se manter” afirmou Weise.
Josiane Cotrim
21.02.08 – FISCO:
Lamentável sonegação 
Merkel e Hasler
Durante encontro com o Chefe de Governo de Liechtenstein, Otmar Hasler, a Chanceler Angela Merkel pediu ajuda para esclarecer os casos de sonegação fiscal revelados recentemente e que fizeram manchetes nos principais jornais e revistas alemãs. “Essa visita já estava planejada há muito tempo” disse a Chanceler acrescentando que o encontro foi uma boa oportunidade para falar sobre os últimos acontecimentos. A Chanceler lembrou que desde a presidência alemã no primeiro semestre de 2007 a UE negocia com o principado um acordo de combate a fraudes. Agora ela apela para que o tratado seja concluido rapidamente, e que Liechtenstein ajuste sua legislação à vigente na UE e acabe com os privilégios fiscais.
Josiane Cotrim
11.02.08 – NUTRIÇÃO:
Opção pelo orgânico 
Mercado que fatura!
A Alemanha é de longe o maior mercado de produtos alimentares orgânicos na Europa. O faturamento com produtos orgânicos em 2006 foi de 4,6 bilhões de euros. Em toda a Europa o faturamento foi de 14,3 bilhões de euro. Portanto, a Alemanha participa com quase um terço do valor total. Em segundo lugar vem a Grã-Bretanha com 2,8 bilhões de euros, Itália com 1,9 bilhões e França com 1,7 bilhões.
O boom orgânico na Alemanha deverá continuar em 2008 de acordo com avaliação do setor. Em 2007 o faturamento do mercado de produtos alimentícios ecológicos ultrapassou a marca de 5 bilhões de euros, segundo a Associação Bioland. Para este ano, Bioland conta novamente com um percentual de crescimento de mais de 15 por cento.
Josiane Cotrim
29.01.08 – UM BOM COMEÇO:
Pagamento na zona euro já funciona 
Até agora realizar transações bancárias internacionais custa caro e leva tempo. A Europa deu agora um passo importante para facilitar a vida dos correntistas. As primeiras remessas realizadas pela Área Única de Pagamentos em Euro (SEPA) tiveram um início bem sucedido. O sistema SEPA é uma iniciativa voluntária dos bancos europeus: com ele, transferências, pagamentos com cartão de crédito e compensação bancária não custarão mais e serão igualmente seguros e tratados como fossem uma transferência dentro do próprio país. “Tudo corre bem, as primeiras remessas foram efetuadas tanto internamente quanto para o exterior” afirmou a porta-voz das Caixas de Poupança. O Deutsche Bank também afirmou que o sistema SEPA começou sem registrar nenhum incidente.
Futuramente, com o novo sistema, as firmas e os particulares necessitarão de apenas uma conta para realizar todas transações bancárias. Fazem parte do novo sistema os países da União Européia, além da Islândia, Noruega, Liechtenstein e Suiça. A partir de 2012 as transferências serão efetuadas no mesmo dia. Atualmente isso pode levar até três dias. O objetivo do sistema é tornar a economia européia cada vez mais competitiva.
Josiane Cotrim
21.01.08 – ENERGIA SOLAR:
O sol nasce no leste 
Não é apenas energia que o setor solar está produzindo, mas também empregos. Os Estados da parte oriental do país são os que mais estão lucrando com o boom do setor que realiza milhões em investimentos e gera centenas de novos empregos. Segundo informação da Federação da Economia Solar existem atualmente cerca de 15 fábricas no país, a maioria delas situadas entre o Mar Báltico e a floresta da Turíngia. Segundo avalia a federação, a administração dos Estados do leste dá muito apoio a novos projetos além de existir grande disponibilidade de mão-de-obra especializada na região.
Nada mais nada menos que 130.000 placas geradoras de energia solar têm sido instaladas nos telhados das residências alemãs. Em 2006 os empresários investiram 1,5 bilhões de euros no setor solar do país, o que resultou em 10.000 empregos novos.
Josiane Cotrim
18.01.08 – SUPERÁVIT:
Motivo de comemoração 
Ministro da Fazenda Peer Steinbrück
Pela primeira vez desde a reunificação os cofres públicos registraram um superávit em 2007. Graças à conjuntura econômica favorável, tanto no país como nos Estados, municípios e no caixa da Previdência Social, o país registrou um superávit de 70 milhões. O Produto Interno Bruto aumentou 2,5 por cento, um pouco menos que o registrado em 2006 (2,9 por cento). O aumento das exportações foi de 8,3 por cento e das importações, 5,7 por cento. Apesar dos bons resultados, alguns Estados menores, como Bremen, Sarre e a capital Berlim, ainda enfrentam dificuldades em equilibrar suas contas.
O sucesso alcançado recentemente no saneamento das contas públicas tem levantado o debate sobre uma possível redução dos impostos. Porém, a prioridade do governo da Chanceler Angela Merkel é reduzir primeiramente as dívidas acumuladas nas últimas décadas, especialmente após a reunificação.
Josiane Cotrim
03.01.08 – ECONOMIA TOP:
Alemanha em alta com gestores e executivos 
Economia confiável
A Alemanha está em alta entre os manager europeus. Em uma pesquisa realizada por jornais especializados em economia em seis nações da Europa, o país aparece, junto com a Suíça, como a economia mais competitiva do contininente. Mais da metade dos entrevistados (59%), cerca de 1200 alto-executivos, classificaram a Alemanha como “muito boa” ou “boa” em competitividade. Comparado a outras economias globais, o país perde apenas para a China.
Um outro indicador de bons ventos na economia alemã é o índice de desemprego, que em 2007 foi o mais baixo dos últimos 15 anos, tendo o país criado uma média de 711 mil novos empregos no ano passado. “Foi a maior diminuição na Alemanha desde o fim da 2ª Guerra Mundial”, declarou o chefe da Agência Federal para o Emprego (Bundesagentur für Arbeit), Jürgen Weise.
