INTERNACIONAL
 

OBAMA PRESIDENTE: Apelo por um New Deal verde
POLÍTICA CULTURAL: Aonde a diplomacia clássica não alcança
NAÇÕES UNIDAS: 63 anos por um mundo melhor
ATENTADO NO AFEGANISTÃO: Suspeito preso
AFEGANISTÃO: Mais soldados
ONU: Alemanha contra pobreza e fome
GEÓRGIA: Alemanha fortalece missão
GASODUTO: Conflito na Geórgia não afeta planos
GEÓRGIA: Recursos em dobro
LIVRE EXPRESSÃO: Steinmeier intervém por jornalistas

AFEGANISTÃO: Insegurança preocupa
AFEGANISTÃO: Steinmeier visita país de surpresa
OBAMA EM BERLIM: Senador discursa na Coluna da Vitória
UCRÂNIA: Ajuda para aproximação com a UE e OTAN
POLÔNIA: Educação integrada

PALESTINA: Rumo a um Estado livre
BUSH E MERKEL: Presidente despede-se da Alemanha
TRATADO ANTI-CLUSTER: Fim das bombas de fragmentação?
MERKEL EM BRASÍLIA: Brasil e Alemanha assinam cinco acordos
APROXIMAÇÃO POLÍTICA: Chanceler na América Latina 

MERKEL NO BRASIL: Visita oficial inclui Brasília e São Paulo 
BIOENERGIA: Alemanha assinará acordo com o Brasil
ALIMENTOS: Freando os preços
PARCERIA: Uma nova agenda transatlântica

COOPERAÇÃO: A Alemanha na OCDE
ALEMANHA E POLÔNIA: Por uma nova agenda em comum

TURQUIA: Tentativa de golpe?
AJUDA HUMANITÁRIA: 900 mil euros para sul da África
PALESTINA: Aparato policial

MERKEL EM ISRAEL: Feridas não cicatrizadas
FÓRUM: América latina e Europa discutem política fiscal

KOSOVO: Nasce um novo país
POLÍTICA EXTERNA: Uma Alemanha aberta para o mundo
TIMOR-LESTE: Governo alemão condena atentado

CRISE NO CHADE: Apelo para solução política
A BERLIM DIPLOMÁTICA: No Ministério das Relações Exteriores

OBJETIVO ÁFRICA: Köhler visita Uganda e Ruanda
QUÊNIA: Alemanha disponibiliza 300 mil euros em ajuda
SEM FRONTEIRAS: Zona de Schengen ampliada
ARQUEOLOGIA: A serviço da cultura do diálogo
ANNAPOLIS: Steinmeier saúda compromisso de paz
ENERGIA RENOVÁVEL: Acordo financeiro firmado em Santiago
SEM LIÇÕES: África deve encontrar seu próprio caminho
KABUL-HAMBURGO:Crianças afegãs recebem tratamento médico
FUTURO PARA O AFEGANISTÃO: Segurança e construção civil
AFEGANISTÃO: Engenheiro libertado volta para casa
MIANMAR: Liberdade sim, violência não
BUENOS AIRES: Bandeiras para lembrar parceria de 150 anos
CONTINENTE EM FOCO: A África cada vez mais na mira da política
exterior alemã

PRESIDÊNCIA DA UE: Hora do balanço
POLÍTICA EXTERNA: Mais recursos para o desenvolvimento


06.11.08 – OBAMA PRESIDENTE:
Apelo por um New Deal verde ACIMA
Obama e Steinmeier em Berlim - Fonte: dpa/pa

"O mundo precisa de um New Deal verde". Assim o Ministro das Relações Exteriores Frank-Walter Steinmeier resumiu a expectativa alemã em relação ao novo presidente eleito nos Estados Unidos, Barack Obama. Ele clamou por um trabalho conjunto pela proteção do clima entre EUA e União Européia. 'Obama sabe da responsabilidade global da América", reforçou Steinmeier.

O Ministro falou sobre o assunto durante a abertura da conferência "Mudanças Climáticas como ameaça à segurança: opções de ações para a Política, Ciência e Economia", que termina nesta sexta-feira (07.11) em Freiburg.

Mariana Antoun


05.11.08 – POLÍTICA CULTURAL:
Aonde a diplomacia clássica não alcança ACIMA
Menina africana em sala de aula - Fonte: dpa/pa

No último ano a política cultural da Alemanha para o exterior ganhou uma nova dimensão. E esta não é resultado apenas do aumento de 15,7% do orçamento para a cultura do Ministério das Relações Exteriores. Na apresentação do 12º relatório sobre cultura e educação no exterior, o Ministro Frank-Walter Steinmeier destacou a importância de iniciativas como "Escolas: Parceiros do Futuro" e "Ação África".

"Com o fortalecimento da política cultural e educacional para o exterior nós investimos no futuro. A cultura pode ajudar a construir pontes onde nós não conseguimos avançar com a diplomacia clássica. Quando apresentamos a diversidade do nosso país por todo o mundo promovemos compreensão e interesse por ele. Com nosso trabalho de formação no exterior desempenhamos também uma forma inteligente de ajuda ao desenvolvimento, oferecendo a pessoas jovens formação profissional e perspectiva", defendeu Steinmeier.

Mariana Antoun


24.10.08 – NAÇÕES UNIDAS:
63 anos por um mundo melhor ACIMA
Steinmeier discursa na ONU - Fonte: dpa/pa Steinmeier na 63ª Assembléia Geral

Há 63 anos, cinquenta países ratificavam a Carta das Nações Unidas, criando oficialmente a ONU. Desde então o dia 24 de outubro é considerado o Dia das Nações Unidas. Hoje fazem parte da Organização 192 nações, entre elas a Alemanha, que este ano comemorou 35 anos de sua adesão. No país, a festa está marcada para este sábado (25.10) em Bonn, na Praça Marktplatz. A ex- capital da República Federal Alemanha (RFA) reúne no "Campus ONU" 17 das 24 representações de Programas e Agências da ONU presentes no país.

Para a política externa alemã a ONU tem um papéis-chave: é a única Organização Internacional cujo papel universal de negociação é legítimo. "A Alemanha está firmemente convencida de que precisamos da ONU no século 21 de forma mais urgente do que nunca antes", afirmou o Ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier em seu discurso à Assembléia Geral em setembro. Assim, a Alemanha atua na Organização com o objetivo de fortalecê-la: o país é o terceiro maior financiador da ONU, já integrou diversas vezes o Conselho de Segurança, defende o fortalecimento da autoridade e eficiência da ONU, especialmente na questão da proteção ao clima e das mudanças climáticas e contribui com 8,6% do orçamento das missões de paz, além de contribuir para que se cumpram as Metas de Desenvolvimento do Milênio.

Mariana Antoun


21.10.08 – ATENTADO NO AFEGANISTÃO:
Suspeito preso ACIMA
Policiais afegãos participam de curso em Kabul - Fonte: dpa/pa Treinamento policial em kabul

Um dia após o atentado que matou dois soldados alemães e cinco crianças afegãs na província de Kundus, no norte do Afeganistão, o governo local anunciou a prisão de um suspeito do crime. Ele seria comandante do grupo radical islâmico Hisb-i-Islami, do ex-premier Gulbuddin Hekmatyar, que tem atuado junto aos Talibãs e reivindicou a autoria do atentado. Outro suspeito conseguiu escapar.

O governador local, Mohammad Omar, alertou sobre uma possível retirada das tropas estrangeiras e reafirmou a importância da permanência das mesmas.O comando da missão alemã defende que o surgimento de um novo centro do terrorismo no Afeganistão seria uma ameaça também à Alemanha e que por isso sair do Afeganistão agora está fora de discussão.

Mariana Antoun


17.10.08 – AFEGANISTÃO:
Mais soldados ACIMA
Steinmeier discursa - Fonte: dpa/pa Discurso de apoio aos soldados

O Ministro das Relações Exteriores Frank-Walter Steinmeier enviou um contingente de 330 soldados para o Afeganistão. Em nome do governo, o Ministro agradeceu aos soldados e familiares pela difícil missão. „Vocês estão indo lá a fim de garantir a segurança, sem a qual nenhuma reconstrução é possível“ disse o ministro aos militares.

Pouco antes o Bundestag, parlamento alemão, havia prorrogado para mais 14 meses a permanência das tropas no Afeganistão. Normalmente, o período seria de 12 meses, mas como a data coincide com as eleições, foram acrescentados mais dois meses. Assim, não haverá necessidade de tratar do tema durante o período eleitoral.

Josiane Cotrim


26.09.08 – ONU:
Alemanha contra pobreza e fome ACIMA
Steinmeier em reunião na ONU - Fonte: dpa/pa Em ação

Antes mesmo da abertura oficial da 63ª sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas, que aconteceu no dia 16 de setembro, o Ministro das Relações Exteriores Frank-Walter Steinmeier clamou por esforços para o combate contra a pobreza e a fome. Em Nova Iorque desde o início dos trabalhos, Steinmeier faz seu discurso oficial na tarde desta sexta-feira (26.08).

Neste período em Nova Iorque o Ministro já teve encontros importantes com representantes de nações africanas e do Oriente Médio. Em almoço com as delegações da África ele reafirmou o interesse e comprometimento alemão em melhorar as condições de segurança e estabilidade no continente, e pediu o apoio africano à candidatura alemã por um dos assentos não-permanentes no Conselho de Segurança para o período 2011-2012.

Já em seu encontro com seu colega sírio Walid al-Muallim e com o Presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, Steinmeier destacou que pouco foi feito desde a Conferência de Anápolis, mas que ao mesmo tempo se conseguiu mais do que os pessimistas acreditavam possível. Para ele „não há razões para ser complacente“, mas há „incentivo para que todos envolvidos [no processo de paz] continuem“.

A Assembléia Geral da ONU permanece como fórum clássico de diálogo entre Sul e Norte, onde países pobres e ricos estão no mesmo patamar. Políticas de desenvolvimento e questões sobre as Metas de Desenvolvimento do Milênio estarão no centro dos debates, que se estendem até o dia 14 de outubro.

