EDUCAÇÃO
 

POLÍTICAS PÚBLICAS: Bolsas de pós-graduação na Alemanha
PACTO EDUCACIONAL: 3 bilhões para faculdades e pesquisa
PÓS: Bolsas DAAD-BMZ para países em desenvolvimento
GESTÃO DA ÁGUA: Seminário alumni em João Pessoa
WINTERKURS: Inscricões abertas para o programa de bolsas
ACADEMIAS DE VERÃO: Bolsas de estudo na Alemanha
AMÉRICA LATINA: Bolsas para brasileiros e chilenos na Alemanha
ESPAÇO E ENERGIA: Oportunidades de doutorado e pós-doutorado
PPGG: Brasileiros são destaque no programa
GREEN TALENTS: Intercâmbio para jovens cientistas
BERLIM: Cursos de verão na Universidade Humboldt
BIOMASSA: Viçosa recebe Escola de Verão Freiburg
DOUTORADO: Inscrições até 2 de março
ERASMUS MUNDUS: Bolsas em tecnologias geoespaciais
REVERTENDO AS ESTATÍSTICAS: Mais verbas para a formação
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: Cursos de verão
DUPLA TITULAÇÃO: Doutor no Brasil, doutor na Alemanha
PROJETO TREE: Transferência de conhecimento em energia
ARTES, DESIGN E MÚSICA: Bolsas de aperfeiçoamento
SISTEMAS SENSORIAIS: Oportunidade para pesquisadores
PÓS-GRADUAÇÃO: Os Top 10 na Alemanha
APROVEITE O INVERNO: Abertas inscrições para o Winterkurs
ENSINO SUPERIOR: Universidade turco-alemã em Istambul
VERÃO EM BERLIM: Bolsas para gestão do desenvolvimento
CURSOS DE VERÃO: Bolsas para jovens estudantes
ATRAÇÃO ALEMÃ: Mais e mais estudantes estrangeiros
OPORTUNIDADE: Curso para profissionais de Educação
SISTEMA DE ENSINO: Três tipos de escola, de criança e de futuro
MÃO-DE-OBRA: Ascensão pela formação
VIDA DE ESTUDANTE: Pacote dá resultados
PEDAGOGIA WALDORF: Um jeito alemão de educar
MUNDO ESTUDANTIL: Crianças melhoram performance

COOPERAÇÃO: Bolsas para cientistas sociais da América Latina
EXCELÊNCIA: Mais seis universidades no ranking de melhores
SUSTENTABILIDADE: Bolsas para estudar na Alemanha
RECURSOS HÍDRICOS: Oportunidade para ex-alunos e ex-professores
INTERCÂMBIO: Trocas valiosas
MASTER NA ALEMANHA: Bolsas para programa na área ambiental
CARREIRA: Bolsas de estudo
VIAGEM MUSICAL: Nos passos de Beethoven, Bach, Wagner...
CURSOS: Oportunidade para músicos e artistas plásticos
BOLSAS DE ESTUDO: Oferta de cursos na Alemanha
ESTUDANTES ESTRANGEIROS: Por que eu estudo na Alemanha?
INVESTIMENTO NO SABER: Universidades privadas alemãs
PÓLO UNIVERSITÁRIO: Universidade excelente com ar metropolitano
ERASMUS: Estudos sem fronteiras
REFORMA UNIVERSITÁRIA: Do estudo rápido ao êxito na carreira
PROFESSORES: Retrato do corpo docente alemão
CAMPUS GERMANY: Você sabia que… ?
EXPORTANDO EDUCAÇÃO: Cursos superiores alemães no exterior
INTERCÂMBIO ACADÊMICO: "Em concorrência internacional
pelas melhores"

ENCONTRO ACADÊMICO: Brasil, África e Alemanha
FORMAÇÃO EDUCACIONAL: Pesquisa e ensino
INTEGRAÇÃO: Latim em vez de Kikongo - garota angolana é
destaque em escola de elite alemã

MATRÍCULA ESCOLAR: Teste para pré-escolares
UNIVERSIDADES: Fique por dentro das melhores universidades alemãs


23.06.09 - POLÍTICAS PÚBLICAS:
Bolsas de pós-graduação na Alemanha  ACIMA
Aluno presta atenção em sala de aula na Alemanha - Fonte: dpa/pa De olho no futuro

O DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico) está recebendo candidaturas para o programa de bolsas de pós-graduação master em políticas públicas e boa governança (PPGG), com cinco opções de cursos.

O programa tem como público-alvo graduados, com ou sem experiência profissional, que visem exercer funções de liderança nos campos político, jurídico e econômico, bem como da administração pública. Para candidatar-se, os interessados não podem ter concluído a graduação há mais de seis anos. Os candidatos não podem estar residindo na Alemanha há mais de um ano.

Para os cursos ministrados em inglês, será exigido certificado de proficiência no idioma (Toefl ou equivalente). Para os cursos em alemão, terão prioridade aqueles que já tiverem ao menos conhecimentos básicos de alemão em nível A2. Todos receberão bolsa para curso de alemão na Alemanha, em geral de seis meses, antes do início da pós-graduação. Prevê-se o início dos cursos de alemão presenciais em 1o. de abril de 2010. A partir de janeiro, os aprovados deverão ter acesso ao curso on-line de alemão DUO.

Além destes, todos os cursos possuem outros pré-requisitos próprios para admissão. Os candidatos deverão informar-se previamente nos respectivos sites sobre eles.

As candidaturas devem ser enviadas até 28 de agosto de 2009 (data da postagem) ao escritório regional do DAAD no Rio de Janeiro (ver endereço no edital), podendo os candidatos indicar sua preferência por até dois dos cinco cursos oferecidos no programa.

Os cursos terão, em regra, duração de dois anos. As bolsas estão fixadas em 750 euros mensais, mais seguro-saúde, subsídio para viagem e aluguel, bem como outros adicionais, conforme o caso.

Para melhor orientação, os interessados devem ler e seguir o edital em inglês, disponível em
http://rio.daad.de/shared/pos_graduacao.htm#ppgg. Pedidos de esclarecimento devem ser encaminhados ao escritório do DAAD no Rio (aufbau@daad.org.br).

Redação


18.06.09 - PACTO EDUCACIONAL:
3 bilhões para faculdades e pesquisa ACIMA
Pipeta conta-gotas - Fonte: dpa/pa Investimento

Os governos Federal e estaduais querem a continuação de três programas de incentivo à pesquisa e ao ensino superior bilionários. O primeiro é a segunda etapa do Pacto Educacional, que prevê cerca de 275 mil novas vagas para atender aos alunos a mais que devem chegar ao ensino superior até o ano de 2015. Comparado com o Pacto Educacional I, a partir do ano 2007 a despesa por aluno passou de 22.000 euros para 26.000. O Pacto de Ensino II inclui novamente um fundo para projetos da Deutsche Forschungsgemeinschaft (DFG) (Associação Alemã de Pesquisa) no valor 1,5 bilhão de euros, que será destinado para melhoria de instalações físicas para a pesquisa universitária. O custo, até 2015, será assumido apenas pelo Governo Federal.

Para continuação da Iniciativa Excelência até 2011, foi disponibilizada uma verba de 2,7 bilhões de euros, beneficiando as instituições de ensino superior através de competições. O objetivo é manter a construção da pesquisa de ponta das universidades alemãs e sua colocação no cenário internacional. Já o Pacto para a Pesquisa e Inovação garante a organizações de pesquisas até 2015, com um aumento anual dos seus orçamentos de 5%. A base de financiamento a cinco grandes organizações de pesquisa - incluindo a Max Planck Society e a DFG – aumentou para cerca de 5,7 bilhões de euros em 2008.

Mariana Antoun


14.05.09 - PÓS-GRADUAÇÃO:
Bolsas DAAD-BMZ para países em desenvolvimento ACIMA
Sala de aula em uma universidade alemã - Fonte: dpa/pa Oportunidade

O Programa de Pós-graduação com Relevância para Países em Desenvolvimento, com bolsas do DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico) e do Ministério Alemão da Cooperação Econômica (BMZ), está com inscrições abertas. O programa oferece 38 opções de pós-graduação Master e três de PhD, nas áreas de economia, gestão, desenvolvimento, engenharia, matemática, planejamento regional, agricultura, silvicultura, ciências ambientais, geociências, saúde pública, sociologia e educação. Com início previsto a partir de outubro de 2010, os cursos masters terão duração de 18 a 24 meses e os de doutorado, 36.

Podem candidatar-se jovens profissionais, com no mínimo dois anos de experiência profissional na área do curso (após a graduação). Exigem-se conhecimentos básicos de alemão (nível A2) para candidatos às pós-graduações ministradas em alemão e proficiência em inglês para aquelas oferecidas neste idioma. Os bolsistas deverão receber curso de alemão intensivo de dois a quatro meses antes do início do master. Alguns cursos requerem idade máxima de 32 ou 36 anos. Devido à variedade de requisitos exigidos pelas universidades, favor consultar os sites dos cursos (lista acessível no link abaixo).

O candidato deverá informar se necessita de bolsa parcial ou integral do DAAD. Terão prioridade candidatos recomendados por seus empregadores e com promessa de recolocação após o curso. As chances de admissão no programa são maiores para quem dispuser de recursos financeiros próprios ou suporte do empregador ou de outra instituição.

O prazo para envio da documentação ao Escritório Regional do DAAD no Rio de Janeiro encerra-se em 28 de agosto de 2009.

Para mais informações, visite a página http://rio.daad.de/shared/pos_graduacao.htm.

Redação


12.05.09 - GESTÃO DA ÁGUA:
Seminário alumni em João Pessoa ACIMA
Pessoa com mangueira de água - Fonte: dpa/pa Uso adequado?

Com suporte financeiro do DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico), a German Alumni Water Network (Gawn) está organizando mais um seminário para alumni de universidades alemãs, sobre gestão da água com vários subtemas.

O seminário "Rural Sanitation and Watershed Management in Latin America" será realizado de 30 de agosto a 5 de setembro de 2009, em João Pessoa, no Estado da Paraíba, no Brasil. Docentes, pesquisadores, profissionais, multiplicadores e tomadores de decisões da área, que tenham estudado, dado aulas ou pesquisado na Alemanha, estão convidados a participar e enviar abstracts para apresentações. As candidaturas devem ser apresentadas até o dia 29 de maio.

Os temas dp seminário, o programa, os subsídios para custeio da viagem, requisitos e documentação para a candidatura, bem como dados de contato dos organizadores no Brasil e na Alemanha podem ser encontrados no edital (em inglês):
http://rio.daad.de/download/2009_RuralSanitation_AnnouncementA-englisch.pdf

Para outras informações e esclarecimentos, os interessados devem contatar diretamente os organizadores do seminário na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e na Universidade de Siegen, conforme informado no edital.

Redação


28.04.09 - WINTERKURS:
Inscricões abertas para o programa de bolsas ACIMA

O DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico) abriu inscrições para um de seus mais concorridos programas de bolsas, o tradicional Curso de Inverno de Língua e Cultura Alemãs, também conhecido pela expressão alemã Winterkurs.

O programa destina-se a jovens estudantes, brasileiros ou estrangeiros com
residência permanente no Brasil, matriculados em universidades do Brasil, com no mínimo o sexto período da graduação concluído até o fim de 2009 (jovens mestrandos também podem candidatar-se). Os candidatos devem apresentar desempenho acadêmico muito bom e comprovar conhecimento de alemão equivalente ao nível intermediário, entre outras exigências.

Com duração de quatro a sete semanas, os próximos Winterkurse ocorrerão em janeiro e fevereiro de 2010 (datas exatas ainda a definir) nas universidades de Freiburg, Essen, Leipzig e Berlim.

A bolsa está fixada em 2800 euros (€ 1075 para reembolso das passagens aéreas, € 975 para alojamento e alimentação e € 750 para custos com o curso). O DAAD custeará ainda, integralmente, o seguro de saúde. O programa também inclui, geralmente, excursões nos fins de semana e visitas a teatros, museus e outras instituições culturais. O bolsista deve levar consigo de 300 a 600 euros para despesas adicionais.

Os pedidos de bolsa devem ser enviados para o escritório do DAAD no Rio de Janeiro até 29 de junho. Mais informações: http://rio.daad.de/shared/graduacao.htm

Redação


01.04.09 - ACADEMIAS DE VERÃO:
Bolsas de estudo na Alemanha ACIMA
Jovem alemã em laboratório de pesquisa - Fonte: dpa/pa Porque vale a pena estudar nas férias...

Vinte e quatro Academias Alemãs de Verão estão oferecendo bolsas de estudos a seus participantes internacionais com recursos recebidos do DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico), a maior organização do gênero no mundo. Elas foram selecionadas dentre a vasta oferta de cursos de verão no país e podem ser consideradas como as melhores em suas áreas internacionalmente.

As Academias de Verão são uma ótima oportunidade para jovens cientistas e estudantes avançados conhecerem, em ambiente internacional, as mais recentes novidades e métodos das áreas das pesquisas contemporâneas. Elas também permitem a seus participantes vivenciar o ambiente universitário da Alemanha e fazer importantes contatos nas instituições alemãs para futuros estudos e pesquisas.

A seleção dos bolsistas é realizada pelas próprias universidades e pedidos de esclarecimentos e de bolsas devem ser encaminhados diretamente às organizadoras das Academias de Verão. A relação dos cursos, suas respectivas páginas de internet e e-mails para contato podem ser encontrados no link http://www.daad.de/hochschulen/internationalisierung/deutsche-sommerakademie/05041.de.html.

As universidades alemãs oferecem ainda outras opções de cursos de férias. Para consultar o leque completo de ofertas, visite http://www.summerschools-in-germany.de

Redação


18.03.09 - AMÉRICA LATINA:
Bolsas para brasileiros e chilenos na Alemanha ACIMA
Estudantes em programa do DAAD na Alemanha - Fonte: dpa/pa Intercâmbio crescente

O DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico) está expandindo suas relações com a América Latina. Na última semana, Stepan Hormuth, presidente da organização, assinou acordos com o Chile e com o Brasil, de modo a intensificar o intercâmbio das duas nações com a Alemanha.

O primeiro tratado, assinado em Santiago do Chile, premiará nos próximos cinco anos 500 graduandos com bolsas para mestrado e doutorado na Alemanha. Isso representa o triplo do número atual de chilenos em programas do DAAD.

Já o segundo acordo, assinado em São Paulo, resultará no dobro de graduandos e pós-graduandos brasileiros e alemães e permitirá que cerca de 2000 estudantes e pesquisadores estudem e trabalhem com seus respectivos parceiros em cada país. Uma expansão nos projetos conjuntos de pesquisa universitária também está previsto.

Glaucimara Silva


10.03.09 - ESPAÇO E ENERGIA:
Oportunidades de doutorado e pós-doutorado ACIMA
Espaço - Fonte: dpa/pa No espaço...

O Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) e o Centro Alemão Aeroespacial (DLR) estão oferecendo três bolsas de doutorado e uma de pós-doutorado na área espacial, bem como uma bolsa de pós-doutorado em energia.

O DLR dedica-se a trabalhos de pesquisa e desenvolvimento nas áreas de aeronáutica, pesquisas espaciais, transportes e energia. Como agência espacial da Alemanha, cabe ao DLR o planejamento e a implementação do programa espacial alemão.

As candidaturas às vagas na área espacial devem ser entregues até 30 de abril. Já a vaga de energia será preenchida assim que um candidato for aprovado. Para se inscrever é indispensável o domínio de inglês e desejável o de alemão.

Mais informacões sobre as especificações de cada vaga, podem ser consultadas nos editais, publicadas na página http://www.daad.de/deutschland/foerderung/ausschreibungen/04697.de.html.

Já para saber mais sobre o programa e para acessar o formulário de candidatura, acesse www.daad.de/dlr. Solicitações de esclarecimentos devem ser encaminhadas para Peter Röhlen (DAAD Bonn): roehlen@daad.de.

Redação


03.03.09 - PPGG:
Brasileiros são destaque no programa ACIMA
Estudantes na Alemanha - Fonte: dpa/pa Esforço reconhecido

Os candidatos brasileiros foram o grande destaque da primeira seleção de bolsistas do recém-criado programa de pós-graduação PPGG (Public Policy and Good Governance) do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD). Dos 67 aprovados, 16 são do Brasil, e ainda há outros quatro na lista de reserva. O êxito do programa também pode ser medido pela admissão de cinco bolsistas do DAAD (dois deles do Brasil) pela Hertie School of Governance, uma das mais renomadas instituições privadas de ensino superior da Alemanha, com anuidades de 10 mil euros.

Apesar do curto prazo que os interessados tiveram para se inscrever no programa (no Brasil, o comunicado saiu apenas 15 dias antes do encerramento das inscrições), o PPGG recebeu em sua estréia 175 candidaturas da Ásia, África e América Latina, sendo 45 delas do Brasil. Da Indonésia chegaram 19 candidaturas; da Tanzânia, 12; de Uganda, 11, e da Índia, nove. Os bolsistas embarcam para a Alemanha no fim de março, começando em abril seus cursos de alemão de até seis meses.

Para atender os perfis e interesses de cursos dos candidatos, o DAAD negociou vagas em inúmeras universidades. Os 67 aprovados serão distribuídos por seis instituições de ensino superior públicas e privadas alemãs. Os bolsistas ficarão isentos de semestralidades nos cursos que não são gratuitos e receberão do DAAD uma bolsa mensal de 750 euros, além de curso de alemão, seguro-saúde, auxílio-viagem e outros subsídios.

Segundo Heidi Wedel, coordenadora do programa PPGG no DAAD em Bonn, não foi fácil obter as vagas nas universidades, especialmente na Hertie School, pois ela só costuma isentar de suas semestralidades um total de dez estudantes por ano, sendo duas isenções reservadas sempre para africanos. "Mas o número e a qualidade dos candidatos apresentados pelo DAAD, inclusive de países aos quais as universidades quase não possuem acesso, impressionaram, e a perspectiva de o DAAD divulgar no futuro seus cursos através de sua forte rede no exterior foi decisiva para participarem do programa PPGG", afirma Wedel.

O segundo edital do PPGG será divulgado no segundo semestre de 2009, desta vez já com o leque de universidades e cursos participantes do programa. Como referência, o edital de 2008 pode ser consultado em http://rio.daad.de/shared/programas_especiais.htm

Redação


26.02.09 - GREEN TALENTS:
Intercâmbio para jovens cientistas ACIMA
Jovem cientista alemão - Fonte: dpa/pa Oportunidade única

O Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF) está promovendo o concurso "Green Talents – The International Forum for High Potentials in Green Technologies". Se você é um jovem cientista que dedica suas pesquisas à busca e ao desenvolvimento de tecnologias ambientais sustentáveis, você pode estar a um passo de uma grande oportunidade para visitar o mais importante polo de tecnologia ambiental da Europa: a Alemanha.

Serão selecionados 15 jovens cientistas de todo o mundo para participar em 2009 de um programa de intercâmbio exclusivo na Alemanha. Será uma oportunidade única para jovens especialistas fazerem novos contatos e ampliarem suas redes de pesquisa.

Durante uma semana, os selecionados irão viajar pela Alemanha. Eles terão a chance de se informar in loco sobre instituições e empresas alemãs. Nelas, poderão conversar individualmente com os interlocutores que desejarem e já planejar cooperações concretas. Um diversificado programa cultural e um workshop com especialistas alemães, bem como um encontro com a patrona do concurso, a ministra da Educação e Pesquisa, Annette Schavan, serão outros pontos altos da estadia na Alemanha.