Mariana Antoun
28.12.07 – SALÁRIOS:
Mínimo em discussão 
A Alemanha não dispõe de um salário mínimo nacional. A questão salarial é tradicionalmente regida pelo chamado “Princípio da Liberdade de Contrato” sendo que o valor a ser pago aos trabalhadores é determinado pelas associações e sindicatos das diversas categorias. Nos últimos tempos, porém, o setor da construção civil passou a ter um salário-mínimo, basicamente como forma de impedir que os salários pagos por empresas estrangeiras contratadas na Alemanha fiquem muito baixos.
Agora, também os trabalhadores do setor postal passarão a contar com um salário mínimo num valor de mais ou menos 25 reais por hora. Essa medida é vista como uma forma de proteção para a Deutsche Post, empresa que no final de 2007 perde o monopólio de postagem de cartas e teme a concorrência das novas empresas nos custos e salários.
Essas mudanças suscitaram a discussão em todo país sobre a criação de um salário mínimo para todas as categorias. A idéia tem o apoio do SPD, partido que faz parte da coalisão que governa o país juntamente com o CDU que ainda tem dúvidas quanto à proposta de um salário mínimo geral.
Outro setor que levantou as discussões sobre o nível dos salários foi o ferroviário. As negociações entre a empresa Deutsche Bahn e o GDL - Sindicato de Maquinistas Alemães - deverão ser novamente acirradas e a possibilidade de novas greves em janeiro não é descartada.
Mas, não são apenas os baixos salários que estão na ordem do dia. Também se questiona cada vez mais os megasalários dos executivos das grandes empresas, particularmente dos dirigentes da empresa Deutsche Post e Deutschen Bahn.
Josiane Cotrim
20.12.07 – EISWEIN 2007:
Uma safra bem sucedida 
Vinhedo em Südbaden
Ao contrário de 2006, a safra 2007 de einswein – o especialíssimo vinho feito das uvas geladas - promete ser um sucesso. Os viticultores de diversas regiões colheram nas madrugadas frias de terça e quarta-feira(18/19) as uvas cobertas de gelo, conforme informou o Instituto Alemão de Vinhos (DWI) na cidade de Mainz, capital do Estado da Renânia-Palatinado. Esta colheita significa o fechamento com chave de ouro de uma boa safra 2007.
Para o preparo desta bebida preciosa os termômetros têm que estar marcando temperaturas abaixo de 7 graus negativos. Quanto mais frio, melhor. No entanto, a produção de eiswein representa um risco para os produtores. Eles têm que deixar uvas sem colher no momento da colheita regular em outubro para que elas se congelem - sem porém apodrecerem-se – para serem colhidas mais tarde quando estiverem congeladas pelo frio.
No ano passado a produção de eiswein foi praticamente inexistente. Este ano, a Associação de Viticultores de Durbach e Jechtingen na região viticultora de Baden já obteve 1500 litros de eiswein de Riesling e 1200 litros de eiswein de Pinot Noir , segundo o Instituto Alemão de Vinhos. O mesmo sucesso foi constatado em Allendorf na Renânia-Palatinado e Dönnhoff perto de Nahe com o eiswein da uva Riesling. Este ano os viticultores terão suas adegas repletas.
Josiane Cotrim
18.12.07 – RENAS NATALINAS:
Criação em Brandemburgo 

A crença de que o Papai Noel se locomove montado em um trenó puxado por renas criou um novo mercado bastante promissor. Thomas Golz é um dos poucos criadores de rena na Alemanha. Ele possui uma dezena dos animais trazidos da região fria das tundras na cidade de Kleptow, uma pequenina cidade de 200 habitantes perto de Prenzlau, no leste do país, no Estado de Brandemburgo. Ali, Golz, de 41 anos, cria e adestra uma das únicas espécies domesticáveis do animal. Cada vez mais as renas tornam-se populares, seja para românticos passeios de trenó ou para zoológicos e parques de animais: "As renas são relativamente calmas e pouco exigentes", diz Golz.
Mas é no período de Natal que as renas se tornam mais visíveis: reproduções nos jardins na frente das casas, nas bolas de Natal, nos tradicionais mercados, nas praças… A presença de renas nas festas natalinas dos alemães possui mais de uma razão. Christel Köhle-Hezinger, professora da Universidade de Jena pesquisa os costumes de Natal. Os livros alemães mostram as renas já no final do século 19. Na Inglaterra e nos Estados Unidos, Rodolfo, “a rena de nariz vermelho”, está presente nas canções infantis. “Na cabeça das pessoas Papai Noel vive em algum lugar no Pólo Norte, onde vivem as renas”, esclarece Köhle-Hezinger.
Essa tendência criou um mercado para pessoas como Golz. Com um amigo sueco ele começou o comercializar renas há dez anos. Ele adestra uma após outra e vende os animais por toda Europa. A Sociedade Alemã Protetora dos Animais critica a criação particular dos animais. Segundo o representante da Sociedade em Bonn, Steffen Seckler, os animais precisam de pelo menos mil quilômetros quadrados de pastagem além de boa comida. Ele diz que as renas são muito suscetíveis: “As renas possuem um alto índice de mortalidade na Alemanha, sobretudo quando são importadas da Escandinávia”. Golz, o criador, diz escolher bem seus clientes: “Muitos dizem que querem uma rena para o jardim, que querem um “Rodolfo” para seus filhos”. Para estas pessoas ele diz que não vende seus animais.
Josiane Cotrim
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18.12.07 – FERROVIÁRIOS:
Braços cruzados por melhores salários 
Maquinistas se organizaram
Ao lado de astronauta, bombeiro e jogador de futebol, ser maquinista de trem deve estar entre as profissões mais sonhadas pelas crianças do mundo todo. Mas realizar um sonho de infância não é o suficiente para fazer dos condutores ferroviários alemães pessoas contentes até a aposentadoria. Eles querem dinheiro no bolso - e, no momento, não estão nada satisfeitos com o que ganham.