Mariana Antoun


29.08.08 – GEÓRGIA:
Alemanha fortalece missão ACIMA
Observadores militares junto a um veículo da OSCE - Fonte: dpa/pa Mais observadores

A Alemanha vai contribuir com 15 observadores desarmados na missão da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) na Geórgia. A decisão do Gabinete Federal foi tomada para fortalecer a presença da missão na região de crise e permitir que a mesma possa monitorar o cessar-fogo e a chegada da ajuda humanitária. A Alemanha também está providenciando equipamentos para a missão com a doação de 500 mil euros, que serão utilizados na compra de veículos protegidos para uso civil.

A missão da OSCE na Geórgia existe desde 1992 e seu fortalecimento durante a crise foi decidido após uma reunião do Conselho da Organização no último dia 19.08. Vinte observadores militares serão enviados imediatamente à região da Ossétia do Sul.

Mariana Antoun


26.08.08 – GASODUTO:
Conflito na Geórgia não afeta planos ACIMA
Dutos no Mar Báltico - Fonte: dpa Obras até 2011

A construção do gasoduto que levará gás da Rússia para a Alemanha não será afetada pelo abalo nas relações entre os dois países por conta das divergências na questão da Geórgia. A afirmação foi feita pela Chanceler Angela Merkel, durante uma visita a Estocolmo, onde encontrou o Primeiro-Ministro sueco Fredrik Reinfeldt. Para a Chanceler, “o gasoduto é um projeto europeu estratégico”.

A defesa de Merkel foi uma resposta a críticas, recebidas inclusive por parte da própria Suécia e de outros países bálticos, sobre o aumento da influência russa na região e a posição alemã a respeito.

A obra está sendo feita pelo consórcio Nord Stream, uma parceria entre a gigante energética russa Gazprom e pelas associações alemãs E.On e Wintershall. O gasoduto terá extensão de 1200 km, sendo quase mil deles sob o Mar Báltico, no extremo norte da Europa. Os primeiros metros cúbicos de gás estão previstos para chegar na Alemanha em 2011.

Mariana Antoun


20.08.09 – GEÓRGIA:
Recursos em dobro ACIMA
Voluntários entregam ajuda a moradores da Ossétia do Sul - Fonte: dpa/pa Ajuda para afetados pelo conflito

O Ministro das Relações Exteriores Frank-Walter Steinmeier anunciou esta semana que a Alemanha duplicou o valor destinado à ajuda humanitária na Geórgia para um total de 2 milhões de euros: „Após o fim dos combates a prioridade passa a ser aliviar o sofrimento dos feridos e daqueles que tiveram que abandonar a área de conflito na Ossétia do Sul e Abkasia. Considerando que o número de refugiados chega a 150 mil, temos que fazer mais. Por essa razão, a Alemanha destinou um milhão de euros a mais para medidas humanitárias de urgência“, disse o Ministro em Bruxelas.

No início da semana passada, o Ministério das Relações Exteriores já tinha disponibilizado 1 milhão de euros para atividades humanitárias na Geórigia. Os recursos foram igualmente divididos entre o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e a Cruz Vermelha. O valor é destinado a abrigos de emergência e atendimento médico. A outra parte anunciada pelo Ministro será utilizada no apoio das atividades assistenciais de organizações alemãs no local.

Josiane Cotrim


04.08.08 – LIVRE EXPRESSÃO:
Steinmeier intervém por jornalistas ACIMA
Jornalistas no comitê de imprensa - Fonte: dpa/ Picture Alliance Medidas restritivas na China

O ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, abordou o problema das restrições ao acesso às mídias internacionais em conversa telefônica com o seu homólogo chinês, Yang Jiechi, sexta-feira (01.08). Na ocasião, Steinmeier evocou o acesso limitado dos jornalistas à Internet e distribuição de jornais alemães na "Casa da Alemanha".

Steinmeier solicitou ao ministro chinês que esclarecesse a situação e recomendou, tanto o governo chinês como o comitê organizador dos jogos olímpicos de Pequim, que reconsiderassem as medidas restritivas. Steinmeier disse estar convencido de que uma resolução rápida dos dois problemas seriam de interesse da China e permitiria reportagens sem reservas sobre os Jogos Olímpicos. O ministro chinês prometeu a Steinmeier que os jornalistas beneficiariam de condições de trabalho favoráveis e assegurou a entrega de jornais alemães seria reexaminada pelas autoridades competentes a pedido da Alemanha.

Josiane Cotrim


31.07.08 – AFEGANISTÃO:
Insegurança preocupa  ACIMA

O Ministro das Relações Exteriores Frank-Walter Steinmeier concluiu sua visita ao Afeganistão com a impressão de que os progressos na formação policial e nos projetos de reconstrução vêm obtendo impactos positivos. No entanto, a falta de segurança no país se agravou. A visita-surpresa de Steinmeier ao país aconteceu algumas semanas após a Conferência de Paris sobre o Afeganistão, quando a comunidade internacional e o governo local apresentaram a etapa crítica em que o progresso de estabilização se contra.

Em encontro com seu colega Rangin Dadfar-Spanta e com o presidente afegão Hamid Karsai, Steinmeier ressaltou que o treinamento das forças armadas e da polícia deve ser aprimorado e prometeu que a Alemanha e a comunidade internacional continuarão apoiando o país. Ele lembrou que não se deve esconder o fato de que a situação da segurança do país não é apenas ruim, mas se deteriorou muito no último ano.

O Ministro prometeu que o Governo Federal está decidido a reforçar a reconstrução civil e ampliar seu compromisso em termos geográficos. Ele também prometeu maior apoio à reforma política e das forças armadas afegãs e uma ajuda de 6 milhões de euros para o preparo das eleições presidenciais deste ano. Steinmeier também lançou a pedra fundamental de um novo centro de treinamento da polícia em Mazar-e-Sharif. Os primeiros cursos estão programados para começar em setembro.

Alemanha está entre maiores apoiadores da reconstrução e estabilização do Afeganistão e faz parte da força de segurança da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no país, sendo responsável pela região ao norte e leste, que inclui a cidade de Herat. O local foi também o primeiro destino visitado por Steinmeir, que ficou impressionado com o projeto de água potável e com a restauração do centro histórico, ambos financiados pelo Governo alemão.

Mariana Antoun


25.07.08 – AFEGANISTÃO:
Steinmeier visita país de surpresa  ACIMA
Steinmeier dentro da cabine de do avião militar que o levou para Herat - Fonte: dpa Para ver reconstrução de perto

O Ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, chegou nesta sexta-feira à cidade de Herat, no Afeganistão, onde permanece por quatro dias. O local é um tradicional centro cultural do país asiático e teve ajuda alemã para estabelecer o fornecimento de água potável para quase meio milhão de pessoas. O investimento foi da ordem de 8 milhões de euros. A Alemanha também trabalha na restauração do centro histórico e mantém um relacionamento estreito com a Universidade de Herat.

A visita de Steinmeier tem como objetivo entregar em mãos as obras de infraestrutura de água potável e ver de perto o trabalho de restauração na parte antiga da cidade. Steinmeier se encontra ainda com representantes da sociedade civil e participa de debate com estudantes da Universidade afegã.

A Alemanha é o maior colaborador para a reconstrução do país e planeja investir, até 2010, mais de 1,1 bilhão de euros no fortalecimento e construção das instituições civis, como escolas e hospitais, por exemplo.

Mariana Antoun


25.07.08 – OBAMA EM BERLIM:
Senador discursa na Coluna da Vitória ACIMA
Obama caminha diante de multidão - Fonte: dpa/ PA Superstar

O Senador Barack Obama, candidato do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos, encontrou-se ontem (24.07) com a elite da política alemã e berlinense. Depois, discursou para um público estimado em 200 mil pessoas sob a Coluna da Vitória (Siegessäule), monumento do século 19. Disposto a provar para o eleitorado norte americano seu conhecimento e capacidade de diálogo internacional, a agenda em Berlim fez parte de uma viagem maior pela Europa e Oriente Médio.

Com o Ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, Obama conversou sobre mudanças climáticas e desarmamento. O diálogo foi avaliado pelo lado alemão como de atmosfera “aberta e confiável”, e interessante por defender a posição semelhante à alemã de “cooperação ao invés de confontação”. O tema do aquecimento global também permeou o encontro com a Chanceler Angela Merkel, além do posicionamento de ambos os países na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Já na Coluna da Vitória, o Senador de Illinois fez um discurso impactante que, independente do resultado das eleições, ficará para a história. Se apresentando como cidadão americano e cidadão do mundo, ele usou expressões como “O mundo tem novos muros para derrubar”, e “agora é tempo de se construir uma nova ponte”. Foi aclamado pelo público.

Na 2ª Gerra Mundial, a Alemanha Ocidental manteve laços muito estreitos e amigáveis com os EUA, relações estas mantidas após a reunificação. No entanto, nunca um candidato à presidência norte-americana havia discursado publicamente em solo alemão.

Mariana Antoun

LINK:
"Fenômeno Obama" repercute na mídia alemã - Deutsche Welle


22.07.08 – UCRÂNIA:
Ajuda para aproximação com a UE e OTAN ACIMA
Yulia Tymoshenko e Angela Merkel se cumprimentam - Fonte: dpa/ Picture Alliance

A Chanceler Angela Merkel fez sua primeira visita oficial à Ucrânia, com o objetivo de auxiliar nas negociações sobre a aproximação da antiga república soviética com a União Européia (UE) e com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Merkel chegou a Kiev na segunda-feira (21.07), onde se encontrou com o Presidente ucraniano Viktor Yuschenko e com a Primeira Ministra Yulia Tymoshenko.

A Chanceler defendeu que há uma estreita ligação entre o país e a UE, mas ressaltou que “não há nenhum automatismo” para que a Ucrânia faça parte do bloco. Por outro lado, ela colocou sua visita como uma “ajuda de navegação” para que o corrente plano de adesão do país à OTAN seja aceito. Alemanha e Ucrânia também acordaram sobre uma intensificação nas relações econômicas entre os dois países e a parceria energética foi reafirmada.

Mariana Antoun


14.07.08 - POLÔNIA:
Educação integrada ACIMA
Steinmeier e Sikorski entregam certificado a formanda - Fonte: Picture Alliance/ dpa Sem fronteiras

O Ministro das Relações Exteriores Frank-Walter Steinmeier e seu colega polonês Radoslaw Sikorski entregaram, no último dia 12.07, os certificados de conclusão de curso aos alunos do  ginásio teuto-polonês de Löcknitz. A cidade fica no Estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, na fronteira com a polônia. Eles foram aprovados no exame conhecido como Abitur, no país vizinho, Matura, que dá direito ao acesso à Universidade.

