24.06.08 – FESTIVAIS DE VERÃO: Do Rock ao eletrônico Música nas alturas e diversão!
Em apenas dois dias os alemães puderam ver de perto astros como os rapazes do Radiohead, Jan Delay, Foo Fighters e o duo Chemical Brothers, além de dezenas de outras atrações. É a temporada de festivais musicais, que se repete todo os verões, arrastando multidões.
Festivais com diversas bandas são tradicionais em toda a Alemanha nesta época do ano, normalmente realizados a céu aberto e em pequenas cidades. Não é dificil em um cartaz constar, entre dezenas de bandas locais, da cena alternativa, e de ritmos diferentes, grandes nomes da música internacional. No último fim de semana duas cidades foram invadidas pelos fãs de rock, pop, hip hop, alternativo e eletrônico. Em Scheeßel, na Baixa Saxônia, cerca de 70 mil pessoas lotaram o festival „Hurricane“. Já na pequena Neuhausen ob Eck, em Baden-Württemberg, mais 45 mil espectadores tomaram a cidade durante o „Southside“. Apesar da grande concentração de pessoas e estilos musicais diferentes, as organizações dos dois festivais avaliaram como positivo o resultado dos eventos, com poucas ocorrências de acidentes e tumultos.
Mariana Antoun
18.06.08 - TOKIO HOTEL: Os rapazes de Magdeburg Sucesso e muitos fãs!
Esta é, provavelmente, uma das mais bem-sucedidas bandas que surgiram nos últimos anos: o grupo de rapazes do Tokio Hotel, de Magdeburg, capital da Saxônia Inhalt. Raramente o público ficou tão fascinado por uma banda, que sem dúvida convence através de um estilo que se destaca, um som sem comparações e que envolve o espectador em um encantamento com um carisma mágico e penetrante.
Há seis anos ninguém poderia pensar que um dia a banda teria tanta ressonância. Aos 10 anos de idade, os gêmeos Bill e Tom Kaulitz começaram a tomar aulas e a aprimorar seus talentos musicais. O vocalista e compositor Bill, hoje com 19 anos, começou a cantar e a compor enquanto seu irmão gêmeo Tom aprendeu a tocar violão.
Dois anos mais tarde, durante uma apresentação em sua cidade natal, Magdeburg, Bill e Tom encontraram-se com o baixista Georg Listing, hoje com 20 anos, e com o baterista Gustav Schäfer. Foi aí que os jovens decidiram formar a banda Tokio Hotel. Meio ano depois a banda já tocava seus primeiros concertos em vários clubes da região de Magdeburg.
Em setembro de 2005 lançaram seu álbum de estréia “Schrei” (grito). O sucesso não precisou esperar muito: o álbum lançado na Alemanha e na Áustria ficou no topo das paradas de ambos os países. O single divulgado anteriormente “Durch den Monsun” foi do zero ao primeiro lugar, onde permaneceu durante semanas. Dois anos depois, em fevereiro, chegou ao mercado o álbum “Zimmer 483”. No mesmo ano a banda começou sua grande turnê européia e apresentou o álbum para um público entusiasta.
Não é de se admirar que o reconhecimento tenha chegado tão rápido, por causa de sua inacreditável popularidade internacional. No ano de 2005 a banda foi aclamada com o prêmio de mídia BAMBI na categoria “pop nacional”, e na seqüência, em 2006, levaram o Echo Award como artistas-revelação. No ano passado foram premiados com o Comet na categoria Melhor Banda e com o Echo na categoria Melhor Banda de Rock. Neste ano eles foram os grandes vencedores da noite do Prêmio “Comet 2008”, onde arremataram quatro categorias (Melhor Banda, Melhor Vídeo, Melhor Atuação ao Vivo e “Super-Comet”).
Sua individualidade incomum não deixa qualquer dúvida: os jovens ouvintes são particularmente cativados através de textos inteligentes e tocantes, que se fundem com um som de rock que dita tendência, por um lado vivo e por outro misterioso, resultando nas produções mais fascinantes em língua alemã dos dias de hoje.
Apesar do duro trabalho de estúdio, os quatro garotos de Magdeburg nunca perderam de vista seu objetivo: O desempenho ao vivo é para eles a representação mais importante de sua música contagiante. Para o vocalista Bill ela é uma banda “ao vivo” e considera isso mais importante que qualquer outra coisa. “Tudo começou assim, sobre um palco!”.