Jovens cientistas de todo o mundo podem enviar suas candidaturas pela internet até 31 de maio de 2009. Um júri de alto nível, formado por cientistas alemães, decidirá quem participará do programa. Outras informações pelo site http://www.research-in-germany.de/greentalents.

Redação


17.02.09 - BERLIM:
Cursos de verão na Universidade Humboldt ACIMA
Alunos de um curso de verão na Alemanha - Fonte: dpa/pa Cooperação e conhecimento

A Universidade Humboldt de Berlim abriu inscrições para seus cursos de verão, nos meses de agosto e setembro. As atividades deste ano serão voltadas para o treinamento de jovens lideranças e profissionais, especialistas da área da cooperação internacional para o desenvolvimento.

Para participar é preciso que o candidato tenha pós-graduacão master (M.A./M.Sc.) ou equivalente e proeficiência em inglês, idioma no qual serão ministrados os três cursos: "Decentralised Management of Regional Development" (de 3 a 14.08); "Project Cycle Management" (de 17 a 28.08); e "Conflict Prevention and Conflict Management" (de 31.08 a 11.09).

A taxa de inscrição em cada curso custa 500 euros. Existe a possibilidade de bolsas parciais para o curso "Conflict Prevention and Conflict Management", no entanto, para os outros dois somente pós-graduados em universidades estrangeiras com bolsas alemãs sur-place e ex-estudantes de universidades alemãs podem candidatar-se a bolsas parciais.

As bolsas são oferecidas pelo DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico), com recursos dos ministérios alemães da Cooperação para o Desenvolvimento (BMZ) e das Relações Exteriores (AA), bem como pelo governo de Berlim.

As candidaturas devem ser encaminhadas até o dia 03 de maio, diretamente à Universidade Humboldt. Outras informações pelo email sle-plus@agrar.hu-berlin.de ou pelos links DAAD e www.berlinerseminar.de (clicar no link "SLE plus...").

Redação


11.02.09 - BIOMASSA:
Viçosa recebe Escola de Verão Freiburg ACIMA
Bomba de abastecimento com biocombustível na Alemanha - Fonte: dpa/pa Combustível do futuro

A Faculdade de Ciências Florestais e Ambientais da Universidade de Freiburg, no sul da Alemanha, e a Universidade Federal de Viçosa (UFV) vão realizar, em Viçosa (MG), uma Escola de Verão. O curso terá como tema "Energias renováveis à base de biomassa: avaliação ecológica, social e econômica" e será realizado de 23 de março a 3 de abril.

Durante o curso, que conta com o apoio do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), serão tratadas diversas linhas de pesquisa no âmbito acadêmico-científico alemão, assim como experiências de atividades científicas no marco bilateral com a Alemanha e exemplos das experiências de bolsistas e ex-bolsitas brasileiros com base em seus projetos de pesquisa. Na escola, haverá apresentação das possibilidades e requisitos para bolsas do DAAD para a Alemanha.

Estudantes graduados em ciências florestais e áreas afins, com bons rendimentos acadêmicos e que desejem ampliar sua experiência profissional e conhecer opções de pós-graduação (mestrado e doutorado) em universidades alemãs podem participar da Escola de Verão Freiburg-Viçosa.

Uma bolsa cobrirá as despesas de estadia na cidade e do curso. Despesas de viagem de não-residentes na cidade poderão eventualmente ser reembolsadas, conforme as orientações contidas no site http://www.fomaso.uni-freiburg.de/app/vicosa09. Na mesma página, os interessados encontrarão os formulários de inscrição e outras informações. As candidaturas devem ser encaminhadas até 23 de fevereiro de 2009 aos responsáveis pela escola de verão nas universidades de Freiburg e Viçosa (dados de contato no site acima).

Redação


27.01.09 - DOUTORADO:
Inscrições até 2 de março ACIMA
Mensa da Universidade de Rostock Sul - Fonte: dpa/pa Hora do intervalo!

Estão abertas até 2 de março as inscrições do programa conjunto DAAD-Capes-CNPq 2009/2010 para a seleção de bolsistas de doutorado para a Alemanha. Pela primeira vez, o programa oferece a possibilidade de bolsas DAAD-Capes para duplo doutorado, além das tradicionais modalidades para doutorado integral e sanduíche.

As bolsas de doutorado integral terão duração máxima de quatro anos; as sanduíches, dois anos; e as de duplo doutorado preveem até 24 meses de estada na Alemanha, que podem ser parcelados de acordo com a necessidade e o planejamento do projeto de pesquisa, a ser preparado em conjunto pelo orientador do Brasil com o da Alemanha.

O programa abrange todas as áreas de pesquisa. É exigido conhecimento do idioma alemão em nível intermediário apenas dos candidatos da área de ciências humanas. Entretanto, todos devem fazer teste prévio de nivelamento, conforme o edital e orientações no site do DAAD (vide abaixo).

Os candidatos devem ter mestrado (concluído no máximo até o fim do primeiro semestre de 2009) e, no caso das modalidades sanduíche e duplo doutorado, estar matriculados em programa de doutorado brasileiro. Para o duplo doutorado é necessário que os regulamentos dos programas de pós-graduação das universidades brasileira (na qual o candidato está matriculado) e alemã (para a qual pretende ir) prevejam a possibilidade da dupla titulação.

Verifique os requisitos completos e a orientação para sua candidatura, bem como outras informações, no site do DAAD: http://rio.daad.de/shared/doutorado.html

O DAAD é a maior organização de fomento ao intercâmbio acadêmico e científico do mundo. Seu orçamento atual ultrapassa os 280 milhões de euros e seus programas beneficiam anualmente mais de 56 mil estudantes, professores, pesquisadores e gestores universitários, alemães e estrangeiros.

Redação


08.12.08 – ERASMUS MUNDUS:
Bolsas em tecnologias geoespaciais  ACIMA
Pesquisadora confere dados espaciais - Fonte: dpa/paPesquisando o espaço

Com fomento do programa Erasmus Mundus, da Comissão Européia, o consórcio formado pelas universidades de Münster (Alemanha), Jaume I (Castelló de la Plana, Espanha) e Nova Lisboa (Portugal) está oferecendo bolsas de pós-graduação e pesquisa em tecnologias geoespaciais. Somente não-europeus podem candidatar-se. O programa concede bolsas anualmente a 15 a 20 estudantes e três cientistas visitantes. As inscrições para bolsas a partir de setembro de 2009 encerram-se em 15 de janeiro.

Os estudantes podem escolher entre iniciar o curso na Universidade Jaume I ou na Nova Lisboa, conforme as disciplinas de seu interesse. O segundo semestre será comum a todos na Universidade de Münster. O terceiro e último será dedicado à tese de conclusão em qualquer uma das três universidades do consórcio. Os concluíntes receberão o título Master of Science (M.Sc.) in Geospatial Technologies.

Os candidatos deverão ter diploma de bacharel em uma das áreas de aplicação da geoinformática (GI), como geografia, planejamento ambiental, regional ou urbano, logística, agricultura, silvicultura, marketing ou abastecimento de energia. Bacharéis com formação similar à oferecida pelo master não devem candidatar-se.

Para as vagas de pesquisador visitante, os cientistas devem comprovar experiência em docência e pesquisa, além de excelência acadêmica na área de geoinformática. Os selecionados darão aulas e conduzirão projetos de pesquisa em andamento nas universidades do consórcio.

Todo o processo seletivo e gestão do programa cabem às universidades participantes do programa "Bolsas Erasmus Mundus para pós-graduação e pesquisa em tecnologias geoespaciais". Pedidos de esclarecimentos e bolsas devem ser encaminhados diretamente à Universidade de Münster ou às demais do consórcio, conforme orientado no site: http://geotech.uni-muenster.de <http://geotech.uni-muenster.de/.

Redação


05.12.08 – REVERTENDO AS ESTATÍSTICAS:
Mais verbas para a formação  ACIMA
Aula de química - Fonte: dpa/pa Melhorias à vista: verbas para a educação

Federação, Estados e Municípios destinaram, este ano, mais verbas do que em 2007 para a educação. O orçamento público destinado à formação foi 0,8% maior, chegando ao total de 92,6 bilhões de euros – uma média de 1.127 euros por habitantes. Com este investimento maciço pretende-se nao apenas fortalecer a formação dos alemães, mas também reverter a posição ruim do país no último PISA, Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, feito a cada três anos pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) com alunos na faixa dos 15 anos.

Na versão alemã do Pisa, divulgada em novembro, os estudantes da Saxônia superaram pela primeira vez os da Baviera - que sempre estiveram na primeira colocação do ranking - e são os melhores do país. Os dados comprovam os resultados da política de educação diferenciada para os Estados do Leste e do Oeste, como forma de igualar as oportunidades para os jovens da Alemanha, hoje unificada.

Mariana Antoun


05.12.08 – DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL:
Cursos de verão para docentes e profissionais  ACIMA
Pesquisa em laboratório de química - Fonte: dpa/pa Estudos nas férias pelo desenvolvimento sustentável

Se você estudou numa universidade alemã e é docente ou profissional multiplicador de conhecimentos ou tomador de decisões em áreas relacionadas a desenvolvimento sustentável, o DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico) e as universidades alemãs de Greifswald, Kassel, Lüneburg e Técnica de Braunschweig aguardam sua candidatura para participar do projeto "Ensino para o Desenvolvimento Sustentável".

Os candidatos selecionados participarão de um dos quatro cursos de verão (veja os temas abaixo) oferecidos pelas universidades de 23 a 30 de março de 2009 e na Conferência Mundial da Unesco sobre Educação para o Desenvolvimento Sustentável, em Bonn, de 31 de março a 3 de abril.

Todas as atividades serão em inglês, inclusive os dois workshops realizados pelo DAAD durante a conferência da Unesco, nos quais os participantes das summerschools apresentarão os resultados de suas discussões.

Os participantes do projeto terão as viagens internacionais subsidiadas e quase todas as despesas de transporte e hospedagem na Alemanha, entre outras, custeadas.

As candidaturas devem ser encaminhadas até 31 de dezembro de 2008, diretamente para as universidades organizadoras dos cursos de verão, respeitando os requisitos e a documentação exigidos por cada uma.

Temas dos cursos de verão:

Universidade Técnica de Braunschweig:
"Sustainability in the organic chemistry lab course (NOP)"

Universidade de Greifswald:
"From Research to Practice: The Role of Education for Sustainable Development in Natural Resource Management in Research, Education and International Cooperation"

Universidade de Kassel:
"Poverty and Social Inequality in Education and its Impact on Sustainable Development"

Universidade de Lüneburg:
"Sustainable Development as Strategy and Aim of Higher Education"

Para mais informações e para ter acesso aos links para os editais dos quatro cursos de verão visite:

http://rio.daad.de/shared/programas_especiais.htm


Redação


19.11.08 – DUPLA TITULAÇÃO:
Doutor no Brasil, doutor na Alemanha  ACIMA

Diploma reconhecido no Brasil e na Alemanha - Fonte: dpa/pa Boa notícia para estudantes brasileiros!

Um novo acordo assinado entre o DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico) e a Capes (Centro de Apoio à Pesquisa, do Brasil) prevê que estudantes brasileiros que fizerem seu doutorado, ou parte dele, na Alemanha poderão ter seu diploma reconhecido automaticamente nos dois países. Atualmente o processo de reconhecimento pode durar até um ano.

Serão dois tipos de convênios para que haja a dupla titulação: bolsas individuais e para grupos de pesquisa (Probral II). O novo convênio entre as duas instituições também prevê o duplo diploma de graduação através de projetos de intercâmbio (Unibral II). Em entrevista à DW-World, o presidente da Capes, Jorge Guimarães, afirmou que a inciativa traz muitas vantagens para o estudante brasileiro, como a possibilidade de ter um orientador em cada país e também o fato de que um diploma reconhecido na Alemanha é válido em toda a União Européia.

Para saber mais visite:
Daad - regras do novo convênio

Redação


01.10.08 – PROJETO TREE:
Transferência de conhecimento em energia   ACIMA
Homens colocam placas para captar energia solar em uma casa - Fonte: dpa/pa Energia do sol

O projeto TREE (Transfer Renewable Energy & Efficiency) está com inscrições abertas para um programa de transferência de conhecimento na área de energias renováveis e eficiência energética. Serão oferecidos seminários de uma semana de duração, ministrados em inglês, para engenheiros e executivos das áreas política e econômica. Os cursos são financiados pelo Ministério do Meio Ambiente da Alemanha e acontecerão em Berlim, entre novembro de 2008 e fevereiro de 2009.

Serão escolhidos participantes de 10 países. Do Brasil, 15 engenheiros e 15 tomadores de decisão poderão participar. No foco estão instituições públicas (ministérios, secretarias estaduais, agências reguladoras, instituições de pesquisa e de planejamento), privadas ou fundações públicas, assim como políticos e outros profissionais afins.

Para os engenheiros serão oferecidas sete programas de qualificação em áreas como tecnologias de termologia solar, fotovoltaica em serviço de rede, fotovoltaica em sistema de ilhas. Excutivos também poderão escolher entre sete programas que darão um panorama sobre tecnologias disponíveis, custos, financiamento, áreas de utilização e estratégias de implementação.

O programa cobre gastos do participante com vôo em classe econômica, hospedagem (no caso de representantes de empresas privadas apenas uma ajuda de custo) e o treinamento, que acontece na Renewables Academy (RENAC) em Berlim. Para as inscrições são necessários CV, formulário de inscrição e carta de intenções. O formulário e demais informações estão disponíveis na página: http://www.tree-project.de

Mariana Antoun


06.08.08 – ARTES, DESIGN E MÚSICA:
Bolsas de aperfeiçoamento   ACIMA
Arte com notas musicais espalhadas no chão - Fonte: Picture Alliance/ dpa Incentivo à cultura

Estão abertas até 20 de outubro de 2008 as inscrições para o programa de bolsas do DAAD nas áreas de artes plásticas e música na Alemanha para o período 2009/2010. São muitos os artistas brasileiros de renome mundial que já se beneficiaram deste programa: o maestro Isaac Karabtchevsky, o compositor Marlos Nobre, os músicos Hermeto Paschoal e Flo Menezes, o artista plástico Rubens Gerschman, entre outros.

Brasileiros com até 30 anos, graduados em artes plásticas, design ou música podem concorrer a uma bolsa de estudo complementar na Alemanha. O próprio candidato escolhe a instituição na qual gostaria de realizar o estudo e o professor mais indicado na área em que pretende se aperfeiçoar. O estudante não precisa necessariamente realizar um curso ou especialização que conceda um título acadêmico.
Os candidatos deverão apresentar amostras de sua produção artística recente (pinturas, desenhos, vídeos, esculturas e gravações musicais), conforme suas especialidades e as normas descritas no edital.

Na primeira fase da seleção, os candidatos passam por uma avaliação criteriosa realizada pelo DAAD. Os candidatos escolhidos realizam então uma prova na instituição de ensino alemã. Caso o bolsista não seja aprovado, terá de retornar ao país de origem e não poderá dar continuidade à bolsa.
 
O programa tem duração de um ano, podendo ser prorrogado apenas em casos excepcionais. A bolsa inclui 750 euros por mês, ajuda de custo para passagem aérea, seguro-saúde, curso de alemão de quatro meses na Alemanha e pagamento de taxas universitárias até 500 euros. Para mais informações, confira o edital em:
http://rio.daad.de/download/Bolsas%20artes%20musica%2008.doc.

O DAAD é a maior organização de intercâmbio acadêmico e científico do mundo, com orçamento de quase 300 milhões de euros e mais de 55 mil fomentados anualmente.

Redação


06.08.08 – SISTEMAS SENSORIAIS:
Oportunidade para pesquisadores   ACIMA

A Research School on Multi-Modal Sensor Systems for Environmental Exploration (MOSES) e os International Postgraduate Programme Multi Sensorics, situados na Universidade de Siegen, estão oferecendo 20 bolsas de doutorado e quatro vagas para pesquisadores assistentes.

As candidaturas devem ser encaminhadas até 10 de outubro de 2008.
Os candidatos devem ter mestrado (com excelente avaliação) em engenharia elétrica, mecânica e de computadores. Mestres em matemática, física e química podem também ser selecionados conforme seu foco de estudo e seu currículo. Eventualmente, há possibilidade de se admitir bacharéis, com a exigência de qualificações adicionais.

Exige-se inglês fluente de alta qualidade. Para detalhes, mais informações e dados de contato, leia o anúncio original em inglês:
http://rio.daad.de/download/MOSES_Anzeigentext%2008-2008.doc

Redação


30.07.08 – PÓS-GRADUAÇÃO:
Os Top 10 na Alemanha  ACIMA
Estudantes e sala de aula da Escola Superior de Comércio de Leipzig - Fonte: Picture Alliance/ dpa Administração em Leipzig

O DAAD e a Associação das Fundações da Ciência Alemã (Stifterverband) divulgaram o resultado do segundo concurso que elegeu os dez melhores cursos de pós-graduação master da Alemanha. Escolhidos entre 76 concorrentes, os vencedores vêm da Universidade de Medicina Charité (Berlim), da TU Dresden, das universidades de Hanôver, Hohenheim, Leipzig, Munique e do Sarre, bem como da universidades de ciências aplicadas de Offenburg e Weihenstephan e da Escola Superior de Comércio de Leipzig. Na opinião do júri, eles apresentam concepções inovadoras, ensino de valorosa qualidade e alto nível de internacionalização. O prêmio consiste de 20 mil euros e o selo de qualidade “TOP 10 International Master´s Degree Courses made in Germany”.

OS 10 VENCEDORES:

Advanced Materials Science and Engineering (AMASE)
Universidade do Sarre (Saarland): Oferecido desde 2005 através um consórcio com as universidades de Nancy (França), Barcelona (Espanha) e Lulea (Suécia), coordenado pela do Sarre, em Saarbrücken, o programa visa a pós-graduação de bacharéis em ciências dos materiais e engenharia dos materiais, mas também de áreas próximas como as engenharias e as ciências naturais, sobretudo física, química e engenharia mecânica. Os participantes frequentam duas universidades do consórcio durante o curso e o concluem com duplo diploma.

Agrarmanagement (MBA)
Universidade de Ciências Aplicadas (Fachhochschule) de Weihenstephan: Iniciado em 1990, o curso tem desde 2004 o certificado europeu de qualidade Acquin, recebendo todos os anos até 60 jovens de diferentes países.

Agricultural Sciences in the Tropics and Subtropics
Universidade de Hohenheim: Tem por objetivo qualificar as gerações futuras das áreas agrárias. A universidade coopera com instituições de outros 90 países, principalmente nos temas ligados à agricultura tropical e subtropical.

Business Administration (MBA)
Escola Superior de Comércio (Handelshochschule) de Leipzig: Classes diversificadas com estudantes do mundo inteiro. Duração: entre 12 e 15 meses.

Communication and Media Engineering (CME)
Universidade de Ciências Aplicadas (Hochschule) Offenburg: O projeto, que investiga a aprendizagem por meio de transferência de dados via aparelhos móveis, combina conhecimento em tecnologias de comunicação e em métodos criativos para o desenvolvimento dos conteúdos multimídia.