A escola oferece aulas nos dois idiomas e foi implantada entre 1992 e 1994 - ano em que passou a ser uma Escola Européia. Atualmente estão matriculados 526 alunos, sendo 161 poloneses. “Há muito tempo o Rio Oder faz da fronteira entre Polônia e Alemanha apenas uma divisa física”, destacou Steinmeier. Atualmente, um livro histórico está sendo preparado por alunos das duas margens do rio, “mas questões históricas não podem dominar a vida nos dois lados”, reforçou Sikorski. Steinmeier lembrou ainda a escola de Löcknitz é uma clara demonstração da unificação da Europa e da abertura da fronteira entre os dois países. Cerca de 200 poloneses vivem na cidade alemã de 3.200 habitantes, não muito distante da  polonesa Szceczin.

Mariana Antoun


26.06.08 – PALESTINA:
Rumo a um Estado livre  ACIMA
Steimeier e o premier Fayyad - Fonte: photothek /Thomas Köhler Caminho para a paz

A comunidade internacional reunida em Berlim aprovou na terça-feira (24.06) uma ajuda de 156 milhões de euros para treinamento policial e reforma judicial na Palestina, por ocasião da Conferência para o apoio à segurança civil e Estado de Direito palestinos, realizada no Ministério Federal das Relações Exteriores na capital alemã. Segundo declarou o ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, negociações políticas visando a paz no Oriente Médio devem vir acompanhadas de ajudas concretas para o estabelecimento de um Estado Palestino. A contribuição alemã será da ordem de 15 milhões de euros até o ano que vem.

A conferência é um claro sinal de apoio à construção do Estado Palestino. Durante o evento, os representantes de mais de 40 países respaldaram os palestinos no caminho rumo à formação de um Estado independente. A chanceler Angela Merkel participou da conferência, que contou também com a presença da Secretária de Estado norte-americana Condolleeza Rice, do ministro das Relações Exteriores da Rússia Serguei Lavrov.

Josiane Cotrim


11.06.08 - BUSH E MERKEL:
Presidente despede-se da Alemanha  ACIMA
Sauer, Laura, Merkel e Bush - Fonte: Picture Alliance/dpa Último encontro deste mandato

Temas internacionais dominaram as conversas mantidas entre a Chanceler Angela Merkel e o Presidente norte-americano George Bush durante encontro no Castelo de Meseberg, a 70 quilômetros de Berlim, quarta-feira (11.06). O programa nuclear do Irã, a situação no Afeganistão e o processo de paz no Oriente Médio constaram da pauta do encontro do qual participaram a Secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice e o Ministro das Relações Exteriores alemão Frank-Walter Steinmeier.

Ao retornar da cúpula União Européia-EUA realizada em Brdo, na Eslovênia, Bush aproveitou para despedir-se da Alemanha. Bush e Merkel, acompanhados dos respectivos cônjuges, caminharam pelos jardins do castelo e jantaram juntos, ocasião em que a Chanceler alemã retribuiu a hospitalidade recebida em novembro passado quando Merkel visitou o rancho do Presidente Bush no Texas.

Depois de Berlim, Bush seguiu para Roma, Paris, Londres e Belfast, na Irlanda do Norte, antes de voltar para casa após sua última visita à Europa como presidente dos EUA.

Josiane Cotrim


30.05.08 – TRATADO ANTI-CLUSTER:
Fim das bombas de fragmentação?  ACIMA
Bomba tipo cluster - Fonte: Photothek Ameaça com dias contados!

O Ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, defendeu a posição alemã pró banimento das bombas cluster, ou de fragmentação, e o efeito imediato do tratado que prevê a proibição deste tipo de arma: "A Alemanha começou a abdicar deste tipo de munição em 2001. Nós iremos assinar a convenção em Oslo e ratificá-la o mais rápido possível", garantiu o ministro. "A proposta do Tratado Anti-Cluster é um importante marco no avanço do desenvolvimento do Direito Internacional Humanitário", ressaltou Steinmeier.

Representantes de vários países se reuniram esta semana em Dublin, na Irlanda, para discutir os termos finais da proposta de um tratado anti-cluster, bombas que são extremamente mortais e atingem especialmente civis. Este tipo de arma se divide em centenas de milhares de pedacinhos, que permanecem no solo por décadas após serem jogadas, atraindo principalmente as crianças, que não raro são mutiladas ou mortas. O acordo deve ser assinado em dezembro, em Oslo, na Noruega, e precisa ser ratificado por pelo menos 30 países para que passe a valer.

Mariana Antoun


15.05.08 – MERKEL EM BRASÍLIA:
Brasil e Alemanha assinam cinco acordos  ACIMA
Chanceler vistoria a Guarda do presidente Lula - Fonte: BundesregierungONLINE

Em sua primeira parada na América Latina, a Chanceler Federal Angela Merkel encontrou o Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, ontem (13.05), em Brasília, onde os dois chefes de governo assinaram cinco importantes tratados bilaterais. Em declaração à imprensa, Angela Merkel destacou que os dois países mantêm há muitos anos uma intensa relação política, econômica e cultural, e que estão alinhados sobre a importância da defesa do meio ambiente concomitante com a produção de energias renováveis.

“Espero que tenhamos bons resultados na conferência sobre a biodiversidade, ameaçada em todo o mundo. Nós queremos contribuir para a proteção das florestas tropicais, tanto com ajuda financeira como através de cooperação científica. Os tratados no campo da cooperação científica que foram assinados hoje são importantes ferramentas para permitir que escolhamos o melhor caminho para, no futuro, termos um trabalho conjunto ainda mais estreito”, declarou a Chanceler.

Brasil e Alemanha assinaram um “Plano de Ação”, que pretende estreitar a Parceria Estratégica entre os dois países e a atuação conjunta nos mais diversos campos, como a reforma das Nações Unidas, proteção dos direitos humanos, segurança, comércio multilateral, relações entre América Latina e União Européia.

O acordo de "Cooperação no Setor de Energia com Foco em Energias Renováveis e Eficiência Energética" visa, entre outras coisas, melhorar e desenvolver uma infra-estrutura de energia sustentável por meio de eficiência energética e medidas de economia de energia, assim como uma utilização maior de energias renováveis. O acordo prevê o estímulo do diálogo de políticas, o intercâmbio científico e tecnológico e a participação do setor privado nas iniciativas que serão desenvolvidas.

Também foram firmados dois acordos no âmbito da cooperação financeira. No primeiro, o governo alemão contribuirá com 35 milhões de euros para três projetos de proteção da Amazônia e 5 milhões de euros para a "Cooperação Trilateral: Combate à AIDS". No segundo acordo, o governo alemão disponibilizará 52 milhões de euros em forma de crédito para o financiamento de projetos de substituição de fontes de energia tradicionais por fontes de energias renováveis.

Os dois países também firmaram um acordo de cooperação científica e devem assinar nas próximas semanas uma parceria na área de equipamentos de segurança.

Apesar dos diversos acordos, o tema que permeou a conversa entre os dois governantes e a imprensa foi a produção de biocombustíveis e a saída de Marina Silva do cargo de Ministra do Meio Ambiente.

A Chanceler ressaltou que a ex-ministra Marina Silva era extraordinariamente respeitada pela comunidade internacional, assim como por ela mesma, a partir dos relatos do ministro alemão da pasta, Sigmar Gabriel, que esteve no Brasil recentemente. “Ouço com alegria a notícia de que a política para o Ambiente do Brasil não será modificada”.

A chanceler explicou ainda a posição alemã sobre a questão dos biocombustíveis, formalizada através do acordo energético firmados pelos dois países:

“Os biocarburantes darão sua contribuição ao clima e a diversificação no uso de matérias-primas, caso possamos mostrar que é possível sua exploração sustentável. É neste ponto que estamos precisamente trabalhando e para isso hoje é uma data positiva, pois justamente concluímos um acordo sobre o assunto”.

A Chanceler Angela Merkel deu continuidade hoje à sua visita pelo Brasil em São Paulo, onde conheceu a fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo. Ainda hoje ela segue para Lima, no Peru, onde participa da V Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da União Européia, América Latina e Caribe (ALC-UE). Após o encontro, a Chanceler faz ainda visita oficial à Colômbia e ao México.

Mariana Antoun


13.05.08 – APROXIMAÇÃO POLÍTICA:
Chanceler na América Latina ACIMA
Merkel recebe cumprimentos em Aachen - Fonte: Bundeskanzlerin.de

Chanceler Federal alemã Angela Merkel chega hoje à América Latina para sua primeira visita oficial ao continente. Ela desembarca esta noite na Base Aérea de Brasília e amanhã pela manhã tem encontro com o Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Após o encontro Merkel e Lula deverão assinar pelo menos três acordos de cooperação, sendo um na área de energia. Em seguida, por volta de 12h, eles concedem entrevista coletiva à imprensa.

Na parte da tarde Merkel segue para São Paulo onde cumprirá agenda econômica. Após sua passagem pelo Brasil, a Chanceler segue no dia 16 para Lima, no Peru, onde participa da V Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da União Européia, América Latina e Caribe (ALC-UE).

Em entrevista concedida à Deutsche Presse-Agentur, dpa, agência de notícias alemã, a Chanceler afirmou que os países da América Latina são importantes parceiros políticos e econômicos para a Alemanha, e que a política externa do país deve se ocupar mais do continente do que nos últimos anos.

Questionada sobre se o “governo nacionalista de esquerda do presidente venezuelano Hugo Chàvez” prejudicou as relações da Alemanha com o continente, a chanceler respondeu que “um país não pode sozinho atrapalhar as relações entre América Latina e União Européia”, e que “o presidente Chávez não fala pela América Latina. Cada país tem sua própria voz, com a qual persegue seus interesses. Também o povo venezuelano tomou uma posição com o 'não' no referendo”.

As declarações da Chanceler foram reabatidas pelo presidente da Venezuela, que tentou polemizar o assunto. Por meio do porta-voz do governo alemão, Thomas Steg, Angela Merkel disse apenas que não tinha nada a acrescentar sobre o que já havia dito anteriormente a respeito de Chávez.