31.03.08 – ROCK 'N ROLL: Silêncio no Toquio Hotel A banda
Os fãs da banda Toquio Hotel terão que ter paciência. O ídolo dos adolescentes, Bill Kaulitz, 18 anos, vocalista do grupo de rock alemão recupera-se de uma operação nas cordas vocais. O produtor do grupo que lotou concertos nos últimos tempos informou que a cirurgia correu bem: „Tudo saiu como previsto, o médico que cuida de Bill é um grande especialista“. Porém, é impossível saber se a operação trará de volta a mesma voz do cantor.
O grupo teve que cancelar concertos na Europa e na América do Norte por causa dos problemas nas cordas vocais do jovem cantor. Em fevereiro passado o grupo se apresentou em diversas cidades norte-americanas onde foram recebidos com entusiasmo. Toquio Hotel deverá lançar em maio próximo seu primeiro álbum em inglês que terá por título „Scream“ - grito. Os fãs esperam ouvir muitos gritos ainda do seu ídolo!
Josiane Cotrim
16.01.08 – LET´S ROCK: Berlinale abre com Rolling Stones Música e cinema na capital
A 58ª edição da Berlinale, o Festival Internacional de Cinema de Berlim, será aberta no dia 7 de fevereiro com a première mundial do filme “Shine a Light” do diretor Martin Scorcese, estrelado pelo grupo de rock inglês Rolling Stones. Tanto o diretor do filme, quanto os astros da banda são aguardados na cerimônia de abertura. Esta é a primeira vez que um documentário abre o festival: “Martin Scorcese levou a pura essência de uma banda kult para as telas do cinema: let’s rock”, esclareceu o organizador do festival, Dieter Kosslick.
Scorcese acompanhou os Rolling Stones em dois concertos, mas além disso o filme mostra material de arquivo, filmagens atuais e entrevistas realizadas atrás dos palcos.
Para saber mais sobre o maior festival de cinema da Alemanha, acesse a categoria "Cinema" do nosso site.
Josiane Cotrim
16.01.08 – BEATS BERLINENSES: Berço de bandas famosas
De Berlim vêm algumas bandas alemãs de maior sucesso, atraindo uma multidão de produtores musicais e fãs para os inúmeros clubes da cidade
Berlim dá o tom. Aqui toca a música: a capital alemã é um imã da cena musical, sendo também o palco de uma das bandas alemãs de maior sucesso: “Rammstein”. Esta banda de seis músicos foi fundada em 1994 em Berlim, arrebatando milhões de fãs no mundo todo com seu estilo obstinado de hard rock e metal. Uma história musical de sucesso “made in Berlin”. O mesmo que a banda roqueira “Wir sind Helden”, que, todavia, entoa tons mais suaves. A cantora Judith Holofernes, nascida em 1976 no bairro de Kreuzberg em Berlim, já se apresentou no palco como solista, antes de entrar na banda, cantando em pequenos clubes berlinenses. Desde seu primeiro sucesso em 2002, “Helden” está entre as bandas alemãs preferidas. Um, que levou “Helden” ao sucesso, é Patrik Majer, 36 anos, que trabalha como produtor musical em Berlim, onde se encontram muitas cabeças criativas do ramo. Nos seus estúdios em Kreuzberg, Majer já gravou novas melodias para muitos artistas conhecidos, o que lhe trouxe em 2006 o cobiçado prêmio musical Echo.
A cena musical de Berlim também vive de um grande número de clubes que surgem permanentemente. Os que estão agora bem no topo da lista de preferência são o “Icon”, alojado numa antiga cervejaria em Prenzlauer Berg, o “Weekend”, no 12º andar de um edifício de 70 anos na praça Alexanderplatz, o “Berghain”, numa antiga central térmica em Friedrichshain, ou o “Kaffee Burger”, em Berlin-Mitte. Aqui também trabalha o escritor russo Wladimir Kaminer como DJ no seu famoso “Russendisko”.
Revista "Deutschland"
05.12.07 – MÚSICA E JUVENTUDE: Hip Hop com sotaque alemão Fettes Brot
Quem ainda acha que hip hop é música de americanos de origem africana precisa conhecer o hip hop alemão. Os jovens do velho continente não apenas curtem muito o som dos MC’s e DJ’s como deram uma identidade própria para o estilo musical que começou nos anos 1970 nos guetos norte-americanos.