Global Studies - A European Perspective
Universidade de Leipzig: O curso não limita-se apenas ao viés econômico ou político. Também estão em pauta questões históricas e sociais. O curso faz parte do programa europeu Erasmus Mundus, sendo oferecido através de consórcio juntamente com a    Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e as universidades de Viena (Áustria) e de Breslau (Polônia).

Legal Informatics
Universidade de Hanôver: Qualificação extra para quem quer seguir carreira em direito internacional e tem interesse pela área de tecnologia de informação. É a mais antiga pós-graduação nesta área na Alemanha, tendo sido criada em 1999/2000. Duração: 2 semestres.

Medical Neurosciences
Universidade de Medicina Charité: A tradicional clínica e instituição de ensino de medicina berlinense é uma organização mantida conjuntamente pela Universidade Humboldt e pela Universidade Livre (FU) de Berlim. A área de estudos em neurociências médicas foi criada em 2002 e conta atualmente com 40 mestrandos e 30 doutorandos, oriundos de diferentes partes do mundo. Duração do master: 2 anos, em tempo integral. Idioma: alemão.

Neuro-Cognitive Psychology
Universidade de Munique: O curso de quatro semestres faz parte da rede de elite da Baviera e possui alto teor de pesquisa na interface entre os campos da psicologia e das neurociências. Possibilidade de complementar a tese numa universidade parceira no exterior.

Tropical Forestry and Management
Universidade Técnica (TU) de Dresden: Os primeiros mestres nesta área formaram-se em 1997, mas a história da Tharandt’s Forestry Academy, à qual o master é vinculado, remete a 1811. Em 1929, ela passou a fazer parte da TU Dresden. Duração: 2 anos. Idioma: inglês.

Fonte: daad


10.06.08 – APROVEITE O INVERNO:
Abertas inscrições para o Winterkurs  ACIMA
Jovens em trenó na neve - Fonte: ColourBox Estudar e se divertir!

Estão abertas as inscrições para mais uma edição do tradicional Curso de Inverno de Língua e Cultura Alemãs do DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico) , também conhecido pela expressão alemã Winterkurs. Os pedidos de bolsa devem ser enviados para o escritório do DAAD no Rio de Janeiro até 11 de julho.

Para participar, o candidato precisa ser brasileiro ou estrangeiro com residência permanente no Brasil, possuir até 32 anos, estar matriculado em universidade brasileira, ter no mínimo o sexto período da graduação concluído até o fim deste ano (admite-se também pós-graduandos), apresentar desempenho acadêmico muito bom e comprovar conhecimento de alemão equivalente ao nível intermediário, entre outras exigências.

Com duração de seis semanas, os próximos Winterkurse ocorrerão em janeiro e fevereiro de 2009 (datas exatas ainda a definir) em universidades de Freiburg, Essen, Leipzig e agora também de Berlim.

A bolsa inclui curso, seguro-saúde, auxílio para manutenção, hospedagem e alimentação, além do reembolso da passagem aérea. O programa oferece também aos participantes atividades como excursões nos fins de semana e visitas a teatros, museus e instituições culturais.

Redação

LINK:
Daad - informações


30.05.08 – ENSINO SUPERIOR:
Universidade turco-alemã em Istambul  ACIMA
Babacan, Steinmeier e Schavan - Fonte: Auswärtiges-Amt Acordo fechado!

Foi dado o pontapé inicial para a construção de uma universidade turco-alemã em Istabul. O acordo para que o projeto se incie foi assinado hoje (30.05), em Berlim, pelos ministros alemães Frank-Walter Steinmeier, das Relações Exteriores, e Annette Schavan, da Educação e Pesquisa, e o ministro turco Ali Babacan, das Relações Exteriores. A universidade planejada é um marco na cooperação acadêmica entre os dois países.

Pelo acordo, a Turquia ficará responsável pelos custos de infra-estrutura e a Alemanha pela parte acadêmica, incluindo o envio de professores. Os cursos, dados em alemão, serão divididos em quatro faculdades: ciências jurídicas, ciências naturais, ciências econômicas, culturais e sociais, e engenharia.

Todos sabem da forte presença da comunidade turca na Alemanha, mas não da presença de muitos alemães na Turquia. Istambul tem a segunda maior escola alemã fora do país – a primeira fica em São Paulo, Brasil – e muitos aposentados têm procurado o calor do país para passar seus últimos dias. A nova universidade ajudará a formar mão-de-obra qualificada na Turquia, país que apresenta desenvolvimento rápido e que tem a Alemanha como seu maior parceiro comercial.

Mariana Antoun


02.05.08 – VERÃO EM BERLIM:
Bolsas para gestão do desenvolvimento  ACIMA

Estudantes no gramado da universidade - Fonte: ColourBox Aproveite a estação!

Financiado pelo Ministério Alemão da Cooperação para o Desenvolvimento (BMZ), o departamento SLE (Seminário para o Desenvolvimento Agrícola) da Universidade Humboldt, de Berlim, vai promover no verão europeu de 2008 cursos de treinamento de duas semanas. Há bolsas disponíveis.

Os cursos serão:
- Decentralised Management of Regional Development, de 4 a 15 de agosto;
- Conflict Prevention and Conflict Management, de 18 a 29 de agosto;
- Project Cycle Management, 1o a 12 de setembro.

Patrocinado pelo DAAD e pelo governo de Berlim, o programa destina-se a jovens atuantes em cooperação para o desenvolvimento. Os candidatos devem ser pós-graduados com titulação Master (M.A. ou M.Sc.) ou equivalente (provalvelmente o mestrado brasileiro será aceito), de todas as áreas. Excepcionalmente, poderão ser aceitos pós-graduandos ainda terminando seus cursos. São 22 vagas por curso.

Os candidatos devem dominar a língua inglesa, idioma do programa. A taxa de participação é de 500 euros por curso.

Ex-estudantes de universidades alemãs vindos de países em desenvolvimento e ex-bolsistas Sur-place da Alemanha em universidades de países em desenvolvimento podem requerer uma bolsa (parcial ou integral). Para o curso “Conflict Prevention”, há disponibilidade de bolsas em geral.

Os pedidos de esclarecimentos e de bolsas devem ser encaminhados diretamente para o SLE – Humboldt-Universität Berlin. Inscrições e candidaturas devem ser feitas até 5 de maio de 2008.

Mais informações:
www.berlinerseminar.de
sle-plus@agrar.hu-berlin.de

Redação


30.04.08 – CURSOS DE VERÃO:
Bolsas para jovens estudantes   ACIMA

Também o programa FUBES está com inscrições abertas, com o objetivo de propiciar um diálogo moderno e enriquecedor entre os estudantes dos mundos árabe e ocidental. Veja mais em Multicult

Vinte e três Academias Alemãs de Verão estão oferecendo bolsas de estudos a seus participantes internacionais com recursos recebidos do DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico), a maior organização do gênero no mundo. Estas academias foram selecionadas pelo DAAD dentre a vasta oferta de cursos de verão no país e podem ser consideradas como das melhores em suas áreas internacionalmente.

As Academias de Verão são uma ótima oportunidade para jovens cientistas e estudantes avançados conhecerem, em ambiente internacional, as mais recentes novidades e métodos das áreas das pesquisas contemporâneas. Ao mesmo tempo, elas permitem a seus participantes vivenciar o ambiente universitário do país e fazer importantes contatos nas instituições alemãs para futuros estudos e pesquisas.

A seleção dos bolsistas é realizada pelas próprias universidades. Portanto, o DAAD recomenda que os interessados primeiro procurem informar-se ao máximo nas páginas online das academias. Pedidos de esclarecimentos, mais informações e bolsas devem ser encaminhados diretamente às universidades organizadoras das Academias de Verão.

Neste Link estão relacionadas as Academias de Verão fomentadas pelo DAAD, suas respectivas páginas de internet e emails para contato.As universidades alemãs oferecem ainda outras opções de cursos de férias. Para consultar o leque completo de ofertas, visite o site Summer Schools in Germany.

Josiane Cotrim


24.04.08 – ATRAÇÃO ALEMÃ:
Mais e mais estudantes estrangeiros   ACIMA
Estudantes internacionais - Fonte: Photothek De todas as partes do mundo!

Os campi universitários alemães atraem cada vez mais estudantes estrangeiros. Segundo um recenseamento publicado pelo Ministério Federal da Educação e Pesquisa sobre "Internacionalização dos estudos", o número de estrangeiros que estudam na Alemanha cresceu de 100.033 para 189.450 entre 1997 e 2006. A Alemanha aparece assim como o terceiro país que mais atrai estudantes estrangeiros, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e Reino Unido.

Paralelamente, o recenseamento confirma que os estudantes alemães continuam sendo os campeões em mobilidade. O número de estudantes alemães no estrangeiro passou de 52.200 no ano 2000 para 75.800 em 2005. Além disso, tudo indica que isto seja apenas o começo. "Em comparação com outros países industrializados, os estudantes alemães são os que mais se dirigem para o exterior".

Josiane Cotrim


16.04.08 – OPORTUNIDADE:
Curso em Heidelberg para profissionais de Educação  ACIMA

Inscrições para o curso de verão “Social, cultural and economic aspects of education in Conflict” vão até o dia 18 de abril

Ex-estudantes, professores e pesquisadores de países em desenvolvimento, de áreas relacionadas à Educação, que tenham frequentado ou atuado em universidades alemãs por pelo menos três meses, estão sendo convidados pelo DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico) e a Universidade de Heidelberg para mais um curso de verão voltado para alumni de instituições de ensino superior alemãs.

O curso de verão “Social, cultural and economic aspects of education in conflict” acontecerá de 25 de maio a 8 de junho. Há disponibilidade de ajuda de custo para os participantes. É indispensável o domínio do idioma inglês. Além do workshop, o programa inclui participação no encontro anual do ACUNS (Academic Council on the United Nations System), a se realizar de 5 a 7 de junho em Bonn, sob o tema “The UN and the Global Development Architecture”.

Mais informações:
http://rio.daad.de/download/DAAD-Heidelberg

Pedidos de esclarecimento e candidaturas devem ser encaminhados até o dia 18 de abril à Universidade de Heidelberg (contato: Reinhard Mitschke mitschke@ibw.uni-heidelberg.de)

Redação


28.02.08 - SISTEMA DE ENSINO:
Três tipos de escola, de criança e de futuro  ACIMA

Conheça a experiência “Campus Rütli”, onde a união dos três tipos de escola foi a solução para acabar com a violência em todo um bairro - clique aqui
Criança olha livros - Fonte: ColourBox O que vou ser quando crescer?

Toda vez que os resultados do PISA são divulgados, vem o susto e a discussão é retomada: chegou a hora de reformar o ensino alemão? Conduzido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o PISA é o nome do estudo que compara o desempenho de alunos de diversos países em três áreas: compreensão de textos na língua materna, matemática e ciências naturais. A Alemanha não está na parte de baixo do ranking, mas fica bem longe do topo, ocupado por Finlândia, Japão e Coréia do Sul.

Na Alemanha, 93,5% das crianças e jovens frequentam o sistema público de ensino (o restante está matriculado em escolas particulares), estruturado desde a década de 1960 em três tipos de escola. Nos quatro primeiros anos eles freqüentam o mesmo tipo de escola, e após este período os alunos passam por uma triagem. Escolares com performance mais fraca vão para a Hauptschule. Criada para democratizar o acesso ao conhecimento das ciências naturais e do inglês como língua estrangeira, a Hauptschule é, hoje em dia, sinônimo de “escola dos piores”. Em geral, seus alunos pertencem a famílias pobres e com histórico de migração. Concluintes da Hauptschule podem se qualificar para profissões que exigem mais conhecimentos práticos e menos instrução formal, como jardineiro, cabeleireiro ou mecânico de veículos.

Os “mais inteligentes” seguem para o Gymnasium, que dura nove anos e oferece, além do inglês, uma segunda e eventualmente uma terceira língua estrangeira. Oferece também a possibilidade de, no futuro, entrar em uma universidade. A Realschule é o destino do grupo do meio. São 6 anos de escola, cujo diploma dá acesso ao ensino de uma profissão prática (fisioterapia, secretariado e outras profissões que, na Alemanha, não justificam a criação de um curso universitário). O número de alunos na Realschule é quase tão grande quanto o da Hauptschule e do Gymnasium juntos.

Essa estrutura não é totalmente rígida: alunos com desempenho diferenciado na Realschule podem migrar para um Gymnasium, por exemplo. Além disso, por causa do federalismo alemão, cada estado está livre para introduzir mudanças e vários já as implementaram.

Críticos dizem que o sistema de ensino é perverso por dois motivos: limita precocemente as chances profissionais de uma pessoa e alimenta uma perigosa estigmatização social. Para reformar esse modelo, surgem propostas de todos os tipos. Uns se juntam ao lobby pela privatização das escolas. Outros argumentam que a solução é o ensino em tempo integral. Mas a idéia que engaja boa parte dos especialistas é dar prioridade a um modelo unitário de escola.

Já existe na Alemanha a Gesamtschule, onde, na maior parte dos cursos, todos aprendem na mesma classe. Aulas de reforço em determinadas matérias são oferecidas a quem precisa. No entanto, pesquisas recentes deixam cada vez mais claro que, mais do que a estrutura do ensino, o nível de instrução e de renda dos pais joga um papel decisivo sobre o futuro dos filhos. Em 3 de janeiro de 2008, Helmut Fend escreveu no jornal “Die Zeit” um artigo, alertando que são doze vezes maiores as chances de um aluno de família bem instruída obter um título universitário do que o mesmo acontecer com uma criança de uma família de operários. Sem acordo entre as principais forças políticas do país, não há mudanças significativas a vista.

Thiago Guimarães


14.01.08 – MÃO-DE-OBRA:
Ascensão pela formação  ACIMA
Aprendizes - Fonte: dpa Jovens aprendizes

O governo alemão quer combater a falta de mão-de-obra qualificada no mercado de trabalho e ao mesmo tempo criar oportunidades para jovens sem perspectivas. Para isso vai realizar um investimento suplementar de meio bilhão de euros ao longo dos próximos três anos na capacitação de profissionais. São muitos os empresários a queixarem-se da dificuldade em encontrar pessoal qualificado, afirmou a Ministra Federal da Educação Annette Schavan, referindo-se sobretudo à falta de engenheiros e técnicos especializados disponíveis no mercado.

O programa do governo prevê, ainda, a criação de 100.000 vagas para formar jovens desfavorecidos e 1.000 bolsas de estudos para aqueles que não tiveram oportunidade de fazer um curso superior. A medida é uma resposta à discussão sobre a delinquência juvenil, sobretudo após o ataque de um homem no metrô de Munique por jovens, em dezembro passado. A idéia do programa é formar e ocupar jovens sem perspectivas é o meio de garantir a contínua segurança nas cidades.

“Ascensão pela formação” é o título do documento de 35 páginas contendo as propostas do governo. A Chanceler Angela Merkel agendou um encontro com os governadores estaduais na Saxônia, até o final do ano, quando as medidas serão discutidas. O poder do governo federal na área de educação é limitado, cabendo aos Estados as decisões sobre o sistema escolar e universitário.

Josiane Cotrim


13.12.07 – VIDA DE ESTUDANTE:
Pacote dá resultados  ACIMA

Um total de 358.217 jovens se inscreveram em universidades e escolas técnicas em 2007, significando um aumento de 3,8 por cento a mais que o número registrado em 2006, conforme informou nesta quarta-feira (12.12.) o Departamento Federal de Estatísticas. Nos últimos anos observou-se que estes números estavam em queda. Os registros de 2007 demonstram uma reversão dessa tendência, segundo o Ministério da Educação.

Além disso, em relação a 2006, houve um aumento de 9 por cento do número de jovens que optaram por estudar em instituições situadas na ex-Alemanha Oriental. Desde junho de 2007 um acordo do Governo Federal e dos estados federados prevê a criação de cerca de 90 mil novas vagas. Até 2010 o governo federal destinará 565 milhões de Euros para esse fim.

Josiane Cotrim - Fonte: Bundesministerium für Bildung und Forschung


05.11.07 – PEDAGOGIA WALDORF:
Um jeito alemão de educar  ACIMA
Rudolf Steiner - Fonte: Wikimedia/ Domínio Público

Quem acha que as escolas estão se transformando cada vez mais em instituições que só visam preparar os alunos para a faculdade e a vida profissional, precisa conhecer um método pedagógico criado há quase um século que até hoje é revolucionário: a pedagogia Waldorf, introduzida por Rudolf Steiner em 1919, em Stuttgart, Alemanha, e hoje aplicada em quase mil colégios espalhados pelos cinco continentes.

Alternativos demais para a maioria dos pais, os colégios da linha Waldorf se baseiam na antroposofia, linha filosófica criada pelo próprio Steiner. Uma das principais características deste método pedagógico é que um mesmo assunto é abordado várias vezes durante o ciclo escolar, mas nunca da mesma maneira, e sempre respeitando a capacidade de compreensão da criança, buscando seu desenvolvimento físico e espiritual.

As aulas, baseadas num princípio antropológico, buscam exercitar os alunos em três sentidos: o do “querer” (no sentido da vontade de agir), o do “sentir” e o do “pensar”. O objetivo é desenvolver, de forma igualitária, “a mão, o coração e a cabeça”. O “querer” é exercitado através de atividade corpórea e artesanal, em praticamente quase todas as aulas. O “sentir” é incentivado por meio da expressão artística constante. E o “pensar” é trabalhado desde a imaginação de contos, lendas e mitos no início da escolaridade, até o pensar abstrato científico no ensino médio.

O fato de o método desenvolvido por Steiner não cultivar o pensamento abstrato ou intelectual desde muito cedo é uma característica muito marcante. Devido a esse princípio, as crianças não são alfabetizadas antes de entrar na 1ª série. Além disso, como o computador força um pensamento lógico-simbólico, nenhuma escola Waldorf uiliza esse tipo de equipamento, sob qualquer forma, antes do ensino médio.

Outro aspecto singular dessa pedagogia é que, nos oito primeiros anos de escola, os alunos têm a maioria das aulas com um mesmo professor generalista. A idéia é que, passando tantos anos com os mesmos estudantes, o mestre possa direcionar melhor sua formação.

No Brasil há 25 escolas que seguem a pedagogia Waldorf. A mais antiga é a escola Rudolf Steiner, em São Paulo, que existe desde 1956. No mundo, elas já são 958 escolas, das quais 665 estão na Europa. A Alemanha ainda é o país com maior quantidade (206), seguida dos EUA (134) e dos Países Baixos (94).

Dennis Barbosa

LINKS:
http://www.waldorf.com.br/
http://www.micael.com.br/


29.11.07 – MUNDO ESTUDANTIL:
Crianças melhoram performance  ACIMA
Crianças de Ensino Fundamental - Fonte: dpa Melhores na União Européia

O desempenho de leitura dos alunos de 10 anos da quarta série melhorou em comparação com crianças de outros países do mundo. A pesquisa IGLU (Internationale Grundschul-Lese-Untersuchung) realizada em 45 países e regiões demonstra que a Alemanha está em 11° lugar nesse quesito e que os alunos melhoraram a capacidade de compreesão de texto. No entanto, o estudo comprova, mais uma vez, que as oportunidades não são iguais para todos: crianças oriundas de um meio mais favorecido possuem mais facilidade para o aprendizado, enquanto que as que pertencem a famílias com menor nível de estudo, possuem mais dificuldades. E pior ainda, mesmo com igual desempenho uma criança de um meio favorecido terá mais chances no sistema educacional.