Mariana Antoun


09.05.08 – MERKEL NO BRASIL:
Visita oficial inclui Brasília e São Paulo ACIMA
Chanceler Angela Merkel - Fonte: RegierungOnline

A Chanceler Federal alemã Angela Merkel chega ao Brasil na próxima semana para sua primeira visita oficial como chefe de governo ao país. Merkel chega a Brasília na noite do dia 13 e tem encontro marcado com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva na manhã do dia 14, no Palácio do Planalto. Na parte da tarde Merkel segue para São Paulo onde cumprirá agenda econômica.

Após sua passagem pelo Brasil, a Chanceler segue no dia 16 para Lima, no Peru, onde participa da V Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da União Européia, América Latina e Caribe (ALC-UE).

Redação

28.04.08 – BIOENERGIA:
Alemanha assinará acordo com o Brasil ACIMA
Sigmar Gabriel encontra Marina Silva - Fonte: Mariana Antoun

No próximo mês, Brasil e Alemanha assinarão um novo acordo sobre a cooperação na área de energia. Um dos temas principais é a questão da produção de bioenergia. A Alemanha vê um grande potencial nos biocombustíveis, desde que para isso não seja prejudicada a produção de alimentos.

O anúncio foi feito durante entrevista concedida pelos Ministros Sigmar Gabriel (Alemanha) e Marina Silva (Brasil), hoje (28.04) em Brasília. Gabriel está no Brasil em visita oficial cujo tema principal é a preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (a COP 9) que acontecerá em Bonn de 19 a 30 de maio. No entanto, o tema dos biocombustíveis, da alta do preço dos alimentos e o desmatamento nortearam o encontro com a imprensa brasileira.

O novo acordo energético deve ser assinado com a visita da Chanceler Angela Merkel ao Brasil em meados de maio. A proposta do ministro Sigmar Gabriel para a questão dos biocombustíveis é estabelecer critérios de sustentabilidade para a produção, colocando o Brasil na condição de parceiro privilegiado da Alemanha. Seria uma espécie de certificação da produção brasileira, que garantiria sua entrada no mercado alemão e consequentemente abriria portas para a exportação do etanol brasileiro para toda a Europa. A União Européia tem a meta de, até 2020, acrescentar 10% de combustíveis alternativos aos combustíveis fósseis.

Para o Ministro alemão, o Brasil já cumpre todos estes critérios de sustentabilidade e o acordo bilateral seria uma forma de corroborar essa posição do país. A Ministra Marina Silva recebeu bem a proposta e defendeu que com a tecnologia que o Brasil possuí hoje é possível aumentar a produção de etanol, sem que para isso seja necessário desmatar as florestas e prejudicar a produção de alimentos, e que certificar a produção dos biocombustíveis é uma forma de garantir a inclusão social e de diminuir as emissões de CO2 do país.

Sigmar Gabriel expôs sua preocupação com a alta nos preços dos alimentos, mas lembrou que há um lado positivo: com a alta dos preços, agricultores dos países em desenvolvimento recebem um valor compatível com seus custos de produção. “Comércio justo significa que os agricultores merecem receber um preço justo pelo trabalho árduo do campo”, disse o Ministro, reconhecendo que o sistema de subsídios europeus prejudicou o comércio justo.

Mariana Antoun


23.04.08 – ALIMENTOS:
Freando os preços ACIMA
Crise de abastecimento?

O Ministério da Cooperação, que apóia projetos nos países em desenvolvimento, acaba de propor um "Plano de 9 pontos" com vistas a limitar os preços dos produtos alimentícios e frear a rápida alta verificada ultimamente. O principal objetivo, citado no plano, diz respeito aos investimentos na agricultura dos países em desenvolvimento, a fim de obter um aumento significativo e rápido da produção.

A Ministra Heidemarie Wieczorek-Zeul, fez, na segunda-feira (21.04), na presença de jornalistas, um apelo a Berlim, exigindo uma revisão sobre os biocarburantes. Ela afirmou que o direito à alimentação prevalece sobre o direito à locomoção. A proposta de sua pasta é a suspensão do uso dos cereais e oleaginosas para a produção dos carburantes até que os mercados se tranquilizem. Segundo Wieczorek-Zeul deveria-se terminar definitivamente com as subvenções às exportações agrícolas no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O Ministério alemão citou um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) cujos dados demonstram um aumento de 57 por cento nos preços dos alimentos entre março de 2007 e março de 2008. No caso do arroz, o aumento chegou a 75 por cento nos últimos meses, enquanto o do trigo foi de 120 por cento no último ano. Os aumentos afetam principalmente os países pobres.

Josiane Cotrim


14.04.08 – PARCERIA:
Uma nova agenda transatlântica ACIMA
Steinmeier - Fonte: Picture Alliance/dpa Steinmeier nos EUA

Durante visita de três dias a Washington e Boston, o Ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, defendeu um aprofundamento nas relações transatlânticas. Em discurso proferido na Universidade de Harvard, Steinmeier considerou que a gestão durável dos recursos naturais, a segurança e a justiça deveriam ser os três elementos centrais de uma nova agenda transatlântica. O Ministro considera que a parceria com os Estados Unidos tem sido um sucesso sem precedente ao longo das últimas décadas.

No sábado (12.04), o Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) e o Instituto Fraunhofer para sistemas de energia solar (ISE) de Freiburg acordaram, na presença do Ministro, a fundação de um centro de pesquisa comum.

No momento atual, esta parceria se confrontaria a novos desafios, especialmente a escassez de recursos naturais, as relações com os países desfarocidos pela globalização, a ascensão da Ásia, o Islã e a luta contra o terrorismo. Na opinião de Steinmeier, Europa e América do Norte devem reagir a esta situação com uma agenda transatlântica consolidada: „Como amigos e parceiros, Estados Unidos, Canadá e Europa, que tem no seu centro uma Alemanha moderna, juntos poderemos fazer do mundo um lugar mais justo, seguro e sustentável.“

Josiane Cotrim


15.04.08 – COOPERAÇÃO:
A Alemanha na OCDE ACIMA
Costureira - Fonte: dpa Apoio ao desenvolvimento

Segundo cálculos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os recursos alemães para a ODA  (Official Development Assistance) cresceram em 2007 para cerca de 12,3 bilhões de dólaras (8,96 bilhões de euros). Em 2006, os recursos destinados foram da ordem de 10,4 bilhões de dólares (8,31 bilhões de euros). As contribuições alemãs cresceram 5,9%, após descontadas as diferenças cambiais e a inflação.

O ODA constitui os recursos que os países DAC (ou seja os países-membros da Comissão de Desenvolvimento da OCDE) disponibilizam aos países em desenvolvimento para projetos de desenvolvimento, diretamente ou através de organizações internacionais. O Conselho Europeu decidiu em junho de 2005 elevar até 2015 o ODA da União Européia em 0,7% do produto nacional bruto.

Em números absolutos, a Alemanha ocupa a segunda posição após os Estados Unidos, seguida pela França, Grã-Bretanha e Japão. Em 2006, a Alemanha ocupava o 5º lugar. A quota da renda nacional bruta subiu em 2007 para 0,37%.

Muito a fazer
A Ministra Federal do Desenvolvimento, Heidemarie Wieczorek-Zeul, declarou estar "satisfeita com os números positivos da OCDE para a política alemã de desenvolvimento. Todavia ainda temos um longo caminho pela frente."

Ainda se está distante da promessa internacional de elevar a quota de ODA para 0,51% até o ano 2010. Além disso, as contribuições internacionais para a cooperação para o desenvolvimento estão estagnadas. Seriam necessários recursos financeiros adicionais e inovadores instrumentos de financiamento para se cumprir a autodeterminação internacional.

Segundo a Ministra, "os países industrializados, apesar de grandes esforços, não contribuem o suficiente para alcançar os objetivos de desenvolvimento do Milênio até  2015." Um instrumento inovador para o combate internacional à pobreza e para a contenção da mudança climática poderia, por exemplo, ser a aplicação objetiva da renda do comércio de emissões.

Por isso, a questão de novos instrumentos de financiamento teria que ser também o tema central da Conferência "Financing for Development", a realizar-se neste ano em Doha/Catar. 

Política de Desenvolvimento é política de segurança
Tal como antes, as despesas militares são, internacionalmente, dez vezes maiores do que as despesas no combate à pobreza. "Para acabarmos com esse desequilíbrio, resta uma missão permanente para a comunidade internacional. Os custos com a prevenção de conflitos são sempre inferiores a operações militares, segundo Wieczorek-Zeul.

Trinta países integram a OCDE. Além de aprofundar a cooperação econômica, cabe-lhe também a tarefa de coordenar e intensificar a cooperação para o desenvolvimento. O objetivo é promover um crescimento econômico adequado nos países em desenvolvimento.

A Ministra Wieczorek-Zeul participou nos dias 5 e 6 de abril do Encontro dos Ministros do Desenvolvimento do G-8 em Tóquio. Na capital japonesa, os países industrializados prepararam os assuntos político-desenvolvimentistas a serem discutidos na cúpula do G-8, a realizar-se no período de 7 a 9 de julho em Toyako.

Redação


08.04.08 – ALEMANHA E POLÔNIA:
Por uma nova agenda em comum ACIMA
Steinmeier e Radek Sikorski - Fonte: Picture Aliance/ dpa Steinmeier e Radek Sikorski

O Ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, propôs a seu homólogo polonês, Radek Sikorski, uma profunda cooperação bilateral a fim de intensificar as relações entre os dois países. As relações com os países da Europa do leste, segurança energética e proteção climática, assim como a busca por um equilíbrio entre competitividade econômica e justiça social são importantes aspectos dessa agenda de cooperação mútua. Ambos os ministros concordaram que os dois países precisam conhecer melhor a história e as tradições de um e de outro.

Após intensas e amigáveis discussões na cidade de Bydgoszcz, os ministros enfatizaram que, no futuro, Alemanha e Polônia pretendem coordenar estreitamente suas políticas para a UE e Europa do leste (Bielorússia, Ucrânia e Rússia). Sikorski enfatizou que do ponto de vista polonês a política de vizinhança da UE em relação ao leste europeu é muito importante e acrescentou que durante a presidência da Polônia no conselho da UE, na segunda metade de 2011, seu país fará daquelas relações uma prioridade.

