GASTRONOMIA |
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24.11.08 – THÜRINGER BRATWURST: Museu na Turíngia mostra a lingüiça alemã em forma de arte, cultura e história... A Thüringer Bratwurst é muito mais do que um simples embutido. Ela é uma marca registrada de amplo significado histórico-cultural. Sua receita foi protegida com a "Denominação de origem protegida", da União Européia, e suas dimensões oficializadas: 20 cm de comprimento, 15 mm de largura. Não é à toa que, no coração da Alemanha, um museu é inteiramente dedicado à especiaria: o 1° Museu Alemão da Bratwurst Localizado em Holzhausen, cidade ao sul de Erfurt, capital da Turíngia, ele guarda objetos históricos que remetem ao ano de 1404, data da primeira menção à fabricação de salsicha na região. Textos mencionam a existência do embutido em um mosteiro em Arnstadt, ao sul de Erfurt. Uma cozinha da idade média, com panelas, talheres e vários outros detalhes, ambienta o visitante em uma outra época. "Recebemos várias máquinas, canções, livros e até ferramentas relacionadas com lingüiças, que fazem com que a visita seja uma verdadeira viagem para o passado", afirma um dos sócios responsáveis pela existência do museu, Thomas Mäuer. A salsicha da Turíngia ficou eternizada em um dos contos dos famosos Irmãos Grimm, o clássico "Vom Mäuschen, Vögelchen und der Bratwurst" (O pássaro, o rato e a salsicha). O museu disponibiliza um extenso arquivo literário que ajuda a compreender as raízes da Bratwurst. Martha Ayres Denk
05.11.08 – TEMPO DE COLHEITA: As uvas dos tipos Ortega, Bacchus e Müller-Thurgau já estão sendo colhidas. Porém, as espécies Spätburgunder (Pinot Noir) e Riesling ainda vão demorar um pouco mais: Nos vinhedos da região de Ahr até a de Württemberg a colheita começou. Isso significa para os vinicultores muito trabalho, e para o crescente número de fãs dos vinhos alemães, uma comemoração antecipada, já que a qualidade da safra provavelmente será pelo menos tão boa quanto a do ano passado, como esclarece Ernst Büscher, do Instituto Alemão do Vinho. A colheita principal começou este ano em meados de setembro. Dependendo da localização e do tipo de videira, naturalmente a época da colheita pode variar alguns dias ou semanas. Muitas vezes Riesling e Spätburgunger serão apanhadas apenas no início de novembro. Antes da safra em si há a chamada "colheita verde". Nela os cachos de uva não amadurecidos são cortados, a fim de proporcionar um crescimento melhor para os restantes. Estando os frutos maduros, com seu peso de mosto ideal, então são colhidos. Para as espécies de boa qualidade a colheita geralmente é feita à mão. Já para as outras, as máquinas fazem o trabalho. De acordo com o Instituto Alemão do Vinho, os vinicultores estão otimistas quanto ao resultado deste ano. Uma boa mistura de sol e precipitação, e temperaturas acima da média anual, prometem uma boa safra. De fato o vinho alemão tem se tornado cada vez mais popular na Alemanha e no exterior. No ano passado, o valor das exportações de vinho subiu 7,5 por cento. Os principais importadores são os Estados Unidos e a Grã-Bretanha. Suécia, Holanda e Rússia ganharam importância como mercado consumidor. E os alemães parecem cada vez mais convencidos da qualidade dos produtos de suas videiras. Em 2007, mais de cinqüenta por cento das vendas no país resultaram de vinhos nacionais. No total há 13 regiões de cultivo de vinho na Alemanha. E como seus nomes já permitem supor, elas estão localizadas sobretudo em vales de rios como o Reno, o Mosela e o Neckar. A maior delas é a Rheinhessen. Com aproximadamente 100 espécies de videiras, os vinicultores alemães produzem uma grande variedade de vinhos. De maior importância são apenas cerca de 20, informa o Instituto do Vinho. O clássico entre os vinhos brancos é o Riesling. Somente esta espécie ocupa vinte por cento das terras cultivadas. Entre os tintos o Spätburgunder é o mais conhecido. Por terem estas duas espécies um longo tempo de maturação, elas desenvolvem um sabor intenso e particular. Redação
