RELIGIÃO E FILOSOFIA


JOACHIM MEISNER: Cardeal alemão completa 75 anos
O homem da Igreja mais politicamente incorreto da Alemanha, o cardeal e arcebispo Joachim Meisner comemorou 75 anos...

CARLOS MAGNO: Prêmio vai para italiano Andrea Riccardi
O conceituado Prêmio Carlos Magno de 2009 será entregue ao italiano Andrea Riccardi, um católico leigo, fundador da Comunidade Sant'Egidio...

HALBERSTADT: Acervo da catedral em novo esplendor
O acervo da Catedral de Halberstadt, um dos mais ricos de todos os tesouros sacros medievais da Europa, está em exposição...

TRADIÇÃO: A Festa de São Martinho
"Lanterna, lanterna, lua, sol e estrela..." Ano após ano ouve-se, no dia 11 de novembro, este refrão nas ruas da Alemanha...

MUSEU JUDAICO: Justa homenagem
O Museu Judaico de Berlim homenageia o industrial Roland Berger e o escritor Imre Kertész com o "Prêmio para tolerância e a compreensão"...

MESQUITA: Campo santo recuperado
A primeira mesquita construída na parte oriental de Berlim abriu suas portas e a primeira cerimônia foi realizada na presença de cerca de 500 fiéis...

26.12.08 – JOACHIM MEISNER:
Cardeal alemão completa 75 anos ACIMA
Joachim Meisner, cardeal alemão - Fonte: dpa/pa 75 anos de história

Seus opositores podem respirar aliviados: o homem da Igreja mais politicamente incorreto da Alemanha, o cardeal e arcebispo Joachim Meisner permanecerá no cargo. Meisner comemorou 75 anos no dia 25 de dezembro e de acordo com a Lei Eclesiástica deveria entregar sua carta de renúncia ao Papa. No entanto, Bento XVI, amigo de longa data do cardeal natural da região da Silésia (Schlesien), recusou o pedido. Joachim Meisner continuará a morar na Residência do Arcebispado no Reno e a executar suas atividades na cidade de Colônia.

Glaucimara Silva


08.12.08 – CARLOS MAGNO:
Prêmio vai para italiano Andrea Riccardi  ACIMA
Andrea Riccardi - Fonte: dpa/pa Andrea Riccardi

O conceituado Prêmio Carlos Magno de 2009 será entregue ao italiano Andrea Riccardi, um católico leigo, fundador da Comunidade Sant'Egidio. A homenagem cívica é feita todos os anos pela cidade de Aachen, por serviços prestados à Europa. Riccardi, de 58 anos, fundou a comunidade laica no distrito romano de Trastevere, junto com outros colegas de escola. A organização conta hoje com 50 mil membros em todo o mundo.

"Riccardi e a Sant'Egidio promovem uma cola social que mantem junta toda a comunidade européia", justificou o Prefeito de Aachen Jürgen Linden. Quando a organização foi fundada, em 1968, o grupo de Riccardi ajudava pessoas pobres do distrito com comida e roupas. Hoje, seu trabalho é considerado como o de um "diplomata das ruas", e Riccardi coleciona atuações em locais de conflito em todo o mundo, como Burundi, Guatemala, Algéria, Uganda, Kosovo e Congo.

O prêmio de 5 mil euros leva o nome do Imperador Carlos Magno (768-814). No seu império medieval a cidade de Aachen foi um dos centros mais importantes. A entrega do prêmio, instituído em 1950 e que já agraciou nomes como Konrad Adenauer, Winston Churchill, François Mitterrand e Helmut Kohl, acontece no dia 21 de maio de 2009.

Mariana Antoun


02.12.08 – HALBERSTADT:
Acervo da catedral em novo esplendor  ACIMA
Acervo da Catedral de Halberstadt  Fonte: dpa/pa Relíquias em exposição

A nova exposição da Catedral de Halberstadt exibe 300 peças de um acervo composto por aproximadamente 650, entre relíquias, tapetes, vestimentas, entalhes em marfim e trabalhos de ourivesaria produzidos a partir do século IX. A exposição foi inaugurada com um culto ecumênico, na Catedral de Halberstadt, e contou com a presença do Presidente da Alemanha Horst Köhler, que disse que o acervo da igreja revela a evolução histórica da cidade e da região: "A identidade de um cidadão pressupõe, essencialmente, a consciência de sua própria história". Em sua homilia proferida perante aproximadamente 700 convidados, o Presidente do Conselho da Igreja Evangélica na Alemanha, Bispo Wolfgang Huber, classificou a coleção de arte cristã como "um tesouro gigantesco de âmbito mundial".

O especial no tesouro da Catedral é que ele contém o conjunto quase completo de peças de uma igreja matriz medieval. Todas elas foram adquiridas e utilizadas nas celebrações da Catedral de Halberstadt a partir do século IX. Ao contrário do que ocorreu em muitas outras igrejas européias, o tesouro de Halberstadt nunca saiu de seu local original, não tendo sofrido nem pilhagens nem os estragos de guerras.

Ao longo dos últimos dez anos, grande parte das 650 peças do acervo recebeu tratamento de conservação. Evitou-se, quase sempre, fazer restaurações, para deixar visível a idade das peças. A Clausura da Catedral, onde a exposição pode ser vista, foi restaurada e ganhou um anexo. O projeto foi finanaciado pela União Européia, Governo federal e estadual com aproximadamente oito milhões de euros.

No "Ano dos Tesouros Sacros na Saxônia-Anhalt", além do acervo da Catedral de Halberstadt, foram apresentados o tesouro do Convento de Quedlinburg e os acervos das Catedrais de Merseburg e Naumburg. Inúmeras cerimônias, concertos e visitas guiadas também foram realizadas em 2008.