A fim de selar simbolicamente a aproximação entre os dois países, os dois ministros decidiram, além da adoção nas escolas de um livro didático comum de história, a organização de uma grande exposição histórica conjunta em 2010. Neste ano completa-se 40 anos que o então chefe de governo alemão, o Chanceler Willy Brandt, ficou de joelhos em frente ao memorial do gueto de Varsóvia. O gesto de Willy Brandt é um marco histórico por simbolizar o desejo alemão de reconciliação. Willy Brandt recebeu Prêmio Nobel da Paz ano seguinte.

Josiane Cotrim


02.04.08 – TURQUIA:
Tentativa de golpe? ACIMA
Erdogan encontra Merkel na Alemanha - Fonte: Photothek Erdogan em visita à Alemanha

O ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, repudiou a proposta em análise na Suprema Corte turca contra o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP). A Suprema Corte turca, formada por uma maioria ultra-nacionalista de tradição laica, analisa um recurso contra o AKP que sugere a ilegalização do partido. Steinmeier lembrou que a Turquia faz parte do Conselho da Europa e que a proibição do partido vai contra os princípios do conselho que prevê a ilegalização de um partido no caso do mesmo fazer uso da violência como forma de ação. Como o partido AKP governa a Turquia democraticamente após eleições realizadas livremente no país, Steinmeier acredita que a proposta seja rejeitada.

Berlim mantém excelentes relações com o governo do primeiro-ministro Erdogan, que visitou a Alemanha recentemente. O governo alemão aprova a política do AKP que tem procurado aproximar a Turquia da União Européia e vem promovendo os direitos das minorias no país. O processo contra o partido baseia-se no fato do AKP ter assinado um decreto que dá direito a estudantes usarem o véu islâmico em sala de aula.

Josiane Cotrim


28.03.08 – AJUDA HUMANITÁRIA:
900 mil euros para sul da África ACIMA

O Ministério das Relações Exteriores colocou 900 mil euros à disposição da ajuda humanitária de urgência no sul da África. Pelo menos cinco países sofrem com as conseqüencias das fortes chuvas e enchentes da última semana, e cerca de um milhão de pessoas foram atingidas. Organizações não-governamentais alemãs receberão o dinheiro, que será convertido em água potável, alimentos e artigos de primeira necessidade e de higiene, assim como medicamentos.

Na última semana (24.03) o Governo Federal Alemão também liberou três milhões de euros para o Programa Mundial de Alimentos (PMA), das Nações Unidas. A contribuição foi uma reação da Ministra do Desenvolvimento Heidemarie Wieczorek-Zeul a um apelo da organização. Para este ano está planejada uma contribuição por parte da Alemanha de 23 milhões de euros para o PMA.

Mariana Antoun


20.03.08 – PALESTINA:
Aparato policial  ACIMA
Steinmeier e Hael Al Fahoum - Fonte: dpa Novas viaturas

Firme da defesa de que a solução para o povo palestino é a constituição do dois Estados (Israel e Palestina), a Alemanha investiu mais uma vez na estruturação da polícia palestina. O Ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Stenmeier, após visitar Israel com a Chanceler Angela Merkel, foi ao território palestino onde entregou 20 viaturas policiais ao chefe da delegação palestina na Alemanha, Hael Al Fahoum.

“Muitas questões ainda estão abertas e o processo de negociação precisa de tempo. No entanto, é fundamental que enquanto isso as pessoas na região percebam que o caminho para a paz vale à pena”, ressaltou Steinmeier. “A solução de dois Estados só é possível com uma estrutura operacional que funcione”, defendeu Steinmeier. Além das viaturas, em dezembro foram entregues pelo governo alemão 100 radiotransmissores para a polícia palestina.

Mariana Antoun


19.03.08 - MERKEL EM ISRAEL:
Feridas não cicatrizadas ACIMA
Merkel discursa - Fonte: dpa Discurso no Knesset

Pela primeira vez um chefe de governo estrangeiro fala ao parlamento de Israel, o Knesset. Tal fato inédito tornou-se histórico ao ter como oradora a Chanceler alemã Angela Merkel, que preferiu as declaracões contundentes a permanecer em cima do muro. Ao contrário do que vem sendo difundido pelo senso comum há algum tempo, para Merkel mesmo após duas gerações, os estigmas do passado ainda não estão curados. Discursando em alemão, mas usando alguns termos do hebraico em sua fala, ela declarou que se envergonha do genocídio nazista feito em nome do Estado alemão.

"O Shoah (palavra hebraica para holocausto) enche a nós, alemães, de vergonha. Eu me curvo às vítimas. Eu me curvo aos sobreviventes e a todos que os ajudaram a permanecerem vivos", disse Merkel. A Chanceler ainda se posicionou claramente contra o programa nuclear iraniano, prometendo endurecer as sanções ao país do Oriente Médio: "A segurança de Israel para mim está fora de negociação".

A Chanceler também prestou homenagem às vítimas do Holocausto no memorial de Yad Vashem, onde acendeu uma vela e depositou uma coroa de flores na ala da memória. A viagem de três dias por Israel deu início ao primeiro encontro de gabinete teuto-israelense, e contou com a presença de sete ministros alemães, incluindo o Vice-Chanceler e Ministro das Relações Exteriores Frank-Walter Steinmeier. Este compromisso de diálogo assumido pela Alemanha -- de reunir o alto escalão de dois governos anualmente -- é inédito ao ser firmado com um país de fora da Europa. Para Angela Merkel este é o início de um "novo capítulo" nas relações bilaterais com Israel.

Mariana Antoun


12.03.08 – FÓRUM:
América latina e Europa discutem política fiscal  ACIMA
Abertura do Fórum - Fonte: Auswaertiges-amt Participantes reunidos

Acontece hoje e amanhã (12 e 13 de março), em Berlim, o fórum entre América Latina e Caribe (ALC) e União Européia sobre o papel da política fiscal no combate à pobreza e na ajuda ao desenvolvimento social. O objetivo é fornecer propostas concretas para a Cúpula ALC – UE, no dia 16 de maio, em Lima, no Peru, que terá como tema principal “o combate à pobreza e à desigualdade social”.

A idéia central do Fórum é que para combater as enormes disparidades sociais existentes hoje em todos os países latino-americanos os governos precisam aumentar suas receitas, sob a hipótese de que sejam então aplicadas providências nas políticas sociais e a partir de uma política fiscal seja mais eficiente.

Como importante espaço de discussão política entre a UE e os países da América Latina e Caribe, o Fórum reúne representantes e especialistas de seus países-membros dos ministérios de Negócios Exteriores, Fazenda, Economia e Desenvolvimento.

Para a Cúpula ALC - UE em Lima já está confirmada a presença da Chanceler Angela Merkel, que aproveitará para visitar outros países do continente, reforçando a importância da América Latina para a política externa alemã.

Ainda no contexto da Cúpula, nos dias 06 e 07 de julho Alemanha e Costa Rica organizam o Seminário de Especialistas em Segurança para o Abastecimento de Armas Leves e Munições, na capital costa-riquenha San José.

Mariana Antoun


21.02.08 – KOSOVO:
Nasce um novo país ACIMA
Crianças kosovares - Fonte: dpa Crianças do Kosovo

A Alemanha reconheceu oficialmente a independência do Kosovo nesta quarta-feira (20.02). O Ministro das Relações Exteriores Frank-Walter Steinmeier afirmou no Bundestag, o Parlamento Alemão, que se deve apoiar fortemente o Kosovo e sua população no restabelecimento da democracia e do Estado de Direito. Agora, as pessoas esperam “por uma perspectiva concreta de paz e bem-estar” disse o Ministro. Em seu pronunciamento o Ministro recomendou prudência à Sérvia e à Rússia. Disse ainda que apesar de compreender a alegria da população no Kosovo com a independência, a Alemanha vê com emoções misturadas acontecimentos como a queima de bandeiras albanesas e manifestações violentas.

Por nove anos procurou-se chegar a um acordo com a Sérvia, o que não foi possível. O Ministro lembrou os esforços das Nações Unidas e da chamada Troika, da qual o embaixador Wolfgang Ischinger, especialista em assuntos ligados aos Balcãs, participou como representante da União Européia na busca de uma solução para a crise na região. Segundo Steinmeier, diante um pensamento europeu, os limites estabelecidas por fronteiras não deveriam separar os povos.

Josiane Cotrim


14.02.08 – POLÍTICA EXTERNA:
Uma Alemanha aberta para o mundo ACIMA
Símbolo da campanha - Fonte: Auswärtiges-Amt Campanha

A inauguração de um Instituto Goethe na capital angolana, Luanda, faz parte de uma ampla política para a cultura e educação conduzida pelo ministério das Relações Exteriores. O Ministro Frank-Walter Steinmeier apresentou nesta quarta-feira (13.02) à Comissão para Mídia e Cultura do Parlamento Alemão os objetivos da política externa cultural e educacional: “Nossa meta é contribuir para a compreensão mútua entre os povos. A proposta das relações exteriores é mostrar uma Alemanha aberta para o mundo, pronta para cooperar. Com humildade mas com atitude, a Alemanha defende seus valores”.

Um exemplo é a “Ação Afrika”, um programa especial do ministério das Relações Exteriores no setor de educação e cultura que tem a formação e o idioma como focos principais. Além de Luanda, Dar es Saalam, na Tanzânia, também terá um Instituto Goethe. Outra iniciativa para o ano de 2008 é o programa “Escolas – parceiras do futuro”. Boa parte dos formandos de escolas alemãs no exterior optam por continuar seus estudos em universidades alemãs e continuam ligados à Alemanha. A economia, a ciência, a cultura e a política lucram com isso. A iniciativa “Escolas – parcerias do futuro” tem por objetivo unir esforços das escolas alemãs no exterior com os Institutos Goethe. O número de escolas que participam deste programa deverá dobrar para mil em todo o mundo.

O que vale para o setor de educação vale também para a cultura. Existe uma demanda no mundo inteiro para os filmes, a literatura e as artes alemãs. Cada vez mais artistas alemães oriundos da imigração são reconhecidos. As nomeações de Sherko Fatha para o prêmio de melhor livro de Leipzig ou dos filmes de Jovan Arsevic e Özgür Yildirim para a Berlinale expressam como a Alemanha tem lucrado com a imigração. É esta imagem que o ministro quer promover.