A forte influência da cultura dos Estados Unidos trouxe o rap, a breakdance, o grafite e outros elementos do hip hop para a Alemanha, principalmente nas cidades próximas às bases militares americanas. Como era um estilo muito marcado pelas questões sociais e políticas, ele teve que se adaptar ao contexto germânico, bem diferente das periferias do novo continente.
Assim se formou uma nova forma de se fazer o hip hop, mais ligado às questões socioculturais alemãs e mais próximo da música pop. O primeiro grupo alemão a fazer sucesso foi o “Die Fantastischen Vier” (O quarteto fantástico), com uma letra mais romântica e menos agressiva. Ao mesmo tempo, surgiu o Rödelheim Hartreim Projekt, RHP (Projeto Rödelheim Hartreim), cujo som é mais agressivo.
Esses dois grupos dividiram, no sentido literário, o cenário do hip hop alemão durante anos, por seus estilos tão diversos. Mas com o seu sucesso vieram muitos outros grupos, como Fettes Brot, Freundeskreis,Major Act, Sabrina Setlur, Absolute Beginner, Dynamite Deluxe, Samy Deluxe, Xavier Naidoo e 5 Sterne Deluxe.
19.09.07 – MÚSICA POP: Três dias de muito som Atrações internacionais
Os fãs da música pop têm encontro marcado em Berlim. Durante três dias a Feira PopKomm, importante evento do mercado musical europeu, reúne 900 expositores de 57 países. "Temos mais expositores e estamos mais internacionais", disse o organizador do PopKomm, Ralf Kleinhenz. O país tema do evento este ano é a Alemanha e a música do país está no centro das atenções com a apresentação de 150 bandas alemãs. Na ala de exposições, perto da Torre de TV de Berlim, muitas regiões estão representadas por stands próprios. No ano passado, Brasil, França e Espanha foram tema da feira.
Paralelamente à feira, o programa inclui um festival musical com 450 bandas, cantores e DJs vindos de 35 países, assim como uma conferência. Estrelas como Paul Weller, Billy Bragg, Benjamin Biolay, Nena, Smudo, Samy Deluxe e o DJ Paul van Dyk marcam presença no evento que inclui apresentação da cantora de ópera Cecilia Bartoli: a música clássica também é tema da PopKomm. A expectativa é que a feira atraia um público de 15.000 pessoas.
Josiane Cotrim
14.09.07 – SOTAQUE ALEMÃO NA PRAIA: Festa DDK contagia o Rio de Janeiro Próxima acontece sábado, dia 15/09
O nome da festa denuncia suas origens. A sigla DDK significa Deutschland Dancefloor Klub – Clube da pista de dança alemã – e os dois ambientes do evento costumam ser voltados para tendências do rock e da música eletrônica, com nomes bem sugestivos: Rammstein e Kraftwerk. O inusitado é que a festa, considerada por muitos como gótica, acontece desde o dia 15 de julho de 2003 na calorosa Rio de Janeiro, como uma periodicidade, como os próprios freqüentadores gostam de dizer, “quase” mensal.
Aproveitando a liberdade que a cena musical carioca proporciona, a proposta dos organizadores é reunir clássicos e novidades do circuito alternativo europeu, em especial o que é produzido na Alemanha. Entre os ritmos prediletos de organizadores, DJ´s e freqüentadores – que costumam ser consultados sobre o que gostariam de ouvir – estão o synthpop, futurepop, dark electro, industrial, electropop, 80's, gothic rock, darkwave, alternative rock e electro metal.
“A interatividade entre o público e a equipe da DDK é inédita na cena alternativa do Rio ”, explica o jornalista, produtor musical e DJ Wagner Fester, de 40 anos. Ele conta que os frequentadores da festa participam desde bate-papos na internet até enviam material musical como contribuição para a festa.
A DDK começou na antiga boate Nautillus, hoje Espaço Marun, no bairro do Catete. Migrando por locais conhecidos da cena alternativa da cidade, a festa acontece há um ano no Cine Íris, antigo cinema pornô que hoje abriga festas de todos os tipos, na Rua da Carioca, no coração da cidade. Em suas 29 edições, que no primeiro ano tiveram a participação de uma média de 400 pessoas e hoje costumam contar com pelo menos 1500, é possível, além de ouvir o som das picapes dos DJ´s, assitir ao vivo shows de bandas nacionais e internacionais e projeções de filmes.
