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Inicial Especial RDA ESPECIAL RDA: Artistas expatriados

ESPECIAL RDA: Artistas expatriados PDF Imprimir E-mail
Escrito por Aline Zero   
Seg, 19 de Outubro de 2009 15:13
Arte da Alemanha Oriental/ dpa
O controle do Estado sobre a arte levou muitos ao exílio e à clandestinidade 
 
A arte e a liberdade de pensamento andam sempre juntas. Quando uma é forçosamente separada da outra, como aconteceu no lado oriental durante o período em que a Alemanha esteve dividida, o resultado para muitas gerações de artistas é a repressão, a violência e a expatriação. 
No território da República Democrática Alemã, entre 1949 e 1989, centenas de músicos, escritores, pintores e outros representantes das artes perderam a cidadania e passaram a viver na clandestinidade ou exilados em outros países. 


“Onde a arte é controlada e tutelada, como aconteceu na RDA, ela se esquiva para a subversão. É claro que é possível surgir grande arte nesse ambiente, pois ela pode até mesmo ser um fator decisivo de resistência contra a ditadura. Mas a arte é realmente uma irmã da liberdade”, observa o Prof. Dr. Jochan Staadt, da Universidade Livre de Berlim. Por isso, completa o estudioso, a política de Estado para a arte da RDA, o Realismo Socialista, não poderia se sustentar, assim como aconteceu com a arte oficial do Estado nazista. 
 

A censura na RDA rendeu a prisão de muitos artistas, assim como a sua expatriação. Os conflitos entre aqueles que seguiam as diretrizes da RDA e os que tentavam fazer sua arte com liberdade foram intensos durante os 40 anos de domínio soviético. Os artistas oficiais do Estado excluíam os outros das organizações de arte e estes eram, assim, forçados a se mudarem para o Ocidente. 
A.R. Penck (pintor), Armin Müller-Stahl (ator), Sarah Kirsch (poetisa), Ines Geipel (escritora), Wolf Biermann (cantor/poeta), Jurek Becker (escritor), Angelica Domröse (atriz), Nina Hagen e Veronika Fischer (cantoras de rock) são exemplos de artistas que se viram forçados a sair da RDA. Mudaram-se principalmente para o lado ocidental da Alemanha, onde formaram grupos de arte. Com a reunificação do País, parte dos artistas voltou para o lado oriental, mas a maioria permaneceu na porção ocidental, onde já haviam se estabelecido.