VIDA NOTURNA


OSTBAHNHOF MUNIQUE: Badalação em antigas fábricas
Ostbahnhof atrai público com variedade de boates, barzinhos, exposições e muito mais...

COQUETEL: Caipirinha já é número 1
Junto com a feijoada e o o futebol a bebida entrou como titular para o time das paixões brasileiras mais populares na Alemanha...

HAMBURGO: Sexo e Rock’n’Roll em St. Pauli
"Das Tor zur Welt" ou "Portão para o Mundo". É assim que a cidade de Hamburgo é conhecida entre os alemães...

THE BARRACÃO: A praia noturna de Frankfurt
Todos os verões, o dono de uma discoteca de Frankfurt transforma o estacionamento em frente ao local num bar brasileiro improvisado...


16.01.08 – OSTBAHNHOF MUNIQUE:
Badalação em antigas fábricas ACIMA

Ostbahnhof atrai público com variedade de boates, barzinhos, exposições e muito mais
Kultfabrik - Fonte: Wikimedia Commons/ B. Erdödy Entrada da Kultfabrik

Munique é uma cidade cosmopolita que reúne em um só lugar diferentes estilos de vida. Um dos points mais freqüentados pelos moradores e turistas, que fica praticamente no centro da cidade, é a área do Ostbahnhof (estação ferroviária do leste de Munique). As diversas atrações culturais e a movimentada vida noturna e cultural agregam gente de todo tipo, na maior concentração de boates e bares de toda a Europa.

A grande maioria fica exatamente atrás da estação ferroviária. Com dois antigos complexos industriais interligados, Kultfabrik e Optimolwerke, o visitante pode escolher entre a música latina, eletrônica, pop, rock e muitas outras. A variedade é tão grande que pessoas de todas as faixas etárias freqüentam o mesmo lugar.

Na Kultfabrik, uma boate com o nome Kalinka, mantém suas tradições e revive a União Soviética com muita vodca, música típica e dança. Já o Babyloon atrai mais pelas festas exuberantes com dançarinas e som eletrônico. A Cohibar, um bar que depois de um certo horário vira boate, agrada aos amantes do ritmo latino e de encontrar gente bonita.

Os complexos industriais não páram e até para quem quer prolongar a noite pode passar o dia na Kultfabrik ou nos Optimolwerke, quando programas culturais como exposições, exibições de filmes e workshops tomam conta do espaço. Outro atrativo é a multiplicidade de opções de comidas, como salsichas alemãs, comida japonesa e delícias da cozinha polonesa.

Para completar, dois trens ligam o aeroporto ao Ostbahnhof a cada 10 minutos. Para quem estiver de passagem por Munique ou pretende visitar a cidade, aconselha-se a estadia em hotéis da redondeza, já que são baratos e o ponto estratégico é bastante prático.

Martha Ayres Denk

LINKS:
Optmolwerke
Kultfabrik


20.08.07 - COQUETEL:
Caipirinha já é número 1 ACIMA
Caipirinha "hot" em Munique - Fonte: Aline Zero "Caipi" em versão hot em Munique

Junto com a feijoada e o o futebol a bebida entrou como titular para o time das paixões brasileiras. De tão apreciada, marca presença também longe de casa. Seja nas estações quentes ou nas frias, lá está ela: nos cardápios dos restaurantes ou em festas comemorativas, a caipirinha tem ótima aceitação e é facilmente encontrada na Alemanha, onde o coquetel pode ser pedido nos bares pela carinhosa abreviatura: "ein Caipi, bitte!”.

"Quase todos os lugares têm a bebida no cardápio. Nas festas tradicionais e nos mercados alemães pode-se inclusive comprar o ‘kit caipirinha’", conta a brasileira Carla Silva, que morou por dois anos na Alemanha.

Mas, por mais que seja fácil encontrá-la por lá, algumas diferenças no sabor parecem inevitáveis. Brasileiros que já experimentaram juram (cá entre nós) que as nacionais são melhores. "A caipirinha na Alemanha é uma adaptação. É feita com gelo moído e açúcar mascavo e cristalizado. Esse açúcar não dissolve e altera consideravelmente o sabor da bebida", confirma Carla. A qualidade e variedade de cachaças encontradas fora do Brasil também deixa a desejar, o que também altera o sabor do coquetel.

No Brasil, a receita originalíssima tem como ingredientes básicos cachaça, limão, açúcar e gelo. Aliás, o próprio modo de fazer já deixa claro que a bebida é mesmo brasileira. As medidas são normalmente estabelecidas pelo "olhômetro" de cada um, ou seja, o improviso fala mais alto. A vantagem é que o coquetel fica ao gosto do freguês.

Para quem quiser aprender, o procedimento é cortar o limão em pedaços pequenos, colocá-lo juntamente com o açúcar em um copo ou em um pilão próprio, amassá-lo com um socador, adicionar os cubos de gelo e, por fim, a melhor cachaça que estiver ao alcance. Um dos segredos nacionais para a receita é não triturar o gelo: do contrário, vai derreter rapidamente e a caipirinha pode ficar aguada. Depois, como já se sabe, é só apreciar a delícia. Sempre com moderação, claro.

Aline Zero


03.08.07 – HAMBURGO:
Sexo e Rock’n’Roll em St. Pauli    ACIMA

"Das Tor zur Welt" ou "Portão para o Mundo". É assim que a cidade de Hamburgo é conhecida entre os alemães. A segunda maior cidade da Alemanha está localizada ao norte do país, mais precisamente onde as águas do Alster e do Bille desembocam no Elba, que por sua vez flui para o Mar do Norte. Devido a essa posição estratégica, em 1189, o imperador Friedrich I Barbaruiva concedeu o direito portuário e privilégios comerciais ao então vilarejo, que ao longo dos séculos foi se desenvolvendo e transformando-se na mais significativa cidade mercantil da Alemanha, a chamada Hansestadt Hamburg, com um dos maiores portos no mundo.