Josiane Cotrim


11.02.08 – TIMOR-LESTE:
Governo alemão condena atentado ACIMA
Localização do Timor - Fonte: User "Rei-artur"/Wikimedia/ Localização do país

O governo alemão condenou fortemente o atentado ocorrido ontem (10.02) contra o presidente do Timor-Leste José Ramos-Horta e seu Primeiro Ministro Xanana Gusmão. Ramos-Horta foi levado para a Austrália em estado grave e está em coma indusido. Gusmão passa bem e o o país está sob estado de excessão. Por telegrama, o Ministro do Exterior Frank-Walter Steinmeier demonstrou seu choque com a notícia e lembrou a importância dos dois políticos na história recente do país.

Steinmeier ressaltou que Gusmão e Ramos-Horta doaram grande parte de suas vidas para melhorar a vida da população do país de língua portuguesa, localizado na Oceania. “O Timor-Leste precisa continuar a ser firme no empenho para superar os grandes desafios que sua jovem democracia ainda irá enfrentar, e terá sempre o apoio e a simpatia da Alemanha”, disse o Ministro Steinmeier.

Mariana Antoun


07.02.08 – CRISE NO CHADE:
Apelo para solução política  ACIMA

O Governo alemão oferece ajuda de emergência de 1 milhão de Euros para que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha auxilie as vítimas do confronto
Steinmeier - Fonte: Photothek Steinmeier: Agradecimento e apelo pelo uso da negociação

Com o agravemento dos confrontos entre o governo do Chade, no coração da África, e grupos de rebeldes, muitos estrangeiros foram tirados do país durante o último fim de semana, inclusive 50 alemães. Eles puderam deixar a capital N’Djamena com o apoio de tropas francesas, norte-americanas e das Nações Unidas (ONU). Nesta quinta-feira (07.02) o Ministério das Relações Exteriores anunciou uma ajuda de 1 milhão de euros para que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha possa fornecer água potável, medicamentos, alimentos e ítens fundamentais de higiene aos atingidos pelo conflito.

O Ministro Frank-Walter Steinmeier agradeceu diretamente ao governo Francês pela coordenação das ações de evacuação do país. “O Governo Federal e as pessoas retiradas do Chade reconhecem esta forma imediata de solidariedade européia”, disse o Ministro.

Steinmeier ressaltou a necessidade de uma solução política para os confrontos. “Apelo para o Governo e para os rebeldes que deixem as armas de lado e encontrem um caminho para o diálogo”. O Chade está localizado no centro do continente africano e faz fronteira com o Sudão. A ONU estima que 240 mil sudaneses provenientes da região de Darfur vivam hoje no Chade. No entanto, com a tensão e os confrontos dos últimos dias cerca de 20 mil pessoas deixaram o país pela fronteira com Camarões.

Mariana Antoun


15.01.08 - A BERLIM DIPLOMÁTICA:
No Ministério das Relações Exteriores  ACIMA

Berlin-Mitte, Werderscher Markt 1: no Ministério das Relações Exteriores bate o coração da política externa alemã. Berlim, capital alemã e sede governamental, é também um importante centro da diplomacia internacional
Ministério das Relações Exteriores - Fonte: Revista "Deutschland"

Através da sua fachada transparente e do seu grande pátio, a entrada principal, o centro da política externa alemã é símbolo de franqueza. O Ministério das Relações Exteriores em Berlim é um recinto de encontros internacionais e do diálogo na política externa. O prédio histórico de 1934, antes sede do Reichsbank, e uma nova construção de 1999 abrigam a sede da nova diplomacia alemã. No Ministério do ministro das Relações Exteriores Frank-Walter Steinmeier, os fios dos múltiplos contatos internacionais da Alemanha são tecidos, os interesses da política externa são convergidos e representados nas negociações internacionais, o apoio alemão nas crises é coordenado internacionalmente. Para tarefas da política externa, como a presidência do Conselho da UE no primeiro semestre de 2007, os funcionários dos serviços diplomáticos e da Chancelaria Federal determinaram, com sucesso, a direção a ser tomada.

Hoje, a Alemanha mantém relações diplomáticas com mais de 190 Estados. Nas 228 missões estrangeiras da Alemanha – embaixadas, consulados gerais, representações junto a organizações internacionais – cerca de 3000 funcionários do Ministério trabalham para desenvolver as relações externas na política, economia e cultura e para fomentar a reputação da Alemanha como parceira global. Na sede do Ministério das Relações Exteriores em Berlim, outros 2900 funcionários ocupam-se com a política exterior.

Ao mundo da diplomacia em Berlim pertencem também as embaixadas de 147 Estados. Algumas delas ainda ficam no tradicional “distrito diplomático” Tiergarten. Aqui, os países nórdicos Dinamarca, Suécia, Noruega e Finlândia erigiram em 1999 um só complexo conjunto para suas embaixadas – coisa única no mundo. Na praça Pariser Platz, ao pé do Portão de Brandemburgo, a França abriu sua embaixada em 2003. Em frente a esta, os EUA irão se instalar em 2008 em um novo prédio. A embaixada da Rússia também conta com um endereço elegante, em Unter den Linden. A situação exclusiva da embaixada da Suíça tem motivos históricos: o embaixador reside no bairro governamental, com uma notável vizinha – a chanceler federal Angela Merkel.

O ministro do Exterior
O Dr. Frank-Walter Steinmeier é o chefe do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, em Berlim, desde novembro de 2005. O social-democrata de 51 anos estudou Direito e Ciências Políticas na universidade de Giessen e foi chefe da Chancelaria Federal de 1999 a 2005.

Revista "Deutschland"


07.01.08 - OBJETIVO ÁFRICA:
Köhler visita Uganda e Ruanda ACIMA
Köhler - Fonte: dpa Negociações avançam!

O presidente Horst Köhler prepara sua quinta viagem à África para o período de 3 a 8 de fevereiro. Os países a serem visitados fazem parte da região onde fica o Quênia, país que está passando por atribulações de ordem política. Em novembro do ano passado Köhler visitou a Argélia e a Mauritânia. O continente africano tem sido uma prioridade para o presidente desde que assumiu o governo. No início de novembro do ano passado ele presidiu a conferência “Parceria com a África” realizada na cidade de Eltville, no Estado de Hessen: “Conversar uns com os outros e não sobre os outros”, esta é a idéia fundamental que o presidente vem difundindo.

Josiane Cotrim


04.01.08 – QUÊNIA:
Alemanha disponibiliza 300 mil euros em ajuda  ACIMA
População vota no Quênia - Fonte: dpa Participação massiva nas eleições

O Ministro das Relações Exteriores da Alemanha Frank-Walter Steinmeier pediu que governo e oposição no Quênia encontrem uma solução pacífica, e de acordo com a constituição, para a onda de violência que assola o país. No final da tarde de hoje (04.01) a Alemanha disponibilizou 300 mil euros para ajuda humanitária no país, que contabiliza centenas de mortos e refugiados. O fundo foi entregue ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

No começo da noite de quarta-feira (02.01) Steinmeier conversou por telefone com o líder da oposição e candidato à presidência Raila Odinga, e com o Ministro das Relações Exteriores do Quênia, Raphael Tuju. Ele pediu a seus interlocutores para que os dois lados interfiram contra o banho de sangue e negociem, especialmente através da União Africana. Odinga, que fala fluentemente alemão por ter estudado em Magdeburg, na Alemanha Oriental, disse que está aberto a iniciar uma negociação. Steinmeier apelou a Tuju que haja moderação por parte da polícia local e dos agentes de segurança.

Na quinta-feira (03.01), Odingas suspendeu um grande protesto que fora chamado antes pela oposição. “O adiamento da grande demonstração de apoio ao partido, pedido aos seus correligionários por Raila Odingas, ofereceu uma trégua ao governo e à oposição, aconselhando um caminho de paz para a resolução da crise. Os dois lados precisam agora refletir e apelar para seus seguidores que cessem a violência”, declarou Steinmeier.

Autoridades em todo o mundo estão em alerta desde que o atual presidente do país Mwai Kibaki foi reeleito, despertando a ira da oposição que acusa o governo de fraudar o pleito. Estima-se que mais de 300 pessoas foram mortas em confrontos.

“As eleições que passaram tiveram participação massiva, o que demonstra a vontade democrática do povo do Quênia. No entanto, sua condução não seguiu padrões internacionais. Após o pleito veio o conflito e o número de vítimas só cresceu. Caminha-se para uma escalada de violência e do surgimento de conflitos etnicos”, declarou Steinmeier.

O representante da Comissão Européia para as eleições no Quênia, o alemão Alexander Graf Lambsdorff, apelou para uma ação das organizações internacionais no sentido de interromper a violência no país, lembrando que o Quênia é um país estratégico e que sua instabilidade pode desestabilizar toda a região.

O procurador-geral do Quênia, Amos Wako, solicitou um inquérito independente sobre as eleições. Steinmeier e Lambsforff se manifestaram a favor de uma recontagem dos votos.

Mariana Antoun


20.12.07 – SEM FRONTEIRAS:
Zona de Schengen ampliada ACIMA
Soltados alemão e polonês - Fonte: dpa Policiais de fronteira

A data é simbólica e muito significativa para milhares de pessoas que viveram por trás da cortina de ferro. Ao mesmo tempo tem um grande efeito prático: a partir de meia-noite desta sexta-feira (21.12) termina o controle nas fronteiras terrestres e marítimas entre antigos e novos membros da União Européia. Os habitantes de nove países (Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Eslovênia, Hungria, Estônia, Letônia, Lituânia e Malta) passam a ter trânsito livre nas fronteiras comuns da UE.

A ampliação da chamada Zona de Schengen para 24 países ao todo beneficia cerca de 400 milhões de pessoas. Apenas na fronteira da Alemanha com a Polônia e a República Tcheca passaram cerca de 174 milhões de viajantes nos últimos nove meses. Agora, alguém que queira fazer compras ou simplesmente dar um passeio de bicicleta num país vizinho não precisa mais de ser controlado na fronteira. Já a aboliçao do controle aéreo passa a vigorar em março. Os novos países integrantes da Zona Schengen devem agora assegurar a segurança de suas fronteiras e adotar as normas européias de vistos para estrangeiros.