Na Alemanha, 7.900 alunos participaram da pesquisa que testou a capacidade de entendimento do que leram. Cada aluno recebeu um texto literário e um outro informativo. A pesquisa verificou também o hábito de leitura e o grau de motivação dos alunos. Não só os alunos, mas pais, professores e diretores também foram indagados. Com 548 pontos, a Alemanha figurou em primeiro lugar dentro da União Européia. Mas, ainda há muito o que fazer: do total, apenas 10,8% dos alunos lêem muito bem e os resultados pioram na faixa etária superior, como revelam os resultados da pesquisa PISA que classificou os adolescentes alemães numa posição bastante medíocre.

Josiane Cotrim


09.11.07 – COOPERAÇÃO:
Bolsas para cientistas sociais da América Latina  ACIMA

Com o objetivo de intensificar a cooperação com a elite científica da América Latina, nas áreas de ciências jurídicas, econômicas e sociais, a Fundação Humboldt, em cooperação com a Fundação Fritz Thyssen, está oferecendo bolsas de estudo para um período de até seis meses na Alemanha. As inscrições estão abertas até o dia 30 de abril de 2008.

O trabalho de pesquisa na Alemanha deve ter a duração total de seis meses, dividida em duas estadas dentro dos períodos de férias letivas na América Latina, ou seja, entre dezembro e março. Neste período, haverá um encontro na Alemanha de todos os bolsistas para a formação de uma rede especializada e regional. Os resultados das pesquisas serão publicados numa coletânea em vários idiomas.

Ex-bolsistas da Fundação Humboldt não podem candidatar-se a este programa, mas podem requerer apoio, dentro do Alumni-Programm, para uma nova estadia de pesquisa na Alemanha.

Confira os pré-requisitos e documentos necessários para a candidatura, bem como detalhes do programa no link www.humboldt-foundation.de/en/programme/stip_aus/thk.htm

Redação


05.11.07 – EXCELÊNCIA:
Mais seis universidades no ranking de melhores  ACIMA
Instituto de Psicologia em Heidelberg - Fonte: Uni-Heidelberg Instituto de Psicologia em Heidelberg

Trata-se de uma concorrência científica entre as universidades. O programa “Iniciativa pela Excelência” é um instrumento de fomento do governo federal para a pesquisa universitária de ponta. A segunda rodada terminou em meados de outubro e declarou mais seis universidades alemãs de excelência: a Universidade Técnica de Aachen (RWTH), a Universidade Livre de Berlim (FU) e as universidades de Göttingen, Freiburg, Heidelberg e Konstanz. Chama a atenção o fato das três últimas se situarem num mesmo Estado, em Baden-Württemberg. O título se deu por suas concepções para ampliação e desenvolvimento de suas pesquisas de ponta.

As instituições vão receber 100 milhões de Euros extra ao longo de cinco anos, verbas oriundas do governo federal e estaduais. Ao todo, o programa “Iniciativa pela Excelência” está destinando 1,9 bilhão de Euros às universidades e aos seus projetos.

Josiane Cotrim


24.10.07 – SUSTENTABILIDADE:
Bolsas para estudar na Alemanha  ACIMA

Estão abertas até 15 de novembro as inscrições para bolsas de pós-graduação, doutorado e pós-doc do programa DAAD-BMBF “Estudar e Pesquisar para a Sustentabilidade”, com foco em recursos biogênicos e cadeias de valor. Os estudos e pesquisas individuais devem orientar-se para a utilização sustentável de recursos biogênicos, bem como aprimoramento das cadeias de valor (produtos e sistemas inovadores). Soluções que promovam a segurança alimentar e produtos ecologicamente corretos também serão incentivadas.

O programa concede sobretudo bolsas para pós-graduação (master), doutorado e pós-doutorado na Alemanha. Estrangeiros que desejem obter o doutorado em seu país de origem podem optar por uma estada de pesquisa na Alemanha. Independente do tipo de bolsa escolhida, todos os candidatos têm a oportunidade de realizar um estágio de até três meses em uma empresa alemã.

Interessados devem candidatar-se por via online e enviar sua documentação ao escritório do DAAD no Rio de Janeiro. É necessário observar a idade máxima permitida para cada um dos tipos de bolsa.
Com este programa, o DAAD Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico e o Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF) visam fortalecer a cooperação internacional em ensino e pesquisa com vistas ao desenvolvimento sustentável através da proteção ao meio ambiente e ao clima. O programa objetiva intercâmbio cultural e de conhecimentos especializados, integração e transferência de conhecimentos resultantes de pesquisas atuais sobre o tema.

Leia o Edital aqui

Redação


26.09.07 - RECURSOS HÍDRICOS:
Oportunidade para ex-alunos e ex-professores  ACIMA

Água potável está se tornando um bem cada vez mais escasso em todo o mundo. O acesso universal à água é uma das metas do milênio das Nações Unidas. Motivado pela questão, o DAAD - Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico - vai promover em 2008 três cursos de verão para profissionais da área de recursos hídricos de países em desenvolvimento e que já tenham estudado, dado aulas ou pesquisado em universidades alemãs.

Estas Alumni Summer Schools terão a duração de uma semana (27 de abril a 3 de maio de 2008) e serão realizadas em três universidades alemãs sobre temas diferentes.

TH Karlsruhe: "Water conservation - A Global Challenge"
Universidade de Siegen: "Rural Sanitation Management"
TU Berlin: "Urban Water Supply and Sewage Treatment - New Applications and Technologies"

Depois, os participantes visitarão a IFAT (International Trade Fair for Water, Sewage, Refuse and Recycling), em Munique, de 5 a 9 de maio. Os organizadores assumirão grande parte dos custos de viagem, estada na Alemanha e das atividades do programa. Despesas com vistos de viagem, por exemplo, devem correr por conta dos participantes. Verifique as condições no link abaixo.

Candidatos devem encaminhar resumo de tema para apresentar na escola de verão, escrito no idioma inglês. Inscrições diretamente com as universidades até 31 de outubro (TH Karlsruhe) ou 15 de novembro (TU Berlin e U Siegen).

Mais informações e orientações para candidatura (leitura imprescindível):
ALUMINI PROJEKT - DAAD

Redação


15.09.07 – INTERCÂMBIO:
Trocas valiosas  ACIMA
Universitários na Legolândia - (Günzburg, Baviera) - Fonte: Divulgação Pausa nos estudos: visita à Legolândia

Alguns meses sem ver a família, longe dos outros estudantes da turma da universidade, daquele feijãozinho suculento das refeições... Os dois estudantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp/Bauru-SP), Débora Noemi e Leonardo Aguiar, enfrentam essas e outras adversidades numa boa: “O intercâmbio que estamos fazendo na Faculdade de Regensburg (Estado da Baviera) está valendo mais do que a pena”, avaliam.

Ela cursa o último ano de Ciências da Computação. Ele, o quinto ano de Engenharia Mecânica. Além de estarem matriculados na mesma universidade brasileira, Débora e Leonardo tinham em comum a vontade de aprender o idioma, vivenciar a cultura alemã e, por tabela, conhecer um pouco a Europa. Tudo isso, apoiando-se em uma causa nobre: a experiência de freqüentar uma universidade conceituada em um país de raízes acadêmicas tão sólidas como a Alemanha. Hoje, há mais de seis meses em solo germânico, os jovens só vêem vantagens na experiência.

Longe de serem casos isolados, as histórias de Débora e Leonardo tornam-se cada vez mais freqüentes. As oportunidades de intercâmbio entre universitários brasileiros e alemães recebem incentivos tanto por parte dos governos quanto por convênios entre univerdades dos dois países. O DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico) também pode ser citado como instituição que fomenta de maneira significativa essa troca. Confira a experiência dos dois jovens:

Como foi viabilizado o intercâmbio de vocês?
Leonardo: O intercâmbio entre a Unesp/Bauru e a Fachhochschule Regensburg existe há algum tempo. Com esse acordo entre as duas Faculdades, é possível tanto para os alunos alemães irem para o Brasil quanto os brasileiros para a Alemanha. O estudante deverá passar por um teste de seleção, ou seja, terá avaliado o seu nível de inglês e alemão, suas notas, seu desempenho pessoal, etc.

Quais os principais benefícios dessa experiência?
Débora: A Europa é realmente um lugar lindo e muito bom para morar. Regensburg tem cerca de 2000 anos. Ou seja, a cada canto que você vai "respira" cultura e história. Já viajei e conheci muitos lugares aqui. Se você pesquisa com antecedência, verá que viajar pela Europa realmente não é muito caro. Estou aprendendo muito também com o estágio que estou realizando.
Leonardo: Essa expêriencia está trazendo muitos benefícios para mim. Além de aprender outras línguas, devido ao contato com estrangeiros e não só com os alemães, pude aumentar meu conhecimento técnico e profissional - pois estou desenvolvendo um projeto relacionado à minha área. Além do que acredito ser o mais importante: o aprendizado cultural. Todo mundo acha no Brasil que os alemães são frios, secos, mas isso não se aplica a todos, principalmente quando se trata do meio estudantil.

Como está sendo lidar com a língua?
Débora: Faço aulas de alemão, mas não saber falar a língua não é um grande problema por aqui. Quem tem um inglês fluente consegue se virar perfeitamente. O ensino de línguas na Alemanha é muito bom. A grande maioria das pessoas sabe falar inglês, e muitos também uma terceira língua.
Leonardo: O alemão é difícil e complicado para nós brasileiros, que falamos uma língua de origem latina. Por essa razão torna-se difícil o aprendizado. Entretanto, a Faculdade oferece cursos aos estrangeiros, possibilitando o aprendizado mais rápido, além do contato 24 horas com a língua.

Quais as principais dificuldades?
Débora: Não encontrei muitas dificuldades por aqui. Já havia passado 6 meses anteriormente fora do Brasil, nos Estados Unidos. Consigo me adaptar rapidamente. Mas para quem sai do Brasil sem saber falar alemão ou inglês fluente, creio que as coisas são mais complicadas. A comida daqui é, obviamente, diferente da que temos no Brasil. Não comem arroz e feijão todos os dias como nós brasileiros. Aliás, nunca comi feijão por aqui. Uma coisa que eu realmente não gosto é do hábito que têm de fumar. Existem muitos fumantes por aqui. Agora tem uma lei que regulamenta o fumo em bares, restaurantes e boates. Se realmente for cumprida, será muito bom para os não-fumantes.
Leonardo: As principais dificuldades que encontrei foram em me comunicar com as pessoas, bem como em entender o que elas pensam. Além disso, a comida é bem diferente da brasileira, mas nada que cozinhar por conta própria não ajude.

Aline Zero


04.09.07 – MASTER NA ALEMANHA:
Bolsas para programa na área ambiental   ACIMA

A Universidade (TH) de Karlsruhe está recebendo inscrições para candidatos a bolsas de estudo do DAAD para seu novo master internacional “Utilities and Waste – Sustainable Processing”. O curso terá sua estréia em outubro de 2008.

Engenheiros químicos, mecânicos e de processamento e graduados em geral na área ambiental formam o público-alvo. Ministrado em inglês, o curso terá apenas 25 alunos por turma e duração de quatro semestres.

O programa multidisciplinar enfatiza a prática, permitindo uma especialização, com foco em planejamento e manejo, bem como aspectos da engenharia de processamento, de serviços públicos de gás, água, tratamento e armazenamento de lixo. As disciplinas abordam temas de ciências naturais, tecnologia avançada, sócio-economia e gestão.

O investimento é de 7.372 euros ao ano. Os interessados numa bolsa DAAD devem candidatar-se até 15 de setembro, diretamente com a universidade. As inscrições regulares no curso seguem até 30 de abril de 2008.

A TH Karlsruhe foi uma das três vencedoras da Iniciativa pela Excelência, na categoria “Universidade de Elite”, que selecionou os melhores projetos de clusters de pesquisa científica. Patrocinado pelo Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF), a iniciativa teve seu júri formado unicamente por cientistas, indicado pela Fundação Alemã de Pesquisa (DFG).

Mais informações:
Util Waste
Folder (arquivo PDF)
Poster (arquivo PDF)
Apresentação do programa (Powerpoint)

Redação


29.08.08 – CARREIRA:
Bolsas de estudo   ACIMA
Fundação Alexander von Humboldt - Fonte: dpa 23 mil ex bolsistas!

A fim de tornar a Alemanha mais atrativa aos pesquisadores internacionais, a Fundação Alexander von Humboldt remodelou seu sistema de oferta de bolsas de estudo para pós-doutorado. Assim, os critérios passaram a ser mais flexíveis e cada candidatura será analisada individualmente, levando em conta a situação profissional do pesquisador. Uma das novidades é que a idade deixa de ser um critério para o candidato e, além disso, o prazo de duração das bolsas foi extendido.

Anualmente a Fundação Humboldt permite que 1800 pesquisadores do mundo inteiro permaneçam na Alemanha desenvolvendo trabalhos científicos. A Fundação mantém uma rede de cerca de 23.000 ex-bolsistas de diferentes áreas de pesquisa em 130 países. Esse número inclui 40 prêmios Nobel.

Josiane Cotrim


22.08.07 – VIAGEM MUSICAL:
Nos passos de Beethoven, Bach, Wagner...   ACIMA
Escola de Música de Karlsruhe - Fonte: Flickr Bolsa para artistas em Karlsruhe

Quem já não pensou em sair do seu país e viajar por novas terras, conhecer outras culturas? E quanto a estudar fora também? O contato com uma realidade diferente é sempre uma experiência enriquecedora. Ainda que surjam dificuldades, elas podem ser superadas com perseverança e disposição. O importante é ser paciente e curioso, mantendo a mente aberta a novas possibilidades. No caso de estudantes de música, o contato com um conservatório de tradição e professores estrangeiros traz um diferencial na sua formação.

Um desejo comum à grande maioria dos músicos é aperfeiçoar sua arte nos conservatórios de tradição. A Alemanha possui instituições assim. São as Escolas Superiores de Arte (música, teatro e dança). Elas possibilitam ao estudante estrangeiro um intercâmbio com facilidades para adaptação e permanência, seja de um semestre ou dez semestres – tempo integral de um curso de graduação em piano.

Para que a experiência se torne possível, é necessário que o estudante faça uma prova chamada audição. Nela serão avaliados a habilidade com o instrumento escolhido, o nível de teoria musical e a percepção auditiva do aluno. Caso tenha sucesso nessa etapa, terá de providenciar documentos que atestem sua conclusão no ensino médio, conhecimento da língua alemã (exigência dos conservatórios) e fundo monetário suficiente (gastos do dia-a-dia e hospedagem), todos traduzidos e autenticados.

Para os estudantes que desejam tentar uma melhor formação, mas não têm condições financeiras, há a possibilidade de bolsa de estudos. Para aquisição desse benefício há também uma prova. Cada conservatório faz sua exigência, mas gira basicamente em torno de comprovação de incapacidade financeira e audição do aluno. As bolsas duram cerca de um ano e são renováveis. Cobrem hospedagem e taxas das escolas.

O aluno brasileiro Marcelo Silva Gama, de 23 anos, é pianista e estuda atualmente em Karlsruhe, Alemanha desde de julho de 2005. Em entrevista, ele diz ter se impressionado com a infra-estrutura da escola, o grau de seriedade com que o trabalho do corpo docente é realizado e o alto nível dos alunos e mestres. A experiência transmitida pelos professores é uma vantagem na formação dos estudantes, pois esses aprendem mais do que técnica e teoria.

Sua primeira impressão do país e dos habitantes foi a de um povo extremamente organizado e fechado. De início foi difícil para ele se expressar, devido a não-fluência na língua, mas também pelas suas atitudes. Depois, com a convivência, sente que os alemães têm uma cabeça aberta e não tem dificuldade alguma de se comunicar, o que contribuiu muito para sua formação como individuo. Ao final, Marcelo dá a dica aos futuros intercambistas: é necessário disposição e perseverança.

Mateus Ciucci

LINK:
Escola de Música de Karlsruhe


04.08.07 – CURSOS:
Oportunidade para músicos e artistas plásticos   ACIMA

Estão abertas até o dia 19 de outubro as inscrições para o programa de bolsas do DAAD, para aperfeiçoamento em artes plásticas e música na Alemanha. Artistas brasileiros de renome mundial já se beneficiaram deste programa, tais como o maestro Isaac Karabtchevsky, o compositor Marlos Nobre, os músicos Hermeto Paschoal, Miguel Proença, Fany Solter, Ney Rosauro e Flo Menezes, e o artista plástico Carlito Carvalhosa.

Os candidatos devem possuir no máximo 32 anos e ser graduados nas áreas em questão, tendo esgotado todas as oportunidades de formação no Brasil. Antes de inscrever-se, é imprescindível que o candidato já possua informações sobre a instituição superior alemã pretendida, bem como sobre o professor com o qual deseja estudar.

Os candidatos deverão apresentar amostras de sua produção artística (pinturas, desenhos, esculturas e gravações musicais), conforme suas especialidades e as normas descritas no edital.

A bolsa compreende 715 euros mensais, além de passagem aérea e seguro-saúde. O benefício terá a duração de 12 meses; em geral não prorrogável. Para mais informações, acesse o edital do programa no site do DAAD.

Redação

LINKS:
Edital


18.07.07 – BOLSAS DE ESTUDO:
Oferta de cursos na Alemanha   ACIMA

Os interessados em fazer especialização na Alemanha podem obter informações no endereço do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico- DAAD: http//rio.daad.de/shared/pos_graduação.htm. Ali encontram-se o edital e a relação de cursos do programa de bolsas de estudo além dos requisitos necessários para admissão.

Redação


20.06.07 – ESTUDANTES ESTRANGEIROS:
Por que eu estudo na Alemanha?   ACIMA

Sete de 250 000: estudantes internacionais narram suas experiências, o que lhes agrada e quais foram suas dificuldades

Asmaa Ghali, 32 anos, do Egito, estudante de Economia: “Vim para Berlim pela primeira vez para aprender alemão. Foi muito bacana. Mas o começo na Humboldt-Universität foi duro. Sou muito boa em Matemática, mas me faltava um pouco de base. Daí, um ‘Prof’ me ofereceu ajuda. Depois, trabalhei muito em grupos e fiquei conhecendo muitas pessoas simpáticas. No final das contas, ganhei muita autoconfiança através das dificuldades iniciais. Agora, estou me preparando para os exames finais”.

Tiina Salminen, 22 anos, da Finlândia, estudante de Psicologia: “Minha primeira impressão foi: Que burocracia! Daí então fiz um curso de orientação oferecido pelo ‘International Office’ da universidade. As dicas me ajudaram muito. No demais, vir para a Alemanha não foi nenhum choque cultural. Comparando-se com Helsinque, as pessoas são muito mais amáveis em Munique. Vou ficar na LMU um ano. No que toca ao estudo: aqui há muito mais discussões e as aulas são mais interativas. E também não foi difícil fazer contato: na nossa casa de estudantes sempre há festas”.

Eric Clement Arakel, 22 anos, da Índia, estudante de Biologia Molecular: “Queria estudar numa universidade que transmitisse um amplo conhecimento básico. E em Heidelberg encontrei a universidade certa. O estudo nos dá, a mim e a meus colegas, uma boa preparação para o mercado internacional. Não é apenas a universidade que me agrada. A vida na Alemanha é agradável em muitos aspectos: há muita cultura e muitas cidades históricas. Também fiz amizades muito rapidamente. E trabalho no bar da nossa casa de estudantes”.