A Alemanha é um dos países com a rede ferroviária mais densa do mundo. Só para dar um exemplo, apesar de o Brasil ser cerca de 24 vezes mais vasto que o país europeu, suas redes de trilhos são quase do mesmo tamanho. A economia alemã depende tanto do transporte sobre trilhos quanto a brasileira do rodoviário.
Em meados de novembro, no entanto, após uma série de paralisações menores, a Alemanha enfrentou a maior greve de maquinistas de sua história. Durante um dia inteiro, condutores de trens e outros trabalhadores de bordo filiados ao Sindicato de Maquinistas Alemães (GDL, na sigla em alemão) cruzaram os braços para pedir cerca de 30% de aumento dos salários.
O argumento da organização era que os trabalhadores alemães da categoria estão entre os mais mal pagos da Europa Ocidental. O GDL, no entanto, não representa a maioria dos trabalhadores da Die Deutsche Bahn AG, a companhia ferroviária estatal alemã, mas apenas 34 mil deles.
Transnet e GDBA, os dois maiores sindicatos da categoria, somam 195 mil afiliados e já haviam se dado por satisfeitos com negociações bem mais modestas que o aumento de 30% exigido pelo GDL. Seu argumento é que um aumento maior dos salários poderia prejudicar a companhia, que enfrenta a concorrência de outras empresas de logística.
O GDL quer uma negociação em separado dos outros sindicatos, pois defende que maquinistas e outros trabalhadores em trânsito devem receber mais que seus colegas “em terra”, afinal seu trabalho seria mais desgastante. A Die Bahn ofereceu aumento de 15% nos salários e bônus de 2000 euros ao GDL.
Apesar do risco de enfrentarem mais alguns dias sem transporte, segundo pesquisas de opinião, os cidadãos alemães, em sua maioria, estão ao lado dos trabalhadores e consideram a Die Bahn culpada pelo impasse salarial. Um maquinista da companhia ganha cerca de 1.600 euros mensais líquidos.
A greve de novembro foi suspensa porque sua duração prevista era de apenas um dia, mas as negociações continuam. No entanto, o presidente da Die Deutsche Bahn AG , Hartmut Mehdorn, tem se mostrado cético quanto à possibilidade de empresa e funcionários chegarem a um acordo. Ele até já recrutou mil novos maquinistas em outras partes da Europa, sob a alegação de que eles suprirão suposto aumento de demanda por transporte. O GDL, por sua vez, ameaça iniciar paralisação sem previsão de término caso não receba uma oferta aceitável.
Paralelamente à disputa trabalhista, Mehdorn tem tentado impor seu projeto de privatização parcial da Die Deutsche Bahn AG . A forma como isso seria feito - se por meio de abertura de capital em bolsa de valores ou venda de participações a alguns investidores, por exemplo - ainda está em discussão.
Dennis Barbosa
LINK:
Die Bahn
12.12.07 – VIRADA DA ECONOMIA:
Após o boom do emprego 
Boas notícias
No final do ano passado muitos especialistas viam o ano de 2007 com dúvidas. No entanto, verificou-se em 2007 um verdadeiro boom do emprego no país. Estatísticas da Agência Federal do Trabalho demonstram que 2007 termina com 900.000 desempregados a menos que no início do ano. Cálculos preliminares indicam que a média anual será de 3,8 milhões de homens e mulheres sem emprego, ou seja, 680.000 a menos que no ano anterior.
O IAB - Instituto de Pesquisas do Mercado de Trabalho e da Profissão – calcula que, havendo um crescimento de 2,5 por cento em 2008, com uma média anual da taxa de desemprego de 3,43 milhões a 3,49 milhões – isto significará entre 310 000 a 360 000 menos que a média de 2007. O número de empregos, segundo a análise do IAB, deverá crescer em torno de 310 000.
Josiane Cotrim
05.12.07 – CAMPEÃ DO MUNDO:
Alemanha foi quem mais exportou em 2007 
Nem a China exportou tanto quanto a Alemanha em 2007. É o que revelam dados do Ministério Federal da Economia através de números preliminares do “World Trade Reports” da Organização Mundial do Comércio, apresentados esta semana em Genebra. A China coloca-se imediatamente atrás no volume de exportações. A Alemanha continua também com o título de campeã mundial do transporte de cargas.
O Secretário de Economia Bernd Pfaffenbach esclarece que esses dados preliminares comprovam a competitividade da economia alemã: “Alta qualidade dos produtos e inovação tecnológica são decisivos para o sucesso das exportações alemãs o que, finalmente, dá bons resultados”.
Josiane Cotrim
27.11.07 – MAQUINÁRIO PESADO:
Segunda maior indústria do país 
Depois da automobilística, a produção de máquinas pesadas é a segunda maior indústria da Alemanha. Ultimamente, o setor floresceu tanto quanto nos áureos tempos de crescimento, nas décadas de 50 e 60. Naquela época, isso foi resultado do crescimento pós-guerra; hoje, é o reflexo do sucesso das exportações.
Mesmo podendo em 2008, sofrer um desaquececimento, a previsão é que a produção apresentará um aumento de 5%, o que conferiria um novo recorde, o quinto seguido para o setor. O que poderia colocar em risco o crescimento do setor é o Euro forte, que torna as exportações mais caras, o alto preço da matéria-prima e a crise financeira mundial. “Trabalhamos em plena capacidade” disse o novo Presidente da associação do setor, Manfred Wittenstein, que considera o maquinário pesado “o setor do futuro com grandes oportunidades para os próximos 20, 30 anos”.
O sucesso do setor é determinado pelo mercado externo já que, de cada 10 máquinas produzidas, sete são destinadas à exportação. As firmas lucram com o desenvolvimento de países do Extremo Oriente, mas também com a exploração de petróleo na Rússia e no Oriente Médio, que demandam equipamentos e maquinários “Made in Germany”.