Josiane Cotrim


12.12.07 – ARQUEOLOGIA:
A serviço da cultura do diálogo ACIMA
Os Citas - Fonte: Auswärtiges-Amt "Os citas" para unir Alemanha e eslavos

Arqueologia e política externa  – o que tem uma a ver com a outra? Que relações existem entre escavações, pedras antigas, desarmamento e política de paz? Relações mais intensas do que, à primeira vista, talvez possa parecer. Não apenas o fato de o Instituto Alemão de Arqueologia, o DAI (Deutsches Archäologisches Institut), ser a única instituição diretamente subordinada ao Ministério Federal dos Negócios Estrangeiros. O trabalho das arqueólogas e dos arqueólogos do DAI fomenta, para além disso, uma cooperação científica que transcende fronteiras.

A arqueologia é vista, em muitos países, como sendo uma questão da alçada nacional; à pesquisa do próprio passado como meio para encontrar uma identidade histórico-cultural e definir uma imagem própria é atribuído elevado valor político. Os cientistas do DAI são responsáveis pela promoção de um entendimento mais profundo entre as culturas. Prestam uma contribição essencial para o diálogo das culturas e influenciam, assim, positivamente a reputação que a Alemanha goza no mundo. Realizam seu trabalho de campo não apenas nos países clássicos da arqueologia, mas também em áreas de crise e zonas de conflito.

Em 1829, um grupo de amigos formado por cientistas, artistas e diplomatas fundou, em Roma, o Instituto Alemão de Arqueologia (DAI). Teve a sua primeira sede no Capitólio, na Villa Caffarelli, a casa do então Ministro Conselheiro alemão, Christian Karl Josias von Bunsen. Desde 1833, o DAI está sediado em Berlim. Além das suas três grandes Comissões na Alemanha, existem outros importantes departamentos em Roma, Atenas, Madrid, Istambul e no Cairo, bem como dependências externas em Bagdá, Teerã, Sanaa e Damasco. O DAI é a única instituição diretamente subordinada ao Ministério Federal dos Negócios Estrangeiros.

Centésimo aniversário do Departamento no Cairo
Um dos focos do trabalho arqueológico do DAI consiste, há muito tempo, no Oriente Médio e no Oriente Próximo. Assim, o Departamento no Cairo do DAI pôde festejar, no ano de 2007, o seu centésimo aniversário. Fundado, em 1907, como "Instituto Imperial Alemão para os Estudos sobre o Egito Antigo", o Instituto se dedica a uma pesquisa de ponta de envergadura mundial. Simultaneamente, ocupa um lugar importante no âmbito da política cultural e educacional no exterior.

O Ministro Federal dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier, sublinhou, por ocasião dos festejos de aniversário que transcorreram de 18 a 22 de novembro de 2007, no Cairo, que o Instituto se tinha convertido em importante elo de ligação entre a Alemanha e o Egito ressaltando, especialmente, a confiança existente e a estreita cooperação com o Serviço das Antigüidades do Egito.

O Ministro Steinmeier, porém, estendeu seus agradecimentos também aos colaboradores do Departamento no Cairo: "Através de lugares com escavações arqueológicas que vão desde Buto, no delta do Nilo, até a ilha Elephantine, junto a Assuã, ou ainda através do "Al-beit al-almani", a Casa Alemã, em Luxor, os senhores contribuiram para difundir a imagem de uma Alemanha hospitaleira e aberta."

Sem o trabalho das arqueólogas e dos arqueólogos, sem seu esforço de pesquisa relativo às bases históricas e culturais, não seríamos capazes de compreender o mundo cristão e o mundo islâmico contemporâneos. Trata-se de um trabalho que favorece, simultaneamente, o diálogo entre as culturas: porque não seria possível realizá-lo sem uma predisposição para a cooperação científica transfronteiriça; e é um trabalho que define conteúdos e estipula objetivos novos para esta cooperação. Sem conhecermos o "De onde viemos?" ficaríamos desorientados em relação ao "Para onde vamos?".

Experimentar tradições comuns
Um dos maiores highlights do DAI na Alemanha foi a inauguração solene da exposição "No Signo do Grifo de Ouro. Túmulos Reais dos Citas" pelo Ministro Federal, Frank-Walter Steinmeier, no dia 4 de julho de 2007. Entre os séculos VIII e III antes de Cristo, os citas deixaram as suas marcas nas terras que se estendem desde o norte da China até a atual Hungria, desde a Sibéria até as fronteiras do Egito. Na exposição patente no Martin-Gropius-Bau, em Berlim, foi possível admirar achados únicos provenientes dos túmulos reais dos citas, entre os quais as peças encontradas conjuntamente pelo presidente do DAI, Hermann Parzinger, e pelo seu colega russo do Ermitage de São Petersburgo.

Por ocasião da abertura da exposição, o Ministro Steinmeier referiu que a exposição simboliza as estreitas relações científicas de alto nível entre a Alemanha, a Rússia, o Casaquistão, a Mongólia e a Ucrânia sendo um exemplo da fama que o Instituto Alemão de Arqueologia goza no mundo. Mostraria, também, "os laços histórico-culturais que pretendemos reatar, através da estratégia para a Ásia Central e da parceria com a Rússia."

A exposição é patrocinada conjuntamente pelo Presidente Federal, Horst Köhler, e pelos seus homólogos da Rússia, do Casaquistão, da Ucrânia e da Mongólia. Trata-se de um projeto comum do DAI e dos Museus Estatais de Berlim que conta com a participação de inúmeros museus alemães e estrangeiros.

A exposição esteve patente, em Berlim, no Martin-Gropius-Bau até o dia 1 de outubro e pode ser até 20 de janeiro de 2008, no Salão de Arte da Fundação Cultural Hypo (Kunsthalle der Hypo-Kulturstiftung), em Munique, e, de 25 de fevereiro a 25 de maio de 2008, no Museu de Arte e Artesanato (Museum für Kunst und Gewerbe), em Hamburgo.

Redação

LINKS:
Instituto Alemão de Arqueologia (DAI)
Galeria de fotografias 100 anos do DAI no Cairo
Exposição dos Citas
Salão de Arte da Fundação Cultural Hypo
Museu de Arte e Artesanato


28.11.07 – ANNAPOLIS:
Steinmeier saúda compromisso de paz ACIMA
Steimeier e Mahmud Abbas - Fonte: dpa Steimeier e o palestino Mahmud Abbas

O Ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, se diz otimista, porém cauteloso, em relação às possibilidades de paz no Oriente Médio. No entanto, afirmou que está muito contente e que vê uma clara possibilidade para a região com o compromisso assinado na última semana em Annapolis, Estados Unidos.

Tanto o Primeiro Ministro israelense, Ehud Olmert, como o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, comprometeram-se a buscar a solução para o conflito na região, admitindo a existência de dois Estados independentes, em um documento assinado no final da Conferência de Paz para o Oriente Médio, que aconteceu em Annapolis.

“Todos estão envolvidos seriamente, talvez tão sérios como nunca estiveram antes”, disse Steinmeier, justificando seu otimismo, ao afirmar que existe uma “clara chance” de que um acordo de paz para a região seja firmado no próximo ano.

Mariana Antoun


21.11.07 – ENERGIA RENOVÁVEL:
Acordo financeiro firmado em Santiago ACIMA

Alemanha e Chile firmaram dois acordos de cooperação no valor de 50 milhões de Euros que visam promover o setor de energia renovável. A assinatura dos acordos se deu durante visita oficial do Ministro da Economia, Michael Glos, àquele país, onde ele abriu o seminário “Alemanha-Chile: desafios futuros”. Para o Ministro chileno das Relações Exteriores, Alejandro Foley, a energia renovável é uma questão estratégica para o Chile, uma vez que o país quase não possui combustível fóssil disponível e por isso depende muito da energia hidrelétrica.

O comércio entre os dois países tem crescido nos últimos anos. A Alemanha é o principal parceiro do Chile dentro da União Européia. O Chile exporta cobre, frutas, verduras e vinho para a Alemanha e importa máquinas, tecnologia de ponta, produtos químicos e carrros.

Josiane Cotrim


05.11.07 – SEM LIÇÕES:
África deve encontrar seu próprio caminho ACIMA
Köhler e Marc Ravalomana  - Fonte: dpa Köhler e o presidente de Madagascar

Ao encerrar o seminário “Parceria com a África” na cidade de Eltville, próxima a Frankfurt, o Presidente Horst Köhler disse que os países industrializados precisam deixar de dar lições para o continente que deve encontrar sozinho soluções para os seus problemas como corrupção ou falta de formação. “As pessoas devem buscar resolver seus problemas por iniciativa própria e moldar suas próprias vidas” disse o Presidente ao final do evento que contou com a participação de vários presidentes africanos. Köhler criticou ainda a Europa por sua “dupla moral” em se tratando de imigração. Segundo ele, as políticas empreendidas devem atentar-se para que as pessoas que arriscam suas vidas em embarcações precárias pelo mar encontrem trabalho na África mesmo. Essa “dupla moral” a que se refere o Presidente, se dá também, segundo ele, no âmbito do comércio com a África: “A Europa é muito lenta na concepção moral dessas questões”, disse Köhler. Desde sua posse em 2004 o Presidente tem dedicado especial atenção à África, continente que visitou inúmeras vezes.

O Presidente de Moçambique, Armando E. Guebuza, presente ao evento, disse que quer melhorar o comércio interno no continente africano que, segundo ele, ainda é muito incipiente: “Se tivéssemos um maior crescimento do comércio interno poderíamos progredir mais rapidamente”, disse Guebuza que acredita ser possível realizar avanços na economia com recursos próprios.

Josiane Cotrim


18.10.07 – KABUL-HAMBURGO:
Crianças afegãs recebem tratamento médico ACIMA
Crianças em Kabul - Fonte: dpa Cuidados médicos para jovens

Um total de 59 crianças do Afeganistão foram trazidas para a Alemanha na última quarta-feira (17.10) onde serão operadas. Esta não é a primeira vez que crianças afegãs recebem tratamento médico em solo alemão, mas é a primeira vez que um vôo charter foi especialmente fretado para esse fim. A ajuda humanitária organizada, entre outras, pela Associação „Kinder brauchen uns“ (Crianças precisam de nós) é uma das maiores realizadas nos últimos anos na Europa.

As crianças com idade entre 3 e 17 anos serão tratadas em diferentes clínicas do país e ficarão hospedadas por alguns meses com famílias alemãs, turcas ou afegãs. A intenção é no futuro realizar esse tipo de ação duas vezes ao ano.