Indradeo Hemraj, 30 anos, de Maurício, estudante de Medicina: “Em Maurício não se pode estudar Medicina, por isso tive que vir para o estrangeiro. Muitos vão para a Inglaterra, mas as taxas de estudo lá são extremamente altas. Na Alemanha pagamos 500 euros por semestre, mas está bem assim. Depois de estágio prático em Heidelberg, fui diretamente para Munique. Agora vou fazer o ano prático: Cirurgia será absolvida aqui, no Klinikum Großhadern, Medicina Interna em Harvard e Neurologia em Newcastle. Os muniquenses cooperam com estas universidades. A assistência é excepcional”.

Aleksandra Pietrosink, 23 anos, da Polônia, estudante de Master em ‘Molecular and Cellular Biology’: “Para mim, a decisão de vir estudar na Alemanha foi fácil: é raro um curso universitário como o oferecido pela universidade de Heidelberg. Assim tenho boas chances. Com a língua também não tive problemas: o ensino é feito em inglês. Como eu, os estudantes, na sua maioria, são estrangeiros, e falamos inglês uns com os outros. Primeiro estudei na Itália. Mas na Alemanha as universidades são mais organizadas e as pessoas mais abertas. Depois de concluir meus estudos neste verão, não pretendo voltar a todo custo para a Polônia. Gostaria de ficar na Alemanha e trabalhar aqui”.

Ahmad Amro, 28 anos, da Palestina, microbiólogo: “Berlim é uma cidade maluca. Tudo está cheio de vida. Desde o começo me esforcei muito para aprender alemão, pois, do contrário, não se fica conhecendo uma cidade. Trabalho no Charité, o hospital da universidade, e terminarei meu doutorado em três anos. Os colegas do meu curso vêm de 20 nações. Aqui, aprendo técnicas moleculares que não temos na Palestina. Depois, como docente, quero transmitir meus conhecimentos na minha pátria. Com um certificado alemão tenho perspectivas muito boas”.

Nahid Pervin, 25 anos, de Bangladesh, estudante de Engenharia Mecânica: “Em Bangladesh já tinha estudado Informática três anos. Por isso, só queria vir por pouco tempo para a Alemanha, como estudante de intercâmbio. Mas na Technische Universität de Darmstadt, mudei de idéia, começando a estudar ‘Computational Mechanical and Process Engineering’ no curso de Bachelor. Nunca me arrependi desta decisão. A universidade é ótima. Não é de admirar que ela tenha inter-nacionalmente uma reputação tão grande. Mas também se exige bastante dos estudantes. Mesmo tendo feito um curso de alemão de um ano no Instituto Goethe do meu país, fiz aqui mais outros cursos, já que não sabia em alemão, por exemplo, nenhum conceito técnico específico. Talvez eu fique aqui por mais tempo para o certificado de Master.”

Bolsas de estudo e programas

Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD): Ao lado dos próprios programas, o DAAD apresenta fomentos de outras organizações no seu banco de dados para bolsistas. Nele, quase 100 ofertas de mais de 50 organizações podem ser encontradas online. www.funding-guide.de

Sociedade Alemã de Pesquisa (DFG): A organização central de incentivo da pesquisa em universidades e em institutos de pesquisa sustentados por financiamento público também apóia cientistas estrangeiros, oferecendo, por exemplo, bolsas de estudo na Alemanha. www.dfg.de

Fundação Alexander von Humboldt: Esta fundação possibilita longos programas científicos de pesquisa na Alemanha a doutores estrangeiros altamente qualificados, oferecendo informações detalhadas na internet sobre todos os programas disponíveis.www.avh.de

InWEnt – Internationale Weiterbildung und Entwicklung gGmbH: InWEnt é uma iniciativa comum do setor econômico, da federação e dos Estados alemães para desenvolvimento de pessoal e organização, em cooperação internacional. Ela oferece programas de formação, intercâmbio e diálogo a cerca de 55 000 pessoas por ano. www.inwent.org

Erasmus: Com o programa Erasmus, a UE incentiva o intercâmbio de estudantes e docentes entre mais de 2000 universidades em 31 países. 1,2 milhão de estudantes já participaram deste programa desde 1987. www.eu.daad.de

Asmaa Ghali (Revista "Deutschland")


02.05.07 INVESTIMENTO NO SABER:
Universidades privadas alemãs   ACIMA

Classes pequenas, curta duração dos estudos, boa assistência, orientação internacional: as universidades privadas são um fenômeno relativamente novo na Alemanha, mas com crescimento dinâmico. Elas apresentam um bom desempenho, mas cobram altas taxas. Elas têm muito a oferecer, especialmente para estudantes estrangeiros

Denis Tejada Parada é natural de El Salvador. Para seus estudos, o rapaz de 30 anos escolheu o país com a terceira maior economia mundial: Parada freqüenta o curso de MBA em Gerência de Tecnologia e Inovação no Stuttgart Institute of Management and Technology (SIMT), uma universidade privada alemã. Aqui ele encontra a qualidade de formação e a internacionalidade que deseja: “A área oferece muito mais indústrias e empresas que outras regiões. Este é exatamente o lugar certo”. Não apenas o SIMT, também outras universidades privadas alemãs querem atrair estudantes internacionais. “Como universidade econômica internacional, estamos interessados naturalmente em aumentar a cota dos estudantes estrangeiros. Formamos a elite executiva em Administração, líderes verdadeiros, que conduzem equipes internacionais ao êxito”, afirma Christopher Jahns, reitor da European Business School (EBS) no Rheingau, uma das mais antigas universidades privadas da Alemanha. Por isto, também se leva em consideração o desenvolvimento da personalidade na formação da EBS. Cada estudante é acompanhado por um treinador pessoal – para fomentar a sua competência social.

Cerca de 46000 estudantes estão matriculados em 69 universidades reconhecidas oficialmente, mas de financiamento privado, na Alemanha. E, ao que tudo indica, recebem ali a preparação certa para a prática: segundo uma pesquisa do diário Frankfurter Allgemeine Zeitung, 75% dos estudantes de universidades privadas conseguem um emprego já antes ou logo após a obtenção do diploma. E, no exercício da profissão, obtêm rapidamente poderes de decisão. “Os formandos das universidades privadas alemãs são muito requisitados regional e internacionalmente, e impõem-se bem e rapidamente no mercado de trabalho”, afirma Udo Steffens, diretor e porta-voz da Associação das Universidades Privadas (VPH) e presidente da HfB – Business School of Finance and Management, financiada pelos bancos, em Frankfurt.

Outra grande vantagem das universidades privadas é citada por Dirk Hans, da Universität Witten-Herdecke: “As aulas são ministradas em classes pequenas e os estudantes estrangeiros são assessorados e integrados por seus companheiros”. E através do estudo intensivo, os estudantes aprendem alemão de forma especialmente rápida. Kateryna Naumova faz o quinto semestre de Medicina na Universität Witten-Herdecke. A jovem de 20 anos ficou surpresa de poder fazer em russo sua entrevista para a admissão. Ela está feliz com a sua decisão de estudar na Alemanha: “Witten-Herdecke me oferece uma formação que não lograria obter, da mesma forma, na Ucrânia. A parte prática é especialmente elevada, estou em contato com os pacientes desde o primeiro semestre. Ao lado disso, também posso, no ‘Studium fundamentale’, aprofundar-me em outras disciplinas”.

Freqüentemente, não é apenas a língua uma barreira para os estrangeiros, mas também o financiamento. Contudo, eles tiram proveito das taxas relativamente baixas na Alemanha. Um estudo de Medicina na Harvard Medical School custa cerca de 44700 euros por ano, enquanto que na Universität Witten-Herdecke paga-se um total 25000 euros pelo curso completo. A maioria das instituições oferece tanto aos estudantes alemães como aos estrangeiros a possibilidade de financiar seus estudos. Quem não ultrapassa um certo limite de renda, pode contar com uma anulação ou pelo menos uma redução das taxas de estudo. Fundações e fomentadores concedem bolsas de estudo completas que, além das taxas de estudo, cobrem também os custos de manutenção própria. Muitas universidades oferecem um “contrato de gerações invertido”. O estudante não paga nenhuma taxa, mas entrega um certo percentual dos seus honorários à universidade, depois de formado. E há ainda a possibilidade de obter um crédito educacional, para o qual os estudantes estrangeiros têm de apresentar garantias, como por exemplo, um aval dos pais.

A maioria das universidades privadas alemãs trabalha no sentido de tornar-se mais conhecida internacionalmente e de melhorar o posicionamento da Alemanha no setor da educação. “Credenciamentos e selos de qualidade são a moeda do mercado mundial da educação”, esclarece Peter A. Greulich, da SIMT. Os estudantes de todo o mundo podem orientar-se por tais certificados, que devem garantir a qualidade de uma universidade. Um credenciamento atesta que a universidade assegura certos padrões no conceito de formação e cuida da compatibilidade das ofertas de estudo. Muitos credenciamentos exigem também uma relação equilibrada entre a pesquisa e a prática, além de uma excelente orientação internacional. A HHL Leipzig Graduate School of Management foi a primeira universidade privada alemã a receber da organização americana AACSB International, em abril de 2004, o selo de qualidade para a sua oferta de estudos. Em Leipzig, são formados especialistas de gerenciamento geral em quatro semestres de estudos da Administração de Empresas.

A Mannheim Business School já foi agraciada com dois selos de qualidade. Ao lado do credenciamento da AACSB International, recebeu também o do Equis, sistema de garantia de qualidade da European Foundation for Management Development. A meta declarada da universidade privada de Mannheim é descrita por seu gerente Christian Homburg: “Queremos nos colocar na vanguarda das business schools européias”. Nos rankings de universidades das grandes revistas noticiosas alemãs, a Mannheim Business School já é a vencedora permanente no setor da Administração de Empresas. No outono europeu de 2006, seu curso alemão-francês de gerenciamento “Essec & Mannheim Executive MBA” foi incluído no ranking elaborado pelo Financial Times, dos melhores programas de MBA do mundo. Tais distinções também contam na concorrência.

A WHU Otto Beisheim School of Management, em Vallendar na Renânia, também aposta na internacionalidade. Ela foi a primeira universidade econômica alemã acreditada pelo Equis. A longo prazo, a WHU quer concorrer com modelos europeus como a London Business School ou a INSEAD francesa. Nos próximos cinco anos, quer duplicar tanto o número dos estudantes como também o das disciplinas. Interessante é a rede de cooperação da WHU: ela engloba 140 universidades parceiras. Nenhuma outra universidade alemã dispõe de tantas parcerias. A universidade jurídica privada Bucerius Law School, em Hamburgo, também almeja um credenciamento internacional. Lá é ensinado não só Direito Alemão, mas também Direito Internacional: “Com o nosso ‘Master of Law and Business’, que oferecemos em conjunto com a WHU e o nosso ‘Program in International and Comparative Business Law and Business’ temos currículos de primeira classe, especialmente para estudantes estrangeiros”, promete Hariolf Wenzler, gerente da Bucerius Law School. A universidade já logrou resultados impressionantes desde a sua fundação no ano de 2000. Com 90% de exames finais com distinção, seus formandos são claramente melhores que os das universidades estatais, onde só 15% logram um exame final com distinção.

Finalmente, a Jacobs University Bremen tem planos muito ambiciosos, tomando como modelo a Harvard Business School, a mais tradicional das universidades privadas americanas. A universidade cobre uma ampla variedade de setores e ensina não apenas teorias de negócios,mas também engenharia, além de ciências naturais, ciências humanas e sociais. O presidente Joachim Treusch quer incentivar expressamente o entrelaçamento das ciências e fortalecer a cooperação interdisciplinar. Ao lado da variedade de disciplinas, principalmente um apoio de 200 milhões de euros da Jacobs Foundation deverá ajudar a reduzir a dianteira das universidades de elite americanas – passo a passo.

Carmen Salvenmoser (Revista "Deutschland")


02.06.07 - PÓLO UNIVERSITÁRIO:
Universidade excelente com ar metropolitano   ACIMA

Munique, Geschwister-Scholl-Platz 1 – um dos mais importantes endereços do ensino superior alemão: a Ludwig-Maximilians-Universität (LMU). Aqui atividades científicas de alto nível e o atrativo ambiente de Munique como pólo universitário estão unidos


O morcego é esperto. Hábil, ele pateia para cima no labirinto similar a um ípsilon, aciona um pequeno interruptor, escuta apenas um toque e busca rapidamente sua recompensa. “Banana amassada”, explica o neurobiólogo Holger Görlitz, que acompanha através de um monitor a experiência na câmara de sons. Há um ano e meio, o doutorando adestra o sensível bichinho no subsolo do Biozentrum de Martinsried, nos arredores de Munique. Somente quando o morcego reage quase sem erros, ele pode modificar a experiência e simular sons de fundo. Será um morcego capaz de diferenciar freqüências? Com seu doutorado, o jovem cientista busca uma resposta e gerencia um aspecto do questionamento fundamental que no futuro irá mover todos os cientistas da Graduate School of Systemic Neurosciences (GSNLMU): como surge um pensamento?

A escola de graduados da Ludwig-Maximilians-Universität (LMU) de Munique foi contemplada pelo programa Iniciativa pela Excelência – um dos novos instrumentos de fomento do governo federal para a pesquisa universitária de ponta. A partir do semestre de inverno de 2007, ela receberá anualmente cerca de 30 doutorandos e oferecerá a eles um programa fast track com possibilidades ideais de desenvolvimento. “Nós vamos montar para cada participante módulos absolutamente individuais”, declara Benedikt Grothe, titular da cátedra de neurobiologia, para a qual todas as linhas de pesquisa convergem. “Matemáticos poderão, por exemplo, ser introduzidos no estudo das neurociências, quando isso for necessário. Ou, ao contrário, zoólogos poderão dedicar-se às disciplinas matemáticas”. Os estudantes também lucram com a concentração de competências na casa. O professor de Munique conheceu o sistema das graduate schools como cientista nos EUA e o aperfeiçoou, juntamente com os colegas do vizinho Instituto Max Planck (MPI) de Neurobiologia e da universidade técnica de Munique (TU München). “Iniciativas similares existem também em Berlim, Göttingen e Bochum”, diz Grothe. “Entretanto, com a idéia do ensino em rede, abrimos novos horizontes na Alemanha”.

A estreita cooperação entre as instituições parceiras permite uma assistência especialmente intensiva. Controles de qualidade periódicos são obrigatórios. Assim, os pós-graduandos economizam tempo valioso e concluem cedo seu doutorado. “Até agora éramos pouco interessantes para países anglo-saxões, pois os títulos de conclusão não eram compatíveis”, afirma Grothe. Com o remanejamento para cursos de master  e de bachelor, isso vai mudar. “Não existe lugar na Europa que ofereça este espectro nas neurociências”. No campus high tech em expansão no sul da cidade, sobressai-se o novo centro de biotecnologia com equipamentos ultramodernos, em meio a lavouras e campos de morangos – na vizinhança direta de várias instituições de pesquisa similares e da clínica universitária de Grosshadern. A um passo do Biocenter está surgindo um novo centro de biomedicina, que alimenta grandes esperanças entre os pesquisadores de ciências da vida na LMU. “Somente juntos poderemos alcançar algo”, enfatiza Grothe e aponta para as janelas dos colegas do MPI, para os quais pode acenar de seu escritório. Ao fundo, reluzem sedutoramente os rochedos de Kampenwand e do pico Zugspitze.

Além do alto nível das pesquisas científicas, também a proximidade das montanhas e da Itália dá ao pólo universitário de Munique uma atratividade especial. Desde o início, os Alpes, assim como os sociólogos alemães, sensibilizaram o canadense Alex Perreault. “Em Montreal, nunca havia ouvido falar de Niklas Luhman”, diz o intercambista de Quebec, que desde outubro estuda na LMU. O jovem de 29 anos irá dedicar-se nos próximos dois semestres ao fundador da Teoria dos Sistemas, nascido em Bielefeld. “Então também poderei torná-lo conhecido em minha universidade”. O expansivo estudante de sociologia considera as atividades de ensino excepcionalmente boas. “Não são tão centralizadas como no Canadá e os professores tornam os seminários atraentes com exercícios interativos”. O sistema alemão, entretanto, custou-lhe no início um bocado de sacrifícios. “Aqui é preciso se inscrever pessoalmente junto ao professor; no Canadá fazemos isso via online”, conta Alex. A adaptação não lhe foi fácil. Mas não por causa do idioma alemão, pelo qual o estudante entusiasmou-se inteiramente. O curso de alemão na universidade de Montreal também não lhe bastou, pois lhe faltava a prática. Razão suficiente para vir à Alemanha por um ano.

Alex Perreault pertence ao contingente de cerca de 7700 jovens do exterior que estudam na Ludwig-Maximilians-Universität. “O fato em si de termos tantos estudantes estrangeiros já torna a universidade mais viva e a cidade inteira mais aberta”, observa o reitor Bernd Huber. O professor tem todo motivo para estar orgulhoso de sua universidade. “A LMU é uma das melhores universidades integrais da Alemanha”, afirma . Ele não gosta porém do rótulo de universidade de elite. “Numa instituição de ensino superior deste porte, com 47 mil estudantes, as condições não podem ser todas perfeitas em todos os lugares”. Sobretudo as ciências naturais tiveram boa avaliação na Iniciativa pela Excelência – um fenômeno nacional. Ao lado da escola de graduados, outros três dos chamados “clusters de excelência” da LMU foram selecionados. Também o projeto geral “LMUexzellent”, que prevê, entre outras coisas, estratégias agressivas de recrutamento e a criação de vagas para professores visitantes e pesquisadores, convenceu os peritos do júri. “A idéia da Iniciativa pela Excelência foi estimular a excelência existente nas universidades e elevá-las a um patamar de concorrência internacional”, explica Huber. Atualmente, candidatos do exterior já representam 15% dos recrutados pela universidade. Graças aos novos instrumentos de fomento para a excelência, a universidade espera elevar ainda mais sua atratividade. O projeto visa melhorar, primeiramente, as condições de pesquisa. Novas vagas para professores, vagas extras para jovens cientistas e programas fast track, que levarão os jovens estudantes mais rapidamente à pesquisa, também vão melhorar, de forma indireta, as perspectivas de carreira dos estudantes. Da primeira rodada da Iniciativa pela Excelência, a Ludwig-Maximilians-Universität receberá ao todo cerca de 190 milhões de euros extras.

Mas em Munique não brilha apenas uma universidade de excelência, mas sim duas. Também a universidade técnica (TU) garantiu para si o título. A cooperação entre grupos interdisciplinares de pesquisa, amadurecidos ao longo dos anos e que ultrapassam as fronteiras da instituição, foi um dos fatores que contribuíram marcadamente para este êxito. “Para nós em Munique é fácil formar tais clusters, pois aqui há uma massa crítica de destacados cientistas”, diz o pesquisador Theodor Hänsch, agraciado em 2005 com o Prêmio Nobel de Física. Faz tempo que em Munique a física é associada automaticamente com a TU. Este cenário, entretanto, está se relativizando. “Mais importante que a capacidade financeira são as cabeças”, diz Hänsch. “A LMU conseguiu, nas últimas décadas, atrair gente muito boa. Este é o mais importante requisito para formar um time competitivo internacionalmente”.