Josiane Cotrim
14.11.07 – DE BRAÇOS CRUZADOS:
Trens paralisados 
As negociações já duravam algum tempo e culminou em greve. O Sindicato do Maquinistas Alemães (GDL) que congrega apenas os maquinistas do setor ferroviário e que não pertence à DGB, a grande central de trabalhadores da Alemanha, iniciou esta semana mais uma paralisação dos trens de todo país. Esta greve está sendo considerada a mais longa da história da rede de transporte ferroviário alemã, a Deutsche Bahn, e foi convocada pelo GDL, um sindicato relativamente novo e um dos poucos não filiados ao DGB.
Josiane Cotrim
09.11.07 – FROTA COMERCIAL:
40% dos navios de containers são alemães 
Frota 8 vezes maior após reunificação
A frota comercial alemã está crescendo como jamais. Atualmente cruzam os mares quase 3.200 navios alemães, o que representa um crescimento de 11,4 por cento em comparação com o ano passado. Em 17 anos, depois da reunificação alemã, a frota aumentou oito vezes, segundo informações do setor. Só a frota de containers cresceu 15 por cento este ano, somando 1473 navios capazes de transportar 3,55 milhões de containers .
O setor de navegação do país está se beneficiando largamente da globalização: 40 por cento dos navios de todo o mundo que transportam containers pertencem à companhias alemãs.
Josiane Cotrim
30.10.07 – COMPRAS ONLINE:
Recorde de lucro 
Com o clique do mouse
O consumidor alemão está gastando mais do que nunca em compras pela internet. A Confederação Alemã de Comércio Postal estima que sejam movimentados este ano entre 17 e 18 bilhões de Euros a partir do clique do mouse, contra 16,8 bilhões do ano passado. O setor de vestuário e calçados é o mais procurado pelos internautas e deve receber cerca de 3,8 bilhões de Euros, o que seria um aumento de 40%. Em seguida vem o setor de equipamentos de mídia e suporte de áudio e imagem, com uma fatia de 2 bilhões.
Mariana Antoun
30.10.07 – HALLOWEEN:
O horror aquece o comércio 
Festa das bruxas
No último dia do mês de outubro as bruxas estarão soltas. Tendo a abóbora como “logomarca” as bruxas montam suas vassouras, esqueletos batem os queixos pelas ruas junto a demônios, vampiros, zumbis e lobisomens. É a festa de Halloween. No início dos anos 90 apenas poucos alemães conheciam a festa americana. Entretanto, essa manifestação foi ganhando um crescente status cult e este ano os alemães vão gastar mais de 150 milhões de Euros com o divertimento horripilante, estima Dieter Tschorn da Associação Alemã da Indústria de Brinquedos.
Os consumidores estão entusiasmados com o Halloween e com os produtos de Halloween, afirma Tschorn. As caixas registradores das empresas tilintam. No ano passado faturaram-se 24 milhões de Euros no Halloween. Passaram sobre os balcões das lojas 130 mil fantasias para crianças, 80 mil fantasias para adultos, além de 200 mil perucas e um quarto de milhão de bruxas e outros chapéus, assim como dois milhões de estojos de maquiagem e acessórios assustadores como unhas negras e cicatrizes de borracha.
O público alvo são as crianças e os jovens, diz o especialista em Halloween, Tschorn. Mas, o grupo de 18 a 39 anos também é importante. As crianças entusiasmadas com o Halloween são também interessantes para a indústria de balas. “Para nós, depois do Natal e da Páscoa, a festa de Halloween tornou-se o terceiro evento do ano” segundo Torben Erbrath, da Associação Alemã da Indústria de Doces.
O fenômeno Halloween propaga-se cada vez mais na Alemanha: “Os padeiros fazem pães especiais para Halloween e nos açougues encontram-se salsichas para Halloween. Até mesmo joalheiros comentam o tema e decoram suas vitrines com motivos de terror”, comemora Tschorn.
Além disso, o costume americano de “trick or treat” é cada vez mais popular, afirma Tschorn. Assim, as crianças fantasiadas vão de porta em porta nas casas da vizinhança exigindo doces e balas ameaçando com sustos os que não derem nada.
Josiane Cotrim
17.10.07 – A TODO VAPOR:
Prognósticos positivos 
Segundo avaliação do Instituto Alemão de Pesquisas Econômicas – DIW –o crescimento econômico do país deverá continuar até 2009, no mínimo. Os prognósticos dos especialistas são positivos. Apesar de uma ligeira redução do crescimento espera-se um novo impulso dos consumidores privados internos. Mas, os resultados desse crescimento só serão visíveis no próximo ano: “O crescimento não será para todos, mas para cada vez mais gente” disse o especialista em conjuntura econômica do Instituto, Stefan Kooths, em Berlim.
Além disso, o número de desempregados deverá cair para 3 milhões e 300 mil até 2009. Em maio deste ano, o número de desempregados na Alemanha ficou abaixo de 4 milhões pela primeira vez em quatro anos.
Josiane Cotrim
10.10.07 - EXPORTAÇÕES:
Crescimento continua 
Superávit comercial
Apesar do Euro permanencer alto, as exportações alemãs continuam crescendo. No mês de agosto as firmas alemãs exportaram mercadorias no valor de 77,7 bilhões de Euros. Ou seja, 12,4 por cento a mais que no ano anterior, segundo informou o Departamento Federal de Estatística, terça-feira (09.10) em Wiesbaden, a capital do Estado de Hessen.
Foi o maior crescimento do superávit desde abril. Com 63,6 bilhões de Euros, as importações tiveram um aumento de 9,5 por cento em agosto. Em comparação com o ano passado, o superávit da balança comercial subiu de 11 para 14 bilhões de Euros. Todas as regiões do mundo contribuíram para o crescimento do comércio exterior alemão.
