MEIO AMBIENTE |
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23.12.08 – ECOGERMA: De 12 a 15 de março de 2009 será realizada a Ecogerma 2009, primeiro congresso e feira de negócios e produtos e tecnologias sustentáveis realizados em conjunto pelo Brasil e pela Alemanha na América Latina. O evento, promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, em parceria com a Embaixada da Alemanha no Brasil e do Consulado Geral da Alemanha em São Paulo, conta com o apoio dos governos e da iniciativa privada dos dois países. Apesar do cenário recessivo mundial, a expectativa é que a feira movimente cerca de R$ 200 milhões em novos negócios. Até agora, foram comercializados mais de 5 mil metros quadrados de área de um total de 8 mil m2. São esperados 200 expositores do Brasil e da Alemanha e de 20 a 30 mil visitantes nos quatro dias de evento. "A crise internacional não afeta o enorme potencial de cooperação na área de sustentabilidade entre o Brasil e a Alemanha. A Ecogerma cria bases e excelentes oportunidades para negócios e parcerias, além de fortalecer a cooperação científica", destaca Rolf-Dieter Acker, Presidente da Câmara Brasil-Alemanha. Prêmio Redação
11.12.08 – AQUECIMENTO GLOBAL: Ao mesmo tempo em que não poderiam ser mais distintos, Brasil e Alemanha mostram que têm objetivos comuns, principalmente quando o assunto é o meio ambiente. O tema esteve em pauta durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Poznan, na Polônia. No encontro foram discutidos os termos de um novo acordo ambiental para suceder o Protocolo de Quioto. Pelo lado brasileiro foi apresentado o Plano Nacional de Mudanças Climáticas. O Brasil se comprometeu a reduzir em até 72% os desmatamentos e as emissões de gases que aceleram efeito estufa até 2017 e a pensar medidas para o setor energético voltadas para a expansão do uso de energias renováveis e de biocombustíveis, por exemplo. A proposta foi bem recebida pela comunidade internacional, especialmente pela Alemanha, já que pela primeira vez um país em desenvolvimento tomou a dianteira e preparou um plano concreto contra o aquecimento global. O Ministro alemão do Meio Ambiente Sigmar Gabriel (SPD) parabenizou a iniciativa brasileira e afirmou que a Alemanha está preparada para ajudar na implementação do Plano Nacional. "Como parte de nossa atuação no cenário internacional de preservação ambiental, já começamos a disponibilizar fundos para diversas atividades no Brasil, como na proteção da Mata Atlântica, na expansão do uso de energia solar e na substituição de materiais tóxicos em refrigeradores", exemplificou. E a Alemanha é mesmo um exemplo a ser seguido. Em novembro deste ano, o Governo alemão apresentou os resultados mais recentes relativos aos esforços para redução dos gases que provocam o efeito estufa. De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, em 2007, os índices de emissão estiveram em 22,4% abaixo dos registrados entre 1990 e 1995. A marca superou os objetivos do governo e deixou a Alemanha bem próxima de atingir a meta assumida em Quito para o período que vai de 2008 a 2012. Os números apresentados mostram novas tendências. No trânsito, graças ao aumento da eficiência de veículos pesados, como ônibus e caminhões, e ao uso de biocombustíveis, é percebida, desde 1999, redução das emissões. No cenário doméstico, com a utilização de sistemas de aquecimento e isolamento mais eficientes a diminuição chega a 34%, enquanto nas indústrias a redução fica próxima de 40%, em comparação com os índices de 1990. A gestão do lixo e a agricultura também contribuíram com menos 40 milhões de toneladas de gases. Em apenas um aspecto, a Alemanha precisa melhorar seus números: na utilização de fontes renováveis de energia. Desde 1999, a geração de energia assinala um leve aumento nas emissões. Glaucimara Silva
28.11.08 – DESPOLUIÇÃO DO RIO RENO: Durante muito tempo, a qualidade da água do Reno não agregou valor à região do Vale Médio Superior, considerada Patrimônio Mundial da Unesco. O rio, que tem em suas margens grande número de cidades industriais e serve de rota comercial para navios entre Suíça, França, Luxemburgo, Alemanha e Holanda, já foi considerado o mais poluído da Europa. Em 1986, um grave acidente na fábrica da indústria química multinacional suíça Sandoz chamou a atenção das autoridades e da opinião pública. Na ocasião, o Reno foi contaminado com 20 toneladas de um pesticida altamente tóxico. Ao lado da iniciativa privada, os seis países banhados pelo rio se mobilizaram em acões específicas e investiram, desde 1989, mais de U$ 15 bilhões em sua despoluicão, com a construção de estações de tratamento de água e de monitoramento. Hoje, cerca 95% dos esgotos das empresas são tratados, faltando apenas reduzir a quantidade dos pesticidas usados pelos fazendeiros, que chegam ao rio via lençóis freáticos. Das 64 espécies de peixes que habitavam no rio antigamente, 63 já voltaram. A limpeza do Reno é considerada um dos maiores sucessos ecológicos da Europa, um modelo de gestão ambiental. A perícia dos técnicos alemães que ajudaram na despoluicão do rio já é, inclusive, solicitada em vários outros países. Arnd Alexander Rose
31.10.08 – CLIMA: O alcance das consequências das mudanças climáticas vai além das questões ambientais. Segurança e liberdade são os temas em foco na conferência "Mudanças Climáticas como ameaça à segurança: opções de ações para a Política, Ciência e Economia", que acontece nos dias 06 e 07 de novembro em Freiburg, na região da Floresta Negra. O objetivo é levantar possíveis respostas da comunidade internacional sobre o tema, bem como incentivar um debate amplo com um vasto público. O evento será aberto pelo Ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, e contará com a presença de especialistas em clima, políticos e representantes de empresas. Uma das palestras mais aguardadas será ministrada pelo ganhador do prêmio Nobel Rajendra Pachuri, Presidente do Painel de Mudanças Climáticas da ONU. Mariana Antoun
08.10.08 – ALERTA CLIMÁTICO: Contrariando os cálculos sobre o aquecimento global, o nível do mar no globo terrestre deve subir até um metro neste século. A advertência foi feita em Berlim, nesta quinta-feira (09.10) pelo Professor Hans Joachim Schellnhuber do Instituto de Pesquisa sobre Aquecimento Global de Potsdam e pelo meteorólogo de Hamburgo Jochem Marotzke. Segundo Schellnhuber os planos internacionais de limitar o aumento da média da temperatura global em apenas 2 graus só será atingida com enorme esforço. As avaliações sobre as mudanças climáticas estão sendo feitas considerando dados de 2005, disse Schellnhuber que também é o conselheiro para assuntos climáticos da Chanceler Angela Merkel. Nos últimos anos, afirmou o especialista, o degelo dobrou ou até triplicou. O Ministro do Meio Ambiente Sigmar Gabriel defendeu uma aceleração da proteção climática. A economia de energia deve se intensificar nas construções, no trânsito e na agricultura. Josiane Cotrim
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