MUSEU MARÍTIMO: Turistas ganham mais uma atração
PARABÉNS, MUNIQUE: Capital da Baviera festeja 850 anos
FÉRIAS NA EUROPA: Encabeçando a lista dos preferidos
WEIMAR: Onde se respira Goethe
FEIRA DE TURISMO: Percorrendo o mundo em poucas horas
KARLSRUHE: Onde o clássico e o moderno se encontram
HEIDELBERG: O Caminho dos Filósofos
HAMBURGO: Passeios de barco durante o ano todo
SOB O ENCANTO DO MOSELA: Rio tem charme próprio
ROTHENBURG OB DER TAUBER: Pérolas medievais no século 21
NOS TRILHOS: Paisagem dos dois lados da janela
ROTEIRO ALTERNATIVO: veja Berlim por um outro ângulo
“WANDERN”: O JOGGING DA ALEMANHA?
BERLIM: O paraíso dos mochileiros
AVENTURA: Turismo barato e cheio de surpresas
DA PERIFERIA PARA O CENTRO: A cidade européia de dois países
CARONA: Opção fácil e barata de viajar
AU PAIR: Experiêcias de uma brasileira na Alemanha
FRANKFURT É LOGO ALI: Autorizados vôos diários para a TAM
CONTO DE FADAS: Castelo inspirou Walt Disney
DERRUBANDO CLICHÊS: Além das expectativas
HOTELARIA: Cultura da hospitalidade
CASA DO EMIGRANTE: Melhor museu europeu de 2007
HOTÉIS DE ARTE: O belo acolhe os hóspedes
WEIMAR: No rastro dos clássicos
FEIRA EM BERLIM: Turismo em alta
DADOS E FATOS: Alemanha como destinação turística
ESPORTES DE INVERNO: Aquecimento global ameaça diversão no frio
ECOTURISMO: Parques nacionais
24.06.08 – MUSEU MARÍTIMO:
Turistas ganham mais uma atração 
Novidade em Hamburgo!
Uma novidade acaba de ancorar em Hamburgo, cidade portuária do norte da Alemanha. Ali foi aberto na última quarta-feira (25.06) o Museu Marítimo Internacional. Em nove andares (pontes) diferentes, em um espaço total de 16 mil metros quadrados, exposições reproduzem de forma bem autêntica a história de exploradores e conquistadores, de capitães e marinheiros. Tudo isso utilizando a maior coleção do mundo de maquetes de barcos, instrumentos náuticos, mapas, uniformes e quadros, que pertencem ao colecionador Peter Tamm, antigo presidente da editoraAxel Springer, que publica, entre outros, o Bild, jornal mais lido da Alemanha. Tamm cedeu sua coleção e em troca a cidade de Hamburgo renovou o prédio neogótico, antigo entreposto construído em 1878. As obras custaram 30 milhões de euros.
O prédio imponente é avistado de longe. A parte superior de um farol, que no passado iluminava a entrada do canal de Kiel, no mar do Norte, fica próxima à entrada do museu, defendida por dois canhões. „Nosso museu é o único no mundo a apresentar toda a história marítima e da navegação desde o início até a atualidade“, disse Tamm. „Todos os outros focam um país ou um tópico em particular“, concluiu.
Josiane Cotrim
17.06.08 – PARABÉNS, MUNIQUE:
Capital da Baviera festeja 850 anos 
Cidade em festa!
Perto de 700 mil pessoas comemoraram o 850° aniversário de Munique no fim de semana passado. “O centro da cidade transformou-se em uma grande festa”, relatou Gabriele Weishäupl, presidente do evento e diretora de turismo. Durante todo o fim de semana, mais de 10 mil pessoas passearam pelas ruas da cidade em trajes típicos. Não faltaram as famosas Lederhosen, as calças de couro típicas do traje bávaro. No domingo, o auge da festa contou com um desfile folclórico e um bolo de aniversário de três metros de altura na praça Marienplatz.
Considera-se que a cidade de Munique tenha sido fundada em junho de 1158, data em que o imperador Frederico Barbaruiva autorizou o mercado de rua, a moeda e o direito de passagem à “Munichen”, palavra derivada de “próximo dos monges”, já que a mesma fica perto de um mosteiro.
Josiane Cotrim
29.04.08 – FÉRIAS NA EUROPA:
Encabeçando a lista dos preferidos 
Turista à vista!
A Alemanha é a terceira destinação turística na preferência dos europeus, depois da Espanha e da França, com 9 por cento do total dos viajantes do continente. Os turistas dos Países Baixos encabeçam a lista de fãs da Alemanha. O Centro de Turismo Alemão (DZT) contabilizou 55 milhões de diárias de estrangeiros ao longo de 2007, sendo que 75 por cento dos turistas vinham da Europa. Sobre o total de 2007, o número de visitantes aumentou, superando os números de 2006, ano da Copa do Mundo de futebol. Segundo anunciou a DZT, segunda-feira (28.04), em Munique, o setor registrou 361,8 milhões de diárias em 2007, alemães e estrangeiros juntos.
Atrás dos turistas dos Países Baixos (9 milhões), apesar da valorização do euro em relação ao dólar, os norte-americanos formam o segundo maior contingente de pessoas que mais viajam para a Alemanha, com 5 milhões, seguidos pelos britânicos, com 4,4 milhões de visitantes. Mas, são os próprios alemães os seus melhores clientes: quatro turistas em cinco habitam a Alemanha, apenas 19 por cento eram provenientes do estrangeiro, informou a DZT.
Josiane Cotrim
11.03.08 – WEIMAR:
Onde se respira Goethe 
Célebre estátua de Goethe e Schiller
Não foi à toa que em 1999 Weimar foi nomeada Capital Cultural da Europa. Tudo lá tem grande significado histórico e artístico. Foi o berço do classicismo alemão, do movimento republicano e do estilo arquitetônico Bauhaus. Mas o centro de todas as atenções é mesmo o poeta Johann Wolfgang Von Goethe, cuja casa atrai milhares de turistas de todo o mundo.
“Fiquei encantada por conhecer a casa do maravilhoso escritor que tanto me fascinou com suas maravilhosas obras enquanto fazia a minha faculdade”, conta Edilma Nascimento Reis, que mora em Belém (capital do estado brasileiro do Pará) e esteve em Weimar em julho de 2003. “Foi uma grande emoção ver de perto os objetos pessoais e o carruagem em que Goethe passeava junto com Schiller pelas ruas da cidade”.
Nem só do classicismo alemão vive a cidade. Ao todo são 22 locais, entre museus e monumentos, que atraem 3,5 milhões de pessoas anualmente. Dentre eles, Edilma recomenda Park Tiefurt, Nationalmuseum, Neues Museum e Bauhausuniversität.
Outro momento importante para a cidade foi a República de Weimar. Em 1919 houve no Teatro Nacional uma Assembléia Constituinte para elaborar uma nova base legal para a Alemanha, que prevaleceu até a ascensão de Adolf Hitler em 1933. Fundamentada em princípios liberais, a principal mudança política foi que o chanceler alemão passou a se reportar ao parlamento e não mais ao imperador.
2008: 300 anos de Bach em Weimar
Neste ano, Weimar comemora os 300 anos da chegada de Johann Sebastian Bach à cidade. Ele morou lá entre os anos de 1708 a 1717. Diversas apresentações estão programadas ao longo do ano, como a Semana de Bach, em março, a Bienal de Bach, em julho e o Concurso de Orgãos Bach-Liszt em setembro.
Bruno Blankenburg
SERVIÇO:
Aeroportos: Erfurt (25km) e Leipzig (120km)
Acesso Viário: Rodovias A4 e A9
05.03.08 – FEIRA DE TURISMO:
Percorrendo o mundo em poucas horas 
Recorde de participantes
A 42ª edição da ITB, maior feira de turismo do mundo, começou em Berlim na última quarta-feira (05.03) com um número recorde de participantes. Até o dia 9 de março, cerca de 11 mil expositores vindos de mais de 180 países e regiões do mundo inteiro estão presentes na feira que mostra as últimas tendências em viagem e tem a República Dominicana por parceiro este ano.
Hotéis de baixo custo, proteção do clima e ofertas de viagens cada vez mais individualizadas – estas são apenas algumas das tendências que estarão em foco em Berlim. Cerca de 11 mil expositores de todo o mundo apresentam durante cinco dias os novos avanços no ramo do turismo. O setor de turismo, em expansão em todo o mundo, também possui uma grande demanda proveniente da Alemanha: um estudo do Dresdner Bank constatou que os alemães gastaram 61 bilhões de euros no último ano em viagens para o exterior – e com isso confirmaram sua posição de campeões do mundo em viagem.
Mas o aumento rasante no preço da energia e o debate sobre os prejuízos ao clima causados pelos vôos poderiam “acabar com a festa“. Já no ano passado a proteção ambiental tinha desempenhado um papel importante na ITB. Este ano diversos seminários e rodas de discussão serão dedicados a este tema.
Uma outra ênfase estará nos hotéis de baixo custo, cada vez mais comuns em todo o mundo. Enquanto na categoria de luxo as ofertas tornam-se cada vez mais sofisticadas, concentram-se uma série de cadeias de hotéis somente no necessário. Enfim, muitas pessoas de férias aproveitam ao máximo o turismo urbano e gastam o menor tempo possível dentro do hotel – e não querem gastar neles mais dinheiro do que o essencial. A princípio as cadeias copiam o modelo das companhias áreas de baixo custo, que há muitos anos revolvem o mercado de viagens. A feira deu a este segmento, pela primeira vez, um pavilhão próprio.
Para muitos, a 42ª ITB é algo como um grande catálogo de viagem do mundo, uma viagem sobre o globo terrestre em poucas horas, sem estresse e sem a diferença de fuso horário. Ao lado de destinos clássicos anunciam-se também regiões menos conhecias para a pessoa de férias. Este ano a ITB está enquadrada no Caribe. A República Dominicana, destino muito procurado pelo viajante alemão, é o país-parceiro da Feira. Nos últimos anos muitos países árabes e ofertantes da Ásia fortaleceram sua presença nos pavilhões da feira, o que este ano também será notável. A Feira espera em seus cinco dias, como no ano anterior, cerca de 180 mil visitantes, sendo por volta de 100 mil do ramo.
Redação
14.02.07 – KARLSRUHE:
Onde o clássico e o moderno se encontram 
Cidade-leque!
Famosa pela conceituada universidade, fundada em 1825, por sediar as duas principais cortes da Alemanha e por sua peculiar disposição geográfica, em forma de leque, a cidade de Karlsruhe mistura neoclássicas construções com um espírito moderno – influência dos milhares de estudantes que todos os anos começam a vida acadêmica por lá. A cosmopolita Karlsruhe conta ainda com o charme da Floresta Negra e de um grande parque, cenário perfeito para quem gosta de passar bucólicas tardes sobre o gramado.