Bom exemplo disso é a nanotecnologia. Ao fazer seu pós-doutorado na TU de Munique, o britânico Jonathan Finley tomou contato com o grupo de Jörg P. Kotthaus. Seu Centro de Nanociência (CeNS) está situado no espaçoso prédio principal da LMU, com vista para a fachada envidraçada do Historicum. Lá, onde o professor pesquisa atualmente a computação quântica e aplicações lab-on-a-chip, o pesquisador de radiação e Prêmio Nobel Röntgen tinha, há 100 anos, seu escritório. “Nós nos complementamos”, diz Finley, em sua diminuta sala no campus da TU em Garching. “Nós fazemos aqui belas amostras e lá eles têm a respectiva nanotecnologia”.

Há três anos, Finley, de 34 anos, apontado como um shooting star nas pesquisas de semicondutores, trocou seu emprego em Sheffield por uma vaga de professor na TU de Munique. “É bem incomum encontrar num só lugar todas as competências para nanotecnologia”, enfatiza ele. “As condições para pesquisa aqui são plenamente compatíveis com as das melhores universidades na Inglaterra”. O objetivo do cientista é criar redes interligadas e interativas feitas com nanomódulos artificiais e que podem ter grande aplicação, por exemplo, na oncologia. Há anos, o intercâmbio entre os grupos de pesquisadores é estreito. Através da cooperação no cluster de excelência Nanosystems Initiative Munich (NIM), do qual participam outras instituições de pesquisa como a Academia Bávara de Ciências e o Instituto Max Planck de Bioquímica e Óptica Quântica, ambos ganham força. “As consultas vindas do exterior, como do Canadá e dos EUA, aumentaram drasticamente”, diz Finley. “Com este programa interdisciplinar de alto nível, fomentamos de forma bem objetiva jovens cientistas”, afirma o engajado porta-voz do NIM, Jörg P. Kotthaus.

O professor de física, cujos projetos de pesquisas já resultaram em bem-sucedidas empresas start-ups, adverte porém para não se superestimar a capacidade dos recursos financeiros da Iniciativa pela Excelência. “No setor de alta tecnologia, 6,5 milhões de euros por ano para mais de 200 pessoas são rapidamente repartidos.” Apesar disso, ao contrário dos programas convencionais de pesquisas especiais, este novo fomento facilita financiamentos flexíveis: “Nós podemos dar uma infra-estrutura razoável a talentos com idéias convincentes e permitir que eles simplesmente as executem”, diz Kotthaus. “Isto traz dinamismo às estruturas e ajuda a atrair excelentes cientistas do exterior”.

No verão de 2005, a União e os Estados lançaram a Iniciativa pela Excelência. Objetivo: fomentar a pesquisa universitária de ponta e formar pólos científicos com brilho internacional. No outono de 2006, foram divulgados os resultados da primeira rodada seletiva: 18 escolas de graduados, 17 clusters de excelência e três projetos futuristas foram escolhidos. Como únicas universidades integrais presentes nas três linhas de fomento, a Ludwig-Maximilians-Universität, a universidade técnica de Munique e a universidade de ciências aplicadas de Karlsruhe se impuseram. Ao todo, a Iniciativa coloca à disposição das instituições de ensino superior recursos da ordem de 1,9 bilhão de euros. Os resultados da segunda rodada da Iniciativa pela Excelência serão divulgados no outono setentrional de 2007.

Gunda Achterhold (Revista "Deutschland")


31.05.07 - ERASMUS:
Estudos sem fronteiras    ACIMA

Cada vez mais jovens europeus aproveitam as possibilidades que lhes são oferecidas pelo programa Erasmus, da União Européia

Jehona Zuta, da Suécia, veio em outubro para Bonn, para estudar Direito Internacional e Europeu. “Queria sair um pouco da Suécia”, afirma de forma lapidar. A holandesa Joanna Jong decidiu-se por Bonn, a “cidade federal”, em virtude de um raro curso universitário: Estudos Japoneses. Muitos caminhos levam hoje a um estudo universitário num outro país europeu, pois a UE possibilita um estudo flexível e efetivo em toda a Europa. Cada vez mais estudantes aproveitam essas vantagens. Estadas no exterior são o ponto alto de todo currículo. Dois anos em Munique, um ano na Sorbonne em Paris, posteriormente ainda um semestre em Salamanca. São assim as modernas biografias acadêmicas, ideais para o início da vida profissional. O European Region Action Scheme for the Mobility of University Students, mais conhecido pela sigla Erasmus, torna isto possível.

O programa já fomenta desde 1987 a “mobilidade da juventude acadêmica na Europa”, como se afirma de maneira solene. Tudo isso dentro do espírito do patrono, o grande humanista Erasmo de Roterdã que, no século XVI, pesquisou avidamente na França, Itália, Inglaterra e Suíça. Hoje, o programa de fomento abrange um horizonte de mobilidade bem maior que o do ilustre sábio e inclui, além dos parceiros da UE, também os países da Zona Européia de Livre Comércio – EFTA (Noruega, Islândia, Liechtenstein) e a Turquia, abrangendo uma ampla rede de cerca de 2000 escolas superiores. Aproximadamente 1,5 milhão de jovens europeus já trilharam, entretanto, os caminhos do Erasmus. Somente para a Alemanha já vieram, desde meados dos anos 90, cerca de 130000 “bolsistas” do Erasmus. No sentido contrário, 150000 alemães foram para países estrangeiros da Europa. As escolas superiores alemãs são especialmente apreciadas por universitários da França, Espanha, Itália, Grã-Bretanha, Polônia e República Tcheca. O lugar alemão predileto para os estudos é Berlim, com quase 1900 universitários do Erasmus, mais de dez por cento do total.

Na verdade, Erasmus não concede bolsas e sim um “subsídio de mobilidade”. O valor desse subsídio é decidido pelo país de onde se vem. “Com 600 euros é possível viver em Bonn”, afirma Susanne Maraizu, especialista do Erasmus na Universidade de Bonn. Já que não é cobrada anuidade dos estudantes do Erasmus, além de que é válido o seguro de saúde do país de origem e a identidade estudantil garante ingresso a preço reduzido nas piscinas, museus e teatros, é possível manter-se com poucos recursos. Resta a questão do alojamento: Jehona, Joanna e a maioria dos estudantes do Erasmus em Bonn vivem numa residência estudantil, em quartos individuais baratos, com acesso gratuito à internet. “Lá, logo consegui contato com muitos colegas”, afirma Jehona. “É a melhor plataforma de comunicação!”.

A partir de 2007, Erasmus passa a fazer parte da recém criada estrutura educacional Lifelong Learning Program (LLP). Paralelamente, o programa Erasmus Mundus abre também a não-europeus a perspectiva de estudar na Europa. Mais informações sobre os programas educacionais da UE no endereço: www.eu.daad.de.

Revista "Deutschland"


21.05.07 - REFORMA UNIVERSITÁRIA:
Do estudo rápido ao êxito na carreira    ACIMA

Diplom e Magister são modalidades prestes a acabar. Em 2010, desaparecerão dos currículos os últimos cursos com tais certificados tradicionais alemães. O futuro acadêmico pertence aos formandos com os certificados de Bachelor e de Master
Profissionais do futuro - Fonte: Revista "Deutschland"

Os chefes de pessoal estão entusiasmados com os novos formandos. “More bachelors and masters welcome”, afirma uma declaração divulgada no fim do verão europeu de 2006 por 22 grandes empresas, entre elas Adidas, BASF, Deutsche Bahn e Procter & Gamble. “Ofereceremos cada vez mais campos atraentes de atividade e perspectivas de desenvolvimento para os formandos, tanto bachelors como masters”, afirma a declaração. Ou seja, as melhores chances de carreira para os estudantes nas novas modalidades de curso superior. O que é confirmado também por uma pesquisa do departamento de Ciências Econômicas da Goethe-Universität de Frankfurt do Meno: 56% dos chefes de pessoal inquiridos, nas principais empresas alemãs, aprovam o certificado Bachelor. Mais de 70% aprovam o certificado Master. A boa notícia para as empresas: no mais tardar até 2010, estará concluída na Alemanha a atual transição das modalidades Diplom e Magister para o sistema bigradual de Bachelor e Master. Até lá, deverão vigorar certificados universitários compatíveis em toda a Europa. Esta meta foi fixada na Declaração de Bolonha de 1999, assinada também pela Alemanha (v. boxe). Através dela, as universidades de 45 países europeus deverão ser equiparadas internacional e qualitativamente. Na implementação do processo de Bolonha, as universidades e universidades de ciências aplicadas alemãs agem com grande rapidez. Já em janeiro de 2007, ofereciam mais de 5000 cursos de Bachelor e de Master – isto corresponde a 45% de todos os cursos superiores oferecidos na Alemanha. A transição está mais adiantada no setor da Informática:  65% dos cursos já terminam com um certificado de Bachelor ou de Master. Um papel especial é assumido pelos cursos superiores com exame estatal – Direito, Medicina, Odontologia, Veterinária, Farmácia e de licenciatura para o ensino médio. Também eles deverão adotar as novas modalidades. Mas ainda é preciso esclarecer como será a participação do Estado nas provas finais.

Esta reforma universitária visa “conhecimento orientado para a prática”. Nas novas modalidades de curso, os professores e livres-docentes querem transmitir principalmente conhecimentos relacionadas à prática. O Bachelor não deve ser nenhum estudo reduzido, mas sim qualificar para uma profissão. E isto, de maneira mais rápida que as atuais modalidades de estudo. Para o Bachelor estão estipulados três anos. Quem quiser aprofundar seus conhecimentos, completa esse curso com o Master, em dois a quatro semestres. Os cursos de Master são oferecidos paralelamente ao exercício profissional ou como estudo de tempo integral, alguns são mais voltados para a pesquisa, outros mais fortemente orientados para a prática. A novidade agora é que muitos cursos são mais estruturados – principalmente nas Ciências Humanas e Sociais, pois cada seminário e cada aula dá aos estudantes um certo número de pontos, os créditos ou pontos de crédito. Só quem reuniu um número suficiente de pontos pode fazer a prova final. Assim, os estudantes perenes não têm mais nenhuma chance. Uma vantagem que é vista não apenas pelas empresas: os estudantes são cada vez mais aplicados e acostumados à faina nas suas universidades, diz a vice-presidente da universidade de Erfurt, Dagmar Demming. E disto também as universidades tiram proveito.

Rainer Stumpf (Revista "Deutschland")


15.05.07 - PROFESSORES:
Retrato do corpo docente alemão    ACIMA

Cerca de 23 000 professores e professoras ensinam nas universidades alemãs. Retratos de personalidades excepcionais do corpo docente alemão: espíritos originais, cientistas pioneiros e grandes artistas
Julia Fischer: professora e violinista virtuosa - Fonte: Revista "Deutschland" Julia Fischer

Prof é a abreviação corriqueira que os estudantes costumam usar na Alemanha para designar seus professores universitários. Quanto às professoras ainda não se encontrou uma abreviação. Talvez porque elas, com uma participação atual de 14,3% no corpo docente ainda continuam sendo uma espécie acadêmica rara? Seja como for, o título de “Professor” ou “Professorin” é a denominação oficial para o titular de uma cátedra. Professores universitários (Univ.-Prof.) são professores efetivados de universidades. Ao lado da “Promotion” (doutorado), eles geralmente apresentam também uma “Habilitation” (livre-docência), a mais alta qualificação acadêmica e, ao mesmo tempo, a autorização de ensino numa universidade. Em universidades de ciências aplicadas, em escolas superiores de música e arte ou nas escolas superiores de pedagogia, a denominação oficial do docente é simplesmente “Professor” (Prof.). Há também uma série de especificações de “professores extraordinários”, “professores de fundação”, “professores honorários” ou “professores visitantes”.

Mas o mais interessante é, em duplo sentido, o jovem grupo dos “Juniorprofessoren” (professores juniores): desde 2002, futuros cientistas com um doutorado excepcional – a nota “summa cum laude” é obrigatória – podem passar diretamente ao ensino e à pesquisa numa universidade, sem a tradicional “Habilitation”. Uma carreira totalmente nova nas universidades alemãs que, em muitos departamentos, foi como uma pequena revolução. De cerca de 800 destes professores, até agora convocados, um sétimo vem do estrangeiro. Notável: a cota de mulheres é de um terço.

Albrecht Beutelspacher
“Matemática traz felicidade”: com tais frases, Albrecht Beutelspacher provoca sobretudo professores secundários que propagam conceitos falsos. O perito não-convencional em “matemática discreta” é professor titular na universidade de Giessen desde 1988. Ele gostaria de que se tivesse mais imaginação nas aulas de Matemática com questões “mais compreensíveis”. Para ele, a Matemática é a arte de descobrir algo através do pensamento próprio. Beutelspacher também fundou em Giessen o Mathematikum, um museu matemático de ação, onde ele transmite, em 100 experimentos, uma introdução ao mundo dos números: a Matemática como experiência emocional. Um caso de sorte.

Julia Fischer
A professora Julia Fischer pode ser confundida com seus estudantes, pois, com 23 anos, é mais jovem do que a maioria deles. Sua profissão: violinista virtuosa. Desde outubro de 2006, ela ensina Violino na Hochschule für Musik und Darstellende Kunst (Escola Superior de Música e Artes Representativas) de Frankfurt do Meno. O título de ser a “mais jovem professora” não a incomoda. Ela está acostumada a começar cedo: com três anos, Julia Fischer ganhou seu primeiro violino e com nove, já estudava na Musikhochschule (Escola Superior de Música) de Munique. Ainda jovem, ela já se apresentava no palco com astros como Yehudi Menuhin ou Lorin Maazel. “Uma perfeição técnica de causar medo”, diz a crítica sobre a solista internacional. Paris, Nova York, Budapeste: Julia Fischer está sempre viajando. Mas também encontra tempo para dar aulas intensivas duas vezes por mês, por enquanto para quatro estudantes. “Aulas demais podem prejudicar, pois não incentivam a autonomia”.

Neo Rauch
Dizem que ele é tímido e reservado, mas desencadeia uma espécie de revolução. Neo Rauch, o mais famoso representante da “nova escola de Leipzig” e promotor do “milagre alemão da pintura”, trouxe a objetividade de volta à arte. Nos anos oitenta, o próprio Rauch era um aluno exemplar da HGB – Hochschule für Grafik und Buchkunst (Escola Superior de Artes Gráficas e Livreiras) de Leipzig. O artista de 46 anos, cujas obras são negociadas a preços astronômicos em Nova York, permaneceu fiel à sua cidade natal. Como conseqüência, ele foi chamado para a sua velha “Alma Mater”, passando a formar lá, desde agosto de 2005, a nova geração de artistas: Neo Rauch ensina na HGB, como sucessor do seu próprio professor Arno Rink, ministrando aulas de pintura e de gravura, apostando naturalmente na pintura figurativa que vai “além da rigidez acadêmica, emancipando-se das doutrinas modernas”. O que o professor Rauch prefere são aulasparticulares intensivas, pois ele quer animar os futuros artistas a encontrar seu próprio caminho e a ampliar seu potencial criativo.

Jun Okuda
“Posmetalocênicos: Novos Catalisadores Moleculares de Polimerização” é o título de uma conferência do Prof. Jun Okuda, em janeiro de 2007 na Technische Universität (TU) de Dresden. Não é matéria para leigos, mas para especialistas. Jun Okuda é uma capacidade no ramo da pesquisa de polimerização e campeão mundial pela Alemanha nessa disciplina. Trata-se, em princípio, do material de saquinhos de plástico e da matéria prima para materiais plásticos modernos. Este é o tema do japonês que com nove anos veio para a Alemanha com seus pais, em 1966. Seu pai trabalhou como assistente científico na RWTH – Rheinisch-Westfälische Technische Hochschule (Universidade Técnica Renana-Vest-fálica) de Aachen. Após ter concluído seus estudos de Química em Aachen, fazendo estações em Cambridge, Munique, Albany/Nova York, Marburg e Mainz, Jun Okuda é, desde 2003, titular da cadeira de Química Inorgânica na RWTH, chefiando um grupo de quinze assistentes científicos. Seu lema científico é: “Estamos (quem sabe) no começo de um desenvolvimento técnico-civilizatório que não entende a natureza e o homem como antítese, mas como unidade”.

Markus Büchler
“Cirurgia inteligente” é a palavra-chave do médico Markus Büchler, de 51 anos, e assim se chama também o curso de graduação ministrado pelo diretor do Departamento de Cirurgia da Universitätsklinik (Clínica Universitária) de Heidelberg. O perito em cirurgia geral, visceral e pós-acidente trabalha com um grupo qualificado de jovens cientistas no desenvolvimento de novos métodos para a futura sala de operação. Computadores, robotização, imagens interativas: o campo de trabalho dos cirurgiões está sujeito, hoje, a um verdadeiro impulso inovador. Eles têm enormes possibilidades mas, ao mesmo tempo, a moderna técnica medicinal está se tornando cada vez mais exigente. Neste projeto pioneiro, engajam-se a Ruprecht-Karls-Universität de Heidelberg, a Technische Universität de Karlsruhe e o Deutsches Krebsforschungszentrum (Centro Alemão de Pesquisa do Câncer) de Heidelberg. Excepcional é que, sob a direção do Prof. Büchler, juntos trabalham não apenas médicos, mas também engenheiros e cientistas, nos novos métodos de medição e cirurgia de base computacional.

Beatrice Weder Di Mauro
Weder wer? (Weder quem?), perguntaram os peritos em economia, quando a suíça tornou-se a primeira mulher, a primeira estrangeira e o mais jovem membro do mais importante conselho de peritos de economia da Alemanha. Hoje, com 41 anos, ela é procurada sempre pela mídia, quando esse grêmio prestigioso publica seu parecer anual da conjuntura. As análises dos “cinco sábios da economia” influenciam os debates político-econômicos da terceira maior economia da Terra. Tendo crescido na Guatemala e na Suíça, Weder di Mauro fala sete línguas, entre elas russo e japonês. Após ter trabalhado no Fundo Monetário Internacional e no Banco Mundial, ela ensina Economia Nacional na Johannes Gutenberg-Universität de Mainz desde 2001. Entre seus mais importantes setores de pesquisa estão as questões das relações financeiras internacionais e os mercados financeiros. Além disso, com a professora titular engajada e mãe de um filho pode-se aprender muita coisa sobre gerenciamento inteligente do tempo em posições executivas.

Bert Rürup
Quando ele fala sobre o futuro, quase sempre estende os braços, insinuando agarrar algo bem longe, como se quisesse partir para novos horizontes. O Prof. Dr. Dr. h.c. Bert Rürup, nascido em 1943, gosta de falar muito sobre o futuro e novos horizontes e não só na universidade. Professor titular de Economia Nacional na Technische Universität (Universidade Técnica) de Darmstadt, ele talvez seja o mais conhecido assessor político na Alemanha. Desde que assumiu, em 2002, a presidência da “Comissão de Peritos para a Reestruturação da Tributação de Pecúlios e Aposentadorias” e da “Comissão para a Sustentabilidade de Financiamento dos Sistemas de Seguridade Social”, o “perito em aposentadoria e saúde” trilha sem parar terrenos complexos, entre política, associações de interesse e ciência. Entretanto também presidente da chamada “Comissão Rürup”, ele é muito procurado pela televisão, pois repudia o tom de conversa fiada, defendendo energicamente suas qualidades de economista, com brilhantes conhecimentos especializados, análises categóricas e incorruptíveis, seriedade e integridade.