Wagner, ou DJ-Fester, acredita que o sucesso do evento pode ser creditado especialmente ao pioneirismo de seu conceito. “Nós desviamos o foco de um evento jovem do eixo EUA-Reino Unido para a Alemanha e o continente europeu. Na DDK, grande parte do que se ouve e vê era inédito no Brasil até sua estréia em 2003”, destaca.
O jornalista Victor Ribeiro, de 23 anos, conheceu a DDK por acaso, quando a festa ainda engatinhava e foi convidado por um amigo DJ, que discotecou em uma das edições. Na época ele conhecia apenas algumas bandas alemãs, mas logo se tornou fã. “Eu conhecia somente Kraftwerk, Rammstein e Edguy. Apesar do pouco contato, sempre fui admirador destas bandas que são muito diferentes entre si, mas têm um ponto em comum: a originalidade, que acabou criando vários "clones" de cada uma no mundo inteiro. Acho interessante, por exemplo, quando uma banda inglesa como o Coldplay utiliza em 2005 um sampler de uma música que o Kraftwerk lançou 25 anos antes”, comenta.
O público normalmente é formado de jovens vestidos de preto, cabelo espetado para cima e com acessórios nada discretos. No entanto, como liberdade é palavra de ordem na festa, a última edição, batizada de “DDK im WUNDERLAND II” (DDK no País das Maravilhas II), foi à fantasia – embora o traje não seja obrigatório.
“Eu não acho que alguém seja obrigado a entrar na onda dos demais freqüentadores, não. A DDK sempre me pareceu muito democrática em relação a isso - tanto os organizadores, quanto o público. Você pode ir de preto, com um moicano vermelho e botas de vinil que vai ser bem recebido. Mas dá pra ir de calça jeans, camiseta, tênis e boné, que todo mundo vai tratar você da mesma forma”, revela Victor.
Para quem quiser se aventurar na festa, a próxima DDK acontece no dia 15 de setembro de 2007, excepcionalmente na Fundição Progresso, na Lapa, e já tem o seu tema: ”DDK EROTISCHES FEST I”. Sim, depois de seis edições do tema “Erotische Ausgabe”, o festival promete repetir o sucesso com projeção de filmes eróticos, performances de striptease e oito horas de muita música.
Mariana Antoun
30.07.07 – CHUCRUTE-ROCK: Evento reúne culturas Rock no jardim
Na tarde de ontem finalmente aconteceu: “Verlust”,“Hall of Insanity” e “The Elder” mostraram o melhor de seus trabalhos “cover” de bandas de rock alemão, como Rammstein, Die Ärzte, Die Toten Hosen e Blind Guardian. O jardim do Assessor de Cultura da Embaixada da Alemanha, Jens Wagner, transformou- se em um verdadeiro palco para o evento. Regado à cerveja e churrasquinhos, a música e a diversão seguiram até tarde da noite.
A primeira apresentação foi da banda “Verlust”, que trouxe as letras pesadas de Rammstein e muito metal e rock. Os cinco jovens do “Hall of Insanity” não ficaram para trás e seguiram com o punk, grunge e rock dos grupos Die Ärzte e Die Toten Hosen. Para coroar a noite a “The Eldar” apresentou as letras em inglês da banda alemã de heavy e power metal Blind Guardian.
Um público bem internacional foi convidado para ouvir este apanhado de cultura musical. Vestidos em sua maioria com roupas pretas, jovens brasileiros mostraram através de sua aparência seu próprio estilo musical. Além disso, estiveram presentes representantes de instituições brasileiras e alemãs, diplomatas e jornalistas.
"Só faltou o chucrute, mas teve muito rock", disse um dos convidados. "O legal foi que deu para conhecer um lado diferente da cultura alemã", completou outro. Estes foram só alguns dos comentários sobre a festa, onde as cerca de 300 pessoas pesentes bateram palmas, cantaram juntas e balançaram as cabeças, aprovando o som das bandas.
Ricardo Da Silva Campos
30.07.07 – HOMENAGEM: Frank Zappa vira endereço Músico é nome de rua em Berlim
A lenda do rock Frank Zappa (1940-1993) virou nome de rua. Durante um festival de música realizado num bairro situado a leste de Berlim, os moradores mudaram a placa da “rua 13” para Frank-Zappa-Straße em homenagem ao roqueiro norte-americano. A rua, que tem cerca de 300 metros, abriga o prédio de uma antiga fábrica onde muitas bandas realizam ensaios.