Devido a sua história e longa tradição, Hamburgo é rica em atrações turísticas e pontos cult, como o bairro portuário St. Pauli, que se tornou mundialmente famoso pela Reeperbahn, a avenida apelidada de "milha pecaminosa" por abrigar casas noturnas, algumas de luz vermelha. A (má) fama do quarteirão dos prazeres causou furor em 1954, quando foi retratado no filme Auf der Reeperbahn nachts um halb eins, com o ator e cantor Hans Albers. Até hoje a música do filme é um clássico da cultura alemã.

A Reeperbahn se estende do estádio de futebol Millerntor até a Große Freiheit, rua onde se localizam as casas noturnas mais agitadas e conhecidas do bairro. Sendo parte integrante de St. Pauli, a Reeperbahn compõe o quadro inconfundível e característico do bairro, atraindo mais de 25 milhões de turistas por ano. Mas quem acredita que ali tudo gira apenas em torno da prostituição, está plenamente enganado.

Apesar das dezenas de casas noturnas, shows de streaptease e lojas de artigos eróticos, St. Pauli vai além da Herbertstraße, rua fechada onde circulam cerca de 250 prostitutas e cujo acesso é restrito e exclusivo para homens. Nos finais de semana, os hamburguenses invadem as discotecas, clubes e bares em torno da praça Hans-Albers. Para quem curte baladas que vão até o meio-dia do dia seguinte, só vai encontrá-las ali.

Entre os clubes mais famosos está o Große Freiheit 36, de mesmo nome da rua. Dentro dele, o Kaiserkeller ganhou notoriedade em 1962, quando a carreira mundial dos Beatles deslanchou em seus palcos. Foi no Kaiserkeller e nas antigas boates Indra e Top Ten que nascia a Beatmusic dos anos 60. A mistura dos gêneros Skiffle e Rock’n’Roll, também conhecida como "Hamburg Sound", ainda revelou artistas como Little Richard, Jerry Lee Lewis, os Everly Brothers, Ray Charles, mas também bandas de Hamburgo, como os Rattles e as Rivets.

Não muito longe dali fica o posto policial mais conhecido da cidade: a Davidwache. Por diversas vezes palco de reportagens, filmes e seriados de TV, ele se localiza no centro da Reeperbahn, ao lado do Spielbudenplatz, quadra onde se concentram teatros e pequenas casas de espetáculo. Essa localização é ideal, já que o índice de criminalidade na região é enorme.

St. Pauli também é valorizado pela cultura. O Operettenhaus no teatro de St. Pauli apresenta pequenas operetas e no Schmidt Theater, o público preza as apresentações de comédia, cabarés e musicais. Para não fugir do principal assunto do bairro, ainda conta com um museu de arte erótica, o Erotic Art Museum.

Ilona Rechlin


01.03.07 – VIDA NOTURNA:
The "BARracão", a praia noturna de Frankfurt   ACIMA

Todos os verões ,o dono de uma discoteca de Frankfurt transforma o estacionamento em frente ao local num bar brasileiro improvisado

Os pés podem sentir a areia e os guardas-sol atenuam o calor da tarde de verão ou protegem da chuva. Os fregueses sentam-se em cadeiras de praia com uma caipirinha nas mãos ou talvez, levantem brindes entre as mesas de metal com as cervejas brasileiras Brahma. Fragmentos de conversação num português suave cortam o ar.Qualquer pessoa que estiver no "BARracão" ,em Frankfurt poderia achar que estava no Brasil e esquecer que além da cerca está um estacionamento alemão comum.
O BARracão só abre no verão. Quando a temperatura esquenta, Uli Schlepper coloca um metro e cúbico e meio de areia em frente a sua discoteca "o25". Formado em medicina, Schlepper assumiu o clube subterrâneo situado em uma área industrial de Frankfurt há sete anos. Durante a ultima Copa do Mundo, há quatro anos, ele e sua mulher brasileira, Clara da Silva, tiveram a idéia de fazer este bar de verão. "Frankfurt de Janeiro" é o nome que aparece nos cartazes.

"Nós não queríamos fazer o trio usual- samba, peitos e caipirinha", diz Schlepper,que viveu no Brasil por vários anos. Sua mulher Clara acrescenta que devido ao fato de que a cultura no Brasil muitas vezes, vem da pobreza , o bar, no início, era chamado de "Favelabar". Eles queriam que o bar se transformasse num ponto de encontro cultural. Assim, passaram a convidar músicos para fazer apresentações lá, realizaram eventos de capoeira e contrataram brasileiros como DJs, cozinheiros e garçons.

Os fregueses alemães gostam muito do local. A assistente social Kathrin ,de 27 anos, é uma das freqüentadoras assíduas. Sua amiga Marion, de 31, está vindo pela primeira vez. O que a atraiu foi o fato de que "tudo parece ser improvisado e as pessoas não são do tipo arrumadinhas".

Esta espontaneidade não torna a atmosfera menos atraente, pelo contrário. De noite, quando o ar se torna mais fresco,os clientes entram para a "o25" onde existem dois andares de pista de dança.Os casais dançam "forro, pagode e samba". Para se refrescar, voltam para o "BARracão" e ficam conversando, sentados na areia. "A música é otima e você conhece muitos brasileiros", diz Leonardo de 18 anos.

"Land der Ideen"


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