LITERATURA |
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13.11.08 – OSFRIED PREUßLER: Pergunte à nova geração qual é o livro mais bonito de Otfried Preußler: sem pensar duas vezes, a menina em idade pré-escolar grita logo: "A Pequena Bruxa"; a aluna da escola primária diz que adora "O Ladrão Hotzenplotz", com seu narigão; e o pré-adolescente declara-se fascinado por "Krabat" e seu mundo sombrio de corvos enfeitiçados. Com seu tom animado e feérico, Otfried Preußler criou uma literatura que cativa todas as faixas etárias e já é considerado um clássico há décadas. No dia 20 de outubro de 2008 o mestre dos corvos, bruxas e ladrões completou 85 anos. Seus 32 livros, traduzidos em 55 idiomas, renderam-lhe diversos prêmios pelo mundo e venderam mais de 50 milhões de exemplares. Nascido em 1923, em Reichenberg, no norte da Boêmia, Otfried Preußler, oriundo de uma família de professores, conviveu com um pai que, como apaixonado pesquisador de sua terra natal, colecionava lendas da região das montanhas do Iser; e com uma avó que o alimentava incansavelmente de histórias. "O livro de histórias de minha avó – na realidade, ele nunca existiu – é, para mim, o mais importante de todos os livros que conheci em minha vida", recorda Preußler. Ele escreveu suas primeiras histórias já aos doze anos. Desejava ser escritor um dia e viver em Praga, mas a Guerra Mundial frustrou seus planos: em 1942, logo após prestar o "Abitur", exame de conclusão do Ensino Secundário, Preußler foi convocado para combater e só retornou em 1949, depois de passar cinco anos em uma prisão russa. Desembarcou em Rosenheim, cidade da Alta Baviera, onde teve a sorte de reencontrar a família e a noiva. Ali teve que buscar uma fonte de subsistência, enquanto se preparava para o magistério: começou, então, a escrever, primeiramente como repórter local, deslocando-se de bicicleta; depois como autor de peças infantis para o rádio. Seu primeiro grande sucesso foi o livro "O Menino das Águas", que conta a história de um pequeno ser aquático meditador e divertido, escrito em 1956. Cada novo texto que escreve, Preußler o submete, primeiramente, à avaliação das crianças – uma atenção que se reflete, até hoje, nas cartas de agradecimento que recebe de crianças embevecidas. "As crianças são o público melhor e mais inteligente que um contador de histórias pode almejar. E são críticos rigorosos e insubornáveis", diz Preußler a respeito delas. Redação
14.10.08 – MELHOR LIVRO: O escritor Uwe Tellkamp, 39 anos, ganhou o Prêmio Alemão do Livro oferecido pela Associação do Comércio Livreiro Alemão pelo romance Der Turm (A Torre), que retrata a queda da Alemanha Oriental. O prêmio é destinado ao melhor romance do ano e foi anunciado na noite de segunda-feira (10.10) na Feira de Frankfurt. Dotado de um total de 37 mil e 500 euros, Tellkamp receberá 25 mil e o restante será dividido igualmente com os cinco outros finalistas, a saber: Ingo Schulze autor de "Adam und Evelyn" (Adão e Evenine), Dietmar Dath com "Die Abschaffung der Arten" (A supressão das espécies), Iris Hanika com "Treffen sich zwei" (Quando duas pessoas se encontram), Sherko Fatah com "Das dunkle Schiff" (O navio sombrio) e Rolf Lappert com "Nach Hause schwimmen" (Voltar para casa nadando). Josiane Cotrim
10.10.08 – FEIRA DO LIVRO: A 60ª Feira do Livro de Frankfurt será aberta dia 14 próximo pelo Ministro das Relações Exteriores, Walter-Frank Steinmeier. Com mais de 7.000 expositores provenientes de mais de 100 países e cerca 1000 autores, entre os quais vários ganhadores do Prêmio Nobel, a feira deste ano será novamente uma mostra dos superlativos. A Turquia é o país de destaque deste ano. A feira transformou-se em uma plataforma de uma grande variedade de produtos. Neste ano, o foco do interesse será o e-book cuja previsão é de que até 2015 conquistede 10 a 15 por cento do mercado alemão. O Ministério das Relações Exteriores participa do evento desde 2003 com um espaço no "Centro Internacional". Ali, o Instituto Goethe, o Instituto Alemão de Arqueologia e o Instituto das Relações Exteriores organizam discussões e mesas-redondas. Outro importante elemento do trabalho conjunto entre o Ministério das Relações Exteriores e a Feira é um programa que permite a participação de editoras de países menos favorecidos. Recursos do ministério garantem que 25 editoras de países onde o mercado de livros não é muito desenvolvido apresentem seus produtos e mantenham novos contatos durante o maior evento no gênero do mundo. Josiane Cotrim
14.04.08 – CASA DO CRIME: O cenário é a antiga fábrica de curtume da pequena cidade na área vulcânica de Eifel, a oeste da Alemanha. Desde setembro de 2007 a agora "Casa do Crime" (Kriminalhaus) atrai amantes desse gênero da literatura de todas as partes do país e da Europa para Hillesheim. As boas-vindas ficam por conta da livraria Lesezeichen, no andar térreo, que oferece de clássicos a raridades da literatura policial. No primeiro andar o visitante chega ao "arquivo criminal alemão". Com um acervo de 26.000 exemplares, ele tornou-se ponto de encontro de grupos interessados e associações. Quem desejar pode ainda experimentar uma série de jogos raros de crime! A pausa entre uma pesquisa e outra no grande acervo também tem destino certo: o Café Scherlock, ao lado, dá prosseguimento à atmosfera de suspense com detetives da grande literatura em fotos, filmes e bonecos em tamanho real. Para degustar, "Chocolat Poirot", "Miss Marple´s Tea time" ou o café "Schwarzer Tod" (morte negra), torrado no local. A digestão pode ser feita em duas rotas traçadas a partir de romances dos autores Jacques Berndorf, Angelika Koch e Rolf Kamp, que escolheram a região para a inserção dos seus cadáveres. Aline Mara Afonso
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