Josiane Cotrim
24.07.07 – ROCK ALEMÃO NO CERRADO I: Die Ärzte e Die Toten Hosen cover
Die Ärtze à esquerda, e os rapazes da Hall of Insanity
Fim de tarde de um domingo ensolarado. Em uma sala de um estúdio pequenino no Guará, região administrativa do Distrito Federal, cinco rapazes afinam seus instrumentos e começam o ensaio. A batida da bateria e os acordes das guitarras não deixam dúvidas: trata-se de punk e rock'n'roll. Poderia ser apenas mais uma banda de Brasília, como tantas outras que existem na capital brasileira do rock. No entanto, apesar de batizada com nome em inglês, a Hall of Insanity toca música alemã.
"A maioria do público acha esquisito assim que nos ouve, mas logo percebe que o som é diferente e começa a gostar", garante Felipe Nitzke, 26 anos, baterista e criador do grupo. "É um nicho a ser explorado", aposta. Ele conta que a idéia de reproduzir punk rock alemão surgiu em 2002, assim que voltou ao Brasil depois de passar dois anos estudando Direito em Bonn e Berlim. Além de ganhar intimidade com a língua germânica, o bisneto de alemães encantou-se com o cenário musical. "Eles experimentam mais, a música lá é mais autêntica do que a nossa", avalia Nitzke.
Logo elegeu seus grupos favoritos: os ousados punks de Düsseldorf do Die Toten Hosen e os berlinenses do Die Ärzte. Definidas as músicas, faltava apenas encontrar integrantes para a banda cover.
O primeiro a embarcar na idéia foi o cunhado de Nitzke, Gabriel Mendonça, guitarrista. "A música alemã é bem jovem", diz Gabriel. Eles chegaram a montar duas bandas diferentes, inclusive com nomes distintos. A Hall of Insanity foi criada em 2005, quando se somaram à dupla o engenheiro elétrico Felipe Sales (baixista), o estudante Paulo Gonçalves (guitarrista solo) e, por último, o militar Jodir Cezar (vocalista). O detalhe é que nenhum deles, além do criador da banda, fala ou entende alemão. "O Felipe (Nitzke) está me ensinando. Eu já estava interessado, foi um incentivo a mais", conta Jodir, que aos 38 anos se diz o "tio" do grupo. Às vezes, confessa o vocalista, não entende o que canta.
Aos poucos, a banda vai encontrando espaços importantes no cenário musical brasilienses. O Hall of Insanity, inclusive, já abriu a apresentação dos alemães da Halz Maul und Spiel, no Sesc Garagem do ano passado. Também tocaram no Oktoberfest Universitário, em Brasília, e em festivais de cidades próximas, como Caldas Novas.
Enquanto coleciona milhares de fãs na Alemanha, poucos brasileiros conhecem o grupo punk rock Die Ärzte. Os admiradores da banda no Brasil se encontram em comunidades virtuais, como a criada por Rodrigo Bertin no Orkut, que reúne 123 membros. "Conheci o Die Ärzte pela internet, procurando sites sobre bandas punk", conta o Rodrigo. Ele confessa que conhece pouco o idioma alemão, mas nem por isso se interessou menos pelo som. Agora, começou estudar um pouco a língua para saber o que diz cada canção. Criada em 1982, Die Ärzte é conhecida pela ousadia e ironia de suas letras. Formada por Farin Urlaub, Bela B. e Rodrigo Gonzales, o grupo passou por altos e baixos ao longo da carreira, e quase acabou no início da década de 90. Atualmente, seus recém-lançados álbuns configuram na lista dos mais vendidos.
Já o Die Toten Hosen é mais conhecido do público tupiniquim. Campino (vocal), Breiti (guitarra), Kuddel (guitarra), Andi (baixista) e Vom (bateria) também estão na estrada há 25 anos, com uma carreira marcada por polêmicas. Os temas de suas músicas misturam cerveja, futebol e punk rock. No Brasil, pelo menos 700 pessoas de diversas cidades também usam a internet como palco de discussão sobre seus ídolos e de música punk alemã em geral. Pelo Orkut trocam informações sobre músicas e aproveitam para colocar em prática a língua germânica. “Parece-me que as bandas alemãs gostam de fazer um som mais agitado e feliz”, explica Rodrigo.