Josiane Cotrim
28.09.07 – QUEDA LIVRE:
Índice de desemprego em baixa 
Menor índice dos últimos 12 anos
De acordo com a Agência Federal de Empregos, o mês de setembro registrou o índice de desemprego mais baixo dos últimos 12 anos, com 3.543.000 pessoas desocupadas ou seja,162 000 a menos que no mês passado. Ao mesmo tempo, o número de empregados de 39,86 milhões foi o mais alto desde que um levantamento deste tipo foi feito pela primeira vez no país reunificado, em 1991.
A taxa atual de desemprego é de 8,4 por cento, o que significa uma queda de 0,4 pontos percentuais do total em relação ao mês anterior. No mesmo período do ano passado a taxa de desemprego era de 10,1 por cento.
A queda no desemprego é reflexo do boom do mercado de trabalho.
Josiane Cotrim
14.09.07 – SAPATOS:
Novas tendências 
Calçados brasileiros em Düsseldorf
A volta do conforto: essa é a principal tendência na moda de sapatos. Durante três dias a indústria calçadista mostra seus produtos e as tendências do setor em Düsseldorf na maior feira de sapatos e artigos de couro do mundo, a GDS/GLS. Cerca de 1380 expositores de 45 países de todo o mundo exibem suas coleções para o próximo ano. Sapatos infantis também ocupam lugar de destaque como mostra o modelo brasileiro na foto.
A tendência apresentada pelos especialistas é o contraste de cores claras como o branco, o creme e o cinza com os tons fortes de vermelho, amarelo e azul. Solas de borracha dão um toque esportivo e os sapatos confortáveis dominam a tendência das coleções que estarão nas vitrines ano que vem.
Josiane Cotrim
27.08.07 – CRESCIMENTO:
Benefício é para todos 
Ministros participam de reunião
Os integrantes do governo federal reuniram-se durante dois dias em Meseberg, ao norte de Berlim, para discutir formas de manter as bases do crescimento econômico a longo prazo e levar os resultados desse crescimento para a população em geral. “Não queremos deixar ninguém para trás”, enfatizou a chanceler Angela Merkel. Para isso, foi estabelecido um programa de trabalho centrado em cinco pontos fundamentais: novas oportunidades no mercado de trabalho, energia e proteção climática, estabelecimento de regras internacionais para a economia de mercado, a questão das mudanças demográficas e modernização do Estado com uma administração mais aberta ao cidadão.
Josiane Cotrim
27.08.07 – CONJUNTURA 2007:
O futuro diante dos olhos 
A economia alemã cresce como há anos não ocorria e torna-se a locomotiva do crescimento na Europa. Um relato sobre as estratégias bem-sucedidas das empresas e o que há por trás deste impulso
Fábrica da VW em Dresden
"Atualmente, tudo está dando certo”, afirma Helmut von Monschaw. Ele deve saber do que diz, pois fala diretamente do coração da indústria alemã. Ele é gerente da Associação Alemã das Fábricas de Máquinas-ferramentas (VDW), ou seja, é o porta-voz do setor que fornece máquinas para os fabricantes de carros, móveis e fotocélulas. O motivo da sua euforia: nessa indústria-chave, o volume de encomendas aumentou em bons 40% no primeiro trimestre de 2007 – um índice importante do dinamismo econômico. A VDW não está sozinha quanto às boas notícias. Em 2007, os recordes positivos abrangem todos os ramos. Maior conglomerado químico do mundo, a BASF iniciou o ano vigorosamente, com um aumento de faturamento de 17% no primeiro trimestre. O Deutsche Bank anunciou em maio o melhor resultado trimestral da sua história. E a fábrica de automóveis BMW vendeu tantos carros em junho de 2007, como nunca num único mês. Os faturamentos sobem, os lucros jorram e os prognósticos conjunturais estão sendo corrigidos constantemente para cima. Chegou o impulso econômico.
O ministro da Economia Michael Glos conta este ano com um crescimento econômico de 2,3%. O Instituto de Pesquisa Econômica (ifo) de Munique aumentou em junho o seu prognóstico de crescimento de 2007 para 2,6%. E a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) espera até mesmo 2,8% de crescimento para a Alemanha. Assim, a economia do país está não apenas acima da média da OCDE, mas também na liderança do G7, o grupo dos sete países mais industrializados. A conjuntura cresce e, por sua vez, sobe a arrecadação de impostos, ajudando a reduzir o desemprego. No primeiro semestre de 2007, o ministro da Fazenda Peer Steinbrück registrou um aumento da arrecadação de impostos de 18,4%. Ele supõe que haverá uma receita tributária adicional da ordem de 200 bilhões de euros até 2011. E no mês passado, o número de desempregados foi o mais baixo que se registrou num mês de junho nos últimos doze anos – 3,7 milhões. Foram 712.000 desempregados menos que um ano antes. Em alguns setores já existe, entretanto, até mesmo o temor de uma escassez de mão-de-obra. “O conceito de expansão me parece insuficiente para descrever o que estamos vivendo no momento”, afirmou o ministro das Relações Exteriores Frank-Walter Steinmeier à revista semanal Der Spiegel. “Eu chamaria isto de terceiro milagre econômico. O primeiro aconteceu na reconstrução depois de 1945. O segundo, após a reunificação. Este terceiro está baseado no nosso amplo processo de reformas, que caracteriza a resposta da Alemanha à globalização”, completa.
“Na embriaguez da conjuntura” foi o título de um artigo do semanário Die Zeit, de Hamburgo, que pergunta no subtítulo: “Por que somos tão bons de repente?”. De fato, o impulso econômico surpreendeu muita gente. Especialistas em conjuntura tinham advertido, no início do ano, contra o aumento do imposto de consumo em 3%. Isto poderia paralisar a demanda interna. E também o euro forte seria uma ameaça, pois os produtos alemães se tornariam mais caros no exterior, podendo reduzir as exportações. Os dois temores não se concretizaram.