De seus aproximadamente 300 mil habitantes, quase 40 mil são estrangeiros. “Por ser uma cidade universitária, com pessoas de cabeça aberta, jovens e animadas, minha estadia aqui foi definitivamente facilitada. Fiz amigos de todos os cantos do mundo: alemães, poloneses, chineses, africanos, russos, búlgaros e também brasileiros, como eu”, conta a estudante Aline Santana, 19 anos. Há seis meses ela estuda Engenharia de Alimentos na Universidade de Karlsruhe, por meio de um convênio com a Universidade de São Paulo (USP).
O curso vai até julho deste ano, mas Aline já lamenta. “Conheço várias cidades da Alemanha e também em outros países e acho que não trocaria Karlsruhe por nenhuma delas. A única desvantagem é estar tão longe da minha família no Brasil”, diz.
O grande número de estudantes e estrangeiros tem uma explicação: a Universidade de Karlsruhe é a mais antiga faculdade técnica do país e a quarta da Europa. A instituição também faz parte de um seleto grupo que recebe 20 milhões de Euros por ano – durante cinco anos – para investimento em pesquisas. Em 2006, recebeu o título de universidade de elite da Alemanha, pelo trabalho de excelência realizado. Em Kalsruhe estão também uma das mais conceituadas escolas de música do país e um importante centro de pesquisas nucleares.
A apenas meia hora da fronteira com a França, Karlsruhe também atrai turistas, que se encantam com a “cidade leque”. Tendo o castelo de Karl Wilhelm (que deu origem à cidade) como centro, as ruas se seguem como raios solares. Por ali se encontram muitas lojas e a charmosa praça do mercado (Marktplatz), onde está a pirâmide-túmulo do fundador da cidade, hoje um de seus símbolos. “Tudo é central, nem precisa de carro. Basta pegar uma bicicleta ou usar os trens de rua, já que o sistema de transporte é bem eficiente”, conta o engenheiro Eduardo Gomes, 31. Ele esteve na cidade há dois anos e planeja voltar para visitar os amigos que fez.
Para os alemães, no entanto, a grande referência de Karlsruhe está no campo jurídico. Há quase 60 anos a cidade abriga o Tribunal Constitucional Federal (Bundesverfassungsgericht), que decide questões que tocam a Constituição alemã, e o Supremo Tribunal Federal (Bundesgerichtshof), a corte maior. Os mais atentos conseguem, inclusive, perceber o policiamento ostensivo na cidade.
“Karlsruhe tem o ar de cidade grande, com vários bons lugares para sair, sem ser tão cara quanto Munique ou Stuttgart”, resume o estudante alemão Sebastian Kruska, 24. Nascido em Ravensburg, extremo sul da Alemanha, Sebastian afirma que se adaptou bem à nova moradia.
Mariana Santos
08.02.08 – HEIDELBERG:
O Caminho dos Filósofos 
Comércio nas ruas do centro histórico
Pouco mais de 80 quilômetros separam a pequena cidade no extremo noroeste do estado de Baden-Württemberg da metrópole Frankfurt. Ali, há séculos atrás, Heidelberg já se tornava um refúgio para grandes pensadores e artistas, em busca do romantismo explicito naquele pedaço de vale ao longo do extenso rio Neckar. A cidade com cerca de 140 mil habitantes, antes buscada por Goethe, Schiller e Eichendorff, magnetiza ainda hoje milhares de turistas do mundo inteiro.
Poupado dos bombardeios da Segunda Guerra Mundial, o centro histórico harmoniza-se em ruelas estreitas aos pés da cadeia montanhosa de Odenwald, com a Igreja do Santo Espírito, antigos bares universitários, cafés, restaurantes pitorescos e outras boas opções de lazer. Já o castelo não teve a mesma proteção: “Ele foi destruído várias vezes em guerra, e hoje em dia você tem a sensação de ver partes da história dele, porque várias áreas destruídas foram mantidas”, diz o universitário Saulo Ferreira, que recorda ainda da marcante ponte de pedra sobre o rio Neckar, construída no século 18.
Ainda em Heidelberg, está a mais antiga universidade alemã, fundada em 1386 e nomeada em outubro de 2007 como Universidade-Elite. Outras universidades e centros de pesquisa e excelência tecnológica constatam a reputação da “cidade da ciência”, como a Universidade para Estudos Judaicos e o arquivo central para investigação da história judaica na Alemanha.
Seja pela antiga ponte, pela tecnologia, pelo centro histórico, pelo castelo ou pelo clima harmônico, Heidelberg recebe os turistas tal como se turistas não fossem. Vale visitar a cidade, vivenciar a atmosfera que antigos pensadores ali sentiam e atestar o ditado alemão: “Alle Menschen sind Ausländer. Fast überall”. (Todas as pessoas são estrangeiras. Quase em todo o lugar).
João Koeler Hackbarth
23.01.08 – HAMBURGO:
Passeios de barco durante o ano todo 
Ludwig, o capitão do "Fleetenkieker"
Segunda maior cidade da Alemanha, Hamburgo oferece atrações turísticas para todos os gostos. De grandes parques a uma agitada vida noturna, turistas podem encontrar o que fazer durante o ano inteiro. Mas o que chama mesmo a atenção é o fato de a cidade estar cercada de água por todos os lados.
No sul encontra-se um dos maiores portos do mundo, às margens do rio Elba. No centro, o Lago Alster. Canais e lagos se espalham por todos os bairros, e passando à frente de Veneza e Amsterdã, Hamburgo é a cidade com o maior número de pontes da Europa (2479). Não por acaso, alguns dos melhores programas são feitos dentro d’água. Confira alguns deles:
Alster-Rundfahrt - Passeio pelo lago Alster
Da primavera ao outono (abril a outubro no calendário europeu), existem várias opções como tours e passeio noturno com jantar pelos canais, e os horários são bem diversificados. Já na temporada de inverno (novembro a março) a única opção é contornar o lago, um percurso que dura 60 minutos e tem quatro saídas diárias. Todos saem de Jungfernstieg, uma estação de trem e barcos bem no centro, próxima à Rathaus (prefeitura).
Se no verão a paisagem é verde e vibrante e o lago está cheio de veleiros e praticantes de windsurf, no inverno o charme é o clima cinzento e a tranqüilidade. Sobre a Lombardsbrücke e a Kennedybrücke, pontes que dividem o Alster, passam os modernos trens ICE, e tomando um chocolate quente pode-se observar as igrejas e a arquitetura clássica. “O frio não atrapalha. Acho que o fato de ter menos gente é bom, mas aconselharia pegar os horários da manhã, já que escurece bem cedo”, avalia a indiana Parvati Tampi, 26 anos.
Além dela havia somente mais três casais em passeio feito em pleno janeiro – quando a cidade está gelada! Frank e Claudia Breitsohl, de Koblenz, sempre vêm à cidade visitar parentes, mas nunca haviam feito o tour. “Estou adorando”, diz a boliviana casada com alemão. Ludwig, o capitão do Fleetenkieker, que tem 35 anos de experiência na marinha mercante, faz brincadeiras e seu bom humor aquece o clima. Logo mostra em seu celular a foto do último navio em que trabalhou, o Brasília. “Conheço todos os portos brasileiros, mas meu preferido é o de São Francisco do Sul (no Estado de Santa Catarina)”, conta. A bordo, por 2 euros encontra-se vinho, água e chocolate quente. Ao final do passeio, Ludwig mostra seu bom Português: “Muito obrigado e até logo”.
Hafenrundfahrt - Conheça também o porto de Hamburgo
Os barcos que circundam o porto saem da estação de Landungsbrücken. Mesmo na baixa temporada de inverno são 16 saídas diárias, do pier dois e seis, feitas pela empresa Barkassen Meyer, uma das mais antigas. O percurso pelo Rio Elba dura 60 minutos e inclui as docas, de onde se pode ver grandes navios de contâineres e também de cruzeiros, além de estaleiros onde se fabricam algumas das maiores embarcações do mundo. Outras atrações são o Speicherstadt (antigos armazéns) e o Theater im Hafen (teatro no porto), onde são apresentados musicais. O passeio ainda passa pelo Fischmarkt (Mercado de peixe), que a partir das 5h de domingo conta com bandas de jazz, comida e muita diversão.
Outra opção são os ferry-boats municipais, que funcionam como ônibus, que estão incluídos nos “cartões de um dia” do transporte público, ou podem ser adquiridos individualmente pelo mesmo preço de uma passagem de metrô. Ao todo são sete ferries, mas as linhas mais interessantes são a 62, que passa por Altona e pela praia de Ovelgönne, e a 73, que leva ao teatro e à Argentinienbrücke. Roteiros e opções não faltam para curtir as águas de Hamburgo, seja no verão ou no inverno.
Jefferson Puff
Serviço:
Barkassen-Meyer – empresa que faz os passeios saindo de Landungsbrücken,
estação U-Bahn e S-Bahn conectada às linhas U3, S1 e S3.
Hadag/HVV Ferries – empresa do transporte público municipal que tem ferry-boats
saindo de Landungsbrücken.
Linhas mais interessantes: 62 e 73
Alster-Touristik – empresa que faz os passeios saindo de Jungfernstieg,
estação U-Bahn e S-Bahn conectada às linhas U1, U2, U3, S1 e S3.
14.01.08 – SOB O ENCANTO DO MOSELA:
Rio tem charme próprio 
Koblenz
Você é bom em Geografia? E se estivermos falando em Geografia alemã? Saberia quais são os rios alemães mais conhecidos? Reno? Danúbio? Elba? E se estivéssemos falando em produção de vinho? Pecado mortal se na lista não constar o Mosela, ou Mosel, em alemão. Dos seus cerca de 550 Km marcados por vinhedos centenários, 242 Km atravessam o território alemão.
O vale do Mosela, entre as cidades de Trier e Koblenz, é considerado uma das regiões mais bonitas e românticas da Alemanha, com castelos, burgos e vinhedos a perder de vista. Não é à toa que romanos e celtas já conheciam as belezas do rio. Das uvas Riesling colhidas nas encostas das montanhas às margens do Mosel são produzidos excelentes vinhos brancos. A região é conhecida como Mosel-Saar-Ruwe. Passeios de barco são oferecidos para quem deseja uma outra perspectiva e sensação.