Wim Wenders
“Wenders, Wim – Professor de Cinema” é a descrição lacônica na lista dos docentes da Hochschule für Bildende Künste (Escola Superior de Artes Plásticas) de Hamburgo (HFBK). Com o diretor de “Paris, Texas” e “Buena Vista Social Club”, a HFBK tem, desde 2003, um verdadeiro grande mestre do cinema que, nos seus filmes, lida virtuosamente com os pólos da realidade e ficção, das imagens e da história. Em blocos de seminários, Wenders ministra aulas de “ver e rodar”, engajando-se nestes aspectos pelo desenvolvimento de novas concepções de como pode ser um estudo das imagens móveis numa escola superior de artes. A HFBK dá muito valor ao intercâmbio artístico com arquitetos, designers e pintores. Lá não se ensina nos domínios convencionais como “câmara”, “roteiro” ou “direção”, mas em projetos como “filme de animação”, “documentários” ou “filmes experimentais”. E com grande sucesso: muitos dos jovens cineastas detentores de prêmios, como  Fatih Akin, Lars Becker, Oliver Hirschbiegel ou Hermine Huntgeburth aprenderam sua arte em Hamburgo.

Rudolf Guthoff
Porque ele “transpôs os continentes, unindo o brilhantismo científico com um excepcional engajamento social”, a Federação Alemã das Universidades agraciou Rudolf Guthoff com o título, pela primeira vez outorgado, de “Professor Universitário do Ano de 2006”. O professor de Medicina e diretor da Universitätsaugenklinik (Clínica Oftalmológica Universitária) de Rostock engaja-se especialmente pela luta contra a catarata que, sem tratamento, é a mais freqüente causa de cegueira. Juntamente com colegas de Rostock, ele viaja regularmente ao Congo. Entretanto, a clínica de Rostock fez parceria com o St. Joseph Hospital de Kinshasa, e Guthoff e seu grupo atendem lá sobretudo crianças. Além disso, Guthoff também se engaja em Rostock pela formação de oftalmologistas da África Central.

Theodor W. Hänsch
Logo após seu doutorado na Stanford University, Theodor W. Hänsch já surpreendia seus colegas com truques que pareciam muito simples. A capacidade de dar respostas simples a perguntas complexas continua sendo, até hoje, a característica do pesquisador de física quântica. Em 2005, Theodor W. Hänsch, diretor do Instituto Max Planck de Óptica Quântica e professor titular na Ludwig-Maximilians-Universität (LMU) de Munique, recebeu o Prêmio Nobel de Física, sendo assim agraciado pelas suas contribuições para a espectroscopia de precisão a laser. “Como indivíduos, não somos nada importantes, mas ter a experiência de que também posso descobrir algo que ajude a todos é uma nobre sensação”, descreve ele sua paixão pela física. É esta paixão que ele gosta de transmitir na LMU.

Janet Schayan (Revista "Deutschland")



15.05.2007 – CAMPUS GERMANY:
Você sabia que… ?    ACIMA

Um estudo na Alemanha traz muitas novas experiências. Algumas dicas para um início bem-sucedido no “Campus Germany”
Comida no restaurante universitário - Fonte: Revista "Deutschland"  Bandeijão alemão

Alemão
Você sabia que alemão é a língua mais falada na União Européia e está em 2º lugar de uso na internet? E você? Já fala alemão? Com exceção dos cursos internacionais em inglês, são necessários suficientes conhecimentos em alemão para estudar numa universidade alemã. Para tanto, o Instituto Goethe, por exemplo, oferece cursos e provas de alemão como língua estrangeira em 142 centros culturais em 81 países em todo o mundo (www.goethe-institut.de). Apreciados são também os cursos internacionais de verão em universidades alemãs. O DAAD dispõe no seu website de um banco de dados com o programa dos cursos de verão www.sommerkurse-in-deutschland.de). Para a admissão a um estudo é necessário que se faça um “Exame de Idioma para Habilitação à Universidade” (DHS), ou o chamado “TestDaF” no país de origem. O exame “TestDaF” é realizado cinco vezes por ano em um ou mais centros de teste (www.testdaf.de). Nos dois testes são examinadas a compreensão de texto, a compreensão auditiva e a expressão escrita e oral.

Vaga de estudo
Você sabia que com a realização do processo de Bolonha, ou seja, a introdução de certificados de estudo estruturados e reconhecidos internacionalmente, já estão sendo oferecidos na Alemanha 3075 cursos de Bachelor e 2113 de Master? Por qual você se decide? O DAAD oferece um amplo banco de dados para que cada um encontre o curso apropriado, segundo o ramo específico, as disciplinas, o lugar e o tipo de universidade, o tipo de diploma e a língua de ensino (www.daad.de). Muitos caminhos levam a um estudo na Alemanha. O caminho comum é o contato direto com a universidade preferida, através do seu “Akademisches Auslandsamt” (escritório de estudantes estrangeiros), que presta assistência individual. Em geral, o candidato tem de apresentar um comprovante de habilitação ao estudo universitário, como por exemplo um certificado de conclusão do ensino médio que corresponda ao “Abitur” alemão. O “Arbeits- und Servicestelle für internationale Studienbewerber” (www.uni-assist.de), uma comissão de mais de 85 universidades alemãs, examina se as condições mínimas formais foram cumpridas. Vantagem: desta maneira é possível candidatar-se a vagas em diversas universidades ao mesmo tempo. Mas há também muitas exceções: alguns cursos estão sujeitos a um número limitado de vagas e algumas universidades têm um procedimento próprio de escolha.

Entrada
Você sabia que 250 000 jovens estrangeiros já estão aproveitando as interessantes ofertas de cursos universitários na Alemanha? Você também quer dar este passo? Cidadãos de países não pertencentes à UE necessitam de um visto de entrada que pode ser requerido na respectiva representação alemã no exterior (www.auswaertiges-amt.de). Para tanto são necessários, via de regra, a matrícula numa universidade alemã, o comprovante de um plano de saúde, um comprovante de eventuais trabalhos universitários, um comprovante sobre conhecimentos da língua alemã ou um curso de língua na Alemanha e documentos que comprovem o financiamento da subsistência durante o tempo de estudo. Candidatos que ainda não possuam uma matrícula podem requerer um visto de candidato a estudo (Studienbewerbervisum), que é válido por três meses e que, após a matrícula, pode ser transformado numa permissão de estadia para fins de estudo. Uma outra variante é o visto de curso de língua (Sprachkursvisum) que, todavia, só é válido para a duração do curso de língua.

Morar
Você sabia que 40% de todos os estudantes internacionais na Alemanha moram numa casa de estudante? E com razão! Primeiro: é a solução mais barata. Segundo: ficam freqüentemente próximas às universidades. Terceiro: lá se faz contato imediato com outros estudantes. Os quartos são distribuídos pelos Studentenwerke de cada universidade (www.studentenwerke.de). Muitos oferecem um pacote de serviços que pode incluir o quarto, a alimentação, o plano de saúde, ou seja, todas as prestações que são difíceis de serem organizadas do exterior (www.internationale-studierende.de). Outra alternativa barata é a república (Wohngemeinschaft – WG): vários estudantes alugam um apartamento e dividem os custos. Naturalmente, cada um tem um quarto próprio. As ofertas são encontradas, sobretudo, nos quadros murais das universidades, nos diários locais ou na internet (www.wg-gesucht.de). É claro que também há oferta de apartamentos privados.

Custos
Você sabia que um estudo na Alemanha custa em média 700 euros por mês? Isto foi o que os Deutsche Studentenwerke averiguaram em seu mais recente levantamento social. Mas isto varia muito: cerca de um quarto dos estudantes gasta menos de 600 euros por mês, um outro quarto gasta mais de 890 euros por mês. Mas o custo de vida depende das pretensões de cada um, da universidade e da cidade onde se vive, pois morar em cidades pequenas é mais barato. Por outro lado, na cidade grande é mais fácil de se encontrar trabalhos estudantis bem pagos. A regra é: 250 euros para o aluguel, 86 euros para os custos de locomoção, 37 euros para material de estudos, 50 euros para telefone, internet, rádio e televisão, 60 euros para o plano de saúde, 160 euros para alimentos e 57 euros para roupa: ao todo 700 euros, excluindo-se as taxas de estudo, que serão cobradas, em alguns Estados, a partir do semestre de inverno 2006/2007. Estudantes também têm redução de preços em muitos setores: em transporte coletivo, museus, piscinas públicas e na Mensa, o restaurante universitário, (www.studieren.de). Um website informa sobre abatimentos para estudantes (www.allstudents.de). Aliás, o estudante estrangeiro tem de comprovar que dispõe de pelo menos 585 euros mensais.

Trabalhar
Você sabia que 68% de todos os estudantes também ganham dinheiro? As maiores chances de um trabalho bem pago têm naturalmente os estudantes que possuem conhecimentos muito procurados, como os da área de TI. Em geral, a regra é: estudantes estrangeiros também podem trabalhar na Alemanha sem permissão oficial de trabalho. Mas estudantes de países não pertencentes à UE e de países novos na UE têm limite de trabalho. Sem a permissão oficial, eles podem trabalhar apenas 90 dias integrais ou 180 meias jornadas. Informações são dadas pelo Studentenwerk (www.studentenwerk.de), ou pela Agência de Trabalho (www.arbeitsagentur.de).

Comida
Você sabia que 77% dos estudantes almoçam na Mensa ou na cafeteria? A Mensa oferece saladas, sopas, comida vegetariana, pratos de carne e peixe. As cafeterias, um sortimento de salgadinhos, lanches e bebidas. Mas há também os que cozinham em casa.  A cozinha na Alemanha tem muita influência internacional. Os badalados mercadinhos semanais oferecem produtos frescos, frutas e verdura. E nas lojas discount, espalhadas por todo canto, pode-se comprar bons produtos a preços baixos. Através da nova lei do horário comercial, as lojas podem ficar abertas até às 22 horas, sobretudo nas grandes cidades.

Revista "Deutschland"


15.05.2007 – EXPORTANDO EDUCAÇÃO:
Cursos superiores alemães no exterior    ACIMA

Cursos superiores alemães são cada vez mais apreciados no exterior. As ofertas vão de cursos isolados a faculdades e até a universidades completas. Uma sinopse.

“Temos de introduzir isto no Egito”, afirmou Ashraf Mansour durante seu doutorado e livre-docência na universidade de Ulm, quando conheceu e apreciou o sistema universitário alemão com aprendizado, pesquisa e prática. Hoje, o físico de polímeros egípcio é presidente da German University Cairo, a maior universidade alemã no exterior, com 5000 estudantes.

Cerca de 8000 jovens coreanos candidatam-se anualmente às universidades alemãs de música. Somente 5% deles podem ser admitidos. Por que não ir para lá, de onde vêm os candidatos, cogitou-se então na Hochschule für Musik Franz Liszt, de Weimar. Hoje, os candidatos a um estudo fazem fila na German School of Music, em Seul. E a escola superior recebeu recentemente uma distinção do ministério coreano de Educação.

Há muitos motivos para a exportação de cursos superiores alemães ou a criação de institutos ou completas universidades no exterior. Às vezes é muito convincente o sistema alemão com formação prática e teórica, outras vezes é especialmente elevada a demanda por determinados cursos superiores no exterior. Por exemplo, através da boa fama da formação alemã de engenheiros, surgiu já no ano de 2002 em Cingapura o German Institute of Science and Technology, como departamento externo da universidade técnica de Munique.

Quem olhar a lista de cátedras do Chinesisch-Deutsches Hoch-schulkolleg (CDHK), em Xangai, vê de imediato que interesses estão por trás dele. A Siemens patrocina a cátedra de Técnica de Comunicações; a Volkswagen financia a cátedra de Desenvolvimento de Produtos e Produção; a Allianz, a cátedra de Teoria Empresarial de Seguros etc. etc. A economia chinesa em expansão e as empresas alemãs na China buscam pessoal altamente qualificado, se possível com conhecimentos dos dois países. Até agora, as empresas estão financiando 27 cátedras no CDHK – e todos os anos surgem outras novas.

A internacionalização dos cursos superiores é um produto da globalização, um resultado da concorrência cada vez mais forte pelas melhores cabeças. Mas ela não é uma invenção alemã. Americanos, britânicos e australianos descobriram em primeiro lugar, no início da década de 90, o mercado internacional de educação como fator econômico. Sua dianteira resulta principalmente do fato de que as universidades alemãs são financiadas, na sua maioria, pelo Estado e atividades “empresariais” lhes eram alheias até agora. Nesse aspecto ocorreu, porém, uma reconsideração. As universidades alemãs tornaram-se mais autônomas e mais internacionais – e recuperam terreno a passos gigantes.

Entretanto, cerca de 12% dos estudantes na Alemanha têm um passaporte estrangeiro. Nos EUA, são apenas pouco mais de 4%. E o número dos estudantes e dos cursos ministrados no exterior aumenta constantemente. “Na primavera de 2005, havia 5300 estudantes matriculados em 28 cursos superiores fomentados”, afirma Christian Thimme, responsável no Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) pelos cursos de universidades alemãs no exterior. “Em 2008, serão mais de 13000 somente nestes projetos”. Ou seja: apenas nos cursos superiores atualmente fomentados, não incluindo os que já operam autonomamente ou as instituições que estão sendo montadas.

As formas dos cursos superiores alemães no exterior são variadas. Nos anos 90, surgiram cursos em língua alemã na Europa oriental, principalmente por considerações políticas. Cerca de 20 cursos superiores desse tipo já foram implementados. Projetos conhecidos são, por exemplo, a Andrássy-Universität de língua alemã em Budapeste ou a Faculdade Alemã de Formação de Engenheiros e Administradores de Empresa em Sófia. Há também os departamentos exteriores de universidades alemãs, como o German Institute of Science and Technology em Cingapura ou o Heidelberg-Center da universidade de Heidelberg, no Chile. Entre os maiores projetos está a German University no Cairo. Seguindo este modelo, está sendo criada atualmente a universidade alemã-jordaniana em Amã.

E há, além disso, os cursos superiores alemães que são oferecidos com parceiros estrangeiros. Esta é uma característica substancial do engajamento alemão no exterior. Esses projetos são realizados em regime de joint venture e não visam a obtenção de lucros. Ulrich Podewils, diretor da representação do DAAD em Nova Délhi, sobre isso: “Educação como artigo que produz lucro é um tabu na Índia. A cooperação internacional em pesquisa e ensino tem de estar voltada para a ciência”.

Martin Orth (Revista "Deutschland")


15.05.2007 – INTERCÂMBIO ACADÊMICO:
"Em concorrência internacional pelas melhores"    ACIMA

Entrevista com Christian Bode. O secretário-geral do DAAD fala sobre a transformação radical do setor universitário alemão e o significado da Iniciativa pela Excelência para estudantes provenientes do exterior.

Dr. Bode, o panorama universitário alemão está se transformando de forma radical: como o sr. descreveria sucintamente as mudanças mais importantes a um acadêmico estrangeiro que concluiu seus estudos na Alemanha há 15 anos?
Os anos 90 foram marcados pela “virada” política na Alemanha e a abertura da cortina de ferro. A reunificação alemã e a abertura para o Leste possibilitaram às universidades alemãs novas parcerias e um intercâmbio intensivo com o antigo Bloco Leste. A segunda mudança decisiva é o processo mundial de globalização. As universidades estão submetidas hoje a uma concorrência internacional, no qual elas buscam atrair as “melhores cabeças” de todo o mundo. A Iniciativa pela Excelência incrementou a competição entre as universidades também dentro da Alemanha. Além disso, a padronização do espaço universitário europeu no âmbito do chamado processo de Bolonha levou a reformas dos cursos superiores e a mais comparabilidade, mas também a maior diferenciação. Este processo ainda está em andamento. De maneira geral, pode-se dizer que o panorama universitário transforma-se atualmente de forma mais radical que nas décadas anteriores.

Desde o início, o DAAD desempenhou papel de vanguarda na questão dos cursos superiores orientados para o exterior e na mudança para o sistema gradual de estudos. O sr. está satisfeito com o atual grau de internacionalização das universidades alemãs?
O recado da internacionalização foi entendido pelas universidades alemãs, mesmo que a rapidez de reação ainda seja diferente entre elas. O decisivo é que a “internacionalização” significa muito mais do que a introdução dos cursos de Bachelor e de Master. Da internacionalização faz parte que mais estudantes internacionais venham para a Alemanha e que mais alemães vão para o exterior, para estudos ou estágios práticos. Com 10% de incomings e 35% de outgoings, os dados da Alemanha já são bastante bons, mas ainda podem ser melhorados. Isso vale também para a mobilidade dos professores universitários e para a cota ainda ínfima de professores estrangeiros nas universidades alemãs. Ao lado da mobilidade dos estudantes, também a mobilidade dos docentes é uma característica decisiva da internacionalização. Nisso, o DAAD vemcontribuindo há muito para um fomento do intercâmbio, através do seu programa de docentes convidados. Finalmente, há que citar ainda outros fatores, como a internacionalidade do currículo, por exemplo, através da integração de períodos no exterior. Mais importante ainda que tais medidas específicas é que a internacionalidade se torne um posicionamento intelectual natural, que determine o desenvolvimento futuro das nossas universidades e a orientação da política universitária.

Visto de maneira mundial, em que “time” o sr. colocaria hoje a Alemanha como centro universitário?
As universidades da Alemanha ainda estão com certeza no primeiro time do panorama universitário internacional, mesmo que não estejam entre as campeãs absolutas. Nos rankings internacionais, a Alemanha está muito bem representada entre as 500 melhores universidades, mas muito pouco entre as primeiras 100. Neste contexto, a Iniciativa pela Excelência é um passo importante para impulsionar decisivamente a integração das universidades alemãs ao “time de vanguarda”. Estou certo de que as universidades alemãs não tardarão muito a estar novamente na liderança.

Os certificados internacionalmente compatíveis e a introdução de taxas de estudos orientam-se fortemente no modelo anglo-americano. As universidades alemãs preservam, apesar disso, algo como aquilo que os especialistas de marketing chamam de “unique selling point”?
De fato, o sistema universitário anglo-americano foi tomado como modelo para muitas das reformas atuais. Mas, no final, as soluções concretas são diferentes: as taxas de estudo na Alemanha são bem mais moderadas que nos EUA. Também os novos cursos de Bachelor na Europa, geralmente de três anos, diferenciam-se claramente dos cursos undergraduate de quatro anos nos EUA, com seus componentes de liberal arts. Finalmente, não devemos esquecer as universidades de ciências aplicadas, como especialidade alemã, que não existe dessa forma no sistema anglo-americano. Independente disso, continua sendo o unique selling point das universidades alemãs, que se concede, mas também se exige, aos estudantes e cientistas liberdade de aprendizado e autonomia em alta escala.

Que significa para os estudantes dos países em desenvolvimento a introdução de taxas de estudos na Alemanha? Isto lhes dificulta o acesso?
Não, o acesso não ficará mais difícil, só um pouco mais caro. Para estudantes dos países em desenvolvimento, existem inúmeras ofertas de bolsas de estudos de universidades alemãs e organizações mediadoras. Só o DAAD fomenta a cooperação educacional com os países em desenvolvimento através de uma verba de quase 40 milhões de euros por ano. Existem ainda as bolsas de estudos dos países de origem. Além disso, foi melhorada a possibilidade de cobertura de uma parte dos custos através de trabalho próprio no âmbito da universidade.