Josiane Cotrim


11.10.07 – FUTURO PARA O AFEGANISTÃO:
Segurança e construção civil   ACIMA
Crianças no Afeganistão - Fonte: Revista "Deutschland" Reconstrução

Mesmo que ainda haja muito a fazer, mesmo que haja revezes: desde a queda do Talibã, muita coisa aconteceu no Afeganistão, um país que até 2001 tinha sido a mais importante base do terrorismo internacional. Graças ao trabalho de reconstrução da comunidade internacional, 80% dos homens, mulheres e crianças do Afeganistão recebem hoje, novamente, uma assistência médica básica. Mais de seis milhões de crianças, cinco vezes mais do que há cinco anos, freqüentam a escola – entre elas, muitas meninas que não tinham quase nenhuma chance de educação sob o regime do Talibã. As rendas das pessoas no Afeganistão quase se duplicaram desde 2001 e a infra-estrutura melhorou. Hoje há mais democracia e direitos civis – mais segurança.

A Alemanha engaja-se na sua reconstrução: em Petersberg, nas proximidades de Bonn, reuniram-se os representantes do povo afegão e da comunidade internacional de Estados, acordando constituir um novo Estado com base em eleições livres. De 2002 até hoje, a Alemanha aplicou 550 milhões de euros na reconstrução do Afeganistão. Até 2010 foram prometidos outros 400 milhões. Voluntários para o desenvolvimento, policiais e diplomatas alemães engajam-se em todo o país para promover a reconstrução política, institucional e econômica. A mesma finalidade tem também a missão militar dentro do quadro da Isaf no Afeganistão. Os soldados e as soldadas das Forças Armadas Alemãs estabilizam a situação e protegem os voluntários civis. Sob mandado da Isaf, a Alemanha instalou dois grupos de reconstrução regionais com um componente civil e um militar nas regiões de Kundus e Faisabad, no norte do país. A Alemanha também contribui para mais segurança através do seu grande engajamento para a construção de uma polícia civil.

Em setembro de 2007, o governo alemão reformulou se Projeto Afeganistão, dando mais enfoque à reconstrução civil. “Queremos dar início a um ofensiva de reconstrução civil”, diz o ministro do Exterior, Frank-Walter Steinmeier. O objetivo: ajudar o Afeganistão a se tornar um país estável, no qual as pessoas possam viver com maior segurança e configurar seu próprio futuro.

O Ministério das Relações Exteriores oferece amplas informações no seu website, relatando lá também sobre o diverso engajamento alemão:
www.auswaertiges-amt.de

A Alemanha promove a reconstrução civil do Afeganistão, dando prioridade a diferentes campos:

Infra-estrutura
Uma base importante para um bom desenvolvimento econômico do Afeganistão é uma infra-estrutura que funcione. Todavia as ruas, os poços e o abastecimento energético em todas as regiões do país foram parcialmente ou completamente danificados. Da mesma maneira, a Ring Road, a rodovia central do Afeganistão, de 2300 quilômetros de extensão, não podia mais ser transitada. Neste meio tempo já se renovou um trecho de 1800 quilômetros, o que traz proveito para cerca de 15 milhões de pessoas, pois, através dela, elas podem novamente alcançar bem mais rapidamente os mercados, as escolas e postos sanitários.

Nos seis anos desde o começo da reconstrução, aproximadamente um quarto dos 34000 quilômetros de estradas rurais foi reconstruído. Com a ajuda alemã, todas as principais rodovias de Cabul foram reconstruídas e ampliadas. Graças aos programas internacionais de ajuda, o abastecimento de água potável nas regiões rurais para 2,5 milhões de pessoas pôde ser assegurado. A Alemanha também é ativa na reconstrução do abastecimento energético: duas hidrelétricas e uma linha elétrica suspensa de 460 quilômetros, do Uzbequistão até Cabul, devem abastecer o país de norte a sul com eletricidade.

Economia
Desde a queda do regime do Talibã, o Afeganistão vem tendo um impulso econômico: em média, a economia do país teve uma cota de crescimento de dois dígitos. Em seis anos, a renda per capita duplicou-se, alcançando agora 230 euros anuais. Efeitos positivos também existem no mercado de trabalho: muitos afegãos encontraram um emprego, com o qual podem assegurar o sustento da sua família. Muitos empregos foram gerados por microcréditos concedidos a pequenas e médias empresas. Desde 2003 fluíram da Alemanha e de outros países mais de 130 milhões de euros para 280000 pequenas empresas, gerando, assim, milhares de empregos. A economia afegã também é impulsionada por investimentos diretos privados do exterior. Desta maneira, já fluíram, até 2006, um bilhão de euros, principalmente para o setor da prestação de serviços, do ramo dos bancos, do ramo da indústria alimentícia e do setor da construção. Com a ajuda alemã foi criada uma Agência para o Fomento de Investimentos (Afghan Investment Support Agency, AISA). Até 2008 deverão ser fundadas 19000 firmas, gerando outros 550000 empregos.

Educação
Melhorar a formação em todo o país é uma questão central do engajamento alemão no Afeganistão. Uma boa formação escolar e uma qualificação profissional são condições decisivas para que os afegãos possam conseguir um bom emprego e gerar, eles próprios, novos empregos. Desde 2001, foi criada uma importante base para a reconstrução desse país: 3500 escolas já foram reconstruídas. Sendo assim, quase a metade de todas as escolas já tem um prédio próprio.  O número de alunos e alunas já alcançou a casa dos 6,5 milhões – cinco vezes mais do que em 2001. Um terço deles são meninas que sob o regime do Talibã não tinham permissão de freqüentar a escola.  A partir de 2007, a Alemanha vem dirigindo a formação de professores em todo o país. Através da ajuda alemã, estão sendo criados quatro centros de formação para 2000 futuros professores e professoras. Além disso, para 40000 alunos e alunas, ainda há 25 escolas de formação, nas quais profissionais alemães participam na formação de professores no Afeganistão.

Saúde
No Afeganistão, a expectativa de vida é de 50 anos, uma das mais baixas do mundo. Quase um quinto das crianças morre ainda antes de completar cinco anos de idade. Todavia, a assistência médica para a população já melhorou. Enquanto até 2001, a assistência médica só abrangia as pessoas nas grandes cidades, 80% da população de todo o país já contam agora com serviços médicos. Aqui também há a participação da cooperação alemã para o desenvolvimento: sobretudo nas regiões de Kundus e Takhar, no norte, a Alemanha melhorou a assistência médica da população através de postos sanitários ambulantes. Meios alemães também estão contribuindo para o equipamento do mais importante hospital regional da província de Balkh, em Mazar-i-Sharif.

Combate às drogas
Na cooperação econômica, a Alemanha contribui para o combate ao cultivo de drogas, pois o Afeganistão é de longe o maior produtor de ópio do mundo. Mais de 90% da heroína consumida no mundo é cultivada lá. Portanto, é necessário mostrar para os camponeses afegãos um meio legal de obter sua renda para seu sustento. Por isso, a Alemanha apóia a reconstrução da indústria açucareira no Afeganistão. Açúcar em vez de papoula dormideira: o cultivo de beterraba doce deverá ser ampliado gradativamente, rechaçando o cultivo da papoula. Ajudando a reconstruir a fábrica de açúcar Baghlan, a Alemanha indicou um caminho a seguir contra o cultivo de drogas.

Cultura
O Afeganistão é um país com uma grande riqueza cultural. Todavia, uma grande parte do legado cultural foi destruída pelo domínio do Talibã e pela guerra. Muitos bens culturais de grande valor do país têm de ser restaurados. Desde 2002, a Alemanha já aplicou três milhões de euros para a restauração de alguns dos mais importantes monumentos culturais do Afeganistão, como, por exemplo, os históricos Jardins de Babur, do século XVI, em Cabul. E também foi restaurado o bairro histórico de Herat, a segunda maior cidade do país. Também em Bamiyan, a Alemanha apóia um projeto impressionante e parte do Patrimônio Cultural da Humanidade, da Unesco: reconstruir da melhor maneira possível as monumentais estátuas de Buda, destruídas pelo Talibã.

Segurança
Para a Alemanha, a reconstrução civil e a segurança militar no Afeganistão são inseparáveis. Sem segurança não há reconstrução, sem reconstrução não pode haver segurança. Portanto, a Alemanha participa com cerca de 3000 soldados das Forças Armadas na Missão Isaf (International Security Assistance Force) no Afeganistão. As Forças Armadas Alemãs assumiram a responsabilidade para a missão no norte do país, tendo lá, desde 2006, o comando geral, estacionado em  Mazar-i-Sharif. Em Kundus e Faisabad, os soldados das Forças Armadas Alemãs formam dois de cinco grupos regionais de reconstrução (PRTs). Além disso, desde abril de 2007, a Isaf dispõe de aviões de reconhecimento “Tornado”, das Forças Armadas Alemãs. A Alemanha une seu engajamento com a formação do exército afegão e da polícia nacional do país. Já em 2002, a Alemanha assumiu a coordenação na construção da polícia afegã, começando, entre outras coisas, com a reconstrução da academia policial, uma importante instituição de formação de futuros policiais.

Revista "Deutschland"


11.10.07 – AFEGANISTÃO:
Engenheiro libertado volta para casa   ACIMA

Após quase três meses nas mãos de seqüestradores afegãos, o engenheiro alemão Rudolf Blechschmidt, 62 anos, foi libertado na última quarta-feira (10.10). Este foi o seqüestro mais longo de um estrangeiro no Afeganistão e durou 85 dias. Na Embaixada da Alemanha em Kabul, Blechschmidt foi submetido a exames médicos e, após os quase três meses de prisão, ele está bem de saúde. O Ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, agradeceu a seus colaboradores, à embaixada alemã em Kabul e ao governo do Afeganistão pelo desempenho infatigável e pelo sucesso alcançado.

O Bundestag, o parlamento alemão, aprovou com grande maioria a continuidade da presença de soldados alemães no Afeganistão no próximo ano. Atualmente, o exército alemão mantém mais de 3 mil soldados naquele país. A decisão causou grande polêmica, uma vez que envolve a presença de seis aviões Tornado para combaterem o terrorismo ao lado das forças americanas. Segundo o ex-Ministro da Defesa, Peter Struck (SPD), a presença