Falar em vinho na Alemanha é também falar em Weinfest, ou “festa do vinho”. Estes eventos característicos de áreas produtoras da bebida de Baco atraem milhares de pessoas interessadas em acompanhar desfiles típicos, provar especialidades da região e, porque não, tomar vinho. No calendário oficial do Mosela para 2008 estão previstas dezenas de festas, especialmente entre setembro e outubro. É a oportunidade de vinicultores e chefs apresentarem suas iguarias.
Durante as quatro estações do ano, cidades banhadas pelo Mosel se revezam em suas festividades. Destaque para Zell, Briedel, Alf, Cochem e Bernkastel. O gaúcho Leonardo Benemann escolheu a região para visitar por indicação de um amigo. “Encontrei muita beleza, cidades antigas e vistas de tirar o fôlego”, lembra. O advogado ressaltou que a gastronomia regional é outro grande atrativo, principalmente no inverno, período em que esteve na Alemanha. “A receptividade do alemão do Mosela e as cidades com as decorações de Natal são imperdíveis”.
Outra atração da região do Mosela é a possibilidade dos passeios de bicicleta, atividade favorecida pelo relevo plano das margens do rio. Para quem quer descansar, o melhor é evitar os períodos de férias escolares alemãs. É garantia de hospedagem e tranqüilidade. A sugestão é fazer o Moseltal (vale do Mosela) de Koblenz até Cochem, ou para quem tem mais disposição, até Trier, uma das cidades mais antigas do país. Aeroportos na região são os de Frankfurt – o maior do Continente - e Frankfurt-Hahn – centro de rotas de custo baixo. Outra opção é começar a viagem de trem por Koblenz e ir parando nas cidades que deseja visitar ao longo do rio.
Rodrigo Rodembusch
LINK:
www.mosel.de
Festa do vinho
18.12.07 – ROTHENBURG OB DER TAUBER:
Pérolas medievais no século 21 
Como voltar no tempo!
O que surpreende o visitante que atravessa os portões de pedra de Rothenburg ob der Taube não é saber que está entrando em uma cidadela com suas origens no século XII e cujo maior desenvolvimento ocorreu três séculos mais tarde. A maior surpresa é perceber que deixa do lado de fora das muralhas todo o agito do século XXI e mergulha no que há de mais original de uma Alemanha medieval. As estreitas ruas com suas casas com frontões coloridos são percorridas por carroças que levam os turistas a um passeio pelo passado.
Construída na parte alta do vale do rio Taube - daí o nome ob (oberhalb) der Taube, que significa “acima do Taube”, a cidade, no Estado da Baviera, recebe turistas de todo o mundo. Munidos de mapas, que sugerem rotas a pé, e máquinas fotográficas, o visitante descobre a cada esquina um pouco da história local. Paradas obrigatórias são a igreja gótica de São Jacó, a prefeitura e seu entorno, o Reichsstadtmuseum, que mostra a história da cidade, e a vista a partir do Burggarten. Mas quer fazer a viagem valer à pena? Então, não tenha medo de se perder e não deixe de percorrer as muralhas de Rothenburg.
Para os mais curiosos e interessados na Idade Média, vale uma visita ao museu criminal, que preserva instrumentos de tortura. O engenheiro elétrico Rolf Harm Hinrichs destacou a visita ao inusitado local. “Não dá para deixar de visitar o museu da tortura, é muito interessante". Outra atividade comercial típica do fim de ano, chamou a atenção do gaúcho. “Alem da arquitetura e das fachadas preservadas, tem o comércio de enfeites de Natal”, diz Rolf.
Talvez pela preservação primorosa da cidade ou pela beleza nas quatro estações do ano, não é raro observar dezenas de excursões que chegam a cada hora, em especial com turistas orientais. A freqüência é tanta que os próprios restaurantes distribuem folhetos informativos em japonês, por exemplo, mostrando fotos de japoneses apreciando seus pratos e bebidas. Para facilitar o atendimento, o cardápio também é na língua do cliente.
Mas qual a melhor época para visitar esta pérola medieval? O verão promete céu azul, a primavera, sacadas com flores das mais variadas cores, o outono, a paisagem acobreada de florestas e o inverno, o aconchego proporcionado por inúmeros cafés que oferecem a típica Rothenburger Schneeball, um emaranhado de massa doce em forma de bola, com diferentes coberturas.
Várias são as possibilidades de se chegar a Rothenburg ob der Taube. De trem, é preciso vir de Würzburg ou Ansbach passando por Steinach. De avião, os aeroportos mais próximos são Frankfurt (175Km) e Nürnberg (90Km).
Rodrigo Rodembusch
LINK:
Cidade de Rothenburg
10.12.07 – NOS TRILHOS:
Paisagem dos dois lados da janela 
Transporte seguro e rápido
Rápidos, seguros e, principalmente, muito pontuais. Os trens são uma excelente opção para quem pretende viajar pela Alemanha com conforto e, ao mesmo tempo, conhecer um pouco do país pela janela dos vagões. O sistema ferroviário alemão cobre quase todas as cidades e oferece bons preços, especialmente para quem planeja a viagem com antecedência.
“Particularmente, acho as viagens de trem super legais, pois posso ver por onde estou passando. Além disso, é possível sair do trem em qualquer ponto que você queira”, afirma o estudante brasileiro Cláudio Torres Júnior, 21 anos, morador de Stuttgart desde janeiro do ano passado. “Se você perder, é possível pegar outro. Essa flexibilidade é muito boa”, diz.
O preço também é outro atrativo para percorrer a Alemanha sobre trilhos. A Die Bahn (DB) – empresa que administra o sistema ferroviário – oferece várias promoções e descontos. O passageiro pode comprar passagens mais baratas nos fins de semana, usufruir de promoções especiais em cada estação do ano ou mesmo obter grandes descontos para grupos de cinco pessoas. Aqueles que viajam bastante ao longo de doze meses podem ainda comprar um cartão que dá descontos de 25% ou 50% sobre o preço dos tíquetes. Dependendo das combinações entre as promoções, o preço pode cair até 70%. As passagens podem ser compradas pela internet, nas lojas da DB ou mesmo em máquinas automáticas.
Há vários tipos de trem na malha ferroviária alemã. Os trechos mais curtos e com menor fluxo de passageiros são cobertos pelos Inter City (IC), Eurocity (CE), e os regionais (RB). As passagens são mais baratas e a viagem, um pouco mais lenta. Entre cidades maiores, o transporte é mais confortável a bordo do Inter City Express (ICE). O trem de alta velocidade pode alcançar 300 quilômetros por hora, realiza viagens internacionais e oferece serviços especiais, como conexão para Internet e restaurante. De acordo com a DB, só o ICE transporta cerca de 180 mil passageiros por dia – quase 70 milhões por ano. Mais de dois bilhões de usuários utilizam o sistema de transporte ferroviário alemão todo ano.
“Adorei, é muito rápido e confortável”, conta a professora Patrícia Martins, 31 anos, que no ano passado cruzou a Alemanha, com destino a Amsterdã, a bordo de um ICE. Ela conta que ficou impressionada com a organização da malha ferroviária, pois mesmo sem falar alemão ou inglês, conseguiu chegar ao seu destino.
Como na maioria das vezes é preciso “baldear”, ou seja, trocar de trem (umsteigen), é preciso ficar atendo aos horários e às plataformas de embarque. Os trens realmente partem na hora marcada, e qualquer minutinho de atraso pode significar um grande transtorno. O viajante também deve ficar de olho na sua bagagem.
“Estava indo de Stuttgart para Osnabrück e tive que trocar de trem em Frankfurt. Quando a porta do trem fechou, percebi que tinha deixado a mala, com todos os meus documentos, inclusive a passagem, no outro trem”, conta Cláudio Júnior. “Virou uma confusão, tentei explicar ao controlador o que tinha acontecido, mas ele queria que eu descesse do trem com ele”. O estudante contou com a solidariedade dos passageiros que ouviram a história para seguir viagem. Eles juntaram dinheiro e pagaram os 30 Euros do bilhete do rapaz. “Quando cheguei em Osnabrück, liguei para o Fundbüro (achados e perdidos) para perguntar sobre a minha mala. Eles disseram que estava lá, checaram algumas informações por telefone mesmo e me mandaram a bagagem pelos correios. No dia seguinte recebi tudo em casa”, lembra.
Mariana Santos
06.12.07 – ROTEIRO ALTERNATIVO:
Veja Berlim por um outro ângulo 
Deixar o guia de viagem no bolso e conhecer a “Berlim dos berlinenses” é um jeito alternativo e enriquecedor de explorar a capital alemã
Os famosos sinais da antiga Berlim Oriental
Berlim é mundialmente conhecida como uma das capitais européias mais amigáveis e receptivas a estrangeiros. E eles não são poucos. Faça chuva, faça sol, uma caminhada pelo centro histórico - que abriga o famoso Portão de Brademburgo, principal símbolo da capital alemã, e o Parlamento Federal, ou Reichstag - dá o recado: máquinas fotográficas estão por toda parte. Mas há visitantes que procuram explorar a cidade por um ângulo mais particular. Querem conhecer os locais freqüentados por berlinenses e passar despercebidos como turistas. Para isso, o primeiro passo é caprichar na pronúncia do Danke, que em português significa obrigada(o), e, em seguida, buscar formas alternativas de explorar a cidade.
Entre os turistas tradicionais, uma forma bastante popular de conhecer os principais pontos turísticos de Berlim é transitar em ônibus especializados – aqueles coloridos que oferecem rádios com explicações sobre a cidade em inúmeros idiomas. Para os visitantes que procuram uma opção mais discreta, é só pegar o ônibus número 100. A rota desse ônibus - ele sai de Alexanderplatz (um centro importante de Berlim) e vai até Zoologischer Garten - passa por vários prédios do governo alemão, o Portão de Bradenburgo, o monumento de Siegessäule e a residência presidencial. E o melhor: uma passagem de ônibus sai por apenas 2,10 euros, o que torna a opção bem mais econômica.
Para sentir a vibe de Berlim e simplesmente observar o ambiente e as pessoas na rua, lugar melhor não há que o distrito de Kreuzberg. A região é artística, multicultural e abriga pessoas do mundo inteiro. O local oferece um grande mix: há bazares turcos, artistas de rua e cafés com decorações alternativas. O distrito também tem vários bares e restaurantes que são populares entre os moradores de Berlim. Para os amantes do jazz e do blues, o bar Yorckschlosschen é um destino obrigatório. O pub, que existe há mais de 100 anos, é um ponto de encontro de artistas e músicos berlinenses. A faixa etária do público é diversificada. Pessoas de 20 anos e outras de 70 convivem em harmonia, curtindo a música e o ambiente.