O impulso econômico baseia-se em fundamentos sólidos. O governo federal alemão criou as bases para isto através da redução de impostos e das reformas no mercado de trabalho. As empresas otimizaram suas estruturas de compras e custos, investiram em produtos inovadores e aumentaram a sua competitividade. E os empregados deram sua contribuição através de reivindicações salariais moderadas e jornadas de trabalho mais longas. Die Zeit cita diversas razões pelas quais a Alemanha está tão forte, naturalmente no contexto de uma economia mundial em expansão. Ponto central: as empresas médias, espinha dorsal da economia alemã. E, em especial, as chamadas hidden champions, empresas quase desconhecidas, mas que são líderes mundiais em seus setores. Elas são comemoradas como “gigantes da província”, como “estrelas escondidas”. Produzem máquinas para furar túneis, instalações de energia eólica ou bombas de concreto. Seu know-how e seus produtos são requisitados em todo o mundo e usados internacionalmente. Por exemplo, a firma Putzmeister, de Aichtal, no estado de Baden- Württemberg, está participando da construção da torre de Dubai, o futuro prédio mais alto do mundo, de 700 metros de altura.
Freqüentemente os clientes não têm alternativa para produtos made in Germany, pois, neste meio tempo, as empresas alemãs vêm sendo líderes não só em ramos tradicionais – construção de máquinas e automóveis ou indústria química –, mas também em setores futuros – tecnologia da informação, biotecnologia e nanotecnologia, sem falar da técnica medicinal e das energias renováveis. O cluster da técnica medicinal em Tuttlingen, em Baden-Württemberg – a capital mundial dos instrumentos cirúrgicos, com 560 especialistas do setor –, impulsiona as empresas a desempenhos sempre maiores, como atletas num campo de treinamento. E a Solarworld, empresa ambiental relativamente jovem, está a caminho de tornar-se a líder mundial, pois está ampliando enormemente sua produção. Em face do boom nas exportações, a firma decidiu em julho duplicar a capacidade da fábrica de wafers solares, a ser construída em Freiberg, na Saxônia. As empresas alemãs destes dois ramos tiram certamente proveito das mudanças demográficas e climáticas. E elas também reconheceram a tempo as tendências globais.
A transformação na Alemanha é acompanhada com atenção no exterior. O jornal americano Herald Tribune a descreveu sob o título “De doente a superastro da Alemanha”. O britânico Economist deu um título mais sóbrio: “A economia da Alemanha está de volta”. E, num recente estudo internacional da consultoria empresarial Ernst & Young, os executivos de 809 empresas multinacionais deram à Alemanha o primeiro lugar como centro econômico mais atraente da Europa e o quarto lugar mundial, após a China, os EUA e a Índia. “Os investidores internacionais apreciam o novo dinamismo e o otimismo reencontrado na Alemanha”, afirmou Peter Englisch, sócio da Ernst & Young, na apresentação do estudo em junho, em Frankfurt. “Hoje, a Alemanha é a locomotiva do crescimento na Europa”.
O ministro alemão de Economia e Tecnologia Michael Glos fez, no início de julho, um pronunciamento oficial sobre o impulso conjuntural.
“Nossa economia dá passos largos. A Alemanha é novamente a locomotiva de crescimento da Europa. Os anos de estagnação terminaram. Mas não podemos parar com as reformas. Quero, antes de tudo, olhar para frente. O impulso conjuntural requer cuidados. É preciso retirar obstáculos do caminho, para que o impulso se transforme num crescimento sustentável. O processo de crescimento vingou. Ele não depende mais apenas da força impulsionadora da economia mundial, dispondo agora de força própria. Neste e no próximo ano, o maior impulso de crescimento será proveniente da conjuntura interna. O governo federal espera para este ano um crescimento de 2,3%. Outros especialistas vêem, já agora, o nosso crescimento bem acima disto. O impulso conjuntural tem continuidade, apesar do aumento do imposto sobre as vendas. Tampouco ocorreu a temida onda de carestia. O impulso estende-se a todos os setores. Em nome do governo alemão e parafraseando o antigo ministro da Economia Ludwig Erhard, eu afirmo: estamos vivendo a prosperidade para todos!
Nunca na história da República Federal da Alemanha houve tantas pessoas empregadas como hoje – quase 40 milhões. Este aumento diz respeito sobretudo a empregados registrados no seguro social, ou seja, a empregos de tempo integral. Também o número de desempregados está em queda. Só nos últimos doze meses, diminuiu em 712000 e está agora por volta de 3,7 milhões. Até o final de 2008, ele cairá para menos de 3,5 milhões. Será então o nível mais baixo em mais de dez anos. O impulso conjuntural chega assim também aos trabalhadores, cujos empregos foram preservados graças a reivindicações salariais moderadas e que agora logram outra vez um claro aumento real da sua remuneração. Apenas os curadores de massa falida é que passam por recessão, já que não há mais tantas empresas insolventes. Mas isto é aceitável para o governo alemão. O que não é aceitável é a falta de mão-de-obra especializada observada atualmente na Alemanha. Apesar de vinte mil engenheiros desempregados, o setor econômico busca desesperadamente tais especialistas. Isto não combina. Isto freia o impulso conjuntural.
Necessitamos de mais investimentos em educação, formação profissional e especialização. Pois, antes de tudo, temos de dar chance às pessoas que vivem no nosso país e buscam trabalho. Ao lado disto, coloca-se na ordem do dia também a questão da imigração controlada de mão-de-obra especializada de outros países. A Alemanha tem de acompanhar a competição global pelas melhores cabeças. Para que o país fique na liderança, o governo federal sempre aumenta os investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Isto é demonstrado pelo planejamento financeiro de médio prazo. Também os Estados e o setor econômico são conclamados a destinar maiores recursos à pesquisa e ao desenvolvimento. Exatamente agora – no surto de progresso – é preciso manter as reformas. O impulso econômico tem muitos motivos: a boa conjuntura mundial, uma política salarial moderada e os esforços das empresas. Isto não teria sido suficiente, no entanto, para retornar ao crescimento econômico. A persistente orientação da grande coalizão, nossa estratégia dos três elementos – sanear, reformar, investir, traz frutos agora. O impulso conjuntural não é espontâneo e necessita de cuidados, como uma planta sensível”.