Redação

LINKS:
www.dom-und-domschatz.de
www.sachsen-anhalt-tourismus.de/xxl/de/Domschaetze/index.html
www.sachsen-anhalt-tourismus.de/xxl/en/cathedral-treasuries/index.html
www.naumburger-dom.de
www.naumburg-onlinee.de
www.merseburger-dom.de


13.11.08 – TRADIÇÃO:
A Festa de São Martinho   ACIMA
Crianças com suas lanternas - Fonte: dpa/pa "Lanterna, lanterna, lua, sol e estrela..."

"Lanterna, lanterna, lua, sol e estrela..." Ano após ano ouve-se, no dia 11 de novembro, este refrão nas ruas outonais da Alemanha onde crianças em procissão ostentam suas lanternas feitas à mão e cantam alegremente as canções que aprenderam de cor. A luz bruxuleante das velas dentro das lanternas faz reluzir os olhos infantis. Não há criança que não espere poder vislumbrar, cheia de excitação, uma nesga do homem que veste uniforme de soldado medieval e que, montado no seu imponente cavalo, vai na frente da procissão.

São muitas as lendas em torno deste homem que todas as crianças da Alemanha, da Áustria e da Suíça conhecem devido às suas boas ações e à sua generosidade. São Martinho nasceu no ano de 316 d.C. com o nome de Martin de Tours, em Sabaria, situada na atual Hungria, e, ainda jovem, ingressou na Guarda Imperial Romana. Depois do seu batismo e da sua nomeação como bispo, votou-se ao trabalho missionário e passou a ajudar os pobres e ostracizados.

Diz a lenda que Martinho encontrou, na porta da cidade de Amiens, um pobre mendigo em roupas esfarrapadas que lhe pediu que o salvasse do gélido frio que reinava. Martinho, porém, só trazia o seu capote militar e decidiu, assim, dividi-lo com o mendigo. Sem hesitar, com um golpe de espada, cortou o manto quente em duas partes e deu a metade ao mendigo que se mostrou profundamente grato. Depois deste gesto magnânimo, Martinho deixou de servir como soldado a Roma e recebeu o batismo cristão, ajudando os necessitados e praticando, em vez de lutar, o amor ao próximo.

Este ato de caridade, no entanto, não é a única história sobre São Martinho que ainda hoje se conta. Uma outra lenda fala da sua nomeação para bispo. Como ele era um homem modesto e não se sentia digno do cargo de bispo, escondeu-se num galinheiro cheio de gansos. O grasnar dos gansos, porém, foi tão ruidoso que os moradores da cidade o descobriram e o designaram como o novo bispo.

É muito provável que essa lenda tenha dado origem à tradição do ganso de São Martinho que costuma ser servido na festa de São Martinho, à noite, após a procissão das lanternas. Em muitos lugares, no entanto, hoje são servidos, em vez do ganso, o vinho quente com especiarias, o chocolate quente e os "Weckmänner" – bolos assados no forno que têm a forma de um homem, com cachimbo de barro na boca. Depois de uma longa procissão de lanternas ao ar livre e no frescor do outono, esta refeição aquece os corações e sacia muito estômago faminto.

A origem da procissão de lanternas que ganhou tanta popularidade ainda não foi desvendada até hoje. Mas para muitos ela substitui a fogueira de São Martinho, ainda acendida em várias cidades e aldeias da Europa nos tempos atuais. Antigamente ela simbolizava a luz da santidade que ilumina a escuridão – assim como São Martinho trouxe, com suas boas ações, um vislumbre de esperança à vida dos pobres. É verdade: a tradição da grande fogueira crepitante vai-se perdendo gradualmente mas a procissão das lanternas continua a fazer parte dos usos e costumes mais difundidos e apreciados. Grandes e pequenos se regozijam com as procissões infantis que alumiam as ruas escuras com suas lanternas e canções: "Pelas ruas abaixo e acima a lanterna de novo ilumina: amarela, verde, azul e cereja, bom Martinho, venha cá e veja!"

Denise Kotulla


28.10.08 – MUSEU JUDAICO:
Justa homenagem   ACIMA

O Museu Judaico de Berlim homenageia o industrial Roland Berger e ganhador do prêmio Nobel de Literatura Imre Kertész com o "Prêmio para tolerância e a compreensão". O primeiro foi escolhido pelo contribuição para o fortalecimento dos direitos humanos por oferecer igualdade de oportunidades para a formação de jovens, através de uma fundação que oferece bolsas para os que tiveram menos chances. Já o autor de "Sem destino" será homenageado por toda a sua trajetória de vida, que passa pela dramática deportação para o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. A entrega do prêmio acontece no próximo dia 15 de novembro e deverá contar com a presença da Chanceler Angela Merkel.

Redação


16.10.08 – MESQUITA:
Fiéis muçulmanos ganham templo   ACIMA
Nova Mesquita - Fonte: dpa/pa Festa da comunidade de Ahmadyya

A primeira mesquita construída na parte oriental de Berlim abriu suas portas quinta-feira (16.10). O califa Hazrat Mirza Ahmad, chefe espiritual da comunidade muçulmana Ahmadiyya, foi de Londres especialmente para entregar o edifício oficialmente ao fiéis daquela parte de Berlim. A primeira cerimônia no novo complexo foi realizada sexta-feira (17.10) para cerca de 500 fiéis.

Ao contrário do lado ocidental de Berlim, que conta com cerca de 70 mesquitas, a parte oriental não possuía nenhuma. A comunidade muçulmana Ahmadyya se considera reformadora e é a única dirigida por um califa eleito. Distingüe-se das demais comunidades muçulmanas por não tomar o Corão ao pé da letra, mas sim interpretando-o.

Josiane Cotrim


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