Outra ótima pedida para quem quiser curtir a night de Berlim em um ambiente descontraído e jovem é a rua Simon-Dach-Straße, no distrito de Friedrichshain. A rua é famosa pelos inúmeros bares, restaurantes e boates que abriga. Além de oferecer opções de badalação em todos os dias da semana, os preços são bem em conta. Um local muito frequentado pelos berlinenses é a pizzaria Kingston, onde o cliente pode escolher todos os ingredientes da pizza que irá comprar. Para os visitantes chegados em drinks, vale conhecer o bar Euphoria, que oferece uma variedade de mais de 80 coquetéis.
Mas nenhuma visita a Berlim será completa sem que se conheça ambientes típicos para saborear uma cerveja alemã. Entre abril e outubro, os berlinenses costumam freqüentar biergartens, ou seja, “jardins de cerveja”. Esses locais ao ar livre contêm várias mesas de madeira com bancos onde as pessoas podem beber cervejas em canecas generosas e relaxar. O mais antigo biergarten da cidade chama-se Prater e comporta até 600 pessoas. Já para os meses de inverno, vale conhecer o bar Luisen Brau, endereço famoso por vender uma cerveja de qualidade e fabricada no local.
Isabel Tarrisse da Fontoura
LINKS:
Bar Yorckschloesschen
Endereço: Yorkstrasse 15 10965 Berlin - Kreuzberg
Prater Biergarten
Endereço: Kastanienalle 7-9
Bar Luisen Brau
Endereço: Luisenplatz 1;
10585- Na esquina do Palácio de Charlottenburg
Pizzaria Kingston
Endereço: Rua Simon-Dach, 12,
10245/Friedrichshain- Kreuzberg
Euphoria
Rua Grünberger nº 60/ Rua Simon-Dach. 1;
10245 Friedrichshain
26.11.07 – “WANDERN”:
O JOGGING DA ALEMANHA? 
Os cerca de 300 mil quilômetros de trilhas de caminhada e os milhões de alemães fãs desta tradição mostram que ela é mais do que um simples esporte
Caminhando no outono
Que tal praticar um exercício físico, divertir-se com boas companhias, explorar lugares novos e, de quebra, ainda parar para uma cerveja ou outra bebida típica no meio do caminho? Os praticantes de “Wandern” da Alemanha provam que é possível reunir todas essas atividades em uma só. Além disso, eles (que, aliás, não são poucos!), por meio das caminhadas e dos passeios que fazem nas florestas, costumam ter mais contato com a natureza do que muita gente que vive no país da Amazônia.
O verbo “wandern”, de acordo com o dicionário Michaelis, pode ser traduzido para os países lusófonos como “caminhar, passear, vagar”. Mas, “wandern” é mais que fazer uma simples caminhada: além de um esporte, é lazer, descontração e uma tradição. As excursões são feitas normalmente em grupos - das associações de “Wandern”, em família ou com os amigos. A preferência é pelas trilhas nas florestas: a grande maioria mapeada e bem sinalizada em todas as regiões do país.
E os adeptos não negam os benefícios: “É possível tanto aproveitar a natureza quanto fazer algo pela minha saúde. Posso sair da cidade, aproveitar ar fresco e puro e ficar longe do barulho dos carros”, conta o alemão Ingo Seifert-Rösing, 46, que vive em Göttingen (Estado da Baixa Saxônia). Ele anda diariamente cerca de seis quilômetros, incluindo o caminho que percorre até o trabalho, mas encara “Wandern” como a caminhada que faz quinzenalmente aos fins de semana ou nas férias. “O percurso que fazemos na região em que moro é em média de 16 quilômetros em um dia”, conta Ingo.
A Federação Alemã de Caminhada (www.wanderverband.de), que tem 56 associações regionais filiadas, aponta que um em cada cinco alemães pratica a atividade freqüentemente. A média de idade dos associados da Federação é de 48 anos, mas há tanto jovens quanto idosos fãs do esporte.
O turismo também está muito associado à prática da caminhada. As pessoas aproveitam para conhecer aspectos históricos e traços culturais da região dos caminhos que percorrem. A paradinha em um restaurante daqueles rústicos, típicos alemães, também é básica: serve para experimentar a culinária da região, assim como se refrescar com uma cerveja ou se esquentar com um delicioso chocolate quente. Afinal, não importa se faz chuva, neve ou sol: “Wandern” é para todas as estações do ano.
Aline Zero
14.11.07 – BERLIM:
O paraíso dos mochileiros 
A vida cultural e artística efervescente e os preços nada salgados são alguns dos atrativos da capital alemã, um pit-stop obrigatório para os mochileiros do mundo
Tarah Tsakonas
Deixar para trás família, amigos, uma vida com rotina, horários e compromissos. Dar as boas-vindas a uma experiência que muitos definem como “a melhor da vida”. Os motivos que levam pessoas do mundo inteiro a colocar um passaporte no bolso, um bilhete de trem na mão e um mochilão nas costas são os mais diversos: descobrir o novo, pensar na vida, superar um relacionamento amoroso, ter histórias para contar aos netos. Mas uma coisa é certa: em algum momento da viagem, elas passarão por Berlim, a capital da Alemanha.
A cidade já foi até informalmente nomeada por viajantes como o "pit-stop" obrigatório da Europa. Razões para despertar tanto entusiasmo entre mochileiros não faltam. “Há muito para ver e conhecer, desde monumentos históricos, até exposições de arte e inúmeros locais para fazer compras. Sem falar na vida noturna que é fantástica”, aponta a estudante australiana Tarah Tsakonas, 21 anos. “A cidade tem uma energia especial, uma vibração que vem de todas as pessoas que moram lá e amam Berlim”, completa.
Muitos viajantes chegam a Berlim por recomendação de outros mochileiros. É o caso do inglês John Cristopher Hart, 22 anos. Em agosto ele deu início a um giro pelo mundo que durará um ano e a capital alemã foi um dos destinos incluídos no itinerário. Depois de passar uma semana inesquecível em Berlim, John faz questão de compartilhar a experiência positiva: “A cidade nunca dorme. Parece haver algo acontecendo 24 horas por dia - de pequenos shows de arte à maratona de Berlim”, conta. “É uma cidade onde todos são aceitos pelo que são e onde muitas pessoas diferentes convivem. Há também uma vibração jovem, da moda e a vida noturna se adapta a todos os gostos: do heavy metal ao techno”.
Além da vida cultural, da história e das opções de lazer, Berlim é uma cidade barata em comparação com outras capitais da Europa ocidental. Isso facilita muito a vida de quem viaja com o dinheiro contado e torna a cidade ainda mais popular entre mochileiros. A referência, em uma conversa entre viajantes, é sempre o preço da cerveja: enquanto em outras capitais européias um chopp sai por até seis euros, em Berlim a bebida custa por volta de três euros. Além disso, o preço para entrar em boates e festas é bem acessível.
Para as mulheres, Berlim oferece, ainda, um bônus quase incontestável que, embora não seja incluído em páginas de guias turísticos, pode ser conferido nas ruas. “Os homens são muito atraentes e estilosos, principalmente com seus casacos de inverno”, garante Tarah Tsakonas. Tarah voltou para a Austrália tão animada com Berlim, que ela já tem planos de estudar alemão e retornar à cidade quando terminar a faculdade. Mas dessa vez ela não quer ir apenas a passeio: “Tenho certeza que quero morar em Berlim por um tempo”.
Isabel Tarrisse da Fontoura
30.10.07 – AVENTURA:
Turismo barato e cheio de surpresas 
Caroneira nos anos de 1970
Décadas de tradição fazem da opção de viajar de carona, na Alemanha, um meio mais seguro, econômico e até mesmo mais barato. “O imprevisível era o estímulo. Nos anos 70, viajar de carona tornou-se um esporte popular”, explica Andres V. “Esta época foi um tempo de protesto contra o desperdício, contra o exagero. Assim temos protestado contra os carros luxuosos, como símbolos do milagre econômico. Ser levado junto estava ok, mas quem tinha carro próprio era considerado um burguês”.
Já nos anos 80 este culto esportista entra em decadência. Com isto diminuíram bastante o número de caronas. As razões são simples: a falta de tempo; o aumento do poder aquisitivo dos jovens alemães entre os 15 e 24 anos; outros meios mais rentáveis, como por exemplo as ofertas baratíssimas para viajar de avião, o que está na moda, e os pacotes para finais de semana para viajens de trem. São razões que fazem da velha tradição de viajar de carona um meio impensável, desinteressante e até mesmo muito cansativo. Este é um lado da história.
Na outra ponta, os fãs desta aventura mantêm a tradição, mas de uma maneira muito mais organizada. Há três maneiras de organizar uma viajem de carona:
Na década de 90 começam a surgir pequenas empresas especializadas neste assunto, como é o caso da mais tradicional e estável – a www.mitfahrzentrale.de. O serviço nasceu nos quadros de avisos feitos pelos estudantes universitários. A empresa funciona como intermediária, colocando o motorista e o carona em contato. É um serviço mais seguro, pois os usuários são cadastrados. A empresa cobra uma taxa administrativa mensal de quase três euros (cerca de oito reais). O preço é definido de acordo com a distância. O custo em relação aos outros meios de transportes chega a ser até 75% mais barato.
Há também outro site. O www.mitfahrgelegenheit.de é gratuito e com roteiros não só pela Alemanha mas por toda a Europa. Esta página somente proporciona o contato entre ambas as partes. Trata-se de um site para carona privada, não há contrato com a empresa.
Uma outra possibilidade é a mais tradicional, onde o carona por si mesmo organiza todo o trajeto. Há várias páginas virtuais com indicações sobre os melhores pontos, os melhores trajetos, atualizados, com artigos, comentários e alguns conselhos que facilitam bem uma boa viagem. Um exemplo e um conselho é o de nunca ficar diretamente na beira das estradas, pois os motoristas desconfiados não irão parar. O melhor é procurar uma oportunidade nos postos de gasolina e restaurantes. A aparência também é importante, não se deve andar com um monte de mochilas nem num grupo com mais de duas pessoas.