31.10.08 – VINHO CAMPEÃO: Das videiras de Hessen veio o vinho eleito o melhor Riesling do mundo, no 9° Concurso Internacional de Riesling de Camberra, na capital australiana. Entre 500 rótulos de seis países produtores, o "1991 Rauenthaler Baiken Riesling Eiswein", da Hessische Staatsweingüter GmbH Kloster Eberbach, ficou com a primeira posição. A vinícola é a maior da Alemanha, com 210 hectares. Sua produção começou em 1136 com os monges do Mosteiro de Eberbach. Em uma semana agitada para o mundo do vinho, na Alemanha a vinícola August Ziegler recebeu o título "Vinícola do ano", no Prêmio Federal do Vinho. Ao todo foram testados 4,6 mil rótulos, de 550 vinícolas, espalhadas pelas 13 regiões produtoras da Alemanha. Mariana Antoun
LINK: 21.10.08 – ERFURT: Dias de Olimpo para Erfurt, capital da Turíngia. Desde domingo (19.10), a cidade é sede da maior competição de culinária do mundo: A Exibição Internacional de Cozinha Artística (IKA), mais conhecida como "Olimpíadas da Culinária". O torneio reúne cerca de 1600 profissionais de 53 países e termina nesta quarta, dia 22 de outubro. Na IKA, que é organizada pela Federação dos Cozinheiros da Alemanha e acontece a cada quatro anos, ao invés de "estrelas gourmet", os competidores ganham medalhas de ouro, prata e bronze. Na disputa entre seleções, com 32 equipes, Alemanha, Suécia, Noruega, Suíça e Estados Unidos entraram como favoritas. Em vários restaurantes da cidade os chefes internacionais apresentam seus pratos para os jurados e também para o público. Eles precisam preparar em cinco horas um menu com três entradas, para 110 convidados. Na hora de julgar especialistas levam em conta não só o sabor dos alimentos, como também a limpeza da cozinha, criatividade, trabalho em equipe e a apresentação do prato. A expectativa é que mais de 20 mil pessoas acompanhem as exibições. Mariana Antoun
02.10.08 - PFALZ: A Pfalz pode ser considerada a segunda maior região produtora de vinhos da Alemanha. Porém, melhor do que abrir uma garrafa originária do lugar, é saber o que está por trás desta tradição, iniciada com os romanos, e que soube manter-se viva e atual séculos depois, produzindo acolhida ímpar com aroma ao gosto do visitante. Encontrar vinhos da região de Pfalz, mesmo em lojas especializadas, não é tarefa fácil. Os alemães ainda sofrem as consequências da péssima imagem deixada pelos vinhos baratos e sem caráter, que inundaram o mercado internacional nos últimos anos, explica Arthur Azevedo, diretor da Associação Brasileira de Sommeliers-SP. Mas basta um olhar atento para esta área ensolarada a sudoeste da Alemanha para que até quem não é apreciador da bebida descubra seus encantos. "Há um evidente esforço de se resgatar o verdadeiro vinho alemão, proveniente de vinhedos espetaculares, situados em regiões privilegiadas como o Mosel, Rheingau ou Pfalz", detalha Azevedo, que é editor da revista Wine Style e consultor da Artwine - Consultoria em Vinhos. Beneficiados pela qualidade de solo e clima, os produtores de Pfalz souberam aliar técnica e tradição para produzir uma bebida encorpada, cheia de personalidade, em uma localidade que fez do vinho motivo para rota turística e cultural. A Estrada do Vinho conta com as melhores vinícolas. Entre as que mais se destacam está Dr. Bürklin-Wolf, comandada há séculos pela mesma família. O complexo do clã vai além dos vinhedos e conta com museu, restaurante, salas para degustação e pesquisa sobre o assunto, além da promoção de eventos culturais. Fabíola Brites
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