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Inicial Especial RDA ESPECIAL RDA: Stasi, a máquina de vigilância da Alemanha Oriental

ESPECIAL RDA: Stasi, a máquina de vigilância da Alemanha Oriental PDF Imprimir E-mail
Escrito por Dennis Barbosa   
Seg, 05 de Outubro de 2009 17:41
Controle da Stasi - Fonte: dpa/paCom o fim da 2ª Guerra Mundial, os alemães se viram livres da vigilância e repressão da famigerada Gestapo, a polícia secreta nazista. Poucos anos depois, porém, os moradores da República Democrática Alemã (RDA), sob controle da União Soviética, já eram controlados por um outro organismo de repressão. A Stasi, como foi apelidado o Ministério de Segurança do Estado, foi chamada de “escudo e espada” do Partido Socialista Unitário, que dominou a Alemanha Oriental durante toda sua existência. Com um aparato ramificado e bem-aparelhado, a Stasi chegou a ter um agente para menos de 200 habitantes, mais do que a KGB teve na União Soviética.

Contando os informantes ocasionais, calcula-se que um em cada sete alemães orientais chegou a colaborar com o órgão. Com a abertura dos arquivos do Ministério, após a queda do Muro de Berlim, muitas pessoas descobriram que amigos próximos e até familiares haviam colaborado com o sistema repressor, o que causou problemas e constrangimentos. Além de chantagear e torturar, a Stasi vigiava “atividades subversivas” no cotidiano dos cidadãos, nas ruas, fábricas, repartições, escolas e universidades. Relatórios detalhados sobre atividades de milhões de pessoas chegavam ao órgão e ficavam guardados em seus arquivos.

O Ministério tinha também uma intensa atividade internacional. O caso mais célebre das ações da Stasi fora das fronteiras da RDA é o do espião Günter Guillaume, que se mudou para a Alemanha Ocidental e conseguiu se tornar assessor do chanceler (Primeiro Ministro) Willy Brandt. Quando o caso veio à tona, em 1974, Brandt acabou renunciando ao cargo.