Dália Álvares
17.09.07 – DA PERIFERIA PARA O CENTRO:
A cidade européia de dois países 
Görlitz, a cidade alemã do extremo leste, retornou ao ponto central através da ampliação da União Européia e mostra-se, 17 anos depois da unificação da Alemanha, como uma das mais belas cidades alemãs. Perfil de uma cidade européia, arquitetonicamente ímpar e encantadora
Centro histórico de Görlitz
Parece ser a Itália. Casas renascentistas de quatro andares em amarelo, rosa escuro ou verde claro, com sacadas e figuras em alto-relevo na fachada circundam a praça. Sentados sob guarda-sóis diante da velha farmácia Rathausapotheke na praça Untermarkt, os jovens saboreiam um capuccino ou um latte macchiato. Numa curva suave saindo da praça, um alinhamento de casas barrocas leva até ao rio. No caminho, os pátios internos, inundados de luz, podem ser vistos através de portões abertos – alguns cinzentos, um vermelho-sangue com dobradiças escuras e um com uma cabeça de leão dourada, de olhar feroz. Mas é o leste e não o sul. Nenhuma outra cidade alemã está mais ao leste que Görlitz. Aqui à margem do Neisse, exatamente a 15 graus de longitude, no meridiano do horário centro-europeu, finda o território alemão. Olhando para trás, vê-se a igreja de São Pedro e São Paulo, com suas torres góticas estendidas ao céu azul, e ao lado a Waidhaus, a mais antiga construção leiga da cidade, onde tudo começou na Görlitz da pós-unificação. O prédio ameaçado de desabamento foi o primeiro a ser saneado.
Afrescos como nos castelos
Görlitz foi descuidada pelo Patrimônio Histórico da RDA e em 1989 estava prestes a tornar-se uma ruína. Enquanto grandes somas eram destinadas a Berlim Oriental ou fluíam para a construção das chamadas cidades socialistas como Eisenhüttenstadt ou Hoyerswerda, a antes orgulhosa Görlitz desaparecia na sombra, em virtude da sua localização marginal. Em Görlitz relata-se que, na década de 70, chegaram a existir planos de demolição do centro da cidade por razões de segurança, e construção de novos prédios. Faltou dinheiro para tal, mas nas fachadas de algumas casas já tinham sido feitas, em 1989, perfurações para explosivos, conforme recorda Michael Vogel, diretor do Patrimônio Histórico Municipal.
Como para muitas outras cidades alemãs orientais, também para Görlitz a reunificação foi a salvação no último momento. O centro de Görlitz pôde ser inteiramente preservado, como um conjunto ímpar na Alemanha de casas nos estilos dos últimos 500 anos. Os mais belos exemplares estão na praça Untermarkt. Ingrid Bäther, natural de Lübeck, mostra com orgulho o seu apartamento no centro da cidade: “Quando vi a cidade pela primeira vez, fiquei profundamente entusiasmada”. Desde então, ela se apaixonou pelas amplas casas da praça Untermarkt. Elas chamam a atenção como testemunhos do bem-estar e surgiram depois que muitos cidadãos de Görlitz enriqueceram com o comércio têxtil. Tais magníficos afrescos e suntuosos tetos de madeira são presumidos antes em pequenos castelos que em casas burguesas. Ali moravam, naturalmente, os cidadãos mais proeminentes de Görlitz, aqueles que tinham logrado acumular as maiores riquezas. As casas de arquitetura ímpar na Alemanha são chamadas de “caramanchões compridos” pelo povo de Görlitz, em virtude dos seus enormes átrios. Ali, guardavam-se antigamente as carruagens e vendiam-se mercadorias.
Lindos apartamentos a preços módicos
A aposentada Ingrid Bäther sempre faz entusiástica propaganda para Görlitz e já logrou atrair alguns aposentados do oeste para o extremo leste do país. Se logo depois da reunificação era grande o êxodo, pois as pessoas não suportavam o clima deprimente e a sujeira provocada pela mineração de linhito nas proximidades, hoje o afluxo supera o êxodo e a população da cidade estabiliza-se, há algum tempo, em torno de 58000 pessoas. “Isto traz a vida de volta à cidade e gera empregos. E temos de sobra lindos apartamentos a preços módicos”, diz o prefeito Joachim Paulick. Após muitos anos de más perspectivas no mercado de trabalho, muitos setores em Görlitz buscam hoje desesperadamente jovens especializados – por exemplo, engenheiros para a construção de vagões ou para a fábrica de turbinas.
Na rua Lutherstrasse, Görlitz produz enormes rotores. Ali, em amplas instalações industriais do século XIX, a Siemens fabrica enormes turbinas a vapor para clientes de todo o mundo. Em Görlitz são produzidas máquinas desde 1847. A cidade entrou rapidamente na fase da industrialização quando, através da ligação à rede ferroviária, tornou-se entroncamento do tráfego entre Berlim, Praga, Dresden e Wroclaw. Quando a era das máquinas a vapor acabou, no início do século XX, Görlitz descobriu a turbina a vapor como novo produto, com muito êxito. Após a reunificação, a fábrica não foi fechada, mas sim incorporada pela Siemens. O conglomerado é hoje o líder mundial na construção de turbinas industriais a vapor e Görlitz, com 800 empregados, é para a empresa o quartel-general das turbinas. “A partir daqui, dirigimos nossas outras fábricas, por exemplo, na Índia, no Brasil, na Suécia e na República Tcheca”, afirma René Umlauft, chefe do setor de negócios “Turbosets”.
Também outra empresa superou todas as crises: a fábrica de vagões de Görlitz. Os vagões de dois andares da empresa, que hoje pertence ao conglomerado Bombardier, estão presentes quase em todo lugar, no trânsito interurbano e regional na Alemanha. E também a cabeça propulsora da técnica de inclinação do ICE da Deutsche Bahn foi construída na fábrica de Görlitz, que conta hoje com 1350 empregados. A fábrica, tida no conglomerado como “ponto central de produção”, é bem-sucedida também nos mercados internacionais: já fornece a Luxemburgo, Dinamarca, Suécia e Israel, além de 21 outros países em três continentes. Atualmente, participa na construção do metrô de Bucareste e ganhou, além disto, a concorrência para o metrô de Délhi.
Reconstrução do centro histórico
Quase nenhuma outra região beneficiou-se tanto da reunificação alemã e a ampliação da UE como a do Oberlausitz, na Baixa Silésia. Localizada na importante rota comercial Via Regia entre o Ocidente e o Oriente, a bucólica região ficou relegada à insignificância na Europa, após a Segunda Guerra Mundial. No acordo de Potsdam foram concedidos à Polônia os territórios alemães a leste do rio Neisse e, com isto, também a parte oriental de Görlitz. As duas cidades voltaram-se as costas. Durante muitos anos, o raso Neisse constitui uma linha demarcatória quase intransponível, no meio de Görlitz. Hoje, Görlitz está outra vez no centro da Europa. “Hoje não estamos mais no fim da Alemanha, mas sim no seu começo”, diz o prefeito Paulick.
Desde 1990 e ainda mais após o ingresso da Polônia na União Européia, tenta-se reviver na região a grande tradição centro-européia, e não apenas econômica. Juntas, Görlitz e Zgorzelec se autodenominam cidade européia, os teatros cooperam, representantes das administrações municipais reúnem-se regularmente; tanto em Görlitz como em Zgorzelec há um jardim de infância alemão-polonês. As classes escolares têm classes parceiras, respectivamente do outro lado da fronteira. Com grande engajamento, Görlitz e Zgorzelec promoveram a sua candidatura conjunta ao título de Capital Cultural Européia de 2010, o que chamou a atenção também fora da região. Ainda que as duas cidades tenham perdido a disputa para Essen, há um ano, elas se tornaram muito mais conhecidas – e será realizada de qualquer maneira uma boa parte dos eventos planejados conjuntamente. Do lado de Görlitz será renovada a Stadthalle, com uma das mais belas salas de concertos entre Leipzig e Wroclaw. Do lado de Zgorzelec, será restaurado o Dom Kultury, o antigo pavilhão memorial. Mais importante ainda para as duas cidades é um projeto que não está ligado diretamente à candidatura derrotada: a reconstrução da praça Postplatz, do lado de Zgorzelec, através da qual Görlitz/Zgorzelec devem unir-se no seu centro histórico. Os planos são feitos pelas duas administrações municipais conjuntamente: enquanto Adam Cebula, urbanista-chefe de Zgorzelec, é responsável pelas questões arquitetônicas, o curador da silhueta urbana de Görlitz, Peter Mitsching, é responsável pela combinação de cores não apenas na Postplatz, mas também nos prédios históricos da margem polonesa do Neisse, como por exemplo, da residência de Jacob Böhme, o famoso autor místico. Existe o consenso de que Görlitz, amplamente renovada de forma magnífica, e o lado ressurgente de Zgorzelec crescerão conjuntamente também no aspecto visual.
Também a cooperação das indústrias traz sempre novos frutos: a fábrica de turbinas da Siemens pretende abrir, dentro em breve, uma sucursal em Zgorzelec. Será um pequeno escritório para jovens engenheiros da Polônia. Pessoal especializado é escasso na Alemanha. Assim, a Siemens espera ter um argumento especialmente bom na bela cidade dupla, para atrair técnicos poloneses jovens, que não pretendam deixar seu país natal.
Reiner Burger (Revista "Deutschland")
30.08.07 - CARONA:
Opção fácil e barata de viajar 
Esqueça aquela imagem do jovem com uma mochila nas costas, barba mal feita e polegar erguido na beira da estrada. Na Alemanha, caroneiro que se preza usa a internet para arranjar a viagem. Não sai de graça, mas o preço é quase simbólico quando comparado aos bilhetes de trem ou avião. E o viajante ainda ganha a oportunidade de fazer novos amigos.
A agência de caroneiros mais popular entre os estudantes alemães é o Mitfahrgelegenheit que, em sete anos de existência na web, já registra quase 300 mil usuários inscritos. São cerca de 800 mil visitas mensais à webpage, a maioria feita por universitários. O sucesso tem explicação: não se paga nada para fazer o cadastro. Segundo um de seus criadores, o estudante Michael Reinicke, de Freiburg, o site sobrevive das propagandas de empresas anunciadas nas páginas virtuais.
Para turistas, a carona é uma aventura a mais registrada no caderno de viagem. "Tenho amigos alemães que me garantiram que os alemães são confiáveis", brinca o músico Roberto Avelino, 25 anos. "Este seria o melhor jeito de conhecer as cidades que queria, por ser barato e seguro", conta. No ano passado, ele deixou Brasília para mochilar pela Europa. Passou por seis cidades na Alemanha e adorou a experiência com o Mitfahrgelegenheit. Ao longo da Autobahn falava sobre o Brasil e ouvia as mais diferentes histórias de vida. "Eu nem me cadastrei, só olhava os anúncios e ligava para direto para o dono do carro", lembra Roberto. "Meu alemão era ruim na época e uma vez o motorista não falava nada de inglês. Ainda assim nos entendemos por telefone e deu tudo certo".
O agência funciona assim: tanto quem quer companhia para conversar e dividir os custos da viagem quanto quem pretende ir de carona deixam anúncios com as datas preferidas, os horários, os locais de partida e chegada e até a marca do carro. Qualquer pessoa que entrar no site tem acesso aos contatos do anunciante, como números de telefone e endereços eletrônicos. Tudo de graça.