Mariana Santos
24.07.07 – ROCK ALEMÃO NO CERRADO II: Blind Guardian em Versão Brasileira
O que personagens druidas e povos elfos têm a ver com headbangers e metaleiros? Para quem diria “nada”, ledo engano. Uma das bandas alemãs mais antigas de heavy e power metal, o Blind Guardian, tira a inspiração para suas letras da cultura medieval, mitologias nórdica e grega e das obras do escritor sul-africano J.R.R. Tolkien (autor de O Senhor dos Anéis), conquistando cada vez mais fãs em todo o mundo. Apesar de sua origem e formação em Krefeld, na Alemanha, em meados da década de 1980, as letras do conjunto são em inglês.
No Brasil, a banda conta com um público cativo. E este, enquanto aguarda a escala de Hansi Kürsch (cantor e baixista), André Olbrich, Marcus Siepen (guitarristas) e Frederik Ehmke (bateria) no país, aproveita para se aquecer com a versão nacional vinda direto do Planalto Central: The Eldar.
The Eldar ou "O Povo das Estrelas" são os elfos que atenderam o chamado dos Valar e abandonaram a Terra Média, migrando para as Terras Imortais nas histórias de Tolkin. Da mesma forma, a banda de Carlo Felipe (vocal), Rodrigo Fernandes (guitarra), Ronaldo Messias (guitarra), Rodrigo Gregório (teclados), Thiago Ferreira (baixo) e Marcelo Alves (bateria) atendeu a um “chamado interior” para representar o Blind Guardian nos palcos de Brasília. O nome também é uma música da banda (CD Nightfall In Middle Earth) e para os seis fãs do quarteto, perfeito para tocar clássicos como Mirror Mirror,The Bard’s Songs, Nightfall e Bright Eyes, entre outros.
De acordo com o tecladista Rodrigo, a idéia de escolher o som do Blind Guardian por considerarem esta uma banda única e com características peculiares, como arranjos complexos, refrões marcantes e temas épicos. Para os membros-fãs, um grande desafio, já que as músicas exigem um desenvolvimento técnico e uma atenção especial com a interpretação.
Embora só toquem covers, os brasilienses já fizeram shows no Parque da Cidade da capital e possuem músicas próprias, nas quais trabalham atualmente letras e arranjos, para colocá-las em seu repertório. Quem sabe assim, seus shows, que atraem principalmente seguidores do grupo alemão, saem da Terra Média para conquistar as Terras Imortais na história do heavy metal.
Ilona Rechlin
24.07.07 – ROCK ALEMÃO NO CERRADO III: Estudos para cantar músicas do Rammstein
Uma das performances do Rammstein e a banda brasiliense Verlust
Verlust, que significa perda ou prejuízo em alemão, é a mais nova banda cover do Rammstein. E no projeto dos jovens de Brasília, no Distrito Federal, iniciado em 2006, mais do que ensaiar os acordes e afinar os instrumentos, aprender a língua alemã é o principal dever de casa dos vocalistas.
Para quem ainda não conhece, o Rammstein é o grupo alemão que atingiu o maior sucesso fora do país, mesmo cantando em seu idioma natal e não em inglês, a exemplo de outras bandas. Formado em 1993, o grupo traz muito metal, rock e música eletrônica, em shows extremamente performáticos, marcados pelo som pesado e efeitos visuais e sonoros. A banda leva o nome de uma cidadezinha alemã onde ocorreu um grave acidente aéreo: três aviões italianos se chocaram e mataram pelo menos 100 pessoas. Seu primeiro álbum, Herzeleid, foi lançado em 1995, e pouco tempo depois, em 1999, o Rammstein esteve no Brasil convidado pelo Kiss, para abrir shows em São Paulo e Porto Alegre.
Já os integrantes da Verlust batizaram a banda em homenagem ao próprio Rammstein. “O nome foi escolhido por causa da música “Sonne”, da banda alemã, além de ter uma boa sonoridade fora da língua”, diz Aliona, vocalista e tecladista da banda. A única mulher do grupo nasceu em Curitiba, no Paraná, mas cresceu em Moscou (Russia) e vive há 11 anos no Distrito Federal, onde estuda publicidade. Ela e os outros dois integrantes que atuam como vocalistas dizem que estudam muito a língua alemã para eliminar o sotaque e se aproximar ao máximo à pronúncia de Till Lindemann, vocalista do Rammstein.