Entrevista com Peter Englisch, sócio da consultoria internacional de empresas Ernst & Young e responsável por preparar o estudo sobre atratividade de 2007
Sr. Englisch, no seu estudo de 2007 sobre os centros econômicos, a Alemanha ficou no 1º lugar na Europa e no 4º lugar mundial na preferência dos executivos estrangeiros. Quais são os pontos fortes do país?
A Alemanha estabeleceu-se definitivamente como participante da liga global. Em geral, do ponto de vista exterior, as virtudes alemãs são, sobretudo, produtividade, trabalho eficiente e força de inovação. Em especial, os executivos avaliam positivamente a infra-estrutura de telecomunicações, de transporte e logística. A Alemanha também é apreciada pela boa formação da sua mão-de-obra, bem como pela pesquisa e desenvolvimento.
É criticada a tributação das empresas. O governo alemão planeja uma ampla reforma dos impostos empresariais. Que efeito isto terá, sobretudo para as empresas estrangeiras?
O nível de tributação dos lucros empresariais é um critério importante para os investidores. Assim, a redução de alíquotas dos impostos empresariais é um sinal na direção certa. Por outro lado, a “barreira de juros” introduzida no âmbito das medidas de compensação financeira vai em direção errada. Sabemos que a possibilidade de dedução tributária dos juros de financiamentos é muito importante para os investidores. Isto reduz novamente o efeito positivo global da reforma dos impostos empresariais.
A imagem da Alemanha no exterior melhorou. Isto não condiz, porém, com os dados dos investimentos diretos de empresas estrangeiras na Alemanha. Eles perfazem só 9% dos investimentos estrangeiros diretos na Europa. Qual o motivo disto?
Temos na Alemanha, no setor dos investimentos diretos, muitos dados desconhecidos. Isto resulta, entre outras coisas, do fato de termos uma outra cultura de divulgação que os países anglo-saxões. Muitos projetos de investimento permanecem sem divulgação. Por isso, os dados alemães devem ser vistos basicamente apenas como indicadores da evolução – e aí, o crescimento de mais de 50% fala claramente. Supomos que esta tendência continuará e que as “lacunas” existentes entre a imagem e a realidade continuarão sendo fechadas. Um enorme potencial devem ter os setores de logística, de serviços empresariais e as áreas de intensa pesquisa e desenvolvimento.
Acima da Alemanha, no seu estudo, estão a China, os EUA e a Índia. Quais são os argumentos decisivos em prol destes três países? E o que a Alemanha pode fazer para tornar-se ainda melhor?
Na China, EUA e Índia, os investidores vêem o maior potencial mundial de mercado, tanto no que se refere à atratividade do mercado local de consumo, como à disponibilidade de formandos universitários de alta qualificação. Além disto, a defasagem de salários, especialmente na China e na Índia, é um argumento importante. Para fortalecer a Alemanha como centro econômico será cada vez mais importante que um número suficiente de formandos universitários e trabalhadores especializados de alta qualificação esteja à disposição do mercado de trabalho. Finalmente, é preciso continuar corrigindo nossas fraquezas: o direito trabalhista inflexível e os custos burocráticos.
Martin Orth (Revista “Deutschland”)
26.08.07 – BONS VENTOS DO LESTE:
“Faróis” nos novos Estados federados 
Breves perfis de empresas bem-sucedidas
AMD dá título de Silicon Saxony
A Alemanha Oriental está em crescimento: 17 anos depois da reunificação alemã, os cinco novos Estados federados, Brandemburgo, Meclemburgo-Pomerânia Ocidental, Saxônia, Saxônia-Anhalt e Turíngia, apresentam-se como mercados eficazes com boa conjuntura e um índice de crescimento acima da média na indústria de transformação. Indagadas sobre sua situação pelo Instituto de Pesquisa da Economia de Halle (IHW), 300 firmas dos novos Estados expressaram-se apontando uma boa situação econômica e perspectivas muito promissoras. Como praça econômica, a Alemanha Oriental está sendo muito procurada: mais de 500 000 empresas foram fundadas desde 1990. Foram gerados novos empregos e surgiram fábricas com o mais novo padrão de tecnologia, muitas das quais estão entre as mais modernas do mundo. Sejam ramos ambiciosos, como o das energias renováveis, ou a tecnologia de ponta, como a microeletrônica, ou ainda os ramos industriais tradicionais, como a construção de automóveis, muitos conglomerados empresariais – da Alemanha e de todo o mundo - já se estabeleceram na Alemanha Oriental. Uma história de sucessos em sete breves perfis.
Solarworld: uma campeã ecológica de Freiberg na Saxônia
Moderna tecnologia ambiental para uma energia solar limpa: de Freiberg na Saxônia, ela vai para todo o mundo, fazendo da cidade universitária da Alemanha Oriental um centro solar na Europa. Um dos campeões ecológicos da Alemanha estabeleceu-se na antiga metrópole de minas. A firma Solarworld é a líder dos grupos empresariais solares, estando, com outras duas fábricas nos EUA e na Suécia, entre as três maiores empresas solares internacionais.
Os especialistas de energia solar, sediados em Bonn, deixam fabricar em Freiberg todos os produtos necessários para a produção de módulos solares. Da matéria-prima silício e das células solares até as grandes instalações solares: na Solarworld, tudo é feito por uma só mão. Sendo o único conglomerado empresarial solar integrado da Alemanha, esta empresa abriga sob um só teto a completa cadeia de valor acrescentado, com pesquisa e desenvolvimento, acabamento e venda. Apenas recentemente a Solarworld instalou sua fábrica em Freiberg, a qual gerará outros 100 empregos até 2008. Até agora, essa empresa empregou cerca de 60 milhões de euros no seu maior projeto realizado até hoje.