Há ainda outras agências que oferecem espaço para anúncios de carona, como Mitfahrzentrale, mas para acessar o telefone dos anunciantes é preciso pagar uma taxa de três euros por mês. Uma viagem de Colônia até o sul do país, por exemplo, que de trem chega a 80 euros, pode sair por apenas 15 quando se vai de carona.
"Geralmente as 'vagas' são anunciadas não muito tempo antes da viagem, o que dá uma certa espontaneidade à coisa. Já vi muita gente confirmar apenas um dia antes da partida", explica a estudante de História Olívia Gutierrez, 20 anos. Ex-au pair em Munique, Olívia e um amigo brasileiro foram até Hamburgo de carona arranjada por meio do Mitfahrgelegenheit. "Se você está indo para uma cidade na qual nunca esteve antes, ainda melhor, pois geralmente a pessoa pode dar algumas dicas de coisas interessantes a se fazer e outras coisas práticas sobre o local", conta a jovem, que hoje mora em Minas Gerais.
Como tudo fica marcado por telefone ou e-mail, dificilmente acontece algum problema. A estudante Aline Fonseca, porém, teve menos sorte. " A única vez em que tentei viajar de carona a pessoa não apareceu, não ligou nem atendeu meus telefonemas. Simplesmente sumiu", conta.
Apesar de terem adorado as caronas na Alemanha, os brasileiros acreditam que seria difícil bancar a idéia no Brasil. "Seria inviável, as distâncias entre as cidades são muito grandes", avalia Roberto. Para Olívia, a segurança seria o fator de maior preocupação. "Acho a idéia fantástica, é verdade, mas aqui existe um alto índice de pessoas agindo pela internet para fins ilícitos e, infelizmente, não temos ainda um controle da polícia sobre isso", diz.
Mariana Santos
30.08.07 - AU PAIR:
Experiêcias de uma brasileira na Alemanha 
Kathlen conheceu lugares como Berlim
A administradora de empresas Kathlen Michele Volkmann tem hoje 29 anos e relembra com um sorriso no rosto o ano em que foi au pair na Alemanha. Em 2002, fez as malas e mudou-se para a casa de uma família na cidade de Wetter, em Hessen. Com nível de alemão básico, a idéia de agregar novas palavras a seu vocabulário e ter experiência de vida no exterior a agradava. Iniciava uma nova fase. A partir dali, a descendente de alemães aprenderia outros costumes e cuidaria de Bastian (8), Konstantin (7), Dorothea (5) e Eleonora (recém nascida).
Graduada em curso superior, Kathlen optou por deixar seu emprego numa multinacional, em Blumenau (SC), e a família, por tempo determinado, em busca da aventura e do aprendizado como au pair. A brasileira nascida e criada em Pomerode - a cidade mais alemã do Brasil – nunca se arrependeu de suas escolhas e conta que conseguiu o trabalho por indicação de uma amiga que já residia no centro da Europa. Normalmente, os programas de au pair são oferecidos por agências especializadas possibilitando, assim, chances iguais aos candidatos.
O que mais agradou Kathlen na experiência vivida com a família alemã foi a harmonia. “Uma união que ultrapassou os limites de companheirismo. Eles se tornaram uma segunda familia para mim!”, argumenta a jovem. Ser au pair, – expressão francesa que significa “ao par” ou seja, em termos iguais, estar em igualdade de condições – na Alemanha, tem muitas vantagens:“Aprimorar os conhecimentos no idioma, viajar, fazer novos amigos, vivenciar o estilo de vida do país, freqüentar aulas em uma universidade ou escola local, e claro, amadurecimento pessoal e emocional são algumas das vantagens”, reflete a empresária.
Mas não só de passeios é feito um programa destes. Kathlen é categórica no quesito responsabilidade “As famílias desejam que a au pair torne-se uma amiga e seja um exemplo para suas crianças sempre que necessário, como uma irmã mais velha. Cuidar e brincar com crianças, preparar as refeições delas, arrumar os seus quartos, levar e buscá-las na escola e em seus compromissos fazem parte dos deveres de uma au pair”.
Quanto a experiência do programa como um todo, Kathlen comenta “Não há como eleger um ponto específico do qual eu mais gostei. A Alemanha foi uma das melhores experiências que tive. Gostei muito do curso de idioma na Universidade, da cultura, história e filosofia do país. Das descobertas, das viagens, amigos. De um mundo completamente diferente e ao mesmo tempo tão familiar. Gostei muito da minha família alemã!”.
A Alemanha foi a primeira viagem de Kathlen à Europa. E desta aventura resultaram alguns aprendizados que a brasileira levará para sempre: “Fiquei bem impressionada com o sistema de reciclagem e separação do lixo. O lixo é dividido em papel, plástico, vidro verde, marrom e branco, e orgânico, além da necessidade de pagar, por kilo, pelo lixo que se produz. Com certeza, é um ato de consciência ambiental e ética”, conclui. Quando o assunto é curiosidade, Kathlen é direta. “No restaurante, por exemplo, se todas as mesas estão ocupadas e há cadeiras desocupadas em volta, é possível dividir uma mesa com pessoas que você jamais viu anteriormente, sem maiores formalidades”, conta surpresa.
Como estrangeira e amante de seu país de origem, Kathlen também fez suas comparações ao Brasil. E uma delas, diz respeito a educação no trânsito. “A faixa de pedestres é bem diferente. As pessoas realmente respeitam o sinal, mesmo que não tenha um carro por perto, todos esperam até que o sinal fique verde. E em algumas faixas de pedestres, o farol emite sinais sonoros para que pessoas com deficiência visual saibam quando atravessar”, relembra.
A experiência da pomerodense na Alemanha foi tamanha, que não descartaria a possibilidade de se tornar au pair novamente, apesar de existir um limite de idade para o programa. Em grande parte dos casos, a idade de moças e rapazes que aderem a este trabalho gira entre 17 e 25 anos. Existem algumas regulamentações para se tornar um au pair. Segundo agências do ramo, o candidato deve ser solteiro, não ter filhos, gostar de crianças e ter experiência comprovada com elas, além de estar em bom estado de saúde e ter conhecimento básico na língua alemã.
Kathlen, que aprecia o constante aprendizado, dá a dica para eventuais interessados. “Trabalho voluntário em creches e escolas infantis é uma ótima forma de adquirir experiência no cuidado de crianças. Planejar tudo com antecedência, criar expectativas na medida certa e lembrar-se sempre que você está indo à Alemanha a trabalho e portanto deve ter responsabilidade são fatores muito importantes. Enquanto você estiver lá, você estará representando o Brasil. Também é uma boa idéia levar pequenos agrados e mapas do Brasil para conversar sobre o seu país. Aproveite bem a oportunidade para vivenciar uma nova cultura e enriquecer a sua vida com isso”, finaliza Kathlen, que um ano depois de retornar da Alemanha, foi aos Estados Unidos da América onde também se tornou au pair. A meta foi aperfeiçoar o inglês.
O retorno para a família
Em julho deste ano, Kathlen esteve novamente em Wetter. A convite da família, com a qual morou há cinco anos, a empresária foi de férias para a Alemanha. Foram quatro semanas de recordações e mais aprendizado. Participou das festivadades de 40 anos da “mãe de família” e se divertiu revendo Bastian (14), Konstantin (12), Dorothea (9) e Eleonora (5). “Foi muito bom passar as férias com eles. Revê-los e conversar pessoalmente com todos eles foi ótimo. Nem parecia que já havia se passado tanto tempo”, comenta com um sorriso de saudades.
Bettina Riffel
17.08.07 – FRANKFURT É LOGO ALI:
Autorizados vôos diários para a TAM 
A empresa aérea brasileira TAM anunciou que recebeu autorização oficial da ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil, para incrementar suas frequências entre o Brasil e a Alemanha em quatro vôos semanais. Com isso, a empresa totaliza sete frequências por semana para Frankfurt, cidade que possui o maior aeroporto da Europa continental. A empresa informou que os passageiros poderão contar com vôos diários para Frankfurt até o fim do ano e que para isso está tomando todas as providências necessárias. Recentemente, a TAM assinou um memorando de entendimento com a Lufthansa com vistas a implementar “codeshare” (acordo operacional de compartilhamento de vôos) em rotas nacionais e internacionais.
Josiane Cotrim
17.08.07 – CONTO DE FADAS:
Castelo inspirou Walt Disney 
O mais clicado da Alemanha?
Um verdadeiro conto de fadas! Assim pode ser definido tanto o castelo de Neuschwanstein, no sul da Alemanha, quanto a vida do então rei da Baviera, Ludwig II. A construção é tão majestosa que foi usada em diversos filmes, além de ter inspirado Walt Disney na criação do castelo do filme Cinderela e que é a marca registrada da Disney World, em Orlando, na Flórida.
O rei Ludwig II (1845-1886) assumiu o poder cedo, aos 18 anos. Muito influenciado pelos ideais românticos, foi um grande incentivador da cultura, principalmente da música de Richard Wagner. Todo esse idealismo fez com que construísse vários castelos e se distanciasse da política. Com a derrota na guerra contra a Prússia, em 1866, e com o alto custo de construção e manutenção das belas e gigantescas construções, ele endividou-se e colocou a economia da Baviera em grave dificuldade.
Segundo os historiadores, esse foi um dos principais motivos de sua deposição, em 1886, por um atestado de insanidade, feito pelo Professor Bernhard von Gudden, que nem chegou a fazer uma consulta pessoal. O rei deposto morreu em circunstâncias até hoje obscuras.
Louco ou idealista, Ludwig II deixou para a história a rica cultura romântica e maravilhosos palácios, que são visitados por mais de 1,5 milhões de pessoas anualmente. O castelo de Neuschwanstein (“a pedra do novo cisne”) é o mais famoso. A construção mistura estilos medievais, mouros e, é claro, românticos. Esse conjunto encanta a todos os visitantes, vindos de todo o canto do mundo.
O castelo fica próximo da cidade de Füssen, a duas horas de Munique. Ele é relativamente novo, tendo sido construído na metade do século XIX. Em 2007 foi finalista no concurso que elegeu as sete novas maravilhas do mundo e é considerado um dos prédios mais fotografados da Alemanha.
Bruno Blanlenburg
30.07.07 – DERRUBANDO CLICHÊS:
Além das expectativas 
Atenção nas ruas de pedestres
Serão os alemães pessoas realmente frias? Ou seja, talvez haja falta de oportunidades para acabar com estereótipos a respeito do comportamento dos alemães! Às vezes, imagens negativas do povo alemão que correm pelo mundo não correspondem à realidade. Principalmente, depois do visitante ter tido oportunidade de ver de perto o que se passa realmente.