Assim como Aliona, nenhum integrante da banda vive só de música. O vocalista Lukard é Bacharel de Sistema de Informações, o baixista Shaman é técnico em informática, o guitarrita Danielfo é professor de matemática e o baterista Ravel estuda Direito. Deles, apenas Shaman e Danielfo nasceram em Brasília. Ravel é de Porto Velho, Rondônia, e Lukard nasceu em Anápolis, Goiás.
O Rammstein conta com fã-clubes espalhados pelo mundo todo. Aqui no Brasil é representado pelo Rammstein Brasil Fan Clube. Já a iniciante Verlust conta com uma comunidade no site Orkut com inúmeros admiradores.
Tiago Rodrigues Cavalcanti
07.07.2007 – LIVE EARTH: Hamburgo também participou de maratona
Foram 24 horas ininterruptas de música em nove cidades ao redor do mundo. Para os organizadores do Live Earth, o evento inspirado em idéias como o Live Aid e o Live 8 teve o objetivo de levantar a bandeira da luta contra as mudanças climáticas. Se isso foi de fato alcançado, ainda é difícil dizer, mas cerca de 35.500 pessoas pagaram ingressos para assistir ao show celebrado na cidade portuária de Hamburgo, no norte da Alemanha.
Idealizados pelo político norte-americano Al Gore, que foi vice-presidente dos Estados Unidos na administração Bill Clinton, entre 1993 e 2001, os shows aconteceram também em Nova York e Washington (EUA), Londres (Reino Unido), Sidney (Austrália), Tóquio (Japão), Xangai (China), Johannesburgo (África do Sul) e Rio de Janeiro, além da Antártica, que teve um show especial da banda Nunatak, formada por cientistas britânicos.
No palco do HSH Nordbank Arena, o line up contou com artistas locais, nacionais e internacionais. O evento começou às 14h sob chuva, com a presença da cantora colombiana Shakira. O tom latino continou com a participação especial do argentino Gustavo Cerati e mais adiante com o show do espanhol Enrique Iglesias. O lado germânico do festival foi mostrado por duas bandas populares, a Juli e a Silbermond, que empolgaram o público. O rapper Samy Deluxe preparou o público para a grande atração internacional da noite, o rapper americano Snoop Dogg, que levou o público ao delírio com muito hip-hop. O DJ alemão Sasha, grande conhecido do público brasileiro, também marcou presença. O músico britânico Yusuf Islam, antes conhecido como Cat Stevens, encerrou o evento por volta das 22h45, no horário local.
Mariana Antoun
14.02.07 – ROCK ALEMÃO: Rammstein esquenta o mundo do rock
Há 22 anos o Rock alemão faz sucesso no Brasil
Com o grande sucesso de Rammstein, o rock alemão volta a agitar o mercado musical brasileiro. Mesmo com a turnê em 2005 cancelada, a banda conquista cada vez mais fãs em solo brasileiro. Esses alemães fazem tanto sucesso que têm mais de 180 comunidades no Orkut, além de diversas bandas cover.
Desde a primeira edição do Rock in Rio, em 1985, os brasileiros podem curtir o melhor do rock germânico. Algumas bandas tocaram antes, mas esse evento contou com a participação de dois grandes ícones do rock alemão: Nina Hagen e Scorpions fizeram tanto sucesso que abriram as portas do mercado brasileiro para outras bandas.
Nina Hagen e Scorpions podem ser conhecidos apenas dos pais e tios, mas Rammstein é a banda germânica que fez, e ainda faz, maior sucesso ao redor do mundo com a geração atual. No Brasil não poderia ser diferente.
O nome da banda vem de um acidente aéreo na cidade alemã de Ramstein. Durante uma exibição de caças aéreos, três aviões colidiriam e caíram em cima da platéia, provocando a morte de setenta pessoas. Para dar duplo sentido, foi acrescentado um “m”, pois Rammstein também significa aríete, aquela máquina medieval de derrubar muralhas.
A dificuldade com a língua não é problema para quem quer entender as canções de Rammstein. O site do fã-clube no Brasil traz a tradução de quase todas as músicas.