Com o fomento da pesquisa universitária de ponta no contexto da Iniciativa pela Excelência deverão surgir na Alemanha os “faróis da ciência”. Quais piscam de maneira especialmente clara no exterior?
No foco das atenções estão agora, naturalmente, os mais de 30 centros selecionados na primeira rodada da Iniciativa pela Excelência na Alemanha, entre os quais especialmente as três “universidades de elite”: a TU de Munique, a LMU de Munique e a TU de Karlsruhe. Mas seria um erro, considerar apenas estas universidades como centros da pesquisa de ponta. Já a segunda rodada da Iniciativa pela Excelência, cujos resultados serão divulgados em outubro de 2007, mostrará uma imagem bem mais variada do panorama científico alemão.

O DAAD participou da premiação dos dez melhores cursos alemães internacionais de Master. Quais foram os critérios decisivos?
Premiados foram os cursos internacionais de Master que se destacaram por um conceito geral inovador e um alto grau de internacionalização, mas também e principalmente pela excelência do currículo. Dos dez cursos superiores que receberam o selo de qualidade “TOP 10 International Master’s Degree Courses made in Germany”, seis já eram fomentados anteriormente pelo DAAD. Ao lado de um bom balanço dos formandos e um conceito convincente de suporte dos alunos, as cooperações internacionais, a integração de professores convidados e a qualidade do ensino foram critérios decisivos. A concessão dos prêmios mostra que a excelência do estudo e do ensino pode ser constatada, sem dúvida, através de outros critérios que a qualidade de pesquisa.

O número de estudantes estrangeiros na Alemanha aumentou enormemente nos últimos tempos. Contudo, a cota de êxito deixa a desejar: há muita desistência dos estudos e o percentual de doutorandos entre os acadêmicos estrangeiros é de apenas 13%. Qual é a razão disto?
Em vez de “cota de êxito”, deveríamos falar de “cota de conclusão”. Nem todos os estudantes estrangeiros querem também concluir seus estudos na Alemanha. Isto não quer dizer que tenham fracassado. No momento, não dispomos infelizmente de nenhuma análise exata do transcurso dos estudos, a fim de constatar quem termina onde e com que êxito os estudos, após a estada na Alemanha. Apesar disso, é certo que a cota de fracasso dos estudantes estrangeiros é excessivamente alta. Aqui deveria haver uma prevenção através de melhor apoio lingüístico e especializado, como já ocorre com êxito nos respectivos programas do DAAD. Realmente, os doutorandos estrangeiros estavam até agora muito pouco no foco das atenções, mas isso vai mudar rapidamente através de um total de 35 clusters de pesquisa e Graduiertenschulen (escolas de pós-graduação), que serão fomentadas no âmbito da Iniciativa pela Excelência.

Muitos estudantes estrangeiros também não se adaptam muito à liberdade relativamente grande dos estudos na Alemanha. Que é preciso fazer para que eles possam se sentir em “casa” nos seus estudos acadêmicos na Alemanha?
Também para certos alemães, a liberdade relativamente grande na Alemanha é um problema que leva, em parte, a grande duração dos estudos ou a troca do curso escolhido. Isto melhorará através da introdução das reformas de Bolonha, com suas estruturas claras. Para os estudantes estrangeiros, principalmente a língua é uma barreira adicional. Também quanto a isto surgiram muitas novas iniciativas. Acompanhada de um bom apoio lingüístico e especializado, a liberdade de aprendizado e de estudo nas universidades alemãs continua sendo um bem valioso, que deve ser preservado. A propósito, não sou adepto de nenhuma tutela de 24 horas por dia. Um certo nível de liberdade acadêmica – e isto significa também: de desafio e risco pessoal – faz parte do processo de formação acadêmica.

Entretanto, as universidades alemãs também “exportam” cursos superiores e criam departamentos no exterior. A educação é um artigo comercial ou há um outro motivo por trás disto?
Uma exploração comercial não foi nem é o interesse central desses projetos de “exportação” das universidades alemãs. Isso já é demonstrado pelo fato de que nenhum dos projetos, geralmente executados em cooperação com um parceiro estrangeiro, gera lucros. O benefício gerado pelas ofertas universitárias no exterior é um outro. Em primeiro lugar está o interesse numa intensificação da cooperação com um parceiro estrangeiro. Além disso, os projetos de exportação servem para aumentar o prestígio de cada universidade, bem como do setor universitário alemão em seu todo. Também as cooperações mais fortes na pesquisa desempenham um papel importante. Finalmente, os chamados projetos de “exportação” devem fomentar a formação qualificada de alemães no exterior, bem como o recrutamento de jovens cientistas internacionais. Tudo isto exige pensamento e ação empresariais, mas não estratégias comerciais.

Janet Schayan (Revista "Deutschland")


07.05.2007 – ENCONTRO ACADÊMICO:
Brasil, África e Alemanha   ACIMA

Aconteceu entre 12 e 16 de Março o primeiro encontro internacional de “Estudos Africanos no Brasil e na Alemanha: levantamentos e perspectivas”. O evento, planejado por Christoph Ostendorf, diretor do Centro Cultural Brasil-Alemanha (CCBA), contou com a participação de professores da Universidade Federal de Pernambuco e da Universidade Humboldt de Berlim.

Para Ostendorf o objetivo do evento foi estimular futuros projetos de cooperação acadêmica no Recife, cidade historicamente ligada à África, com professores e pesquisadores alemães e africanos. “O evento pôde agregar saberes e estreitar as relações entre três continentes”, ressaltou o Dr. Kajo Schukalla.

Entre os palestrantes, Alberto da Costa e Silva, um dos maiores africanistas brasileiros, a etnolinguista Yeda Pessoa de Castro, a professora da Universidade Humboldt, Flora Veit-Wild, o etnomusicólogo Tiago de Oliveira Pinto, o diretor do Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, José Flávio Saraiva, e Kajo Schukalla, pesquisador no campo de defesa dos direitos humanos e de povos ameaçados.

Durante a semana do evento alunos brasileiros e alemães participaram de seminários, oficinas e visitas orientadas sobre assuntos voltados para os estudos africanos (no Brasil e na Alemanha), cultura e Religião, África na política externa brasileira e alemã e africanos em Pernambuco. Membros da ONG Malunguinho, mães de santo e membros da comunidade dos estudantes africanos no Recife também participaram do evento.

Para Patrícia Cunha, estudante da UFPE que participou do evento o saldo foi positivo. “Pela primeira vez pudemos trocar experiências de modo direto com estudantes africanos e alemães. Nunca imaginei que os alemães tivessem tanto interesse pelas nossas relações com a África. Fico feliz em constatar o sucesso deste encontro e espero que surjam iniciativas semelhantes”, disse a universitária.

Carolina Figueiredo


23.04.07 - FORMAÇÃO EDUCACIONAL:
Pesquisa e ensino   ACIMA

Iniciativas pela excelência, novas disciplinas e cada vez mais cursos de Bachelor e Master: Uma visão geral do centro universitário

“União da pesquisa com o ensino” é o princípio, segundo o qual as universidades alemãs estão construídas. Para os estudantes, a pesquisa científica de ponta anda de mãos dadas com as atividades pedagógicas. Desta maneira, os mais novos conhecimentos científicos são transmitidos diretamente à elite acadêmica de amanhã, em seminários e aulas expositivas. A excelência científica das Universitäten (universidades clássicas) e das Fachhochschulen (universidades de ciências aplicadas) da Alemanha vem convencendo cada vez mais os high potentials de todo o mundo. Quase 250000 estudantes estrangeiros estão matriculados nessas universidades alemãs – quase 100000 mais que há dez anos. Só no ano letivo de 2004/2005, o número de estudantes norte-americanos cresceu em 10%. Sobretudo estudantes da China, Bulgária, Polônia e Rússia ambicionam uma vaga de estudos na Alemanha.

Na competição internacional pelas melhores cabeças, a Alemanha ocupa lugar de ponta. Seja em cidades grandes ou em áreas verdes, tradicional ou moderna, quase nenhum outro país europeu possui um cenário universitário tão variado. 376 universidades clássicas, de ciências aplicadas, de artes, de pedagogia, de teologia e administração oferecem uma imensa oferta de cursos e disciplinas universitárias. No início de 2007, a revista Hochschulkompass, publicada pelo Conselho de Reitores Universitários, registrou exatamente 8865 cursos universitários que levam ao primeiro certificado acadêmico e 2807 possibilidades de aperfeiçoamentos. Medicina, estudos europeus, design de automóveis, ciências econômicas ou visualização computacional: as possibilidades acadêmicas são quase ilimitadas. Caso uma disciplina realmente não seja oferecida na Alemanha, mais de 18000 cooperações internacionais com quase 4000 universidades estrangeiras em 140 países abrem outras possibilidades.

23000 professores transmitem seus conhecimentos a estudantes em salas de aula e em seminários. As universidades particulares reúnem apenas uma minoria de estudantes, pois ao contrário de muitos outros países, as instituições particulares de educação desempenham um papel secundário. Quase todos os estudantes estão matriculados em Universitäten ou em Fachhochschulen, sob o controle do Estado e que, em geral, admitem todos os que possuem Abitur (certificado colegial) ou certificado escolar correspondente.

Nos índices de disciplinas não aparecem apenas novos cursos universitários: também no caso dos certificados, o cenário educacional alemão está se transformando radicalmente: em função do “processo de Bolonha”, as universidades substituirão até 2010 seus cursos de Magister e Diplom por cursos com certificado de Bachelor e Master. Quase a metade de todos os cursos universitários na Alemanha já foi transformada. Assim, os certificados universitários podem ser mais facilmente comparados a nível internacional. As próprias universidades também entram em concorrência. A Alemanha e seus Estados contribuem com 1,9 bilhão de euros para as iniciativas pela excelência em andamento. Dinheiro, com o qual são fomentadas escolas de graduação para futuros pesquisadores, cluster de excelência para a pesquisa de ponta e perfis de pesquisa de até dez universidades de elite selecionadas.

Tipos de universidade sob medida
Fachhochschule, Technische Hochschule, Universität, Berufsakademie: o sistema universitário alemão tem muitas facetas, muitos tipos de universidade, o que, à primeira vista, pode confundir. A grande variedade oferece a possibilidade da melhor escolha de um estudo. Quem dá muito valor à prática escolhe uma Fachhochschule (universidade de ciências aplicadas). Quem se sente mais atraído pela pesquisa de base teórica escolhe uma Universität.

Universität
A fábrica das ciências: as Universitäten são a forma clássica do ensino superior. As 102 Unis alemãs unem estreitamente a pesquisa ao ensino. Como universidades integrais, a maioria oferece todo o espectro de disciplinas. As universidades chamadas de Technische Universität (TU) ou Technische Hochschule (TH) orientam-se sobremaneira na técnica. Frente às Fachhochschulen, orientadas na aplicação prática, elas dão muito valor à pesquisa de base.

Fachhochschule
Estudo para práticos: as 170 Fachhochschulen (FH) alemãs são universidades para as ciências aplicadas. Elas têm uma grande afinidade com a prática e uma forte ligação com o mundo do trabalho e seus pontos centrais são a técnica, a economia, a organização e o sistema social. Na FH não se pode estudar Medicina ou Direito, nem fazer doutorado.

Kunst-, Musik-,Filmhochschulen
Para criativos: nas 53 universidades de arte, música e cinema, reconhecidas oficialmente, pé o teste de aptidão que, na maioria das vezes, decide quem pode estudar. Muito apreciadas pelos estudantes estrangeiros, com uma participação de 35,7%, são as 23 Musik-hochschulen alemãs. O acesso a essas instituições artísticas é difícil, mas a formação – freqüentemente em aulas individuais ou em grupos reduzidos – é excelente.

Berufsakademie
Para principiantes na vida profissional: as 38 academias profissionalizantes (BA) alemãs não são universidades, mas seus certificados são, em parte, equiparados aos das FHs. As BAs oferecem um estudo específico nos campos da economia, técnica ou sociedade, combinado com uma formação profissional. Só pode estudar numa BA quem assinou contrato com uma empresa. Estes estudantes têm boas perspectivas de emprego, sobretudo nos global players em  todo o mundo.

Private Hochschule
Para quem pode pagar: com taxas de 1800 a 4700 euros por semestre, as 69 universidades particulares oferecem, na maioria das vezes, pequenos grupos de estudantes, uma estreita ligação com o setor econômico, muita prática e tempos curtos de estudo. Mas nem todas as particulares satisfazem estes critérios. É muito importante verificar se uma universidade particular é reconhecida pelo Estado, pois, caso contrário, os certificados de estudo também não são reconhecidos, o que pode causar grandes problemas na procura de trabalho.

Dados e fatos:
No momento, 1,98 milhão de estudantes freqüentam as universidades alemãs. Quase a metade (48%) é de mulheres. Ao todo, 376 universidades oferecem estudo, das quais 102 são Universitäten, 170 Fachhochschulen e 69 universidades particulares. Nos últimos anos, aumentou claramente o número de estudantes estrangeiros. No semestre de inverno de 1998/1999, quase 166 000 estudantes com passaporte estrangeiro estavam matriculados em universidades alemãs, seu número agora é cerca de 250000. Mas também os estudantes alemães tornam-se cada vez mais móveis: cerca de 69000 alemães estudam em outro país.

Rainer Stumpf (Revista "Deutschland")


01.03.07 – INTEGRAÇÃO:
Latim em vez de Kikongo - garota angolana é destaque em escola
de elite alemã
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Mariana Vicente fala cinco línguas e sente-se em casa na Alemanha. Ela trabalha nos fins de semana para pagar uma viagem à África

Ela tem apenas 18 anos mas entende Latim e fala Português, Inglês, Francês e Alemão. Mariana Vicente conhece história da Europa e as idéias da filosofia ocidental. Apesar disso, ele é uma menina igual às outras da sua idade. Embora seja a aluna mais nova da sua classe, passou com louvores nos exames finais de uma tradicional escola alemã em Stuttgart. Ela demonstrou ser uma estudante que dá muito valor aos ideais cristãos ocidentais, mesmo sendo originária de uma cultura completamente diferente. Seu pai é de Angola e sua mãe, de Moçambique.

Assim como seu irmão Leopoldo, que é doze anos mais velho, Mariana nasceu na Alemanha e, durante muito tempo, a sensação de sentir saudades da África era estranha para ela. Há seis anos atrás, ela visitou seus avós maternos em Moçambique, pela primeira vez. Agora, graças a trabalhos nos finais de semana e feriados, conseguiu economizar dinheiro para pagar outra viagem a suas raízes africanas. Seus sentimentos, porém, são contraditórios. "Eu me sinto em casa lá e aqui, mas não é a mesma coisa", admite.

A língua que Mariana fala melhor é o alemão. Os idiomas de Angola, como Umbundu, Kimbundu, Kikongo e Ngangela lhe parecem tão exóticos como o chinês. Quando ela dança, o som é o das músicas techno e disco do Ocidente, em vez dos angolanos Gezomba e Semba, (este último, levado pelos escravos, acabou se transformando no famoso samba brasileiro). Alexandrina,sua mãe, cozinha ocasionalmente uma feijoada, da mesma forma que é preparada em sua terra natal.Os ingredientes são encontrados facilmente na Alemanha. Mas,no dia-a-dia, a família se alimenta da mesma forma que seus vizinhos alemães : pratos com frango, carne, schnitzel , espaguete, vegetais europeus e saladas.

A mãe de Mariana chegou a Europa em 1985, com uma bolsa para estudar medicina da Polônia.Um ano depois, se mudou para Stuttgart. Os pais de Mariana se separaram quando ela era muito nova e seu pai vive atualmente em Angola. A mãe só visitou os pais depois de muitos anos, embora sinta muita falta de seu país, especialmente no que se refere ao calor humano do seu povo.

Orlando Gaspar,um amigo da família, costuma reunir os angolanos que vivem próximos a ele, para uma festa no dia 11 de novembro, data da Independência de Angola, que é comemorada com entusiasmo.

A mãe de Mariana trabalha há anos como cuidadora de pessoas idosas e gosta de seu trabalho. "Minhas colegas e os pacientes são boas pessoas- diz Alexandrina. Mas de vez em quando,«me perguntam porque eu tenho uma pele tão escura", acrescenta, sorrindo.

O sonho de Mariana é ser o que a mãe não conseguiu- médica.Mas se isso não for possível, acrescenta., quer trabalhar em algo que envolva "muito contato com pessoas".

dpa / “Land der Ideen”


16.02.07: MATRÍCULA ESCOLAR:
Teste para pré-escolares   ACIMA

Um teste oral para crianças de quatro anos será introduzido no estado da Renânia do Norte- Vestfália, a maior concentração populacional da Alemanha onde se situam cidades importantes como Düsseldorf, Colônia, Bonn, Aachen, o porto de Duisburg, entre outras.

O teste tem caráter obrigatório e visa detectar dificuldades de expressão oral em crianças ainda na fase pré-escolar. Com isso será possível preparar as crianças a fim de que tenham bom nível de alemão no momento da matrícula escolar, segundo disse a ministra da Educação (CDU), Barbara Sommer, em Düsseldorf. Primeiramente, cerca de 180 mil crianças de 4 anos se submeterão ao teste. Estima-se que entre 20 e 25 por cento delas necessitem um reforço a fim de melhorar a expressão oral. Dois anos antes de se matricularem na escola toda criança deverá se submeter ao teste. Assim, haverá tempo suficiente para tomar as providências necessárias já que a preparação começa no jardim de infância. Mesmo as crianças que não frequentam creches deverão fazer o teste.

Josiane Cotrim


14.02.07 - UNIVERSIDADES:
Fique por dentro das melhores universidades alemãs   ACIMA

Governo alemão estimula concorrência entre universidades

Você quer saber quais são as melhores universidades alemãs? Então fique ligado no programa do governo alemão “Incentivo à Excelência” que pretende colocar as escolas superiores alemãs em condição de competir com as grandes instituições do exterior. As melhores faculdades receberão recursos para se aprimorarem, principalmente na pesquisa. Até 2011 o Ministério para Educação e Pesquisa vai distribuir € 1,9 bilhões entre as vencedoras dos concursos anuais.

Em 2006  foram eleitas três universidades, duas situadas em Munique e uma em Karlsruhe. Na Universidade de Karlsruhe o grande destaque são os cursos mais técnicos como Ciência da Computação, Física e Química. Essa instituição se sobressai também na pesquisa, participando ativamente da “Sociedade Alemã de Pesquisa”.

Com 18 faculdades, 700 professores e cerca de 3 mil funcionários a Universidade Ludwig-Maximilian, em Munique, oferece várias oportunidades de estudo e pesquisa. O objetivo principal é ter uma formação que inclua habilidades sociais, tal como pensamento crítico e perspectiva histórica.

A Universidade Técnica de Munique possui três principais campos científicos: Engenharia, Medicina e Ciências Naturais. Misturando a tradição agrícola com a tecnologia de ponta, a instituição espera incentivar os vários talentos de seus estudantes. Vale ressaltar o alto índice de estudantes estrangeiros: 25%.

Em Heidelberg fica a instituição de ensino superior mais antiga da Alemanha, fundada em 1385 pelo Papa Urbano VI. A Universidade de Heidelberg possui 12 faculdades e oferece um grande número de cursos principalmente nas áreas humanas e biológicas. Essa instituição formou grandes políticos, como Helmut Kohl, Chanceler da Alemanha por 16 anos.

Bruno Blankenburg


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