Um turista brasileiro se surpreende, passeando pela Fuβgängerzone em Frankfurt, precisando de uma informação, mas um pouco apreensivo por achar que não seria bem aceito por falar mal a língua. A surpresa é grande ao se dirigir a um transeunte e constatar que ele pára e escuta, atenciosamente, a pergunta feita em um alemão macarrônico para então responder a pergunta devagar e com simpatia.
A mesma experiência teve a estudante brasileira, Lygia C.: “Eu achava que era um país frio de pessoas nada simpáticas. Como eu estava errada! Os alemães são extremamente simpáticos, nada frios, me senti muito acolhida. As crianças são muito educadas! E que país! Que bagagem fantástica! Têm uma história linda, marcada por alguns momentos tristes sim, mas é um país fascinante! Claro que eles são super certinhos, tudo funciona por lá, é incrível!”.
Outra visitante, Juliana A., conseguiu ver o país com olhos mais românticos, talvez inspirada pelos passeios às margens do rio Reno: “Nunca vi tanta beleza, o rio cortando montanhas cobertas por retalhos de vinheiros, castelos, torres, vilas medievais. Agora entendo de onde veio tanta inspiração aos grandes pensadores e compositores da história da humanidade, como Hegel, Goethe, Beethoven e muitos outros. - E a culinária, os vinhos, é de dar água na boca”, diz. “E no verão, os parques lotados por estudantes e famílias, todos com toalhas e cestas de piquenique. Alguns até tomando sol sem roupas. Já imaginou esta liberdade no Brasil?”.
Dália Álvares
16.05.07 – HOTELARIA:
Cultura da hospitalidade 
Os melhores hotéis alemães são pontos ideais de partida para turistas em busca de história e cultura
Vindo para cá, Charlie Chaplin perdeu os botões da calça, deixando-os de presente em Berlim. Marlene Dietrich, ao contrário, não perdeu nada, mas ganhou: ela foi descoberta aqui. Há hotéis que se tornaram lenda. Uma instituição. Internacionalmente famosos e a garantia de que se está no lugar certo e na hora certa. Ao mesmo tempo, eles próprios são parte da história cultural.
O Adlon em Berlim está bem no topo dessa liga nobre. Ao lado de astros de Hollywood e ambiciosos atores alemães, foram hóspedes dessa magnífica construção em estilo guilhermino próxima ao portão de Brandemburgo, desde o início, imperadores e reis, diplomatas, escritores e maestros. Construído em 1907, com o apoio do imperador Guilherme II, sua lista de hóspedes parece um “Who’s who” das personalidades determinantes da primeira metade do século XX. O fato de que a cosmopolita Berlim, na época relativamente jovem, tenha ganhado um Grand Hotel que podia concorrer com as casas luxuosas de Paris e Londres, deve-se ao gastrônomo Lorenz Adlon, de Mainz. Ele realizou seu sonho, oferecendo aos hóspedes do seu hotel o mais moderno conforto que existia naquela época. A II Guerra Mundial fez seu sonho desvanecer: o prédio foi demolido. Depois da queda do Muro, em 1989, Kempinski, o mais velho grupo de hotéis de luxo da Europa, assegurou-se o direito de reconstrução do prédio. Em 1997, tudo estava pronto: a nau capitânia da hotelaria alemã foi solenemente reinaugurada, dando continuação à sua grande história. Este hotel ainda continua hospedando todos os dias os grandes vultos da política, da economia e do show business.
Um desenvolvimento semelhante teve um outro Grand Hotel alemão, o hotel Taschenbergpalais em Dresden. Sua história data de dois séculos. No século XVIII, Augusto o Forte, rei da Saxônia, mandou construir esse palácio residencial para a sua amante, a condessa Cosel. Em fevereiro de 1945, o prédio foi totalmente destruído pelas bombas, salvando-se apenas o alicerce. Exatamente 50 anos depois, ele foi reconstruído segundo os planos originais. Hoje, o Taschenbergpalais brilha em pompa barroca no centro histórico de Dresden, ao lado da Semper-Oper, da Frauenkirche e do Zwinger, também reconstruídos.
O que une estes e outros dez hotéis de luxo alemães é que eles, como endereços nobres entre os hotéis alemães, engajam-se juntos no ano temático “Alemanha, País de Arte e Cultura”, da Central Alemã de Turismo, recomendando-se a si próprios como ponto de partida para visitantes que se interessam por arte e cultura (www.selektion-deutscher-luxushotels.de). Estes sabem apreciar o conforto de tais casas luxuosas: sua localização, seu serviço discreto, perfeito e completo e a geralmente primorosa arte culinária nos seus próprios restaurantes. Afinal, a boa mesa também é cultura. O Raffles Hotel em Hamburgo, por exemplo, a nobre nau capitânia da hospitalidade hanseática, atrai os gourmets ao seu consagrado restaurante “Haerlin”. Quem cultiva o bom gosto, na região do Reno-Meno, convida seus hóspedes ao “Ente”, restaurante premiado do hotel Nassauer Hof em Wiesbaden. Hotéis em outras capitais estaduais, como o Hotel am Schlossgarten em Stuttgart, atraem os hóspedes com uma excepcional adega de vinhos finos, além de uma confeitaria própria com tentadoras bombas calóricas. No restaurante “Mark’s”, do hotel Mandarin Oriental em Munique, quem cozinha é o premiado chef Holger Stromberg.
Na categoria de luxo também há hotéis que são dirigidos pelo próprio proprietário, como o Colombi em Freiburg ou o Pflaums Posthotel em Pegnitz. O Pflaums Posthotel, perto de Bayreuth, a cidade de Wagner, é propriedade da família já há 300 anos, tendo se tornado famoso através do opulento design e dos eventos gastronômicos já comparáveis a encenações teatrais. Suas suítes, que levam nomes wagnerianos como „Parzival“ ou “Klingsors Zaubergarten”, foram decoradas por conhecidos designers. Duas instalações de serviço vêm se tornando cada vez mais importante na hotelaria de luxo: um moderníssimo business centre para o dinamismo e uma área de wellness para o relaxamento. Quanto a este último item, um hotel vem ganhando pontos ultimamente, embora não esteja em nenhuma metrópole e sim na cidade balneária e de cassino Baden-Baden: o Brenner’s Park Hotel & Spa. Incrustado num parque de vegetação abundante, ele é sempre elogiado como um dos melhores hotéis alemães. Programas individuais de beleza, rituais exóticos tentadores, como a massagem a quatro mãos “Lomi-Lomi”, deleitam os hóspedes. Pois há que se descobrir também a arte do relaxamento.
Bettina Winterfeld (Revista "Deutschland")
10.05.07
CASA DO EMIGRANTE:
Melhor museu europeu de 2007 
História dos que deixaram a Europa
A cidade portuária de Bremerhaven, cenário de movimentos migratórios no país, possui o museu alemão da emigração, que foi eleito o melhor museu da Europa de 2007. O museu possui uma mostra multimídia que narra as causas da emigração e o destino dos cerca de 7 milhões de migrantes que a partir de 1850 deixaram a Europa em direção ao continente americano.
dpa
16.05.07 – HOTÉIS DE ARTE:
O belo acolhe os hóspedes 
Três hotéis, nos quais se acentuam a arte e o conforto – e que são tão diferentes como apenas a arte pode ser
Nem sombra de tempo ruim em Hamburgo. Em vez disso, atmosfera cheia de luz sob as tílias. Assim pintou Max Liebermann, em 1902, o terraço do hotel “Louis C. Jacob”, onde morou naquela época por vários meses. O famoso quadro “Lindenterrasse” (terraço sob as tílias) está hoje no museu Kunsthalle de Hamburgo. O nobre hotel na rua Elbchaussee sobreviveu à chuva de bombas da guerra e à onda de demolição do pós-guerra. E o quarto de Liebermann foi restaurado com muita dedicação. Uma variante desse quadro enfeita as suas paredes. É um pouco menor, mas igualmente lindo.
Também em Hamburgo está o “Le Royal Méridien”, que se dedica à arte atual. Mais de 600 pinturas originais contemporâneas de artistas hamburgueses enfeitam a casa de 284 quartos. Uma outra atração: da banheira, os hóspedes podem ver o lago Aussenalster. É também uma linda imagem, mas que muda constantemente.
Um lugar onde moram artistas e fãs da arte: em cima hotel, em baixo ateliês com atmosfera de espaço coletivo. Em 1999, inaugurou-se num prédio antigo de Berlin-Mitte o Künstlerheim Luise. Os quartos são únicos: cada um foi decorado por um artista famoso. Assim surgiu o Arte Luise Kunst-hotel – uma espécie de galeria com pernoite. Os ditos filosóficos pintados na parede da escada fazem do acesso aos quartos uma “arte de vida”. Degrau por degrau.
Bettina Winterfeld (Revista "Deutschland")
02.04.07 - WEIMAR:
No rastro dos clássicos 
Weimar reúne nada menos que 24 museus num espaço de 500 por 600 metros. Um passeio literário pela cidade do classicismo alemão

A pequena Weimar est á situada no coração verde da Alemanha, na Turíngia, e tem apenas 65 mil habitantes, mas possui fama mundial como cidade da literatura, arte, música e história. Esta fama foi criada por inúmeros gênios, principalmente os poetas Johann Wolfgang von Goethe e Friedrich Schiller, que viveram e trabalharam muito tempo em Weimar. Mas também Lucas Cranach, o pintor da Reforma, está entre eles; o grande reformador Martinho Lutero, que pregou com freqüência em Weimar; Johann Sebastian Bach, o compositor mais tocado; e Franz Liszt, que conduziu Weimar a uma era musical “prateada”, no período pós-clássico… Todos eles passearam no calçamento histórico da Marktplatz, com a sua colorida feira de legumes, hoje como antigamente. Atualmente, não são apenas os cidadãos de Weimar, mas também inúmeros turistas que se reúnem na Marktplatz, atraídos também pelo aroma das salsichas da Turíngia sobre as grelhas. Quase todos os visitantes têm o mesmo destino: a Casa de Goethe, atração máxima da cidade, a cerca de 500 passos de distância. Ninguém necessita de táxi em Weimar, tudo pode ser alcançado confortavelmente a pé. Apenas quem desejar transpor-se à época de 1800, deverá subir então num dos coches de prontidão, como antigamente.