Um investimento no futuro: até agora, a empresa solar já efetuou mais de 40% do seu movimento de venda no exterior, apostando - ao lado dos mercados asiáticos - sobretudo no mercado dos EUA, com seu forte crescimento. Fundada em 1998 pelo engenheiro Frank H. Asbeck, esta empresa já tem na bolsa um valor de cotação de cerca de quatro bilhões de euros. A Solarworld espera para o ano corrente novos recordes no movimento de vendas e no resultado. As encomendas, com um atual volume de vários bilhões de euros, estendem-se até o ano de 2020.
Crescente volume de vendas, crescente número de empregados: a Solarworld também é um motor de empregos para a região. O número de pessoas com trabalho duplicou nos últimos quatro anos, chegando a mais de 600 empregados. No começo de 2007, o grupo empresarial dava emprego a um total de 1 350 empregados. A tendência é de crescimento contínuo. Boas perspectivas para Freiberg.
Enercon: tecnologia de Meclemburgo para a força eólica
A energia eólica registra novo recorde na Alemanha: no primeiro trimestre de 2007, a rede foi alimentada com 15 bilhões de kWh de cerca de 19 000 usinas eólicas em todo o país, que foram construídas por empresas como a Enercon, a maior produtora alemã, conhecida internacionalmente através da sua tecnologia de usinas eólicas e das muitas patentes. Esta empresa de Aurich, nas proximidades da costa do Mar do Norte, reconheceu a tempo o potencial existente na energia eólica, apostando, desde 1998, na Saxônia-Anhalt como importante praça econômica. Na sua firma de Meclemburgo, com um terreno de mais de 300 000 metros quadrados, a Enercon produz geradores, pás de rotores e torres de aço para cataventos. Até hoje, a Enercon instalou, em mais de 30 países, mais de 11 000 usinas com uma capacidade de até 4 500 KW. Muitas delas são provenientes da fábrica de Meclemburgo. Na capital estadual da Saxônia-Anhalt trabalham mais de 2 000 empregados, entre cerca de 6 000 em todo o mundo. Logo deverão ser mais de 3 000 empregados, pois, com investimentos de dois dígitos na casa dos milhões, esta empresa, fundada em1984 pelo engenheiro Aloys Wobben, decidiu ampliar em Meclemburgo principalmente a produção de instalações e construir um novo prédio de administração.
A história de sucesso da Enercon também se mostra no volume de vendas: se no ano de 2000 este perfazia cerca de 600 milhões de euros, ele se duplicou agora a quase 1,2 bilhão de euros. O engajamento da Enercon em Meclemburgo não se reflete apenas nas vendas de rápido crescimento: por incentivar o aproveitamento das energias renováveis, a Enercon recebeu em 2007 o Prêmio Solar Saxônia-Anhalt da Sociedade Alemã de Energia Solar (DGS).
DHL: Aeroporto Leipzig/Halle como eixo europeu
Com sua moderna arquitetura, o Aeroporto Leipzig/Halle já se tornou um símbolo: o moderno terminal imita uma asa de avião, pontes sobre a auto-estrada unem as pistas de decolagem e aterrissagem do aeroporto da Saxônia e Saxônia-Anhalt. Em 2006, aterrissaram e decolaram em Leipzig/Halle mais de 42 000 aviões com um total de 2,3 milhões de passageiros. Mas o que decolou mesmo foi o desenvolvimento do movimento de frete e correio. Neste ponto, o aeroporto já tivera, no passado, enorme crescimento. Futuramente isto deverá aumentar mais ainda, pois, a partir de 2008, Leipzig/Halle se tornará o eixo da DHL. Esta líder no mercado mundial para transporte expresso internacional, transporte terrestre e frete aéreo registra um movimento de vendas anual de 40 bilhões de euros, gerando empregos para 285 000 pessoas, fazendo anualmente 1,5 bilhão de remessas a mais de 220 países. Novos tempos se abrem para este novo aeroporto na Alemanha central: ele se tornará um dos pontos centrais de transbordo de frete aéreo na Europa, funcionando 24 horas por dia. Diariamente, cerca de 50 aviões de carga da empresa de logística deverão ter destino a Leipzig/Halle, transbordando até 2 000 toneladas por noite.
O correio alemão Deutsche Post World Net vai gastar cerca de 300 milhões de euros para o novo posto da DHL, sua filial de remessas expressas e de logística. Mas é um investimento que trará proveito para a DHL e a região, pois com o eixo aéreo Leipzig/Halle, a DHL ampliará sua posição de líder no mercado expresso europeu. Por outro lado, o mercado de trabalho da região terá um grande impulso. Apenas a DHL está planejando cerca de 3 500 novos empregos até 2012. Com outras empresas, que aí se estabelecerão, poderão ainda ser gerados por volta de 7 000 empregos.
Porsche e BMW: construtoras de automóveis em Leipzig
Na construção de automóveis, Leipzig está na dianteira: a BMW e a Porsche, dois notáveis conglomerados automobilísticos alemães, apostam na Saxônia e em veículos “made in Leipzig”. Porsche, a construtora de automóveis esportivos, decidiu-se em 1999 por Leipzig como segunda fábrica de carros. A fábrica original na sede da empresa em Zuffenhausen, perto de Stuttgart, chegara aos limites da sua capacidade de produção. Para a sua terceira linha de montagem, o todo-terreno Cayenne, a Porsche teve que procurar um novo lugar de montagem. Somente assim, a empresa, que recentemente registrou um superávit impressionante na casa dos bilhões, pôde dar seqüência à sua estratégia de crescimento. Por que Leipzig? Porque sua infra-estrutura de primeira classe como praça econômica é convincente. Leipzig ofereceu a área suficiente para a produção de veículos, um centro para clientes, inclusive pistas e terrenos de prova com aclives extremos e um fo |