Quando chegou ali em 1775, a cidade-residência de apenas 6000 habitantes deve ter parecido um lugar pequeno e restrito ao jovem Goethe, nascido em Frankfurt. Foi para lá a convite do também jovem e amante da arte, duque Carl August, que se tornou amigo de Goethe, incentivando-o e impulsionando-o. E Johann Wolfgang von Goethe permaneceu na cidadezinha da Turíngia até o fim da sua vida, mais de 50 anos. O lugar lhe dava tranqüilidade e vigor, mas também bem-estar material para trabalhar como um gênio criativo.
A Casa de Goethe na rua Frauenplan é o museu mais visitado de Weimar. E a concorrência é grande: em Weimar, 24 museus e memoriais estão reunidos num espaço de apenas 500 por 600 metros. 14 deles foram incluídos pela Unesco na lista de Patrimônios da Humanidade. Na Casa de Goethe, o visitante é saudado pela palavra “Salve”, num mosaico do chão. Tudo parece indicar que o poeta acaba de sair, para voltar logo. O escritório, a biblioteca, os cômodos privados, nada foi mudado desde a época de Goethe. Na Sala de Juno, sala de recepção com piano de cauda, o grande mestre encontrou-se com personalidades históricas, poetas e intelectuais. Seus hóspedes eram freqüentemente alojados na pensão vizinha “Weisser Schwan”, que ainda hoje abriga um restaurante apreciado pelos turistas. O cardápio inclui pratos diletos de Goethe – como carne bovina cozida,com molho verde de Frankfurt, batata cozida com salsinha e salada de beterraba.
Goethe reuniu mais de 6000 livros na sua biblioteca particular na casa da Frauenplan. Quase um milhão de livros estão guardados na Biblioteca Duquesa Anna Amalia, um centro de pesquisa da história da arte, de renome internacional. No outono de 2004, um grande incêndio destruiu dezenas de milhares de livros e uma parte da maravilhosa Sala Rococó. Mas já em outubro de 2007, os restauradores já deverão ter recuperado a antiga pompa. A herança manuscrita de Goethe e de Schiller, um total de mais de dois milhões de documentos, está resguardada no mais velho arquivo literário do mundo, o Arquivo de Goethe e Schiller. A Unesco o incluiu no seu programa “Memória do Mundo”.
Logo atrás da Biblioteca Anna Amalia estende-se o parque do Ilm, um oásis verde no coração da cidade. Em meio a este idílio está a casa de verão de Goethe, seu primeiro domicílio em Weimar. Ela logo se tornou muito pequena e pouco representativa para o “conselheiro titular”, pois o poeta era também ministro a serviço do duque. Durante toda a sua vida, a casa de verão – que hoje também está aberta à visitação pública – permaneceu sendo um refúgio para a sua criação literária. Ali, ele encontrava sossego. Ali, ele estava junto da natureza: ele, que também se interessava por plantas, minerais e pelo espectro das cores.
Perto da Casa de Goethe na Frauenplan, Friedrich Schiller comprou uma pequena casa, na rua hoje denominada Schillerstrasse, no calçadão de Weimar. Num pequeno escritório no andar superior, ele escreveu “Guilherme Tell” e “Maria Stuart”. A amizade entre os dois grandes poetas também impulsionou seus trabalhos, eles se incentivavam mutuamente a novas obras-primas. Schiller insistia com Goethe pela finalização de “Fausto”, no qual o nobre poeta trabalhou a vida inteira, e foi Goethe quem levou os dramas de Schiller a serem encenados no atual Teatro Nacional Alemão, pois Goethe era seu diretor.
Mais de 100 anos mais tarde, fez-se história nesse teatro: em 1919, a Assembléia Constituinte proclamou ali a primeira Constituição democrática da Alemanha, que foi registrada nos livros de História como a “Constituição de Weimar”. Em frente ao teatro, o Museu da Bauhaus abre hoje suas portas aos visitantes. Ele está dedicado à Staatliches Bauhaus, a revolucionária escola de arte, arquitetura e design do século XX, que foi fundada em Weimar. Nomes como os de Walter Gropius, Wassily Kandinsky, Lyonel Feininger fazem parte deste contexto. Poucos passos adiante está o Palácio Wittum, a residência de viúva da duquesa Anna Amalia, com o Salão da Mesa Redonda. Em volta a uma grande mesa redonda, a duquesa-mãe, de grande sensibilidade artística, reunia no seu salão a elite de Weimar, nobres e burgueses, onde “cada um, à sua maneira, entretinha a si próprio e aos demais”, como descreveu Goethe.
Mas Weimar também é isto: humanismo e crueldade, lado a lado. Quase na proximidade dos memoriais do classicismo, os nazistas erigiram, na colina Ettersberg, o campo de concentração de Buchenwald. Mais de 56000 pessoas de 40 países foram mortas ali. Buchenwald é hoje um lugar muito visitado como memorial e advertência contra a barbárie e a desumanidade.
Três a quatro milhões de turistas visitam Weimar todos os anos. Nenhuma outra cidade do seu porte pode apresentar tantos museus e monumentos, emanando tanta história e cultura a cada passo. Sem Goethe e Schiller, no entanto, Weimar jamais teria se tornado a capital intelectual daquela época, registrada na história literária como a era dos clássicos de Weimar. Os visitantes de Weimar percebem o espírito deste lugar numa cidade cheia de vitalidade. Como despedida, muitos deixam-se fotografar em frente ao Teatro Nacional Alemão. Pois ali estão reunidos hoje os dois grandes nobres poetas, num monumento de bronze. Quem se deixa fotografar diante da imagem simbólica de Weimar, pode provar em casa: eu estive em Weimar.
Kerstin Sucher (Revista "Deutschland")
15.03.07 - FEIRA EM BERLIM:
Turismo em alta 
Evento é um dos maiores do mundo
As últimas tendências do turismo, o exotismo da Índia e as consequências das mudanças climáticas estiveram presentes na maior feira de turismo do mundo, em Berlim. Com um número recorde de participantes e visitantes, a ITB mostrou no evento deste ano as propensões do mercado de turismo e discutiu as implicações das mudanças climáticas no setor. Quase 11 mil expositores de 184 países apresentaram desde Bolsas Internacionais de Turismo até a viagem de sonhos de fim de semana e destinações de férias pouco conhecidas. Este ano a feira de Berlim espera ter realizado negócios que superem a casa de 5 bilhões de euros. Pela primeira vez a feira teve uma ala específica destinada inteiramente a imóveis de férias e projetos imobiliários.
Além das tendências do turismo, a feira deste ano tematizou as consequências das mudanças climáticas no mercado mundial de viagens. Em Berlim, não estão representadas apenas as destinações de férias mais conhecidas e mais procuradas, mas também aquelas regiões de que se tem poucas informações. O país convidado deste ano é a India. A ministra do Turismo, Leena Nandan disse querer mostrar seu país em Berlim como a terra do boom turístico. A taxa de crescimento do turismo ultrapassou os 15% nos últimos três anos. O potencial desse mercado é extremamente atrativo na Europa.
dpa
01.03.07 – DADOS E FATOS:
Alemanha como destinação turística 

A Alemanha torna-se cada vez mais uma meta para os viajantes. Em 2004, foi ultrapassada, pela primeira vez, a marca dos 45 milhões de pernoites de turistas estrangeiros. A tendência é aumentar, segundo informações da Central Alemã de Turismo (DZT). Berlim, Munique, Frankfurt do Meno e Colônia são as cidades prediletas dos visitantes internacionais. A maioria deles vem de outros países europeus, dos Estados Unidos e da Ásia. Na preferência dos turistas estrangeiros encontram-se, regularmente, os Estados da Baviera, Renânia do Norte-Vestfália e Baden-Württemberg. As maiores atrações são os monumentos histórico-culturais, os concertos de música clássica, as exposições de arte, as apresentações teatrais ou os acontecimentos desportivos a nível internacional, as festas de rua e os tradicionais mercados de Natal, para citar algumas delas. Os alemães gostam de festejar. E algumas festas populares, como a Oktoberfest, em Munique, a Christopher Street Day, em Colônia, o Carnaval das Culturas, em Berlim, e o carnaval de Mainz e Colônia, já se tornaram internacionalmente símbolos do bom humor e de uma atmosfera cosmopolita.
Enquanto os turistas estrangeiros preferem as metrópoles, os alemães preferem visitar as pequenas cidades e as regiões rurais típicas de seu país. Seus destinos prediletos para as férias são o litoral do Mar do Norte e do Mar Báltico, a Floresta Negra e o Lago de Constança. Afinal de contas, a Alemanha possui 15 Parques nacionais, 93 Parques Naturais e 14 Reservas da Biosfera entre o baixio costeiro do Wattenmeer, no Norte, e os Alpes, no Sul, onde a proteção da natureza é escrita com letra maiúscula. Mas as regiões litorâneas, os lagos e as montanhas ganham mais significado também como uma espécie de academia ao ar livre. As ofertas são grandes e variadas: há nove trilhas longas, com uma extensão de 9.700 quilômetros, atravessando toda a Alemanha. A rede de trilhas sinalizadas é de mais de 190 mil quilômetros. E os ciclistas podem explorar o país utilizando 40 mil quilômetros de ciclovias.
“Perfil da Alemanha”
01.03.07 - ESPORTES DE INVERNO:
Aquecimento global ameaça diversão no frio 

Não é novidade que na Alemanha faz muito frio durante o inverno. Mas o clima gelado não impede os alemães, em geral grandes fãs da vida ao ar livre, de saírem para praticar esportes nesta época. Embora apenas uma pequena faixa dos Alpes se situe no país, há várias opções de destinos para quem queira esquiar, praticar snowboard ou qualquer outro esporte de inverno. Um dos principais pólos turísticos de inverno é Oberstdorf, cidade mais ao sul de toda Alemanha, conhecida por sediar campeonatos de salto sobre esqui.
Quando não há muita neve, ou para quem está longe das áreas de esportes de inverno, há a opção de pistas artificiais cobertas, como a do Alpincenter, em Bottrop, que, com seus 630 metros, é considerada a mais longa do mundo. Pode ser que, em algumas décadas, os galpões com neve artificial se tornarão a única opção para os esquiadores alemães. Segundo estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os centros de turismo de inverno da Alemanha estão ameaçados pelo aquecimento global.
Dennis Barbosa
01.03.07 – ECOTURISMO:
Parques nacionais 

Os 15 Parques nacionais alemães estão localizados em grande parte no Norte do país. Todos se caracterizam pela singularidade da natureza e da paisagem e estão destinados à preservação da biodiversidade das plantas e dos animais. O maior deles é o Parque Nacional do Baixio Costeiro de Schleswig-Holstein, com 441 mil hectares. O menor é o Parque Nacional de Jasmund, com as famosas rochas calcáreas da Ilha de Rügen, com 3 mil hectares.
“Perfil da Alemanha”
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